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7. O primeiro parto


Fic: O SEGREDO - UA - NC-Adapt Por Tonks Butterfly - Ela tinha um segredo, que jamais revelaria a ele...


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Harry pensou que Gina ia se deprimir. A cor abandonou o rosto. Em questão de segundos a pele lhe tinha posto tão branca como a camisola que tinha posto. Gina jogou o cobertor para o lado, levantou-se da cama e logo perdeu o equilibrio. Harry a apanhou justo quando se estava afundando de novo na cama.
Gina estava tão aturdida ante ao anúncio que se esqueceu completamente da falta de roupas. O edredom estava sobre o piso. Só tinha a magra camisola posta.
O decote da camisola não era revelador mas mesmo assim era muito provocador para Harry. “Demônios, a mulher podia levar um saco de trigo e a encontraria atraente”. Sentia-se como um descarado por notá-la. Mas, maldita seja, era um homem e Gina era uma mulher formosa. A suave inflamação dos seios distraiu sua concentração e a única razão pelo qual levantou foi ao ver a corrente que gina levava no pescoço.
Segurou a corrente o olhou o anel de ouro e rubi durante um comprido minuto. Havia algo familiar no desenho, mas Harry não pôde recordar se alguma vez o tinha visto antes e quando. Só uma coisa era segura em sua mente. Era o anel de um homem e Gina o tinha posto.
-Este é o anel de um guerreiro - disse com um grave sussurro.
-O que... -Não podia concentrar-se no que Harry lhe estava dizendo. Estava muito ocupada aturdida pela sugestão de que se convertesse em parteira. O homem era estúpido, mas, contudo estava decidida a tentar que compreendesse suas limitações. - Harry, é impossível que eu...
Interrompeu-a.
-Este é o anel de um guerreiro, Gina.
Finalmente se deu conta de que Harry estava sustentando o anel de seu pai. Arrancou-lhe a jóia das mãos com rapidez e o deixou cair outra vez entre os seios.
-Por amor de Deus, a quem lhe interessa o anel agora? Por favor, quer escutar o que estou tratando de te dizer? Não posso ser a parteira de Nimphadora. Não tenho nenhuma experiência.
Estava tão se desesperada fazendo que a escutasse que lhe agarrou o tartán e começou a sacudi-lo.
-Quem te deu este anel?
Deus querido, não ia deixar o correr. Desejava sacudi-lo para fazê-lo voltar à razão. Logo se deu conta de que estava fazendo exatamente isso e que Harry não se movia. Deu-se por vencida. Soltou o tartán e deu um passo para trás.
-Disse-me que não estava prometida a ninguém na Inglaterra. Estava-me dizendo a verdade?
Tomou o anel outra vez e retorceu a corrente entre os dedos. Os nódulos roçaram os flancos dos seios dela uma e outra vez, mas não parecia inclinado a deter essa intimidade, inclusive quando Gina tratou de forçá-lo a afastar os dedos.
-Me responda - ordenou-lhe.
O homem estava furioso. Gina ficou pasmada quando se deu conta disso.
-Meu tio Bilius me deu esse anel disse-. Pertencia a meu pai.
Harry não se via convencido. O sobrecenho franzido não diminuiu absolutamente.
Gina sacudiu a cabeça.
-Não pertence a nenhum jovem que espera casar-se comigo. Não te menti, assim pode deixar de me olhar com ira.
Gina não se sentiu culpado. Não lhe havia dito toda a verdade, mas Bilius lhe tinha dado o anel e em realidade Harry nunca precisaria saber que estava sustentando entre as mãos a apreciada posse do latifundiário Maclean.
-Então pode ficar com ele.
Gina não podia acreditar sua arrogância.
-Não necessito sua permissão.
-Sim, necessita.
Utilizou a corrente para aproximá-la a ele. Inclinou-se ao mesmo tempo e a beijou com dureza. Quando levantou a cabeça e a jogou para trás, Gina tinha uma expressão absorta no rosto. Harry ficou agradado ante essa reação.
A súbita faísca dos olhos do Harry foi mais confusa para o Gina que as ridículas perguntas sobre o anel.
-Disse-te que não pode me beijar cada vez que queira.
-Sim, eu posso.
Para prová-lo, voltou-a a beijá-la. Gina não se recuperou da surpresa quando de repente a empurrou detrás das costas.
-Ronald, Gina não está vestida para ter companhia. Vê.
-Harry,acontece que está em sua casa, não na tua - recordou-lhe Gina.
