Harry Potter tinha um rosto magro, joelhos ossudos cabelos negros e olhos muito verdes usava óculos redondos e tinha uma fina cicatriz na testa em forma de raio ele estudava em uma escola trouxa com o primo Duda Dursley (era um garoto branco, pouco maior que Harry, cabelos pretos, olhos escuros, não era gordo mas também não era magro como o primo). O primo era um mês mais velho que ele, e, com a morte dos pais de Harry, foram criados como irmãos. Sua única família eram os tios e o primo.
Eram uma família classe média normal. Duda e Harry eram inseparáveis e foram criados sem ter conhecimento de bruxos, pois o tio Válter Dursley não gostava deles pelo fato de terem matado Lily e o marido, e ainda tentaram matar o bebê de apenas um ano de idade. Sua esposa, Petúnia, ficou inconsolável, e mesmo anos após a morte da irmã ainda chorava, razão pela qual nunca deixou nenhum bruxo visitar seu sobrinho, na esperança de evitar que a esposa ficasse recordando as tristes lembranças. O mais desgostoso com isso, sem dúvida, era Remo Lupin, que mandava uma carta por semana, na esperança de poder ver o garoto.
Harry estava comendo junto com o primo o resto de doces de sua festa de aniversário. Tinha acabado de completar 10 anos, fato que preocupava seu tio, pois sabia que com cerca de 11 anos poderia receber uma carta avisando que ele era bruxo e convidando-o para estudar na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, mas rezava para que isso não acontecesse.
- Duda, seu esfomeado, não precisa pôr tudo de uma vez só na boca, mal temos o suficiente para passarmos o fim de semana todo - Disse Harry, rindo do primo, que colocava dois brigadeiros de uma só vez na boca, na esperança de comer mais que ele.
Petúnia chegou à cozinha e viu a bagunça que os dois estavam a fazendo, mas apenas se sentou no chão e, para o desespero de Duda, pegou um dos preciosos doces. Harry, vendo a cara que o primo fez, gargalhou mais ainda .
Petúnia conhecia bem a gula do filho e entrou na brincadeira, dizendo:
- Sabe, Harry, você não se importa se eu levar alguns doces para a Sra. Figg, não é mesmo?- e deu uma piscada para o sobrinho, que respondeu na mesma hora, rindo ainda da cara do primo, que não estava gostando nada da conversa:
–Claro que não. Eu acho até melhor levar tudo, senão daqui a pouco o Duda não sairá mais do banheiro esse ano.
Duda nem se importou com o que o primo disse, só escutou o que lhe interessava: “Levar todos os doces”. Ficou branco de medo de perder seus doces, ou melhor, os doces de seu primo, e logo disse, com a cara mais inocente do mundo:
– Imagina, mãe, ontem eu vi ela levando dois pratinhos cheios, e aposto que ela nem comeu. Deve ter dado tudo para aqueles gatos dela. Não se incomode que se sobrar eu te juro que eu mesmo levo lá.
Petúnia e Harry não conseguiram ficar sérios diante da mentira deslavada de Duda, e caíram na gargalhada. Quando Duda entendeu que eles estavam tirando com dele, enfiou mais dois doces na boca com uma cara amarrada, mas logo começou a rir também, sem se descuidar de sempre estar com a boca devidamente cheia.
Válter chegou à cozinha e viu sua família rindo e logo se juntou a eles. Riu da cena sem nem saber o porquê dos risos, mas adorava sua família feliz e apenas isso já fazia com que ficasse com vontade de sorrir. Era assim a vida naquela pequena família de apenas quarto integrantes, pessoas felizes, muito felizes. Mas tudo iria mudar naquela tarde de domingo.
Após o almoço, saíram todos para um passeio, mas nunca chegaram ao seu destino. Uma carreta entrou na frente do carro da família, forçando Válter a puxar o veículo para fora da estrada, caindo em um barranco.
