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25. Comensal


Fic: Severus - A partir de Agora (Snape/OC) NC17!! - Indicada para o Multifaceted na categoria Dark


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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http://us.f1.yahoofs.com/groups/g_12791116/%c1lbum+de+fotos+/__tn_Capa+Sev+Nina.jpg?bcsFJrDBCI.Y2KNw
Fotos de capas feitas por leitoras:
http://br.photos.groups.yahoo.com/group/severus_a_partir_de_agora/lst?.dir=/%c1lbum+de+fotos+&.src=gr&.order=&.view=t&.done=http%3a//briefcase.yahoo.com/







J








 




J.K. é a dona, só estou me divertindo. E não estou ganhando dinheiro com isso.




Por favor, não me processe, eu não tenho nada.




Agradeço a todos os bons autores que li. Com certeza muito influenciaram.




E como disse um deles, se você reconhecer algo, não é meu.




 




 




Capítulo 25
  

 
Comensal




 





                             

     
Você é a razão pela qual acredito no amor.


                                         





 




 




Vários dias se passaram. Março estava no fim.




Vinha se sentindo estranha. Imaginou se era por causa da gravidez. Uma ansiedade.




Pelo menos não sentia mais enjôo de manhã.




 




*****




 




Ela já estava em seu quarto.




Começou a sentir frio. O quarto, de repente, tinha ficado gelado. De uma forma... diferente.




Abraçou o corpo. Sentiu um aperto no peito. Uma sensação estranha. Apreensão. E medo.




-
        
Severus. - murmurou.




Era tolice. Mesmo assim correu até as masmorras.




 




Já devia ser mais de nove e meia.




-
        
Severus. - chamou suave entrando.




Ele estava parado na sala. Os braços na frente do corpo. Tenso. De costas para ela.




-
        
Saia! -
 
voz dura.




Sentiu uma pontada. Aproximou-se.




Ele tinha uma mão sobre o braço. Apertando. Esfregando devagar.




-
        
Não. - procurou seus olhos - Você não vai me deixar de fora.
 





Ele a olhou. Ela viu a face rígida. O vinco na testa. As sobrancelhas juntas.




Percebeu a dor. A expressão dura. Colocou a mão em seu rosto.




-
        
Agora me diz o que fazer. - falou devagar, preocupada.




Ele não disse nada. Fechou os olhos. Encostou a testa na sua. Só por um instante. Apertando o braço.




Endireitou-se. Como se nada tivesse acontecido.




-
        
Ele o está chamando, não é?




Ele se afastou. Procurando algum vidro na estante da sala.




-
        
Você irá?




Ele tinha encontrado. Guardou-o na roupa. Ficou de frente para ela. Sem responder.




Ela ficou sem ar. O coração apertado. Foi até ele. Abraçou-o.




-
        
Que Deus o proteja. - sussurrou, a voz angustiada.




Não se importou. Com a falta de reação dele.




Ele se afastou dela. A mão esfregando a parte interna do braço.




-
        
Vá até Dumbledore. - a voz ainda tinha o acento rígido, olhou-a, duro - Depois fique no seu quarto. - ordenou.




Ela tinha lágrimas nos olhos. Viu a seriedade dele. Balançou a cabeça concordando. Não ia discutir.




-
        
Agora. - sibilou baixo, olhando-a ainda.




Ele se manteve afastado. Olhou-o uma última vez. Sabia que ele queria ficar sozinho.




Que a presença dela só o faria mais vulnerável.




Ele tinha que se preparar. Para o Deus Escuro.




Saiu da sala. O peito doendo. Tudo o que sabia daquelas reuniões. Dançando em sua mente.




 




****




 




Percebeu tarde demais que não tinha a senha. Quase gemeu. Voltou até o quarto de Minerva.




Ela demorou um pouco a abrir. Ou foi sua ansiedade que a fez pensar assim.




-
        
Nina. - ela apareceu amarrando o roupão - O que foi?




-
        
Eu preciso falar com Dumbledore. E não sei a senha. - percebeu que não sabia nem se ele dormia lá.




Minerva percebeu a aflição dela. A angústia.




-
        
O que aconteceu? - Perguntou enquanto fechava a porta.




-
        
S... Professor Snape pediu para avisá-lo. Foi chamado por Voldmort.





 
Ela não se importou ao ver o horror da bruxa ao nome. Nem com o que ela podia pensar sobre ela estar com Snape àquela hora. Mas percebeu que Minerva ficou preocupada.




-
        
Pode deixar querida. Eu o avisarei. -
 
saiu rápido pelo corredor.




