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10. Casamento e núpcias


Fic: O SEGREDO - UA - NC-Adapt Por Tonks Butterfly - Ela tinha um segredo, que jamais revelaria a ele...


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-Não pode... Casar comigo de qualquer jeito.
-Sim, pode moça - explicou alegremente Simas.
-É o chefe - recordou-lhe Dumbledore-. Pode fazer o que quiser.
-Não importa que seja o chefe - intercedeu Sirius-. Frank ficou com a Alice e não é o chefe. Neville ficou com a Luna - acrescentou e encolheu os ombros.
-Eu fiquei com Nimphadora - adicionou Remus.
- É nossa maneira de ser, moça - explicou Dudley.
-Você não ficou com o Nimphadora dessa maneira - disse Sirius a seu irmão, resolvido a esclarecer aquele engano de conceito-. Você pediu sua mão. Há uma diferença.
-Haveria feito se seu pai se houvesse posto difícil - respondeu Remus.
Gina não podia acreditar o que estava ouvindo. Todos haviam se tornado loucos.
Afastou as mãos das de Harry e deu um passo para trás, afastando-se de toda aquela loucura. Pisou no pé do Pai Bones. Voltou-se para desculpar-se.
-Sinto muito, pai bones Não tinha intenção de lhes pisar... O não pode ficar comigo de qualquer jeito, verdade?
Pai bones assentiu.
- Dudley tem razão ao dizer que assim é nossa maneira de ser - explicou-. É obvio, vais ter que estar de acordo.
Sua voz estava cheia de compreensão. Harry tinha sobressaltado muito a aquela bonita mulher. Parecia estar um pouco aflita, mas indubitavelmente encantada ante o anúncio. Ser escolhida esposa do chefe do clã era uma das mais altas honras. Sim, supôs que estava tão agradada que parecia não poder pronunciar uma só e coerente palavra de agradecimento.
Pai Bones estava equivocado ao supor isso. Gina se recuperou em espaço de um minuto ou dois. Logo moveu a cabeça em um gesto negativo. Talvez tivesse podido controlar sua ira se os defensores de Harry não tivessem assentido de novo todos ao mesmo tempo.
Na verdade, desejava pegar a todos e cada um deles. Primeiro ia ter que deixar de balbuciar. Respirou profundamente em um esforço por recuperar o controle.
-Harry, poderia falar com você em particular? -disse com a voz rouca.
-Moça, agora não há tempo para bate-papos - disse o pai Bones-. Merlín não vai agüentar.
-Merlín? -perguntou confundida.
-É um Dunbar - explicou Dumbledore-. Necessita um sacerdote - adicionou com um sorriso.
Gina se voltou para olhar para pai Bones.
-Então devem ir com ele - disse-lhe-. Está agonizando?
O sacerdote negou com a cabeça.
-Está morto, Gina. A família está me esperando para que o enterre. É o calor, sabe. Mérlin não vai agüentar muito mais tempo.
-Sim, deve ir a ele - explicou Sirius-. Mas primeiro te vai casar. Os Maitland vem antes dos Dunbar.
-Merlín não vai agüentar? -Gina repetiu a explicação do sacerdote e se levou a mão à frente.
-O calor - recordou-lhe Sirius.
Gina começou a tremer. Harry teve piedade dela. Tinha-lhe levado vários dias de intensa reflexão chegar à conclusão de que não podia permitir que Gina partisse. Nesse momento se deu conta de que provavelmente deveria haver lhe dado mais tempo para pensar na proposta.
Infelizmente, não havia tempo para considerar todas as razões. Depois de falar com o Ronald e confirmar suas próprias suspeitas, soube que tinha que casar-se com Gina o quanto antes possível. Não ia correr o risco de que alguém mais descobrisse quem era seu pai. Não, tinha que casar-se com ela agora. Era a única maneira em que poderia proteger-la dos malditos Maclean.
Pegou sua mão e a levou até um canto do salão. Gina se tropeçou e Harry terminou arrastando-a pela metade do caminho. Gina ficou de pé com as costas contra a parede. Harry permanecia de frente para ela e lhe bloqueava eficazmente a visão do resto da habitação.
Deu-lhe um pequeno empurrão no queixo para que levantasse a cabeça e o olhasse.
-Quero que te case comigo.
-Não.
-Sim.
-Não posso.
-Sim pode.
-Harry, quer ser razoável a respeito? Não posso me casar contigo. Embora o quisesse, não é possível.
-Sim você quer casar comigo - replicou-. Não é assim?
Harry estava perplexo ante a possibilidade de que Gina não o quisesse. Teve que sacudir a cabeça.
-Claro que quer - disse outra vez.
-Ah. E por quê?
-Confia em mim.
A expressão de desafio desapareceu da face de Gina. De todas as razões que poderia lhe haver dado, centrou-se na única que não poderia discutir. Sim confiava nele, com todo seu coração.
-Sente-se segura comigo.
Tampouco poderia discutir esta.
-Sabe que te vou proteger do perigo - acrescentou com um suave gesto da cabeça.
Seus olhos se encheram de lágrimas. Deus querido desejava que fosse possível.
-Ama-me, Harry? -perguntou. Inclinou-se e a beijou.
-Nunca desejei a outra mulher como desejo a ti - disse-. Você também me deseja. Não o negue.
Gina soltou os ombros.
-Não o nego - sussurrou-. Mas desejar e amar são duas coisas distintas. Talvez não te ame - adicionou.
Soube que era mentira assim que as palavras lhe saíram da boca. Harry também soube.
-Sim, sim me ama.
Uma lágrima correu pela bochecha do Gina.
-Está-me colocando idéias impossíveis na cabeça - sussurrou.
Harry lhe secou a lágrima com ternura. Colocou ambas as mãos aos lados do rosto de Gina.
-Nada é impossível. Case comigo, Gina. Deixe-me te proteger.
Tinha que lhe dizer a verdade agora. Só então trocaria de opinião com respeito a sua precipitada decisão.
-Há algo que não sabe a meu respeito - começou-. Meu pai...
A boca de Harry cobriu a dela e evitou eficazmente qualquer confissão. O beijo foi comprido e apaixonado, e quando Harry se afastou, Gina não sabia o que pensar.
Tentou dizer-lhe uma vez mais, mas Harry a deteve com outro beijo.
-Gina, não me vais contar nada a respeito de sua família - ordenou-lhe.
-Não me importa se seu pai é o rei da Inglaterra. Não vais voltar a pronunciar uma palavra a respeito. Entendido?
-Mas Harry...
-Seu passado não é importante - disse-lhe. Tomou pelos ombros e os espremeu. Sua voz era baixa e fervorosa-. Liberte-se, Gina. Vais pertencer mim. Eu serei sua família. Eu vou cuidar de ti.
O fez parecer tão atrativo que Gina não sabia o que fazer.
-Devo pensá-lo decidiu-. Em uns poucos dias...
-Bom Deus - disse Dumbledore-. Não podemos esperar que Mérlin agüente tanto, moça. Pensa no calor.
-Por que esperar? -disse Ronald.
-Sim, Harry te há dito que vai se ficar contigo. Terminem com as bodas - disse Sirius.
Não foi a não ser até esse momento quando Gina se deu conta de que tinham estado escutando sua conversação privada com o Harry. Sentiu desejos de gritar. Logo o fez.
-Não irão me colocar pressas para que faça isto - disse-lhes-. Há muitas razões pelas que não me posso casar com seu chefe - acrescentou com voz muito mais suave-. E necessito tempo para pensar...
-Quais são essas razões? -perguntou Dumbledore.
Harry se voltou para o líder do conselho.
-Está a favor ou contra nós?
-Não estou terrivelmente agradado, é obvio, mas sabe que vou estar junto a ti. Tem meu apoio. Hagrid, o que opina você?
Hagrid franziu o sobrecenho para Gina enquanto dava a resposta.
-Estou de acordo.
Outros membros do conselho seguiram como um dominó o veredicto de aprovação de Hagrid.
Gina já tinha ouvido suficiente.
-Como podem me dar seu apoio e me olhar furiosos ao mesmo tempo? -perguntou. Voltou-se para Harry e lhe deu um golpe no peito-. Não quero viver aqui. Já decidi viver com a tia Muriel. E sabe por quê? -Não lhe deu tempo a responder. - Porque não me consideram inferior, por isso. Esta bem? -perguntou como um desafio.
-Esta bem o que? -perguntou Harry, tratando de não sorrir ante a confusão de Gina. Aquela mulher era brava quando se irritava.
-Lhes gosto - gaguejou Gina.
-Nós gostamos muito de você, Gina - disse-lhe Simas.
-A todos nós - adicionou Ronald com um gesto da cabeça.
