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6. O Dia Seguinte


Fic: O Segredo do Pentagrama


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Capítulo VI –

O Dia Seguinte

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Draco não ficou mais calmo com a explicação de Madame Pomfrey. Sua mente ainda funcionava rápido como na batalha. Deu a volta na cama e encaminhou-se até a janela. De lá pôde observar os jardins de Hogwarts. Estava devastado, ali os aurores e o pequeno exército bruxo recolhiam mortos e feridos. Ficou por muito tempo perdido em um inferno particular enquanto olhava pela janela. Entre insano e aflito olhava para Angel na cama da área hospitalar com preocupação e voltava os olhos para os jardins. Sentou-se angustiado, não conseguia sentir a garota como sentiu durante a batalha. E por que não acordava nunca? “Ai meu Merlin onde você está, garota?”

Se aproximou de Angel. Tomou sua mão entre as suas com uma delicadeza que até ele se surpreendeu, estava fria. Depositou um beijo carinhoso na palma e a recolocou na cama. Não pode evitar um pensamento mórbido que o assaltou: “E se fosse você anjo ali morta? Com certeza seria meu fim, também...!” Um arrepio percorreu sua espinha com a visão mental da garota morta. Isso lhe causou um aperto ruim no peito. “O que é isso? Que sentimento é esse que me atormenta?” Por fim, cansado de ver Angel em cada rosto sem vida nos jardins, perturbando a sua mente, jogou-se na cadeira. Os ombros caídos, o corpo desabado sobre os cotovelos apoiados nos joelhos, os dedos entrelaçados na nuca. A imagem da desolação.

Angel acordou e encontrou Draco ao seu lado, ainda sentado na cadeira, com o rosto entre as mãos. Ela se sentia bem, só uma ligeira dor de cabeça. Estava suja e rasgada. Esticou a mão e tocou os cabelos platinados com a ponta dos dedos.

“Meu Dragão!” Sussurrou.

Draco assustou-se por um momento e ergueu o rosto. Seus olhos se encontraram e seu olhar insano foi se dissipando como um fino véu. Aqueles olhos cor de outono eram agora o seu porto seguro, algo que ele nunca havia experimentado até aquele dia.

“Meu anjo” Draco estava sujo, com as vestes rasgadas, sangrando.

Angel levantou-se, pegou a mão do rapaz, que permanecia em silêncio, puxou-o para si e o abraçou. Havia solidariedade na dor que batia fundo depois de uma batalha. Draco se aconchegou no abraço e lutou com lagrimas que teimavam em fugir de seus olhos. Quando toda aquela insanidade passava ele ficava meio perdido. O que seria ele? Um monstro? A verdade é que não matava impunemente como antes. Ele via isso como um sinal de fraqueza. Estava se tornando um fraco. Essa convivência com o exército da luz me levará a ruína total! Mas, não queria pensar naquilo, não queria se soltar de seu anjo nunca mais. Angel não soube quanto tempo ficaram ali.

“Me leve daqui...” Sussurrou ao ouvido dele, enfim.

Passaram por algumas camas, todas ocupadas. Angel não precisou de explicações para saber que a vitória daquele dia havia custado muito caro. O odor do local lhe era familiar, o sangue tinha o mesmo cheiro nos dois mundos. Lágrimas teimavam em cair enquanto olhava para as camas ocupadas. Eram crianças se defendendo. Para Angel, o mundo mudou, mas a luta não. Seria necessário muito empenho de sua parte para desempenhar o seu papel naquele mundo insano. E a pergunta era: qual seria seu papel? Como poderia fazer parte de uma guerra assim? A verdade é que tinha muitas coisas para aprender e sentia que não tinha tempo.

A segurança que a mão de Draco lhe trazia naquela hora era tudo que tinha de concreto na sua vida. Via Draco agora com outros olhos. O garoto mimadinho era um verdadeiro guerreiro, pelo pouco que viu. E um bom guerreiro diga-se de passagem, nessa hora todos os adjetivos depreciativos que colecionou a seu respeito sumiram dando lugar a uma fúria insana, mesmo que tivessem sido apenas para preservar a própria vida. Mas não fora assim. O cuidado que tivera com ela... Isso fez com que Angel se arrependesse de muitos pensamentos.

