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17. Cap 17


Fic: Minha Pequena - Pesadelo Pessoal nova fic ATT


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Reforços



Havia se passado mais uma semana, durante a qual Hermione foi mantida presa em um quarto no primeiro andar, as únicas pessoas com quem a mulher mantinha qualquer contato eram Draco e Luna. Draco por ser o único que realmente tinha um laço afetivo com a vampira, Luna, porque era quem cuidava do ferimento no braço dela e sempre que ia ao quarto da morena, levava a pequena Elisabeth para ver Hermione.

Um comportamento considerado demasiado estranho pelos moradores da casa, era o de Elisabeth, constantemente a garotinha chamava Hermione, só que quando a chamava, a pequena dizia “maaaaa”. De início todos pensavam que era coisa de bebês, mas aquilo se tornara tão constante que todos estavam realmente desconfiando de que Elisabeth pensava que Hermione era sua mãe. E o mais intrigante, ou talvez até engraçado, vendo de certo ponto, era que a própria vampira era a pessoa que mais se incomodava com tal fato.



- Granger. – Luna disse entrando no quarto onde Hermione era mantida presa, chamando a atenção da outra morena. – Ela não pára de chamar por você… - Olhou para a bebê que se encontrava em seu colo, mostrando que se referia a ela.

- Eu não sou mãe dela. – Mesmo falando de uma forma fria, a mulher apressou-se em cortar Luna, fazendo com que a pessoa à sua frente apenas desse de ombros.

- Muito menos eu. – Acrescentou da mesma forma que Hermione, não iria ficar com todas as responsabilidades, sozinha ali, é claro que ela tinha um afeto para com Elisabeth, mas não era a si que a pequena chamava a maior parte do tempo. – Mas você a salvou, e ela te tem como referência.

-O problema não é meu se ela teve a sorte de vocês aparecerem antes de eu matá-la. – Respondeu rindo de um modo sarcástico, sem falar que estava começando a ficar impaciente, o que Luna percebeu somente pelo timbre de sua voz. A mulher que segurava Elisabeth apenas a encarou com um misto de descrença e nojo.


-Eu deveria enojá-la por isso, mas algo me diz que essa garota é muito mais importante pra você do que finge ser. Só digo que não me convenceu com isso, você não iria matá-la, não teve coragem uma vez e não teria outra! Por mais que tente passar a sua antiga imagem de vampira intocável, não consegue, porque não é o que sente de verdade. Eu sei que gosta dela, tanto quanto ela gosta de você, mas tem medo de admitir, pois pensa que admitindo estará se tornando vulnerável. – Luna fez uma grande pausa, durante a qual Hermione manteve-se fria e intocada. – Somente tenho pena de você… por não se permitir sentir o melhor sentimento do mundo, o amor. E essa minha cara, é a sua pior prisão.


O silêncio que se procedeu, só foi quebrado pelos resmungos de Elisabeth, que constantemente abria os bracinhos em direção a Hermione enquanto a chamava novamente por “maaaaa”.

Luna levou Elisabeth até a cama de Hermione e a depositou lá. A mulher se manteve onde estava durante toda a conversa, perto da janela, que jamais poderia ultrapassar. Luna se retirou do quarto e Hermione pode ouvir a outra morena pronunciando aos sussurros alguns feitiços que ela mesma conhecia muito bem, e sabia que a impediam de praticar qualquer tipo de magia, e de sair do quarto.

Escutou uma exclamação infantil e feliz, quando olhou para sua cama, viu Elisabeth balançando um vidrinho com um conteúdo azul brilhante dentro, a garotinha sacudia o vidrinho com vontade.



-Minha poção! - Exclamou Hermione exasperada, aquele era um dos últimos vidros que tinha daquela poção, os ingredientes eram raros, e ela não pôde encontrá-los ali, o que dificultava imensamente sua situação. – Solte isso já! – E começou a andar apressada em direção a Elisabeth, o que a assustou profundamente, e meio que por instinto, obedeceu à ordem de Hermione, que somente teve tempo de ver o vidrinho voando pelo quarto, logo se espatifando na parede. A morena ficou olhando estupefata o líquido azul escorrer até o chão, e com um movimente brusco, virou-se para a neném. A garotinha arregalou os olhinhos muito azuis, mostrando todo o seu espanto para a mulher, e quando Hermione já havia se aproximado, a pequena abriu a boca e começou a chorar.



