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9. Sentimentos


Fic: O SEGREDO - UA - NC-Adapt Por Tonks Butterfly - Ela tinha um segredo, que jamais revelaria a ele...


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Ronald não contou a Gina e Hermione que Harry tinha retornado a casa. Saiu cedo pela manhã para subir ao torreão. Gina ajudou Hermione a dar uma boa limpeza à cabana.
Era um pouco depois do meio-dia quando Harry bateu na porta. Gina a abriu. Tinha o rosto coberto de fuligem e o cabelo estava grosseiramente despenteado. Via-se como se acabasse de limpar o interior da lareira.
Harry estava tão feliz de vê-la que franziu o sobrecenho. Gina lhe sorriu. Estava turvada por sua aparência. Tentou alisar o cabelo e escová-los cachos com os dedos.
-Voltou - sussurro.
O homem não era muito dado aos recebimentos.
-Sim. Gina sobe ao torreão em uma hora.
Deu a volta e começou a caminhar. Gina ficou esmagada ante essa atitude fria. Perseguiu-o.
-por que devo subir ao torreão?
-Porque eu o desejo - respondeu.
-Mas poderia ter algum plano arrumado para esta tarde.
-Desarruma-o.
-É tão obstinado como uma cabra - murmurou Gina.
O ofego que chegou da soleira indicou que Hermione tinha ouvido esse comentário. Gina ainda não lamentava haver dito essa coisa tão grosseira porque sabia que era verdade. Harry era obstinado.
Afastou-se dele.
-Acredito que não senti saudades absolutamente.
Harry tomou a mão e a atraiu para trás.
-Quanto tempo estive fora, exatamente?
-Três semanas e dois dias - respondeu-. Por quê? Sorriu.
-Mas não sentiu saudades, verdade?
Gina se deu conta de que a apanhou.
-É muito ardiloso para mim, Harry - disse arrastando as palavras.
-A verdade é que sim, eu sou -concordou com um sorriso.
Senhor, Gina se deu conta de que ia sentir saudades essa batalha de engenho com Harry. Em honra à verdade, o ia sentir saudades a ele.
-Se quiser que suba a seu torreão disse-, primeiro deve apresentar sua petição ao Ronald para que a cadeia de mando se siga corretamente. Me faça saber o que ele tenha que dizer.
Estava tentando provocá-lo deliberadamente. Em troca, Harry riu.
-Harry? -chamou Hermione-. O conselho está no torreão? Harry assentiu. Gina viu a reação de sua amiga ante as notícias e afastou a mão da de Harry.
-Agora já o fez - anunciou com um sussurro baixo.
-Fiz o que?
-Perturbou a Hermione. Só olha-a. Está preocupada, graças a ti.
-O que fiz? -perguntou totalmente confundido. Hermione se via transtornada e não podia imaginar razão.
-Acaba de lhe dizer que o conselho está reunido no torreão - explicou Gina-. Agora está preocupada que eu tenha feito algo mau e me vão mandar de volta a casa antes de que tenha a seu bebê.
-Inferiu todo isso por um sobrecenho franzido?
-É obvio - respondeu, exasperada. Cruzou os braços e franziu o sobrecenho-. Bom?-perguntou, quando Harry ficou em silêncio.
-Bom o que?
-Arruma-o.
-Arrumar o que?
-Não precisa me levantar a voz - ordenou-lhe-. Você a transtornou. Agora vai tranqüilizá-la. Diga-lhe que não vais permitir que o conselho mande a casa ainda. É o mínimo que podes fazer. É sua querida cunhada e realmente não deveria desejar vê-la transtornada.
Harry soltou um suspiro o suficientemente violento para apartar os ramos de uma árvore. Girou para o Hermione.
-Gina não se vai a nenhum lado - gritou-lhe. Voltou a olhar ao Gina - Arrumei-o a seu gosto?
Hermione estava sorrindo. Gina assentiu.
-Sim, obrigado.
Harry deu volta e caminhou para o cavalo. Gina correu atrás dele. Agarrou-o pela mão para fazer que se detivera.
