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10. Drakul


Fic: Príncipes do Apocalipse


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Harry e Rony estavam no banheiro da Murta esperando Hermione pra irem à caça do Horcrux.

-Porque as garotas atrasam tanto? –Rony fala impaciente.

-Hermione não costuma se atrasar, deve estar fazendo algo. –Harry fala preocupado.

-Oi gente, desculpem a demora, mas o irritante do Hellsing queria “falar” comigo. –Hermione fala em tom aborrecido, se aproximando da pia.

-Tudo bem, vamos logo então? –Rony pergunta ansioso, as lembranças de seu segundo ano voltando.

-Vamos. –Harry fala tomando a frente, logo depois fixando os olhos na serpente da pia e ordenando, em língua de cobra, que a porta abra. –Eu vou primeiro, depois Hermione e Rony, ok? –ele propõe e Rony assente, mas Hermione não.

-Eu vou a frente, afinal se eu cair e me machucar, me curo rápido, já que não sabemos como está tudo aí depois do desabamento que vocês falaram. –Hermione fala e depois de uma troca de olhares, Harry e Rony abrem espaço pra ela passar.

Ela pula no buraco e escorrega quase dois metros antes de despencar mais alguns metros, até tocar o chão cheio de pedras, o que a fez se ralar toda. No entanto, seus machucados logo saram, dando tempo pra ela tentar afastar as pedras, mas um barulho chama sua atenção e ela se vira rápido, antes de segurar firmemente o corpo que cai contra si.

-Opa, desculpe. –Harry fala com o rosto bem próximo ao de Hermione.

-Tudo bem, é só tomar cuidado, tem muitas pedrinhas e a queda pode quebrar a perna de uma pessoa normal. –fala com a boca seca, Harry parecia não querer se afastar dela, o que a deixava muito perturbada.

Eles ouvem o grito de Rony e se afastam pra aparar o amigo, que cai nos braços de Hermione, como um bebê. Harry que estava atrás dela, dá apoio à garota que dá uns passos pra trás desequilibrada.

-Ta pesadinho, Rony, se fosse você começava a comer menos. –Hermione comenta divertida, conjurando fogo em uma das mãos pra iluminar o caminho.

-Eu vou fingir que não ouvi isso! –fala fechando a cara e seguindo atrás de Harry na fila que os três formavam.

Caminharam todo o resto do caminho em silêncio até a câmara, onde Harry havia batalhado com o Basilisco, mas não havia traço da criatura ou da batalha.

-Dumbledore deve ter vindo até aqui. –Hermione fala observando atentamente local.

-Se ele veio como, não achou o horcrux? –Rony perguntou sem entender.

-Como ele poderia achar algo que não procurou? –Hermione fala como se fosse óbvio.

-Deixemos de discussão, o cristal aponta pra onde o Basilisco dormia. –Harry fala tirando o cristal das vestes, vendo que ele flutuava e apontava como uma seta, a boca da estátua.

-Vamos então. –Hermione fala atravessando lado a lado com os amigos o local.

-Como vamos chegar até lá em cima? –Rony pergunta olhando o local, vendo que o Basilisco havia destruído pedaços da estátua, deixando impossível a escalada.

-Isso é fácil, agora como a boca do Salazar vai abrir? –Hermione pergunta a Harry.

-Nos leve até lá que eu dou um jeito. –Harry fala e Hermione fecha os olhos como se estivesse se concentrando.

Imediatamente, os três começam a flutuar, o que pega o Rony de surpresa, deixando-o apavorado e sem equilíbrio. Hermione os faz parar na frente da estátua, olhando pra Harry como se pedisse pro garoto se apressar.
Harry fala pra câmara se abrir, e a boca abre, dando espaço pros três entrarem, deparando-se com um lugar pútrido, cheio de esqueletos e restos podres de animais, peles do Basilisco e muita sujeira.

-Nossa, não dá pra respirar aqui! –Rony fala cobrindo o nariz e a boca com a camisa.

-Mas o horcrux ta aqui, olha lá. –Harry fala apontando a taça de Helga, sobre um pedestal coberto de lodo negro.

-Então vamos pegar e dar o fora daqui. –Rony fala já entrando.

