Epílogo
Um ano mais tarde...
-- Venha, Harry.
-- Não. É véspera de Natal. Tivemos um excelente jantar, uma sobremesa maravilhosa... e tudo o que quero agora é relaxar.
Hermione deixou que o silêncio se prolongasse, quebrado apenas pelo som da lenha estalando na lareira. Aí pediu mais uma vez, com a sua voz aduladora.
-- Por favor? Só alguns minutos.
Harry deu um suspiro e esparramou-se no sofá da casa que eles haviam comprado nos arredores da cidade. Desviando o olhar do fogo, encarou a esposa que se sentava ao seu lado.
-- Esses nossos jogos têm sido rápidos ultimamente, é verdade. Jogos de xadrez são em geral demorados -- disse ele.
-- Tenho certeza de que você o fará ainda mais rápido desta vez -- comentou Hermione.
-- Eu poderia ter jogado melhor na última vez, se você não tivesse usado aquele maldito vestido branco para me distrair -- ele replicou com voz rouca, sentindo-se excitado à simples lembrança do fato.
Harry amara o vestido branco de Hermione. Quando a vira entrando na igreja, um ano atrás, bem devagar, seguida de Gin, achara que nunca a tinha visto mais linda do que com o vestido de noiva da mãe. Depois, quando Hermione fora à cama, na lua-de-mel, com uma camisola de seda, também branca, mudara de idéia imediatamente. Achara-a mais linda ainda.
Abraçara-a então pela cintura, com o coração acelerado.
Apenas saída do chuveiro. Hermione pusera um robe cor-de-rosa e chinelos de pele para ficar aquecida durante o jantar. A vestimenta poderia ter feito uma diferença no nível do desejo. Mas não fez nenhuma. Ele sabia como a pele de Hermione, embaixo do quente agasalho, era suave. Já percorrera com as mãos e a boca cada curva, cada depressão, e planejava fazer tudo isso de novo na grande cama.
Não queria perder tempo jogando xadrez.
Abriu a boca para dizer isso, depois fechou-a ao encará-la. Os olhos azuis tinham uma expressão de expectativas, e os suaves lábios curvaram-se em um sedutor sorriso. Céus, Hermione sabia que ele não podia lhe negar nada.
Suspirou, admitindo-se vencido.
-- Muito bem. Vamos jogar. Mas só uma partida.
-- Ótimo.
Ela pulou para ir pegar o tabuleiro de xadrez enquanto Harry puxava uma cadeira e uma pequena mesa que colocou em frente ao sofá. Hermione de imediato começou a distribuir as peças. Sentaram-se para iniciar o jogo.
Em um tempo curtíssimo, Harry percebeu que estava em dificuldade. Franziu a testa, certo de que Hermione tinha um plano em mente, quando ela falou outra vez:
-- Harry?
-- Sim? -- Harry segurava uma peça de jogo, refletindo. O cavalo.
-- Vamos fazer uma aposta.
Ele fitou-a. Algo que vinha evitando fazer porque Hermione estivera rolando em seus lábios o peão que capturara dele. Uma injusta distração freudiana.
-- Que tipo de aposta? -- ele quis saber.
-- Oh, não sei. Apenas uma aposta amigável para tornar as coisas mais interessantes. -- Ela sacudiu o peão no ar e voltou a pô-lo entre os lábios, fingindo pensar. -- Que tal isso: se eu vencer, abriremos os presentes esta noite?
Não! Ele tinha outros planos para aquela noite! Grandes planos que incluíam fazer Hermione deitar-se nua em seus braços, na frente do fogo da lareira.
-- E se você vencer -- ela continuou --, abriremos os presentes amanhã.
-- Já tínhamos combinado abrir os presentes amanhã. Não penso...
Harry parou de falar, com a voz estrangulada na garganta, quando ela deslizou seus dedos do pé, nus, sobre a perna da calça dele. A criaturinha ardilosa deixara os chinelos embaixo da mesa, e o atormentava de caso pensado. Subia aos poucos com o pé. De repente, Harry senti-o escorregando ao longo do interior de sua coxa. Procurando, sem dúvida, pelo lugar que interferia com o raciocínio dele.
Abruptamente, Harry mudou de posição na cadeira, para ficar fora de perigo.
-- Bom -- ele falou, quase em um gemido --, aceito a aposta. -- E avançou com o cavalo.
Dois movimentos mais tarde, Hermione declarou:
-- Cheque mate. -- Ela sorriu, dando-lhe umas pancadinhas na cabeça. -- Vou buscar os presentes. Os meus estão no quarto.
Harry ficou olhando para o tabuleiro mais algum tempo, pensando onde errara. Em seguida, com um suspiro, pôs as peças de lado. Seu erro, sem dúvida, fora ensinar Hermione a jogar xadrez.
Levantou-se, espreguiçou-se, depois foi pegar o presente que comprara para ela e que estava embaixo da árvore que haviam decorado com luzes que piscavam, com enfeites, e com o pequeno anjo no topo. Abrir os pacotes não levaria muito tempo, ele pensou. O aroma do pinheiro, as luzes coloridas brilhando na pele nua de Hermione, lhe deram uma grande idéia...