Ficou sem saber o que fazer.




-
        
Obrigada. - murmurou.




Teve certeza que ela não escutou.




 




*****




 




Voltou ao seu quarto sem saber o que fazia. Ficou olhando o vazio.




Lembrou-se. Procurou. Colocou os pacotes em seu bolso.




Não ia ficar ali. Foi para as masmorras.




 




Meia-noite. Pelo menos ninguém entraria. Não com as proteções que havia ali.




Estava cansada de andar de um lado para outro.




De olhar sem ver o fogo da lareira. Rezando.




Uma hora. Seu coração doía. Percebeu a sombra. O frio na espinha. Virou a cabeça.




-
        
Eu não sei se posso agüentar isso, Barão. - os olhos molhados voltaram ao fogo.




Não conseguia afastar a imagem de Severus. Sendo torturado. Ou torturando.




Acabando com o que tinha de bom dentro dele. Sem saber com o que ele se defrontava.




A dor e a tristeza. Impotência.




Abraçou a si mesma. Andou mais.




Olhou a lombada de alguns dos livros que estavam por ali.




Sorriu entre as lágrimas ao ver aquele que tinha dado a ele. Parecia tão insignificante agora.




Encostou a testa na parede fria. Lembrando de quando ele a tinha empurrado contra ela.




Ao invés de lhe trazer conforto a lembrança só machucou mais. Aumentando a solidão.




Murmurou uma oração. Que sempre lhe dera conforto. Fechando os olhos. Suspirou.




Esta noite. Ela o entenderia. Ele a aceitaria. Ou nada do que tinha acontecido até ali teria importância.




Ela teve medo por ele. Seu coração em angústia. Prometeu a si mesma que agüentaria.




Não importa o que acontecesse. Ela o ajudaria. Ou só... Estaria ali. Para ele. Se precisasse.




Seria forte dali para frente. Pelos dois. A guerra precisava de soldados.




Não ajudaria nada como uma trouxa tola. Ele precisava de mais. Não de preocupação.




'Oh, Senhor, proteja-o.'




Duas horas. Ela quase gritou.




Duas e meia. Um gemido escapou de sua garganta.




Andou mais um pouco. Moveu primeiro a cabeça, virando-se. Tinha ouvido um barulho.




Ele estava lá.




Segurando-se fragilmente no batente da porta. Buscando ar. Ruidosamente. Muito pálido.




'Graças a Deus!'




Correu até ele. A capa suja. O capuz caído de qualquer jeito de lado. Um fio de sangue na boca.




Não disse nada. Hesitou. E se apoiou nela. Pesado demais. Apontou o outro armário. Ela o levou até lá.




Tirou a vara. Murmurou algo. O armário se abriu. Ele colocou a cabeça para trás. Encostando-se na parede.




-
        
O verde. - murmurou.




Ela custou a achar por entre as lágrimas. Havia dois deles.




-
        
Qual dos dois? - falou baixinho, limpando o rosto.




-
        
O grande. - ouviu-o dizer sem forças.




Ele era forte. Duro. Nunca o vira assim. Alquebrado. Doía muito.




Destampou. Deu-o a ele. Ele bebeu.




-
        
Agora o azul. - devolveu o verde a ela.




Achou-o. Deu-lhe o outro.




Ele parou, só por um segundo. Contou as gotas. Bebeu. E o devolveu.




Ela o guardou no armário. Fechou-o.




Passou o braço dele por seu pescoço de novo. Ouviu um gemido baixo. Segurou um soluço.




-
        
Quer que eu chame Pomfrey? - tentou controlar a voz - Ou Dumbledore?




-
        
Não. - o murmúrio não disfarçou a voz dura.




Percebeu como ele estava cansado. E rígido. Disciplinado.




Levou-o até a cama. Ele se deitou penosamente. Ela procurou enxergar por entre as lágrimas.




Enquanto tentava tirar a capa suja de lama. E sangue. Sem incomodá-lo demais. Conseguiu.




Desabotoou toda roupa dele. Tentando deixá-lo mais confortável.




Ele não ajudou muito. Enquanto ela a retirava.




Notou o arranhão profundo perto do pescoço. Na cintura. Nos braços.




O sangue coagulado neles. Os hematomas.




Desistiu.
      
Encostou a testa na dele. De leve.
 
Estava gelada.
 
Respirou. Mordendo os lábios.




Ele abriu os olhos quando sentiu uma lágrima cair em seu rosto. Ela levantou a cabeça.