-Espera! –Hermione fala rapidamente e faz sinal pra ele voltar. –Não sabemos se há alguma armadilha ou feitiço por aqui, claro que o Basilisco é um belo guardião, mas Voldemort não ia ser tão desleixado. –fala observando o lugar.

-Então o que você sugere? –Harry pergunta olhando pra ela, um pouco impaciente.

-Só alguns minutos. –Hermione pede e depois faz um aceno complicado com a varinha, onde, da ponta, sai uma brisa suave e rosada que começa a percorrer o local, fazendo a escuridão e podridão ir sumindo devagar.

Quando tudo terminou, a sala se mostrou do mesmo material que toda a câmara, sendo o pedestal de prata, ornado com esmeraldas e localizado no centro de um pentagrama. O pentagrama estava desenhado no chão, havia alguns detalhes entre as pontas da estrela, mas parecia ser a única coisa que os impedia de chegar à taça.

-E agora, o que faremos? –Rony pergunta olhando direto pra Hermione.

-Não olhe pra mim! Não conheço o símbolo. –Hermione fala olhando o símbolo e tentando pensar em algo.

-Mas você não pode ir a até lá? Quer dizer, você é uma vampira e...

-Rony, eu sou uma meia-vampira, ou seja, não sou imortal, aliás, mesmo os vampiros não são deuses imunes a tudo, isso poderia até matar um. –Hermione fala irritada, mais pelo fato de não saber o que fazer, do que com as coisas que Rony dizia.

-Algum jeito tem de ter, afinal o basilisco dormia em cima disso e nada acontecia com ele. –Harry fala e Hermione parece ter um estalo.

-Serpensortia -Hermione conjura uma serpente em cima do círculo. -Engorgio -desta vez a serpente cresce, ganhando quase dois metros.

- Pegue a taça e me traga. -Harry ordena em língua de cobra, entendendo o que a amiga queria que fizesse. A cobra se encaminha pro pedestal.

-O que vocês tão pensando? –Rony pergunta confuso.

-Voldemort colocou a horcrux dentro da estátua de Salazar, o mais conhecido ofidioglota do mundo, quando Harry falou que o basilisco dormia aqui, e o basilisco que era um guardião, não era nada mais que uma serpente, pensei que uma outra também pudesse ir até lá e pegar a taça, seria inclusive um método que Voldemort usaria pra pegá-la quando quisesse. –Hermione responde no seu habitual tom sabe-tudo.

-Sem falar que Voldemort era o único que conhecia a câmara secreta, além de ser um dos raríssimos ofidioglotas do mundo. –Harry completa sorrindo vitorioso, ao ver a serpente trazer a taça.

-É mesmo, na época em que ele esteve aqui pela última vez, nunca poderia imaginar que Harry seria ofidioglota! –Rony responde rindo, ao imaginar a cara que Voldemort faria se soubesse o que faziam naquele momento.

-Bom, mas então vamos voltar pra escola logo. –Hermione fala ao ver Harry pegando a taça, trazida pela serpente, e depois a faz desaparecer com um gesto de varinha.

-Não vamos destruí-lo? –Harry pergunta envolvendo a taça em um pedaço de pano.

-E você saberia como fazer? –Hermione pergunta e Harry balança a cabeça negativamente.

-Então vamos sair logo daqui, que esse lugar me dá arrepios. –Rony fala e Hermione os faz levitar pra fora da estátua, depois os pousando suavemente no chão.

Caminharam em silêncio, tentando descobrir um jeito de destruir o horcrux da taça. Ao chegar ao corredor que levava a pia, primeiro segurou Rony nos braços e flutuou com ele até em cima, depois fazendo o mesmo com Harry.

-Pra onde vamos agora? –Rony pergunta vendo a porta da câmara se fechar.

-Pra sala da McGonagall? –Hermione arrisca.

-Acha que o quadro de Dumbledore pode nos dar alguma pista? –Harry pergunta e Hermione dá de ombros, assim como Rony. –Ok, vamos até lá, mas pedimos a McGonagall que nos deixe a sós com o quadro, ok? –Harry fala e os dois assentem.

Andam rapidamente pelos corredores, haviam poucos alunos ali devido à hora, Harry tomava cuidado pra não deixar ninguém mais tocar no objeto, poderia ser perigoso. Ao chegarem ao escritório da diretoria, bateram na porta e entraram ao ouvir a permissão dela.

