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5. A MANSÃO DOS SHEPPARD


Fic: E O FUTURO NÃO VEIO


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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"Do que tenho medo é do teu medo"
W.S.
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O bosque onde aparataram possuía árvores altas, uma grama rasteira, com flores miúdas e brancas ladeando uma estradinha. Podia se ouvir pássaros cantando acima, nas copas das árvores, algum animal correndo ao longe, percebendo a presença dos visitantes invisíveis. Uma chuva fina caía incessantemente, obrigando a cada um a conjurar uma capa de chuva. Um sol tímido despontava no horizonte, por entre as nuvens, raios fracos tentavam atravessar o ar.

Todos estavam com a varinha a postos, pronto para qualquer ataque surpresa, pois supunham que havia aurores de guarda, em pontos do bosque e na própria mansão. O grupo da Ordem da Fênix estava com um feitiço de invisibilidade e um abaffiato e somente eles poderiam enxergar ou escutar uns aos outros, mas um auror experiente detectaria intrusos, mesmo invisíveis.

-É logo ali. Está oculta, mas sei como revelá-la. – avisa Ava a todos, caminhando a frente do grupo, seguida por Dumbledore e Sirius, atentos a qualquer movimentação estranha no local. O diretor havia descoberto, com Shacklebolt, que a mansão onde o Ministério efetuava buscas estava parcialmente invisível. Só os herdeiros teriam acesso.

-Será que você consegue localizar a biblioteca? O Sr. Sheppard deve ter escondido muito bem. – duvida Remus, caminhando ao lado de Tonks. – Ou penso... que Voldemort deve ter tomado para ele os livros mais importantes...

As palavras de Remus pesaram no coração de Ava e ela se entristeceu. Era bem verdade, a busca pode ser em vão. Se o seu pai não os entregou a Voldemort ou o bruxo das trevas não tomou os livros, seu irmão, como mais uma prova de lealdade, deve ter saqueado quase toda a biblioteca.

-Devemos tentar, minha filha. – sussurrou o diretor. – Não desanimemos antes do ocorrido. E, caso ele esteja com os tais livros, resgataremos dele. Só precisamos ter certeza.

-É verdade, senhor. – ela sorriu. – Vou tentar até o fim. – ela pára de andar, chegando numa clareira. – Aqui tem uma proteção mágica. Uma pessoa, seja trouxa ou bruxa, passará por aqui e nada enxergará, a não ser mais bosque, até seu término, que dará em um rio. – ela se virou para todos, sorrindo. – Hora de entrar. – ela dá as costas ao grupo e estica seus braços, com as palmas das mãos viradas para frente. Um muro alto, inicialmente transparente, aparece na frente de todos, tornando-se gradativamente sólido. Era comprido, seu final era difícil divisar, com espinhos no alto. Caminharam até um portão de madeira grossa, com entalhes de figuras sinistras, e uma inscrição em latim no portal: “Fames magistra.”

-Mais frases... o que essa significa? – perguntou Tonks, intrigada.

-A necessidade é mestra. – respondeu Ava. – Cada família abastada, e geralmente antiga, possui uma, como um lema. – ela observava atentamente o portão a sua frente - Os Black também possuem: “É cedo que se formam os costumes.” – Dumbledore acena positivamente para Ava e ela passou a mão pela madeira, sussurrando algo incompreensível para o restante.

-A minha família não tem lema, pelo menos que eu saiba. – Tonks estava pensativa. – E a sua, Remus?

Remus estava na retaguarda, com a varinha a postos, observando atentamente ao redor. – A minha também não tem, e, caso não tenha percebido, não somos de família rica, Tonks.

O portão se abre ruidosamente, revelando um extenso jardim, que deveria ter sido esplendoroso em épocas passadas: ervas daninhas invadiam cada trecho, um chafariz imenso estava partido e sua estátua quebrada, árvores gigantescas estavam espalhadas descuidadas pela propriedade. Ao fundo, um imenso casarão. O grupo caminha para dentro e o portão se fecha quando o último atravessa o portal. – Não podemos aparatar direto lá dentro. Teremos que andar, senhores. – informou a loira.

Ava sentiu uma emoção dolorida encher-lhe por dentro, seus olhos lacrimejaram discretamente. Havia muitos anos que não via aquele jardim, não via aquela casa. Seu lar, sua esplêndida prisão de luxo. Podia se imaginar criança, correndo pelos jardins, com sua elfa doméstica particular atrás em desespero. Podia se imaginar escondendo-se de certo bruxo, imaginar-se próximo a seu pai, no colo de sua mãe, brigando com seu irmão...

“Ava, não se suje... isso não é apropriado – alerta uma senhora de longo vestido escuro, muito pálida. – Eu sei, mamãe. É só eu pensar e fico limpa de novo! – a senhora se aborrece. – Nem pense em fazer essas coisas, sabe que é proibido! - e acrescenta, para si mesma: ‘por enquanto’.”

