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10. Renascendo das cinzas


Fic: Harry Potter e o Confronto Final


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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COM OS PASSOS SEGUROS E A FISIONOMIA TRANQÜILA e determinada, o soturno bruxo aproximou-se do Lord das Trevas, que se encontrava sentado em sua majestosa cadeira e rodeado pela enorme cobra Nagini, e se prostrou à sua frente com um dos joelhos escorado ao assoalho e o outro dobrado na altura da cabeça que mirava o chão, em sinal de resignada servidão.
— O mestre queria me ver? – perguntou, permanecendo com a cabeça abaixada.
— Sabe por que o chamei, Severo? – a voz da criatura em que se transformara Tom Riddle, soou fria e impessoal.
— Fui informado da fuga do jovem Malfoy. – limitou-se a responder o comensal, levantando lentamente a cabeça e mirando o rosto do outro.
— E você teria alguma coisa a ver com isto? – indagou-lhe enquanto seus olhos buscavam os do outro, tentando retirar de seu interior alguma possível informação escondida – Afinal, não me pareceu satisfeito com a minha decisão de entrega-lo ao Fenrir.
— O mestre sabe que eu não ousaria desafia-lo, acato suas decisões como as mais sábias a serem tomadas. – o tom do homem dava a impressão de que estava lendo um texto.
— E quem mais poderia tê-lo ajudado? – o monstruoso ser levantou-se, impaciente, e andou até um canto mais escuro da sala, dando as costas ao seu interrogado.
— Não acredito que tenha sido ajudado por alguém. Talvez tenhamos subestimado seus poderes e sua determinação, afinal, não me lembro de alguém ter entrado para o grupo dos Comensais da Morte tão jovem.
— Quer que eu acredite que aquele moleque derrubou um de meus comensais que o vigiava e desapareceu no ar sem deixar vestígios? – sua voz demonstrava impaciência.
— Apenas estou dizendo que, em várias oportunidades, os aliados do Potter enfrentaram e chegaram inclusive a derrotar alguns de nossos comensais: o jovem Malfoy tem a mesma idade e freqüentou a mesma escola que eles, pode ser que também tenha a mesma capacidade...
— Cale-se! Ninguém engana ao Lord Voldemort e escapa ileso! Quanto ao Potter, eu o terei em breve à minha frente para mostrar-lhe quem é o bruxo mais poderoso que existe e, quanto ao Malfoy, você está incumbido de encontra-lo e mata-lo. Não haverá perdão para nenhum dos dois insolentes!
— Sua ordem será cumprida, milorde. – e novamente executou a reverência e retirou-se, após um desdenhoso gesto de mão de seu mestre, dispensando-o.


Com forte determinação, o rapaz girou a antiga maçaneta e empurrou a porta, abrindo-a. Uma leve lufada de ar frio com forte odor de bolor saiu de dentro da câmara, evidenciando que o local não era visitado há muito tempo. Com a varinha incandescente em riste, “o Eleito” avançou pela escuridão adentro, pé ante pé, sentindo a presença do amigo elfo em seus calcanhares.
Erguendo a sua fonte luminosa bem acima da cabeça, pôde verificar que se tratava de uma sala de grandes proporções e sem janelas, contendo algumas longas mesas que haviam sido esculpidas em grossos troncos de madeira e dispostas aos pares de forma transversal, diversos bancos de propriedades semelhantes faziam conjunto a cada uma destas. Pela disposição destes móveis, ali fora com certeza uma sala de aula, provavelmente nos primórdios da escola e, devido à construção do restante do castelo, aliada a pequenos desmoronamentos na região dos alicerces, fora desativada e, com toda certeza, esquecida.
Ao alto havia um grande lustre, também entalhado em madeira, sustentado por grossas correntes que pendiam do teto de rocha pura, Harry apontou sua varinha para o alto e murmurou um feitiço que acendeu algumas poucas velas que ainda se encontravam fixadas no objeto, proporcionando uma luz fraca e bruxuleante no aposento. O jovem avançou um pouco mais pelo corredor formado entre as duas fileiras de mesas e notou que, ao fundo, a sala se dividia em duas partes, a da direita em um nível mais elevado possuía uma pequena escada em caracol que levava até a porta de um aposento independente, provavelmente abrigava o gabinete pessoal do docente, e o da esquerda formava uma pequena saleta, completamente integrada ao salão principal, e que possuía grandes prateleiras em suas laterais e, mais ao fundo, observou forçando os olhos para tentar visualizar melhor, havia uma espécie de pintura de uma paisagem, bastante apagada pelo acúmulo de pó e bolor.