“Draco ainda é mimadinho, e egocêntrico, e petulante, e, er... mas é um dragão na batalha, Angel admita: ele tem qualidades e daria um bom soldado no IRA!” Com esse pensamento esboçou um leve sorriso, mais para desanuviar sua alma que naquele momento tinha tons de cinza. Foram até o grande salão onde a Ordem da Fênix se reunia. Chegaram quando Potter falava...

“Voldemort fez vários ataques hoje, aqui foi o mais devastador, por isso os aurores demoraram. Eles sabiam que a Brigada da Fênix estava aqui, por isso atacaram. Os alunos não estão seguros aqui, pela nossa presença professor, nós também não, temos que ir para outro lugar.”

“Sim meu jovem, você tem razão, as conseqüências desse ataque só não foi pior graças ao Sr. Malfoy, que acionou o alarme a tempo. As crianças não sofreram baixas, seu plano de retirada dos alunos e lacrar as casas foi perfeito. Salvou muitas vidas hoje, Sr. Malfoy. A Ordem está em dívida com o Senhor.”

Draco fora incumbido de fazer um plano de segurança caso houvesse um ataque. Snape o incumbiu da missão, pois o afilhado sabia exatamente o “modus operante” dos comensais. E agora via que ele era merecedor da confiança da Ordem da Fênix. Draco por sua vez, deu de ombros. Apenas estava surpreso que seu plano fora seguido nos mínimos detalhes, esperava que demorassem a obedecer, ou pulassem algum item. E o crédito não era todo dele afinal.

“Angel ouviu as vassouras muito antes de mim, o crédito é dela.”

“Mas, como?”

“Ela houve o som da magia a quilômetros de distância.”

Todos ficaram espantados com os poderes da novata da Ordem. Angel permaneceu em silêncio, não era hora de elogios. Sabia, por instinto, que era só o começo. E naquele momento não havia luz no final do túnel.

“Agora vamos descansar, aurores farão a vigilância de Hogwarts hoje. Estamos em segurança. Amanhã pela manhã ajudem na reparação do Castelo. Já avisei as famílias das duas crianças mortas, eles deverão chegar a qualquer momento, eu e os professores estaremos esperando por eles. Faremos uma reunião após o almoço para prepararmos nossa mudança.”

Potter aproximou-se de Malfoy e estendeu-lhe a mão. Todos voltaram seus olhares para a cena, Draco observou tudo ao seu redor, inclusive Angel, que tinha um olhar indecifrável naquele momento. Por fim aceitou a mão que Potter lhe estendia e olhou fundo nos olhos verdes do moreno, não acreditando muito no que fazia no momento.

“Malfoy, devo lhe agradecer. Você salvou minha vida hoje.”

“Você não entende. Só você pode acabar com aquele 'insano', você é o escolhido, então acabe logo com isso, testa rachada.”

“Acabaremos juntos.”

A cena que se seguiu entrou para a história. Hermione colocou sua mão sobre as mãos de Harry e Draco, o que foi imitado por todos que faziam parte do Esquadrão Fênix. A última mão foi a de Angel.

“ACHAR, ENTRAR, ROUBAR, SAIR, VELOCIDADE!” O lema do esquadrão ecoou no grande salão, agora acrescido de mais duas vozes...

Aquele dia seria lembrado como o dia em que aquela “aberração”, como Angel se referia ao Lorde das Trevas, perdeu a guerra. Sim, a lealdade, a amizade, o amor e a vontade que unia aqueles jovens era muito forte, a ponto de abalar qualquer mal provindo do fundo do inferno.


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Na manhã seguinte, Draco acordou, saiu cuidadosamente da cama, foi até o banheiro e tomou seu banho, com uma estranha sensação de paz. Apesar do clima de guerra e incerteza, tudo estava diferente. Voltou ao quarto, sentou-se na cama e ficou observando Angel dormir. Afastou uma mecha dos cabelos escuros da garota. Seu semblante não era feliz. Parecia mais estar tendo um pesadelo. Resolveu então acordá-la.

“Angel?”

