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7. Em Godric's Hollow


Fic: Harry Potter e o Confronto Final


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ERAM CERCA DE ONZE HORAS DA MANHÃ de domingo, e fazia um dia bonito e ensolarado nas cercanias d’A Toca, os jovens que passavam as férias escolares na casa dos Weasley aproveitavam o tempo bom para se distraírem no quintal da propriedade. Na verdade, não apresentavam o mesmo entusiasmo de outras oportunidades iguais a esta, em que o amigo Harry se fazia presente e passavam grande parte do dia jogando quadribol, desta vez procuravam ficar próximos ao pequeno lago ali existente, tomando longos banhos de sol e apreciando a paisagem.
Gina encontrava-se um pouco afastada do irmão mais novo e da atual colega de quarto, havia se encarrapitado num dos grossos galhos de um carvalho centenário que margeava o laguinho e se distraía atirando, lá de cima, pequenos pedaços de pão para as carpas que viviam ali. O casalzinho, ali próximo, preferia se ater a uma gostosa conversa quase aos sussurros e entremeada de pequenos risinhos e gestos carinhosos.
Ao longe, seguindo a estradinha de terra batida que dava acesso ao local, os três identificaram uma enorme figura de cabelos e barba fartos que se aproximava decidido do local.
— Hagrid! Hagrid! – gritou a menina, saltando habilmente do galho da arvore e se precipitando em direção ao visitante.
— Olá Gina! Como está? – disse o homem enquanto recebia um caloroso abraço da garota – Oh! Olá Rony, olá Hermione! – completou quando verificou os outros dois também se aproximando dele – Como vão todos?
— Estamos bem! – responderam os três, quase em uníssono. E seguiram animados em direção à sede, de onde já emanava o gostoso cheiro da comida da Sra. Weasley.
— Que faz aqui? – indagou Hermione intrigada – Traz alguma notícia nova?
— Estou apenas atendendo a um convite do Arthur e da Molly para almoçar com vocês, hoje. – respondeu o grandalhão entre sorrisos – Ah! E também estou muito curioso para saber o que uma de minhas alunas preferidas deseja comigo. – concluiu, esfregando a enorme mão na cabeça da ruivinha e despenteando-a completamente.
Os outros dois olharam curiosos para a menina que, depois de gaguejar um pouco disse:
— É o Arnaldo! – e correu a apanhar o bichinho que brincava perseguindo uma lagartixa na entrada da casa, onde o pequeno grupo já havia chegado – Ele sempre teve uma cor roxa... e agora está ficando... meio... cor-de-rosa...
Hagrid olhou fixamente para a garota, e em seguida para o bichinho, tentando identificar qual dos dois estaria com um possível problema de saúde, já o casalzinho começou novamente a controlar pequenos risinhos.
— Bem... talvez seja alguma coisa na alimentação dele... apesar de me parecer normal... com que você o alimenta? – analisou o meio-gigante e, assim que concluiu a frase, sentiu ser puxado fortemente pela menina.
— Venha aqui que eu te mostro! – e encaminhou-o, dando a volta pela parte externa da construção, para os fundos da casa, observando por sobre os ombros se os outros dois os seguiam, o que não aconteceu.
Quando constatou que os dois se encontravam completamente sós, a jovem retirou um pedaço de pergaminho dobrado dos bolsos e colocou-o nas mãos gigantescas do amigo.
— Entregue isto para o Harry, é o endereço do fiel do segredo da nossa casa! – disse fechando os dedos do outro ao redor da mensagem – Ninguém pode saber, Hagrid!
O homem teve um momento de indecisão, mas apertou o papel nas mãos e guardou-o nos bolsos, logo em seguida.
— Mas... porque eu? Seu pai irá entregar a ele, com toda certeza!
— Foi o Harry quem pediu, ele confia em você! – disse a bruxinha dando-lhe outro terno abraço.
— Claro, claro. Hoje à noite eu... – e calou-se abruptamente, aparentemente se controlando para não falar mais do que devia.
— Hoje à noite o que, Hagrid? – instigou a outra.
— Nada, nada... bem vamos entrar que estou com fome! – tentou despistar o homenzarrão.
— Você tem visto o Harry? Está tudo bem com ele? Ele já abandonou a casa dos tios? O que vocês vão fazer hoje à noite? – a saraivada de perguntas da garota deixou o guarda-caça meio zonzo.
