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2. Mudança de planos.


Fic: A rua das ilusões perdidas.


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Era um tanto quanto óbvio que aquela letra não era do meu pai. Eu não o conhecia tão bem quanto era esperado, mas conhecia a letra dele. Claro e óbvio o porquê: as várias cartas que me mandara durante minha fuga, os cheques que assinara para que eu pudesse me manter no mundo trouxa... E eu também sabia que meu pai, por mais que doesse assumir, não tinha um pingo de sentimentos por minha mãe, se comparado ao autor daquele pequeno poema. Estava entretido, pensando em quem poderia ter escrito aquilo quando Blinky entrou no quarto, um ar visivelmente desesperado em seu rosto. Tremia da cabeça aos pés.

- Se... senhor Malfoy... O... o homem seboso insistiu em vê-lo, senhor, ameaçou Wendy e Blinky. Disse... Disse que fosse chamar o menino Malfoy se não quisesse ter um destino ruim.
- Snape fez isso? - perguntei, deixando a carta de lado e me levantando. - Pois não devia ter feito.
Eu podia ver os olhinhos amedrontados de Blinky me seguindo, à medida que eu me encaminhava para a sala.
- Draco, fico feliz em ver que já está de volta e que está cuidando da...
- Deixemos claro que você não tem o mínimo direito de ameaçar os meus Elfos, Severo. E também não tem direito algum de entrar em minha casa sem permissão. - disse, à guiza de cumprimento.
- Uh, desculpe, Sr. Malfoy. - ele respondeu com um sorrisinho irônico.
Ignorei o comentário e me encaminhei para o Escritório, fechando as portas depois que Snape passou.
- Sente-se. - ordenei secamente, apontando para uma cadeira desconfortável defronte à mesa.
Assim que ele o fez, peguei um copo de Whisky e outro com Vinho dos Elfos, e lhe entreguei a taça de vinho. Ele que sonhasse que eu lhe ofereceria os caríssimos whiskys de meu pai. Dei um gole no whisky e perguntei, do modo mais frio que meu pai me ensinara:
- Então... O que deseja, Severo? Creio que deva haver certa urgência, para que venha até aqui a essa hora da manhã.
- Na verdade, Draco, há, sim, certa urgência em falar-lhe. - Ele fez uma pausa, bebeu um gole do vinho e prosseguiu. - Foi encontrado o segundo testamento de seu pai.
- Ele tinha um segundo? - perguntei, arqueando a sobrancelha.
- Sim, sim. - disse ele, confirmando o que dizia com um aceno de cabeça. - E sinto dizer que não lhe é favorável.
- Não me é... favorável?
- Não, não é. Veja só. No Mundo Mágico, o testamento considerado é o que é feito por último. Claro que esse não estava registrado, e foi encontrado em antigos arquivos do seu pai, no ministério. Mas está assinado por ele, então é o que será considerado, por ser o mais recente.
- E como isso vem a ser desfavorável para mim?
- Ao contrário do primeiro testamento, o segundo diz que todos os bens de seus pais só passarão a ser seus a partir do momento em que estiver casado.
- QUÊ?! - todo o whisky que acabara de beber vôou alguns centímetros e caiu em minha camisa.
- Eu disse que não lhe era favorável. - disse ele, a voz uma oitava mais baixa.
- Você realmente acha que vou acreditar nisso? - perguntei, a voz risonha. - Só acredito vendo!
- Pois veja.
Ele tirou do bolso um pergaminho magicamente lacrado, amarelado e com aparência gasta e me entregou. Eu o abri devagar, e li. Reconheci a letra de meu pai, e ela dizia com clareza que eu só teria direito à minha herança quando estivesse casado e com um herdeiro a caminho. Essa era a pior parte, afinal, se fosse apenas o casamento, eu forjaria algum. Mas tinha que haver um herdeiro a caminho. Me levantei e comecei a andar para cima e para baixo no escritório.
- Não há nenhum jeito de burlar..?
- Não, não há. Mas não é exatamente uma preocupação imediata...
- O que quer dizer?
- O que quero dizer, Draco, é que você tem... opções.
- Tenho?!
- Sim, você tem. Mas tem de escolher no prazo máximo de um mês.
- Oras, diga-me quais são as opções! - era minha última esperança e eu me agarrava com todas as forças à ela.
- Você pode se casar... - ele fez uma pausa, no que ofeguei, mostrando impaciência – Ou deixar a casa e voltar para seu apartamento.
- Então quer dizer que... Dentro de um mês... Tenho que estar casado e com um filho a caminho?!
- Ah, não! Não, não. Dentro de um mês, você tem que estar casado. E dentro de mais dois meses, terá que engravidar a moça.
- Isso é tão... injusto!
- Por quê o pensa, Sr. Malfoy? - perguntou-me ele, arqueando a sobrancelha.
- Minha vida está só começando! Pense só as mulheres que ainda não possuí!
- E nem possuirá. - acrescentou ele suavemente.
- Obrigado por me lembrar! - exclamei ironicamente.
- Vamos, Draco. Pode não ser tão ruim quanto parece.