-Sei onde estou - replicou, com óbvia exasperação na voz-. Ronald, saia daqui.
Seu irmão não se moveu com suficiente rapidez para agradar Harry. Também estava sorrindo e isso não o agradou absolutamente. Deu um ameaçador passo para frente.
-Encontra que minha ordem é divertida?
Gina agarrou a parte posterior do tartán de Harry para evitar que fosse atrás do irmão. Foi um esforço pequeno contra um homem de seu tamanho. Também era um comportamento ridículo de sua parte. Em troca começou a empurrá-lo.
Harry não se moveu. Ronald sim. Colocou o braço ao redor de sua esposa e a guiou para o outro lado da habitação. Hermione ia dizer lhe algo, mas Ronald sacudiu a cabeça.
Suavizou a ordem com uma piscadela e logo fez um gesto com a cabeça em direção da tela, uma mensagem silenciosa para sua esposa de que desejava ouvir a discussão que se levasse a cabo. Hermione levou a mão à boca para evitar rir.
-Eu gostaria que você saísse - ordenou Gina-. Agora. -Harry deu a volta para olhá-la. Gina levantou bruscamente o edredom e o sustentou em frente a ela. - Isto não é apropriado.
-Gina, não é nada apropriado que adote esse tom comigo. - Gina desejava gritar. Em troca, suspirou.
-Tampouco estou feliz com seu tom - anunciou.
Harry se via surpreso. Quase riu, mas se conteve a tempo. A mulher realmente precisava entender sua posição.
-Espero-te fora - anuncio com voz dura-. Se vista.
-Por quê?
-Nimphadora - recordou-lhe-. Recorda?
-Ai, Deus, Nimphadora - gritou-. Harry, não posso...
-Está bem - interrompeu-a-. Há muito tempo.
Afastou-se dela antes que Gina pudesse fazê-lo entender. Gina murmurou um palavrão muito pouco próprio de uma dama. Supôs que ia ter que vestir-se para poder sair e fazer que a escutasse. O homem ignorante obviamente acreditava que uma mulher era tão boa como outra quando se tratava de ajudar com um parto. Ia explicar bem as coisas para Harry para que Nimphadora pudesse ter uma ajuda experiente te.
Hermione a ajudou a vestir-se. Nem bem terminou essa tarefa, quis que Gina se sentasse para poder lhe escovar o cabelo.
-Por amor de Deus, Hermione, não vou a um festival. Deixa meu cabelo em paz.
-Já ouviu Harry - replicou seu amiga-. Tem muito tempo. O primeiro bebê de uma mulher toma muitas, muitas horas de dor e Nimphadora logo acaba de começar com o trabalho de parto.
-Como poderia sabê-lo?
-Belatriz me contou isso.
Gina jogou o cabelo sobre o ombro e o assegurou com um coque na base da nuca.
-Que encantadora informação para compartilhar com uma mãe grávida - murmurou.
-O laço azul seria mais bonito -disse-lhe Hermione. Tentou substituí-lo pelo rosado que Gina tinha utilizado.
Gina sentiu como se estivesse vivendo um pesadelo e que inclusive sua querida amiga era parte dele.
-Por amor de Deus, Hermione, se não deixar de me golpear a cabeça, juro-te que não vais ter que preocupar-se por dar a luz. Vou te estrangular antes.
Hermione não se sentiu ofendida, absolutamente, ante a vazia ameaça. Soltou o cabelo do Gina e sorriu.
-Devo esperar desperta?
-Sim... Não, ai, não sei - murmurou Gina enquanto se dirigia para a porta.
Ronald e Harry estavam de pé no pátio. Gina se aproximou correndo à entrada. Tropeçou com uma pedra, murmurou algo indistinto pelo baixo e logo voltou a correr para dentro. Encontrou os sapatos sob a cama, os pôs e logo correu outra vez fora.
-Parece um pouco aturdida - comentou Ronald.
-Sim, é verdade - concordou Harry.
-Diga a Nimphadora que vou rezar por ela - chamou Hermione.
Harry esperou que Gina o alcançasse e logo voltou a atenção para seu irmão.
-Remus não quer que ninguém saiba disto até que haja terminado.
Ronald assentiu para demonstrar sua conformidade.
A brincadeira já tinha chegado muito longe. Gina ficou sorrindo até que Ronald fechou a porta e Hermione poderia vê-la. Então se voltou para o Harry.
-Não posso fazer isto - soltou apressadamente-. Não tenho nenhuma experiência. Tem que entender Harry.
Em seu pânico por fazer que a escutasse, agarrou-o por tartán e começou a sacudi-lo.
