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6. Finalmente


Fic: De Olhos Bem Fechados


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Capítulo 6 - Finalmente




- Não fique nervosa. Vai dar tudo certo.

Gina a ajudava a colocar o vestido de noiva...E parece que ela estava mais nervosa do que a própria noiva. Tinha acabado de alfinetar as costas de Hermione.

- AI Gina! Cuidado com isso!

- Desculpa!

Hermione Granger...Futuramente Hermione Potter, estava se preparando para o dia mais importante de sua vida. Então porque ela estava tão calma?

- Vai dar tudo certo! - continuou Gina.

- Eu sei.

- É só andar um pouco e dizer “aceito”...Fácil! Depois termina!

- Eu sei.

Gina continuava a falar, mas Hermione já não prestava atenção. Pensava agora se tinha fechado todas as malas da lua-de-mel e se não tinha esquecido nada.

Talvez ela tivesse tempo de dar uma outra olhada antes de partir, Harry com certeza não se importaria.

De repente, sem que ao menos ela percebesse, estava andando ao som da música que é tocada em todos os casamentos.

Hermione mal notou os convidados ao lado, enquanto ela caminhava de braços dados com seu pai. Porém estava um pouco preocupada com os convidados bruxos, já que eles não estavam acostumamos com uma cerimônia trouxa. Mas parece que tudo corria bem.

Ela olhou para frente e viu Gina, Harry e Rony no altar.

Continuava calma...Surpreendentemente calma. Caminhava confiante e com um sorriso no rosto.

Agora ela quase estava chegando perto de Harry. Ao ver o rosto dele, ela começou se sentir nervosa, de repente ela estava com frio na barriga e suas bochechas quentes.

Seu pai lhe deu um beijo no rosto e agora ela estava ao lado de Harry, há algumas palavras de se tornar a esposa de Harry Potter.

A partir daí tudo se passou em um piscar de olhos, até que finalmente o momento tinha chegado.

Hermione se virou para Harry e ele para ela. Os dois sorrindo. Os dois cheios de esperanças de felicidade e paz.

A voz dele então veio, decidida. Ele disse sim abrindo um sorriso ainda maior.

E agora era a vez dela. Ela disse sim.

E os lábios de ambos se tocaram. Hermione não se lembrava de como o beijo tinha sido. Lembrava, porém, de outra coisa.

Atrás do beijo, atrás de Harry.Ele estava a olhando.

Ele tinha um sorriso no rosto, mas seus olhos contavam outra história.

Outrora ela desconsiderou totalmente aquela lembrança, porém, agora ela não podia fazer mais isso.

***


Rony olhava para a cabeça abaixada de Hermione, não podia ver seu rosto. Ela não chorava mais.

Ela tinha seu rosto encostado em seu peito e os dois estavam sentados no chão da arquibancada.

Os dois estavam em silêncio. Ele não sabia quanto tempo tinha se passado. Talvez horas, talvez minutos, ele estava assustado demais para reparar no tempo.

Não sabia o que fazer. Queria conforta-la, porém não sabia como. Queria abraça-la, mas isso apenas tornaria mais difícil para ele. Queria beija-la e dizer que tudo iria ficar bem. Mas beija-la tornaria tudo pior. Queria dizer que ele a amava, mais que tudo. Mas isso não iria trazer felicidade para Hermione, iria apenas trazer sentimentos que ele e ela já tinham tentado enterrar.

Só lhe restava ficar perto dela, ouvir sua respiração e esperar.

Ele começou a notar a passagem do tempo quando olhou para o céu. Ele tinha chegado no estádio quando ainda havia a nevoa do nascer do dia. Agora o sol estava alto, apesar de não aquecer muito. Devia passar do meio-dia.

Ele deixou um pequeno suspiro escapar, frustrado. Não entendia. Não conseguia entender...Ali estava Hermione aos prantos. Mas dias atrás tudo indicava que ela estava feliz e realizada. E aos olhos de todos, inclusive aos dele, não havia qualquer problema entre Harry e ela.

Como todos estavam cegos. Como ele estava cego!

Era verdade que não via Hermione nem Harry diariamente...Não falava com eles tanto quanto em Hogwarts. Não se sentia confortável como na escola por mais que tentasse.

Continuava a falar com Harry através de Flú, quando havia algum evento importante acontecendo...Às vezes passava na casa dos dois para jantar...Mas ele estava distante, e sabia disso.