-Harry?
-O que passa agora?
O rude tom de voz não incomodou Gina.
-Sentiu saudades?
-Talvez.
Essa resposta mudou o humor de Gina. Soltou-lhe a mão e tentou afastar-se. Harry a agarrou por atrás. Envolveu os braços ao redor da cintura de Gina e se inclinou perto do ouvido.
-Realmente deveria tratar de fazer algo com seu caráter, moça - lhe sussurro.
Beijou-a ao flanco do pescoço e lhe mandou calafrios de prazer pelas pernas.
Nunca lhe respondeu a pergunta. Gina não se deu conta disso até que Harry se afastou a cavalo.
O homem podia lhe converter a mente em mingau só a tocando. Entretanto, Gina não teve muito tempo para refletir sobre esse defeito porque Hermione insistia em ganhar sua atenção.
Quase empurrou Gina pela porta e logo a fechou atrás dela.
-Harry está apaixonado por ti.
Hermione parecia encantada. Gina sacudiu a cabeça.
-Não me vou permitir pensar no amor - anunciou. Sua amiga riu.
-Talvez não te permita pensar nisso, Gina, mas está apaixonada por ele, não é assim? Mantive-me em silêncio muito tempo. Nunca vai ter que sabê-lo.
O último comentário chamou a atenção do Gina.
-Saber o que?
-A respeito de seu pai. Ninguém vai ter que sabê-lo. Deixe-te...
-Não.
-Só pensa no que estou sugerindo - disse Hermione. Gina se desabou na cadeira.
-Oxalá tivesse seu bebê para poder ir para casa. Cada dia que fico faz tudo muito mais difícil. Deus querido, e o que estou apaixonando pelo Harry? Como o posso evitar?
Hermione caminhou até ficar de pé detrás de Gina. Colocou-lhe a mão sobre o ombro.
-Ajudaria-te pensar em todos seus defeitos?
Estava brincando com sua amiga. Gina se tomou a sugestão a sério. Tentou encontrar a maior quantidade possível de defeitos. Não pôde pensar em muitos. O homem era quase perfeito. Hermione sugeriu que isso também era provavelmente um defeito. Gina esteve de acordo.
As duas mulheres estavam tão concentradas na conversação que não notaram que Ronald estava na entrada. Não tinha feito muito barulho ao abrir a porta por consideração a sua esposa. Freqüentemente dormia pelas tardes e não desejava incomodá-la se nesse momento estivesse dormindo.
Os comentários de Gina lhe chamaram a atenção. Nem bem se deu conta de que a sua esposa estava dando uma opinião a respeito de Harry, não pôde evitar sorrir. Gina conhecia seu irmão quase tão bem como ele e quando mencionou quão obstinado era Harry, Ronald se encontrou movendo a cabeça em acordo com isso.
-Mas, entretanto ainda sente atração para ele, verdade? Gina suspirou.
-Sim, Hermione, o que vou fazer? Sinto tanto terror em meu interior quando penso no que me está acontecendo. Não posso amá-lo.
-E tampouco é possível que ele te ame - disse Hermione-. Lhe estas enganando a ti mesma se crê isso. O homem se preocupa com você. Por que simplesmente não o pode aceitar?
Gina sacudiu a cabeça.
-O que supõe que faria se alguma vez averiguasse que o latifundiário Maclean é meu pai? Crê honestamente que ainda se preocuparia comigo?
Os anos de treinamento para controlar as reações mantiveram ao Ronald de pé. Na verdade, sentia-se como se acabassem de lhe dar um duro golpe no abdômen. Saiu cambaleando-se e fechou apressadamente a porta detrás dele. Ronald encontrou Harry no grande salão.
-Temos que falar - anunciou-. Acabo de descobrir algo que precisa saber.
A expressão de seu irmão disse a Harry que algo andava terrivelmente mal.
-Vem para ora comigo, Ronald - ordenou-lhe-. Preferiria ouvir as notícias em privado.