Gina não ia acreditar naquelas tolices nem por um minuto. Tampouco Sirius. O olhar que dirigiu a Ronald sugeria que tinha perdido a cabeça.
-Mas não me agrada particularmente nenhum destes brutos - anunciou-. A idéia de viver aqui é simplesmente inaceitável. Não vou criar meus filhos... OH, Deus, Harry, não vou ter nenhum, recorda?
-Gina, te acalme - ordenou-lhe Harry. A atraiu contra ele e a abraçou com força.
-Não quer meninos? -perguntou Dumbledore. Parecia pasmado - Harry, não pode permitir esse tipo de conversação. Necessita um herdeiro.
-É estéril? -disse Hagrid.
-Não está dizendo isso - murmurou Diggle.
-É minha culpa - interveio Remus.
-É culpa tua que esta mulher seja estéril? -perguntou Hagrid, tratando de entender-. Como pode ser, Remus?
Ronald começou a rir. Sirius lhe deu uma cotovelada para que se detivesse.
-Teve que ajudar com o parto do Nimphadora - disse Sirius para Hagrid-. Aquilo a atemorizou. Isso é tudo. Não é estéril.
Os membros do conselho grunhiram aliviados. Naqueles momentos Harry não prestava atenção em ninguém exceto em Gina.
-Tem razão, necessita tempo para pensar nesta proposta - sussurrou-lhe inclinando-se para ela-. Tome o tempo que deseje.
Algo na voz do Harry fez que Gina receasse. Imediatamente se deu conta do que era. Harry estava muito divertido.
-De quanto tempo disponho para pensar em sua proposta?
-Esta noite vais dormir em minha cama. Pensei que talvez gostaria de te casar primeiro.
Gina se separou dos braços de Harry e levantou o olhar para ele. Estava sorrindo. Gina não tinha nenhuma possibilidade. Deu-se conta naquele momento. Senhor amava-o. E nesse preciso instante não podia pensar nem em uma só razão de por que era assim.
Todos tinham feito que se sentisse tola.
-Por que te amo, em nome do Senhor?
Não se tinha dado conta de que tinha gritado a pergunta até que Ronald começou a rir.
-Bom isso arruma tudo.
-Já aceitou - disse o pai Bones. Correu ao outro extremo do salão-. Terminemos com isto. Ronald, você te põe de pé à direita de Harry e Dumbledore, você junto a Gina. Pode entregá-la. Em nome do Pai e do Filho...
-Nós também a entregamos - anunciou Hagrid, decidido a não ficar fora da importante cerimônia.
-Sim, assim é - murmurou Aberforth.
A resistência de cadeiras interrompeu a concentração do sacerdote. Esperou até que todos os anciões se apertassem ao redor de Gina e logo começou de novo.
-No nome do Pai...
-Só quer te casar comigo para poder me dar ordens todo o tempo - disse Gina ao Harry.
-Existe esse benefício - disse Harry arrastando as palavras.
-Acreditava que os Dunbar eram seus inimigos - disse Gina a seguir-. Entretanto, o sacerdote...
-Como crê que morreu Merlín? -perguntou Sirius.
-Bom, filho, não pode tomar a responsabilidade dessa morte -aconselhou Dumbledore-. Foi à queda pelo penhasco o que o matou.
-Remus, você não o empurrou quando te atacou com a faca?-perguntou Sirius.
Seu irmão negou com a cabeça.
-Escorregou-se antes de que pudesse chegar a ele.
Gina estava consternada ante aquela conversação. Ronald decidiu responder a sua pergunta inicial sobre o sacerdote, já que ninguém mais parecia inclinado a fazê-lo.
-Não há suficientes homens do clero para nos servir por aqui - disse-. Ao pai Bones é permitido ir e vir onde quiser.
-Atende a uma zona ampla - interveio Simas-. E a todos os clãs que consideramos inimigos. Os Dunbar, os Macpherson, os Maclean e outros, é obvio.
Gina estava assombrada ante aquela lista de inimigos. O mencionou ao Dumbledore. Desejava saber tudo o que pudesse a respeito dos Maitland, é obvio, mas também havia outro motivo. Necessitava tempo para recuperar-se. Sentia-se aturdida. Estava tremendo como um menino ao que se banhara em água fria.
-Simas só te deu uma lista parcial - disse-lhe Dumbledore.
-É que não lhes agrada ninguém? -perguntou Gina com incredulidade.
Dumbledore se encolheu de ombros.
-Podemos seguir com isto? -exclamou o pai Bones-. No nome do Pai...
-Vou convidar à tia Muriel e ao tio Herbert a que venham me visitar, Harry, e não vou passar pelo primeiro conselho para obter sua permissão.
-...e do Filho -continuou o sacerdote em voz muito mais forte.
-A seguir vai querer que venha o rei Fudge - predisse Aberforth.
-Não podemos permiti-lo, moça - murmurou Hagrid.
-Por favor, agora tome das mãos e lhes concentre na cerimônia - gritou o Pai Bones, tentando chamar a atenção de todos.
-Eu não quero que o rei John venha aqui - argumentou Gina. Voltou a franzir o sobrecenho para Horácio por fazer uma sugestão tão vergonhosa. - Quero a minha tia e meu tio, e os terei. -voltou-se e teve que esquadrinhar por detrás de Dumbledore para olhar para Harry. - Sim ou não, Harry.
-Já veremos. Dumbledore estou-me casando com Gina, não contigo. Solte a mão dela. Gina vêem aqui.
O pai Bones renunciou à idéia de tentar manter a ordem. Continuou com a cerimônia. Harry estava prestando um pouco de atenção. Aceitou imediatamente tomar Gina por esposa.
Gina não foi tão cooperativa. O pai bones sentiu um pouco de lástima por aquela doce mulher. Parecia estar completamente confundida.
-Gina, aceita Harry como marido?
Gina levantou o olhar para Harry antes de dar sua resposta.
-Veremos.
-Isso não vai servir moça. Tem que dizer que sim - aconselhou.
-Diz que sim?- Harry sorriu.
-Sua tia e tio serão bem-vindos aqui. - Gina lhe devolveu o sorriso.
-Obrigado.
-Ainda tem que me responder Gina - recordou-lhe o pai bones.
-Vai aceitar me amar e me respeitar? -perguntou Gina.
-Por amor de Deus, acaba de fazê-lo - disse impacientemente Sirius.
-Harry, se ficar aqui é muito provável que faça algumas mudanças.
-Bom, Gina, por aqui nós gostamos das coisas tal como estão - disse-lhe Dumbledore.
-Eu não gosto de como estão às coisas por aqui disse Gina-. Harry, antes de começar, quero uma promessa a mais - disse apressadamente.
-Antes de começar? Estamos na metade... -tentou explicar o sacerdote.
-Qual é essa promessa? -perguntou Dumbledore-. Talvez o conselho tenha que estudá-la.
-Não o fará - opôs Gina-. É um assunto privado. Harry?
-Sim, Gina?
Deus, como gostava do sorriso dele. Deixou escapar um pequeno suspiro enquanto o fazia gestos de que se aproximasse para poder lhe sussurrar ao ouvido. Dumbledore teve que retroceder para lhe deixar lugar. Assim que Harry se inclinou, todos outros também o fizeram para escutar.
Entretanto, ficaram adivinhando. O que Gina lhe tinha pedido tinha surpreso claramente Harry, a julgar pela expressão de seu rosto.
Naturalmente, isso chamou a atenção de todos.
-Isto é importante para ti?
-Sim.
-Está bem - respondeu-. Prometo-lhe isso.
Gina não se deu conta de que tinha estado contendo o fôlego até que Harry lhe desse sua promessa. Soltou um forte suspiro.
Os olhos se encheram de lágrimas. Estava tão contente com aquele homem. Não tinha rido nem se sentido insultado. Nem sequer lhe tinha pedido que se explicasse. Simplesmente lhe tinha perguntado se era importante, e quando lhe havia dito que sim, esteve imediatamente de acordo.
-Pudeste pescar algo, Dumbledore? -perguntou Simas com um forte sussurro que todos ouviram.
-Algo a respeito de um gole - sussurrou Dumbledore.
-Deseja um gole? -bramou Hagrid.
-Não, pesquei a palavra ébrio - anunciou Horácio.
-Por que deseja embebedar-se? -quis saber Diggle.
Gina tratou de não rir. Voltou a atenção ao pai bones.
-vou dizer que sim - disse-. Não deveríamos começar já?
-A moça tem problemas para seguir o fio - comentou Diggle.
O pai bones deu a bênção final enquanto Gina discutia com o ancião pelo descortês comentário. Disse-lhe com grande veemência que sua concentração estava perfeitamente bem.
Devido a sua insistência, conseguiu uma desculpa de Diggle antes de voltar a prestar atenção ao sacerdote.
-Ronald, quereria ir procurar Hermione? Eu gostaria que estivesse a meu lado durante a cerimônia.
-Pode beijar à noiva -anunciou o pai bones.

