Cap.1 – Dr. Scott recomenda...
O cenário era uma Londres cosmopolita e aberta a novas perspectivas. Nesse meio, personagem principal era Hermione Granger. Uma moça comum, não possuía uma beleza extraordinária, mas conseguia se destacar pela sua inteligência e sensibilidade.
A sua vida acabou encontrando um eixo. Conseguiu estabilidade na carreira e saiu de um relacionamento conturbado com Ronald Weasley. Hermione trabalhava como pesquisadora no Hospital Saint Mingus e sempre publicava um artigo numa conceituada revista especializada em Medicina Mágica. O seu namoro com Rony terminou depois que o Semanário das Bruxas publicou, no início de dezembro, mais uma foto do ruivo “pulando a cerca” com uma loira numa festa de aniversário de um amigo.
Para não cair em tristeza e virar o ano de mal com a vida, Hermione aceitou o convite de seu amigo Raymond Scott para passar o fim de ano em Nova York. A viagem foi bem agitada. Raymond fez questão de levá-la ao maior número possível de boates, bares e festas. Mesmo não sendo parte de seu estilo de vida, Hermione procurou aproveitar a estadia na cidade e esquecer mais um “chifre”.
O ano começou bem. O trabalho ia bem, como sempre, a família também. O que a deixava irritada eram as investidas de Rony: flores, ligações e declarações públicas de amor. Só que todo o esforço do ruivo não estava surtindo efeito dessa vez. Driblando todo o assédio e as pressões e chantagens emocionais, Hermione resolveu não ceder e estava decidida a virar a página.
X – X – X
Ronald Weasley andava bastante preocupado. Seu grande objetivo passou a ser reconquistar sua ex-namorada Hermione Granger. Os dois namoraram por nove anos, após o fim da Guerra. O relacionamento não foi tranqüilo: muitas brigas, idas e vindas, e muito desgaste.
O motivo real de sua preocupação é que suas chances de tentar mais uma reconciliação poderiam estar minguando. Parece que Hermione estaria cultivando uma interessante amizade com Raymond Scott, um americano de NY que abriu uma livraria especializada em reprodução e comercialização de livros raros, mágicos ou não.
Todos os seus amigos próximos garantem que possui certa química entre os dois e que a amizade poderia evoluir naturalmente para um relacionamento mais íntimo. E, isso, estava aterrorizando o ruivo.
Rony estava na casa de sua irmã, Gina Potter, na expectativa de que ela lhe desse algum conselho:
- Rony, não adianta você ficar aqui quebrando a cabeça na esperança de ter uma idéia para reconquistar a Hermione. O momento de vocês acabou. Parte pra outra.
- Não, Gina. Eu e a Mione, a gente tem que ficar junto. – disse Rony – E, assim que ela voltar pra mim, vou pedi-la em casamento!
- Mas como você é cabeça dura. Esqueça a Mione! Vocês nunca vão dar certo juntos. Você não conseguiu perceber o quão diferentes vocês são? – questionou Gina.
- Ué, os opostos se atraem... – argumentou Rony.
Gina limitou-se a revirar os olhos. Já estava demonstrando um certo cansaço em relação a essa história. Gina teve a infelicidade de acompanhar de perto as turbulências que envolviam o relacionamento do irmão com a amiga. O primeiro ano foi bom. Brigavam,mas eram coisas típicas de casal.
Os problemas realmente começaram com ida de Hermione para a França com o objetivo de estudar Aritmância, Poções e a formação em Medicina Bruxa na Escola Superior de Magia Científica em Lyon. A distância resultou em: mais brigas, cada vez mais sérias, casos de infidelidade de Rony e a crescente frieza de Hermione.