Viu os olhos cansados. Vazios. Quase tristes. A respiração difícil. O rosto muito pálido. Passou a mão por ele. Mordeu o lábio. Tentando se controlar.




Levou a mão ao bolso. Abriu um chocolate macio.




Colocou na boca dele.
 
Ele hesitou. Depois mastigou. Muito devagar.




Beijou os lábios dele suavemente.




-
        
Durma. - sussurrou.




Tentou se levantar sem perturbá-lo. Ele segurou seu braço. Sem forçar. Fraco. Os olhos fechados.




Ela parou.
                 
Entendeu.




Muito significado. Num simples gesto. Segurou as lágrimas.




Soltou a mão dele, acariciando-a. Puxou a manta e o cobriu. Levantou-se.




Tirou seu vestido.
 
Não queria machucá-lo ainda mais.




Deitou-se ao lado dele. Acariciando seu cabelo. De leve. Evitando os arranhões. Até que ele dormiu.




Finalmente. A intimidade de sono compartilhado.




Secou outra lágrima teimosa. Ele confiava nela.




Mas ela não teria se importado. Com a desconfiança dele. Desde que ele pudesse ter ficado.




E evitado o que ele tinha passado. O que provavelmente ele tinha perdido. Para Voldmort.




 




*****




 




Ela acordou. Abriu os olhos. Ele não estava mais lá. Suspirou. Olhou em volta.




Nem suas roupas. Só o vestido dela nos pés da cama. Fechou os olhos.




Lembrou-se dos hematomas. Levantou-se.




Ele provavelmente tinha ido a Dumbledore. E depois dar aulas.




E ela tinha que ir trabalhar.




 




*****




 




Apagou o erro pela terceira vez. Assim ia acabar com o removedor de Minerva.




Não conseguia parar de pensar.




Se ela não tivesse ido até ele. Provavelmente não teria ficado sabendo. Ele nunca contaria.




Imaginou se tinha acontecido alguma outra vez.
 
Estremeceu.
   
Não.




Passavam várias noites juntos. Consolou-se ao pensar que teria visto. Os cortes. Os hematomas.




Ele tinha se encolhido quando ela tocara seu peito. Perto da costela.




Limpou uma lágrima. Percebendo toda a extensão de sofrimento que ele já devia ter passado.




-
        
Você está bem?




Ele estava parado na porta. Olhando-a.




A única diferença era o rosto um pouco mais pálido.




E os olhos fundos.
        
Além da distância.




-
        
Estou. E você?




Acenou com a cabeça.




-
        
Você me desobedeceu. - acusou devagar, firme.




Ela o olhou. Não podia acreditar.




-
        
Não vi você reclamando ontem.




Ele apertou os lábios.




-
        
Não. Não viu. - entrou - Mas eu preciso saber que vai me atender da próxima vez. - o tom sério - Não posso me... distrair. Não quando... for chamado. - chegou mais perto.




-
        
Por quê? - perguntou devagar.




-
        
Porque eu não sei o que pode acontecer se... for descoberto. - ele estava bem perto dela, a voz baixa - E o Senhor das Trevas tem idéias muito... originais para fazer com que alguém pague por... contrariá-lo. - entendeu nas entrelinhas do que ele não dizia - E nenhuma magia poderá ajudar então.
Lucius ou um dos outros poderia voltar como se fosse eu. Há formas. - olhou-a - Ele poderia...




-
        
Poção Polissuco. - ela concluiu.




Viu os olhos dele brilharem.




-
        
Sim.




Isso tinha sido o mais perto que ele tinha chegado de dizer que se importava. Olhou-o.




Concordou com a cabeça.




-
        
Com uma condição.




Ele ficou calado.




-
        
Você me avisará quando voltar. - olhou-o firme, a voz séria - Não quero saber como vai fazer. Que tipo de... magia. Ou que meio vai usar. - encarou-o - Eu quero estar lá quando você chegar.




Os olhos dele luziram de novo. Enquanto olhando-a.




Ele estendeu a mão. Tocou seus lábios com os dedos. Ela perdeu-se nos olhos dele.




-
        
Verei o que posso fazer.




'Faça.'




Ficou calada. Olhando-o. Ele se virou. E de repente. Não estava mais lá.




Apesar de tudo, ela tinha sentido que ele estava... reservado.




Que estava mais... preocupado. Depois que voltara. Alguma coisa mais grave tinha acontecido.




Alguma coisa tinha levado um pouco do brilho nos olhos dele.




 




*****




 




Ele não estava no almoço. Suspirou. Devia se alimentar melhor.