— Como sabe disso? Ele... ele... ficou de encontrar comigo esta noite... – gaguejou o meio-gigante – Vou arrumar um lugar para ele... em Hogwarts... – desembestou a falar, mostrando arrependimento a cada palavra.
— Hagrid! Ninguém pode saber disto! – censurou a ruivinha – Você tem que se controlar, isto é muito importante!
— Claro, claro... mas, você não tem problema não é? ... nem o Rony e a Hermione... – desculpou-se.
— Ninguém Hagrid! Nem mesmo eles, isto é muito importante e perigoso para o Harry. Quanto menos pessoas souberem, melhor! – a jovem bruxa foi incisiva.
— Está bem, está bem. Podem contar comigo, ninguém mais saberá.
E dirigiram-se para a cozinha, de onde já se ouvia o chamado da Sra. Weasley.


Harry só havia estado na casa de seus pais quando era apenas um bebê, até o primeiro ano de vida para ser mais exato, e não poderia aparatar para um lugar em que não possuísse uma lembrança de ter estado nele. Por isto havia embarcado num trem que o levaria até uma estação bem próxima do local, conforme já havia se informado há tempos atrás com pessoas que haviam sido próximas de sua família.
Após desembarcar, informou-se com um dos funcionários trouxas da estação e passou a caminhar pelas ruas calmas e desertas do vilarejo. O cheiro bom dos almoços dominicais se espalhava em todo os arredores, mas o rapaz não ligava, havia tomado um café bem reforçado logo pela manhã, preparado por Winky na ex-mansão dos Black – local onde havia habitado incógnito nos últimos dias.
Dobrou a última esquina, conforme a orientação recebida na estação, e deparou-se com duas casas, modestas mas muito bem cuidadas desde a pintura das paredes até os detalhes de jardinagem, porém pelo pequeno mapa que carregava consigo, a numeração da casa que procurava estaria exatamente entre estas outras duas, e ele tinha certeza que ela se encontrava lá, apenas não se encontrava visível.
Aguardou alguns instantes até que não houvesse nenhum movimento de trouxas no local e, apontando sua varinha para o ponto em que a construção deveria se localizar, murmurou: “Revele seus segredos!”.
Houve uma leve distorção na estrutura das duas casas e uma terceira surgiu entre elas, tinha o mesmo modelo das demais da rua, mas demonstrava acentuadamente o abandono a que tinha sido sujeita nos últimos anos. O rapaz apressou-se em se aproximar da porta de entrada e, com um leve empurrão, abriu a mesma e penetrou naquele lugar que se transformara em palco da grande tragédia de sua vida.
Era um ambiente simples, sem muito luxo, o pó e teias de aranha tomavam conta dos móveis que aparentavam estar intactos, uma ou outra cadeira caída e alguns vasos e quadros espatifados, lembravam que ali havia sido travada uma luta mortal.
O filho pródigo subiu as escadas que levavam aos dormitórios no andar superior, a cena que presenciara no pavimento anterior se repetia aqui: seus pais haviam vendido caro as suas vidas, pois em diversas partes das paredes se observava a marca escura e profunda dos feitiços convocados.
Uma porta no final do corredor lhe chamou a atenção particularmente, estava completamente destruída e, no interior do quarto a que ela dava acesso, Harry descobriu um pequeno berço que, apesar de também apresentar o desgaste causado pelo tempo, das teias de aranha e da grossa camada de poeira, se encontrava intacto: aquele valoroso casal de bruxos havia usado de toda a sua força e inteligência para preservar aquilo que lhes era mais valioso em todo o mundo, e tiveram sucesso – dezesseis anos depois, o fruto daquela união, o símbolo da vitória naquela batalha, estava ali em pé, com grossas lágrimas rolando pelo rosto, mas finalmente compreendendo as palavras que seu falecido tutor e amigo Dumbledore havia lhe falado por diversas vezes: “A maior e mais poderosa arma que existe contra as forças do mal, é o amor”.


Hagrid acabara de se sentar à mesa, juntamente com os demais integrantes da família, sua hóspede Hermione e Rony, que havia subido até seu quarto e se sentara por último, e aguardava ansiosamente que Molly Weasley servisse o delicioso almoço quando, com grande estardalhaço, Tonks entrou no recinto visivelmente transtornada.