Tal ato fez com que Hermione parece congelada onde estava, apenas franziu o cenho e arregalou os olhos confusa e mais do que tudo, incrédula, completamente perdida! Com calma, como se estivesse temendo que fosse atacada por Elisabeth, ela deu mais um passo em direção à menina, e sem muita opção, a pegou no colo completamente desengonçada.

- Por Merlin, pare de chorar! – Meio que sentindo um desespero dentro de si, começou a embalar a menina no colo, mas dessa vez, Elisabeth não obedeceu, continuou chorando com seus olhos completamente molhados. Ainda mais desengonçada, se possível, a morena começou a cantar uma música para a pequena, que achando a cena no mínimo divertida, parou de chorar e passou a rir da expressão desesperada da mulher. Quando Hermione percebeu que Elisabeth fazia apenas “hora” com sua cara, arqueou a sobrancelha, e não conseguiu conter um sorriso enviesado.

- Não acredito que estava brincando comigo! Todos os bebês são espertinhos assim é? – Disse com um tom de indignação, mas admitia… lá no fundo, para si mesma; que aquilo era muito mais divertido do que imaginava ser. Mas logo ignorou seu pensamento quando de repente a porta do quarto, fora aberta. Hermione se virou e viu um moreno de olhos e cabelos arrepiados parado em frente à porta. E sentiu… algo estranho… talvez estivesse com fome, porque seu corpo reagiu de uma forma realmente intrigante. Seu coração acelerou, os olhos brilharam e um arrepio passou por todo o seu corpo. Estava com frio? É… talvez estivesse com frio, mesmo não havendo nenhuma brisa no local. Pela proximidade com a mulher, Elisabeth pôde sentir todas aquelas reações, e com um sorriso sapeca, tirou os olhos azuis de Hermione para direcioná-los a Harry, e sorriu largamente, mostrando para o homem dois dentinhos que nasciam em sua boca. Harry não soube o que fazer de início, mas logo devolveu um belo sorriso à pequena, que estendeu os bracinhos agitados em direção ao moreno.

-Paaaaa! – Ao ouvir o que Elisabeth emetia, engoliu em seco, arregalando os olhos verdes ocultos pelas lentes dos óculos. Mas depois de chamá-lo três vezes, e vendo que a menina não iria sossegar enquanto ele não a pegasse no colo, aproximou-se das duas, e pegou a pequena no colo, que apenas deitou a cabecinha em seu ombro, observando Hermione com os grandes olhos atentos.

Harry se afastou um pouco da morena, e se lembrando do que fora fazer ali, perguntou:



-Por que ela estava chorando? O que fez com ela? – Seu tom de voz mostrava-se seco, mas Hermione somente lhe lançou um olhar irônico.

-Eu nada, afinal de contas, não saio por aí quebrando o vidro de poção dos outros. – Respondeu apontando para a onde Elisabeth jogara a poção, com um aceno de cabeça.

-Claro… isso é muito pouco para você. – Interveio ainda mais seco, não se importando com o olhar sem sentimento que a morena tinha.



- De fato – Começou a morena, realmente não se sentia nenhum pouco atingida com as palavras que escutara. – Não perco meu tempo com coisas e nem pessoas insignificantes. Se tiver capacidade física e mental para muito mais do que isso, e claro, normalmente, pessoas pequenas têm respeito o bastante por mim. Para que eu não precise perder tempo com elas, afinal, costumam ter amor à vida.



- O que não faz a menor diferença para você. Certo? Não creio que pergunte se a pessoa tem amor à vida antes de matá-la. - Hermione o fuzilou com os olhos, olhar que Harry devolveu prontamente, mas a troca de olhares foi interrompida por Ron. O ruivo adentrou ao quarto apressado, olhou estranhamente para Elisabeth no colo de Harry e sorriu.