“Meu Dragão!” Uma lágrima correu pela sua face. Sim. Ela estava tendo um pesadelo, ou uma visão do futuro, que mais tarde entenderia. Seus pesadelos, que tinha desde criança, eram premonições. Na verdade ela era uma sensitiva, caso raro entre bruxos.

“Hei, não chore... Foi só um sonho ruim!”

“Eu sei... mas vamos, precisamos ajudar os outros. Preciso de roupas. Ainda bem que não tenho que pagar por elas. Estaria falida. Não consigo usar nenhuma novamente.”

Draco não disse nada. Pegou sua varinha e a seguiu até o banheiro, transfigurando mais um conjunto de suas roupas para que ela pudesse usar.

“Pode me dar licença, Sr. Malfoy?”

“Eu?” Deu-se conta que a seguia com os olhos distraído, invadindo sua privacidade.

“Não vejo mais ninguém aqui!”

“Claro.” Draco corou embaraçado e saiu, fechando a porta.

Assim que estavam prontos, saíram para tomar o café da manhã no Grande Salão. Aproximaram-se da mesa onde estavam os membros do Esquadrão Fênix, com dois lugares vagos. Draco olhou, estavam todos lá. Então por que dois lugares vagos? Já conduzia Angel para a mesa de Severus quando Hermione os alcançou, dizendo cordialmente:

“Bom dia! O Esquadrão Fênix tem uma mesa exclusiva aqui, estávamos esperando vocês para o café. Venham, tomem seus lugares.”

“Lugares? Temos lugares na sua mesa?” Na realidade não era bem essa frase que Draco tinha em mente, mas, sua curiosidade era tão grande que não resistiu.

“Na nossa mesa. Amigos comem juntos.”

“Somos amigos, Granger?” Perguntou Draco, um tanto surpreso, como Angel.

“Estamos acenando uma bandeira de paz, Malfoy, Angel.” Draco ia falar algo detestável quando foi interrompido por Angel.

“Aceitaremos a aliança.” Angel sabia que em tempo de guerra deveriam fazer o maior número de alianças possível. E pelo que via Draco era aceito somente pelo seu padrinho. Estava mais que na hora de expandir esses números.

Pelo olhar homicida que Draco lhe lançou sabia que teria sérios problemas com sua atitude, o mimadinho iria surtar! Mas, no momento aquela atitude era a mais sensata, declarar guerra a eles não era sábio, já que agora faziam parte da equipe. Todos ali pararam para ver o egocêntrico Draco Malfoy sentando-se à mesa mais famosa da escola naquele momento. Malfoy não sabia exatamente porque aceitou aquela aliança, mas não conseguiu discordar de Angel. Ela estava começando a exercer sobre ele um poder que ele mesmo não podia explicar: Ele não conseguia resistir às suas determinações.

Estavam todos reunidos ali, pois seria o último dia deles em Hogwarts. Ao final do café, Harry se dirigiu a Draco e perguntou:

“Quais seus planos esta manhã?” Draco revirou os olhos e disse simplesmente.

“Ajudar na reconstrução é claro!”

Hermione neste momento interrompeu os dois.

“Angel precisa de roupas e de uma varinha, eu poderia ir até o Beco Diagonal com vocês dois para ajudá-la com as roupas.”

“Compras? Com duas mulheres?” Draco revirou os olhos e tirou de dentro da capa uma pequena bolsa de couro de dragão negra com alguns galeões e colocou nas mãos de Hermione.

Ele não era tão rico como antes, mas sua mãe havia providenciado uma conta no Gringotes com uma pequena fortuna que garantiria o futuro de seu filho. Nesse momento lembrou-se de Narcissa, varias vezes a acompanhou nas compras, ficava sempre muito irritado. E a visão da sangue-r...er... Fez uma nota mental para retirar a palavra da memória. A visão das duas garotas, assim estava bem melhor, escolhendo roupas, o fez preferir se trancar no laboratório de Snape para o resto da vida!

“Voltem logo.” Acrescentou Draco friamente. Angel lançou um olhar enigmático para Draco que assumira aquele semblante austero e frio.