— O Harry está aqui? – disse com a voz embargada e ofegante ao mesmo tempo.
Houve um silencio geral no ambiente, seguido de uma troca de olhares frenética entre os ocupantes da mesa.
— O Harry não veio para cá? Ele sumiu! – repetiu a bruxa de cabelos psicodélicos, apoiando-se no corrimão da escada com receio das pernas lhe faltarem.
— Do que está falando, Tonks? – disse o Sr. Weasley levantando-se e caminhando em direção da auror – Você não estava responsável por vigia-lo? O que aconteceu?
Neste momento Remo Lupin e Minerva McGonagall entraram na já apertada cozinha, imitando as expressões de angústia e preocupação demonstradas anteriormente por Tonks.
— Ele está aqui? – perguntou Lupin a Tonks assim que a avistou, mas, diante do sinal de cabeça em sentido de negativa que a outra lhe fez, afastou-se a um canto do aposento e, com uma das mãos ao queixo, pôs-se a pensar.
— Oh Grande Merlin! – exclamou a professora Minerva, colocando as duas mãos sobre a boca.
— Eles pegaram o Harry? – balbuciou a Sra. Weasley, sendo amparada rapidamente por Fleur ao demonstrar um leve sintoma de desmaio.
— Não aconteceu nada com ele! – disse Tonks, recuperando-se – Eu interroguei pessoalmente os tios trouxas dele e eles disseram que ele foi embora espontaneamente, não havia sinais de magia das trevas na casa.
— Calma mamãe! – disse Rony preocupado com o estado de desespero que a bondosa bruxa estava apresentando – O Harry já nos havia dito que não iria ficar com os tios por muito tempo!
— Ronald! – censurou-o Hermione, mas o jovem bruxo olhou firmemente para ela, parecendo ter passado de adolescente para adulto instantaneamente, e a acalmou.
— Não adianta esconder certas coisas Mione, o Harry sabe o que está fazendo e tem o direito de escolher o seu próprio caminho... e eu estou do lado dele! – concluiu.
Ao ouvir as palavras fortes do filho, a Sra. Weasley pareceu se recuperar, Hermione olhava fixamente para o ruivo com uma expressão mista de espanto e admiração.
— Bem, não podemos nos desesperar agora. – argumentou Arthur Weasley, colocando uma das mãos no ombro de Rony em sinal de aprovação – Alguém imagina onde ele possa estar? – seu olhar, esperando por alguma sugestão, varreu o semblante de um a um, até chegar no de Hagrid, que se levantou abruptamente derrubando sua cadeira e quase virando a mesa ao bater os joelhos na mesma.
— Bem, eu vou indo... – disse o grandalhão girando o corpo e insinuando-se em direção à porta –... tenho muito que fazer...
— Mas, você nem almoçou ainda... – observou a Sra. Weasley, inocentemente.
— Rúbeo Hagrid! – a voz da professora McGonagall soou fria e penetrante – O senhor está escondendo alguma coisa?
— Deixe o Hagrid ir, Minerva! – disse Lupin libertando-se de seus pensamentos – Com certeza ele deve ter muitos afazeres o aguardando. – e, dirigindo-se para Gina, que tentava esconder-se atrás de uma coluna de sustentação, concluiu – Você já tirou todas as dúvidas que tinha para perguntar ao seu professor?
A menina apenas confirmou com a cabeça, meio sem graça, mas percebeu que o bruxo lobisomem sabia muito mais do que deixara transparecer.
O grandalhão de língua solta apressou-se em se retirar do cômodo e sumiu porta afora, Lupin dirigiu-se desta vez para Rony e disse:
— Tem idéia de onde ele possa estar?
Hermione agarrou-se ao braço do rapaz, tentando controlar o seu recente ímpeto de adulto, mas o rapaz respondeu firme e decidido:
— Sim, mas só digo se me levar junto!
Remo analisou, em uma fração de segundo, a possibilidade de fazer o garoto desistir da empreitada, mas em seguida respondeu:
— Vamos embora!
Hermione apertou mais forte o braço do garoto, tentando segura-lo ali a seu lado, mas ele se desvencilhou gentilmente, a Sra. Weasley tentou alcança-lo também, mas ele já se posicionava ao lado de Lupin.
