-Você tem bom gosto, ele é bem gostosinho! –Cat fala sentada ao lado de Harry que dormia.
-Tira a mão dele! –Hermione fala irritada com a presença da “irmã” –O que está fazendo aqui? –pergunta não gostando da interferência.
-Nossa, como é ciumenta! Eu deixo o gatinho só pra você, até porque eu prefiro brincar de verdade ao invés de sonhar! –fala em tom cúmplice, piscando pra Hermione que a olhava pasma.
-Vai embora! –Hermione pede escondendo o rosto nas mãos, o cheiro do sangue estava embrulhando seu estômago.
-Não precisa ter vergonha de seus instintos, só precisa tomar cuidado pra não deixar que Ela te domine. –fala como se a aconselhasse, sentando-se ao lado de Hermione e acariciando seus cabelos de forma maternal.
-O que você quer? Não tínhamos um acordo? –Hermione fala se levantando e seguindo pra janela, atrás dela o quarto mudou, ficando na decoração habitual, sem Harry.
-Sei que havíamos prometido ficar longe de sua mente, mas esse sonho provocou ondas muito fortes. Você deve saber que também pode influenciar nossas mentes, não sabe? –Cat pergunta a Hermione que se vira pra ela.
-E de que forma eu influenciei você? Não chamei por você em momento nenhum. –fala desconfiada das intenções de Cat.
-Querida, por mais que respeitemos sua privacidade, isto não significa que não estejamos atentos a você, afinal se resolver se unir a nós queremos estar preparados pra recebe-la adequadamente. Então quando você extravasou todos esses sentimentos e essa fome, pensamos que poderia ser real, mas infelizmente foi apenas um sonho. –Cat explica calmamente.
-Eu já disse que nunca vou me unir a vocês, eu não quero ser uma vampira e nem tenho qualquer tipo de atração pelas trevas, o que aconteceu aqui foi apenas um pesadelo. –se justifica friamente.
-Não se iluda! –Cat fala entre risos, mas tentando se controlar –Sabes muito bem que esse sonho foi um modo de você realizar seus mais fortes e secretos desejos, os quais eu aprovo inteiramente! –Cat fala em tom bem humorado, mas mostrando a Hermione a verdade sobre seus sentimentos.
-Sai da minha mente agora! –Hermione grita com Cat, fazendo fogo surgir em volta da vampira que desaparece, deixando-a sozinha e furiosa.
Hermione acorda, sua camisola estava molhada por seu suor, os lençóis denunciavam um sono agitado. Levou as mãos à cabeça e sentiu algo escorrer por seus braços, acendeu a luz do abajur e viu sangue na cama e em seu corpo, procurou cortes ou ferimentos, mas seu fator rápido de cura já havia fechado qualquer ferimento que pudesse ter feito enquanto dormia.
Levantou e foi vagarosamente até o banheiro, acendeu a luz e retirou a camisola e a roupa de baixo no caminho do chuveiro, deixou a água correr por seu corpo e as lágrimas por seu rosto. Flash’s do sonho que tivera e a voz de Cat falando que aquilo havia sido apenas uma visão de seus desejos, ecoavam em sua mente que encontrava-se tão confusa quanto seus sentimentos.
Harry acordou angustiado, sentia náuseas e dor de cabeça. Olhou pros lados e viu seus amigos dormindo, olhou a janela e imaginou que estava no meio da madrugada. Sentimentos confusos e desesperados lhe invadiam e ele sabia que não vinham de si.
Levantou-se e pôs o robe em silêncio, saiu do dormitório e se dirigiu rapidamente até o quarto de Hermione. Entrou e notou a luz do banheiro acesa, além do barulho do chuveiro. Acendeu a luz do quarto e se assustou ao ver os lençóis bagunçados e manchados com sangue, mas pensou que se a amiga estava no banho, devia estar bem. Abriu o armário que havia no quarto e pegou um lençol e fronhas pra trocar a roupa de cama, deixando a anterior em um cesto que havia do lado da cama.
-Harry? O que faz aqui? –Hermione pergunta assustada, o que menos queria era ver o amigo e objeto de desejo.
