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2. A DECISÃO


Fic: E O FUTURO NÃO VEIO


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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"Nem chega a ser útil saber o que acontecerá: é muito triste angustiar-se por aquilo que não se pode remediar."
Marcus Cícero
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Ava custou a dormir. Não que a estalagem tivesse acomodações ruins, e mesmo que tivesse, ela se acostumou a ter uma vida de privações por longos 14 anos. A bruxa se levantou e caminhou até a janela. Talvez quisesse ver um certo cachorro negro, parado na calçada, como se a espera de sua dona. Mas não havia nada na rua, estava deserta.

Sentiu o calor do verão, o último provavelmente da estação; logo viria o outono, mas estava acostumada tanto a temperaturas altas como baixas, pois era assim em certa parte da Ásia, onde passou grande parte de sua vida adulta até o momento.

“não devia ter voltado, que loucura...”

Esticou as mãos em direção a uma mesinha, onde estavam depositados uma jarra d´água e um copo. A jarra se ergueu e se inclinou, jorrando seu líquido para o copo, voltando para seu lugar inicial. O copo então se ergue e flutua para as mãos de Ava. Ela sorri: raros são os bruxos que fazem feitiços sem varinha e sua família herdara o dom, e não era algo que se contasse aos quatro ventos.

Após beber água, ela deita em sua cama, pensativa.

“melhor ter voltado, não é bom deixar pontas soltas”.

E pensou em Harry. Quando soube, por Dumbledore, da vida sofrida que seu afilhado suportava com os Dursley, ela quis voltar de toda forma. O velho bruxo a convenceu do contrário, com argumento irrefutável: a proteção de sangue. Não quis que Harry sofresse qualquer ameaça com suas atitudes, ficou com medo.

Ava se lembrou do lugar que viveu até um ano atrás, quando Sirius a encontrou. Após “peregrinar” por vários países, fugir de muitos comensais sedentos de vingança e ódio, ela encontrou o esconderijo que Dumbledore recomendara. Sentindo forças mágicas no lugar, achou o refúgio de duas velhas bruxas em um local próximo a fronteira da China com o Cazaquistão. As velhas bruxas tinham um aspecto extremamente envelhecido e Ava apostaria que tivessem mais de 150 anos; eram muito amáveis e estranhamente falavam inglês fluente. Parecia que a esperavam, e a loira adivinhou que o diretor avisou as anciãs. Não bombardearam a jovem com perguntas sobre sua vida ou o que uma linda bruxa estaria fazendo naqueles lugares ermos. Foi acolhida como se fosse velha conhecida.

O local era deserto, apenas uma tenda em meio ao nada, uma planície onde o vento soprava incessantemente. Ava podia divisar o norte, o sul, o leste e o oeste ao longe, apenas girando o corpo. Adivinhou que o inverno deveria ser extremamente rigoroso e não errou. As anciãs trouxeram para ela casacos de animais, botas de couro, quentes o suficiente para suportar a neve que viria.

No tempo em que ficou, construiu para si uma tenda em separado, com materiais retirados de uma floresta bem ao oeste. Não era difícil, visto que usava sua magia para cortar, transfigurar, conjurar. Percebeu que todo o trajeto deveria ser feito a pé, pois a magia presente impedia de aparatar. Isso com certeza era para proteção. As anciãs a ajudavam, fornecendo todo tipo de utensílios de uma aldeia muito distante, ao norte. Elas demoravam 1 mês para ir e voltar, e a jovem bruxa não entendia como tão frágeis bruxas podiam caminhar tanto.

Ava recebeu sua primeira coruja após 5 meses: era de Dumbledore.

“Querida,

Espero que esteja bem. As coisas aqui estão mais calmas, mas não é prudente voltar. Creio que passará muito tempo pra isso.

Está havendo os julgamentos, porém muitos fugiram. O Ministério não consegue capturá-los. Uma parte fez acordo, e sairão ilesos, sinto em dizer.

Nosso menino continua a salvo. A proteção funciona.

Nosso amigo está preso e não há nada que possamos fazer. Não se desespere por isso.

Aguardo resposta, e você sabe por quê.

Abraços.