Curiosamente, enquanto andavam, perceberam que não havia mais chuva. Antes, o céu estava azul, sem nuvens, e uma insistente onda de calor começou a tomá-los. – O Sr. Sheppard preferia o verão, assim como minha mãe. – esclarece a Sheppard filha, retirando a capa de chuva e, magicamente, a reduzindo na palma da mão e guardando em seu bolso. Foi imitada por todos. – Enfeitiçaram para que todos os dias fossem de verão aqui nas dependências da Mansão. Era, na verdade, para minha mãe: ela nunca suportou o inverno ou o frio. Eu só conheci a neve mesmo quando fugi de casa pela primeira vez, e era num janeiro.

Na metade do caminho, perceberam um auror sentado displicentemente na escadaria da Mansão, com expressão entediada. – Esse é o Elliot Smith. Deve haver outro, em algum lugar – sussurrou Tonks.

-Há uma entrada lateral, podemos entrar por ela. – avisou Ava. – Essa entrada dará para a cozinha.

O grupo se dirigiu para lá e notaram um outro auror ao longe, próximo ao muro, caminhando pensativo. – É o Sebastian Reeds... – informou Tonks. – Caramba, o que ele faz aqui? Foi rebaixado?

-Isso não interessa agora, Tonks – falou Sirius. – Será que há mais aurores ou só esses dois?

-Devem ser só esses dois. O Ministério não está mais tão interessado nessa Mansão, depois de checarem cada canto que lhes foi possível. Só deixam uns aurores para não haver invasão e moradia de Você-Sabe-Quem.

-Então não vai ser tão difícil. – disse Remus. – Um feitiço silenciador logo ao entrarmos e poderemos tranqüilamente efetuar nossa busca.

-E devemos supor que esses dois aurores não queiram entrar na Mansão. – alertou Dumbledore. - Sugiro que alguém fique de plantão nesta entrada e outro na entrada principal, menos Ava, claro. Há outra entrada? – perguntou para a loira.

-Há, senhor. Mas não era usual e acho bem difícil estar com acesso.

-Eu ficarei de vigia nesta entrada. – Remus se põe a postos.

-Eu fico com a entrada principal. – propõe Tonks.

-Caso precisem avisar-nos de algo, fiquem com isto – Sirius retira de seu bolso um origami pequeno, em forma de pássaro e entregou a Remus. – Só dizer a mensagem e para quem é. Ele irá diretamente ao destinatário. – ele retirou outro do bolso. – Esse é para você, Tonks.

-Obrigada! Ótimo feitiço. – agradeceu a auror.

-Ótimo. – concorda Dumbledore – Ava, Sirius, vamos entrar. Tonks, entre e tente achar a entrada principal. A idéia dessa missão é encontrar a biblioteca oculta e não espero levar mais de meio dia nisso. Esse é o nosso limite, localizando ou não.

Todos concordaram. Tonks se encaminhou rapidamente para o lado direito, tentando localizar o hall de entrada, para vigia. Ava liderou seu grupo para o antigo escritório da mansão, onde seu pai costumava despachar, ler e ter reuniões. O chão estava coberto por uma fina poeira, móveis fora de lugar, os quadros, que dormiam, disputavam espaço na parede com as teias de aranha, havia alguns papéis no chão, gavetas reviradas sem cuidado. – Acho melhor começarmos por aqui, apesar de ser bem óbvio. – disse a bruxa.

-Ás vezes o oculto está bem diante de nós, filha, porém o jeito de alcançá-lo é o que devemos descobrir. – sentenciou o diretor. – Verificarei essa estante de livros. Sirius, verifique os quadros e Ava, o chão e os móveis, pois poderá haver alguma passagem secreta.

Dumbledore se dirigiu a uma alta estante, que continha alguns livros empoeirados e burocráticos. Com um toque de sua varinha, todos os livros saíram dos seus lugares, indo para o chão suavemente. Com um aceno de sua varinha, o diretor flutuou até o alto, observando a última prateleira. Tocou nas bordas e foi abaixando, refazendo o gesto a cada parada.

Sirius observava os quadros, e murmurava feitiços em cada um deles e nem isso os fazia, pelo menos, acordar. Havia um quadro de uma bruxa imponente que, sem o bruxo perceber, abria levemente os olhos espiando os intrusos. Ele tentou retirar os quadros do lugar, porém todos estavam com feitiço de cola permanente. – Oras, minha mãe deve tê-los ensinado. – bufou.

Ava fez o tapete puído desaparecer e murmurou um feitiço de limpeza no chão sujo, começando a tocar cada parte do assoalho. Não sentiu nenhuma magia impregnada naquele chão. Levantou-se e foi verificar a antiga mesa de seu pai, ricamente trabalhada em cada detalhe, de madeira maciça. Esse móvel era herança de muitos antepassados Sheppard. A bruxa murmurava diversos feitiços, verificando se algum fazia efeito e nada acontecia. – Sirius, está tendo mais sorte do que eu?

-Acho que não há nada aqui, Ava. Devemos procurar em outro lugar. E o senhor, Dumbledore?