-Acordei angustiado e cheio de sensações ruins que não vinham de mim. O que houve? Tinha sangue no lençol e você está se sentindo muito mal. –Harry pergunta muito preocupado.
-Não foi nada, só tive um pesadelo. Me deixe, eu preciso dormir. –fala brevemente, não queria dividir com Harry o que havia acontecido.
-Não, eu vou ficar aqui com você, vou cuidar de você. –Harry fala indo até a cama, onde ela estava e deitando após tirar o robe.
-Você não deve ficar aqui, por favor, vá embora. –Hermione pede apesar de querer desesperadamente o contrário.
-Não insista, eu não vou te deixar sozinha. –fala de forma protetora, beijando-lhe a testa antes de virá-la e abraçá-la fortemente por trás.
Hermione se deixou abraçar e entrelaçou seus dedos nos dele, sentia-se protegida com Harry por perto, apesar de saber que essa atitude dele, só piorava sua situação. Não podia negar mais seus sentimentos, mas ao mesmo tempo sabia que era um amor impossível e que no dia em que bebeu o sangue de Drakul fora condenada a viver sem o direito de amar e ser amada.
Acordou sentindo um suave carinho em seus cabelos e percebeu que não estava sobre seu travesseiro, usou uma das mãos pra confirmar que estava sobre o peito de Harry.
-Bom dia, linda! –fala suavemente sem interromper o carinho que fazia, mas a abraçando com mais força com o outro braço.
-Bom dia! –responde abrindo preguiçosamente os olhos, mas assustando-se ao se deparar com o pescoço de Harry, o que a fez se levantar rapidamente.
-Calma, eu estava acordado e alerta, você não ia fazer nada. –fala a tranqüilizando, também se sentando e segurando uma das mãos dela carinhosamente.
-Mesmo assim, você sabe como fico ao acordar. –fala sem jeito, estava em sua forma vampírica, que era como acordava todas as manhãs.
-Fica linda, como sempre. –fala gentilmente, erguendo o queixo dela pra que pudesse olhar pra ele, e depois lhe beijando a testa carinhosamente.
-É melhor você ir se trocar, eu te vejo no salão principal. –fala nervosamente, saindo de perto dele e indo na direção do banheiro. –“Droga, Hermione! Você não pode, ele é seu amigo, amigo .” –repete mentalmente, se punindo por pensar em beijar Harry depois do beijo que ele lhe dera.
Durante a manhã, Hermione se refugiou na biblioteca com a desculpa de pesquisar mais sobre a referência aos horcruxes feita no livro que Harry achara. Harry também aproveitou pra tentar obter todas as informações sobre Tom Riddle nos arquivos da escola.
À tarde na hora do almoço, Hermione, Harry e Rony estavam apreensivos com a visita que ela receberia de Drakul, marcada praquele dia.
-Eu acho que ele não vem, ou então resolveu trocar o almoço pelo jantar. –Rony fala enquanto se servia de mais torta de abóbora.
-Isso eu não sei, mas o almoço ele já perdeu e eu espero que isso signifique que Drakul desistiu dessa idéia idiota. –Harry fala parecendo aliviado.
-Ele não desistiu, só mandou alguém no lugar dele. –Hermione fala ficando com uma expressão séria, afastando seu prato de si.
Antes que um dos amigos pudesse perguntar qualquer coisa, algo chama atenção deles e de todos os outros rapazes pra porta, por onde uma morena de olhos verdes escuros e penetrantes entra vestindo uma roupa absurdamente sexy, mesclando o preto e o azul escuro. Os olhares masculinos acompanhavam cada movimento atentamente, enquanto as garotas olhavam reprovadoras a mulher, principalmente as que viam seus namorados olharem hipnotizados a visitante, que caminhava sensualmente.
-É a sua irmã? –Harry pergunta olhando duramente a mulher que se encaminhava até eles, sendo o único homem que parecia imune aos encantos da vampira, o que fez Hermione sorrir discretamente.
-É, Catherine. –Hermione fala já se levantando pra cumprimentar a irmã.
-Olá, querida! Sei que esperava papai, mas eu não resisti à chance de vir te ver e pedi a ele que me deixasse vir primeiro. –Cat fala animada, indo abraçar a irmã.