E como se culpava agora por não conseguir ver o sofrimento de Hermione. Ele ainda procurava entender como Harry podia ser tão idiota a ponto de parar de ama-la...Como ele podia simplesmente ignora-la? Como podia ser frio com Hermione? Como ele podia fazer isso com a garota que Rony amava? Como podia?

- Rony...

A voz dela interrompeu seus pensamentos, e ele olhou para ela. Hermione ainda estava com a cabeça em seu peito, então ele não podia ver sua expressão:

- O que eu faço, Rony? Eu estou perdida. Eu achava que conhecia ele...Mas...Parecemos dois estranhos...Ele está cada vez mais distante. Não sei o que posso fazer.

- O que aconteceu, Herm? Vocês... - ele engoliu seco e continuou em um tom cauteloso - se amam, não?

Ainda era doloroso falar aquelas palavras. Hermione parou nesse momento e finalmente olhou para ele, seus olhos estavam vermelhos. Parecia querer ter plena certeza antes de pronunciar as próximas palavras:

- Eu...Eu acho que sim. Mas...Talvez - ela fez uma pausa e abaixou o rosto novamente - Talvez não esteja sendo suficiente. Talvez tenha aca... - ela parou abruptamente - Não.Não...Eu ainda me importo com ele...Ainda quero vê-lo feliz, ainda quero protege-lo...Quero ajuda-lo. Quero ver ele feliz. Sim, eu ainda amo ele.

Rony olhou para o céu, tentando esconder as lágrimas que queriam cair contra sua vontade. Ainda doía saber que ela amava outro. Não havia como esconder, e isso o trazia raiva.

“Que deprimente, Ronald Weasley. Eles estão casados a quatro anos... E você ainda não conseguiu seguir com sua vida...” .

Com esse pensamento ele voltou a se lembrar de sua vida fracassada...Não. Agora não era hora disso. Tinha que apoiar Hermione.

Ela tinha voltado a falar, não percebendo a reação dele:

- No começo...Quando ele terminou o treinamento de Auror...Quando você foi embora para os Estados Unidos...Era só nós dois e graças a isso acabamos ficando mais próximos do que nunca...

Se Hermione soubesse o quanto ouvir aquelas palavras doía...

- Eu sabia que ele ainda tinha muitas cicatrizes da luta contra Voldemort. Eu sei que ele ainda tem. Eu tentei de tudo para ajuda-lo, mas ele sempre foi distante. Não me lembro de nenhuma vez em que conversamos sobre a morte de Sirius. Sobre a morte de Dumbledore. Ele nunca falou nada, entende? Evitava o assunto...Ele estava feliz, porém. Mesmo que apenas por fora. E eu estava também.

Rony apenas queria ouvir, tentando evitar que qualquer sentimento aflorasse:

- Eu lembro que ele vinha quase todo dia em St.Mungos para eu cura-lo, mesmo que só tivesse um cortesinho de nada - ela sorriu - Aos poucos ele vinha me ver mesmo sem estar machucado. E depois disse que queria me ver pelo resto da vida dele.

Ela soltou um suspiro antes de continuar:

- Parece tanto tempo...Parece uma outra vida, distante, perdida. Eu devia não ter deixado ele evitar o assunto...Devia ter tentando faze-lo enfrentar seus traumas...Devia ter consolado ele...

- Não foi sua culpa, Herm. - ele falou criando um pouco de coragem.

- Não? Talvez, não. Não sei mais nada.

- Hermione...Você falou com Harry sobre isso?

Ela levantou o rosto e olhou para ele, quase com um sorriso nos lábios:

- Ele ignora, Rony. Ele acha que está tudo perfeito.

- Harry...Harry não é assim. Não faz sentido.

- Eu sei. Mas ele mudou. E o que posso fazer?

- Eu...Eu não sei, Herm. Não sei.

Voltaram a ficar em silêncio.

- Eu não quero desistir do casamento, Rony. Mas estou tão cansada. Não sei mais se ele me ama. E eu me sinto tão sozinha.

“Fique comigo, Hermione. Eu te amo”. Como ele queria que aquelas palavras fossem ditas em voz alta, mas isso não consolaria Hermione apenas a atrapalharia mais ainda. E ele não queria isso, queria apenas vê-la feliz:

- Ele ama você, Hermione. Eu sei disso. Vai ficar tudo bem.

Ela começou a derramar lágrimas novamente:

- Me sinto tão sozinha.