Harry abriu os olhos e estava em um quarto branco. Olho em volta e viu seu primo na cama ao lado com uma faixa na cabeça. Ele tentou se levantar, mas foi impedido. Um Homem branco, alto, com umas roupas meio surradas disse: – Não se esforce, você e sua família se envolveram em um acidente grave. Descanse agora, seu primo já acordou e voltou a dormir. Ele está bem. Amanhã terão alta, então descanse. – Harry escutou o homem com os olhos pesados e seguiu o conselho do estranho, adormecendo em seguida.
Harry acordou com o primo chorando e pessoas que ele nunca vira em sua volta. Ele se levantou sem ninguém perceber e escutou o motivo do choro:
– Vocês estão mentindo, eu quero meus pais aqui agora!!! – bufava entre lágrimas. Era uma cena de cortar o coração. O desespero do rapaz era quase palpável – eles não estão mortos, não podem estar – foi quando ele viu Harry e correu até ele. Harry acabara de saber que seus tios, seus únicos parentes vivos além do primo, estava mortos. Considerava o Tio Válter e a Tia Petúnia como seus pais, pois foram eles que o criaram e não se lembrava dos pais verdadeiros, pois só os viu através de fotos e das histórias que os tios contavam, e ficou em choque. Foi então que Duda falou para Harry:
– Harry, estas pessoas estão falando que nossos pais morreram, me ajude – Duda estava desesperado pedindo ajuda ao primo.
Harry respirou fundo, saindo do estado de choque em que se encontrava, as lágrimas já rolavam por seu rosto em abundância. Ele reuniu toda coragem que tinha, dirigiu-se ao senhor mais velho com uma enorme barba e perguntou:
Meus tios... o que aconteceu ?- O Velho o encarou com um suspiro cansado e falou:
– Houve um acidente de carro com vocês, e infelizmente, Harry, eles não sobreviveram, chegaram aqui no Hospital muito feridos, mas as últimas palavras deles foram para os dois. Eles disseram para vocês serem fortes e aconteça o que acontecer, sempre, sempre, ficarem juntos, e que vocês nunca estarão sozinhos, pois tanto eles quanto seus pais, Harry, estarão sempre olhando por vocês onde quer que estejam. Quando acabou de falar Harry pediu pra ficar um pouco sozinho com o primo logo que eles saíram Harry falou:
– Duda, temos que ser fortes, não há nada que possamos fazer agora, mas vamos ficar juntos aconteça o que acontecer, meu irmão. – Duda concordou com a cabeça e ficaram os dois ali, em silêncio. Por quanto tempo, eles não saberiam disser. Estavam sozinhos agora, e a tristeza da perda era tão grande que até respirar era um doloroso trabalho .
Harry estava pensando como a vida estava sendo dura com ele, que perdeu os pais assassinados quando tinha apenas 1 ano de idade. Ele nem sabia o porquê de fazerem mal a eles, e agora perdera os tios em um acidente. Não sabia o que seria dele e do primo sem os tios. Ficara órfão pela segunda vez, e apenas tinha completado 10 anos de idade.
Ficaram sozinhos no quarto por cerca de meia hora quando um senhor de barba branca e um homem branco com roupas surradas, que Harry reconheceu sendo o homem que conversou quando acordou, entraram pela porta e se sentaram nas cadeiras à frente dos dois.
O velho, depois de um minuto de silêncio, disse :
- Eu sou um velho amigo dos pais de Harry, meu nome e Alvo Dumbledore e esse é Remo Lupin outro grande amigo de seus pais, Harry. Em suas últimas vontades seus pais, Duda, deixaram sua guarda e de Harry com Remo, sendo que a partir de hoje vocês morarão com ele. Alguma pergunta?
Os garotos estavam tão tristes que fosse o que fosse não lhes causaria espanto algum, pois estavam ainda em choque e nada responderam apenas acompanharam Remo rumo a uma nova vida
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