O diretor balançou a cabeça, em negativa. – Ava, há outro lugar possível? Talvez na sala de estar. Se não, procuraremos cômodo por cômodo.

-Há muitos cômodos nesta casa que ficavam sempre vazios, quartos para visitantes lá em cima. E também há um calabouço, lá embaixo, onde ficavam prisioneiros antigamente. – respondeu a bruxa, pensativamente. – Não vamos conseguir procurar por tudo em poucas horas.

-Vamos tentar procurar com o tempo que temos. Talvez devamos voltar em outra busca, em dia propício. – disse o diretor, dirigindo-se para fora do escritório. – Ava, mostre-nos onde fica a sala de estar. Se não tivermos sucesso, iremos para os quartos desocupados.

A sala de estar era um cômodo imponente, com sua lareira alta, seus quadros com pessoas em tamanho natural, sofás elegantes outrora verde coberto com uma camada de poeira, mesinha de centro, candelabros prateados em cima dos móveis, com teias de aranha, e também os de teto, que eram de cristal.

Ava se deparou com um quadro em especial, o do seu pai, que estava sentado elegantemente numa escrivaninha, parecida com a de seu escritório, e segurava em suas mãos uma pena. O Sr. Sheppard observou sua filha com atenção, arqueando uma de suas sobrancelhas.

-Vejo que minha digníssima filha veio visitar sua antiga casa. – lançou olhares para Dumbledore e Sirius. - E trouxe consigo traidores do próprio sangue.

A bruxa ficou calada, muda pela emoção de rever seu pai que, apesar de tudo, amava muito. Notou que a pintura deveria ter sido feita um pouco antes da morte dele: cabelos grisalhos, rugas expressivas, e um certo cansaço na voz.

-Vamos procurar o que buscamos, Ava. – alertou o diretor. – Sirus, verifique aquele lado. – e apontou em direção as janelas. Ava, verifique esses móveis... Ava?

A bruxa se aproximara do quadro, olhando fixamente para ele. Não conseguiu impedir as emoções e lágrimas fluírem, e talvez nem quis. Uma saudade de sua família corroeu seu peito e, pela primeira vez em muito tempo, se sentiu extremamente só.

Sirius entendeu que aquele momento era necessário, Ava precisava encarar seu passado, seus pais. Ele sabia o que ela sentia, a solidão de não ter mais família. Nenhuma mãe para consolar, nenhum pai que a protegesse. E, se não achassem uma solução para o feitiço de Voldemort em Ava, talvez nenhum filho para perpetuar o nome.

-Você me decepcionou demais, minha filha. Você, que era minha esperança. – lamentou o quadro, balançando a cabeça. – Sua mãe morreu desgostosa.

Ava reage furiosamente. – Desgostosa? Ela morreu porque Edouard a matou, matou ela e senhor!

O quadro se cala, pensativo. E, de repente, Sr. Sheppard se levanta e se retira, indo, talvez, para um outro quadro.

-Maldição! Onde ele foi? Mas que droga! – resmunga a bruxa, chutando um sofá.

Dumbledore esperou pacientemente que Ava se restabelecesse, o que demorou alguns minutos. – Minha filha, sei que é importante para você ficar relembrando fatos de seu passado, estando aqui em sua antiga casa, porém temos, precisamos procurar a biblioteca. Peço, portanto, que se controle e lembre do motivo pelo qual estamos aqui.

-Sim, senhor. – concorda Ava, envergonhada. Sirius lança um olhar compreensivo para sua noiva e inicia sua busca próximo a janela.

A sala de estar também não continha nenhum feitiço relativo a biblioteca oculta. Sirius achou algumas passagens secretas para outros cômodos e quadros ocultos atrás das cortinas, e ele se perguntava o porquê disso.

-Ava, leve-nos para os quartos, no andar de cima. – pediu o diretor.

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Tonks alcançou facilmente o hall de entrada e caminhou cuidadosamente para perto da porta. Por uma fresta, avistou Smith de pé, acenando para alguém ao longe. “Deve ser para o Reeds. Tomara que seja para o Reeds”. – desejou a auror, sentindo-se um pouco nervosa. “Deveria ter ido com o grupo de busca. Detesto ficar esperando, droga.”

Ela tentou colocar um feitiço na porta, para ver e ouvir claramente sem ser notada, porém a porta não aceitou nenhuma intervenção. Tentou outros sem sucesso. Voltou a olhar a fresta, visualizando Reeds se aproximando do outro auror, ambos de costas e falando muito baixo, impedindo de ouvir o que falavam. “Virem-se, preciso ler os seus lábios...”. Tonks estava concentrada nessa operação e não percebeu algo estranho surgindo naquele hall. “Ah, viraram-se... sim... ‘Que saco essa missão, queria al...algo mais e’... o quê? ‘emocionante’, sim...”

A auror de súbito sente algo diferente e vira-se rapidamente, com a varinha levantada. Seu coração dispara ao ver que não estava mais sozinha naquele hall.

-Diga-me, jovem, quem és e o que fazes na mansão dos Sheppard?