-Gina, como planejava ajudar ao Hermione se você...
Não ia permitir lhe terminar com a pergunta.
-Maldição, ia secar lhe a frente, segurar a mão e lhe sussurrar "Bom, bom" ...
Não pôde continuar. Harry envolveu os braços ao redor dela e a abraçou com força. Não sabia o que lhe dizer para ajudá-la a superar essa preocupação.
- Harry?
-Sim?
-Estou com medo.
Sorriu.
-Sei.
-Não quero fazer isto.
-Vai sair tudo bem.
Soltou-a e a guiou para a cabana de Nimphadora. Estava tão escuro que Gina mal podia ver o atalho diante deles.
-Supus que as demais parteiras fariam todo o trabalho - sussurrou enquanto Harry a arrastava atrás da rua esteira-. E que ia dar sugestões. Ai, Deus, que arrogante que sou.
Continuaram durante uns minutos mais antes de que Gina voltasse a falar.
-Não sei o que fazer.
-Nimphadora vai saber o que fazer quando chegar o momento. Quer-te com ela.
-Não entendo por que.
Harry sorriu.
-Compreendo-o. É uma mulher muito doce e também compassiva. Nimphadora necessita ambas as coisas neste momento. Sim, vai muito bem.
-E o que se si complicar?
-Vou estar justo do outro lado da porta.
Curioso, mas a promessa a reconfortou.
-E vais entrar se houver necessidade e te vais encarregar? Vais trazer para o mundo a este bebê?
-Diabos, não.
Parecia consternado ante a mera idéia. Gina teria rido se não tivesse estado tão atemorizada.
Gina ainda não entendia por que Nimphadora a tinha escolhido.
-Se fosses entrar em combate e só pudesse escolher um guerreiro para ir contigo, levaria a seu escudeiro?
Harry soube o paralelo que ia demonstrar.
-Sim.
-Nimphadora é como um guerreiro que vai entrar em combate e necessita... Disse sim? Na verdade escolheria um escudeiro sem experiência? -perguntou, com voz incrédula.
Harry riu.
-Sim. - Gina sorriu.
-Está mentindo para me fazer sentir melhor. Está bem. Funcionou. Agora me diga outra mentira. Me diga que tudo vai estar bem uma vez mais. Esta vez poderia te acreditar.
_Gina, se acontecer alguma coisa errada, vou mandar alguém para procurar Belatriz.
-Que Deus ajude Nimphadora então - sussurrou Gina-. Harry, não te perguntou por que Nimphadora não mandou Remus a procurara da parteira?
Harry assentiu.
-Sim, perguntei-me isso - admitiu.
Gina lhe contou tudo o que tinha aprendido da parteira e sua ajudante. Logo lhe deu sua opinião. E quando terminou a voz tremia de ira.
Desejava saber o que opinava Harry da conduta do Belatriz, mas já tinham chegado ao estreito pátio que levava a cabana de Nimphadora e não havia tempo para uma conversação.
Remus abriu a porta antes que Harry houvesse sequer levantado a mão para golpear. Uma onda de calor, tão intensa que Gina sentiu que lhe queimava o rosto, saiu pela porta. A frente do Remus estava coberta de suor e grosas gotas de transpiração lhe corriam pelas têmporas.
Dentro da cabana estava quente que Gina mal pôde respirar. Cruzou a soleira, entrou e se deteve abruptamente. Viu Nimphadora sentada no flanco da cama. Estava dobrada pela metade, perto dela hariam várias toalhas grosas e, inclusive do outro lado da habitação, Gina pôde ouvir o suave pranto.
Nesse momento, enquanto estava de pé com o olhar fixo em Nimphadora, soube sem duvidá-lo que não poderia afastar-se disto. Faria tudo o que fora necessário para ajudar à mulher.
O terror de Nimphadora rompeu o coração do Gina.
Harry colocou as mãos sobre os ombros dela. Nesse instante esta se deu conta de que Harry estava de pé exatamente detrás dela.
-Remus, Gina não acredita que... - Gina o deteve.
-Não acredito que o calor que há aqui esteja ajudando - anunciou. Deu a volta e levantou o olhar para o Harry-. Não se preocupe assim - sussurrou-. Vai sair tudo bem.
A mudança em Gina assombrou Harry. Não havia nenhuma só indicação de pânico na expressão ou na voz. Gina se via serena... e no comando da situação.
Caminhou lentamente pela habitação até ficar de pé em frente a Nimphadora.
