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15. Confrontos


Fic: Para sempre


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Rony concluía um relatório com auxílio de Harry. Para ambos, esse era a parte mais chata do trabalho. Tinham de cumprir uma série de regras bem enfadonhas, explicando em detalhes cada aplicação de feitiço, a razão de terem agido daquela forma e as conseqüências. Descrever a ação, felizmente, era bem mais divertido.

- Que tal se eu colocasse que escapei de duas azarações simultâneas dando uma pirueta de costas no escuro e sobre um emaranhado de visgos da morte?

- Escreva também que nessa hora surgiu um dragão húngaro cuspindo fogo e que você escapou dando outra pirueta, desta vez para frente. E os visgos estavam em chamas.

Ainda estavam rindo quando Quim Shacklebolt entrou na sala. O chefe dos aurores trazia um pergaminho na mão. A expressão séria denunciava problemas.

- Potter e Weasley, tenho mais um serviço para vocês.

- Comensais?

- Não, Potter. Você só pensa em Comensais. Imaginei que com a prisão de Belatrix Lestrange você deixaria de ser tão obcecado. Desta vez, são gigantes.

- Isso é novidade para a gente. Por que não convoca o Dawlish? Ele vive se gabando que já enfrentou um gigante sozinho.

- Depois que eu explicar o caso, creio que você irá querer essa tarefa, Weasley. Acabo de receber um pedido de auxílio da pessoa mais improvável a solicitar nossos serviços. Conhece Teodoro Thomas?

- Não faço a menor idéia de quem é esse sujeito. Você sabe, Harry? Como eu suspeitava - ironizou Rony.

- É o chefe da sua irmã. E, por sinal, ele me detesta. A recíproca é a mesma. Daí porque estranhei a mensagem.

- O que esse fulano quer? - adiantou-se Harry.

- Ele mandou uma dupla de agentes fazer uma busca nas Highlands atrás de gigantes. Sim, vocês ouviram direito. Por incrível que pareça, encontraram duas dessas criaturas nas terras escocesas. Na verdade, os agentes procuravam três gigantólogos que estavam desaparecidos. O problema é que eles também sumiram. Há dois dias não se tem notícias deles. Thomas se viu obrigado a pedir nossa ajuda. A ordem veio da sede da Confederação.

- Ok. Podemos sair dentro de uma hora. É o tempo de prepararmos algumas coisas, certo Rony?

- Que ótimo que estejam com essa disposição. Um dos agentes desaparecidos é a Gina. Gina Weasley.

Rony saltou da cadeira, derrubando pergaminhos, pena e tinteiro. Harry arrancou a mensagem das mãos de Shacklebolt, lendo-a em seguida para confirmar se aquilo era verdade. Depois, entregou-a para o amigo, que estava pálido.

- Podemos sair já - disse Harry, tomado de raiva e angústia.

- Esperem um pouco. Tem mais uma coisa. É melhor que venham até minha sala - e saiu apressado.

Os aurores atravessaram o corredor e abriram uma porta envidraçada onde se lia o nome de Shacklebolt. Assim que entraram na sala, os dois amigos arregalaram os olhos. Lá estavam o senhor Weasley acompanhado de Arlen. Após o estranhamento, cumprimentaram os visitantes e aguardaram os esclarecimentos do chefe.

- Minutos antes de aparecer a coruja da Confederação, eu já estava aqui conversando com Artur e o senhor Arlen. Seu pai, Rony, me pediu ajuda para buscar Gina. Na verdade, pediu que eu te liberasse para ir atrás da sua irmã junto com os dois. Eu ia dizendo que você iria em caráter oficial quando chegou a mensagem de Thomas. Bom, Artur, tenho de ser sincero. Você não tem condições de bancar o auror. Deixe o trabalho para os profissionais. Mas o senhor Arlen pode ser bastante útil.

- Eu me oponho. Arlen não é bruxo. Não usa varinha nem aparata. Pode ser perigoso - cortou Harry.

- Obrigado por se preocupar comigo, Harry. Só que estou disposto a correr qualquer risco, assim como vocês, até encontrar Gina.