-Harry, Hermione e Rony, o que os trazem aqui? Alguma nova carta de Drakul? –pergunta um pouco preocupada.

-Não, na verdade nós queríamos falar com o quadro de Dumbledore. –Harry fala, um passo a frente dos amigos.

-Mais que honra! Não são muitos os alunos que visitam quadros. –Dumbledore fala divertido, mas os demais quadros parecem sentir um pouco de inveja.

-Bom, sentem-se e fiquem à-vontade. –McGonagall fala apontando as cadeiras e frente a sua mesa, conjurando uma terceira.

-Na verdade, gostaríamos de fazer isso a sós. –Harry fala sem jeito, estava sentado entre os amigos.

-Ah, bom, nesse caso eu vou dar uma volta pela escola e ver se está tudo bem. –McGonagall fala depois de uma breve troca de olhares com Dumbledore, a seguir se levantando e saindo do escritório.

Ao ouvir a porta se fechar, Harry põe a taça sobre a mesa e retira o pano de cima, fazendo não só Dumbledore, mas os demais quadros ficam atentos ao objeto.

-A taça de Helga Hufflepuff! –Dumbledore fala surpreso, olhando os três como se exigisse explicações.

-Estava na câmara secreta, no lugar onde o Basilisco dormia. –Harry fala sob o olhar apreensivo dos amigos.

-Realmente, eu imaginei que talvez estivesse lá, mas eu mesmo inspecionei o lugar... –Dumbledore fala mais pra si do que pros jovens, se ausentando por um minuto do quadro e voltando –Certo, vocês não se feriram? –pergunta olhando-os atentamente.

-Não, o Harry abriu as portas usando a língua das cobras e eu usei meus poderes pra nos levitar pra dentro da sala onde estava o horcrux e pra fora da câmara, havia um círculo mágico envolta do pedestal onde estava o horcrux, mas o Harry ordenou a uma serpente conjurada, que o pegasse. –Hermione resume tudo, indicando que não haviam corrido nenhum risco.

-E também eu fui o único a tocar o horcrux. –Harry fala a Dumbledore que sorri.

-Vocês foram muito inteligentes e habilidosos, mas creio que não saibam como destruí-lo, não é? –Dumbledore pergunta de forma perspicaz.

-Bom, não é como se pudéssemos enfiar uma presa de basilisco numa taça! –Harry fala bagunçando os cabelos e não só os amigos, como alguns quadros riem.

-Não se preocupem, Rony pode destruí-lo facilmente. –Dumbledore fala calmamente, sorrindo pro ruivo que quase pula da cadeira em que estava.

-Eu? Como assim? Porque eu? –Rony fala atrapalhado e nervoso. Harry e Hermione olhavam interrogativos pro quadro do mago.

-A Lufa-Lufa é uma casa criada pra abrigar todas as pessoas, sem distinção, e dentre as qualidades desses escolhidos, há uma que Helga tinha em abundância, lealdade pra com seus amigos. Helga era uma bruxa que cultivava amizades com extremo cuidado e atenção, portanto, creio que a única coisa que possa destruir este horcrux, seja a verdadeira amizade, algo que Tom jamais conheceu. Agora, Rony, concentre-se na sua amizade com Harry e em como ela é importante pra você, depois lance a maldição da morte, creio que já a tenha visto vezes o suficiente pra saber como fazer, não? –pergunta olhando o ruivo por cima de seus oclinhos meia-lua.

-Mas essa não é uma maldição imperdoável? –Rony pergunta sentindo-se tremer da cabeça aos pés.

-Não se preocupe, você a estará lançando contra um objeto e não contra uma pessoa, portanto não será crime. –Dumbledore o tranqüiliza.

-Melhor darmos espaço pra ele. –Harry fala pra Hermione e segue com a amiga pra perto de onde costumava ficar Fawkes, lançando um olhar encorajador a Rony, assim como Hermione.