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Lupin espiou a cozinha, de disposição retangular, com outro retângulo no meio, contendo o forno a lenha, panelas penduradas magicamente no alto. Havia uma dispensa imensa, com várias prateleiras com coisas envelhecidas, alguns sacos, provavelmente de farinha, com mau cheiro e bolor. Vários insetos mortos estavam depositados por cima e, provavelmente, dentro também. Em outro armário havia esqueletos de ratos mortos na prateleira mais baixa, nas de cima vários itens culinários escurecidos. “Tudo aqui devia ter sido grandioso, nos bons tempos”.

Ele voltou a entrada, vigiando se havia aproximação de algum auror. Observou que havia dois na entrada principal, conversando. “Espero que eles não entrem... espero que Tonks esteja bem”. O pensamento nela o fez se sentir bem. “É uma ótima amiga, Remus. Só isso”.

Um barulho estranho o fez virar para a cozinha: era um barulho de quem acabara de aparatar. “Quem será? Não se pode aparatar na mansão... Ava disse! Ou o feitiço se extinguiu?”. Com cuidado para não fazer ruído, Lupin se encaminhou mais adiante, onde daria para um corredor que levaria para sala de jantar. Ele observou o chão e viu pequenas pegadas ao lado de outras grandes, por causa da poeira. “Essas grandes são deles, mas essas pequenas...” – franziu o cenho, pensativo. Decidiu seguir as pegadas e, próximo a mesa da sala de jantar, viu algo se movendo rapidamente. Esse algo pareceu enxergar o bruxo e correu para a escadaria interna. Lupin tentou lançar um feitiço, mas a ‘coisa’ já tinha desaparecido.

Lupin ficou indeciso do que fazer, pois seguir a ‘coisa’ era abandonar seu posto e deixar a entrada desprotegida. Deixar a ‘coisa’ ir embora era tornar perigoso a busca do grupo. Ele pegou o origami e sussurrou o nome de Sirius, dizendo: ‘Tem algo aqui nesta mansão, acabou de aparatar. Cuidado! Foi lá para cima.’

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Ava conduziu os bruxos a um dos quartos desocupados, que possuía apenas um guarda-roupa e uma cama sem colchão. Dumbledore acendeu uma luz fraca na ponta de sua varinha, e começou a investigar o local. – Vou buscar em outro quarto – disse a bruxa. – Sirius, vou te mostrar outro. Assim agilizamos.

O diretor concordou e buscou em cada canto do quarto algum indício de magia, porém nada havia. Os outros dois também se frustraram nas buscas. – Há mais quartos, vamos! – chamou Ava.

Sirius já estava em outro quarto, verificando um grande espelho quando o pássaro origami sobrevoou sua cabeça, com a mensagem de Remus. – Droga, vamos ter que sair. – Sirius foi em busca de sua noiva quando viu algo pequeno correndo para um dos quartos.

-Ava, venha, tem algo aqui! – disse Sirius a puxando pela mão. – Vi alguma coisa correndo para aquele quarto! Remus nos avisou pelo origami.

-Será um espião? – o coração da bruxa disparou. – Caramba, vamos ser delatados! Precisamos ir já! – disse enquanto ambos encaminhavam-se para o diretor.

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-Então, jovem, apresenta-te!

Tonks se recuperou do susto e encarou a figura estranha que se dirigia a ela. – Sou Nymphadora Tonks, uma auror. E você... é um fantasma!

-Senhor Rigel Sheppard, por favor. – corrigiu com arrogância. Ele pairava perto da bruxa; seu corpo era translúcido e emitia uma luz pálida. – Tenho que dizer que a senhorita invadiu propriedade alheia. Família Tonks... não conheço nenhuma família bruxa com esse sobrenome. Nenhuma família decente, claro.

Tonks suspirou, tentando se conter – Meu pai é trouxa, o sobrenome é dele. Por parte de mãe é Black.

Sheppard ergue as sobrancelhas na menção do sobrenome ‘Black’. – Ora, uma mestiça... Nunca foi permitido mestiços nessa casa! – o fantasma começou a se exaltar – Como ousa entrar aqui?

-Shhh... cale-se, vão nos escutar! – Tonks disse e logo foi olhar pela fresta. Notou que um deles estava mais distante, próximo ao chafariz, o outro não estava à vista. “Qualquer problema na outra entrada, o Remus avisa”.

-Ah, aqueles? Dois tolos. Um deles ficou a manhã toda procurando a própria varinha. – o fantasma fez uma expressão de asco. – Lamentável.

“Deve ser o Smith” – pensou Tonks, divertida. – Senhor Rigel Sheppard, preciso de vossa ajuda. – ela tentou imitar palavras pomposas. – Procuro uma biblioteca, ela provavelmente está oculta. O senhor teria idéia da sua localização?

O fantasma se empertigou, tentando aparentar segurança. – Infelizmente, Srta., não estive a par de muitas coisas desta casa. Não era exatamente.. bem-vindo...

-Como assim? Se não era bem-vindo, o que faz aqui?