Nenhum dos dois irmãos disse uma palavra até que estiveram bem longe do torreão. Logo, Ronald repetiu o que tinha ouvido. Harry não estava surpreso.
-É uma endemoninhada complicação - murmurou Ronald.
Tomou a Gina quase uma hora para limpar tudo. O tema “Harry” continuou aparecendo. Hermione estava decidida a fazer com que Gina admitisse que já estava apaixonada por Harry e Gina estava igualmente decidida a não admitir tal coisa.
-Deveria me ajudar a me sobrepor a esta atração - insistia Gina-Dá-te conta de quão doloroso vai ser partir ?Tenho que retornar, Hermione. Não importa se o desejo ou não. Este tema quase é angustiante para mim. Não desejo falar mais disso.
Hermione esteve imediatamente arrependida. Podia ver que sua amiga estava a ponto de chorar. Acariciou o ombro de Gina.
-Está bem – disse com uma voz que era um tranqüilizador sussurro-. Não vamos falar disso agora. Bom, me permita trocar de vestido. Vou ao torreão contigo. Só o céu sabe o que o conselho esteja planejando. Moram-se problemas.
Gina se ficoi de pé.
-Você fica em casa. Vou sozinha. Prometo te contar tudo o que acontecer.
Hermione não ia aceitar nada disso. Estava resolvida a estar junto a Gina em caso de que houvesse problemas.
Gina estava igualmente resolvida a fazer que sua amiga ficasse quieta. Ronald entrou em meio da discussão. Tentou chamar a atenção com uma saudação e quando isso não resultou, levantou arrogantemente a mão para pedir silêncio.
Não lhe emprestaram atenção.
-Sempre foi tão obstinada como uma múmia - disse-lhe Hermione a sua amiga.
Ronald estava consternado.
-Não deve lhe falar assim a nossa hóspede - ordenou-lhe.
-por que não? Acaba-me de dizer algo pior. Gina sorriu.
-A verdade é que o fiz- admitiu com acanhamento.
-Permanece para fora disto, Ronald - sugeriu-lhe sua esposa-. Logo estou tomando brios nesta discussão. A vou ganhar. É meu turno.
Gina sacudiu a cabeça.
-Não, não a vais ganhar - rebateu-. Ronald, por favor, faz que fique. Tenho que subir ao torreão. Não vou estar ausente muito tempo.
Saiu correndo da cabana antes que sua amiga pudesse continuar com a discussão. De Ronald dependeria fazê-la ficar em casa.
Gina sabia que provavelmente estaria atrasada e que certamente Harry estaria irritado, mas realmente não estava preocupada com o mau humor dele. Enquanto subia a costa pensou nesse fato assombroso. Harry era um guerreiro muito grande e de aspecto violento e para esse então só o gigantesco tamanho deveria lhe haver posto o cabelo cinza. Recordou que se sentiu um pouco nervosa a primeira vez que o viu cruzando a ponte levadiça da casa de seu tio Bilius. Entretanto, essa sensação tinha desaparecido com rapidez e jamais se havia sentido apanhada ou desamparada quando estava com o Harry. As maneiras de Harry eram tão ásperas como os de um urso e contudo, cada vez que a tocava, era muito suave.
O tio Bilius a atemorizava. Essa idéia lhe entrou subitamente na cabeça. Não entendia por que lhe tinha medo. Seu tio era um inválido que tinha que ser levado em uma maca de um lado para outro. Sempre e quando se mantivera o suficientemente longe como para que não pudesse golpeá-la, ele não poderia machucá-la. Contudo, cada vez que a tinham obrigado a sentar-se junto a ele, sempre tinha tido medo.
Admitia que as cruéis palavras de Bilius ainda tinham o poder de machucá-la. Desejou ser mais forte e não tão vulnerável. Então não poderia machucá-la. Se pudesse aprender a proteger seus sentimentos, se pudesse aprender a separar a mente do coração, não lhe importaria o que lhe dissesse o tio Bilius. Tampouco lhe importaria não voltar a ver mais Harry... Se fosse mais forte.