- Você não está sozinha, Herm. Eu estou aqui.

Hermione olhou para ele e sorriu. E isso já foi o bastante para que o dia dele valesse a pena:

- Obrigada, Rony. Eu...Eu te devo tanto! Obrigada por ser meu amigo. - ela abriu um sorriso mais um pouco.

Rony olhou para ela, meio surpreso...Mas tocado. Sentia em plena felicidade em ver que pelo menos que era um bom amigo.

Hermione o abraçou, pegando Rony totalmente de surpresa. Infelizmente, ela então começou a chorar novamente. Rony decidiu que não iria mais deixa-la sofrer assim, não queria vê-la chorando mais...Iria alegra-la de qualquer jeito...

- Gostaria, gostaria que Harry... - ela começou devagar.

***


“Gostaria que Harry fosse você, Rony” era o que sua alma gritava, mas essas palavras não saíram de sua boca, ao invés disse:

- Gostaria que Harry...Fosse quem estivesse do meu lado.

Por que aquelas palavras para ela, não passavam de mentiras?

Ela pode sentir Rony saindo de seu abraço e levantando. “Oh não...Eu o magoei...Como pude?”

Hermione estava prestes a pedir desculpas, quando olhou para Rony e via que ele sorria:

- Eu não posso trazer ele para cá, infelizmente. Não sei como posso te ajudar também, Herm. Eu não sei, mesmo. Gostaria de saber. Eu mesmo sou um lixo quando se trata desses assuntos. Mas eu posso fazer uma coisa que talvez te alegre por um tempo. Você confia em mim?

- O...que? - perguntou Hermione, confusa.

Rony abriu sorriso maior e estendeu a mão para ela:

- Você confia em mim, Hermione Jane Potter?

Ela segurou sua mão e com seu impulso levantou:

- Claro que...confio. Por que? O que você vai...

Ele a interrompeu:

- Nada de perguntas, só me siga!

Ela deu sua mão para ele e ele começou a descer as escadas da arquibancada com ela lhe seguindo. No começo andava devagar, mas gradualmente ele aumentou a velocidade e ela se viu obrigada a correr também para não cair.

Em um piscar de olhos eles estavam no campo de Quadribol, mas Rony ainda não pareceu satisfeito, ele a conduziu até os vestiários e só parou quando estavam na frente de uma porta com uma placa onde estava escrito “Equipamento”.

- O que você está fazendo, Rony?

- Espera aí! Logo, logo você vai entender!

Ele pegou sua varinha e apontou para a porta:

- Alohomorra!

Facilmente a porta se abriu revelando um amontoado de equipamentos velhos de quadribol. Havia algumas vassouras grudadas a teias de aranha e várias goles murchas. Alguns balaços tentavam voar e bater em algo, mas falhavam toda vez, sem forças:

- É aqui que o Canhões guarda as velharias...São tão podres que eles nem se importam em trancar melhor. Descobri isso num jogo, quando fiquei procurando pelo estádio inteiro por um banheiro. Minha bexiga quase explodiu, mas valeu a pena.

Rony entrou na sala e pegou as duas vassouras que pareciam menos acabadas e deu uma para Hermione segurar enquanto tirava a poeira da outra:

- Rony...O que você está fazendo?

- Paciência, Jane! Paciência!

Como ela odiava quando ele usava o nome do meio dela! Mas naquele momento ela sentia um ódio que a fazia feliz. Era estranho, porém real. “Preciso de terapia...” ela pensou, quase rindo para si mesma.

Rony terminou a “limpeza” e pegou Hermione pela mão novamente. Desta vez a levou para o campo:

- Bem vinda ao meu mundo...Ou pelo menos, meu mundo até eles me chutarem para fora do time!

Hermione estava surpresa em ver que ele sorria ao falar. Parecia que a perda do emprego já não o afetava mais:

- Mas que seja! Hoje, esse campo é só meu...Quer dizer só nosso! Aqui só tem algumas regras. A primeira e a mais importante: só podemos nos divertir. E a outra: não tem mais nenhuma regra! Entendeu? Ou quer que eu tire pontos da Grifinória, Granger? - ele continuou imitando a voz de Snape.

Hermione não podia não rir...E quando ele viu que ela estava alegre, ficou mais animado ainda. Nenhum dos dois tinha reparado no “Granger”. Ambos haviam esquecido, só por um momento, de que eram adultos, sentiam-se de volta em Hogwarts, antes de Voldemort, quando tudo era mais simples:

- Agora, tome!