-Espero que não tenha nada a ver com a noite passada. –Hermione fala de modo que só Cat pudesse ouvir.
-Não, na verdade eu ia te avisar que viria, mas você foi tão incisiva ao pedir que eu te deixasse. –fala também pra que só Hermione ouça.
-Não vai nos apresentar a ela, Mione? –Rony pergunta se ajeitando.
-Deixa de ser idiota Rony! Não ta vendo que é a filha de Drakul, uma vampira? –Harry fala como se quisesse trazer o amigo de volta a realidade.
-Calma, Harry, eu não vou atacar ninguém, está no acordo que fizemos com a diretora McGonagall. –Cat fala charmosamente pro moreno, que continua a olhando de forma nada amistosa.
-Oi, gente. É melhor continuar essa reunião de família lá fora, antes que o peludinho e o caçador venham até aqui, pra uma recepção nada amistosa. –Gina fala apontando pras mesas atrás de si, onde estavam Hellsing e Logan.
-Gina tem razão, vamos dar uma volta no jardim, se tiver tudo bem pra você, é claro. –Hermione fala pra Cat, que olhava os dois rivais.
-Ah, claro. O dia está lindo hoje. –responde no tom bem humorado com o qual chegou.
-Então vamos. –Hermione se adianta seguida por Cat e logo atrás Harry e Rony. –Vocês não precisam vir. –Hermione fala pros amigos, enquanto põe os óculos escuros no hall de entrada.
-Eu não vou te deixar sozinha com nenhum deles. –Harry fala de forma protetora, mas sorrindo pra Hermione.
-É, nós vamos garantir que fique tudo bem. –Rony fala como se reforçasse o que Harry havia dito, mas sem tirar os olhos das curvas de Cat.
-Ok, então vamos até o lago. –Hermione fala virando os olhos pra Rony e seguindo pra fora do castelo.
Ao chegar ao lago, Hermione se senta de costas pra ele e Harry à sua esquerda, enquanto Cat se senta a sua frente e Rony a frente de Harry, mas virado pra Cat.
-Então Cat, o que você e Drakul querem de mim? –Hermione pergunta diretamente.
-Te conhecer. Sei que ouviu coisas um pouco ruins a nosso respeito, não vou dizer que somos santos, mas também não somos tão maus assim. –responde tentando criar um clima agradável.
-“Não somos tão maus assim”? Vocês matam pessoas pra tomar o sangue delas! –Hermione fala indignada.
-Nada disso, se elas estiverem mortas não podemos tomar o sangue delas. Aliás, é bom você saber que as pessoas têm que estar vivas e que você não pode tomar a última gota de sangue, são coisas básicas que um vampiro tem que saber! –Cat fala seriamente como se estivesse lhe dando uma importante lição.
-Eu não pretendo beber o sangue de ninguém, não sou uma assassina. –Hermione responde se mantendo impassível.
-Não precisamos e nem costumamos matar pra nos alimentar, aliás nós vampiros de segunda geração não precisamos beber muito sangue pra viver. –Cat fala surpreendendo os três.
-Então você vai me dizer que não costuma matar suas vítimas ou que nunca matou alguém? –dessa vez quem pergunta é Harry.
-Claro que já matei, já disse que não sou santa, mas também não sou nenhuma psicopata. Sei que é difícil de acreditar, mas não tenho como habito matar minhas “vítimas”. A maior prova é que desde que fui libertada daquele selo, não matei nenhum humano. –fala normalmente fazendo Hermione ficar pensativa.
-Isso é alguma tática de Drakul pra impressionar a Hermione? –Harry pergunta desconfiado.
-Nossa, relaxa gatinho! Não vim aqui pra matar ninguém, nem quero convencer Hermione a se tornar uma vampira completa. A única coisa que eu e meu pai queremos é que Hermione nos conheça um pouco melhor, assim como também queremos conhecê-la. –fala com Harry simpaticamente, fazendo-o corar um pouco.
-Cat, eu não quero me envolver com vocês, eu não sou e nem quero ser uma vampira. Sei que está sendo simpática e tentando se aproximar, mas eu realmente não consigo ver como possamos ter um bom relacionamento depois de tudo o que houve! –Hermione fala tentando se manter calma.