O amor entre eles já não existia mais. Gina sabia disso, pois Hermione já havia lhe confidenciado isso e outras coisas mais. A única explicação para a insistência de Rony nesse relacionamento era o orgulho ferido. Depois de seu casamento com Harry, todos esperavam que o casamento de Rony e Hermione viesse logo em seguida. As expectativas aumentavam na mesma proporção que o relacionamento ruía. As revistas de fofocas adoravam tudo o que estava acontecendo e as “escapadas” de Rony sempre ganhavam primeira página. A situação não tinha mais volta e Gina sentia necessidade colocar isso na cabeça do irmão.
- Gina, você acha que eu ainda tenho chance? – perguntou Rony
- De verdade, não. Sinto muito, mas é o que eu penso. Por que você não investe no caso com a Parvati? Todo mundo sabe que ela é apaixonada por você. – sugeriu Gina.
- Não! A Parvati não. Ela é só um passatempo. Não serve pra casar.
- Mas como você tem coragem de falar isso? – reclamou a mulher indignada – é certo que o passado dela não é muito bom... Isso, eu reconheço. Só que é impossível não perceber o quanto ela gosta de você.
- Gininha, entenda uma coisa. Existe mulher pra casar e mulher pra transar. A mulher pra casar é direita, comportada, de moral, culta e de boa imagem, como a Hermione. A mulher pra transar é vulgar, de imagem ruim, safada e imoral, como a Parvati. Entendeu a diferença?
- Entendi. Entendi a sua sem-vergonhice. Que horror! Espero que a Mione encontre alguém mais decente. Você enfatiza tanto os defeitos da Pavati, mas parece que é este tipo de mulher que você merece!
X – X – X
Hermione Granger estava na livraria de Raymond esperando-o para saírem juntos. Haviam combinado de fazer compras num shopping. Estava folheando um livro quando ouviu uma voz ao ouvido:
- Se a princesa gostou, pode levar – falou um homem.
- Ah, Raymond. – falou Hermione rindo – A sua cantada hetero é tão ruim...
- Eu sei. Por isso que eu sou gay. – e pegou o livro da mão de Hermione e colocou o livro de volta na prateleira. – Vamos logo, seu ratinho de livraria. Preciso fazer umas compras pra tirar o estresse. Há coisa melhor pra isso do que shopping em liquidação?
- Qual é a causa de seu estresse? – perguntou Hermione, quando estavam saindo da loja.
- Ai, amiga, o de sempre! Os bofes, né?
No shopping, enquanto os amigos faziam compras, conversavam sobre homens:
- Hermi, me diz uma coisa, como anda o seu relacionamento com aquele seu ex-atual-futuro namorado?
- O Rony? Ah, ele é ex e continuará sendo. Já encerrei esse capítulo na minha vida.
- Nossa! Está tão decidida!
- Sim. Ray, a gente não tem mais condições de ficar junto. Não temos assunto pra conversar. A gente brigava muito, não tínhamos química e ele me traía sempre.
- Bom, ele devia procurar fora o que não tinha em casa... Ai, Hermi, você vai me desculpar, mas você tem jeito de ser muito travadona. Que tem vergonha de tudo e cheia de pudores.
- Você não pode ficar fazendo suposições sobre mim. – disse Hermione um pouco chateada. – A gente fazia sexo regularmente...
- E era bom? – perguntou Raymond.
- Ah, normal... – respondeu Hermione sem empolgação.
- Ih! Já percebi que era uma droga. Hermi, Hermi... Por isso que vive engolindo livros. Deve ser falta de certas atividades... Me diz uma coisa, você disse que ele procurava fora e você? Já sentiu necessidade de ver “coisas diferentes”?
- Não! Eu sempre fui fiel. – afirmou Hermione.
- E não existe um homem por quem você sinta desejo?
- Eu não estou apaixonada no momento.
- Hermi, acorda! Você não precisa estar apaixonada pra sentir desejo. Não estamos falando de amor e, sim, de sexo. Não tem nenhum homem que quando ele está perto, você sente uns arrepios, uns calores... não sente a sua... sabe, piscando?
- Que horror, Ray. – disse Hermione escandalizada.