- Boas notícias – Iniciou o ruivo – Hagrid está de volta! – Harry sorriu largamente, com uma sensação renovada dentro de si, como se um peso estivesse saindo de suas costas. Foi inevitável não tirar o pensamento da morte do amigo de sua cabeça. Não queria mais perder ninguém naquela porcaria de guerra, e sim fazer as “pessoas injustas” perderem tudo.

-Está na hora de iniciar nossos planos... - Rony devolveu o sorriso, e o moreno entregou a pequena Elisabeth para o amigo. A garotinha começou a puxar os cabelos crescidos do ruivo, que a levou do quarto.

-Você vem comigo, – Disse ele a Hermione – Chegou a hora de retribuir nosso favor. – Finalizou com um sorriso sarcástico, a fazendo sentir o arrepio voltar novamente, mas era óbvio que não iria o deixar perceber isso. E somente ficou o observando pegar uma peça de metal do bolso traseiro. – Dê-me seu braço.



- Posso saber para quê?



- Não lhe devo explicações, mas se quer tanto saber… não espera que eu saia com você desse quarto sem proteção não é? – Disse novamente sarcástico – Uma pulseira de prata banhada a ouro não vai machucá-la, mas a impedirá de fazer qualquer magia. – E sem esperar que ela erguesse seu braço, ele o puxou bruscamente, como se sentisse repulsa daquele ato, e ficou realmente satisfeito quando percebeu que Hermione estava receosa. Talvez estivesse se sentindo fraca, mas para si, aquilo pouco era da sua conta.

Harry se posicionou atrás da mulher, e a levou até a sala da casa, com o braço da mesma bem segura em sua mão. Ao adentrar ao local, ela teve um pequeno sobressalto, um homem com o dobro de seu tamanho estava no meio da sala. Seu rosto tinha algumas cicatrizes, seu emaranhado de barbas e cabelos castanhos davam a impressão de se estar encarando um homem das cavernas, os olhos negros como dois besouros brilhavam de felicidade, talvez fosse o único fato que impedira Hermione de dar um belo salto para trás.

Ao vê-la adentrar ao local, com Harry segurando seu braço, Hagrid franziu o cenho unindo as duas sobrancelhas, não conseguia realmente se lembrar daquele rosto novo.

-Harry! Há quanto tempo não o vejo! Mas… quem é ela?



-Também senti sua falta! – Disse o moreno sorrindo – Quanto a ela, uma longa história...

Os minutos seguintes foram reservados para um pequeno resumo dos últimos fatos, onde Hermione permaneceu sentada ao lado de Draco, em uma cadeira no fundo da sala. Tentou várias vezes retirar aquela pulseira, mas acabou descobrindo que era presa com magia, impossível de tirá-la.

-E agora que está de volta, espero que tenha trago boas notícias! – Draco que também observava a cena de longe, apenas revirou os olhos bufando, o sorriso irritante de Harry estava começando a irritá-lo, se bem que o moreno, em sua opinião, parecia um tapado quando fazia aquilo…

Na sala, estavam todos os membros da ordem presentes na casa, inclusive Neville, que estivera viajando nos últimos dias, e retornara a poucos dias, apenas Fleur havia ficado no quarto, para cuidar das duas meninas.

- Sim eu trago boas notícias! – Hagrid sorriu orgulhoso – Quando houve o ataque a antiga sede, eu já havia ouvido falar sobre uma colônia de gigantes nos Alpes Suíços. Nunca falei muito francês, então procurei Madame Máxime… eu e ela fomos aos Alpes, quando encontramos os gigantes apenas observamos seu comportamento nos primeiros dias, para depois abordá-los com cautela. O primeiro contato não foi muito bom, mas pelo menos eles não nos expulsaram, e foi assim nos outros três dias, nós tentamos nos aproximar. Mostrar a proposta da Ordem, o bem que isso iria fazer, mas eles não acreditavam que poderíamos fazer algo contra você –sabe - quem. O chefe da colônia era o Henri, ele tinha várias mulheres, mas sua favorita era Constance. No quinto dia, quando íamos nos aproximar novamente da colônia, vimos diversos Comensais da Morte se aproximando… eles queriam se aliar aos gigantes, mas Henri recusou a oferta, houve uma batalha, dois comensais foram mortos, mas Constance também foi. Henri jurou os homens de morte, no dia seguinte, levamos flores em homenagem a Constance, e voltamos a conversar com Henri, ele aceitou se aliar á nós, disse que queria matar Você – sabe - quem e todos os comensais da morte. A Colônia de Henri é uma das maiores que ainda existem no mundo e ele ainda tem um forte laço com uma outra colônia bem menor, na Espanha, mas que é de grande valia. Eles estão do nosso lado! Disseram que quando precisássemos da ajuda deles, era só pedir. Madame Máxime está na França, mandamos uma carta, e estão todos aqui.