-Bom Deus, Nimphadora, faz tanto calor como no purgatório aqui dentro - anunciou com forçada alegria.
Nimphadora não levantou o olhar para ela. Gina se ajoelhou no piso em frente a ela. Lentamente tirou a larga toalha da cabeça e dos ombros de Nimphadora. Logo, levantou-lhe a cabeça com suavidade para que pudesse olhá-la.
As lágrimas corriam pelas bochechas da jovem. O cabelo também estava completamente empapado e lhe grudava nos ombros. Gina jogou o cabelo para trás por sobre o ombro e logo secou as bochechas da moça com a borda do edredom. Quando terminou com essa tarefa, tomou as mãos de Nimphadora.
O temor dos olhos da jovem lhe dava vontade de chorar. Não o fez, é obvio, porque sua nova amiga necessitava de sua força nesses momentos e Gina estava decidida a ver que a obteria. Choraria mais tarde, depois de que as duas tivessem terminado com essa experiência aterradora.
Apertou as mãos de Dora.
-Quero que escute com cuidado o que te vou dizer - instruiu-lhe. Esperou o gesto de Nimphadora e logo continuou-. Nos vamos fazer isso muito bem.
-Te vais ficar comigo? Não vai?
-Me vou ficar - respondeu-. Prometo-o.
Nimphadora fez um gesto com a cabeça.
-Quanto faz que tem estes dores? -perguntou Gina.
-De manhã cedo -respondeu Nimphadora-. Nem sequer o quis dizer ao Remus.
-Por que esperou?
-Esperava que as dores se fossem -respondeu com um sussurro baixo-. E estava preocupada porque Remus não queria me escutar e fosse procurar Belatriz para que me ajudasse. Tomou muito tempo convencer a meu marido de que pedisse permissão ao Harry para ir te buscar.
As lágrimas começaram a correr outra vez pelas bochechas de Nimphadora. Agora se aferrava às mãos de Gina.
-Obrigado por vir.
-Estou feliz de estar aqui - respondeu Gina, esperando que Deus entendesse e a perdoasse por não desejar absolutamente estar ali. Ainda tinha tanto temor em seu interior, doía-lhe o estômago e o calor da habitação lhe estava tirando forças.
-Nimphadora, está bem que tenha um pouco de medo, mas também deveria estar muito entusiasmada e alegre. Está a ponto de trazer uma nova vida a este mundo.
-Preferiria que Remus o fizesse.
Gina ficou tão surpreendida ante esse comentário que começou a rir. Nimphadora sorriu.
-Vai ser melhor que nos organizemos -disse então Gina-. O calor que há aqui te reconforta em algo?
Nimphadora sacudiu a cabeça. Gina ficou de pé e se voltou para os dois homens que estavam de pé na porta. Sorriu quando viu a expressão do rosto do Harry. O pobre homem estava muito incômodo. Estava tratando de ir-se da cabana. Remus não ia permitir, o marido de Nimphadora estava bloqueando a porta enquanto franzia o sobrecenho ao Gina.
Gina lhe sorriu.
-Remus, por favor, tira as peles das janelas. Agora necessitamos ar fresco.
A seguir se voltou para o Harry. Estava alcançando o fecho da porta. Gina o deteve com sua pergunta.
-Essa viga de madeira ali acima é suficientemente forte para sustentar seu peso?
-Deveria ser suficientemente robusta - respondeu Harry.
Outra vez tentou partir.
-Espera - chamou-o Gina. Olhou apressadamente entre as pilhas de linho amontoadas ao pé da cama, mas não pôde encontrar nada suficientemente largo como para que se adequasse a seus propósitos. Logo recordou o tartán. O material era bastante largo, estreito e perfeito para suas necessidades. Levou o tartán para Harry-. Por favor, poderia pendurar isso da viga.
-Remus? Também provou seu peso contra a viga. Não queria que a madeira caísse e esmagasse Nimphadora.
- Pensa atá-la? -perguntou abruptamente Remus. Sacudiu a cabeça.
-Quero dar a Nimphadora algo para que possa agarrar enquanto esteja de pé -explicou-. Isto é para sua comodidade, Remus.
O guerreiro não pareceu convencido até que sua esposa assentiu. Logo ajudou Harry a realizar o trabalho. Quando terminaram, as magras tiras de tartán penduravam com igual comprimento de ambos os lados da viga.
Remus desejava acrescentar outro lenho ao fogo. Gina não quis permitir-lhe Desculpou aos dois homens da cabana. Remus vacilou. - vou estar de pé exatamente do outro lado da porta, esposa. Se quiser que vá procurar Belatriz, só grita. Vou ouvir.