Hermione voltou do quarto alguns minutos mais tarde, apenas de camisola, e descobriu que Harry sentava-se no sofá com um ar satisfeito. Ela sacudiu a cabeça quando viu o travesseiro e os cobertores embaixo da árvore. Em se tratando de fazer amor, o homem não conhecia a palavra suficiente. O que era algo muito bom para ela também.
Hermione sentou-se no sofá.
-- Você primeiro -- ele disse, dando-lhe um pacote.
Com cuidado Hermione abriu o papel prateado e deparou com um estojo de jóia de veludo negro. Ergueu a tampa e exclamou, com lágrimas de alegria:
-- Oh, Harry...! -- Ele lhe dera um colar com um diamante que combinava com o anel de noivado. -- É maravilhoso, lindo. E é um Cartier!
-- Sim, é...
-- Quer me ajudar a colocá-lo no pescoço?
Ela virou-se de costas e Harry fechou o colar. Quando Hermione ficou de frente mais uma vez, ele abafou uma exclamação. O diamante caía no decote em V de sua camisola, exatamente entre os seios.
-- Você está linda, meu amor -- ele sussurrou.
E quis tomá-la nos braços. Porém Hermione, com gentileza o afastou, dizendo:
-- Sua vez. -- E entregou-lhe um pacote.
-- O que será isso? -- disse ele, como se não tivesse sacudido esse presente uma centena de vezes desde o dia em que o descobrira no armário. Rasgou o papel e um sorriso se abriu em seus lábios quando levantou a tampa da caixa. Exatamente o que ele esperara.
Puxou o suéter marrom que Hermione tricotara e disse:
-- É lindo, querida. -- E depois acrescentou: -- Mas... -- Hesitou.
-- Mas o quê? -- ela perguntou.
-- Mas agora que não tenho mais meu novelo de lã, com o que vou jogar basquete?
Hermione limitou-se a sorrir, e deu-lhe outro presente:
-- Com isto -- disse.
Harry aceitou o presente com curiosidade. Estava intrigado. Sacudiu-o, não descobriu nada.
Ao rasgar o papel, de início pensou que não houvesse coisa alguma dentro. Tudo o que pôde ver foram alguns pedaços de papel. olhou para Hermione.
-- Veja de novo -- ela insistiu.
Ele obedeceu e descobriu dois novelos de lã, amarrados juntos.
Um cor-de-rosa. Outro azul.
Seu coração acelerou. Sua garganta fechou. Mas ainda pôde sussurrar as palavras:
-- Você está...?
-- Sim, estou grávida! -- ela respondeu, antes que Harry pudesse terminar com a pergunta. Atirou-se nos braços dele, com um sorriso de felicidade nos lábios.
-- Oh, querida... -- Harry a fez sentar-se em seu colo e enterrou o rosto nos sedosos cabelos louros. -- Para quando?
-- Para daqui a sete meses. Nosso bebê devera estar conosco em fins de julho. -- Nunca Hermione imaginara que iria ver tanta felicidade no rosto de Harry.
Os olhos verdes brilhavam, e o beijo que Harry lhe deu foi terno, suave. Os braços dela estavam em volta do pescoço do marido quando ele ergueu a cabeça para vê-la de novo.
-- Oh, Mione, amo tanto de você!
Harry abraçou-a e Hermione sorriu no instante em que ele beijou-lhe a cabeça e colocou a grande mão, em um gesto protetor, no ventre ainda não volumoso. Em mais um minuto, Hermione sabia, Harry estaria deitado ao lado dela, no ninho que preparara sob a árvore. E fariam amor. Criariam uma nova lembrança, outro elo da cadeia da vida que usufruíam juntos.
Harry adorava aqueles momentos em que ele ficava no interior do corpo de Hermione, o mais junto possível dela. mas Hermione os adorava igualmente. Quando apertado nos braços de Harry, sabia que estava segura e quente.
E amada.
FIM!
Temo ter sido injusta com vcs.
Não dei devida atenção a vcs tanto o quanto gostaria. Dei preferencia ao fanfitcion.net. E me ausentei bastante, tanto que postei capitulos adiantados lá e aqui eu postava de dois em dois capitulos, e eu achei que isso só confundiu.
Peço desculpas e espero que me desculpem.
Prometo que na próxima fic não vai acontecer de novo.
Espero que leiam a próxima fic, que em geral, é melhor do que essa.
Não estou só fazendo a propaganda pra vcs lerem, é porque a adaptação está realmente boa.
:) Espero que tenham gostado tanto quanto eu.
Estarei postando outra fic. Completamente diferente dessa ;)
Porém bem mais emocionante. Em todos os sentidos.
Espero que leiam também.
Agradeço a todos que comentaram essa adaptação e que se emocionaram também comigo.
Até! E deêm uma passada na A Lógica do Amor. (http://fanfic.potterish.com/menufic.php?id=26126) |