- Potter, eu já me decidi. Arlen irá com vocês. Chegando à região, ele tem condições de localizar Gina com facilidade, usando esse colar de pedra élfica que os dois carregam. Agora vamos estudar o mapa para decidirmos o ponto onde o portal vai se abrir. Evidentemente, teremos de usar um portal para que Arlen possa se deslocar com vocês. Venham.

Os Weasley seguiram Shacklebolt e antes que o elfo desse um passo, Harry o segurou pelo braço. Queria falar-lhe a sós.

- Desista, Arlen. Ensine Rony a usar essa pedra e nós traremos Gina de volta. É muito perigoso. Lembre-se de que agora você é mortal.

- Não me esqueci disso. Mas tenho certeza de que vou ajudar. Quanto à pedra, vocês não poderiam tirar proveito dela como eu posso. Eu e Gina temos uma ligação especial, o que potencializa o efeito da pedra.

- Rony é irmão dela! Também tem uma ligação especial - respondeu irritado.

- Minha união com Gina é diferente. Ela faz parte de mim e eu faço parte dela.

- Pára com esse romantismo, Arlen. A coisa é séria.

- Estou sendo sério. Quis dizer que é como se compartilhássemos do mesmo corpo. Na verdade, desde a noite em que me tornei mortal, formamos um só corpo. Eu e Gina, juntos. Como marido e mulher. Não há mais segredos entre nós. Entendeu agora, Harry? - perguntou Arlen, fixando o rapaz daquele modo penetrante e perturbador que o bruxo conhecia bem.

Foi um soco no estômago. Harry acabava de entender. Arlen queria deixar claro que ele e Gina estavam dormindo juntos. Choque, fúria e frustração o açoitaram. O rapaz chegou a puxar a varinha, tenso. O elfo sustentou o olhar, sem dar sinais de surpresa e demonstrando claramente que o desafiava. Pela primeira vez, Harry percebeu o que estava acontecendo entre eles. Arlen sabia de tudo que ia em seu peito. Deveria saber também que ele estava sofrendo com aquela revelação. Tinha dado um golpe sutil e certeiro.

- Afinal, você não é tão generoso quanto pensei - sibilou.

- Eu tinha te avisado que elfos têm defeitos. Mas idiotice não é um deles. Não quero perder Gina. Tive de lutar por ela. E continuarei lutando.

Harry deu as costas para Arlen. Shacklebolt mostrava a Rony os arredores de Uphill. O senhor Weasley, que ouvia tudo com o rosto pálido, prontificou-se a avisar Hermione e Claire a respeito da missão. De posse das informações enviadas por Thomas, os demais escolheram um ponto na base da montanha para abrir o portal. O chefe dos aurores terminou de passar as últimas instruções e se despediu do trio, ressaltando que Harry estava no comando e continuaria no comando quando encontrassem os agentes da Confederação e os gigantólogos. Com mochilas nas costas e abrigados para enfrentar a montanha, os dois seguraram um velho bumerangue quebrado. Vestido com sua capa élfica, Arlen se aproximou para tocar no objeto e em três segundos eles desapareceram.




*****



Não era um bom horário para começar as buscas. O sol estava se pondo e Harry começou a reclamar da lerdeza da Confederação. Tivessem acionado logo o Ministério, poderiam aproveitar a luz do dia. Arlen ponderou que para os gigantes seria mais difícil divisá-los nas sombras. Rony concordou. Não era nada agradável a perspectiva de se bater com aquelas criaturas.

- Alguém aqui conhece os costumes desses sujeitos? Eu preferia saber um pouco mais sobre os nossos inimigos.

- Não temos certeza se eles são inimigos.

- Harry, some dois mais dois. Os gigantólogos sumiram quando estavam fazendo contato com os gigantes. Minha irmã e esse cara chamado Cosby desapareceram no dia em que subiram esta montanha. Eu não vou me fiar nesses tipos.

Harry e Rony iniciaram a subida. Estavam com as varinhas à mão. Arlen parara com a pedra nas mãos. De olhos fechados, concentrou-se. A fina corrente que envolvia seu pescoço começou a brilhar suavemente, assim como a pedra.

- Na floresta que está mais ao alto, teremos de caminhar à esquerda da grande pedra que se parece com um nariz. Gina está nessa região, perto do topo - disse resoluto.

- E-ela está bem? - perguntou Rony, observando admirado a corrente e a pedra do elfo.