--Não vou pedir por ela - replicou Nimphadora, a voz transformada em um choroso tremor.
Remus deixou escapar um suspiro cansado. A preocupação por sua esposa era evidente. Também sua frustração. Passou os dedos pelo cabelo, deu um passo até Nimphadora e logo se deteve. Gina pensou que desejava um momento de privacidade. Deu a volta com rapidez e fingiu estar ocupada atiçando o fogo com o atiçador.
Ouviu que sussurravam detrás dele. Um minuto mais tarde, o som da Porta que se fechava chegou a seus ouvidos. Retornou ao Nimphadora para realizar o trabalho de prepará-la para o parto. Tentou apartar as toalhas, mas Nimphadora as Sustentava com força. Também tentava ocultar-se sob as toalhas.
-Nimphadora, tem dor neste momento?
-Não.
-Então, o que é?
Tomou Nimphadora muito tempo para juntar coragem para dizer a Gina o que andava mau. -sussurrou a confissão de que havia voto a bolsa e que tinha arruinado a roupa de cama. Parecia envergonhada e humilhada. E depois de que terminou de explicar, pôs-se a chorar.
-Por favor, me olhe - pediu-lhe Gina com voz suave. Esperou a que Nimphadora por fim levantasse o olhar para ela e logo se obrigou a adotar um tom de voz prático-. O dar a luz é um milagre, Nimphadora, mas também é desordenado. Vais ter que por de lado sua vergonha e ser prática a respeito disso. Amanhã pode te ruborizar todo o dia se assim o desejar, está bem?
Nimphadora assentiu.
-Você não está envergonhada? -quis saber.
-Não - respondeu Gina.
Nimphadora parecia estar aliviada. Ainda tinha o rosto vermelho e brilhante e Gina não sábia se era pelo rubor ou pelo horrível calor da cabana.
A hora seguinte se passou com os preparativos necessários. Gina tagarelou constantemente enquanto desfazia a cama banhava Nimphadora dos pés a cabeça, lavava-lhe e secava o cabelo e a ajudava a fpor uma camisola limpa. Todas essas tarefas se levaram a cabo entre as crescentes contrações.
Maude havia dito a Gina que através dos anos tinha aprendido a dar às mães a maior quantidade possível de indicações. Inclusive inventava algumas para as manter ocupadas. Explicou que, se a mulher tinha muitas coisas que fazer, sentia-se mais ao mando da situação e da dor. Gina seguiu o conselho nesse momento e realmente pareceu ajudar ao Nimphadora. As contrações eram fortes e vinham cada vez mais seguidas. Nimphadora descobriu que preferia estar de pé durante os dores. Enrolou-se as pontas do tartán pendurado na viga ao redor da cintura e se aferrou com força. Tinha trocado os choros por graves grunhidos que retorciam as vísceras. Gina se sentiu completamente impotente durante os dores. Tentou aliviá-la com palavras de fôlego e, quando Nimphadora o pedia, esfregava-lhe a parte inferior das costas para aliviar a dor.
A última hora foi a mais exaustiva. Nimphadora se voltou extremamente exigente. Desejava que lhe trançasse o cabelo e o desejava trançado agora. Gina nem sequer pensou em discutir com ela. A mulher de caráter doce se voltou uma fera , quando não obedecia as ordens, culpava Remus por lhe causar essa dor insuportável.
A tormenta irracional não durou muito. As preces de Gina também foram atendidas. O parto não foi complicado. Nimphadora decidiu utilizar a cadeira de parto. Deixou escapar um grito que congelava o sangue, depois outro e outro, enquanto dava a luz. Gina se ajoelhou frente a ela e quando Nimphadora não se aferrava aos cabos de couro construídas em ambos os lados da cadeira, aferrava-se ao pescoço do Gina. Poderia havê-la estrangulado sem dar-se conta e Por Deus que era uma mulher forte. Gina teve que apelar a toda sua força para lhe afastar os dedos e assim poder tomar ar.
Um magnífico bebê nasceu uns minutos mais tarde. De repente Gina necessitou cinco pares de mãos extras. Desejava chamar Remus para que entrasse para ajudar. Nimphadora não quis nem ouvi-lo. Entre risadas e lágrimas, explicou que não ia permitir que seu marido a visse em uma posição tão pouco digna.
Gina não discutiu com ela. Nimphadora estava débil, cabelo radiante. Sustentava a seu filho entre os braços enquanto Gina se ocupava de outros assuntos necessários.