Hermione se estava passeando pelo interior da cabana quando por fim Gina abriu a porta e entrou.
-Graças a Deus que está aqui. Estive tão preocupada. Gina, por que demoraste tanto? Diga-me o que passou. Está bem? Está pálida. Incomodaram-lhe, não é assim? -Fez uma pausa para soltar um suspiro de indignação.- Não se atreveram a te mandar de voltao a Inglaterra, verdade?
Gina se sentou à mesa.
-foram-se - sussurrou.
-Quem se foi?
-Todos. Simplesmente... Foram-se. Inclusive Harry. Primeiro me beijou. Logo também partiu. Não sei aonde se foram todos.
Hermione nunca tinha visto sua amiga assim. Gina parecia estar aturdida.
-Está-me assustando, Gina. Por favor, me diga o que aconteceu.
-Casei-me.
Hermione teve que sentar-se.
-Casaste-te?
Gina assentiu. Seguiu com o olhar fixo no espaço, com a mente concentrada na estranha cerimônia.
Hermione estava muito surpreendida para falar durante vários minutos. Sentou-se de frente a Gina à mesa e simplesmente a olhou com os olhos muito abertos.
-Casaste-te com o Harry?
-Acredito que sim.
-O que quer dizer com que crê que sim?
-Dumbledore estava de pé entre nós dois. Talvez me casei com ele. Não, estou segura de que foi com o Harry. Beijou-me, logo... Dumbledore não.
Hermione não soube o que pensar daquilo. Estava encantada, é obvio, porque sua amiga nunca teria que retornar a Inglaterra, mas também estava furiosa. Primeiro se concentrou nessa emoção.
-por que tanta pressa? Não houve flores, verdade? Não poderia te haver casado em uma capela. Não temos. Maldita seja Gina, deveria ter insistido para que Harry fizesse as coisas corretamente.
-Não sei por que havia tanta pressa - admitiu Gina-. Mas seguro que Harry tinha suas razões. Por favor, não te zangue por isso.
-Deveria ter estado ali - queixou-se Hermione.
-Sim, é verdade - concordou Gina.
Passou outro minuto em silencio antes que Hermione voltasse a falar.
-Estamos felizes com estas bodas? Gina se encolheu de ombros.
-Suponho que sim.
Os olhos do Hermione se encheram de lágrimas.
-Merecia que seu sonho se fizesse realidade.
Gina sabia do que estava falando sua amiga, naturalmente. Tentou consolar ao Hermione.
-Os sonhos são para que as meninas pequenas os sussurrem umas a outras. Nunca se convertem em realidade. Agora sou uma mulher adulta, Hermione. Não imagino coisas impossíveis.
Sua amiga não estava disposta a deixá-la correr.
-Está-te esquecendo de com quem está falando, Gina. Conheço-te mais que a qualquer outra pessoa deste mundo. Conheço toda sua horrível vida com essa bruxa de sua mãe e o bêbado de seu tio. Conheço sua dor e sua solidão. Seus sonhos se converteram em escudos contra a dor. Pode me dizer que é só sua ativa imaginação, estes sonhos que agora finge que não são importantes, mas eu sei que não é assim.
A voz lhe partiu com um soluço. Respirou profundamente e logo continuou.
-Seus sonhos lhe resgataram do desespero. Não te atreva a fingir que não são importantes. Não vou acreditar nisso.
-Hermione, por favor, serei razoável com respeito a isto - disse Gina com exasperação-. Nem sempre foi horrível. Muriel e Herbert equilibraram minha vida. Além disso, era muito jovem quando inventei esses ridículos sonhos. Só estava imaginando como ia ser minhas bodas. Meu pai estava ali, recorda? Acreditava que estava morto, mas, entretanto o imaginava de pé junto a mim ao fundo da capela. Meu marido ia estar tão feliz que ia chorar. Agora te pergunto, pode imaginar ao Harry chorando?
Hermione não pôde evitar sorrir.
-Meu marido também ia chorar de gratidão. Ronald não. O me olhou com maligna satisfação.
-Nunca mais vou ter que ver minha mãe.
Tinha sussurrado essa idéia em voz alta. Hermione assentiu.
-Nunca mais vais ter que me deixar, tampouco.
-Quero que esteja feliz com respeito a isto.
-Muito bem. Sinto-me feliz. Agora me diga exatamente o que aconteceu. Quero todos os detalhes.
Gina fez o que lhe pedia. Para quando terminou com o relato, Hermione estava sorrindo. Gina tinha problemas para recordar e desculpava continuamente sua pobre memória com o fato de que tudo tinha sido terrivelmente confuso.
-Perguntei a Harry se me amava -contou a seu amiga-. Não me respondeu. Não me dava conta disso até que tudo teve terminado e estava me beijando. Disse que me desejava. Também tentei lhe falar de meu pai, mas não me deixou. Disse que não importava. Que tinha que afastá-lo a um lado. Essas foram suas palavras. Tentei, mas estou pensando que teria que havê-lo tentado mais.
Hermione deixou escapar um comentario pouco próprio de uma dama.
-Não comece a preocupar-se por seu pai. Não o mencionaremos nunca mais. Ninguém vai.
Gina assentiu.
-Fiz que Harry me prometesse duas coisas. Muriel e Herbert podem vir a me visitar.
-E a outra promessa?
-Harry não se embebedará em minha presença.
Os olhos de Hermione se encheram de lágrimas. A ela nunca havia ocorrido pedir semelhante coisa a seu marido, mas entendia perfeitamente por que Gina estava tão preocupada.
-Durante todo o tempo que estou vivendo aqui, nunca vi Harry bêbado.
-Cumprirá sua promessa - sussurrou Gina. Deixou escapar um suspiro-. Pergunto-me onde vou dormir esta noite.
-Harry vai vir a te buscar.
-Onde fui parar?
-Ama-o.
-Sim.
-O deve te amar.
-Espero que sim disse - Gina-. Não tinha nada que ganhar. Deve me amar.
-Está preocupada com esta noite?
-Um pouco. Estava você preocupada na primeira vez?
-Chorei.
Por alguma razão, ambas as mulheres acharam que aquela idéia era histericamente graciosa. Então Ronald e Harry entraram na cabana, e ambos sorriram ante a maneira em que riam Hermione e Gina. Ronald desejava saber o que achavam tão engraçado. Sua pergunta só fez que as duas mulheres rissem mais. Finalmente se rendeu. Decidiu que não era fácil entender às mulheres.
O olhar do Harry estava sobre o Gina.
-Por que está aqui? -perguntou.
-Desejava contar a Hermione o que passou. Casamo-nos, verdade?
-Pensa que talvez se casou com o Dumbledore -disse Hermione para Ronald.
Harry sacudiu a cabeça. Dirigiu-se para sua esposa e a pôs de pé. Não foi cuidadoso nem uma vez desde que entrou na cabana, e isso lhe incomodava.
-É hora de ir a casa.
Gina estava nervosa e ansiosa.
-Só vou recolher umas poucas coisas - disse. Manteve a cabeça baixa e foi detrás do biombo -. Qual é nossa casa?
-Onde te casou - disse-lhe Ronald.
Era seguro fazer uma careta. Ninguém veria. Logo soltou um suspiro. Ia ter que viver naquele desagradável torreão, supôs, mas não ia se mostrar triste. Harry vivia ali e isso era tudo o que importava.