- Sua irmã não está consciente e sua energia está fraca. Mas se nos apressarmos não haverá problemas.

Os três aceleraram os passos, porém logo ficou nítido que o elfo levava grande vantagem sobre os aurores. Arlen se movia sem fazer ruídos e andava mais rapidamente. A todo instante, ele parava aguardando os dois. E enquanto esperava permanecia em alerta, com os sentidos aguçados, tentando captar informações da vegetação do pé da montanha.

- As árvores temem estes gigantes. Eles são violentos.

- Elas falam com você? - espantou-se Rony.

- De certa forma. Plantas vibram, produzem energia. E estas vibram com tensão, agarram-se mais à terra. É uma flora antiga que não está acostumada com esses seres. Eles desceram algumas vezes até aqui. Vê as pegadas?

Os aurores teriam notado as marcas. Porém Arlen as descobrira primeiro, o que aborreceu Harry. O rapaz ainda sentia raiva do elfo. Por isso, ficou quieto durante a meia hora inicial de caminhada. Embora se esforçassem, os bruxos mais uma vez ficaram para trás. E com a noite se tornou quase impossível distinguir Arlen na escuridão. A capa élfica o camuflava bem. Se ele colocasse o capuz, o disfarce estaria perfeito. Harry se sentiu grato de ter levado a capa de invisibilidade. Também tinha um trunfo!

Cumprida a primeira hora de subida, Rony pediu um minuto para tomar água e recuperar o fôlego. Estava com o rosto afogueado. Harry concordou, fingindo, no entanto, que não se cansara. Arlen continuava inalterado. Não transpirava como os dois amigos e tampouco se abatia com o exercício forçado. Tinha o ar preocupado. Pelos seus cálculos, mais uma hora e estariam a poucos metros de Gina, que continuava inconsciente. O elfo se exasperava. Estivesse sozinho, já teria atingido o local onde a garota se encontrava. Harry deu por encerrada a pausa e o trio prosseguiu a dura jornada. Depois de algum tempo, Arlen segurou a pedra de novo. Seus olhos se iluminaram.

- Mais um pouco e encontraremos a Gina. Reparem à direita uma rocha em forma de nariz. Temos de pegar à esquerda.

- Não consigo ver rocha nenhuma. Mal enxergo meus pés - gemeu Rony, que regulara a luz da varinha para não chamar a atenção dos gigantes.

Na escuridão, de repente a pedra se acendeu com intensidade. O elfo enfiou a corrente dentro das vestes. Um minuto depois, retirou uma flecha da aljava e empunhou seu arco. Até então caminhara com as mãos livres, seguro de si. Pediu que fizessem o máximo de silêncio porque captava sons estranhos e guturais. Os gigantes não estavam longe. Esgueirando-se entre as árvores, os aurores avançaram seguindo os passos de Arlen. Ele estacou atrás de uma coluna de pinheiros. Aguardou pelos dois companheiros e apontou uma pequena fogueira mais à frente. Graças a essa luz, Rony e Harry puderam reparar nas formas imensas que se curvavam sobre as chamas. Notaram também que eles estavam sentados diante da boca de uma fenda imensa que cortava um promontório.

- Gina está lá dentro. Está desperta e agora sente que estou por perto - disse o elfo numa voz suave e cálida por pensar que logo a encontraria.

As entranhas de Harry se reviravam. Naquele instante, odiava Arlen com todas suas forças. E se odiava porque não conseguia negar que a ajuda do elfo estava sendo, de fato, valiosa. Sem ele, poderiam ter demorado muito mais para chegar até Gina. Mas a missão ainda estava no começo. Parecendo ler sua mente, Rony perguntou-lhe se deveriam atacar.

- Espere. Gigantes não gostam de magia e são bastante resistentes a feitiços. Se nós os atacarmos agora, eles podem entrar e machucar os outros. É melhor atrai-los e entrarmos na caverna para fazer o resgate.

- Posso entrar. Eu me movo sem fazer barulho. E minha capa me protege na escuridão.

- E como você consegue enxergar, cara? - interrompeu Rony.

- Sou um elfo. Meus sentidos são bem desenvolvidos. Além disso, a lua está cheia.