"Você não vai?" Estava um pouco insegura. Afinal sair dos muros protetores de Hogwarts era no momento assustador. A garota a sua frente parecia legal, mas, seria a primeira vez que Angel não teria seu Dragão por perto.

Draco percebeu o problema. Percebia muitas coisas nela ultimamente. Não sabendo explicar por que, aproximou-se de Angel e pegou delicadamente suas mãos.

“Tudo bem. A Granger é muito chata, mas, você ficará segura com ela. Volte logo apenas.” Sussurrou gentilmente.

Angel se sentiu aliviada. Ninguém ouviu o que Draco falou, porem, todos na sala acharam um pouco estranha a atitude tão preocupada de Draco. Ele definitivamente não era assim.

Na mesa ao lado Cho ouvia atentamente a conversa de Hermione e Draco. Fez um grande esforço para ouvir em especial as últimas palavras de Draco para Angel, e cuspiu para Patil: “Roupas para a amante? Aposto que vai ser de Madame Malquin. Isso me embrulha o estômago, Draco Malfoy sendo gentil com essa sonsa!"

Draco ouviu as palavras maldosas e irritou-se profundamente. Não se conteve e disse baixinho para Angel, mas alto o suficiente para que a maledicente ouvisse...

“Lembre-me de lhe ensinar uma boa azaração, para você dar uma lição nessa zinha aí...”

Foi o suficiente para Cho ficar lívida... Afinal uma azaração vinda do Malfoy...

Não havia perigo no Beco Diagonal. Estava cheio de Aurores por lá. E sempre tinham alguns integrantes da ordem que disfarçados faziam a segurança deles. As duas saíram, usando uma chave de portal quando estavam fora dos muros de Hogwarts. Hermione pacientemente explicou a Angel com essa funcionava e ensinou como fazer. Angel sentiu-se enjoada depois da experiência. Mas, logo passou, apesar de estar com um aspecto meio verde.

Escolher uma varinha foi outra aventura. Desde que usara sua magia natural pela primeira vez, sentia-se diferente. Ficou um pouco insegura quando Hermione fez menção de tirar seus braceletes, mas a garota Gryffindor lhe assegurou que estaria tudo bem. Não foi bem assim. As primeiras varinhas em que segurou causaram um pequeno desastre na loja, mas finalmente achou uma. Ela era branca, o cerne era de corda de coração de dragão, de um dragão albino raríssimo. Isso não deteve o comentário do Sr. Olivaras.

“Eram gêmeas, a outra era negra, vendi... ao Sr. Malfoy!”

“Oh! Malfoy? Draco ou Lucius?” Perguntou Hermione curiosa.

“O pequeno Draco no seu primeiro ano em Hogwarts.”

Tinha que ser, até sua varinha tinha que ser igual ao do seu Dragão. Mas achou a vareta de madeira linda, a parte mais grossa tinha desenhos entalhados na madeira, uma “hera” que se enrolava na varinha até quase o meio, no ponto em que começava afinar. Angel pouco falara depois da noite anterior. Todas aquelas mortes, o barulho ensurdecedor, o cheiro de sangue que empesteava o ar, tudo aquilo inundava a sua mente, estava entorpecida. Sua curiosidade foi um pouco maior que o seu silêncio.

“Posso fazer uma pergunta?” Pergunta Angel, resoluta, à Hermione.

“Claro!”

“O que fez vocês mudarem de idéia com relação ao Malfoy?”

“Olha, Angel, ele não é o que chamamos de um doce de pessoa. Sempre foi detestável conosco, desde o primeiro dia do primeiro ano.” Explicou ela. “Quando voltou a Hogwarts no ano passado fechou-se nas masmorras, no laboratório de Snape, não conversava com ninguém. Suas poções são úteis e ele deve ser tão bom quanto seu Mestre, mas, fechou-se para o mundo. Nunca teve amigos. O ex-príncipe Slytherin não é bem vindo nem na sua casa em Hogwarts.” O quadro que Hermione pintava não era nada agradável. “A Brigada sempre tentou inserir Malfoy no seu meio, mas, sem sucesso. Devo confessar que dentro da Brigada temos os que acham que um Malfoy bom é um Malfoy morto. Rony é um deles, mas eu, Harry, Ginny e outros, tentamos. Nem ele, nem alguns integrantes da Ordem aceitam o fato que somos uma equipe e que ele deveria fazer parte dela.” Sentenciou Hermione.