Gina podia ouvir que os dois irmãos falavam entre si enquanto recolhia a camisola e a bata e outras coisas necessárias para essa noite. Levaria o resto de suas coisas no dia seguinte.
Teve dificuldades para dobrar a camisola e se surpreendeu ao ver que as suas mãos tremiam.
Terminou de preparar a pequena mala, mas não deixou aquele pequeno santuário. A importância do que tinha acontecido nesse dia finalmente estava penetrando em sua mente.
Sentou-se na cama e fechou os olhos. Era uma mulher casada. De repente o coração galopou violentamente com furiosos batimentos e apenas pôde recuperar o fôlego. Sabia que estava começando a invadir o pânico e tentou acalmar-se.
Deus querido, e se tinha cometido um engano? Tudo tinha acontecido com tanta rapidez. Harry a amava, verdade? Não importava que não o houvesse dito com palavras. Desejava casar-se com ela e não tinha absolutamente nada que ganhar mais que uma esposa. O que outro motivo poderia haver?
E se alguma vez podia se encaixar com estas pessoas? E se alguma vez a aceitariam? Finalmente Gina se concentrou no tema principal. E se não puder ser uma boa esposa? Tinha a certeza de que não sabia como agradar a um homem na cama. Harry se daria conta de que não tinha experiência. Seria seu dever lhe ensinar, mas e se era do tipo de mulher que não podia aprender?
Não queria que ele a considerasse inferior. Preferia morrer.
-Gina?
A voz de Harry era pouco mais que um sussurro. Entretanto, Gina virou pelo medo. Harry notou. Também notou que sua esposa parecia estar a ponto de deprimir-se. Gina tinha medo. Acreditou entender por que.
-Já estou pronta para ir - disse com voz tremula.
Não se moveu depois de dar seu anúncio. Tinha a mala sobre seu colo e parecia sustentar a alça com grande força. Harry ocultou um sorriso. Foi para a cama e se sentou junto a ela.
-por que está aqui sentada? -perguntou.
-Só estava pensando.
-No que?
Não lhe respondeu. Não queria olhá-lo, mas sim manteve o olhar fixo no colo.
Harry não quis pressioná-la. Decidiu comportar-se como se tivesse todo o tempo do mundo. Permaneceram sentados juntos durante vários minutos. Gina ouviu que Hermione sussurrava algo a seu marido. Ouviu a palavra "flores" e pensou que seu amiga talvez estaria reclamando pela falta de decoração nas bodas.
-Seria possível que esta noite tomasse um banho?
-Sim.
Gina assentiu.
-Não deveríamos ir?
-Terminaste que pensar?
-Sim, obrigado.
Harry ficou de pé. Gina também. Entregou-lhe a mala. Harry a tirou da mão e se dirigiu para a porta.
Hermione lhes bloqueou a saída. Estava resolvida a fazer que ficassem para jantar. Já que tudo estava preparado, Harry aceitou. Gina estava muito nervosa para comer. Harry não teve nenhum problema. Tanto Ronald como ele comeram como homens que acabassem de terminar com o jejum quaresmal.
Entretanto, não desejou atrasar-se depois da comida. Gina tampouco. Caminharam para o torreão. Dentro estava escuro. Harry a guiou até o segundo piso. A quarto estava situada à esquerda do patamar, a primeira das três portas que havia com o passar do estreito corredor.
A habitação brilhava com luz acolhedora. A lareira estava de frente para a porta. O fogo ardia vivamente e esquentava eficientemente toda a zona. A cama de Harry estava à esquerda da porta. Ocupava uma considerável porção da parede. Um edredom com as cores do clã cobria a cama, e contra a parede havia uma pequena arca com duas velas em cima.
Havia só uma cadeira na habitação, perto da lareira. Outra arca, muito maior e alta que a que estava junto à cama, apoiava-se sobre a parede oposta. Sobre ela havia uma caixa quadrada, de estilo florido e com borde dourados.
Gina decidiu que Harry não gostava de desordem. A habitação era funcional, eficiente e muito parecida com o homem que ali vivia.
Havia uma grande tina de madeira frente ao fogo. A água despedia vapor. Harry tinha se antecipado consideradamente à petição de Gina de tomar um banho, inclusive antes de que esta o perguntasse.
Deixou a mala sobre a cama.
-Necessita algo mais?
Necessitava não ter medo, mas não o disse.
-Não, obrigado.
Continuou de pé no centro da habitação, com as mãos juntas, esperando e rezando que partisse para poder tomar o banho com privacidade.
Harry se perguntou por que estaria vacilando.
-Necessita ajuda para te despir? -perguntou.
Não respondeu, consternada ante a mera idéia-.
-Lembro como fazê-lo -acrescentou com a voz muito mais tranqüila.
Harry assentiu e logo lhe fez um gesto com o dedo para que se aproximasse dele. Gina não titubeou. Deteve-se só a uns centímetros de distância.
Ao Harry agradou que Gina não se afastasse quando estendeu a mão para ela. Jogou-lhe o cabelo por cima do ombro e logo deslizou seus dedos pelo decote do vestido para tomar a corrente.
Não disse nenhuma palavra até que lhe teve tirado a corrente e o anel.
-Recorda as promessas que te tenho feito hoje?
Assentiu. Deus querido, não ia dizer lhe que tinha trocado de opinião, verdade?
Harry viu a expressão de pânico no rosto e sacudiu a cabeça.
-Nunca quebro minhas promessas, Gina, e não as vou quebrar agora.-A idéia tinha sido correta. O temor abandonou imediatamente o olhar dela. - Se me conhecesse melhor, não teria essa preocupação.
-Mas não te conheço melhor - sussurrou Gina, desculpando sua conduta.
-Tenho um a promessa que quero que me faça - explicou. Deixou cair a corrente e o anel na mão-. Não quero que leve isto para cama.
Para Gina não pareceu uma petição, a não ser uma ordem. Tampouco lhe explicou suas razões. Esteve a ponto de lhe perguntar por que quereria uma promessa assim, e logo trocou de opinião. Harry não a tinha obrigado a explicar por que lhe fez prometer que jamais se embriagasse quando estivesse com ela, e merecia receber exatamente a mesma consideração.
-Estou de acordo.
Harry assentiu. Parecia satisfeito.
-Onde posso guardá-lo?
- Ponha ali - disse-lhe fazendo um gesto para a pequena caixa que havia sobre o arca-. Ninguém o tocará.
Gina se apressou a fazer o que ele sugeria.
-Posso guardar aqui também o broche que me deu a tia Muriel?-perguntou-. Não quero perdê-lo.
Não lhe respondeu. Voltou-se e só então se deu conta de que Harry tinha saído da habitação. Não tinha feito nenhum ruído.
Moveu a cabeça em um gesto negativo. Decidiu que deveria falar com ele a respeito desse descortês costume de desaparecer assim.
Já que não tinha idéia de quanto tempo pensava estar ausente, apressou-se com o banho. Não tinha pensado lavar o cabelo, mas logo trocou de opinião.