-Ok, lá vou eu. –Rony fala após ver a confiança dos amigos nele, e começa a pensar em como foi difícil ficar sem a companhia de Harry durante uma parte do quarto ano, assim como sua presença fora importante em vários momentos de sua vida, como quando ele sentia-se inseguro antes de um jogo de quadribol, ou no apoio que Harry lhe dera pra entrar no time. - Avada Kedavra -brada confiante em sua amizade por Harry, lançando o feixe verde sobre a taça.

A taça é envolta por uma luz verde, que brilha mais intensamente por alguns segundos e depois some, dando lugar a uma pequena fumaça negra, que logo se dissipa.

-Bom, creio que Minerva ficará feliz com um artigo tão raro e de tal importância pra escola. –Dumbledore fala olhando a taça.

-Então, agora é apenas um objeto normal? –Hermione pergunta olhando a bela taça.

-Sim, a alma de Voldemort que aí estava foi completamente destruída, e o mesmo processo destruirá os demais horcrux, basta vocês escolherem a pessoa certa pra destruí-lo. –Dumbledore fala observando os três que assentem.

-Olá, desculpe voltar cedo, mas recebi uma carta do ministério e preciso do meu escritório. –McGonagall fala depois de bater a porta do escritório e entrar.

-Tudo bem, já estávamos de saída. –Harry fala olhando os amigos.

-Ah, isso é um presente pra você Minerva, uma taça que pertencia a Helga Hufflepuff. –Hermione fala e aponta a taça, que até então a diretora não havia visto.

-Mas é um objeto raríssimo, é uma taça com muita importância mágica. Onde conseguiram? –pergunta impressionada com o objeto, pegando-o e analisando.

-Dumbledore explica, agora temos que ir, boa noite! –Rony fala depois de uma troca de olhares e os outros dois o seguem dando boa noite, deixando Dumbledore com as sobrancelhas erguidas como que desejando ter pernas pra correr atrás dos espertinhos.

Os três saem correndo e rindo do que fizeram, tentando imaginar as desculpas mais esfarrapadas do mundo pra justificar a taça. Com certeza não seria inteligente voltar tão cedo pra falar com Dumbledore.
Ao chegarem ao salão comunal, Rony alegou cansaço e foi pro dormitório, então Harry e Hermione resolveram fazer uma sessão de exercícios físicos, antes de dormir.

Hermione estava de camisola, arrumando sua cama pra dormir, quando escuta uma batida na porta, mas antes que pudesse dizer algo, vê a porta se abrindo e Harry entrando.

-Oi, vim ver como você está. –fala entrando no quarto, olhando Hermione que agora se sentava em sua cama.

-Eu estou bem, porque não estaria? –pergunta sem entender o que ele queria, mas vendo o olhar preocupado dele, que se sentava a sua frente.

-Porque amanhã Drakul virá almoçar com você. –responde a olhando nos olhos, segurando uma das mãos dela como se procurasse lhe dar força.

-Realmente isso é desconfortável, mas não precisa se preocupar, está tudo bem. –fala tentando tranqüiliza-lo.

-Tem certeza? Semana passada você se sentiu mal, até se machucou. –Harry fala ainda preocupado, as sensações que lhe atingiram ainda eram bem vivas.

-Tenho sim, não vou ter mais pesadelos. –fala sentindo-se culpada, mas nunca poderia contar a verdade a ele. Harry era seu amigo, mas poderia até se afastar dela pra se proteger.

-Mesmo? Porque eu posso dormir aqui se você quiser. –Harry fala em tom normal, mas torcendo pra ela pedir pra ele ficar.

-Ahá! Então o senhor estava era cheio de segundas intenções, não é? –fala em falso tom ofendido, cruzando os braços, pra se afastar dele, realmente era uma proposta mais que tentadora.

-Ah, Mione, você sabe o quanto a sua cama é gostosa, não é? –fala lançando um olhar cobiçoso pro lado vazio da cama, olhando o travesseiro de plumas.

-A minha cama... então você tem a cara de pau de vir aqui interessado na minha cama, é? –Hermione fala falsamente irritada, dando tapinhas no braço dele. Na verdade ela teria adorado ouvir que ele gostava de dormir junto dela. –“Quem é que gosta de dormir com uma vampira?” –pensa enquanto riem daquela situação.

-Ah, Mione, a cama do dormitório é horrível, vai! –Harry fala em tom de súplica.