O bebê parecia ser são. Por certo, os gritos eram suficientemente, vigorosos. Gina estava maravilhada ante o pequeno. Era tão pequeno, tão perfeito em todo sentido. Contou para assegurar-se de que tinha todos os dedos das mãos e dos pés. Entretanto, não lhe deu tempo para reagir por completo ante o maravilhoso evento porque ainda havia trabalho que fazer. Levou outra hora para Gina limpar Nimphadora e a colocar na cama. Tanto ela como seu filho tinham sido banhados. O menino estava envolto em uma suave manta branca e logo o cobriu com o tartán de seu pai. Quando terminaram de se ocupar com ele estava profundamente dormido. Gina o colocou na curva do braço do Nimphadora.
-Antes de que procure Remus, tenho uma instrução mais para te dar -disse Gina-. Quero que me prometa que não vais permitir que ninguém... Faça-te nada manhã. Se Belatriz ou Helen lhe querem pôr algo dentro, não deve permitir-lhe.
Nimphadora não entendia Gina decidiu que ia ter que ser mais direta.
_Algumas das parteiras com as que falei na Inglaterra eram partidárias de encher o canal de parto com cinzas e ervas. Algumas inclusive utilizavam terra para formar uma massa. Maude estava convencida de que o recheado faz mais dano que bem, o ritual é ditado pela Igreja e o que estou pedindo talvez te meta em problemas...
_Não vou permitir que ninguém me toque - sussurrou Nimphadora-. Se alguém perguntar, talvez seria melhor fingir que já te ocupou desse tema.
Gina deixou escapar um suspiro de alívio.
-Sim- disse -vamos fingir que já me ocupei dessa tarefa - adicionou enquanto ajustava o lençol na parte inferior da cama.
Olhou com rapidez pela habitação para assegurar-se de que tudo estava limpo, assentiu com satisfação e logo foi procurar ao marido de Nimphadora.
Remus estava esperando detrás da porta. O pobre homem se via terrivelmente doente.
-Nimphadora está bem?
-Sim - respondeu Gina-. Está pronta para verte.
Remus não se moveu.
-por que está chorando? Passa algo mau?
Gina não se deu conta de que estava chorando até que Remus lhe fez essa pergunta.
-Tudo está bem, Remus. Entra agora.
Gina se separou de seu caminho bem a tempo: de repente, Remus esteve vencido pela ansiedade de ir para com sua família. A reunião inicial entre pai e filho devia ser um assunto privado e Gina não ia se demorar. Fechou a porta e se recostou contra ela.
De repente se sentiu vencida pelo esgotamento. A dura prova emocional pela que tinha passado lhe tinha tirado as forças e a compostura. Estava tremendo como uma folha em tormenta de vento.
-Terminou aqui?
Harry fez essa pergunta. Estava de pé ao final do estreito atalho, recostado contra uma saliente de pedra. Tinha os braços cruzados sobre o peito em uma posição de repouso. Para Gina parecia descansado.
Pensou que provavelmente se via como no inferno.
-Terminei aqui no momento - respondeu. Começou a caminhar para Harry. A brisa noturna era maravilhosa contra o rosto, mas fazia que aumentasse o tremor. As pernas lhe tremiam tanto que mal podia sustentar.
Gina se sentia como se estivesse partinda em pedaços por dentro e aspirou profundamente em um esforço por recuperar o controle. A única graça salvadora era que Harry nunca saberia quão perto estava de quebrar-se. Tal debilidade, inclusive em uma mulher, certamente lhe desagradaria. Também seria humilhante para ela chorar na frente dele. Depois de tudo, sim tinha orgulho. Nunca tinha necessitado apoiar-se em ninguém e não estava disposta a apoiar-se em ninguém agora.
Aspirou profundamente para liberar-se. Não resultou. Os calafrios aumentaram. Disse a si mesma que tudo ia bem; não se humilharia. Sim, tinha passado por uma penosa e aterradora prova, mas já a tinha passado e, por certo, retornaria a sua própria cama antes de perder por completo a dignidade e começar a chorar e ter náuseas e só Deus sabia o que mais.
Para Gina era um plano lógico, mas a mente lhe dizia uma coisa e o coração insistia com outra. Agora necessitava privacidade e, contudo, ao mesmo tempo desejava desesperadamente o consolo de Harry e sua força. Já tinha utilizado toda a sua essa noite. Que o céu a ajudasse. Necessitava dele.