Harry abriu a porta enquanto se estava passando o sabão com perfume de rosas no cabelo. Teve uma rápida visão de pele dourada antes de voltar a fechar a porta. Recostou-se contra a parede e esperou que sua esposa terminasse.

Não desejava envergonhá-la. Entretanto, estava demorando muito. Tinha caminhado uma distância considerável até a bacia de água, lavou-se e logo tinha retornado, esperando que sua esposa o estivesse já aguardando na cama.

Esperou outros quinze minutos e logo entrou. Gina estava sentada sobre uma manta no chão frente à chaminé, secando calmamente o cabelo. Tinha uma bonita camisola branca posta.
Pareceu-lhe absolutamente linda.

Harry se recostou contra o marco da porta durante vários minutos, contemplando-a. Sentiu que uma tensão se instalava em seu peito. Era sua esposa. Sim, agora lhe pertencia. Uma sensação de contente o percorreu e tomou por surpresa. Tudo lhe parecia tão inevitável. Por que tinha atravessado pela tortura de tentar permanecer afastado dela? Do momento em que a tinha beijado pela primeira vez, deveria ter aceitado a verdade. Seu coração sempre tinha sabido que nunca ia aceitar que outro homem a tivesse. Por que lhe tinha levado tanto tempo a sua mente aceitá-lo?