Com curiosidade, o garoto aproximou-se mais daquele estranho painel e, ao diminuir esta distância, percebeu perplexo, que alguma coisa se movia ao centro do mural. Imediatamente colocou sua varinha em posição de ataque, mas, ao posicionar-se de forma que a fonte de luz às suas costas iluminasse melhor o local, pode perceber que, apoiada sobre um grande poleiro em forma de arvoreta localizado logo à frente da pintura, encontrava-se uma fênix adulta, seu estado era deplorável: as penas quebradas e sem cor, as asas meio caídas como se não suportasse seu próprio peso e a cabeça pendente na direção dos pés como se o seu longo pescoço já não suportasse este peso – em geral, seu estado era muito pior do que o de Fawkes, quando presenciara certa vez, no escritório do antigo diretor da escola, a sua morte e ressurreição.
Então, o fantástico animal levantou vagarosamente a cabeça e mirou seus olhos nos de seu visitante, soltou uma estridente nota musical com um penoso tom de lamento e, com um leve tremor no corpo, incendiou-se e, neste indescritível estado de combustão, com um gracioso salto levantou vôo em direção a Harry, realizando uma curva acentuada antes de atingir seu espectador e dirigindo-se em direção à parede que antes estava às suas costas. O bruxo deu um passo à frente ao perceber que a ave iria se chocar contra o paredão, mas o animal aparentemente atravessou-o como se fosse uma simples miragem, deixando por alguns segundos o contorno de suas asas em chamas no mural.
Visivelmente aturdido e, ao mesmo tempo fascinado pela cena que acabara de presenciar, o menino aproximou-se do afresco semi-oculto pelas diversas camadas de sujeira que se acumularam ao longo dos anos e novamente murmurou um feitiço que fez uma luz prateada jorrar da ponta de sua varinha e limpar eficientemente toda a extensão da parede em que se encontrava a pintura.
Então, pode observar que se tratava de uma pintura realizada na parede de rocha, no mesmo estilo dos quadros com movimento já seus conhecidos, retratando uma bonita paisagem, aparentemente localizada no cume de um monte, onde havia uma espécie de altar cercado ao largo por alguns arbustos, em que se verificava, bem ao centro, uma elevação como um sustentáculo onde havia um enorme livro aberto e, à sua direita sob um poleiro edificado em pedra, havia um ninho onde se verificava um monte de cinzas, de onde renascia, no meio destas, uma pequena fênix.
Ele tocou a imagem, mas era apenas uma pintura, mas tinha certeza de que se tratava da mesma ave que se incendiara momentos atrás e que, de alguma forma, se incorporara ao painel. Alguma coisa, que lhe era desconhecida, permitiu que a ave atravessasse a parede de rocha sólida e iniciasse seu novo ciclo de vida naquela pintura ou em algum outro lugar representado no afresco.
“E eu terei que desvendar, também, este mistério” – confabulava consigo mesmo – “Sim, porque é óbvio que este fato não ocorreu ao acaso”. Realmente, há dias que o animal tentava atrair-lhe a atenção para aquela câmara escondida, era notório que a ave agüentara muito mais tempo que o normal para consumir-se em fogo e iniciar nova vida, e havia feito isto para que ele a visse penetrar no painel.
E, não tinha como confirmar, mas tinha quase certeza de que aquela se tratava de Fawkes, a mesma fênix que pertencera a Dumbledore.
Defronte ao mural, o rapaz andava continuamente de um lado a outro, tentando imaginar uma forma de seguir o mesmo caminho que a fênix, vez ou outra ele tentava uma idéia que lhe vinha à mente, mas sem obter êxito. Por fim, exausto e faminto, resolveu explorar o cômodo que ainda lhe restava inspecionar, e assim subiu os degraus da pequena escada que levava ao gabinete, enquanto mordiscava alguns petiscos que Dobby lhe oferecia com a bandeja que havia conjurado novamente.
O gabinete não era muito espaçoso, mas era bastante acolhedor, possuía os móveis básicos de um escritório e ainda um confortável sofá, todos muito rústicos e com centenas de anos de idade, mas o que mais agradou a Harry encontrava-se escondido por uma cortina, em deplorável estado de conservação: um aconchegante dormitório com uma enorme e confortável cama ao centro e demais móveis de quarto e, através de uma porta lateral, acessava-se um eficiente sanitário com uma enorme banheira, muito parecida com a que utilizara uma vez no banheiro dos monitores.
