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3. Mortes misteriosas


Fic: Aventura no Brasil - Pós Horwarts... Ação e Mistério!


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CAP-3 – Mortes misteriosas





Rio de Janeiro





Carlos parou para descansar sob uma arvore no Campo de Santana, Um pequeno parque no centro da cidade do Rio de Janeiro, Local onde tinha sido proclamada a república no Brasil. Porém Carlos não fazia a mínima idéia disso. O dia estava realmente quente apesar de ser inverno, estava sendo um ano bem estranho, ele se lembrava que naquela mesma época ano passado quase congelou à noite durante um inverno rigorosíssimo.



Vasculhou os bolsos procurando um cigarro e sentiu algo o espetar, retirou então do bolso um longo e fino cilindro de madeira bastante polido, ficou examinado enquanto sua mente mergulhava nas lembranças de uma noite chuvosa da semana passada.



Lembrou-se do pânico que sentiu ao ver uma misteriosa figura desaparecer bem na sua frente, seu corpo todo tremia, sua retina ainda estava marcada pela estranha luz verde que tinha saído da ponta do graveto. Ficou ainda cerca de um minuto paralisado então foi lentamente se esgueirando para fora do nicho onde dormia. Ainda dominado pelo medo ficou agachado junto a parede e foi se movimentando lentamente em direção ao buraco de Mandrake, colocou a cabeça para dentro do nicho e encontrou o velho deitado com o corpo numa posição desconfortável para se dormir, os olhos arregalados a boca entreaberta, o rosto congelado numa expressão de susto e medo, não respirava, o corpo ainda estava quente, não havia sangue nem qualquer indicio de ferimento o queimadura que a luz verde pudesse ter causado, os olhos de Carlos pararam ao observar a mão direita que segurava o graveto de Mandrake, muito parecido com o da figura sinistra que tinha lhe levado a alma. Tremendo Carlos retirou o graveto da mão de Mandrake, revirou suas coisas atrás de algo de valor, afinal mortos não precisam de mais nada, pegou um cobertor esfarrapado a única coisa que se podia aproveitar, voltou a olhar para o graveto agora na sua mão, se posicionou como o vulto estranho estava, tentou repetir suas palavras e seus gestos, esperando que o jato de luz verde saísse do graveto. Nada aconteceu, apenas se sentiu ridículo quando percebeu que estava agindo como Mandrake, balançando aquele graveto e dizendo palavras estranhas. Porém sabia que aquele pequeno pedaço de madeira poderia ser valioso se não servia de nada para ele poderia servir para outros. Na dúvida preferiu guarda-lo, depois arrumos suas coisas e resolveu deixar o beco para sempre.



- Circulando vagabundo – A voz áspera e grave do guarda o fez despertar das recordações que dominavam sua mente, resignado enfiou o graveto no bolso pegou seu saco e continuou seu caminho.



Atravessou o pórtico de metal de separava o parque da avenida movimentada e barulhenta logo mergulhou novamente os olhos no chão atrás de latas de alumínio, foi ali que viu algo que o surpreendeu encostado na grade da praça jogado no chão estava uma folha de jornal, balançando levemente com a força do vento gerado pelo fluxo de automóveis na avenida, o que lhe chamou atenção não foi o jornal em si, coisa corriqueira, mas sim a foto estampada no papel.



Era a foto do beco onde passara os últimos meses o beco que tivera abandonado uma semana atrás, pegou curioso a folha d papel e leu com dificuldade ,de quem passou pouco tempo na escola, o título da reportagem: "Chacina de sem-tetos no centro".



Passou então a ler a reportagem completa, era pequena, de um jornal também pequeno, um tablóide de baixa circulação. Os grandes jornais não haviam noticiado aquele fato, Carlos sempre lia as primeiras páginas dos jornais nas bancas pelas ruas.



A reportagem dizia:





"Encontrados seis mortos no beco das garrafas no centro da cidade. Os corpos pertencem a seis sem-teto que moravam no beco e a policia suspeita de assassinato em massa.