Sheppard simulou um engasgo, a fim de ganhar tempo. Tonks sorriu discretamente. – Srta., vim cuidar desta casa a pedido de meu sobrinho bisneto, Sr. Alphard Sheppard.

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Lupin voltou à entrada e percebe um dos aurores colocando algumas coisas na bancada da cozinha. O bruxo respira com dificuldade, e fica aliviado que o auror não nota a presença de alguém estranho. Reconhece-o como aquele que estava próximo ao muro, quando chegaram à mansão. “Ele não pode entrar... pense, Remus, pense...”.

Reeds estava preparando para si um sanduíche, retirando pães de uma sacola, alguns outros ingredientes e montando tudo em um prato que ele também trouxera. Lupin teve uma idéia e lançou um feitiço mentalmente, com a varinha apontada para a comida. Depois, apontou a varinha para o ar e lançou outro feitiço. De repente, o ambiente ficou um pouco sufocante, e essa sensação foi aumentando. O auror mordeu o sanduíche e começou a se abanar, se sentindo um pouco tonto. – Droga, como aqui está quente! – deu outra mordida e a tontura foi mais forte. – Preciso sair daqui... – resmungou levando o prato com a comida.

Lupin apontou novamente para o ar e a temperatura se regularizou. “Espero que ele demore a voltar...”. E voltou a se preocupar com o grupo de busca. E voltou a pensar em Tonks.

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Dumbledore caminhou pelos corredores, juntamente com Sirius e Ava, que estavam bastante nervosos. – Será um desastre se nos descobrirem, senhor. – disse ela. – Vamos embora, não vamos tentar descobrir quem é!

O diretor se aproximou da porta de um dos quartos e ouviu um “crac”. – Desaparatou. – concluiu. – Você disse que era pequeno, Sirius?

-Era sim, Dumbledore. Acho que não passa do meu joelho... ah, não... como não pensei nisso antes?

-Sim, os únicos que podem aparatar em um lugar que não se pode aparatar são elfos domésticos da casa. E são os únicos que podem ver pessoas com feitiço de invisibilidade.

Ava arregala os olhos. – Um elfo... devo conhecê-lo... Merlim, pensei que todos estivessem mortos, juntamente com meus pais, ou que Edouard tivesse levado todos com eles...

-Ava, ordene que ele apareça aqui. Você é herdeira e ele não poderá desobedecê-la. – determinou o diretor.

A bruxa concedeu. – Elfo... anh... qual será o nome dele? Elfo doméstico da casa dos Sheppard, apareça imediatamente!

Um silêncio se fez e nenhum ‘crac’ foi ouvido. – Ava, quantos elfos existiam nesta casa? – perguntou o diretor.

-Não sei... cerca de 20? – ela suspirou, desanimada – E eu não sei o nome de metade... eu tinha uma elfa doméstica particular, a Kairi, e quando eu saí dessa casa eu a abandonei. Provavelmente está morta.

-Chame-a. – pediu Dumbledore.

-Certo. –Ava franziu o cenho, sem esperança. - Kairi, venha imediatamente!

Um ‘crac’ soou no local e surgiu, na frente da bruxa, um elfo muito envelhecido, usando um trapo para cobrir-se. Tinha uns fios ralos e brancos saindo da cabeça, olhos amendoados grandes e muito magro.
Ao ver Ava, Kairi arregalou os olhos, tornando-os maiores ainda, e seu corpo começou a tremer, lágrimas começaram a deslizar pelo seu rosto enrugado. – Menininha... vendo coisas, estou vendo coisas...

-Você está viva! – a bruxa avaliou sua elfa com muito pesar. – Kairi, vou levar você comigo, tudo bem?

-Menininha veio me buscar? Oh, que felicidade! – e a elfa fez uma profunda reverência. Depois disse: - Estava esperando por esse dia, mas Kairi admite que estava já sem forças. Se escondendo de Comensais, se escondendo de aurores, se escondendo de bruxos, trouxas... sim, vida muito corrida de Kairi.

-Kairi, depois falamos sobre isso. – cortou a bruxa. – Estamos aqui para procurar a biblioteca oculta, mas não tivemos muita sorte. – ela se volta para Dumbledore. – Senhor, devemos encerrar por hoje. Quero cuidar da minha elfa, se o senhor concordar.

Antes que o diretor respondesse, a elfa pula entusiasmada. – A biblioteca? A biblioteca oculta? Kairi sabe, sabe como entrar, sabe onde fica, sabe tudo da mansão!

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-Como? Sr. Sheppard pediu para que um fantasma cuidasse da mansão? O sr. está de brincadeira! – Tonks riu, incrédula.

Sheppard fuzilou Tonks com o olhar e respondeu: – Mestiça, saiba que sou de grande importância aqui, sou o guardião da chave. – disse com importância.

-Chave? Chave da onde?

-Isso não vem ao caso, é segredo. – dizendo isso, virou-se de costas, se encaminhando para outro cômodo.