-Você nos deu essa notícia na hora certa Hagrid! – Começou Harry realmente satisfeito – Já está na hora de começarmos nossas investidas contra Voldemort.

-É aí que você entra Senhorita Granger – Disse McGonall – É a única que sabe a verdadeira localização de Voldemort, além do Sr. Malfoy… Mas conhece muito melhor os segredos dele, assim, podemos montar uma estratégia.



-Vocês só podem estar loucos. – Acrescentou logo Hermione sorrindo incrédula.

-Posso saber onde está a graça? – Pela primeira vez Gina interveio impaciente, mostrando que não havia motivos aparentes para que ela estivesse sorrindo, ao perceber isso, a morena apagou o sorriso… pelo visto, eles falavam sério mesmo.

-Me diz uma coisa… o quê vocês têm na cabeça? – Perguntou ela meio desesperada – Tom vai esmagá-los! E Gigante nenhum vai impedir isso! O que os faz pensar que tem força para enfrentar Tom?

- O ataque á Azkaban é um ótimo exemplo. – Lembrou Sirius cruzando os braços e fitando a mulher.

- Tom nunca imaginou que alguém fosse ser idiota o bastante para atacar Azkaban! – Bradou Hermione – A prisão tinha pouquíssimos Comensais, os feitiços que o próprio Riddle lançou na prisão é que faziam à segurança! E mesmo assim, eram feitiços contra os prisioneiros, não contra possíveis invasores! – Fez questão de citar aquilo, se lembrando do quanto tinha rido com Tom de tal fato. O que não agradou a eles, já que ela diminuía consideravelmente o mérito dos Rebeldes.

- Pensa que somos fracos, não? – Disse Rony com desdém – Mas temos muito mais aliados do que pensa! Voldemort não é o que possamos chamar de um líder carismático! Não faz muito sucesso!

-Caramba! – Apelou a vampira meio descontrolada, batendo com as mãos nas próprias coxas, parecia que estava falando com crianças mimadas! – Três Comensais da Morte mataram um dos bruxos mais poderosos que conheci na vida! Que conhecia magia antiga, magia branca e magia negra! Sabia de coisas que vocês nem sonham que possam ser feitas! E nesse momento a carcaça dele está soterrada por pedras no meio de uma floresta! – Terminou a vampira ainda mais apelativa, fez uma pausa para recuperar o ar, sentindo-se muito cansada – Vocês não têm a menor chance!

Terminou ela cansada, Hermione abaixou a cabeça, a pulseira consumia parte de sua energia, e a região de seu pulso estava levemente avermelhada, levantou a cabeça, seu olhos encontraram com um sorriso, um sorriso bonito, mas de deboche, subiu os olhos e encontrou os olhos verdes ocultos pelas lentes retangulares, ele a olhou curioso.



-Você se esqueceu de uma coisa Granger… – A voz maciça de Harry não deixava de mostrar certo tom de sarcasmo. Hermione franziu o cenho, não gostou do tom de voz dele, sabia que aquele homem não era do tipo que agia juntamente com aquilo. – Nós temos você, e não vai somente ficar na parte estratégica. Tanto poder não ser desperdiçado!

Remus arregalou os olhos com a ironia de Harry, suas feições estavam cansadas, havia passado à semana da lua cheia, mas o enfado não tinha o deixado em paz.

-Harry não sei se é uma boa idéia...

-Mas eu sei! – Interrompeu o moreno veemente. – Ela vai à batalha! Está decidido!