A julgar pelo que ela tinha visto na noite anterior. Ele precisaria de toda a energia que pudesse obter.




Olhou para o Diretor. Ele também não tinha comido quase nada. Só mexendo com o garfo. Sério.




Sacudiu
 
a cabeça. Não sabia o que podia fazer para ajudar. Nenhum deles.




Tinha colocado um pouco de comida no garfo quando duas grandes corujas apareceram.




Voando pelo Grande Salão. Todos olharam. Não era dia do correio.




Uma delas foi até Dumbledore. A outra foi até a mesa da Grifinória.




-
        
Corujas do Ministério! - viu o comentário apreensivo de Minerva.




-
        
Não vejo uma desde que ... - Sprout completou alarmada.




Dumbledore tinha o semblante ainda mais sério. Ela ouviu um grito. Virou-se.




Um dos alunos da grifinória tinha saído correndo. Mais alguns atrás dele.




-
        
Albus... - Minerva parecia aterrorizada.




O diretor tinha o envelope na mão. Imóvel. Olhando para onde os alunos corriam.




-
        
Começou. - falou cansado.




Havia silêncio agora. Em todo o lugar.




Antes dos comentários. E dos murmúrios. Ansiosos.




 




******




 




Ela descobriu mais tarde que tinha sido o pai de Collin. Ele e o irmão estavam inconsoláveis.




Todos estavam apreensivos. Os alunos tensos. Nervosos.




O profeta diário do dia seguinte tinha um tom soturno. Vários trouxas tinham morrido.




O ministério parecia estar tendo um grande trabalho para encobrir o uso de magia.




 




*****




 




Alguns dias se passaram. O tempo estava esquentando. Mas as noites ainda eram frias.




 




Ela sentiu apreensão novamente. O mesmo frio. Intenso.




Talvez fosse pela tensão que havia no Castelo.




'Não.'




Era dor. Ansiedade. Inquietação.




 




Dez horas.




O quarto dele estava vazio. Intocado. Sentiu o coração apertar de novo.




Voltou para seu quarto.




 




Os minutos se arrastavam. Já não sabia mais o que fazer. A tristeza consumindo-a.




Acendeu a lareira. Só para ter algo que fazer. Foi ao banheiro lavar o rosto e as mãos.




Olhou seu reflexo no espelho. Talvez valesse a pena ter um espelho mágico às vezes.




Ela teria falado sua angústia até para as paredes.




Nem havia o consolo da presença silenciosa do Barão.
 
O Barão...




Lembrou-se das armaduras se mexendo atrás dela. Fora há tanto tempo. Antes de Hogsmeade.




E da enfermaria. Antes de... Colocou uma mão sobre o ventre.




Talvez "ele" ou "ela" tivesse ao menos um protetor.




Ela tinha sabido. O Barão tinha interferido. Pirraça nunca mais a incomodaria.




Voltou ao quarto. Olhou o fogo.




'Onde você está?'




A espera. Isso era o pior. Não poder fazer nada. Ela tinha que aprender alguma coisa.




A guerra estava chegando. Por mais que ela tivesse tentado fingir que não.




Por mais que tivesse tentado acreditar que não aconteceria. Que ainda fazia parte do que ela tinha lido.




Não tinha como negar. Então teria que aprender a conviver. A se defender.




Teria que pensar em alguma coisa. Gemeu. Abraçando a si mesma.




Não agora. Agora ela o queria de volta. São e salvo. Queria abraçá-lo. Tocá-lo. Saber que estava bem.




'Oh, Deus.'




Quantas noites como essa ela agüentaria?
  
Murmurava sua oração.




Olhou o relógio. Três horas. Estava demorando demais.




'Demorando demais.'




Mordeu a mão. Três e meia.




'Senhor, por favor... Por favor.'




Secou as lágrimas com raiva. Isso não era produtivo. Não adiantava nada. Virou-se para o fogo.




E se ele não tivesse avisado? Moveu-se. Se ele tivesse voltado? Sem avisá-la.




'Não.'




Não se atreveria... Sacudiu a cabeça. Aquele prepotente não se atreveria. Ele não...




Ouviu pequenos toques na porta. Andou sem ver. Rápida.




Abriu-a depressa.




Uma coruja negra estava lá. Saiu correndo.




 




Ele estava apoiado na mesa. Foi até ele.




Parecia pouco melhor. Só mais... tenso. Ajudou-o a ir até o quarto. A respiração não tão ruim.




E ele não se amparava tanto nela.
     
Pegou a varinha e abriu o armário.