-Eu sei como se sente, pode não acreditar em mim, mas eu sei exatamente como está se sentindo...
-Não sabe, nunca poderia saber! –Hermione a interrompe, mantendo-se firme em sua postura.
-Eu não virei vampira porque quis! –Cat fala um pouco mais alto e todos a olham surpresos –Eu era uma princesa de um reino próspero durante a idade média, também era uma nascida trouxa, e por isso meus pais me mantinham presa no castelo, longe de tudo e de todos, com medo que algum vaso quebrasse ou algo estranho acontecesse. Quando eu tinha mais ou menos a idade de vocês, ele arranjou um trouxa pra casar comigo, eu não o conhecia, mas naquela época isto não importava. Na véspera de meu casamento, eu estava na janela observando a noite e me perguntando como seria minha vida dali pra frente, vivendo com um homem que eu nunca tinha se quer visto. E foi aí que Drakul apareceu, ele entrou no meu quarto e me mordeu, tentei lutar, mas não tinha a mínima chance.
-Então você foi mordida de repente, no meio da noite? –Rony pergunta parecendo deixar o torpor em que se encontrava antes.
-Sim. Quando acordei eu estava num lugar estranho, um quarto luxuoso e com uma decoração sombria, mas elegante. Drakul apareceu e me disse que eu iria virar uma vampira, que teria uma vida diferente... livre, em troca eu teria que casar com o filho mais velho dele.
-Então ele te transformou pra casar com o filho dele? –Hermione pergunta indignada.
-Sim, mas não chegamos a nos casar, Van Hellsing matou meu noivo uns dias antes e por isso acabei virando apenas a filha de Drakul.
-Mas se você teve uma escolha, porque aceitou se casar com o filho dele e se tornar uma vampira? –Harry pergunta ainda com o semblante fechado.
-Não era exatamente uma escolha, ou eu tomava o sangue de Drakul ou morreria, além do que não seria algo tão diferente do que me aguardava, afinal eu de qualquer forma ia me casar com um homem que não conhecia. A diferença e o que me fez decidir por me tornar o que sou, foi a liberdade, vocês não tem idéia do que era nascer mulher e ainda por cima bruxa, na minha época. Como vampira eu pude viajar, conhecer pessoas, ir a festas, dançar, cantar, conhecer o amor. –fala emocionada, como se revivesse o drama daquela época e a emoção da liberdade.
-Eu te entendo, você escolheu conhecer a vida em troca de perder a alma. Mas não era meu caso, eu amava meus pais, tinha planos pro meu futuro e Drakul destruiu tudo, não me deixou nem meu gato. –Hermione fala sem conseguir conter as lágrimas.
-Drakul não fez nada disso! –a corrige imediatamente e depois de respirar fundo continua –Hermione, nosso pai apenas cedeu o sangue dele, quem matou seus pais e seu gato foi Voldemort, ele e os incompetentes que o cercam é que fizeram aquela bobagem sem tamanho, papai, inclusive, reclamou muito com Voldemort. –Cat explica a Hermione, a deixando sem argumentos.
-Hermione, eu posso conversar com você um minuto? –Harry pede e Hermione assente, em seguida eles levantam e se afastam.
-O que foi? –pergunta preocupada.
-Não acho que você deva continuar a enfrentando, McGonagall pediu que você tentasse manter uma relação estável com eles, pra que não houvesse uma represália, então talvez fosse melhor tentar conversar com ela numa boa. –fala sobriamente.
-Olha quem fala, justamente você quem a encara deixando bem claro que não gosta dela. –Hermione fala estranhando a atitude dele.
-É, eu sei que também não to agindo bem, mas pretendo mudar e acho que você também deve. –se justifica e Hermione parece concordar.
Os dois voltam a se sentar perto do lago e dessa vez começam uma conversa mais leve com Cat. Rony passa boa parte do tempo tentando impressioná-la, assim como todos os outros garotos que a viam, o que forçou Hermione a levar Cat pro seu quarto, ao que Harry fez questão de ficar junto das duas, até que Cat praticamente o expulsou alegando querer ter uma conversa de mulher pra mulher com a irmã.