“Posso imaginar a razão...” Suspirou Angel.

“Mas, respondendo a sua pergunta, o motivo foi você, eu acho, não esperava que Malfoy aceitasse sequer sentar conosco hoje, mas você o deixou sem argumentos. Acho que vi um arremedo de sorriso quando o convidei para as compras.”

Ambas riram, e voltaram para Hogwarts. Nos portões, perceberam que os jardins já haviam sido restaurados por magia. Era como se nada tivesse acontecido ali. Mas as cenas daquela noite não sairiam da memória das garotas nunca. Como não podia ajudar, Angel se ofereceu para ir para a área hospitalar. Ali, pelo menos, poderia ajudar a ministrar poções e conversar com alguém, ou simplesmente segurar a mão de quem quer que precisasse.

Draco deu de ombros. Se a garota passasse pelo chapéu seletor seria uma Gryffindor, corajosa, amiga, meiga. Com certeza uma Gryffindor. Ele estava perdido. Levou ela até Madame Pomfrey, que a recebeu com um sorriso aprovativo.

“Virei buscá-la mais tarde. Não saia daqui!”

“Sim senhor!” Disse Angel batendo continência para um sério Malfoy que virou os olhos e saiu dali meio desconcertado. Deixando as duas bruxas rindo as suas custas.

Virando o corredor, o loiro meio irritado até conseguiu achar graça da brincadeira, sua irritação passou, encaminhou-se para as masmorras onde ajudava Snape com as poções que o exército bruxo usava nas batalhas, de poções explosivas, a curativas. Mas, naquele momento Severus estava levantando acampamento.

“Tio Sev.”

“Tem sorte de eu estar muito ocupado para azarar você!” Falou Snape lançando um olhar a Draco tentando passar um mau humor com relação ao “Tio Sev”. Na verdade já havia se acostumado com aquele jeito de tratamento do afilhado.

“O que está fazendo?”

“Vamos ter que nos mudar. Hogwarts não é mais segura para nós. E o precioso Potter ofereceu a Mansão Black.”

“Ele tinha que estar no meio disso tudo! Deveria ter deixado o filhote de trasgo morrer ontem!!!”

“Como se algum de nós tivesse escolha nesse assunto. Draco, Draco, temos que ser práticos! A Mansão Black tem mais feitiços de proteção que o próprio Ministério da Magia. É imapeável e agora fizemos o feitiço Fidelius e o fiel do segredo é o próprio Dumbledore.” Draco virou os olhos e fez um muxoxo, Snape continuou. “Onde está a senhorita Angel?”

“Com Madame Pomfrey.” Draco falou sem muito entusiasmo.

“A Granger azarou a garota?” Disse o professor de poções sarcasticamente.

“Claro que não! Está ajudando Madame Pomfrey.” O tom do loiro denunciou o seu incomodo com a situação.

“Virou curandeira?” Draco virou os olhos, Snape estava deixando ele irritado.

“Não! Deve estar distribuindo sorrisos e abraços igual aqueles Gryffindors.”

“Vejo que isso o desagrada.”

”E por que desagradaria? A vida é dela, ela que faça o que quiser. Não precisa nem passar pelo Chapéu seletor para saber que é uma Gryffindor legítima.”

“Sei. Não se importa nem um pouco. Ta bom, leva estas caixas pra outra sala.” A conversa acabou e Malfoy passou o resto da tarde enchendo e levitando caixas.

Um Draco pensativo e cansado se encaminhava para a área hospitalar, um aperto no peito, um gosto amargo na boca e em sua mente sua dama do outono. Apertou o passo e capa, como se um frio estranho o invadisse. Quando ia tocar na maçaneta da porta da enfermaria ela se abriu e dela saiu Angel com aquele sorriso estupora Malfoy. Meio desajeitado tentou sorrir de volta, mas sorrisos não eram bem seu forte. Angel percebeu que o garoto a sua frente se esforçou. A cena a fez gargalhar por dentro, contudo conteve-se diante do loiro, com certeza ele ficaria irritado com ela.