Ai, o que importava? Ia ter que voltar para casa e certamente Harry ia se casar com alguém. Provavelmente também seria muito feliz, sempre e quando pudesse lhe dar ordens a sua esposa pelo resto de sua vida.
Deixou escapar um gemido de desgosto. O pensar no Harry beijando a outra mulher o fazia doer o estômago.
Que Deus a ajudasse, estava-se comportando como uma mulher apaixonada. Sacudiu a cabeça. Era muito inteligente para permitir que lhe destroçassem o coração. Não era ignorante, verdade?
Rompeu a chorar. Em questão de segundos, curvaram-na uns soluços que retorciam o coração. Não podia deter-se. Culpou ao Hermione por seu vergonhoso estado porque a tinha precionado e precionado até que Gina finalmente se viu obrigada a enfrentar a verdade.
Gina saiu do atalho como uma medida de precaução se por acaso alguém chegava e via sua angústia e inclusive se escondeu detrás de um grosso pinheiro.
-Bom Deus, Gina, o que aconteceu?
A voz do Ronald a fez gemer. Deu um passo para trás. Ronald a seguiu.
-Machucou-te? -perguntou, com óbvia preocupação na voz.
Gina sacudiu a cabeça.
-supunha-se que não me veria - sussurrou. Secou-se o rosto com o dorso das mãos e aspirou profundamente várias vezes para acalmar-se.
-Não te vi - explicou Ronald-. Ouvi-te.
-Sinto muito - sussurrou.
-O que lamenta?
-Por ter chorado em voz tão forte - respondeu-. Só queria uns poucos momentos de privacidade, mas isso é impossível aqui, verdade?
Ronald não desejava machucá-la. Era a querida amiga de sua esposa e sentia que era sua obrigação tentar que se sentisse melhor. Colocou o braço ao redor dos ombros de Gina e brandamente a retornou ao atalho.
-Me diga o que anda mau, Gina. Não importa quão terrível seja o problema, estou seguro de que lhe vou poder solucionar isso.
Era uma coisa extremamente arrogante, mas bom, depois de tudo era o irmão do Harry e supunha que algo da arrogância deste certamente se escorreria a seu irmão. Ronald estava tratando de ser bom e só por essa razão Gina não se irritou.
-Não pode solucionar isto - disse-lhe-. Mas te agradeço que te tenha devotado.
-Não pode saber o que posso fazer até que me explique isso.
-Está bem - concordou-. Só recém me acabo de dar conta de quão ignorante sou. Pode corrigir isso?
O sorriso do Ronald era tenro.
-Não é ignorante, Gina.
-Ai, sim, sou-o - gritou-. Deveria me haver protegido.
-Gina?
-Não se preocupe. Não desejo falar disso.
-Não deveria estar chorando justamente neste dia - disse-lhe Ronald.
Outra vez se secou as comissuras dos olhos.
-Sim, é um dia formoso e não deveria estar chorando. -Outra vez aspirou profundamente. - Já pode me soltar. Recuperei-me.
Ronald tirou o braço do ombro dela e caminhou a seu lado colina acima e através do pátio. Ronald tinha que cumprir com outra diligencia antes de entrar. Inclinou-se ante o Gina e começou a afastar-se.
-Vejo-me como se tivesse estado chorando? -perguntou-lhe com tom preocupado.
-Não - mentiu Ronald.
Gina sorriu.
-Obrigado por me ajudar a solucionar o problema - disse.
-Mas não...
Deixou de protestar quando Gina se deu volta e subiu correndo os degraus que levavam ao torreão. Sacudiu a cabeça, confundido, e se dirigiu colina abaixo.
Gina não bateu na porta. Aspirou profundamente antes de abrir bem a pesada porta e apressar-se a entrar.
O interior do torreão era tão frio e desagradável como o exterior. A entrada era ampla, com pisos de pedra cinza e uma escada construída contra a parede para a direita da porta dupla. O grande salão estava à direita. Era de enorme e era tão ventoso como um campo aberto. Uma lareira de pedra ocupava uma porção considerável da parede oposta à entrada. Havia um fogo ardendo, mas não esquentava a habitação. Havia mais fumaça que calor circulando pela habitação.