Harry não percebeu, mas Draco o olhava curioso, no fundo o loiro sabia que o moreno armava algo… o que mostrava que o homem era mais esperto do que ele pensou. Não confiava nem nele, então por que toda aquela fidúcia na vampira? Isso para ele cheirava a plano… O problema era que Harry não era o único a pensar ali…

- Já está tarde, amanhã começamos a montar nossa estratégia – Finalizou Ron, tentando acabar com o clima incômodo que havia se instalado na sala – Agora vamos. – E sem esperar que alguém o seguisse, Ron saiu em direção às escadas. Harry foi até Hermione, e a levou em direção a seu quarto, os outros presentes foram se dispersando aos poucos.

O moreno e Hermione adentraram no quarto, com Draco atrás dos dois e permaneceu parado a porta.

-Sabe nada contra esse seu plano suicida, mas sem meus poderes completos, sou um alvo fácil pra Tom, não teria o menor trabalho em me matar. – Hermione falou enquanto o moreno retirava a pulseira de seu pulso, que logo foi massageado por ela mesma, tentando fazer com que o local afetado ficasse melhor.

- Minerva já começou uma pesquisa sobre vampiros, algo que possa ajudá-la. – Seus olhos verdes encararam os de Hermione, que logo ele tratou de desviar para o chão. – Até o ataque saberá como se defender. – Recuou um passo, tentando não mostrar nenhuma emoção.

-E John? Ele está bem? – Hermione resolvera ignorar a atitude de Harry, e perguntou falsamente desinteressada.

-Está muito bem escondido. – Respondeu novamente o mais rápido possível, logo após saindo do quarto sem olhar para trás, não havia ainda ingerido a idéia de ter uma conversa civilizada com aquela mulher.

- Você está bem? – Draco esperou que a presença do moreno desaparecesse do corredor para se dirigir à morena.

- Vou ficar bem. – Respondeu simplesmente dando de ombros, mostrando que não era preciso que o homem se preocupasse.

O loiro acenou e saiu do local, seu quarto era no corredor ao lado, tão pequeno quanto o da vampira, mas ao menos tinha alguns livros, diferente do dela. Quando adentrou ao corredor, viu uma ruiva parada a porta, treinando um modo de bater nela, curioso se aproximou pela sombra.

- Quer falar comigo Weasley? – Teve que conter um sorriso ao vê-la ter um sobressalto, a mulher ao olhar para ele recostado displicente à parede, jogou os cabelos para trás, tentando mostrar certo ar superior e ignorando o “pequeno” susto que teve.

- Claro que não! Por que perderia meu tempo com uma Doninha? – Draco apenas fechou a cara ao lembrar-se do ocorrido.

-Então estava limpando a porta por um acaso? – Se ela queria causar certo desconforto, ele fazia plena e total questão de também propor aquilo…

- Não interessa o quê estava fazendo! – desconversou ela – O que estava fazendo fora do seu quarto?

-Vendo minha amiga. – Respondeu simples ainda a fitando, bem mais interessado na reação dela, do que suas próprias palavras.

-Amiga… Vive no quarto daquela vampira! – Praticamente cuspiu as palavras, somente depois percebendo o que tinha feito. Draco novamente teve que se controlar para não rir… ele e Gina estavam conversando quase que frequentemente nas últimas semanas. Admitia que ela era muito mais simpática pessoalmente, se não fosse pela mulher, ele provavelmente passaria seu dia completamente entediado. Porém sempre que o loiro a deixava para ir ver Hermione, a ruiva se mostrava arredia. Ele não podia acreditar… ela realmente estava… com ciúmes? Dele! Ah, não conseguiu… sorriu enviesado, com uma enorme satisfação, foi se aproximando da ruiva, e sem muita cerimônia, a pegou pelo braço, lhe forçando a olhar em seus olhos.

- Ciúmes? – Perguntou com a voz rouca, com seu sorriso aumentando mais ainda ao vê-la hipnotizada por sua boca. E com toda a paciência do mundo, ele esperou que alguns segundos se passassem até que Gina recuperasse seu controle e lhe respondesse.