— Eu e Gui também vamos! – disse o Sr. Weasley adiantando-se.
— Não será necessário Arthur! – disse o bruxo tomando o braço de Rony – Dois homens deve ser o suficiente!


Quando não havia mais lágrimas para externarem a tristeza do jovem garoto, convertido a homem prematuramente por conta de uma batalha desigual e inglória, Harry passou a inspecionar os demais cômodos da casa, à procura de algum objeto ou sinal que pudesse lhe dar alguma vantagem no confronto que estaria por chegar.
Após ter reunido alguns souvenires e pertences daqueles que deram a sua vida por ele, como fotografias do casal, um cordão de ouro da mãe e um chapéu cônico de feiticeiro do pai, o elfo Dobby foi convocado a transportar tudo para a casa dos Black. Em seguida, dirigiu-se novamente para o quarto com o berço, e sentou-se em uma banqueta, perdendo a noção do tempo.
Enquanto isso, na rua em frente, duas figuras se materializaram bem defronte a construção há tanto abandonada. Lupin avançou rapidamente em direção da porta entreaberta e penetrou no hall de entrada empunhando sua varinha, ao lembrar do rapaz que o acompanhava, virou-se para a entrada da casa e percebeu que o mesmo já se encontrava a seu lado, empunhando firmemente sua varinha e cobrindo as costas do primeiro.
— Ele esteve aqui há pouco, veja as pegadas na poeira! – disse, apontando para o chão – Harry! – gritou e aguardou uma resposta que não veio.
— Harry, você está aí? – complementou o jovem ruivo.
— Vamos verificar lá em cima. – orientou Lupin, dirigindo-se às escadas e sinalizando para que o outro o acompanhasse.
No seu antigo quarto, o “Menino-Que-Sobreviveu” identificou imediatamente as vozes que o chamavam, levantou-se então da banqueta à qual tomava assento e dirigiu-se a um canto do aposento, onde vestiu sua capa da invisibilidade.
Quase em seguida os outros visitantes invadiram o recinto, Lupin, ao avistar o berço, baixou a varinha e permaneceu como que paralisado, enquanto que Rony, observou as marcas de pegadas ao chão e, dirigindo-se na direção em que Harry encontrava-se camuflado, parou a poucos centímetros deste e virou-se para o outro bruxo, e também aguardou estático.
— Ele já deve ter ido! – lamentou-se o lobisomem, retornando de seus pensamentos e dirigindo-se lentamente em direção à entrada.
— Dê-me um minuto. – pediu o ruivo, enquanto o bruxo mais velho, concordando com a cabeça, retirava-se.
Assim que este sumiu pela porta semidestruída, Rony apontou a varinha naquela direção e exclamou:
— Abafiattus!
Então, girando nos calcanhares, olhou diretamente nos olhos do amigo invisível e perguntou:
— Você ficará bem até a noite?
O outro se despiu da capa e, atordoado balbuciou:
— Como soube?
— As pegadas no chão! – disse apontando as marcas na poeira que avançavam até o canto – E... conheço seu estilo...
— Certo, e o que quer dizer “até a noite?”.
— Ouvi Hagrid contando à Gina, com auxílio das orelhas extensíveis, que ele irá acomoda-lo em Hogwarts. Todos me tratam como um bobo, mas não deixei escapar nada.
— Não se preocupe, quando chegar a hora eu os chamarei para juntarem-se a mim.
— Vai ser bom você ficar por lá, as aulas serão retomadas, e o pessoal de Beauxbatons e Durmstrang também irão para lá. – completou o ruivo.
— Interessante! – avaliou o ex-morador da casa – Mas, não permita que mais ninguém saiba, ok?
— Fique tranqüilo, Hagrid irá lhe entregar o endereço do fiel do segredo d’A Toca, Gina pediu a ele. – completou – Agora me deixe ir, não abusemos da boa vontade do Lupin.
— Acha que ele sabe que estou aqui?
— Com toda certeza... mas ele sabe respeitar a sua individualidade, fique tranqüilo!
E, com um aceno, o rapaz retirou-se. Harry aguardou por alguns instantes o barulho peculiar dos dois desaparatando e, após um último olhar à sua volta, também se desmaterializou.

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