Velho Tolo”

Ava percebeu o cuidado da mensagem de não revelar nomes ou algo que ligasse a Dumbledore ou a ela. A bruxa observou a coruja, que esperava certamente uma resposta. Pegou seu pergaminho e sua pena, presentes das anciãs, sabendo exatamente o que Dumbledore queria que respondesse:

“Querido “pai”,

Ainda estou viva. E obrigada pelas informações.

Jovem tola”


AVAºSIRIUSºAVAºSIRIUSºAVAºSIRIUSºAVAºSIRIUSºAVAºSIRIUSºAVA


Já era tarde quando Ava despertou. Tinha adormecido, com as lembranças do seu passado povoando sua mente.

“8 da manhã... Droga.”

Tinha tomado uma decisão: iria se mudar para casa de Sirius. Aliás, Dumbledore tinha insistido nisso também, pois era mais seguro para ela. Não seria nada demais dormir no quarto de Regulus, o deixaria bem trancado.

Mandou uma coruja para Sirius, avisando de sua mudança e que seria à tarde. Antes, ela tinha que visitar Dumbledore e também mandara uma coruja ao diretor, pedindo permissão para tal. Esse respondeu afirmativamente logo em seguida.

Após se arrumar, desceu para tomar seu café. Havia muitos bruxos nas mesas, alguns com aparência bastante estranha, com barbas bastante compridas, outros com muitas tranças, ou simplesmente esquecidos da existência de pente ou escova. Outros pareciam viajantes, prontos para partir. Dois bruxos ao fundo, sentados a mesa com a penumbra os cobrindo, não tendo como Ava registrar seus rostos.

Uma senhora gorda e baixa, de cabelos violeta, com avental engordurado, a interpela: - Srta. Froster, gostaria de tomar seu café agora? Sente-se, temos leite, chá, torradas...

-Chá e torradas me parecem ótimos, Sra. Bruwn. Obrigada.

Sentou-se perto de um grupo curioso de bruxos, que se serviam de chá e torradas com geléia. Um deles, um senhor gordo, com os botões quase a estourar do colete, lia o Profeta Diário. Ela esticou discretamente o pescoço, tentando vislumbrar algumas chamadas.

“Mais mentiras: Dumbledore insiste no retorno de Você-Sabe-Quem na convenção dos bruxos.”

Logo abaixo, uma foto mostrando o diretor discursando diante de austeros magos. Era óbvio o descrédito.

Outra chamada: “Fudge: precisamos manter a paz conquistada!”. Uma foto do Ministro esbravejando, batendo com o punho em sua mesa repetidamente, no Ministério.

Ela não conseguiu ler mais nada, o bruxo virou a página e aproximou o jornal mais para si. A senhora de cabelos cor violeta se aproximou com uma bandeja com chá, torradas e manteiga. Ava suspirou, servindo-se de chá.

Uma coruja adentrou o estabelecimento, indo direto para ela: era uma mensagem de Sirius:

“Querida, passou bem à noite?

Estou felicíssimo pela sua decisão.

Sinto muito mais uma vez por ontem à noite... Você quer que eu a acompanhe em Hogwarts?

Seu para sempre,

Padfoot”

Ava sorriu e respondeu imediatamente, pegando uma pena emprestada da senhora gorda e utilizando o mesmo pergaminho:

“Meu amor, não há necessidade. Após o almoço nos encontraremos aí. Sua para sempre, AWS.”

E a bruxa não percebeu os olhares sobre ela, na penumbra.

AVAºSIRIUSºAVAºSIRIUSºAVAºSIRIUSºAVAºSIRIUSºAVAºSIRIUSºAVA


Não era a primeira vez que revia Hogwarts. Desde que retornou ao Reino Unido, há 1 mês, esse fora o primeiro lugar que visitou com Sirius. Naquele dia, Dumbledore a esperava, com os gestos tranqüilos, mas Ava reconheceu no olhar dele uma certa ansiedade. A bruxa não conteve lágrimas, abraços e beijos. Como ela o amava! Era o pai que ela precisava, que a acolhia, aconselhava, entendia. Seu próprio pai a desprezou muitas vezes, por motivos que a jovem bruxa precisava esquecer, pelo menos naquele momento.