Ela estendeu a mão. Ao mesmo tempo que ele. Ele abaixou a dele devagar.




Ela pegou o vidro e o deu a ele. Ele bebeu. Devolveu a ela. Guardou-o e ia pegar o outro.




-
        
Não. - o murmúrio estranho, seco.




Olhou-o. Ele realmente parecia melhor que da primeira vez. Mas estava... diferente. Duro. Ausente.




E havia a distância. Maior. Os olhos meio fechados. E o modo como ele não olhava nos dela.




Deixou que ele segurasse nela. Ajudou-o. Ele parou perto da lareira. Respirando.




Usou a vara. Abriu os botões. Ela tentou ajudá-lo com as roupas. Ele segurou suas mãos.




Sem olhá-la. Tirou-as. Parecia firmar-se bem sozinho. Devagar. Ele foi ao banheiro.




Ela se sentou no sofá. E esperou. Viu as roupas jogadas. Havia sangue.




Bem mais que da primeira vez. E não estavam sujas de lama. Levantou-se. Juntou-as num canto.




Para não ter que olhar para elas. E pensar no que significavam. Foi até a lareira. Olhou o fogo.




Trinta minutos depois estava pensando se devia bater na porta. Ela se abriu.




Ele tinha os cabelos meio molhados. Atraente naquele roupão. A fisionomia ainda fechada. Pálido.




Mas inteiro. Snape de novo. Ela percebeu. Frio. Distante. Quase como se ela não estivesse ali.




Sentiu os olhos arderem. Ele estava deixando de ser o Severus dela.




E não... a olhava mais nos olhos. Pensou em toda angústia daquela noite. Na espera.




Uma lágrima desceu. Ele estava sendo levado dela. Por aquele Voldmort.




Um pouquinho de cada vez. Torturou-se pensando. Como ele pôde ter agüentado antes?




Outra escorreu. Por ela. Por ele. E pelo que essa
 
maldita guerra de bruxos estava fazendo com eles.




Tentou segurar a agonia. Não demonstrar. A grande... sensação de perda. A tristeza. Não conseguiu.




Não percebeu que ele estava à sua frente. A mão em seu queixo. Levantando seu rosto.




Olhou-o através das lágrimas. Os lábios trêmulos.
    
Pretos.




Túneis escuros e vazios. Era isso. A descrição estava correta. Vazios.




Sentiu outra lágrima rolar. Ele tocou seu rosto. Então ela viu um lampejo naqueles olhos.




Angústia. E sombras. Tristeza. E desolação. A expressão do rosto mudou.




E ele a beijou. A mão em seu queixo. Como garras. Apertando seus lábios nos dela. Quase machucando.




Ela podia sentir o desespero. No modo como ele não a tocava.
 





Em sua respiração rápida. Quando ele parou.




A culpa. Em como ele não se aproximou mais. Em como deixou a cabeça na testa dela.




E ela quase podia percebê-lo gemendo. Por dentro.
 





Engoliu em seco. Levantou os braços. Segurou a cabeça dele. Beijando-o com vontade. Com fome.




Ele a abraçou. Colou seu corpo ao dele. Incitando-o. Buscando por ele. Querendo fazê-lo esquecer.




Correspondendo ao desespero. Sem se importar se a estava machucando agora.




Oferecendo alívio. Ignorando a dor que ele estava causando. Quando a apertou a ele. Duro.




E tirou suas roupas de qualquer jeito. Machucando-a. Arranhando sua pele. Quase violento.




Não opôs resistência. Nem quando ele mordeu seu lábio. Mas não conseguiu segurar o gemido.




E ele a olhou. E ela viu. O desespero. A dor. A ânsia. Ele tocou sua boca. E começou a se afastar dela.




-
        
Não. - murmurou, os olhos nos dele.




Segurou-o. Puxando de volta. Tremendo. Colando sua boca na dele. Indiferente à dor.




Ouviu um grunhido.




E seus braços estavam de novo à volta dela. Agarrando-a. Como um náufrago. Em tempestade.




Que se abateu sobre ela. Enquanto as lágrimas voltavam a escorrer.




 




****




 




Acordou dolorida.




Sabendo que ele não estava muito melhor. Mas não pela mesma razão.




Ela tinha visto os hematomas. Diferentes dos anteriores.




E ele não estava lá. Como sempre.




Sentiu tristeza. O vestido aos pés da cama. Inteiro de novo. Fechou os olhos.




Se ao menos pudesse dizer o mesmo dele.
 
Tocou a boca. Não muito inchada.
   
Ou de si.




Viu a claridade. Já devia ser tarde. Então ela se lembrou.




