Anteriormente em "Luna, A Estranha...
--Sabe, nós não estariamos aqui se você matasse Dumbledore, eu não te perdoaria... Amo o Snape por isso... O Dumbledore era muito especial pra mim, sabe... Nós conversavamos muito.
Draco se levantou assustado.
-Você conversava muito com Dumbledore? Não sabia...
-Ah, mas deixa pra lá... vamos falar de coisas alegres...
O Mago
Além do vilarejo de Hogsmead... Dumbledore... Para além dos portões de ferro... Dumbledore... Para além do lago negro... Dumbledore... Para além da lápide branca... Dumbledore...
-Dumbledore...
-Luna acorda!
Sentiu fortes tapas em seu rosto, e o rosto de Ágata McGonary ficou nítido.
-O que...? Onde...?
-Foi loucura, eu sei, mas era o único jeito!
-Onde estou...?
-Calma eu vou te explicar tudo, eu te ajudo a levantar.
Luna se apoiou no braço de sua antiga professora e se levantou, e olhou ao seu redor, estavam nos jardins de uma mansão, um pavão alvíssimo pastava nos arredores.
-Onde estamos?
-Na casa dos Malfoy.
-O quê?!
-LUNA!
Luna se virou, Draco Malfoy vinha correndo na sua direção.
-Graças a Mérlin, deu tudo certo.
-O que está acontecendo aqui?! - perguntou Luna perplexa.
-Eu explico! - disse Draco- Você está salva, com a ajuda de McGonary eu descobri que você não ía ter julgamento justo, Trynite tentou tudo o que podia, mas nada adiantou, então decidimos sequestrar você.
-Mas o que era aquele fogo?
-O Pavão, tem poderes teletransportativos.
-E aquela caixa... O que era aquele W?
-Fogos Weasley - disse Ágata - assaltei a Gemialidades Weasley.
Luna estava boquiaberta.
-E agora? - perguntou Luna.
-Vamos fugir... Brasil! - disse Draco animado.
Luna o encarou nos olhos... que saudade.
-Não. - disse por fim
-O que?! - perguntou Draco, abobado.
-Eu mereço pagar por tudo o que eu fiz, vou voltar para Azkaban.
Luna fez menção de virar-se, Draco segurou sua mão.
-Por favor... não faça isso comigo! - implorou Draco - te amo tanto...
-Eu mereço morrer! Eu matei todas aquelas pessoas!
-Você sabe que isso não é verdade, Luna! - disse Draco. - e vou provar isso!
-Eu matei todos...
-Mentira! - gritou Draco.
-Luna por favor - pediu Ágata - não volte, arrisquei minha vida por você!
Lágrimas grossas sairam do rosto imundo de Luna.
-Provar...? Como?!
-Você se lembra da noite do Baile? - perguntou Draco.
Luna balançou a cabeça afirmativamente.
-Vamos estudar todos os seus passos, tudo o que aconteceu naquele dia, e descobriremos o que aconteceu, você não poderia fazer aquilo! Aconteceu alguma coisa. - completou Draco.
-Não aconteceu nada! - exclamou Luna.
-Mas Luna, só pode ter acontecido algo, você voou, e nem estava com a varinha, fez o Rony flutuar e...
-Eu sou capaz disso, sim!
-Como?! - perguntou Ágata.
-Dumbledore. -disse Luna.
-Dumbledore?! - perguntou Draco - o que tem o Dumbledore?!
-Ele sabia da minha doença, e me ajudou a dominar meus poderes, ele sabia que eu sou uma Wicca!
-Uma Wicca? - perguntou Ágata. - Mas não pode ser as Wiccas não podem viver entre bruxos comuns!
-O que são Wiccas? - perguntou Draco, abobado.
-Uma Wicca é um tipo de acidente genético que acontece á Bruxos, quando ainda estão em formação nas barrigas das mães - informou Ágata. - Elas possuem um poder superior aos dos bruxos, são poderes extra-sensoriais, os beruxos temem esse tipo de magia, sabem?