- Eu te fiz uma pergunta simples. Depois não gosta quando eu falo que é travadona. Olha, Hermi, eu gosto muito de você. – falou Ray colocando a mão no ombro de Mione – Sei que você fica toda atarefada, se consome com o trabalho e livros e vive se queixando de que a vida anda chata... Pois eu tenho a receita pra você!
- Então o que o Dr. Scott me recomenda? – perguntou Hermione com ar de deboche.
- Sexo! – respondeu – Você precisa de sexo!
- Como?
- Trepar, fornicar, fuder... Se descabelar, gemer, gritar e GOZAR MUITO!!!
- Não precisava ser tão direto. Esse remédio sempre funciona com você?
- Hermi, isso pra mim é quase um vício!
X – X – X
Harry Potter havia acabado de chegar em casa e encontrou sua mulher na cozinha:
- Oi, Gi. – disse o rapaz dando um beijo na mulher.
- Oi, Harry – disse a mulher retribuindo o beijo e terminando de tirar os alimentos da sacola. – Espero não ter esquecido de nada para o jantar... Harry, o Rony esteve aqui querendo conselhos pra...
- Pra reconquistar a Mione. – completou Harry – Eu sei muito bem. Ele já havia me pedido uns conselhos... O que você disse pra ele?
- Pra desistir. Pra deixar a Mione em paz. Ultimamente, o Rony só consegue me cansar com essa história. – disse irritada.
- Calma, minha ruivinha. – disse Harry abraçando a mulher por trás e apoiando o queixo em seu ombro.
- Ah, Harry. Isso é muito chato. É o meu irmão e a minha melhor amiga. Seria ótimo, melhor, maravilhoso se eles ficassem juntos. Mas não dá. O Rony não consegue ser fiel e a Mione já não tem mais interesse. O amor acabou! – enquanto Gina reclamava, Harry depositava beijos no pescoço dela. A mulher começou a gemer. – Harry, isso não é hora... Eu tenho que fazer o jantar...
- E precisa de hora pra isso? Não se preocupa com o jantar. A gente pede uma pizza.
- Bom, sendo assim, pizza me parece uma boa... – e se virou e beijou o marido.
- Boa? Só boa? – perguntou Harry já com a mão descendo pelo corpo dela até que chegou no bumbum e apertou, aproximando o quadril da ruiva para que ela pudesse sentir sua excitação.
- Ótima... – disse Gina gemendo.
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Hermione voltou bem contente das compras. Deixar de trabalhar à tarde pra passear e fazer compras no shopping seria algo impensável para a Hermione antiga. A amizade com Ray estava fazendo com que a moça relaxasse mais e utilizasse seu tempo pra fazer outras coisas além de estudar e trabalhar.
A mulher chegou na portaria de seu prédio e logo foi abordada pelo porteiro que lhe entregou um belo buquê de flores. O porteiro lhe disse que a floricultura não divulgara o remetente. Hermione não se interessou em perguntar mais porque ela já desconfiava da identidade de seu admirador secreto. Chegando em seu apartamento, a mulher encontrou centenas de buquês de flores e faixas com dizeres animados: “Mione e Rony pra sempre”, “Mione e Rony juntos”, “Mione e Rony par perfeito”, e etc.
Hermione revirou os olhos e bufou cansada com tanta idiotice. Acomodou suas sacolas de compras, pegou sua varinha e fez desaparecer toda e qualquer manifestação de carinho do ruivo:
- Palhaço! – exclamou enquanto fazia uma faixa desaparecer.
Depois de “limpar” a casa, Hermione decidiu tomar um banho ligar para Gina.
X – X – X
Gemidos eram ouvidos na residência dos Potter’s. Os gemidos eram especificamente de mulher. E eram oriundos da cozinha.
O telefone toca, enquanto o casal está entretido na cozinha. Gina está deitada na bancada da cozinha, com os olhos fechados e os seios à mostra. Harry está com a cabeça entre suas pernas.