Ele passou uma das vassouras para ela. Ela notou que era a menos decadente:

- O que eu faço com isso?

- O que você faz com isso? - ele riu - Tsk, tsk! E falavam que você era inteligente! Você voa, sua bobinha!

Hermione levantou uma sobrancelha, ainda sorrindo:

- Você se esqueceu de uma coisa, gênio: Eu não sei voar!

- Absurdo! Isso é um absurdo! Loucura! Como você não sabe voar? Eu não admito uma coisa dessas! Amiga minha, é obrigada a voar...Faz parte do currículo!

- Bem, fazendo parte ou não, eu não tenho a mínima idéia de como fazer essa coisa voar.

Ele colocou a mão no queixo, fingindo pensar em algo:

- Hmmm...Mas a gente pode dar um jeito nisso!

Rony balançou sua varinha e a vassoura que estava na mão dela levitou,de repente ele levantou Hermione com as duas mãos, a sentando de lado na vassoura:

- Agora! Fale: Voe!

Hermione riu, sabia que não ia funcionar, mas disse mesmo assim:

- Voe!

Nada. A vassoura nem se mexeu:

- Assim não dá Hermione! Tem que ter emoção! Entre em contato com a sua vassoura interior que a em você! Vamos lá, mais uma vez, com mais vontade!

- Vassoura interior? - ela levantou a sobrancelha, sorrindo.

- Eu tenho os meus momentos filosóficos também sabia?

- Ah claro...Sem dúvida.

- Chega de papo! Quero ver você fazer essa belezinha sair do chão...Fale com mais vontade!

- VOE!

Nada aconteceu. Rony fingiu estar irritado com isso:

- Não...Não...Você está fazendo tudo errado! Assim não dá! Tá péssimo!

- Não é minha culpa, a vassoura que não funciona!

- A vassoura está ótima. É você que não está fazendo direito...

- Se você é tão expert, tente você mesmo.

Hermione se arrependeu logo que acabou de terminar a frase:

- Então está bem!

Rony subiu na vassoura com ela:

- Vou te mostrar como é que se faz! VOE!

Em um piscar de olhos rapidíssimo os dois tinham subido e voavam alto. A cada segundo eles estavam cada vez mais distantes do estádio. Iam muito rápido.

- Não falei? Essa vassoura é muito boa! Alta qualidade! - falou Rony, no ouvido dela.

Os dois compartilhavam a vassoura, Rony ia à frente a direcionando.

Ao sentir o vento no rosto, Hermione se sentiu ótima. Sentiu-se livre e contente, ria que nem boba.

Ela nunca tinha gostado de voar...Mas agora...

De repente a vassoura deu uma virada, atingida por uma ventania. Surpresa, Hermione não teve tempo de se segurar e quase caiu, se não fosse por Rony. Ela tinha o agarrado pela cintura.

Mesmo passando por um susto, ela não conseguiu tirar o sorriso do rosto:

- E então...Está se divertindo? - perguntou Rony, com a voz alta, graças ao som do vento zunindo em seus ouvidos.

- Muito! Nunca imaginei que voar seria tão bom!

Rony riu:

- Eu achava que você tinha medo de altura!

- E eu tenho! - ela respondeu, surpresa consigo mesma.

Ela realmente tinha medo de altura, mas naquele dia, especialmente naquele dia, ver o estádio de Quadribol diminuindo e os prédios de Londres se transformando em meras formiguinhas não lhe deu medo. Deu-lhe uma sensação de liberdade.

Talvez fosse tanto tempo sem qualquer situação de adrenalina, talvez fossem os anos enfornada no hospital...Talvez fosse a presença de Rony. Não importava, há anos ela não se sentia tão bem.

Rony continuou a subir, e a subir. Agora estavam cercados de nuvens e o céu começava a escurecer:

- Que você acha de chacoalharmos um pouco as coisas, hein?

- O que...

Rony não esperou resposta, virou a vassoura rapidamente para a direita e entrou dentro de umas das nuvens escuras...Nuvens de chuva.

Hermione primeiro quase gritou de medo ao ver raios cortando a nuvem que os dois se aproximavam, mas quando tinham entrado, não sentiu mais medo.

Ao cortarem em alta velocidade a nuvem, gotas de chuva passavam a sua volta e atingiam seu corpo como se ela entrasse em uma cortina.

A vassoura tremeu e Rony quase deve ter perdido o controle, mas antes que isso acontecesse, eles já tinham saído da nuvem.