Sexta-feira!
   
Não tinha ido trabalhar!




 




****




 




Quando chegou à sua sala, Minerva estava lá.




-
        
Olá, Nina. - sorriu - Melhorou a dor de cabeça?




Franziu a testa.




-
        
Dor de cabeça... - murmurou.




-
        
É. Melhorou? - a bruxa perguntou distraída.




Continuando a separar os pergaminhos. Aparentemente sem perceber nada de mais.




-
        
Fiquei surpresa quando Dobby veio avisar. Você nunca fica doente.




'Severus.'




-
        
Estou melhor. Obrigada.




-
        
Não precisa se preocupar. O seu sistema é muito bom. - sorriu de novo - Eu consegui achar tudo o que precisei. - olhou para ela - Está fazendo um ótimo trabalho, querida. - havia alguma coisa nos olhos da bruxa que ela não identificou - Mas não se esforce demais.




Pensou se era por causa do bebê.




-
        
Pode deixar.




Lembrou-se da noite anterior. E do seu corpo dolorido.




 




****




 




E então começou. O Profeta Diário de luto. Fudge estava morto. Fora atacado em sua casa.
 





E mais trouxas tinham sido atacados. Certamente a intenção era desestabilizar o mundo bruxo.




Houve reuniões de emergência. Os bruxos ofereceram a posição de Ministro à Dumbledore.




Ele indicou Arthur Weasley para o cargo. Que após deliberações dos bruxos, assumiu interinamente.




Haveria uma reunião dali a quinze dias para resolver tudo.




Dizia-se que esperavam convencer Dumbledore a aceitar o cargo.




 




*****




 




Dumbledore tinha mandado chamá-la. Ela bateu. Esperou.




Ele abriu.




-
        
Ah! Nina. - ele parecia cansado - Entre. Entre.




Ele a precedeu. Apontou a cadeira em frente a sua mesa.




-
        
Você deve estar imaginando porquê a chamei.




-
        
Sim. Diretor. - ela estava um pouco sem graça.




Ele sabia do bebê. E sabe-se lá mais do quê.




-
        
Bem. - ele deu um sorriso pequeno - Ambos sabemos o que está acontecendo. - ele a olhou como se lesse sua alma.




-
        
Sim. - sentiu um leve rubor em suas faces.




Ela não tinha certeza sobre a quais dos acontecimentos ele se referia.




Mas gostou do sorriso. Ele não tinha sorrido muito ultimamente.




-
        
Assim, sei que não precisamos dificultar as coisas. - abaixou a cabeça, encarando-a - Mais do que já devem ser difíceis. - falou vagarosamente.




Havia uma pergunta nos olhos dele.




E compreensão.




-
        
Acho que posso agüentar. - falou devagar.




'Depois de ontem. Qualquer coisa.'




Ele a avaliou. Pareceu chegar a uma conclusão.




-
        
Sei que pode. - a voz lenta - Mesmo assim me procure. Se precisar. - parou, olhando-a - Então vamos à próxima questão. Você se lembrou de mais alguma coisa?




-
        
Não. Só o que já conversamos. Os rumores. - decidiu que era melhor falar - Sobre Arthur ser o novo Ministro da Magia. - hesitou - E sobre... uma nova professora de Defesa contra as Artes das Trevas.




-
        
Hum. - ele se recostou - E você lembra qual... papel - inclinou a cabeça - ela tinha em tudo?




Abaixou os olhos.




-
        
Ela seria a... - engoliu em seco - possível... companheira de Severus. - percebeu como doeu dizer isso.




Ele ficou em silêncio.




-
        
Eles...




Não deixou que ele terminasse. Os olhos ainda baixos.




-
        
Provavelmente.




Ele franziu a testa. Quieto. Considerando.




-
        
E você está... preparada? - não percebeu preocupação no tom dele.




'Para perdê-lo? Não.'




-
        
Não sei. - falou baixo.




Ouviu quando ele se moveu.




-
        
Talvez você estivesse certa. - ela o olhou - E sejam só rumores. - falou tranqüilo.




Ela quase sorriu à demonstração de lealdade dele. A forma como ele parecia realmente acreditar nisso.




-
        
Talvez.




-
        
De qualquer forma. Saiba que pode contar comigo. - Olhou-a por sobre os óculos - Para qualquer coisa. - a voz calma.




Ela percebeu nos olhos dele. A seriedade. Era sobre Severus. E sobre o bebê. Suspirou.




-
        
Obrigada. - hesitou - Eu espero não vir a precisar.