-Por isso Dumbledore me escondeu, a irmã dele, Ariana, tambem era uma Wicca, Dumbledore foi um bom Mago, O Mago mais bondoso do mundo, ele me entendia, sabe?!- disse Luna, as lagrimas escorrendo pelo seu rosto imundo. - Ele me ajudou a controlar meus poderes, eu era uma ameaça para os outros, e para mim mesma, meu pai, Xeno, ficou muito abalado, tentou me dar, mas minha mãe ficou ao meu lado, um dia eu... sem querer... a explodi!
Luna cai, incapaz de encarar os outros dois.
-É muito díficil... Dumbledore me tirou do meu pai, quando ele estava prestes a me matar, ele me educou e me ensinou tudo o que eu sei hoje, ele me ensinou a controlar meus poderes, eu devo tudo a Dumbledore.
Draco a olhava, bestificado. Ágata se abaixou e abraçou Luna.
-Calma, calma querida...
Draco pegou Luna pela mão e a ergueu.
-Não vou deixar você... Não vou deixar eles pegarem você... aquelas pessoas... no Baile, mereciam morrer! A culpa não é sua.
Luna se largou nos braços de Draco e desmaiou.
...
-Eu não quero fugir, quero encontrar a verdade.
Luna encostava a cabeça no peito de Draco, tomara um bom banho, fizera as unhas e aparara o cabelo, estava linda novamente, tinha acabado de fazer amor com Draco.
-Nós provaremos a sua inocência, a Ágata voltou ao Ministério para descobrir o que está acontecendo...
-Se Dumbledore estivesse vivo, talvez ajudaria a me inocentar...
-Ei, espere! - gritou Draco se pondo de pé. - E se o retrato dele deposse, aquele que está na sala dos Diretores!
-Mas... será? - perguntou Luna confusa. - Acho que ele não pode ser transfirido do castelo.
-E se levassemos o tribunal ao castelo? - perguntou Draco, sorrindo.
-Como assim?
-Veja bem, nós vamos entrar em Hogwarts, e de lá só saímos se eles aceitarem fazer o julgamento lá!
Luna deu um sorriso falso.
-Não se iluda, Draco, Harry Potter tinha muito prestígio com a comunidade bruxa, a opnião do povo vai ser levada em consideração, ele era o Eleito, Ele matou o Lord das Trevas, o povo vai querer vinga-lo.
-Por favor não seja tão pessimista, pense que conseguiremos, por favor... - clamou Draco.
-Se eu fizer isso, eu estarei me expondo, somos dois... três com a Ágata eles não nos ouviram, um minuto na presença deles e estaremos caídos no chão... mortos! Esse seu plano é suicida, não vou sacrificar vidas por minha causa, receio que terei que enfrentar a comunidade bruxa, com a cara e a coragem... Só pesso que não esteja lá na hora que a morte me alcançar.
-Eu não deixarei você! - urrou Draco.
-Mas você terá que me deixar, Draco, eu estou conformada...
-MAS EU NÃO ESTOU, DROGA!
-Isso tudo que aconteceu foi bom, mas foi um erro, seria melhor se eu morresse ontem...
-Não diga isso, Luna - Draco estava ajoelhado aos pés de Luna. - Nunca mais repita isso.
-Aceite, Draco, é mais fácil, quem sabe você não encontra outra pessoa, a Pansy...
-NÃO! NÃO! PÁRA!
-Por favor, Draco...
-NÃO! NÃO! - as lagrimas jorravam - Não me abandone!
-É preciso!
O fogo jorrou no meio do quarto, Draco se assustou e pulou na cama, puxando as cobertas.
-Não é mais preciso. - anunciou a voz de Ágata. - Tenho a solução, trago um visitante.
Das chamas Ágata saiu, acompanhada de Neville Longbottom. |