Não havia nenhum dos aromas usuais em uma casa, como o aroma do pão sendo assando ou da carne fritando-se sobre as chamas e tampouco havia desordem de coisas pessoais que indicassem que em realidade alguém vivia ali. O salão era tão austero como um monastério.
Havia cinco degraus que levavam a habitação. Gina esperou no último a que Harry notasse sua presença. Estava sentado de costas a ela à cabeça de uma estreita mesa. Cinco homens maiores que Gina supôs que eram os membros do conselho estavam sentados no extremo oposto.
A atmosfera era de tensão. Devia ter acontecido algo terrível.
Era aparente pelas expressões dos rostos dos anciões que tinham recebido alguma notícia que lhe angustiava. Gina não acreditava que devia entrometer-se em sua tristeza nesses momentos. Retornaria mais tarde, quando todos se recuperaram da confusão. Deu um passo atrás e deu volta para ir-se.
Simas e Dudley lhe bloquearam a passagem. Ficou tão surpreendida de vê-los que abriu muito os olhos. Os dois guerreiros não tinham feito nenhum ruído ao entrar. Gina estava a ponto de dar a volta ao redor dos grandes homens quando se abriram as portas e Sirius entrou cambaleando-se. Ronald estava detrás dele. Agarrou uma das portas antes que se fechasse com um golpe e fez um gesto ao sacerdote para que entrasse. O pai Bones não se via muito feliz. Obrigou-se a sorrir para Gina e logo desceu apressadamente os degraus para o salão.
Gina observou o sacerdote até que chegou junto o Harry. Sim, era indubitável que algo terrível tinha acontecido. De outra maneira não tivesse havido necessidade de um sacerdote. Disse uma silenciosa prece por quem a necessitasse e logo girou para partir outra vez.
Os guerreiros tinham formado uma linha detrás dela. Simas, Dudley, Sirius e Ronald lhe estavam bloqueando a passagem deliberadamente.
Ronald estava no extremo mais próximo à porta. Seguiu ate ele.
-Alguém faleceu? -perguntou.
Sirius achou que a pergunta era muito divertida. Os outros seguiram com o sobrecenho franzido. Nenhum queria permitir que partisse. Tampouco queriam responder a sua pergunta. Estava a ponto de dizer a esses homens grosseiros que se tirassem de seu caminho quando outra vez se abriram as portas e entrou Remus.
O marido de Nimphadora se via logo para entrar em combate. Apenas se foi cortês. Dirigiu-lhe um seco gesto da cabeça e logo tomou seu lugar na fila de guerreiros.
-Gina, vêem aqui.
Harry lançou essa ordem com tal bramido que a atemorizou terrivelmente. Deu a volta para lhe franzir o sobrecenho, mas foi um esforço inútil de sua parte porque nesse momento nem sequer a estava olhando.
Gina não podia decidir se desejava obedecer a descortês ordem ou não. Sirius tomou a decisão por ela. Deu-lhe um empurrão nos ombros. Não foi abertamente suave. Gina olhou por sobre o ombro para lhe dirigir um olhar de ira por ser tão descortês.
Sirius lhe piscou um olho.
Simas agitou a mão para lhe indicar a Gina que obedecesse ao mandato do latifundiário. Também o olhou com ira. Realmente, decidiu, alguém precisava tomar o tempo de lhes ensinar uns singelos maneiras a estes guerreiros. Entretanto, esse não era o momento. Gina levantou barra da saia, endireitou os ombros e desceu os degraus.
Notou que o sacerdote estava muito agitado. Passeava diante da lareira. Obrigou-se a adotar uma expressão serena por ele quando cruzou apressadamente o salão. Quando chegou até Harry, colocou uma mão sobre seu ombro para lhe chamar a atenção e logo se inclinou.
-Se alguma vez me voltar a gritar assim, acredito que vou te estrangular.