-Vai se catar Malfoy! Nem que você pintasse o cabelo de ruivo eu sentiria ciúmes de você! – disse com a força falha, mas ela tentou passar as mãos pelo cabelo, tentando mostrar seu alto controle. – Tenho mais o que fazer! – Agora completara mais firme, enquanto saia do corredor. Draco sorriu ao recostar-se de novo à porta do quarto.



- Fácil… - Não podia negar… a ruiva era muito mais do que ele esperava.

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Rony subiu as escadas na frente, parou em frente à porta de seu quarto e viu Luna aparecer no topo da escada, os olhos azuis de ambos preocupados, com um aceno, ela o chamou pra entrar em seu quarto, e Ron não precisou pensar.



-Você precisa conversar com Harry! – Luna disse preocupada. – Ele está se precipitando, eu que convivo muito mais com ela sei… não devemos confiar!

-E você pensa que não sei? – respondeu o ruivo ainda mais preocupado – Harry é a pessoa mais desconfiada que conheço! E tem todos os motivos do mundo pra isso! Não sei o que deu nele pra tomar essa decisão assim! - Luna pensou um instante, conhecia seu amigo, ou pelo menos achava que sim, Harry não era de dar tiro no escuro quando ao assunto era a guera.



-A não ser que ele tenha algo em mente...



-Ele não me contou nada. - O ruivo deu de ombros, Luna olhou para o ruivo e arqueou a sobrancelha.

-Talvez ele não tenha lhe contado exatamente por ser tão desconfiado. -Rony arregalou os olhos com a suposição da morena.



-Espera aí! Eu sou o melhor amigo dele!



-Ora Ron! Sei disso! Mas vamos lá! Quantas vezes vocês não brigaram por que você não confiou no Harry? Se estiver certa ele pode estar querendo evitar uma nova briga!



-Briga? Eu sempre confiei no Harry! - Bradou o ruivo incrédulo. Luna arqueou a sobrancelha e respondeu:



-Sério? Então eu sonhei aquela história do Torneio Tribruxo? Você realmente demorou a acreditar que o Harry não tinha colocado o nome no cálice! Ou estou enganada? - Acusou a morena.



-Qual é! – interveio o ruivo – Eu tinha quatorze anos!



-E continua o mesmo cabeça-dura! - Respondeu a morena sorrindo. Luna que estava em pé se sentou ao lado do ruivo.



-Tente conversar com ele, e mostrar confiança!



-Posso tentar. - Disse ele dando de ombros.



-Mas não o acuse de não confiar em você! Por que aí sim ele não vai contar nada!



-Eu não vou acusar!



-Realmente espero que não! – Apenas sorriu em resposta.



-Você está tentando me irritar... – Era engraçado ver Ron a olhando incrédulo, mesmo sendo um homem às vezes tão seguro de si, Luna o via como em Hogwarts, com todas aquelas caretas… com todos aqueles sorrisos.

-Não é nenhuma façanha. - Terminou ela provocando ainda mais o ruivo, que ia dar uma boa resposta, mas percebendo que era isso que ela queria, sorriu de lado e disse:



-Você não vai conseguir. - Luna levantou as mãos em sinal de rendimento, e Rony voltou a sorrir. O ruivo se levantou da cama, passou as mãos pelo cabelo e seguiu em direção a porta. - Amanhã eu falo com o Harry, mas agora é melhor irmos dormir. – E ainda com um pequeno sorriso, ele se caminhou até a porta. – Boa noite! – Despediu-se o ruivo a olhando antes de fechar a porta.

-Boa noite Ron.


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N/A:
Eu demorei pra postar sei disso... Mas em compensação esse foi o maior cap que eu já escrevi! Como eu tinha explicado.. Eu recebi dever de férias.. E estou bem ocupada! Mas consegui arranjar tempo pra escrever o cap! Realmente espero q tenham gostado! Achei que estava mais do que na hora de começar o romance né? pois aí está! ~-^ ceninha D/G e R/L. o que será que o Harry está armandoo?? o.O e o Draco.. Tb ta meio misterioso... Vou dar uma dica... o objetivo dos dois eh bem parecido... Quem descobrir recebe o cap 18 assim que for escrito! (Sem a betagem)
Galera brigada por TODOS os coments! amei todos! de verdade!

Bjos!

Poly_Malfoy

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