-Finalmente a sós! –a mulher fala ao fechar a porta depois que Harry saiu.
-Não sei o que você tanto quer conversar a sós comigo. –Hermione fala não gostando muito da idéia.
-Pra começar, você gostou das roupas que te mandei? Podemos fazer compras no seu dia de visita a Hogsmeade. –fala empolgada, sentando-se de frente pra Hermione.
-Não vou negar que estava precisando melhorar meu guarda-roupa, mas você exagerou, eu não sou tão atirada quanto você. –responde mais tranqüila, não queria falar sobre o sonho daquela noite.
-Ah, mas eu aposto que os gatinhos daqui aprovaram, deve ter um monte atrás de você, não? –pergunta em tom cúmplice.
-Eu não me interesso por essas coisas, não estou a procura de nenhum relacionamento. –responde revirando os olhos.
-Por isso fica tendo aquele tipo de sonho! Sabe, se você quisesse, poderia fazer ele se tornar real, e não to falando da parte do sangue apesar dessa também ser muito boa. –fala com um sorriso malicioso que faz Hermione corar.
-Pois nunca vai acontecer! Até porque sei que não dá pra ter um sem o outro, não é? –responde tentando terminar o assunto.
-Eu não mato todos os meus amantes, até porque matar alguns deles seria um desperdício. –fala com um sorriso maroto que fez Hermione corar ainda mais.
-Eu não quero saber sobre isso! Aliás, eu tenho outras coisas mais importantes pra pensar, como meus N.I.E.M’S e essa maldita guerra contra Voldemort. –fala decidida a encerrar o assunto.
-Ah, sim. Bom, quanto aos estudos nós sabemos que você não precisa estudar tanto assim, aliás, o papai fica muito orgulhoso por ter uma filha tão aplicada, mas eu acho um desperdício você se enfiar nos livros com um gato daquele caidinho por você. Quanto à guerra nós não vamos nos meter nela, mas se você quiser pesquisar algo na biblioteca do Gabriel, tenho certeza de que ele adoraria te ajudar, fora isso se quiser aprender um ou outro feitiço, todos nós, com exceção do papai, éramos bruxos antes de sermos vampiros. –se predispõem a ajudar, o que faz Hermione pensar em algo.
-Eu preciso saber sobre Horcrux, será que você pode me ajudar com isso? –pergunta ansiosa, mordendo o lábio inferior.
-Você faz isso quando fica nervosa ou ansiosa, não é? –pergunta apontando a boca de Hermione.
-É uma espécie de tique, porque? –pergunta sem entender o porquê da mudança de assunto.
-É bem sexy, reparei que o gatinho quase pulava em cima de você quando via. –Hermione ouve, mas não acredita, afinal não era nada demais e ela sempre fizera aquilo.
-Deve ser impressão sua, eu sempre fiz isso, acho que ele nunca nem reparou nisso. –fala bastante sem jeito.
-Deixe de se enganar, ele ta louco por você! –tenta incentivá-la, mas Hermione estava determinada a ignorar os comentários.
-Você pode ou não me ajudar com os Horcrux? Eu preciso encontrar alguns pra destruir Voldemort. –Hermione retoma o assunto, deixando Cat pensativa.
-Ok, eu vou falar com Gabriel que você precisa de informações e ele te manda o que souber, tudo bem? –pergunta ao que Hermione assente. –Então voltemos a falar sobre aquele pedaço de mau caminho que não te larga! –Cat volta ao assunto e Hermione respira fundo pra não voar no pescoço dela.
No fim da tarde, Harry estava concentrado em seu dever de feitiços, quando Hermione se senta ao seu lado, chamando sua atenção.
-Até que enfim, o que vocês duas tanto falavam que demorou tanto? –Harry perguntou muito preocupado com aquela reunião particular.
-Bobagens, ela não tava afim de me converter, não precisa se preocupar. Mas o importante é que ela disse que ia ver com o meu irmão que gosta de livros, se consegue algumas informações úteis sobre Horcrux! Se ele conseguir algo vai me enviar por carta. –Hermione fala empolgada.
-Eu não sei se é uma boa compartilhar informações com eles, quer dizer, são todos seres das trevas, podem até estar juntos. –Harry fala desconfiado.