— Bem Dobby, mãos à obra! – disse o rapaz radiante com a nova descoberta – Apesar do trabalho que tivemos para organizar o depósito, não tenha dúvidas que este lugar é o ideal para o que pretendo.
— Não se preocupe! – respondeu o elfo com a mesma animação – Dobby irá começar a limpeza e trazer as coisas de Harry Potter para cá.
— Sinto que tenha mais trabalho, sem a Winky, mas não quero chamar o Monstro para ajuda-lo. Aliás, não quero que mais ninguém saiba deste lugar, entendido?
— Harry Potter não precisa se preocupar, Dobby é muito trabalhador e deixará tudo em ordem, pode deixar! – e começou a atirar feitiços de limpeza para todos os lados.
E, enquanto descia os degraus e se dirigia para a porta oculta, já ia definindo em sua mente o que pesquisaria na biblioteca desta vez: a lendária ave fênix.


Os integrantes da antiga Armada de Dumbledore tiraram um pequeno descanso, do treinamento a que haviam se dedicado durante boa parte do dia, para saborear o gostoso pão caseiro que a Sra. Weasley havia preparado para o lanche da tarde. Gina havia se posicionado estrategicamente no primeiro degrau da escada que subia aos quartos e, enquanto experimentava os deliciosos quitutes da mãe com uma das mãos, mantinha a outra próxima ao ouvido onde segurava a orelha extensível que apreendera do irmão após obriga-lo a confessar que havia escutado sua conversa com Hagrid no outro dia. Andava muito desconfiada das coisas que andavam acontecendo em seu quarto e pretendia desvendar este mistério o mais breve possível.
Na cozinha, Fleur contava à sogra que recebera uma coruja de Madame Máxime, contando que se tornara tutora da jovem Michelle, a garota que tivera seus pais assassinados recentemente.
— Pobrrezin, el non estudeu nem comigue nem com Gabrielle, mass semprre foi mui atencioss!
— Ainda bem que ela tem a Madame Máxime. – comentou Molly – Não terá de passar pelos infortúnios que o pobre Harry passou, com aqueles tios trouxas.
— Não consigo entender o que Você-Sabe-Quem poderia querer com esses Bentley da França. – analisava Hermione, pensativa – Não faz sentido!
— Deviam ser comensais desertores... – opinou Rony, com a boca cheia de pão – O Lord das Trevas não perdoa traidores! – algumas migalhas foram sopradas longe.
— Ronald! – Hermione chamou-lhe a atenção – Não se deve julgar aqueles que não conhecemos! Além disso, eram amigos da família da Fleur. – ensinou, apontando com as duas mãos abertas para a loura.
— Cerrta vess, falarram que Michelle tinhe em estranhe dom... às vezess el passave mal na esscol... non sei o que erra...
A Sra. Weasley e Hermione olharam ao mesmo tempo para o garoto ruivo que ameaçou fazer algum comentário, mas desistiu diante da expressão de repressão estampado no rosto das duas mulheres, então se serviu de mais uma xícara de chá para disfarçar e ficou calado.
— Seja lá o que for... – comentou a Sra. Weasley –, Hogwarts será o melhor lugar para ela. – e todos concordaram com a cabeça.
Sem que ninguém percebesse, Gina havia dado um pequeno pulo de susto ao pé da escada, quando detectara alguma coisa no artefato que levava preso ao ouvido. Sem chamar atenção, a menina apontou a varinha para o corredor acima e murmurou “Abafiattus” e, levantando-se sorrateiramente subiu os degraus sem emitir nenhum ruído. Ao chegar à frente da porta de seu quarto, agachou-se encostando um dos lados da cabeça ao chão e olhando pela fresta embaixo da porta. Percebeu que fora descoberta ao ver um vulto vermelho deslocar-se velozmente para o canto do quarto onde ficava seu guarda-roupa.
— Petrificus totalus! – bradou a garota emitindo um raio de sua varinha por debaixo da porta, em seguida levantou-se rapidamente e escancarou a entrada do dormitório, mantendo a varinha apontada para o lado em que se dirigira o vulto: não havia nada!