Depois de lhe dirigir essa ameaça vazia, voltou-se a endireitar. Harry tinha uma expressão assombrada no rosto. Gina assentiu para lhe fazer saber que não estava brincando.
Harry sorriu.
Dumbledor observava ao casal e chegou rapidamente à conclusão de que lady Gina o intrigava. Podia ver com facilidade por que um homem gostaria muito dela, por que inclusive se esquecera de que era inglesa. Sim, era agradável observá-la, com o bonito cabelo da cor de fogo e os grandes olhos azuis. Contudo, não era sua aparência que chamava a atenção de Dumbledor. Não, era o que tinha aprendido a respeito de seu caráter o que tinha despertado curiosidade por conhecê-la melhor.
Remus lhe tinha contado que lady Gina tinha ajudado no parto de seu filho e esse relatório foi seguido muito de perto pelos louvores do pai Bones a respeito do que tinha ocorrido no dia seguinte. Gina não tinha desejado ocupar-se dessa tarefa. Remus informou que tinha estado aterrorizada. Entretanto, o temor não tinha evitado que fizesse o necessário. Tinha ouvido que tinha ajudado a trazer três bebês mais ao mundo enquanto Harry esteve fora de casa e cada uma dessas vezes tinha estado muito atemorizada e preocupada com as novas mães.
Dumbledor não sabia o que pensar dessas informações. Sabia que era verdade, é obvio, mas tal amabilidade e valentia provenientes de uma mulher inglesa o confundiam. Era uma contradição.
Mais tarde haveria muito tempo para pensar nesse tema contraditório. Pela expressão de Gina podia ver que Harry não lhe tinha contado a respeito da decisão que recém tinha dado ao conselho. Dumbledore olhou a seus companheiros para julgar suas reações. Aberforth se via como se acabasse de tragar uma jarra de vinagre. Diggle, Hagrid e Horácio estavam nas mesmas condições.
Parecia que era o único que não ainda estava irritado pelo anúncio assombroso. É obvio Harry o tinha levado a um flanco antes da reunião para lhe dizer o que planejava fazer. Ronald estava do lado de seu irmão. Dumbledore soube então, antes que Harry pronunciasse uma só palavra, que o tema era de natureza extremamente importante. Os dois irmãos sempre estavam juntos, unidos como um, em todos os temas cruciais. Sim, tinha sabido que era importante, mas, entretanto ficou sem fala.
Finalmente Dumbledore ficou de pé. Estava cheio de emoções em conflito. Como líder do conselho, sabia que sua primeira obrigação era tentar que Harry agisse com sensatez e se isso não trocasse sua decisão, então dar um voto contra Harry.
Entretanto, Dumbledore também sentia outra obrigação e era encontrar uma maneira de apoiar a decisão do Harry. A razão era fácil de entender. Desejava que Harry fosse feliz. Só Deus sabia que o latifundiário merecia encontrar amor e compreensão.
Sentia uma tremenda responsabilidade para o latifundiário. Em todos os anos que tinham servido juntos, Dumbledore tinha adotado o lugar de pai de Harry. Dispôs-se a treiná-lo para ser o melhor. Harry não o tinha desiludido. Fez frente a todas as expectativas, ultrapassou todos os objetivos que Dumbledore lhe impôs e, inclusive quando era um jovem moço, sua força e determinação excediam em muito os esforços de todos outros de sua idade e dos que eram maiores que ele.
À tenra idade de doze anos, Harry se converteu no único pai de seu irmão pequeno, quem então tinha só oito. A vida de Harry sempre tinha estado cheia de responsabilidades e parecia não importar quanto se empilhava sobre seus ombros, ele carregava o peso com facilidade. Quando era necessário, trabalhava do amanhecer até que o sol caísse. Tinha existido uma recompensa para sua diligência, é obvio. Harry se tinha convertido no guerreiro mais jovem a que se deu o privilégio de liderar ao clã.
Mas também houve um preço que pagar. Em todos os anos de implacável trabalho e luta, Harry nunca tinha tido tempo para risadas, diversão ou felicidade.