- Não. Vai ser pior, muito pior. - suspirei, desabando na poltrona.
- Draco...
- Por quê ele fez isso?! Vingança por não ter tido nem a chance de uma vida como a minha? Vingança por só ter possuído a minha mãe? Vingança por ter se tornado adulto cedo demais?!
- Claro que não é vingança, Draco! Seu pai sabia o que estava fazendo.
- Ele não sabia nada! Era um estúpido, um idiota! É culpa dele que minha mãe esteja morta!
Percebi, tarde demais, que me levantara e estava disparando faíscas com a varinha contra uma foto ampliada de meu pai, sobre o console da lareira.
- Draco! - Severo se levantara e segurava meu punho com força. - Não deixe, de maneira nenhuma, que a frustração e a raiva o envenenem!
Se havia alguém que mudara com a queda do Lorde das Trevas, esse alguém era Severo Snape. Claro que ainda possuía as sombras amargas, mas se tornara uma pessoa mais sociável. E, mais que nunca, me tratava como um afilhado, ou alguém muito próximo. Respirei fundo antes de desvencilhar-me dele e sentar-me novamente.
- Pense pelo lado positivo: na busca por uma mulher, ainda há a oportunidade de dormir com muitas!
Esse fora o argumento definitivo. Disse que tentaria, mas caso não conseguisse, faria todo o possível para anular aquele testamento. Dois dias depois, já pensava que fora a pior coisa que fizera na vida. Me casar aos vinte anos, era isso que me faltava!
- Menino Malfoy? - chamou Wendy baixinho, enfiando a pequena cabeça pela porta do escritório.
- Hm?
- Há uma... uma moça querendo lhe falar.
Assenti com a cabeça e murmurei um 'obrigado, Wendy, pode mandar entrar'. Alguns minutos depois, uma mulher alta, de cabelos negros na altura dos ombros e um sorriso um tanto quanto irônico entrou na sala. Arqueei a sobrancelha, espantado.
- Pansy.
- Draco! - exclamou ela, correndo e atirando os braços ao meu pescoço.
Não mudara nada, e continuava sendo a garota atirada que fora na escola. Eu esperara que o tempo pudesse ter despertado nela a mulher que ela tinha potencial para ser, mas, aparentemente, só a tornara mais bonita e provocante. Mas, eu me perguntava, o que adianta uma mulher bonita e sensual se logo de cara já se entregava? Se não sabia jogar? Se ela tivesse mudado, seria uma de minhas opções. Mas aquela fora uma tarde bem desagradável: Pansy tentava me beijar a todo instante e não houve um momento sequer em que tenha soltado meu braço. Falou o tempo inteiro sobre si mesma e eu não tive oportunidade de dizer nada que não fosse 'hm...' e 'certo...' e 'ah...'. Ao fim da tarde, ainda tentou insinuar que queria levar aquele encontro mais à frente.
- Sabe, Draquinho... Ainda não conheço seu quarto! - comentou ela, entre risadinhas, quando nos preparávamos para nos despedir.
- Ah. Ééééh... Bem, ele ainda tem as cores da Sonserina e minhas coisas antigas.
- Não vai ocupar a suíte master? - perguntou-me, arqueando a sobrancelha em tom de zombaria.
- Estou trabalhando nisso. - respondi com um sorriso arrogante. - Até mais, Pansy!
Foi um prazer fechar a porta quase na cara dela. Quando me virei, dei com Wendy e Blinky sentadas no primeiro degrau da escadaria, com sorrisos idênticos nos rostos.
- Quê?! - perguntei, já rindo e me sentando ao lado delas.
- Nada, sr. Malfoy! - exclamou Wendy.
- Ora, Wendy, não seja boba! Diga ao menino Malfoy que a mocinha veio falar-nos!
- Pansy falou com vocês?
As duas acenaram positivamente com a cabeça, entre risinhos.
- E disse o quê?
- Ahhhh. Disse que seria uma ótima senhora para nós mas só se... - Blinky foi incapaz de continuar contendo o riso e abandonou a tentativa de completar a frase.
- Só se...? - olhei para Wendy, esperando que ela completasse a frase.
- Ah, menino Malfoy... É tão patético! Tem certeza de que gostaria de saber?
- Claro que tenho!
- Mas só se a ajudássemos com o senhor.
Olhei para ela com o ponto de interrogação no rosto. Ela suspirou e Blinky, já recuperada da crise de risos, se adiantou.
- Ela gostaria que... convencêssemos o senhor de que ela seria uma boa esposa, senhor. Sabe? Gostaria que falássemos do quanto ela seria boa mulher, boa mãe e boa senhora. Mas Blinky e Wendy não gostaram da moça, senhor.
- Patética. - murmurei para mim mesmo, me levantando. - Bom... Foi um dia cansativo e irritante. Vou me deitar um pouco. Me chamem quando o jantar estiver pronto, sim?
Eu sabia que, daquele momento em diante, toda a minha vida seria modificada. Só não esperava que ela aparecesse.
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***N/A: Não me matem pela demora! x_X' É que foi realmente difícil escrever esse capítulo e a inspiração custou a vir. Mas aí está ele, espero que gostem! Beijos.

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