Aproximou-se, então cautelosamente do armário de roupas e, sempre mantendo a varinha em riste, puxou a porta lentamente até que pudesse visualizar todo o interior do móvel, então exclamou:
— Por Merlin!


Antes de ir para a biblioteca, sempre protegido por sua capa da invisibilidade, Harry dirigiu-se até a torre onde ficava o corujal. Assim que se despiu de sua proteção, Edwiges voou até ele, pousou sobre seu ombro e passou a desferi-lhe pequenas bicadas no lóbulo da orelha, como era de seu hábito fazer quando ficava algum tempo sem vê-lo. Realmente, desde que retornara com a resposta da mensagem enviada à professora McGonagall, quando ainda se encontrava na mansão dos Black, que os dois não se viam – Dobby e Winky haviam se responsabilizado por trazerem o malão com os seus pertences, sua vassoura e a gaiola com a dedicada coruja.
Agora que se encontrava ali, lembrava da mensagem escrita pela ex-professora de Transfiguração: “Aqui estamos todos bem, quanto à sua consulta a resposta é afirmativa. O item se encontra à sua disposição. Minerva McGonagall. PS: Boa escolha, Harry”.
“Sim, boa escolha!” – pensou – Mas, como tomar posse da penseira que herdara de Dumbledore sem se revelar e ter que ouvir os longos sermões da bruxa por ser irresponsável e ter desaparecido da casa dos Dursley, onde se encontrava em segurança?
Balançou a cabeça, desanimado: sentia falta dos amigos, que poderiam dar-lhe um conselho numa hora como essa. Porque sua vida o encaminhara a uma situação destas, em que se via obrigado a se esconder de todos, mesmo daqueles que o amavam?
Sacudiu violentamente a cabeça tentando expulsar aqueles pensamentos, assustando a esplêndida ave cor-de-neve que voou para o poleiro mais próximo: ele havia jurado para si mesmo que iria parar de se lamentar e reclamar da pouca sorte que tivera na vida, perdendo quase todos aqueles que lhe eram mais importantes – ao invés de ficar reclamando de tudo e sentindo-se a pessoa mais infeliz do mundo, iria canalizar todo aquele sentimento que o reprimia há seis anos para o seu desenvolvimento nas técnicas de batalha, e iria continuar se policiando para não cair novamente naquelas divagações que sempre o enfraqueceram. Ele tinha que ser forte! E para isso não podia se desviar de seus objetivos!
A inteligente ave piou insistentemente de cima de seu poleiro, como que solicitando alguma tarefa para realizar.
— Não tenho nada para você, Edwiges! – desculpou-se o rapaz – Faça o seguinte, passe alguns dias com o Rony e depois me traga notícias dele, está bem? – resolveu o rapaz, lembrando-se de que a amiga chamava muita atenção pela sua beleza, e acabaria revelando o seu paradeiro se ficasse circulando em Hogwarts.
O animal não se fez de rogado, como se não suportasse mais o tédio de permanecer no corujal em plenas férias escolares, partiu imediatamente, voando por uma das aberturas da torre. Após conferir que a amiga sumira no horizonte, o garoto vestiu novamente seu disfarce e dirigiu-se para o interior do castelo.


A enorme carruagem de Beauxbatons com seus magníficos corcéis acabara de pousar no gramado próximo à entrada principal do castelo de Hogwarts, como já a havia avistado ainda como um pequenino ponto ao longe no céu, Hagrid se adiantara e já se encontrava ao lado da portinhola de acesso quando esta se abriu.
— Olímpia, que prazer revê-la! – galanteou o grandalhão enquanto oferecia sua mão como apoio para a não menos gigantesca mulher, enquanto esta descia os degraus do coche.
— Oh Agrride, sinte muit porr non terr vinde antess, mass uma fatalite aconteceu. – procurou explicar-se, com uma forçada expressão de tristeza.
— Não se preocupe. – tranqüilizou-a – Está tudo bem agora.
— A pobrezinhe Michelle fique em mon cassa an Paris, até que recomess las aules. – continuou a diretora de Beauxbatons, enquanto o homem soltava os arreios dos enormes cavalos alados.
— Vai ser melhor assim. – concordou enquanto dava um tapinha no lombo de um dos animais, direcionando-os a um local onde já havia preparado uma forração para os mesmos – Que tal uma xícara de chá em minha cabana? – sugeriu com uma piscadela.
— Oh, clarre Agrride. – respondeu a outra, fingindo timidez.