Foi uma idéia que a constrangiu. Vacilou durante uma milésima de segundo. E logo Harry lhe abriu os braços. Perdeu a batalha nesse mesmo instante. Começou a correr. Para ele. Jogou-se contra seu peito, envolveu os braços na cintura dele e começou a chorar com incontroláveis soluços.
Harry não lhe disse nenhuma palavra; não era necessário. Suas carícias era tudo o que Gina necessitava nesse momento. Harry ainda estava recostado contra a pedra. Gina permaneceu de pé entre as pernas dele com a cabeça inclinada debaixo de seu queixo e chorou sem parar até que lhe empapou o tartán. Murmurava frases incoerentes entre soluços, mas Harry não pôde compreender nada do que lhe estava dizendo.
Pensou que a tormenta quase tinha terminado quando Gina começou a soluçar.
-Descansa profundamente, Gina - ordenou.
-Por favor, me deixe sozinha.
Era uma ordem ridícula, considerando que se aferrava com força à camisa dele. Harry apoiou o queixo sobre a cabeça dela e a abraçou com mais força.
-Não - sussurrou-. Nunca te vou deixar sozinha.
Curioso, mas essa negativa a fez sentir um pouco melhor. Secou o rosto com o tartán dele e logo se desabou outra vez contra ele.
-Tudo saiu bem, verdade? -Harry já sabia a resposta a essa pergunta. O radiante sorriso no rosto de Gina quando abriu a porta para Remus disse que tudo tinha ido bem, mas pensou que se Gina se lembrava do feliz final, talvez poderia acalmá-lo suficiente para sobrepor-se a essa ilógica reação.
Gina não desejava ser razoável ainda.
-E como que Deus é minha testemunha, Harry, nunca vou voltar a passar por isso. Ouve-me?
-Shh -replicou-. Vais despertar a Inglaterra.
Gina não apreciou a brincadeira. Entretanto, baixou a voz quando lhe fez a próxima promessa.
-Nunca vou ter um bebê. Nunca.
-Nunca é muito tempo - raciocinou Harry-. Seu marido poderia querer um filho.
Gina se separou dele com um empurrão.
-Não vai haver nenhum marido - anunciou-. Tampouco vou me casar Por Deus, ela não pode me obrigar.
Harry a trouxe de novo para seus braços e pôs a cabeça de Gina sobre seu ombro. Estava decidido a consolá-la embora ela não o quisesse.
-A quem te refere quando diz que não pode te obrigar?
-A minha mãe.
-E o que há com seu pai? Não vai ter algo que dizer com respeito a suas bodas?
-Não - respondeu-. Está morto.
-Mas a tumba estava vazia, recorda?
-Como poderia saber o da tumba?
Harry deixou escapar um suspiro.
-Você me disse isso.
Então recordou. Tinha arrancado a lápide sepulcral e não tinha tido suficiente sentido comum como para não alardear disso ante os escoceses.
-Em meu coração, é como se estivesse morto.
-Então não preciso me preocupar com essa complicação?
Gina não lhe respondeu por que não tinha mais mínima idéia do que lhe estava falando. Também estava muito esgotada para pensar com claridade.
-Gina?
-Sim?
-Me diga do que se trata em realidade todo isto.
A voz era suave e estimulante. Começou a chorar de novo.
-Poderia ter matado Nimphadora. Se tivesse havido algum problema, não teria sabido o que fazer. Tinha umas dores tão terríveis. Nenhuma mulher deveria passar por isso. E o sangue, Harry – adicionou, agora as palavras se amontoavam uma sobre outra-. Havia tanto sangue. Deus querido estava aterrorizada.
Harry não sabia o que lhe dizer. Todos lhe tinham exigido uma incrível quantidade de coisas. Também era tão inocente. Demônios, nem sequer estava casada e entretanto lhe tinham exigido que trouxesse para o mundo a um bebê. Nem sequer sabia com segurança se Gina sabia como Nimphadora tinha concebido esse bebê. Entretanto, Gina se tinha elevado à altura do desafio que lhe tinham imposto. Tinha demonstrada compaixão, vigor e também inteligência. O fato de que estivesse tão assustada fazia que sua vitória fora ainda mais surpreendente na mente do Harry.
O medo dela o incomodava e sentia que era seu dever ajudaria a vencer essa confusão.
Decidiu tentar primeiro com elogios.
-Deve estar muito orgulhosa do que obteve esta noite.
Gina o disse algo pouco elegante.
A seguir tentou a lógica.
-É obvio que estava atemorizada. Imagino que seria uma reação normal para alguém com sua pouca experiência. Já o vais superar.
-Não, não o farei.