Ambos estavam encharcados e o casaco que Rony tinha emprestado a ela, tinha voado para bem longe.

Mas nenhum dos dois parecia preocupado com isso, riam alto e mais ainda quando Rony fazia uma manobra rápida:

- E agora...Para o gran finale!- gritou Rony.

Não houve tempo de fazer nada, Rony simplesmente mergulhou com a vassoura em quase uma queda livre.

Hermione segurou forte na cintura dele e só conseguia ouvir o som do ar zunindo em seu ouvido, parecia que rasgavam o céu.

Cada vez mais se aproximavam da terra. Em um piscar de olhos todos os prédios e casas surgiram como se tivessem brotado do chão como árvores em crescimento acelerado.

O estádio estava muito próximo agora, Hermione podia enxergar o verde do campo...O fato é que o verde do campo continuou se aproximando...E se aproximando...

Até que, sem o controle da vassoura, os dois bateram direto na grama verde. A vassoura se quebrou com o impacto e Hermione e Rony foram jogados para frente.

Foi uma caída e tanto, Hermione não sabia exatamente o que tinha acontecido. Apenas retomou os sentidos quando sentiu o corpo de Rony sob o dela.

Por mais incrível que pareça, eles não pararam de rir um segundo. Continuaram as risadas por um longo tempo, sem notar a posição em que se encontravam:

- Eu achava que você era um expert em voar!

- Mas não sou? Quem mais faria um pouso desses?

- Minha avó trouxa faria um melhor pouso que esse!

- Mas ela não está aqui, não é mesmo? Você vai ter que se contentar comigo!

- É a minha sina, afinal de contas! - riu Hermione - Se você lesse mais sobre vassouras quem sabe...

Rony soltou uma risada alta:

- Eu te amo, Hermione Granger! Só você mesmo pa... - ele parou de falar, percebendo o erro.

Hermione parou de rir também.

Agora os dois estavam bem cientes que um estava em cima do outro e notaram o quanto perto seus rostos estavam...Mais ainda: perceberam o quanto isso os deixava felizes.

Tinham parado no tempo. O coração de Hermione se acelerou e só desejou uma coisa. Mas sua razão não a deixava realizar esse desejo.

Os olhos dos dois se encontraram, Rony tentou falar:

- Hermione...Me desculpe...

Mas Hermione o ignorou e tomou a iniciativa.

Beijou Rony.

Ele hesitou por um momento, mas então se entregou e retribuiu.

Foi um beijo demorando e apaixonado.

Nenhum dos dois notou, no entanto, quanto tempo tinha se passado. Estavam mais preocupados em sentir o toque um do outro e se deixar levar por um amor antigo, apenas recentemente consumado.

Porém, algo pesava na consciência de ambos...Hermione sentia a aliança em seu dedo quase queimar. Mas ela não parou, não queria ficar mais sozinha e fria. Todo o seu corpo suplicava por Rony. Ela não parou.

Foi Rony quem o fez. Rapidamente ele se levantou, e quando ele fez isso, Hermione sentiu-se só novamente. Ia gritar exigindo que ele não parasse, mas algo lhe disse para se levantar também:

- Hermione...Hermione...Eu sinto...Sinto muito. Não sei o que me deu! Eu...Sinto muito!

Ele andava de um lado para o outro, com a mão no cabelo, confuso. Hermione se aproximou dele e o colocou sua mão em seu rosto:

- Sente pelo que?

Isso o deixou sem ação:

- Hermione...Você...?

- Se você não percebeu, Rony...Fui eu quem te beijei primeiro. - ela sussurrou, abrindo um pequeno sorriso. - Eu não quero ficar mais sozinha.

Ele saiu de perto dela:

- Não, Hermione...Você só está confusa...Não sou quem você quer...Você quer...

Ela não deixou que ele terminasse e apenas o beijou.

Não havia mais volta agora. Os dois tinham se entregado.

Entre beijos aparataram juntos. Para longe...Para onde pudessem ficar juntos...Finalmente.



N/A: Soooo sorry! Esse capítulo deve estar uma incrível de uma grande porcaria. Peço desculpas...Provavelmente todo mundo vai parar de ler...Oh welll....Sinto muito! A fan fic ficará muito difícil para eu escrever agora...Não quero decepcionar ninguém, mas vai ser difícil. E...hmm...Alguém notou uma referência Disney-iana?

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