Tonks suspeitou que essa chave fosse algo de extrema importância. O Sr. Alphard Sheppard não daria instruções a um fantasma de algo pífio. Olhou rapidamente a fresta da porta e observou que o auror tinha retornado a seu posto, na escadaria.

“Vou ter que seguir aquele fantasma... vou ter que abandonar o posto!”.

Resolveu mandar uma mensagem a Dumbledore pelo origami, relatando sobre o fantasma e sua intenção de segui-lo: ‘Encontrei um fantasma da família Sheppard. Parece que o pai de Ava o deixou incumbido de guardar certa chave. Vou abandonar meu posto e segui-lo. ’

-Conte-nos onde está, Kairi! – ordenou Ava excitada.

A elfa de repente murchou no entusiasmo. – Kairi sabe, mas precisa do colar, precisa pôr o colar e entoar o feitiço.

-E onde está o colar? – inquiriu Sirius, sem paciência.

-Está com o guardião e ele não permite Kairi chegar nem perto.

-Que guardião? – pergunta todos ao mesmo tempo.

Naquele momento, Dumbledore vê o pássaro origami chegar com a mensagem de Tonks, que logo a ouve. – Isso! – ele se vira para a elfa. – Kairi, é o fantasma o guardião?

A elfa balança a cabeça afirmativamente. O diretor fala apressado: - Vamos atrás de Tonks, achar o guardião e lançar o feitiço. – e acrescenta sorrindo: – A biblioteca oculta será revelada.

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Tonks deixara o posto e foi para a sala de estar, tentando localizar o fantasma. Andou mais um pouco, alcançando um corredor comprido, com diversas portas. “Droga, ele pode atravessar paredes... vai ser difícil achá-lo”. – lamenta. Abre uma por uma, e todas estavam estranhamente vazias. Tenta abrir uma última porta daquele corredor, que estava trancada. “Deve ser por chave comum... Alohomora!” e ela é destrancada. “Ótimo”.

A auror visualizou um imenso salão quase vazio, com um piano ao fundo, certamente usado para festas. Próximo a janela, ela localizou o fantasma. Com muito cuidado, ela foi andando até ele, tentando não afugentá-lo. – Sr. Rigel Sheppard... não se vá, por favor. Estamos numa busca por esta biblioteca, é vital para sobrevivência do mundo bruxo.

-‘Estamos’? Tem mais alguém, além da senhorita? – o fantasma franziu o cenho. – Uma invasão, suponho.

Tonks se controla para não rolar os olhos. – Senhor Sheppard, qual a serventia dessa chave? Deve abrir algo muito importante.

O fantasma olha para a auror expressão entediada, porém Tonks percebe certa mágoa nele. – Na verdade, senhorita... só sei que devo guardá-la até que o herdeiro venha requerê-la.

A bruxa ouve um barulho vindo da escadaria interna e se coloca a postos. “Será o Reeds? Não, Remus avisaria...” Fala aos sussurros para o fantasma: - Fique aí, vou verificar... Nossa, o barulho está bem perto!

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-Vou enviar uma mensagem a ela e seguiremos o pássaro. – avisou Sirius, depois do grupo deixar o hall de entrada e olhar vários cômodos.

-Ótima idéia, Sirius. Estamos perdendo tempo. – disse o diretor.

Black solta o origami, que vai voando rapidamente em direção a um corredor comprido. O grupo vai correndo atrás, tentando não perder o pássaro de vista. – Você bem que podia tê-lo enfeitiçado, para ir devagar, Sirius! – disse Ava arfando, com Kairi bem próxima.

-Ah, eu tenho que pensar em tudo? – resmungou o bruxo.

-Vamos com isso, parem de brigas bobas. – cortou Dumbledore. – Ava, ele entrou na porta a direita. Não o percam!

Ao entrar na sala, Ava percebe um feitiço vindo em sua direção. Kairi, habilmente, lança um feitiço de proteção: ‘protego!’, fazendo com que o feitiço ricochetei na parede, fazendo um barulho considerável.

-Tonks! Você quase me matou!! – diz Ava, espantada.

-A-Ava, desculpe! Pensei que fosse um dos aurores, eu ia apenas petrificá-lo! – Tonks se desculpou, lançando olhares para a criaturinha perto da loira. – Quem é?

-Sorte a sua que ela desviou o feitiço para a parede. Senão ele voltaria para você. – disse Ava aborrecida, não respondendo a pergunta da auror, e Sirius deu uma risada, semelhante a um latido.

-Tonks, onde está o fantasma? – perguntou o diretor.

A auror apontou para a janela. Rigel observava o grupo com atenção, em especial seu olhar se dirigia para Ava. – O nome dele é Rigel Sheppard – avisou a auror – Ele disse que é um antepassado seu, Ava.

Dumbledore lhe dirige a palavra: - Sr. Rigel Sheppard, sou Albus Dumbledore, atualmente diretor de Hogwarts.

-Oh... – o fantasma não conseguiu disfarçar o espanto. – Sr. Dumbledore, muito prazer em conhecê-lo. Já estudei em Hogwarts, é claro, e há muito tempo atrás.