Tentou a intimidação como último recurso.
-Maldição, Gina, vais superar disto e vais ter filhos.
Outra vez se separou dele
-Quão típico de um homem não mencionar filhas.
Antes de que pudesse responder a esse comentário, Gina lhe golpeou o assumo
-As filhas não são importantes verdade?
-Também faria lugar para as filhas.
-Quereria a uma filha tanto como a um filho? -perguntou Gina.
-É obvio.
Já que lhe tinha respondido com tanta rapidez, sem perder tempo absolutamente para pensá-lo, soube que o dizia a sério. A bravata desapareceu de sua ira.
-Agrada-me ouvir isso - disse Gina-. As maiorias dos pais não pensam da mesma maneira.
-E o teu?
Gina se deu volta e começou a caminhar de retorno à cabana de Hermione.
-No que me diz respeito, meu pai está morto.
Harry a alcançou, segurou sua mão e logo tomou a dianteira. Gina levantou o olhar para ele e viu o sobrecenho franzido.
-Por que está zangado? -perguntou-lhe.
-Não estou zangado.
-Está franzindo o sobrecenho.
-Maldita seja, Gina, quero que admita que te vais te casar.
-Por quê? -perguntou-. Meu futuro não é problema seu. Além disso, minha decisão já está tomada, Harry Maitland.
Harry se deteve abruptamente e se voltou para ela. Segurou-a pelo queixo e se inclinou para ela.
-Minha decisão também já está tomada - sussurrou.
A boca dele cobriu a dela. Gina se agarrou a ele para não cair. Abriu a boca para ele. Harry grunhiu roucamente e aprofundou o beijo. A língua abriu caminho dentro da boca dela para juntar-se a dela. Desejava devorar a suavidade de Gina.
Tampouco desejava deter-se com um só beijo. Quando se deu conta disso, aafastou-se imediatamente. Gina era muito inocente para dar-se conta de seu próprio perigo. Harry não queria aproveitar-se da confiança que Gina tinha nele. Entretanto, essa verdade não evitou que o pensasse.
Sacudiu a cabeça para livrar-se das fantasias eróticas que lhe corriam pela mente, logo tomou de novo a mão de Gina e a arrastou detrás dele.
Gina teve que correr para alcançar o ritmo do passo das pernas largas dele. Harry não voltou a pronunciar outra palavra até que chegaram à casa de seu irmão. Gina tinha a mão sobre a chave, mas Harry a bloqueou com os braços. Gina decidiu nesse momento que Harry não tinha terminado de confundi-la.
-Não importa quão horrível foi este parto, com o tempo o vais superar. -Gina levantou o olhar para ele com uma expressão muito assombrada no rosto. Harry assentiu para lhe fazer saber que o que acabava de dizer era a sério.- É uma ordem, Gina e a vais obedecer.
Assentiu outra vez enquanto abria a porta. Gina não se moveu. Seguiu olhando-o confundida.
-Horrível? Nunca disse que fora horrível.
Foi o turno do Harry de ficar confundido.
-Então, que diabos foi?
-Ai, Harry, foi maravilhoso.
Tinha o rosto radiante de alegria. Harry sacudiu a cabeça, confundido. Acreditava que nunca ia entende-la.
Tomou seu tempo para caminhar para sua casa. Seus pensamentos se centravam em Gina. O que ia fazer com respeito a ela?
Tinha chegado às portas do torreão quando a imagem do anel do guerreiro que Gina tinha posto irrompeu de repente em sua mente.
Onde diabos o tinha visto antes?



NA.: EEEEEEEEEEEEEEEEE --- mais um cap - e por hoje vai ser so esse por que eu preciso trabalhar, mas vou tentar postar outro amanha, talvez eu termine essa antes da do dragao, assi quem sabe posso me dedicar so a ela...merlin!!! E ei meninas, ahco que concordo com a gina - nao quero amis ter filhos meu amado rmus que me perdoe, mas nao quero sofrer tudo isso heheheheheh...

cARLA LIGIA - SEU PEDIDO É UMA ORDEN..ATUALIZADO HEHEHE
Clara minha aprendiz heheh esta aprendendo rapido

quem quiser baixar o livro é so procurar no www.4shared.com
ja que uma me pediu passo para todos, nesse site voces vao encontrar todos os livros possiveis hehe e com certeza das varias adptações que existem aqui (uma delas é a do o vizinho perfeito - que é otimaaaaaaaaaaaaaaaaa)

So espero que voces continuem a ler minha fic hehehe

mil beijoz

tonks B

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