- Não atende, Gi. – disse Harry levantado a cabeça e logo voltando a dar prazer à mulher.
- E se for importante? – questionou Gina. A mulher chamou o telefone e este veio flutuando. – Alô?
- (Gina? Sou eu Hermione.)
- Harry, é a Hermione. – disse Gina ao marido. Harry levantou a cabeça e curioso mexeu a boca como se falar só que sem emitir som: “O que a Mione quer?”. Gina fez sinal de que não sabia. – Hermione, como você está?
- (Eu estou bem, pelo menos agora).
- O que houve? – perguntou Gina. Harry já estava de pé, interessado na conversa.
- (É o Rony. Ele está atrás de mim de novo. Ele encheu a minha casa de flores e declarações de amor.)
- Hum... – expressou Gina e atenta ao interesse do marido, gesticulou: “Rony!”. Harry logo se desinteressou pelo assunto: “Desliga!”. Só que Gina fez sinal de negativo. Então, Harry decidiu se “vingar” da mulher: passou a estimulá-la com o dedo.
- (Eu não tenho a intenção de falar com ele. Já deixei bem claro que desta vez acabou. Estou cansada disso tudo... Só quero seguir em frente. Hoje, eu passei a tarde com Ray e ele me deu uns conselhos estranhos.)
- Que conselhos... foram esses? – Gina já estava ficando sem ar.
- (Ele falou que eu ando precisando de sexo!)
- Hum... Sexo é bom... – disse Gina quase gemendo. Harry agora havia retirado seu pênis da calça e agora esfregava a cabeça na vagina da mulher. Eram movimentos lentos: esfregava os grandes lábios, o clitóris e penetrava poucos centímetros, mas logo saía. – Sexo é muito bom... – disse a ruiva gemendo e o marido continuava pedindo para desligar o telefone.
- (Pode ser bom, mas não é tudo na vida. Tem coisas mais importantes no mundo do que se entregar a desejos canais. Ele ficou criticando o meu estilo de vida, como eu me comporto... Teve uma hora em que ele me chamou de mal comida literalmente. Ele fala como se o sexo fosse determinante para que a vida de uma pessoa seja boa. Olha, quando ele me disse que eu precisava gozar, uma senhora que estava passando perto nos olhou horrorizada. Naquela hora, eu morri de vergonha.)
- Mione... – disse Gina com muita dificuldade.
- (Eu acho que o Ray é meio promíscuo. Disse que o remédio, pra mim, era sexo. O que você acha?)
- Mione... – Gina acabou gemendo bem alto. Harry havia segurado seus quadris e a penetrou bem fundo, de uma vez só. Começou a estocar bem forte.
- (Gina, aconteceu alguma coisa? Onde está o Harry?)
- Mione... Mione, eu estou bem... Está tudo bem... O Harry está aqui... Vou desligar... Tchau! – e desligou o telefone.
As estocadas de Harry iam aumentando e os gemidos da ruiva também. O prazer estava consumindo os dois por completo. Harry se debruçou por cima da mulher e passou a dizer baixarias em seu ouvido. Estava provocando-a e incitando-a a gozar. Gina pediu para cavalgar. Então Harry puxou uma cadeira e sentou:
- Venha. – disse o moreno.
A ruiva não se fez de rogada: sentou e começou a cavalgar. Gina aumentava o ritmo aos poucos, sendo ajudada por Harry que a segurava pelo quadril. O moreno passou a chupar o bico do seio de Gina que, enlouquecida, passou a gemer mais alto e a aumentar o ritmo.
Gina gozou assim que Harry mordeu seu seio. Harry gozou logo depois. Beijos apaixonados brotavam enquanto a respiração voltava ao normal.
- Gina? – chamou Harry, quebrando o silêncio, enquanto a ruiva passava a mão em seus cabelos arrepiados.
- Sim, amor.
- Qual sabor de pizza você prefere?
Continua....
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