-Não, eles não vão se meter na nossa guerra, eles tem a própria contra lobisomens, Van Hellsing e outros clãs de vampiros. Na verdade, eles acham Voldemort um fraco incompetente, mas isso também não quer dizer que vão nos ajudar. –tenta tranqüilizá-lo, mas parece não ter muito êxito.
-E se quisessem eu não aceitaria! Hermione, eu sei que você tem uma ligação com eles, mas não quero que você se deixe levar pelas aparências, apesar da conversa agradável e do bom humor da Cat, ela é uma vampira, uma sanguessuga que quer te convencer a ser como ela. –Harry fala querendo alertá-la, segurando suas mãos e a fazendo olhar pra ele.
-Não precisa se preocupar, eu não quero me tornar amiga dela, nem ter relações com eles, mas se manter uma relação amistosa nos puder proporcionar alguma vantagem, não vejo porque não aproveitarmos. –Hermione fala como se explicasse a uma criança o porquê de não ter sobremesa.
-Se você acha. –fala emburrado, não gostava de sentir a amiga se distanciar do seu lado humano.
-O que houve? –Rony que acabara de chegar pergunta ao ver a expressão fechada de Harry.
Hermione explica sobre as informações que poderiam obter, e Rony concorda em ter a ajuda dos vampiros, o que deixa Harry contrariado, fazendo-o ir se deitar mais cedo, deixando Hermione e Rony conversando sobre a busca aos horcruxes.
Os três dias seguintes se passaram conturbados pra Hermione, que não parava de ser abordada por garotos que queriam saber mais sobre a visitante surpresa ou por garotas que queriam saber se teriam a presença “agradável” da visitante novamente. Harry pareceu se afastar um pouco dos amigos, estava sempre ocupado com as aulas e deveres ou com sua pesquisa sobre a vida escolar de Tom Riddle.
-Será que podemos conversar com você? –Hermione pergunta ao se sentar à direita dele no jardim.
-Ou teremos que te acorrentar? –Rony completa a pergunta se sentando à esquerda dele.
-O que vocês querem? –pergunta em tom cansado, tinha olheiras e parecia um pouco mais magro.
-Gabriel me mandou uma pesquisa sobre Horcrux, agora podemos ter uma idéia melhor do feitiço e o principal, tem uma poção que podemos usar pra saber se tem um horcrux por perto! –Hermione fala animada, tirando alguns pergaminhos da mochila.
-Mas pra isso precisamos estar perto de um, não? –Harry pergunta mal humorado.
-Bom, mas saber que tem um por perto, num raio de dez quilômetros, já ajuda! –Rony exclama atento aos pergaminhos.
-Além do mais, os horcruxes não podem ficar em qualquer lugar, parece que eles tem que estar em um local que tenha alguma ligação emocional com Voldemort. –Hermione comenta mostrando uma parte em destaque no pergaminho.
-Esse Gabriel foi muito legal fazendo a pesquisa e ainda marcando os tópicos mais importantes. –Rony comenta e Harry o fuzila com os olhos.
-O que precisamos pra fazer a tal poção? –Harry pergunta no mesmo tom irritado de antes.
-O Gabriel também me mandou todos os ingredientes necessários, só precisamos do seu sangue, já que você tem uma ligação com Voldemort e ele usou seu sangue pra voltar, fazendo ele poder substituir o sangue de Voldemort. –Hermione responde concentrada nos pergaminhos, até achar o que descrevia a poção e mostrar pra Harry.
-Então a gente faz a poção hoje a noite, depois do jantar, na sala precisa. –fala devolvendo o pergaminho e se levantando.
-Onde você vai? –Rony pergunta ao vê-lo se levantar.
-Devolver esses arquivos e depois ir pra aula. –fala no tom mal humorado de antes, saindo sem se importar com os amigos.
-Se fosse mulher eu diria TPM! –Rony fala pasmo com a atitude do amigo.
-Sem comentários, Rony! –Hermione se levanta aborrecida com o comentário e segue rapidamente na mesma direção de Harry.
Ela anda a passos rápidos, trombando em qualquer um que passasse na sua frente. Assim que cruza os portões do hall de entrada, Hermione alcança Harry, segurando-o pelo braço.