Foi naquele mesmo dia que o diretor a convidou para ser professora, o que causou espanto: Ava nunca tinha dado aulas! Havia muito tempo que tinha deixado Hogwarts, apesar de sempre estar lendo e se atualizando com os livros de magia.

Agora, ela tinha que acertar os detalhes da aula e pedir alguns conselhos de ordem pessoal. Ava confiava muito no velho bruxo.

-Querida Ava, que bom que veio! Sente-se, quer um chá? – disse bondosamente o diretor, mostrando a cadeira para a bruxa se sentar.

- Não, obrigado... Eu gostaria de acertar detalhes das aulas, da grade, do cronograma, essas coisas.

-Ah, sim, claro! Isso você obtém com a Minerva, ela já tem tudo pronto. Mas... sinto que não foi por isso que veio aqui. Essas papeladas das aulas bastava a coruja entregar. – o olhar do diretor pousou suavamente sobre ela, tentando ler algo – Está tudo bem com você e o Sirius?

-Ah – ela corou – Sim, está bem. Eu resolvi aceitar morar com ele. O senhor tinha razão, é mais seguro e mais prático. Mas... será difícil.

-Sim, concordo com você. Mas... será dolorido, em parte. E deverá ser assim, como você bem disse, se estão pensando em se casar. – nesse momento o diretor abaixa os olhos para suas próprias mãos, como se ponderasse bem no que ia dizer – Eu não consegui ainda um contra feitiço, minha filha, e acho que não conseguirei. – Ava se mexe na cadeira, incomodada, sentindo seus olhos arderem um pouco – Voldemort lançou o feitiço em conjunto com seus pais, os responsáveis por você na época. É magia antiga, poderosa, com pouca literatura sobre o assunto. Fico imaginando como ele conseguiu a informação...

-Senhor, talvez ele tenha conseguido na biblioteca dos meus pais. Não conseguiram localizá-la ainda?

-O Ministério procurou em cada canto da mansão dos Sheppard, como já lhe informei, e nada. Eu recomendo, com seu retorno, que você fosse lá e procurasse, Ava. Creio que só você conseguirá achar a famosa biblioteca dos Sheppard e, aí, talvez, encontrar o livro de magia antigo. Também tenha ciência que pode haver mais de um feitiço em você. Um ligado a sua fidelidade de esposa a Voldemort e outro ligado a vida dele.

A bruxa estremece com essas palavras. Pertencer a alguém contra a vontade era horrível, ainda mais alguém como Voldemort. Ela se lembrou do dia que seus pais contaram para ela. Ava tinha apenas 13 anos quando eles revelaram o feitiço que a envolvia, que fora entregue quando tinha um ano de idade, num ritual, para pertencer ao bruxo como esposa quando alcançasse a maioridade.

-Eu terei mesmo que rever a casa dos meus pais. Mas peço que, além de Sirius e Remus, que irão comigo, sem dúvidas, alguns auror. Certamente meu irmão Edouard deve ter colocado algumas armadilhas para visitantes.

-O Ministério teve dificuldades para lidar com essas armadilhas, Ava, porém a maioria foi eliminada. Mas tem razão: ir sozinha ou com poucas pessoas é desaconselhável. Portanto, eu me prontifico a ir com você. Chamarei Moody e Tonks, que são da Ordem da Fênix, e seremos em seis.

Ava sorriu: - Não poderia querer companhia melhor, Senhor! Poderíamos ir amanhã?
-Talvez. Temos uma reunião da Ordem hoje à noite, e farei a escalação. – o diretor fez uma pausa, a fitando pensativamente – Quero que você participe da Ordem, Ava. Preciso de você.

Ela sorri mais abertamente – Claro, estava esperando por isso.

-Ótimo! Anunciarei isso hoje. E... – o bruxo se levanta, indo em direção a janela – deverei contar a todos da Ordem sobre seu caso. Já lhe falei que essa estória não será segredo por muito tempo. E, antes que o Profeta Diário especule e invente coisas a seu respeito, quero que os membros da Ordem saibam de sua boca toda a verdade. – ela faz menção de retrucar, mas o diretor a interrompe – São todos de confiança, Ava. Todos.

-Até Snape? – a loira franze o a testa.