-
        
Eu também. - ele sorriu, mas era um sorriso triste - Eu também. - repetiu.




 




*****




 




Voltou para sua sala. Pensando na conversa com o Diretor.




Suspirou. Já era hora de fechar.




 




Foi para o seu quarto. Tomou um banho. Colocou o roupão. Sem vontade de colocar roupas.




Se ao menos pudesse pedir sanduíches a um elfo. Suspirou.




Já era hora de aprender. Perguntaria depois se podia usar flú. Agora que tinha uma lareira.




Deitou-se.




'Depois vou jantar.'




Acordou com batidas na porta. Leves.




Levantou-se. Foi até lá. Abriu-a.




Pretos.




-
        
Você não foi jantar.




-
        
Não. - disse o óbvio.




Ele estreitou os olhos. Entrou.




Ela percebeu que ainda estava parada. Fechou a porta. Virou-se.




-
        
Incêndio.




Olhou-o.




Ela conhecia seu outro lado. Não muito diferente.
 
Mas... Severus.




Este era o Snape.
 





Ele não perguntava. Nunca. Só tomava. Exigia. Fazia. Sem pedir permissão.




Percebeu que ele a olhava. Lagos vazios. Ficou nervosa. Levantou a mão para arrumar o cabelo na orelha.




Viu quando os olhos dele se estreitaram. A testa franzida.




Segurou sua mão.
 





Afastou a manga do roupão. Olhando seu braço. Puxando mais a manga.
 
Largou-a.




Estendeu a mão para o roupão dela. Ela tentou se afastar. Deu um passo para trás.




Ele deu outro. A mão em seu cinto.




-
        
Não. - tentou segurar a mão dele.




Ele ignorou o protesto. Juntou as mãos dela. Levou a outra mão.




Desatou o cinto. Abrindo o roupão. Olhando.




-
        

Merlin

. - murmurou, afastando o tecido, soltando suas mãos.




Este era o seu Severus. O que ainda podia mostrar algum sentimento. Ou piedade.




Ela segurou o roupão. Ajeitando-o. Escondendo.




Ele abaixou as mãos. Olhando-a.
 
Ela viu consternação. Arrependimento.
  
Mais.




Teve vontade de tocá-lo. Consolá-lo. Dizer que não tinha importância. Mas sabia que não adiantaria.




Imaginou se ele estava se lembrando. De uma tarde. E de Comensais. Na floresta proibida.




Ele tentou ir em direção à porta. Ela o segurou. Ele moveu o corpo, soltando-se.
 





Ela deu um passo atrás. Encostando-se na porta.




Encarou-o. Ele se manteve afastado. Tenso.




-
        
Eu preciso... ir.




Ouviu o tom dele.




-
        
Não. - falou baixo, abanando a cabeça - Você precisa ficar. - olhou-o - E consertar isso.




Ele estava rígido. Esperando.




-
        
Tem que me fazer esquecer. - murmurou - Me tocar. - aproximou-se dele - Diferente.




Esperou. Ele ficou imóvel.




Ela se arriscou. Chegou bem perto. E levantou os lábios. Tocando nos dele. Suavemente.




Movendo-os de um lado para outro. Esperando que ele se abrisse para ela. Encostou-se mais nele.




Devagar. Segurou em seus ombros. E beijou seus lábios. Molhado. Morno.




Ele não se moveu. Olhou-o.




'Não me rejeite de novo. Por favor.'




Castanhos. Implorando.
  
Pretos.
 
Atormentados.




E então...
  
Ele pegou sua mão. Tirando-a de seu ombro. Olhou seu braço. Levantou-o.




Beijou onde havia uma mancha verde. E mais acima. E de novo.




Levou a outra mão ao cinto dela. Abriu-o. Beijou seu pescoço. E mais outro. E mais outro.




Sentiu quando ele a abraçou. Devagar. E quando os lábios foram dando pequenos beijos.




Em direção à seu rosto. À sua boca. Encontrou-a.
 





As mãos trazendo-a mais para ele. Sem apertar.




Levantou os braços e os passou por seu pescoço. Enquanto o beijo continuava.




Suspirou.




 




*****




 




-
        
Severus? - murmurou.




Ele ainda estava parado. Ela estava recostada em seu braço.




Sentindo-o diferente. Mesmo depois. Rígido.




-
        
Não foi tão ruim assim. - olhou-o - Ontem. Não foi como você pensa.




-
        
Só marcas de dedos e violência. - falou amargo.




-
        
Não. - encarou-o - Eu estava lá. Junto com você. Não fui violentada. Não aconteceu nada que eu não tivesse permitido.