- Vamos parar com conversa fiada. O plano é o seguinte: vocês dois atraem a atenção dos gigantes. Talvez só um saia. É provável que o outro fique vigiando a entrada. Vou usar minha capa de invisibilidade para passar por ele. Quando entrar na caverna, liberto os prisioneiros e os faço aparatar. Quando todos estiverem seguros, disparo um facho de luz azul.

- Deixe-me ir, Harry. Para mim será mais fácil localizar Gina. Não sabemos a profundidade da caverna e lá estará mais escuro do que aqui fora.

- Estou no comando! E você não tem condições de ajudar os outros a aparatar. E nem mesmo a usar o portal.

Arlen se calou, resignado. Viu Harry retirar a capa da mochila. Antes de se trocar, combinaram novas estratégias caso a primeira falhasse. De toda forma, o rapaz entraria na caverna. Portanto, os companheiros teriam de fazer qualquer coisa para arrastar ao menos um dos gigantes para longe do outro. Harry apertou a mão de Rony e pediu que tomasse cuidado. Hesitou, mas acabou estendendo a mão para Arlen. O elfo, então, retirou a corrente do pescoço e a entregou para o bruxo.

- Use-a. Tome a pedra entre as mãos e se concentre em Gina. Pense que ela é a pessoa mais importante do universo. É possível que assim a pedra te indique onde ela está. Se isso der certo, seu coração sentirá a energia de Gina e você poderá localizá-la mesmo na mais profunda escuridão. Só não demore. Ela está sofrendo.

O elfo fez sinal para Rony e subiu mais um trecho da montanha. Tentariam atrair os gigantes para o topo. Os dois amigos trocaram olhares significativos, desejando sorte um ao outro e se separaram. Harry vestiu a capa de invisibilidade. Ventava bastante e ele teria de tomar cuidado para que não se descobrisse. Em minutos, estava a poucos metros das criaturas. Ouviu um som agudo e longo. Não parecia um pássaro. A mesma impressão teve um gigante ligeiramente maior do que outro. Ele se levantou e falou qualquer coisa incompreensível para o companheiro. E se deslocou pesadamente rumo ao alto da montanha. Harry aproveitou a chance e caminhou com cuidado ao lado da criatura que ficara sentada. Entrou na caverna e se deu conta de quanto Arlen estava certo. Era um breu só. Avançou com passos trôpegos, temeroso de cair. Precisava se afastar da entrada para usar um feitiço para clarear ao menos um raio de dois metros ao seu redor. E usar a pedra!

De onde estava, Harry ouvia o gigante vigia resmungar. Estava desconfiado do som, que acabava de se repetir. Rony e Arlen estavam fazendo um bom trabalho porque ainda não tinha acontecido nenhuma encrenca no topo da montanha. Certamente, se houvesse problemas, o barulho seria infernal. Ao olhar para trás, o bruxo reparou que não podia mais ver a luz da fogueira. Pegou rapidamente a pedra entre as mãos, fechou os olhos e lembrou do rosto de Gina. Isso o incomodou um pouco. Nos últimos dias se esforçara tanto em apagá-la da mente que a simples evocação da garota o entristeceu. “Inferno, ela está dormindo com Arlen”, gemeu. Nada aconteceu com o objeto élfico. Precisava se concentrar direito e seguir as instruções do rival. Harry evocou a lembrança mais querida: o momento em que se beijaram, trocando paixão e carinho. Desta vez, a pedra brilhou como não brilhara antes. Seu coração se aqueceu e sua mente voou até a direção de uma rocha que estava a cinqüenta metros dele. Como ainda não enxergava no interior da caverna, o rapaz acionou a varinha e obteve luz adequada para andar sem tropeçar. Correu até o fundo e encontrou a rocha. Deu a volta em torno dela, procurando pela moça. A luz foi percebida por ela. Debaixo da rocha havia um pequeno vão e de lá surgiu uma mãozinha branca tateando o chão. Harry se atirou ao solo e a segurou com firmeza, entrelaçando os dedos entre os seus.

- Gina - murmurou.