Dumbledore pos as mãos para trás e limpo garganta para captar a atenção de todos. Primeiro decidiu passar pela moção de discutir com o Harry. Uma vez que os anciões estivessem satisfeitos de que tinha completo seu dever como líder, anunciaria publicamente seu apoio ao latifundiário.
-Harry, ainda há tempo para trocar esta tua inclinação - anunciou Dumbledore com voz dura.
Outros membros do conselho assentiram imediatamente. Harry ficou de pé com tal rapidez que a cadeira voou para trás. Gina se sobressaltou tanto que deu um passo para trás. Chocou-se contra Sirius. Isso a fez sobressaltar-se até mais. Deu-se volta e viu que todos os guerreiros agora estavam alinhados outra vez detrás dela.
-Por que me estão seguindo? -perguntou com exasperação.
Harry se deu volta. A ridícula pergunta de Gina tirou a sua ira. Sacudiu a cabeça.
-Não lhe estão seguindo, Gina. Estão-me demonstrando seu apoio.
Gina não se tranqüilizou com essa explicação.
-Então, faz que lhe demonstrem seu apoio um pouco mais à frente - sugeriu com um movimento da mão-. Estão-me bloqueando a saída e eu gostaria de partir.
-Mas eu quero que fique - disse-lhe.
-Harry, não pertenço aqui.
-Sim, é verdade.
Hagrid o tinha gritado. Harry deu a volta para enfrentar-se a ele.
Então se desatou o inferno. Gina se sentia como se estivesse de pé no centro da chuva de granizo. A gritaria logo lhe deu dor de cabeça. Harry não levantou a voz, mas os anciões estavam gritando quase todas as palavras.
A discussão parecia estar apoiada em algum tipo de aliança. Pelo menos essa era a única palavra que aparecia uma e outra vez e que irritava por completo aos membros do conselho. Harry estava a favor desta aliança e o conselho se opunha com veemência.
Um dos anciões se excitou tanto que se enlouqueceu em pouco tempo. Depois de terminar de gritar sua opinião, teve um ataque de tosse. O pobre homem se estava afogando e ofegava por ter ar. Gina parecia ser a única da habitação que notou sua angústia. Gina endireitou a cadeira que Harry tinha dado volta, correu para o estrado para lhe servir água em uma das taças debruadas de prata. Ninguém tentou detê-la. A batalha de palavras tinha aumentado. Gina lhe alcançou a bebida e depois de que este tomasse um comprido trago, começou a lhe golpear as costas.
Agitou a mão para fazer Gina saber que não precisava seguir com seus cuidados e logo deu a volta para lhe agradecer. Estava no meio da frase de agradecimento quando se deteve subitamente. Os olhos curiosos lhe abriram pela incredulidade. Gina pensou que só nesse momento se deu conta de quem o estava ajudando. Soltou um ofego e começou a tossir de novo.
-Realmente, não deveria permitir-se agitar-se tanto - disse-lhe Gina enquanto começava a aplaudi-lo uma vez mais entre as omoplatas.
-Em realidade, tampouco deveria me ter antipatia - comentou-. Odiar é pecado. Só lhe pergunte ao pai Bones se não acredita em mim. Além disso, não fiz nada para machucá-lo.
Devido ao que estava tão concentrada em lhe dar um conselho ao ancião, não se deu conta de que a partida de gritos tinha culminado.
-Gina, deixa de golpear ao Hagrid.
Harry lhe deu essa ordem. Gina levantou o olhar e ficou surpreendida de vê-lo sorrir.
-Deixa de me dar ordens - replicou-. Estou ajudando a este homem. Tome outro sorvo. -Indicou a Hagrid. - Estou segura de que o vai ajudar.
-Me vais deixar em paz se assim o fizer?
-Não precisa adotar esse tom comigo - disse-. Vou estar muito feliz de deixá-lo tranqüilo.
Deu a volta e caminhou outra vez para Harry.
-por que tenho que estar aqui? -perguntou com um sussurro.