-Cretino, aproveitador, sem vergonha... –ela fala já em pé, batendo nele que tenta se defender segurando as mãos dela, o que acaba fazendo-a cair por cima dela, que deita na cama com o impacto.

Hermione ergue a cabeça, conseguindo olhar pra ele, que leva uma das mãos ao rosto dela, tocando-o suavemente até por uma mecha do cabelo castanho atrás da orelha. Os olhos de um, presos nos olhos do outro, o rosto dele se aproximando devagar, quando ela se levanta e se senta na cama.

-Vai embora, Harry, está tarde. –fala sem olhar pra ele, tendo que juntar todas as suas forças pra fazer aquilo.

-Você tem certeza? Eu posso dormir na minha cama. –ele fala apontando a cama de solteiro que ainda estava no quarto.

-Não precisa, eu estou bem. –fala tentando ser convincente.

-Eu só não quero acordar no meio da noite com aquelas sensações ruins e encontrar sangue na sua cama. Você não tem idéia de como eu fiquei preocupado quando vi aquilo. –fala sinceramente, estava com medo de que ela ficasse mal sempre que fosse receber “visitas”.

-Eu entendo, mas quero ficar sozinha, por favor. –fala pedindo também com os olhos, tinha medo daquela proximidade tão grande.

-Tudo bem, então. Mas se mudar de idéia, é só me chamar. –fala se levantando, ao que ela apenas acena afirmativamente com a cabeça.

Harry caminha em direção a porta e lança um último olhar a ela antes de sair e fechar a porta. Hermione olha a porta se fechar e sente os olhos umedeceram.

-Fica. –sua voz sai num sussurro quase inaudível, enquanto sente algo úmido rolar por seu rosto.

Hermione se levanta e anda até o banheiro, onde se observa no espelho. Em seu rosto, tão angelical, rolavam lágrimas de sangue. Fechou os olhos e a imagem de Harry parando a porta e depois saindo, veio a sua cabeça, aumentando o volume das lágrimas.
Quando abriu os olhos, os castanhos tinham um tom avermelhado e as pupilas forma de fenda, dentes pontiagudos e maiores que o normal apareciam em sua boca. Mirou-se atentamente no espelho, que logo depois se partiu, assim como o mármore da pia, que fora pressionado por suas mãos.

-Porque... porque me apaixonei quando o direito de amar me fora roubado? –pergunta em tom de lamento, como se a imagem partida a sua frente pudesse lhe responder. –Porque eu ainda posso amar, se nunca poderei ser amada? –sua voz estava embargada, o choro não conseguindo mais ser seguro. –Porque isso está acontecendo comigo, por quê? –Se pergunta deixando-se cair no chão, suas costas contra o armário que ficava em baixo da pia.

No salão comunal, Harry estava sentado num sofá, olhando o fogo quase extinto da lareira. Podia sentir desespero e solidão vindo de Hermione, ela estava confusa e triste.

-Porque prefere sofrer sozinha, ao invés de estar na segurança e compreensão de meus braços? –pergunta num sussurro, deixando uma lágrima solitária correr sua face, que aos poucos mudou, até tomar forma de lobo.

O lobo correu pelos corredores do castelo, subiu as escadas até a torre de astronomia, onde se sentando na janela, viu o céu nublado e os jardins escuros, retrato perfeito de sua mente. Uivou manifestando todo seu sofrimento, querendo em seu “canto” extravasar a dor e que sentia com aquele afastamento.

Pela manhã, Harry estava sentado no telhado do castelo. Olhava o lago, quando alguém numa vassoura se aproximou dele.

-Como me achou aqui? –Harry pergunta sem desviar o olhar do lago.

-Foi fácil, esse mapa é muito útil. –Tonks fala devolvendo o mapa do maroto a Harry.

-É feio pegar as coisas dos outros sem pedir. –Harry fala em tom irônico, pegando o mapa e pondo no bolso da calça jeans.

-Sabe, Harry, depois de algum tempo convivendo com um lobisomem, eu aprendi a diferenciar um uivo assustador da floresta proibida, de um lamento sofrido. –Tonks comenta, se sentando ao lado dele, pondo sua vassoura a sua esquerda.

-Já amou alguém que nunca poderia ter? –fala resolvendo se abrir.