Decidiu que as questões do coração eram muito confusas. Recordava como o tinha alardeado Ronald de que uma mulher era exatamente igual a outra. Agora entendia a blasfêmia daquele comentário arrogante. Havia só uma Gina.
Harry se sacudiu para afastar esses pensamentos estúpidos. Ele era um guerreiro. Não deveria estar pensando em coisas tão inconseqüentes.

Voltou-se para ir de novo ao salão e logo soltou um agudo assobio. O som ricocheteou pelas escadas. Harry retornou à habitação e se aproximou da chaminé. Apoiou-se contra o suporte da chaminé, apenas uns centímetros de sua esposa, e tirou as botas.

Gina estava a ponto de lhe perguntar por que tinha deixado a porta aberta quando três homens entraram apressadamente. Fizeram um gesto com a cabeça ao chefe, cruzaram o recinto e levantaram a tina. Deliberadamente mantiveram o olhar separado de Gina enquanto transportavam a pesada tina fora da habitação.
Harry os seguiu até a porta, e estava a ponto de fechá-la quando alguém gritou seu nome. Soltou um suspiro e saiu outra vez da habitação.

Esteve ausente durante quase uma hora. O calor do fogo adormeceu Gina. Agora tinha o cabelo apenas um pouco úmido, e já haviam tornado a formar maioria dos cachos. Ficou de pé, apoiou a escova no suporte e retornou à cama. Estava indo para a cama quando Harry entrou.
Fechou a porta, trancou-a e logo tirou o tartán. Não vestia nada por baixo.

Gina pensou que ia morrer de vergonha naquele preciso instante. Voltou o olhar para uma viga central do teto, mas não antes de haver jogado uma boa olhada em Harry. Não era de duvidar que Hermione tivesse chorado na noite de bodas. Se Ronald estava moldado como Harry, e adivinhava que provavelmente assim seria, podia entender muito bem aquele pranto. Em honra à verdade, os olhos já lhe estavam espantados. Ai, Senhor, realmente não estava preparada para isto. Depois de tudo, tinha cometido um engano. Não, não, não estava pronta para este tipo de intimidade. Não o conhecia o suficiente... Nunca deveria haver...