Ele ficou em silêncio. Tenso.




-
        
E você teria deixado se...




-
        
Não.




Ele virou o rosto.




-
        
É claro. Teria mordido e chutado. - debochou - E isso teria adiantado muito.




Ela franziu a testa. Puxou seu rosto, devagar. Olhando-o firme.




-
        
Não. - falou séria - Eu não ia precisar. - mergulhou em pretos - Porque você nunca se permitiria fazer isso.




Ele ficou olhando-a. Carvão brilhando. Enigmático.




-
        
Como pode ter certeza?




-
        
Porque eu confio em você. - lembrou-se de quando ele tentou parar - Porque o conheço. As várias partes de você. E não importa o que faça. Não vai me ver fugindo de você. - Colocou o dedo na ponta do nariz dele - Mas eu admito que poderei enfrentá-lo às vezes. Discutir. Brigar. - ainda grave
- Pelo modo como você trata o Harry. O Lupin. Você mesmo. Por não se perdoar. - olhou-o, séria, buscando - Por sua insistência em me manter fora da sua vida.




Ele não disse nada. Olhando para ela.




Até que levou a mão à sua nuca e a puxou para seus lábios.




Não conseguiu deixar de pensar que ele não tinha respondido.




 




*****




 




N/A: Minhas desculpas às leitoras que acham que há "R" demais.



 



 




( Nina - bem baixinho -  Tem alguma?)






 




 




*****




 




Sett - Obrigada pela nova capa. Você tem razão. Realmente me animou!




Miru - Obrigada. E por favor, seja um termômetro. Se você achar que o Snape está "diferente" dele mesmo. Me avise!!! Eu dou um jeito! Vou tentar andar mais rápido. Depois que eu "soltar" o capítulo Traidor e Resgate talvez consiga colocar dois capítulos por semana. O que você acha??




Centaura - Shiiiiiiii! Assim a Caleiach vai ficar com raiva de mim! Ela nem revisou! JÁ deve estar com raiva! Snif. Obrigada pelo apoio ao "shipper" S/N (morrendo de rir). E sim. Eu quero entrar na família. Mas primeiro tem que saber se a Angel deixa. E se eu vou ser a Srª Snape (Nina rindo muito e sabendo que esperança é a última que morre). Quanto ao
Lupin... Acho que ele vai sofrer um pouquinho menos na fic. Tem romance. Mas não é "angst" e tem aventura também. Por falar nisso... Essa fic tem aventura?

Rs
 
rs.




Viviane Azevedo - "Vou deixar de lado essa bobagem 'eu escrevo mal!'" Parabéns!! Finalmente! Não esquece de nos avisar.
 
"neurologista"? Hummm. Ela ia ter que levar um moooooonte de gente. Risos. Ainda bem que ela mudou de idéia. Mãe da Viviane: Seja bem vinda ao clube!




Amanda Dumbledore - Adorei seu e-mail! Obrigada! Eu ainda não li, mas estou curiosa para saber sobre o que a Eleanor cita na fic dela. Talvez eu já a tenha lido e não me lembre. Mas depois eu vejo. E te falo. Você viu mesmo a fic como se fosse um filme quando escutou From This Moment? Sabe que eu costumo escrever
 
no Word. Fundo preto. Letra branca. E escutando música? Principalmente essa? Ah! Vai ter capa nova no site. É da Sett. É mais um Gif.

Rs rs rs.

E já que você gostou... Dá uma olhada.




Rita - Obrigada pelo endereço da Carmem. Você tem razão. É muito legal! E não arranque os cabelos!




Sett - Você sabe que eu te adoro, né? E como eu li num site: Bomboms virtuais e flores para você!




Ju Oliveira - Obrigada. E você ainda nem viu o quanto ela é decidida! Risos.




P.S.: Para Centaura e as outras amantes (hummmm - resmungo) do Severus. Sinto informar: A Nina NÃO vai falar da gravidez pra ele. - tem outras formas. Tá certo: tá MUITO quente. E aí? Tem que ser NC-17? Ou "R"? Vamos meninas! Respondam! E Centaura... Sinto muito. O Severus NUNCA vai se declarar verbalmente. Mas não se preocupe que eu não acho que vai
fazer a menor falta (riso sonserino). Por falar nisso... Vocês gostam de chuva? (Nina que não consegue parar de rir ao pensar no PORQUÊ da pergunta). Por favor! Continue. Revisões grandes. Revisões enormes! Eu adoro!!!!!!!!!




 






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