Mas esse não parece um crime comum, a vítimas sofreram mortes estranhas, nenhuma delas foi vítima de arma de fogo. Três homens não identificados, por volta dos 40 anos foram eletrocutados até a morte. Uma Mulher, Maria Socorro Rodrigues de 34 anos, teve uma parada cardíaca súbita sem explicação aparente. Dois jovens também não identificados foram mortos da mesma maneira que a mulher porem foram encontradas neles marcas de mordidas e arranhões que a principio seriam de um felino de grande porte.



Mesmo sem uma explicação para o crime a policia tem certeza de que pelo menos quatro pessoas participaram do crime. Devido a distribuição dos corpos pelo local as autoridades acreditam que os agressores fizeram um cerco ao beco acuando os sem-teto torturando-os e executando-os.



Outro fato estranho ligado aos sem teto do beco das garrafas e o fato do corpo de um idoso, morador do local e morto a exatamente uma semana, ter desaparecido do Instituto Médico legal um dia antes do crime.



Apesar de pelo menos 12 pessoas viverem no beco até a semana passada, segundo uma assistente social que trabalhava com sem-tetos no centro do Rio. Nenhuma testemunha foi localizada, os padres da Igreja vizinha ao beco dizem não ter ouvido nada e o segurança do estacionamento próximo estava bastante confuso sobre a noite anterior, não se lembrando de boa parte da noite. A policia suspeita de que os autores andaram fazendo ameaça as testemunhas.



Resta a policia tentar encontrar os outros moradores do beco que podiam estar no local durante o ocorrido."





Carlos ficou tremendo, parado no meio da rua, veio-lhe logo a mente a figura sombria da semana passada voltando ao beco e matando a todos, poderia estar atrás dele agora, e ainda tinha a polícia atrás de ex-moradores do beco. Amassou o jornal enfiou no bolso e continuou andando, agora, bastante preocupado.





A menos de três quadras dali estava Lina Marnoto, sentada em um quarto de hospital, cabisbaixa, enquanto segurava a mãos de seu avô doente deitado num leito em frente a ela.



Lina era uma jovem de 23 anos recém aceita como auror no Ministério da magia do Brasil, filha de pais trouxas, que nunca vieram a saber que ela era uma bruxa. Nesse momento ela estava triste, ali naquele hospital de trouxas, sabia que pelo fato de seu avô não ser um bruxo e de sua doença não ter sido causada por meio de mágica, ele não poderia ser levado para o hospital de bruxos da cidade. Sabia também que nem mesmo magia poderia curar o seu avô, pelo menos nenhuma mágica permitida pela confederação internacional de bruxos, à qual o Ministério da magia do Brasil respeitava e seguia suas determinações.



Ela resolveu então falar com seu avô mesmo ele estando inconsciente, achava que de alguma forma ele podia ouvi-la.



- Hoje meu dia vai ser duro, vovô. A noticia das mortes dos trouxas vazou para um jornal trouxa, os bruxos do ministério tentaram apagar as evidencias, mas não se pode sumir com seis corpos do necrotério sem se levantar mais suspeitas... E o pior é que meu chefe acha que eu sou jovem e inexperiente demais para esse caso, mas fui eu que descobri, sem mim eles nem teriam um "caso", só saberiam do envolvimento de bruxos das trevas depois do massacre da noite passada. Droga! Não podem me tirar das investigações, tenho que encontrar os culpados, fazer isso principalmente pelo senhor.



Ao terminar a última palavra ficou calada de novo segurando as lágrimas, Lina era uma mulher dura e obstinada que sempre sonhou trabalhar como auror e agora que consegui colocava isso acima da sua vida pessoal, somente a vida de seu avô estava na frente do trabalho.



Suspirou e continuou a falar – não vou te aborrecer com essas coisas vovô, e também já está na hora de eu ir para o trabalho. Amanhã eu retorno no mesmo horário.



Beijou a testa do avô e saiu ainda segurando as lágrimas.





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