-A moça merece saber o que está passando - disse o pai Bones-. Tem que estar de acordo, Harry.
-O vai estar - respondeu Harry.
-Então, vai ser melhor que te apresse com isso - sugeriu o sacerdote-. Tenho que estar na terra dos Dunbar ao anoitecer. Merlín não vai agüentar. É obvio, poderia retornar mais tarde, se pensar que vais necessitar mais tempo para convencê-la...
-Não.
-supõe-se que devo estar de acordo com algo? -perguntou Gina. Harry não lhe respondeu imediatamente. Deu a volta para olhar com ira a seus guerreiros, já que desejava que estes retrocedessem ao ver o sobrecenho franzido. Deliberadamente não fizeram caso da ordem silenciosa. Harry se deu conta de que estavam desfrutando de seu desconforto, já que todos e cada um dos desgraçados estava sorrindo.
-Dumbledore? -perguntou.
-Apóio sua decisão.
-Hagrid?
-Não.
-Aberforth?
-Não.
-Horácio?
-Não.
-Diggle?
O ancião não respondeu.
-Que alguém o desperte -ordenou Dumbledore.
-Estou acordado. Simplesmente não terminei de considerar este assunto.
Todos esperaram pacientemente. Passaram uns bons cinco minutos em silêncio. A tensão do salão se incrementou dez vezes mais. Gina se aproximou do Harry até que o braço tocou o dele. Harry estava rígido de ira e Gina desejava que soubesse que tinha seu apoio. Quase sorriu ante sua própria conduta. Nem sequer sábia qual era o tema e entretanto estava pronta a apoiar Harry.
Não lhe agradava vê-lo perturbado. Segurou sua mão. Harry não a olhou, mas sim lhe apertou os dedos.
Já que todos tinham o olhar fixo em Diggle, Gina fez o mesmo. Pensou que talvez o ancião tivesse retornado a dormir. Era difícil sabê-lo. As espessas sobrancelhas ocultavam os olhos ao público e estava inclinado sobre a mesa com a cabeça inclinada.
Finalmente levantou o olhar.
-Tem meu apoio, Harry.
-Conto três em contra e, com nosso latifundiário, três a favor - anunciou Dumbledore.
-Que demônios fazemos agora? -disse Horácio com voz áspera.
-Nunca nos tínhamos enfrentado a este dilema - intercedeu Hagrid-. Mas um empate é um empate.
-vamos esperar para decidir esta aliança - anunciou Dumbledore. Esperou a que cada membro do conselho assentira e logo se voltou para o Harry-. É melhor que continue com isso, filho.
Harry si voltou imediatamente para o Gina. De repente, sentia-se muito incômodo.
Esta reunião não tinha saído da maneira em que tinha pensado. Esperava que todos menos Dumbledore votassem contra a aliança. A conversação não deveria haver feito tanto tempo e tinha planejado ter uns bons cinco minutos a sós com o Gina antes que chegasse o sacerdote. Certamente não lhe ia tomar mais tempo lhe dizer o que queria que fizesse.
Odiava o fato de que tinha público.
-Gina, não vais voltar para a Inglaterra - soltou apressadamente Sirius, fiel a sua natureza impaciente-. Nem agora. Nem nunca. Harry não te vai levar para casa.
O guerreiro parecia bastante alegre quando lhe deu a notícia.
-Ah, não? Então quem me vai levar?
-Ninguém respondeu Sirius.
Harry tomou as duas mãos e as apertou para ter sua atenção. Logo respirou profundamente. Inclusive com os homens observando, desejava que as palavras fossem as corretas, que sua declaração fosse uma que Gina recordasse para sempre. O pensar em palavras de amor era uma tarefa terrivelmente incômoda, mas, contudo, estava decidido a não arruiná-lo.
O momento tinha que ser perfeito para o Gina.
Gina começou.
-Sim, Harry?
-Vou me casar contigo.


Na.: AAAAAAAAAAAAAAAA e agora...sera que ela vai aceitar?

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