-O grande Harry Potter tomou um fora? –Tonks pergunta incrédula, mas usando um tom divertido.

-Não é bem um fora, sabe, eu já fiquei com ela, sei que se eu quisesse poderíamos nos beijar mais umas vezes, mas sentimento, amor, isso eu tenho certeza de que nunca terei dela. –fala com a cabeça baixa, o queixo apoiado nos braços, cruzados sobre os joelhos.

-Entendo, mas não gostaria que se sentisse mal por isso, sei que parece difícil agora, que vai doer por um bom tempo, mas um dia vai passar e você vai conhecer alguém ainda mais especial. –Tonks fala acariciando os cabelos revoltos.

-Não, você não entende, não é uma paixonite, eu a amo de verdade. –Harry fala a olhando, os olhos marejados.

-Harry, quando eu era uns dois anos mais velha que você agora, me apaixonei violentamente, era uma relação incrível e um dia ele me deixou por outra. Sofri, não sem lutar, mas quando vi que não tinha jeito, era como se ele enfiasse a mão nas minhas entranhas e tentasse arrancar meu coração sempre que eu o via com ela.

-E o que você fez? –Harry pergunta atento.

-Conversei com minha mãe, desabafei, sabe? –ele apenas assente. –Ela me disse, que se ele realmente não me amava, era porque eu também não o amava. Fiquei furiosa com aquilo, era claro que eu o amava, só eu sabia como estava sofrendo. Mas então ela olhou nos meus olhos e disse com o sorriso mais reconfortante que já tinha visto, que ninguém pode amar alguém que não possa corresponder esse sentimento, ou seja, se ele não me amava, era porque eu apenas estava muito apaixonada, mas logo todo aquele frisson ia diminuir e aos poucos eu iria superar.

-Então você acredita nisso? –Harry pergunta parecendo querer acreditar naquilo.

-Claro, por isso não desisti do Remo. Eu sabia que aquele sentimento era diferente de tudo que eu já havia sentido, que eu o amava com todas as minhas forças, por isso ele também devia me amar. E quando duas pessoas se amam de verdade, nem uma maldição como a dele, pode separá-las. –fala de modo confiante, chegando a se emocionar um pouco.

-Obrigado, Tonks. –Harry fala a abraçando.

-Então agora, mocinho, vamos descer e tomar café da manhã, que o horário já está acabando. –Tonks fala se levantando e se posicionando em sua vassoura.

-Quer apostar uma corrida? –pergunta já se sentindo um pouco melhor.

-Claro! –Tonks responde já saindo, o que faz Harry subir apressado na vassoura pra alcançá-la.

Gina estava sentada no jardim, depois de uma semana nublada, o sol saíra mesmo que timidamente. Era um raro momento onde estava só, entretida dando forma as nuvens que passavam.

-Onde estão suas dezenas de amigas? –Logan pergunta ao se sentar ao lado dela.

-Ocupadas, aliás, estão todos ocupados demais pra ver o dia lindo que está fazendo. –ela fala sorrindo, não era uma aluna excepcional, mas andava com as tarefas em dia, o que permitia esses momentos de lazer nos fins de semana.

-Eu sou mais da noite, mas tenho que admitir que é um belo dia, principalmente quando se tem uma boa companhia. –fala com um sorriso charmoso, que pegou Gina completamente de surpresa.

-Uau! Isso é um convite? –pergunta gostando do jogo.

-Se você não se importar de passear com um amaldiçoado. –ele fala com um sorriso quase malicioso, sentando-se de frente pra ela.

-Depende, isso me trará algo de bom? –pergunta ficando interessada, o achava bem charmoso, mas nunca havia pensado em sair com ele.

-Isso só você vai poder me dizer. –sussurra de modo sedutor, se aproximando dela.

-Ok, onde vamos? –pergunta se levantando, não ia deixar ele se aproximar tão fácil.

-E isso é importante? –ele pergunta erguendo uma sobrancelha, a fazendo rir. –Posso? –ele pergunta charmosamente, oferecendo o braço a ela, que aceita.

-Então Logan, me fale sobre você, como é sua família, se tem irmãos, essas coisas. –Gina começa o interrogatório, aproveitando pra desvendar os mistérios dele.