Sentiu um tremor percorrer seu corpo. Ou era a mão da jovem que estremecia? Talvez fossem os dois. A voz fraca e chorosa da ruiva saiu do vão, chamando-o e dizendo que estava presa num buraco coberto pela rocha. Harry retirou a capa e apontou a varinha para a pedra. Com um movimento, a fez levitar, colocando-a suavemente em outro lugar. Ampliou a luz e finalmente viu a dona de seu coração. O buraco era tão raso que ela tinha de ficar agachada. Ela tentou sem levantar, mas mal encontrava forças para estender o corpo. Harry pulou no buraco para ajudá-la. E Gina se atirou sobre ele, soluçando baixinho. O rapaz a ajeitou no peito, deslizou as mãos repetidamente nos braços nus da garota para aquecê-la e não resistiu. Ele a abraçou com força e em seguida beijou as pontas dos dedos delas com doçura. Gina procurou seu rosto para retribuir a delicadeza. Seus olhos se encontraram e os jovens ficaram indecisos, os gestos suspensos. Harry tocou os cabelos da moça, confuso. Há muito tempo ansiava por repetir o beijo. Sonhava com isso. Ela não se afastou e o rapaz se sentiu encorajado. Tomou os lábios tão desejados e depositou neles todo o amor que o inundava. Gina não queria corresponder. Não podia, mas permitiu que Harry a beijasse profundamente. O momento mágico foi brutalmente interrompido por um urro medonho. Vinha de longe. Só podia ser o gigante que subira a montanha. Harry se ergueu e com as mãos puxou Gina para si, amparando-a com seu corpo. Ainda fraca e trêmula, ela se apoiava no tórax do bruxo.

- Como você chegou aqui, Harry? Como me achou? E o que está acontecendo?

- Seu chefe procurou os aurores. Mas agora me ajude a encontrar os outros. Temos de sair daqui já.

A garota queria fazer mais perguntas e obter outras respostas, porém entendeu a urgência do momento. Ela indicou uma espécie de jaula que estava do lado oposto da caverna. Harry pegou a mão de Gina e praticamente a arrastou. Não iria soltá-la por nada no mundo! Por outro lado, temia a reação da moça assim que falasse da presença de Arlen. Ao ficar de frente para a jaula, viu três pessoas. Abriu a porta com magia e reanimou os prisioneiros. As duas gigantólogas tinham despertado com o urro e estavam mais fracas que Gina. Havia um homem que gemia curvado em dores.

- É o Cosby. O assistente de fraulein Schmidt morreu - comentou a moça com tristeza.

Ao ouvir seu nome, a mulher desatou a chorar. Num inglês sofrível, agradeceu Harry e implorou por socorro. O rapaz afagou os cabelos grisalhos da gigantóloga e a tranquilizou. A outra pesquisadora derramava lágrimas grossas e não conseguia falar. Apenas os olhos exprimiam a imensa gratidão que sentia.

- Accio capas. Accio varinhas - gritou Harry, fazendo os objetos surgirem em segundos.

O auror perguntou se tinham condição de aparatar em St Mungus. Nenhum deles respondeu, aterrados pelos novos urros que se ouviam à distância e pelo fato do chão sacudir. O gigante vigia estava entrando. Imediatamente, o rapaz diminui a luz, pegou uma pedra e a transformou numa chave de portal. Orientou o retorno do grupo, que se agarrou à pedra.

- Gina, de todos, você está melhor. Ajude-os. Hermione deve estar de prontidão - e se curvou para dar-lhe um beijo na testa.

E de suas vestes escapou a corrente, fazendo a pedra élfica surgir brilhante como prata. A ruiva arregalou os olhos e gritou.

- Arlen! Eu senti que ele estava por perto, mas achei que estava delirando. Arlen está aqui, Harry?

- Sim, ele está. Depois conversamos. Pegue logo a chave.

- Não! Eu vou com você. Precisamos ajudá-lo. O perigo é grande - gemeu.

- Toque a chave... - desesperou-se inutilmente porque o grupo sumiu em seguida.

Não havia tempo para explicações. O gigante chegou ao fundo da caverna e correu primeiro para o cativeiro de Gina. Antes de perceber os dois ao lado da jaula, Harry segurou firmemente a mão da garota e lhe disse para aparatar no topo da montanha, a uns 300 metros de onde estavam. Desapareceram sem que a criatura os descobrisse.










Ufa! Acho que este é o maior capítulo da fic. Não se cansem. A história caminha para o final. ;-)

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