-Esta tudo bem, Gina.
Estava de pé frente a ela. Gina não queria olhá-lo. Harry lhe pôs as mãos sobre os ombros e lhe deu um afetuoso apertão.
-Realmente esta tudo bem. Confia em mim, não é verdade?
Sua voz estava cheia de ternura, mas não ajudou. Gina respirou profundamente várias vezes em um intento por acalmar-se. Isso tampouco a ajudou.
E logo Harry a atraiu para seus braços e a abraçou com força. Gina deixou escapar um pequeno suspiro e se acomodou neles. ia sair tudo muito bem. Harry não lhe faria mal. Amava-a.
Afastou-se um pouco para poder olhá-lo aos olhos. Havia neles calidez e também um pouco de alegria.
-Não tenha medo - disse-lhe, com a voz convertida em um sussurro tranqüilizador.
-Como sabe que tenho medo?
Harry sorriu. "Medo" não era em realidade a palavra correta, decidiu. "Terror" era uma descrição muito mais exata.
-Tem a mesma expressão que tinha no rosto na noite em que te disse que Nimphadora queria que a ajudasse a trazer para o mundo a seu filho.
Gina dirigiu o olhar para o peito de Harry.
-Não desejava ajudar porque temia que não fosse capaz de fazê-lo... Harry acredito que tampouco quero fazer isto. Sei que vai tudo bem, mas mesmo assim, preferiria que não...
Gina não terminou a confissão. Outra vez retornou aos braços dele e descansou contra ele.
Harry estava agradado ao ver que Gina era capaz de ser sincera com ele, mas também estava frustrado. Nunca tinha tido uma virgem na cama, e até esse momento não se deu conta de quão importante ia ser facilitar as coisas para Gina. Ia requerer tempo, paciência e uma boa quantidade de vigor.
-Do que tem medo, exatamente? -perguntou Harry.
Não lhe respondeu. Agora estava tremendo, e Harry soube que não era de frio.
-É obvio, vai haver dor, mas se eu...
-Não temo à dor.
Fez esse anúncio de maneira precipitada. Agora Harry estava mais perplexo.
-Então, o que teme? -Começou a lhe esfregar as costas enquanto esperava que Gina lhe respondesse.
-Um homem sempre pode... Já sabe - gaguejou Gina-. Mas algumas mulheres não podem, e se for uma dessas mulheres, então vou te desiludir.
-Não me vais desiludir.
-Realmente acredito que sim - sussurrou-. Acredito que sou uma das que não podem Harry.
-Você pode - disse-lhe com grande autoridade. Não estava todo seguro do que estava falando exatamente, mas parecia ser muito importante para ela e era indubitável que naquele momento necessitava sua confiança. Ele era o perito, depois de tudo, e sabia que Gina acreditaria em algo que lhe dissesse.
Continuou lhe acariciando as costas. Gina fechou os olhos e deixou que a tranqüilizasse. Sem dúvida, era o homem mais considerado do mundo e, quando era tão tenro com ela, não podia evitar amá-lo.
Não levou muito tempo sobrepor-se ao medo. É obvio, ainda estava um pouco nervosa, mas não acreditava que isso fora incomum. Respirou profundamente e logo se separou de Harry. Não podia olhá-lo aos olhos e sabia que se estava ruborizando, mas isso não a deteve. Lentamente levantou a camisola e o passou pela cabeça. Logo a jogou sobre a cama. Tampouco deu tempo para que Harry a que a olhasse. Assim que se desfez da camisola, retornou apressadamente a seus braços.
Harry tremeu visivelmente.
-Sinto-te tão bem contra mim - sussurrou, com a voz rouca pela emoção.
Gina lhe sentia muito mais que bem. Sentia-se maravilhosa. O disse com voz tímida e vacilante.
O queixo do Harry foi descansar sobre a cabeça do Gina.
-Agrada-me, Gina.
-Ainda não tenho feito nada - replicou.
-Não precisa fazer nada - explicou Harry.
Gina pôde ouvir a risada na voz dele. Sorriu em resposta a ela. Ao não apressá-la, em realidade Harry a estava ajudando a superar a vergonha. Sábia que esse era seu plano, e nem sequer lhe importava que fora deliberado. A consideração dele por seus sentimentos quase a afligiu. Não acreditava que ainda se estivesse ruborizando.
O calor da firme excitação dele pressionava de maneira tão íntima contra a zona baixa de seu ventre, mas Harry não era exigente, só suave, terrivelmente suave enquanto lhe tirava os calafrios com carícias, e não passou muito tempo para que essa preocupação parecesse pouco importante.
Gina desejava tocá-lo. Liberou-se do férreo abraço de Harry ao redor de sua cintura e acariciou hesitantemente os amplos ombros, logo as costas e finalmente as coxas. Sentia sua pele ardente na ponta dos dedos. Harry era completamente diferente a ela em tom e textura, e percebeu que se maravilhava ante todas aquelas surpreendentes diferencia. Seus músculos eram como sogas atadas ao longo da porção superior dos braços.
-Harry, é tão forte e eu sou tão débil. Parece-me estranho que eu te agrade.
Harry riu.
-Não é débil. É suave e Lisa e muito, muito atraente.
Gina ruborizou diante ao elogio. Esfregou seu rosto contra o peito dele e sorriu ante a maneira em que o cabelo fazia cócegas no nariz. Endireitou-se e o beijou onde o pulso lhe pulsava na base do pescoço.
-Eu gosto de muito te tocar - admitiu.
Parecia surpreendida ante sua própria concessão. Harry não o estava. Já sabia que gostava de tocá-lo. Também gostava. Uma das características mais atraentes do Gina era o desejo de tocá-lo, acariciá-lo e abraçá-lo cada vez que era possível. Pensou em todas as vezes em que o havia feito de maneira instintiva, a maneira em que lhe tinha acariciado o braço enquanto o criticava duramente uma opinião a que ela se opunha.
Tinha muito poucas inibições quando estava com ele... Mas só com ele. Sim, tinha notado quão reservada foi com os soldados durante a viagem para ali. É obvio, foi agradável, mas tomou precauções para não tocar a nenhum deles. Nunca se relaxou nos braços de Simas quando se viu obrigada a cavalgar com ele e entretanto, ficou-se dormida nos seus. Confiava nele por completo, e esse fato era tão importante para ele como o amor do Gina.
E realmente o amava.
-Gina?
-Sim?
-Está pronta para deixar de te ocultar de mim?
Gina quase riu. Esteve-se ocultando dele e Harry tinha sabido todo o tempo que esse era seu jogo. Soltou-o e deu um passo para trás, afastando-se dele. Logo o olhou em seus olhos e assentiu com lentidão.
Harry tinha o mais maravilhoso dos sorrisos. Gina pensou nisso enquanto fixava o olhar nele. Gina tinha o corpo mais magnífico que Harry tinha visto em toda sua vida. Pensou nisso enquanto fixava o olhar nela. Estava maravilhosamente moldada, da ponta da cabeça até a ponta dos pés, e Senhor, se não conseguia tocá-la com rapidez para fazê-la completamente dele, sábia que perderia a cabeça.
Estenderam os braços um para o outro ao mesmo tempo. Gina lhe colocou os braços ao redor do pescoço enquanto Harry cavou as mãos sobre as nádegas de Gina e a atraiu para si.
Harry se inclinou e a beijou, um beijo profundo e devorador que os deixou a ambos sem fôlego. A língua dele se movia para provar a doçura que Gina lhe oferecia. Um rouco grunhido de satisfação saiu da garganta dele quando Gina imitou o jogo erótico e esfregou sua língua contra a dele.
Gina se desabou contra ele. Harry manteve um braço ao redor dela para evitar que caísse enquanto dava a volta e se inclinava para afastar as mantas. Gina não desejava que deixasse de beijá-la. Endireitou-se para beijá-lo quando Harry não reagiu com suficiente rapidez.
Agradou-lhe essa audácia. Também gostava dos pequenos gemidos dela. Harry a levantou em seus braços e a colocou no centro da cama. Não lhe deu tempo para começar a preocupar-se. Caiu sobre ela e lhe separou as coxas cãs as mãos. Escorou o peso nos cotovelos e deixou que seu corpo cobrisse por completo o dela. E Deus, nunca havia sentido nada tão maravilhoso em toda sua vida.
A resposta dela estava superando o desejo de Harry de ir devagar e de dar tempo para prepará-la para a invasão. Precisava concentrar-se no que estava fazendo, de ter deliberação em onde e como a tocava, até que Gina não fosse capaz de pensar, a não ser só de sentir prazer. Gina estava convertendo seu cuidadoso e elaborado plano em algo impossível. Movia-se vagarosamente contra ele e o levava a distração. Harry a beijou outra vez, com um beijo comprido, ardente e úmido que o enlouqueceu e o fez desejar mais. Finalmente, arrastou a boca longe da dela e se moveu mais abaixo para saborear o fragrante vale entre os suaves seios. Suas mãos acariciaram, esfregaram brandamente, brincaram e finalmente, quando não pôde esperar um segundo mais, tomou um mamilo na boca e começou a sugar.