Os dois se dirigiram ao local combinado e, após se servirem fartamente de chá e bolinhos, retornaram ao assunto.
— Pelo que ouvi falar, o casal foi vítima da maldição da morte. É verdade? – perguntou o anfitrião.
— Oui, mon chéri. Service de comenssaiss sans duvide.
— Não entendo o que Você-Sabe-Quem poderia querer com estas pessoas, qual mesmo o nome deles? Bentley?
— John e Sophie Bentley. La famille de Sophie erra française, mas John erra anglais…
A gigantesca mulher olhou para os dois lados, como se estivessem em meio a um local público, então, quando se certificou que estavam realmente sós, inclinou-se sobre a mesa como se fosse revelar um terrível segredo, no que foi imitada pelo homenzarrão.
— Na verrdad, John erra filhe de Margot Smith, uma poderrossa vidente que foi assassinade pelas prróprrias mains de Você-Sabe-Quem, logue apóss darr a luz ao filhe. El passou a maiorr part de su vide escondide com amigues da famille da mãe, até que acontesse do Lord das Trrevas serr derrotade por Arry Potter, há dezesseis anes atráss.
— Oh, Margot Smith! Eu me lembro dela! Ela estudou em Hogwarts na mesma época que eu. Não era flor que se cheirasse, pertencia à Sonserina e... era muito próxima do... Riddle.
— Oui, pel que ssei, apóss terrminarrem a esscole, el passou a integrrar o grrupe de seguidorres de Você-Sabe-Quem, até que um die el fugiu com um tal de Ramsey, que foi um doss primeirres comenssais da morrte escolhides pel Lord Negrro.
— Ramsey? Foi da minha época também! Não era má pessoa, apesar de ser simpatizante da magia negra, nunca mais ouvi falar dele.
— Poiss enton, quande acontesseu a trragédie dos Potter, John e Sophie, que haviem acabade de conceberr a pequen Michelle, ressolverram se revelarr à comunidad bruxa e...
A frase da diretora de Beauxbatons foi interrompida por batidas à porta, seguida pela voz da professora McGonagall, que se anunciava lá de fora. Hagrid levantou-se assustado, derrubando sua cadeira e dirigindo-se à porta.
— Oh Madame Máxime, que bom que pode vir logo. – saudou a bruxa assim que o meio-gigante abriu a porta – Temos coisas importantes a resolver com o Ministro da Magia, antes de recomeçarem as aulas.
— Mercie Minerrve, estave tomande um chá com Agrride, você noss acompanhe?
Mas antes que a mulher respondesse, o guarda-caças se afastou rapidamente em direção à porta dos fundos da cabana, enquanto gritava:
— É melhor que vocês duas continuem o chá sozinhas... tenho que sair agora... estou com... dor de barriga...
E, saindo atabalhoado para o quintal, sumiu entre as abóboras gigantes de sua horta em direção à Floresta Proibida.
— Mas, que diabos... – espantou-se Minerva.
— Donc c’est, quande a vontad aperrta non tem esscolhe. – comentou a francesa com extrema naturalidade.
— Bem, lamento ter atrapalhado a conversa de vocês. – desculpou-se a bruxa enquanto levantava a cadeira caída e tomava assento no lugar do atrapalhado dono da casa.
— Imagine, non atrrapalhe nade! Esstávames converrssande sobrre a trragédie dos Bentley.
— Oh sim! Fiquei sabendo que ficará como tutora da menina, pobrezinha.
— Oui, esstave contande ao Agrride que o pobrre John rreveleu a identidad de seuss paiss quande julgue que o Lord das Trrevas havia side derrotade. – disse a mulher, repetindo a cena de olhar para os lados e abaixar-se sobre a mesa antes de começar a falar – Conhesse a estórria?
— Claro que sim! O Alvo ficou muito preocupado quando Você-Sabe-Quem tentou roubar a Pedra Filosofal anos atrás e mandou uma coruja ao filho de Margot, alertando-o. Foi quando eles fugiram para a França, onde a esposa dele tinha parentes.
— Infelizmont non foi o suficient parra livrra-los de su vingançe. – disse, enquanto seu olhar se abaixava, em sinal de pesar. Seu gesto foi imitado pela outra mulher.