-Será que podemos conversar? –Hermione pede, e Harry vendo que ela não desistiria assente.
Os dois se dirigem a uma sala vazia no segundo andar, onde Hermione tranca a porta enquanto Harry deixa os arquivos que carregava em cima de uma mesa, esperando Hermione de braços cruzados e semblante fechado.
-O que está acontecendo? Porque você está agindo assim? –Hermione pergunta docemente, fazendo Harry sentir suas defesas ruírem.
-Você sabe. –fala friamente, tentando se manter distante.
-Sinto sua falta. –fala se aproximando e o abraçando.
-Isso é covardia, você sabe? –fala sentindo o perfume dela lhe tomar, fazendo seus braços desobedecerem as ordens de sua mente e envolverem a amiga.
-Também não é justo você ficar longe, me evitar, ou falar comigo como se eu fosse o Malfoy! –fala fazendo bico, o que o fez ter uma vontade louca de abraçá-la e beijá-la.
-Que exagero! Eu só fiquei chateado com essa “cooperação” com seus irmãos . –Harry fala dando as costas pra ela, e se afastando alguns passos, tentando manter a cabeça e o corpo frios.
-Está com ciúmes, achando que vou te trocar por eles? –Hermione fala em tom bem humorado, o que faz Harry ficar mais irritado.
-Você está brincando com isso? Saiba que ficar amiguinha de seres das trevas não tem nada de engraçado! –fala seriamente, se voltando pra ela.
-Por mim eu nunca mais os veria, mas McGonagall quer que eu tenha uma relação amistosa com eles, pra que não haja problemas, portanto não vejo nada demais em pedir um favor que só nos dá vantagens! Precisávamos saber sobre um feitiço negro e aqui em Hogwarts ou em nenhuma biblioteca acharíamos qualquer coisa, ao contrário dos livros do acervo de Gabriel, que tem feitiços de todos os tipos. Graças a isso podemos ter alguma vantagem sobre Voldemort. –Hermione se justifica, falando mais seriamente.
-Já estávamos no caminho certo, essa pesquisa só acrescentou a poção e eu duvido que ela vá apontar os horcruxes que não conheçamos! –responde duramente.
-Isso não é verdade, temos mais coisas e se você ler a pesquisa vai entender. Harry, eu não quero nada com eles, não esqueci do que aconteceu com meus pais ou comigo, não precisa se preocupar que as trevas não vão me alcançar, e a besta está cada vez mais sob meu controle. –fala tentando tranqüilizá-lo.
-Só me promete que nunca mais vai pedir nada pra eles? –Harry pergunta já cansado de brigar.
-Prometo! –Hermione fala com um sorriso tão encantador que mesmo que não prometesse, ele aceitaria fazer as pazes.
-Eu só não quero ter que acordar no meio da noite pra trocar uma roupa de cama suja de sangue de novo. –Harry fala a abraçando de forma protetora.
Ao ouvir aquilo, Hermione sente um peso enorme sobre si, sua consciência a punindo por pensar em mordê-lo, quando devia ter a besta sob seu controle. Afastou-se dele gentilmente.
-Melhor irmos ou nos atrasaremos pra aula. –fala com seu tom mais mandão, tentando disfarçar a sensação de impotência que sentia.
A noite, Harry, Rony e Hermione estavam na sala precisa, que agora se assemelhava muito as masmorras, onde tinham aulas de poções. Eles observavam um caldeirão pequeno, onde um líquido esverdeado borbulhava.
-Já está pronta? –Rony pergunta olhando Hermione, que examinava as anotações.
-Eu acho que já está, pelo menos parece bem verde. –Harry responde olhando de Rony pra Hermione.
-Sim, temos só que acrescentar o sangue. –Hermione fala olhando pra Harry, mordendo seu lábio inferior nervosamente, não lhe agradava a idéia de ter de feri-lo ou ver seu sangue.
-Ok, precisa de muita quantidade? –Harry pergunta dobrando a manga da camisa.
-Mais ou menos, vai ter que cortar o pulso. –Hermione fala parecendo nervosa, Harry sabia que ela ainda se sentia incomodada com sangue, mas não pensava que era tanto.