Gina quase caiu da cama. Calafrios de puro prazer lhe percorreram o corpo. Não acreditava que pudesse agüentar muito mais dessa doce tortura. Aferrou-se aos ombros do Harry e fechou os olhos em abandono ao êxtase que lhe estava brindando.
Harry estava tremendo pela necessidade de tomá-la. Podia sentir que seu controle se desvanecia. O desejo de a saborear toda superava todas as demais considerações. Suas mãos acariciaram um atalho pela planície do estômago e logo mais abaixo até que esteve acariciando a parte interna das coxas e foi separando com lentidão. Inclinou-se e beijou a parte superior do suave triângulo de cachos que protegia sua virgindade.
-Harry, não...
-Sim.
Tentou afastá-lo, mas nesse momento a boca dele cobriu a sua excitação com a língua, Deus querido, sua língua estava esfregando-se contra ela e se consumiu de um frenético prazer tão intenso que se esqueceu de protestar.
Levantou os quadris de maneira instintiva pedindo mais carícias. Afundou as unhas nas omoplatas dele. Não imaginava que um homem poderia fazer amor com uma mulher daquela maneira íntima, mas nesse momento não estava consternada nem envergonhada. Desejava tocá-lo da maneira com que ele a estava tocando e também aprender o sabor dele, mas cada vez que tentava mover-se, Harry intensificava a pressão com que a sustentava e a fazia ficar quieta.
Harry se moveu a um lado e lentamente deslizou um dedo dentro dela. O polegar esfregou a. delicada protuberância entre as dobras e a reação do Gina quase destruiu seu autocontrole. Nunca tinha tido uma mulher que lhe respondesse com tanta sinceridade nem com tanto abandono. Gina entregava seu corpo de boa vontade e com afeto, e Harry morreria antes de permitir-se encontrar primeiro sua satisfação. Gina estava antes que sua própria necessidade... Embora isso lhe matasse.
Amá-lo ia matar a ela, sem dúvidas. Esse foi o último pensamento coerente de Gina. Também o expressou impulsivamente em voz alta, mas estava muito compenetrada em tentar aferrar-se aos fios de seu controle para saber o que estava dizendo ou fazendo.
Pareceu que se partia por dentro. Gritou o nome de Harry e então a autodisciplina dele desapareceu. Sentiu os calafrios de Gina e lhe abriu ainda mais as coxas. Ajoelhou-se entre suas pernas.
-Ponha os braços a meu redor, carinho - sussurrou com uma ordem rouca. Estendeu-se, cobriu-lhe a boca com a sua e a obrigou a ficar quieta.
Vacilou na soleira só por um ou dois segundos e logo se deslizou lentamente dentro de Gina até que sentiu a barreira da virgindade.
Estava-a machucando, mas Gina não acreditava que fora uma dor tão tremenda. A maneira em que a estava beijando fazia que todo o resto não parecesse importante.
Harry chiou os dentes pelo incrível prazer que já estava sentindo e a indubitável dor que lhe ia impor, e logo se lançou para frente com um único e poderoso empurrão.
Gina gritou pela surpresa e a dor. Pensou que Harry a tinha esmigalhado. Sentia-se como se o tivesse feito. A ofuscação de paixão desapareceu. Começou a chorar e lhe pediu que a deixasse tranqüila.
-Eu não gosto disto - sussurrou.
-Shih, carinho - sussurrou ele, tratando de tranqüilizá-la-. Vai tudo bem. Não te mova ainda. A dor cederá. Por Deus, Gina, não tente te mover.
Parecia zangado e afetuoso, e Gina não pôde entender nada do que lhe estava dizendo. A dor pulsava, mas outra sensação, tão estranha a qualquer outra coisa que tivesse experiente antes, começou a mesclar-se com a dor, confundindo-a ainda mais.
O peso dele a mantinha ancorada à cama e a ele. Harry respirou profundamente para acalmar-se em um esforço por aferrar-se a sua disciplina. Sentia-a ardente e estreita, e tudo o que desejava pensar era cair sobre ela uma e outra vez até encontrar seu próprio alívio.
Harry se endireitou sobre os cotovelos e a voltou a beija-la. Desejava desesperadamente lhe dar suficiente tempo para ajustar-se a ele, e se sentiu como o mais desço dos animais quando viu as lágrimas que corriam pelo rosto do Gina.
-Deus, Gina, sinto muito. tive que te fazer isso, mas eu...
A preocupação do olhar do Harry a tranqüilizou muito mais que aquela desculpa pela metade. Acariciou-lhe a bochecha. Tremia-lhe a mão.
-Vai tudo muito bem - sussurrou, lhe fazendo a mesma promessa que Harry lhe tinha feito uns minutos antes-. A dor já desapareceu.
Harry sabia que não estava dizendo a verdade. Beijou-lhe a frente, logo a Ponte do nariz e finalmente lhe capturou a boca para um beijo comprido e apaixonado. A mão dele se moveu entre os corpos unidos e começou a acariciar a muito mesmo excitação dela.
Não lhe levou muito tempo para reacender o desejo em Gina. Começou a mover-se, primeiro com lentidão, até que a ouviu gemer de prazer e ainda foi capaz de aferrar-se a esse fio de controle que sempre tinha retido quando tinha estado com outras mulheres, mas Gina o arrancou com uma só e singela declaração.
-Amo-te, Harry.
A paixão passou a lhe controlar a mente e o corpo. Lançou-se profundamente dentro de Gina, uma e outra vez. Gina levantou os quadris para tomar mais dele. Gina não queria lhe permitir ser suave, não, afundou-lhe as unhas nos ombros, reclamando mais e mais daquela incrível paixão.
Harry enterrou o rosto no pescoço dela a e fez chiar os dentes ante o ardoroso prazer que o estava consumindo.
A pressão que estava crescendo dentro dela estava sendo insuportável. Justo quando estava segura de que ia morrer pela intensidade das sensações que afastavam os sentidos, Harry se voltou ainda mais enérgico e exigente.
Gina seguia tratando de entender o que estava lhe acontecendo. Harry não o permitia. De repente, sentiu-se aterrorizada. Sentia-se como se sua mente estivesse separada de seu corpo e alma.
-Harry, não...
-Cala, amor - sussurrou-. Só me abrace. Vou-me ocupar de ti.
A mente aceitava o que o coração sempre tinha sabido. Gina se rendeu. Foi a experiência mais mágica de sua vida. Invadia-a uma sorte que nunca antes havia sentido. Arqueou as costas, aferrou-se a seu marido e deixou que o êxtase a consumisse.
Harry sentiu o alívio de Gina e encontrou o seu próprio. Com um rouco grunhido esvaziou sua semente dentro de Gina. O corpo inteiro tremeu ante seu próprio prazer.
Harry caiu sobre ela com um ronco de satisfação masculina. O coração dele pulsava como um tambor e estava tão surpreso por seu completo abandono ante Gina que não podia se mover. Desejava permanecer dentro dela para sempre. Gina lhe estava acariciando os ombros e suspirava de vez em quando, e Harry desejou que aquilo continuasse por sempre.
Deus querido estava satisfeito.
Levou - muito tempo para Gina recuperar-se do ato de amor. Parecia não poder deixar de tocá-lo. Tinha pelo menos centenas de perguntas para lhe fazer. A primeira e certamente a mais importante era averiguar se tinha agradado.
Gina o golpeou brandamente no ombro para chamar sua atenção Harry pensou que lhe estava fazendo saber que era muito pesado para ela. Imediatamente rodou para um lado. Gina rodou com ele.
Harry tinha os olhos fechados.
-Harry, agradei?
Ele respondeu com um largo sorriso.
Não era suficiente. Precisava ouvi-lo dizer
Abriu os olhos e encontrou o olhar dela fixo nele. Parecia preocupada.
-Como pode duvidar de que me tenha agradado? -perguntou.
Não lhe deu tempo para pensar em motivos. Envolveu-a com os braços, levantou-a para que descansasse sobre ele e a beijou ruidosamente.
-Se me tivesse agradado mais, teria me matado. Satisfeita agora?
Gina fechou os olhos e afundou a cabeça sob o queixo dE Harry. SIM, estava muito satisfeita.



NA.: Ai, nao resisto - mas acredito que por hoje é so esse - tenho realmente muito trabalho a afzer - por mais que eu quisesse so ficar na fic - e ai como ficou o cap - todos os creditos são da Julie Garwood - nao tenho capacidade para escrever NC (neh Clara hehehe o que? Dois meses e ano terminei umazinha kkk)

Beijao e continuem comentando, sao os comentarios de voces que me estimula a postar os caps...

ateh

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