-Sim, até Snape.

A bruxa se levanta e caminha até o velho bruxo, com ares preocupado. – Eu não confio nele, e não sei qual será minha reação quando revê-lo. Sou sincera ao afirmar que tenho muita vontade de matá-lo, senhor.

Dumbledore suspira, com aparência cansada. – Eu sei dos seus sentimentos, porém insisto que confie nele, ou antes, confie no meu julgamento. Sou velho, mas não sou ingênuo. E Severus demonstrou, ao longo desses anos, que minha confiança foi bem depositada.

Ava domina sua intolerância: não era hora de teimosias, era hora de união.

-Deverei contar a Harry também. Ele só sabe em parte, não conhece os motivos. – ela faz uma pausa – O garoto ficará chocado.

O diretor refuta: - Não, não é hora dele saber. Vamos esperar um tempo.

-Está bem, se o senhor acha melhor...

-É melhor, vamos preservar algumas coisas. Harry é ainda um menino, e estará sob forte pressão, visto que todos estão questionando a veracidade do que ele disse sobre Voldemort. Se ele souber de sua história, deverá saber também da profecia. E isso não queremos agora. – ele consultou o relógio de mesa – É hora do almoço, venha, almoce comigo.


AVAºSIRIUSºAVAºSIRIUSºAVAºSIRIUSºAVAºSIRIUSºAVAºSIRIUSºAVA


Ao voltar para estalagem, Ava se depara com Remus numa mesa, tomando um suco de abóbora. Havia uma moça jovem com ele, muito bonita, de olhos azuis escuros, de cabelos de cor pink. Eles se levantam assim que a vêem e caminham até ela.

-A... Clarice, viemos ajudá-la com suas coisas. – Lupin informou, tomando cuidado para dizer o pseudônimo de Ava.

-Srta. Froster, eu sou Nymphadora Tonks, ao seu dispor, mas pode me chamar de Tonks... – a moça de cabelos pink estendeu a mão, sorridente.

-Então me chame de... Clarice, sem formalidades. – Ava a observa atentamente, deixando Tonks constrangida – Ora, ora... você é uma Tonks! Sim, acho que conheço sua mãe Andrômeda! Acertei?

-Acertou! Posso apostar que a conheceu quando ela era uma Black.

-Apostou corretamente. Muitos bailes da minha infância e adolescência tinham as três irmãs: Narcissa, Andrômeda e Bellatrix.

Lupin as interrompe: - Vamos arrumando suas coisas e partindo, A...Clarice, enquanto vocês conversam, que acham?

Elas riem e concordam. - Vamos lá pra cima, não tenho muita coisa. – avisa a loira. - Vou ter que comprar quase tudo. - e começaram a subir a escadaria.

-Você já passou em Gringotes, e retirou seu dinheiro?

-Já, Remus, fiz isso logo que cheguei, com o Sirius.

-Se quiser companhia para compras, pode me chamar! – Tonks sorria abertamente. Ela tinha se simpatizado de imediato por Ava.

Já no quarto dela, a loira olha atentamente os seus objetos, roupas e tudo começa a se mexer. As roupas se dobram sozinhas e vão até a mala, que se fecha em seguida. Os objetos, como escova, espelho, entre outros, “correm” em direção a uma maleta e se acomodam eficientemente lá dentro. A maleta se fecha delicadamente. Pergaminhos se empilham e se enrolam, indo a outra maleta. Assim, todos os pertences de Ava foram ajuntados.

Tonks fica boquiaberta: ela não viu Ava usar a varinha em nenhum instante. A jovem olha para Remus, que apenas sorri. Ele pega sua varinha e a balança elegantemente, fazendo com que as malas fechadas flutuassem até ele. –Vamos, o dono da estalagem permitiu que usássemos sua lareira e Sirius liberou o acesso para daqui a 2 minutos.

Quando Ava atravessou a lareira de Sirius, sentiu os braços dele em volta do seu corpo logo em seguida. Outros vieram cumprimentá-la: Harry, seus amigos e Sr. e Sra. Weasley. Lupin apareceu logo em seguida, com as malas flutuando e Tonks com uma maletinha na mão.

Grimmauld Place é sua casa agora.

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