-Que bom, Sr. Sheppard. Bom, temos uma pendência aqui muito séria. – o diretor faz uma pausa, pensativo. – Precisamos achar a biblioteca oculta e o senhor é o guardião. Temos aqui conosco a elfa doméstica Kairi, que sabe como abrí-la.

O fantasma suspira. – Infelizmente falta ainda uma peça fundamental: o herdeiro. Tenho a chave, que darei a ele. Eis o elfo, que possui a sabedoria de como fazê-lo. Precisamos do herdeiro, que tem autoridade para tal.

Ava se aproxima do fantasma com determinação e se apresenta – Sou eu a herdeira. Sou Ava Wezen Sheppard, filha de Alphard e Carina Sheppard e irmã de Edouard Alphard Sheppard.

O fantasma a avaliou. – Quem são seus avós? – inquiriu, a testando.

-Neta, por parte de pai, de Archenar e Misha Sheppard. Por parte de mãe, de Arthur e Ieda Johannsen. – ela faz uma pausa. - Sem querer ofender, mas nossa árvore genealógica não possui nenhum Rigel...

O semblante do fantasma entristeceu-se por um instante, mas logo se recompôs e voltou a arrogância. – Verdade, não estou na digna árvore dos Sheppard, apesar de ser legitimamente um. Fui abolido da família, há muito tempo... Até seu pai me dar essa chance, como guardião.

Tonks sussurrou para Sirius, irônica: - A moda da família Black pega, hein?

-Então, Sr. Sheppard. – interveio Dumbledore. – Eis o que faltava. – voltou-se para a elfa. – Queremos entrar na biblioteca agora.

-Kairi ensina as palavras, sim, ensina, para o herdeiro proferir. Mas precisa da chave, Sr. Sheppard deve dar a chave.

-Sim, é claro. – o fantasma retirou um colar muito brilhante de seu pescoço, e pendurado como pingente estava uma chave azul igualmente brilhante, pequena, lisa, e com apenas um dente. Ele colocou a chave em cima do piano, e por um momento ela permanecia iluminada, mas logo seu brilho se apagou. A aparência dos objetos tornou-se opaca e envelhecida.

Kairi pegou a chave e instruiu Ava:

-Menininha, coloque esse colar em seu pescoço e repita comigo...

-Espere, Kairi. Não devemos ir primeiro onde fica a biblioteca? – questiona a herdeira.

-Oh, você não entendeu... a biblioteca não está em lugar algum, não mesmo.

-Um portal, talvez? – adivinha o diretor. Kairi acena afirmativamente. – E esse portal poderá ser acionado em qualquer lugar do mundo?

-Sim, toda vez que entoar o feitiço, toda vez. O Sr. Sheppard, seu pai, menininha, ele levava consigo essa chave nesse colar, até para dormir. Nunca deixava ninguém chegar perto, talvez o menino Edouard, talvez ele.

Ava suspira desanimada. – O meu irmão já deve ter entrado. Maldição!

Kairi estende o colar para a bruxa. – Coloque o colar, sim, e entoe o feitiço como eu ensinarei.

A herdeira concorda e colocar o colar. - Repita comigo, repita. - e a elfa começa a entoar as palavras mágicas:

“sabedoria dos antepassados”... sabedoria dos antepassados
“guardados e repassados”... guardados e repassados
“na angústia e sofrimento”... angústia e sofrimento
“mas findou-se o tormento”... mas findou-se o tormento
“eis a nova geração”... eis a nova geração
“usufruindo dessa erudição”... usufruindo dessa erudição

-Agora estenda a chave a sua frente, estenda. – orientou a elfa.

A bruxa estendeu a chave e uma porta verde e simples começou a se materializar a sua frente. – Merlim!

-Entre, menininha. Veja o que há dentro, veja.

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Lupin começava a ficar preocupado. O grupo não voltava e já havia passado do meio-dia. Uma fome começou a incomodá-lo, mas não era isso que o perturbava. Percebeu uma movimentação estranha no portão principal e, cuidadosamente, foi próximo ao chafariz. Agradeceu aos deuses por aqueles aurores serem tão estúpidos: alguém inteligente perceberia pessoas invisíveis assim tão debaixo do nariz.

No portão avistou algumas pessoas entrando, sendo recepcionadas por Reeds. Reconheceu alguns como aurores: estariam lá para outra inspeção? “Loucura, Kingsley teria nos alertado. Vai ver que o Reeds ou o Smith desconfiaram de alguma coisa... Maldição, preciso avisar imediatamente.” Ele pôs a mão no bolso, porém percebeu que Sirius não retornou o mensageiro. “Droga!”. O bruxo retornou para entrada lateral, com uma sensação ruim: “E se aquela coisa, ou sei lá o quê, for um espião? Devem estar todos aprisionados em algum lugar...” - riu de si mesmo. – “Não, idiota, com Dumbledore isso é impossível”. Observou que várias pessoas se dirigiam, agora, para a porta de entrada principal da Mansão: iriam entrar. “Preciso ser rápido”.