Três livros que faziam menções às características e hábitos da ave fênix estavam abertos sobre uma mesa na seção reservada da biblioteca de Hogwarts, o rapaz, que já adentrara pela noite em suas pesquisas, sentia os olhos arderem e o cansaço tomar conta de seu corpo. As informações eram sempre as mesmas: carregavam grandes pesos, suas lágrimas curavam e renasciam das próprias cinzas, mas nada que o auxiliasse em sua nova empreitada. Iniciou então uma pesquisa sobre um dos fundadores da escola, Godric Gryffindor, uma vez que o seu emblema encontrava-se estampado na porta do salão que descobrira recentemente, e achou algo muito interessante: ficou muito famosa na época uma fênix, que pertenceu ao bruxo e auxiliou-o em vários feitos, tendo se tornado guardiã de Hogwarts, aliando-se sempre aos defensores da escola. Conta a lenda que as aves fênix vivem no cume de uma montanha mágica: o Monte dos Imortais, o qual só pode ser acessado pelos predestinados a ajudarem as aves a realizarem sua obrigação, e que o ingresso a este local sagrado pelos habitantes do mundo dos mortais só pode ser feito através do fogo da própria fênix.
O garoto manteve-se num transe quase hipnótico, procurando digerir as informações obtidas e transforma-las em algo palpável que pudesse utilizar para seu intento, quando foi arrancado de seus devaneios por um som familiar:
— Miaaaauuu!
Harry sentiu seus cabelos se arrepiarem ao olhar para o corredor ao lado da mesa e deparar com os olhos vermelhos de Madame Nora, a gata do zelador. Diante da facilidade de perambular pelo castelo, que havia encontrado nos últimos dias, havia relaxado nos cuidados para não ser descoberto.
— Tem alguém aí? – ouviu a voz de Filch, aproximando-se – Quem está aí?
Atônito, o rapaz só teve tempo de cobrir-se com a capa e apagar o lampião que utilizava, tentando conter a respiração que se tornara ofegante enquanto observava, impotente, os vários livros abertos sobre a mesa.
— Um invasor! Temos um invasor no castelo! – exclamou assustado o velho aborto, olhando boquiaberto para a mesa repleta de livros.
— Se quer me chamar assim, tudo bem!
Numa sincronia que parecia ter sido combinada, os dois homens olharam aturdidos para a espectral forma feminina que aparecera na cadeira ao lado oposto de Harry.
— Murta-Que-Geme! Mas... que diabos? – imprecou o zelador, pasmo.
— Se a Murta fica chorando no banheiro, todos reclamam, se a Murta tenta se distrair na biblioteca, todos reclamam. Porque não param de implicar com a pobre Murta? – respondeu o fantasma e pôs-se a soluçar de maneira afetada.
— Nunca ouvi falar de um fantasma dedicado aos estudos. – respondeu o velho, desconfiado.
— Pois saiba que eu me dedico, sim! – respondeu a alma, flutuando até o outro e gesticulando com um dedo em riste em direção ao peito do homem – E veja se me deixa em paz!
Com evidente insatisfação, o velho retirou-se resmungando e praguejando, sendo seguido aos calcanhares pela gata alcagüete. Ao certificar-se que o mesmo já ia distante, o fantasma da jovem virou-se para o local onde Harry permanecia imóvel e cruzou os braços.
— Obrigado, Murta! – agradeceu o bruxo, descobrindo-se da capa.
— De nada, Harry. – respondeu a aparição, em meio a risinhos de timidez, enquanto esticava os braços para baixo e torcia as mãos uma na outra – Mas estou triste com você! Veio escondido para Hogwarts e nem me procurou! – completou, fazendo um beicinho de choro.
— Desculpe, mas não quero que ninguém saiba que estou aqui. – insinuou enquanto recolhia os livros da mesa.
— Não se preocupe, eu não converso com quase ninguém. Mas, onde está dormindo? Não vi ninguém no dormitório dos meninos.
— É outra coisa que gostaria de manter em segredo.
— Você sabe que não será difícil para eu descobrir, não sabe Harry?
— Tudo bem Murta, acho que posso confiar em você. Afinal, você também foi vítima do Voldemort e, se quiser, pode me ajudar a combate-lo.
— Do que você está falando? Não conheço ninguém com este nome! E não quero continuar esta conversa! – e, dando-lhe as costas, voou rapidamente em direção à estante mais próxima, atravessando-a e sumindo na escuridão.
O jovem mirou por alguns instantes, pensativo, o lugar por onde o fantasma havia desaparecido, mas depois, como nada mais tinha a fazer por ali, deu de ombros e também foi embora.

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