Na hora do almoço, Harry e Hermione são levados a uma parte do jardim que ficava nos fundos da escola. Haviam reservado uma área bastante agradável, onde seria servido o almoço pros dois e Drakul, querendo evitar toda aquela agitação de quando Cat apareceu no salão principal.
No mesmo lugar havia bancos postos pros três ficarem à-vontade depois do almoço, ali não seriam incomodados pelos demais alunos e um elfo doméstico os serviria.

-Nervosa? –Harry pergunta a ela, que observava a mesa cuidadosamente posta.

-Ansiosa acho, não sei ao certo. –fala se deixando abraçar por ele.

-Bom saber que está ansiosa, eu também queria muito vê-la pessoalmente. –Drakul fala parecendo sincero em suas palavras.

Hermione se vira e o observa atentamente, estava vestido menos formalmente que da primeira vez que o viu, mas ainda tinha os cabelos compridos cuidadosamente penteados pra trás e os olhos negros penetrantes, mas que a olhavam num misto de admiração e carinho.

-Você não vai tentar assumir o lugar do meu pai, não é? –pergunta em tom formal, tentando não ser agressiva ou fria com o homem, mas deixando claro que não iria cair naquele jogo.

-Eu gostaria, mas não te forçarei a nada, por isso, pode me chamar de Drakul enquanto não se sente à-vontade pra usar pai. –fala cordialmente e depois lança um olhar a Harry, que segurava a mão de Hermione.

-Esse é Harry Potter, meu amigo, mas você deve saber disso. –Hermione faz as apresentações e Harry se adianta pra apertar a mão de Drakul.

-É bom conhecê-lo, Harry. –Drakul começa falando com um discreto sorriso, que some ao tocar o rapaz. –Eu li muito a seu respeito, fiquei muito curioso pra tirar minhas próprias conclusões. –Diz de uma forma mais formal do que a usada antes.

-Vamos almoçar, a comida de Hogwarts é excelente. –Hermione fala apontando a mesa, onde os três se sentam.

-Eu não sabia que vampiros podiam comer como pessoas vivas. –Harry pergunta em tom curioso.

-E não podem, mas eu sou um primogênito, as regras funcionam diferente pra mim. –fala se servindo de vinho e oferecendo aos jovens que recusaram com um aceno.

-Porque me escolheu? –Hermione pergunta sem conseguir se conter mais.

-Porque meus filhos gostaram de você. Claro que se eu não tivesse a aprovado, não teria aceitado a opinião deles, mas concordei quando Gabriel e Cat disseram que precisávamos de alguém racional e mais preocupado com estratégias como os dois, já que Marcus e Mikhael adoram uma guerra, são guerreiros por natureza. –comenta rindo da “infantilidade” dos filhos.

-Então esse foi o único motivo? –Harry pergunta ao vampiro, que sorri de modo enigmático.

-Uma linda mulher a mais na família, é sempre bem-vinda. –Drakul fala rindo levemente, o que deixa Harry com ciúmes e Hermione um pouco corada.

-Você vai dar apoio a Voldemort? –Harry pergunta diretamente, queria mudar o assunto e aproveitar pra definir bem os lados.

-Não, na verdade o acho um verme inútil e feioso. –Hermione não consegue segurar o riso ao ouvir isso –Vou esperar e ver o que acontece. –fala sobriamente, sorrindo pra filha. –Você fica linda sorrindo, pena não o fazer muito. –Drakul fala pra Hermione que logo põe um pouco de comida na boca.

-Então pra você tanto faz quem vencer? –Harry pergunta surpreso.

-Se Voldemort vencer as criaturas das trevas terão mais liberdade, eu poderia matá-lo e dominar o mundo fazendo uma ou outra aliança, no entanto muitos humanos morreriam, principalmente os trouxas que são nossa caça mais fácil, isso não seria muito bom pra minha espécie.
Se você vencer tudo fica como está, nós na nossa e vocês na de vocês, assim eu posso me dedicar a Van Hellsing. Digamos que eu tenha certas prioridades e muito tempo pra resolver tudo com calma.

-Acho que entendo seu ódio pelos Hellsing, são mesmo uma raça insuportável. –Hermione comenta lembrando da pedra no seu sapato.