Lupin correu, evitando fazer muito barulho. “Onde estão?” Olhou a sala de jantar, a sala de estar, outra sala com lareira, uma escadaria que dava para o andar de cima, e mais a frente um corredor comprido, com diversas portas fechadas. “Vou ter que começar por aqui embaixo.” O bruxo ouviu um barulho de porta se abrindo e vozes adentrando. Ele caminhou rapidamente até a primeira porta a sua direita, a abrindo cuidadosamente: vazia. Abriu a segunda porta, a esquerda: vazia. E assim sucessivamente, temendo que alguém já tivesse ouvido algo.
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Ava adentrou pela porta e se deparou com uma imensa biblioteca, com estantes, mesas e cadeiras. Tudo estava iluminado por candelabros flutuantes, que estavam dispostos entre as estantes e havia também um em cada mesa. O aspecto de tudo parecia ser novo, como se cada volume tivesse acabado de ser publicado, ou as estantes tivessem sido construídas há pouco tempo, tudo muito bem conservado.

-Ava, vamos embora. A biblioteca poderám ser averiguada em outro local. – pediu calmamente o diretor. – Vamos verificar cada item em Grimmauld Place. Aqui não é seguro.

Nesse instante, a porta se abre e Lupin aparece por ela, sobressaltado. – Merlim, achei vocês! Temos que ir agora, chegaram mais pessoas e estão aqui dentro!

Sirius corre para a entrada da porta e fica na vigilância. Dumbledore puxa Ava de volta e questiona Kairi: - Como fecha a porta?

-Tranque com a chave, somente isso, com a chave.

Após trancar a porta, essa rapidamente se desmaterializa, até desaparecer por completo.

-Vamos! – disse Tonks, com Lupin. – Não vão demorar a chegar aqui.

-Não por aqui! – alertou Sirius. – Estão vindo pra cá, no corredor.

-Maldição! – resmunga Tonks. – Estamos sem saída?

Eles ouvem alguém pigarreando, próximo ao piano. – Bom, meus caros, posso ajudá-los. – diz o fantasma.

-E como? – pergunta Sirius, sem nenhuma paciência.

-Aqui tem uma passagem secreta, é claro. Quase todos os cômodos têm uma, para um caso de emergência... como agora. E elas terminam do lado de fora, próximo ao portão principal.

-Onde é, por Merlim! – Sirius se aproxima rapidamente de Sheppard.

O fantasma apontou para a parede branca, que aparentemente não tinha nada de especial. – Diga: Erumpo! Assim Sirius o fez, e uma grande abertura apareceu na parede. – Vamos!

Lupin e Tonks se dirigiram para a abertura, seguidos por Dumbledore, Ava, Kairi e Sirius por último, dando cobertura. O fantasma sai pela janela, tornando-se invisível. Naquele instante, a porta se abre e quatro homens surgem, analisando o salão vazio. – Aqui não tem nada também, Stuart. – diz um senhor alto e gordo. – Aquele Reeds é um estúpido, tenho certeza que ouviu algum pássaro cantando ou uma folha caindo e vem nos chamar.

Um com cabelos vermelhos curtos, olhos verdes miúdos, balança a cabeça, em desaprovação. – Perda de tempo, é o que sempre digo. Queimaria essa casa com satisfação, seria o primeiro a lançar um Incendio. Bando de comensais malditos.
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A passagem terminava realmente próxima ao muro. Era uma saída para quem estava em fuga pudesse aparatar quando atravessasse para o outro lado. Porém naquela vez havia dois aurores de guarda, atentos a qualquer movimentação no local. Sirius espiou mais de perto, sabendo que estava com feitiço de invisibilidade, porém era arriscado. Virou-se para Dumbledore, movimentando os lábios, sem som: - Vamos lançar um imperius!

-Não! – respondeu o diretor, também sem emitir som. – Um feitiço para confundi-los será o suficiente. – Dumbledore ergue a varinha para os dois aurores. Um deles abandona imediatamente o posto, indo em direção a Mansão. O outro pareceu resistir, mas balança a cabeça e segue o parceiro. – Ótimo, vamos sair daqui.

O grupo se dirige para o portão, verificando primeiro se não havia mais ninguém do outro lado: estava vazio. Saem para o bosque e de lá todos aparatam para um terreno abandonado, próximo a Grimmauld Place.

Sirius se transforma em um cachorro, assustando Kairi. –Pad, comporte-se! – queixa-se Lupin. Tonks se despede de todos, pois precisava voltar ao Ministério. – Até mais, Remus. – ela dá uma piscada e aparata.

-Também tenho assuntos a resolver. – explica o diretor, se despedindo. – Amanhã, Ava, mando uma coruja informando a hora que virei para consultar os livros com você.

-Esperarei, senhor.

-Adeus, filha, adeus a todos. – e o diretor aparata.

-Vamos, meus amigos. – sorriu animada. - Vamos investigar o que achamos.

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Nota da autora: Espero que tenham gostado, não sei se está bom, mas eu já avisei que sou péssima escritora!!! Hehehe

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