-Tudo bem, faço agora? –Harry pergunta e Hermione apenas assente.
Harry põe o pulso sobre o caldeirão e com uma faca corta o pulso, deixando o sangue cair na poção, que parou de ferver e começou a ficar mais consistente e ganhar certo brilho, como se fosse radioativa.
-Já está bom. –Hermione fala quase um minuto depois e na mesma hora Rony pega sua varinha e faz um feitiço fechando o corte no pulso do amigo.
-E agora? –Harry pergunta ao ver a poção verde musgo começar a ferver, mas agora em estado quase pastoso.
-Agora imergimos o cristal que será nosso “amuleto”. –ao falar isso, Hermione tira uma corrente de ouro branco com um cristal polido e pontiagudo, de uma caixa de madeira, da qual havia tirado os outros ingredientes.
-Vai por isso na poção? –Rony fala com uma careta.
-Sim, mas só o cristal. –Hermione fala enquanto submerge o cristal na poção –Ele tem que ficar submerso por dez minutos e depois poderemos usar.
-Usar? –Rony fala fazendo uma careta de nojo.
-Como é apenas um colar, só um vai usar, mas não significa que não possamos variar, apesar de eu achar que ele funcionará melhor se o Harry usar. –fala observando a reação da poção, que agora parecia bem agitada.
-Tudo bem, eu uso o colar. –Harry fala trocando um olhar desconfiado com Rony, que se abanava, afastando o cheiro ruim que vinha do caldeirão.
Passados os dez minutos, Hermione puxa a corrente, e tanto Rony quanto Harry ficam surpresos ao ver que a pedra parecia uma esmeralda. Ela ofereceu o colar a Harry que abaixou o pescoço pra ela por a corrente.
-Até que isso ficou bonito! –Rony fala tocando a pedra e percebendo que não fedia como a poção.
-É, mas agora me ajudem a me livrar da poção que já está tarde. –assim que Hermione termina de falar, a sala precisa muda e aparece uma grande banheira cheia de água pra diluir a poção e depois deixá-la correr pelo ralo.
No dia seguinte de manhã, Harry, Rony e Hermione estão descendo até o salão principal pra tomar o café da manhã, quando um brilho verde fluorescente surge na camisa de Harry.
-Ei, olha isso! –Rony aponta o brilho e todos se voltam pra luz.
-Será que tem algum Horcrux em Hogwarts? –Hermione pergunta ao ver Harry puxar o cordão e o cristal dar um puxão pra baixo.
-Parece que sim e que está em baixo! –Harry fala entre admirado e surpreso –Vamos seguir essa coisa. –fala já correndo na direção do hall de entrada.
Os três começam a correr na direção que o cristal apontava, ora pra esquerda e ora pra direita, mesmo onde não havia corredor, fazendo eles quase se perderem pelas masmorras, até o momento em que o cristal que ficava inclinado pra frente ficou totalmente vertical e apontando pra baixo.
-Não tem saída e também não tem lugar mais baixo, a não ser que ele tenha cavado aqui, mas acho muito difícil, é pedra muito firme. –Rony fala parecendo confuso.
-Deixa de ser tonto Rony! Qual o lugar mais baixo de Hogwarts e que tem uma grande ligação com Voldemort, ou melhor, Tom Riddle? –Hermione pergunta de forma perspicaz.
-A Câmara Secreta! –Harry fala entendendo onde ela queria chegar e os três trocam olhares excitados e ansiosos.
-Bom, o Horcrux não vai sair andando, então vamos pegá-lo depois das aulas. –Hermione fala em tom firme, sem dar espaço pra argumentações dos amigos.
N/A: Oi gente, me desculpem pelo que aconteceu, prometo que não acontecerá mais.
N/A²: todo mundo ta assustado? Gente eu deixei tantas pistas no cap de que era um sonho, a começar pelo ponto de vista único da Mione, sem falar que o Harry vampiro no início da fic seria bem ruim, não é?
N/A: Estou começando a escrever o próximo cap hoje, então até sabado o 10 sai, prometo!
Próximas fic's da lista: RH, atualizada hj, e PdA de novo! rsrsrsrs