-Conhece algum? –Drakul pergunta surpreso.

-Tem um garoto estudando aqui, disse que está de olho na Mione, pra garantir que ela não mate a escola quando se transformar por completo. Ele acredita que ela vai sucumbir, e já deixou claro que está preparado pra quando acontecer. Qualquer dia desses dou uma surra naquele idiota. –fala já impaciente com a perseguição de Hellsing, além de jurar que o caçador tinha certo interesse em Hermione.

-Vai ganhar pontos comigo se fizer isso! –Drakul fala bem humorado, dando tapinhas amigáveis no ombro do garoto, que não gosta muito do contato.

Os três continuam o almoço falando de esportes e outras amenidades, Drakul ficara interessado no Quadribol e passara certo tempo discutindo sobre isso com o garoto. Quando o almoço terminou, Dobby foi ao local servir a sobremesa e verificar se precisavam de mais alguma coisa, Drakul aproveitou pra elogiar a comida e parabenizar o trabalho dos elfos, o que agradou Hermione que não deixou de falar do FALE pro vampiro.

-Harry, o que acha de me acompanhar num passeio pelo jardim, gostaria de conversar um pouco com você, tudo bem? –Drakul pergunta os pegando de surpresa.

-Claro...

-Claro que não, Harry, por favor! –Hermione fala o olhando como se dissesse: “Está louco? Tinha vodka no seu suco?”

-Assim me ofende, Hermione. Eu sou um homem de palavra e mesmo que não houvesse prometido nada, não faria qualquer mau a Harry. Eu só quero ter uma conversa de homem pra homem com ele, depois te encontro em seu quarto, só peço que deixe a janela aberta, tudo bem? –Drakul fala a ela, que concorda depois de olhar pra Harry.

-Então, vem comigo, vou te mostrar o campo de quadribol. –Harry fala e Drakul concorda animado.

Hermione olha os dois saírem sem conseguir imaginar o que Drakul poderia querer com Harry e resolve pedir a Gina pra ficar de olho nos dois. Sai correndo em busca da ruiva, passando pelos jardins e perguntando as amigas dela, que disseram algo sobre os jardins, perto das estufas.

Ao chegar, Hermione se surpreende ao ver uma longa cabeleira ruiva junto a cabelos negros, num beijo pra lá de quente. Depois do choque inicial, se aproxima mais e vê as mãos do moreno sob a camisa de Gina que o puxava pra si possessivamente.

-Isso é uma escola sabiam? –Hermione fala e os dois dão um pulo pra trás, mirando Hermione sem jeito, e prendendo os olhos no distintivo reluzente, preso no casaco jeans da garota.

-Mione, você não vai fazer nada, não é? Quer dizer, alivia essa. –Gina quase implora a amiga, o que menos queria era uma detenção e bronca da mãe.

-Só se você me fizer um favor, dando uma espiadinha no Harry. Drakul pediu pra conversar a sós com ele, e os dois foram na direção do campo de quadribol. Espero notícias no meu quarto, ok?–fala rapidamente, parecendo nervosa.

-Ok, eu já vou, não se preocupe que vou ficar bem perto dos dois. –Gina fala apreensiva, logo depois se transformando numa águia e indo na direção do campo de quadribol.

-Não sabia que ele estava aqui. –Logan fala seriamente, olhando-a como se esperasse uma explicação, afinal era o líder inimigo que estava na escola.

-Vem comigo que eu te explico tudo no caminho pro castelo. –Hermione fala e Logan assente, caminhando lado a lado com ela pelo jardim, sob o olhar atento de Hellsing, que estava os vigiando de longe.

N/A: Oi, como prometi, aqui está o cap 10, ficou mais ou menos, mas fiquem atentos a pequenos detalhes.

N/A²: Bom, pra quem ainda não desconfiava do par romantico da Gina, aí está o início de relacionamento do novo casal, mas não esperem que será assim tão fácil.

N/A³: Tadinhos do Harry e da Hermione, como sofrem, não?! Aliás, vocês acham que o Harry tem ou não o apoio do Drakul? A Cat já sabemos que dá a maior força rsrsrsrsrs.

Próximas fic's a serem atualizadas: Harmonia e Portões do Inferno.

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