“Como foi sua tarde?” Perguntou Draco meio encabulado.

“Se a situação fosse outra, eu diria que foi ótima, mas, direi a você que me senti útil. E que todos os pacientes estão bem. E a sua?”

“Não diria que a tarde na companhia de Snape fosse motivos para comemorações. Mas, ele me adiantou que vamos nos mudar par a Mansão Black”

“Vamos? Você e ele? Mansão Black?”

“Não. Todos os que não são alunos vão, e a Mansão Black é um lugar seguro. É claro, você vem comigo.”

Angel sentiu um alívio estranho por saber que ela ficaria com ele. No mesmo instante ficou contrariada com pensamento. Ficar com o mimadinho insuportável! Francamente Angel o cheiro das poções deixou você tonta! Faça-me o favor! No fundo Angel sabia que precisa ficar perto dele e que se sentia cada vez melhor ao seu lado.

Draco tomou a mão de Angel, atitude que se repetia desde que eles saíram do quarto a primeira vez. Atitude que deixava Angel estranhamente segura. Em silêncio Draco e Angel se encaminharam para a Câmara da Ordem da Fênix, para a reunião da tarde. Como sempre, estavam todos exaltados, mas Dumbledore começou a falar e todos se calaram.

“Senhores. Recebi um convite de Harry para levar os integrantes da Brigada da Fênix para a Mansão Black. Ela tem mais feitiços de proteção que o próprio Ministério, além de ser imapeável. Lá estaremos seguros para organizar nossas defesas. Partiremos em duas horas. Faremos à viagem de vassouras. Senhor Malfoy, precisamos de sua ajuda com a senhorita. Angel.”

“Duas horas, Senhor? Com todo o res...”

“Sei que resolverá a contento! Reunião encerrada.”

Draco saiu da sala, puxando Angel pela mão numa velocidade que estava sendo difícil da garota acompanhar. O Trio Maravilha os seguiu.

“Malfoy! Podemos ajudar?“

“O Santo Potter! Faça um milagre! Ensine essa sangue...”

Parou no meio da frase.

“Parem de falar de mim como se eu não estivesse aqui! O que você quer? Que eu voe? Mostre-me como, Senhor. E a propósito, não serei um peso morto para ninguém!” Angel encarou todos desafiadoramente, sua respiração agora era ofegante, estava com muita raiva. Todos perderam a fala.

“Estamos perdendo tempo!” Gritou Rony, revelando um certo entusiasmo. A garota peitou a Doninha, e isso o deixou bem feliz. Na verdade achava a garota extraordinária no momento.

Todos que ali estavam convocaram suas vassouras e Harry convocou uma nas reservas para Angel. Como no primeiro dia das aulas de vôo em Hogwarts, colocaram as vassouras no chão, e Hermione ensinou o básico das manobras para Angel, que escutava tudo com muita atenção. Todos estavam de frente para Angel, quando convocaram suas vassouras do chão.

“Suba!” Todas as vassouras subiram na primeira tentativa, sem exceção.

Subiram nas vassouras e ganharam o céu. Assim como Harry, Angel tinha um dom nato para o vôo, não era necessário, naquele momento, se preocupar com muitos ensinamentos. A verdade é que Angel podia voar. Draco estava hipnotizado. Não tirava os olhos de Angel, podia sentir o medo e o prazer que a garota sentia no ar. Era fascinante! Sentiu de súbito um orgulho de seu anjo. Era um anjo realmente, até voava! Por segurança, a manteriam no meio deles. Quando desceram, cada um tomou o rumo do seu aposento a fim de arrumar as coisas.

O caminho de Angel e Draco foi silencioso. Entraram nos aposentos de Draco, as sacolas das compras da manhã estavam sobre a cama. Draco com um meneio da varinha, começou a empacotar rapidamente tudo o que havia no quarto para dentro do seu malão. Angel só observava. Quando terminou, encolheu o malão e colocou-o no bolso. Ela acharia aquilo fantástico, se não estivesse furiosa. Draco parou a sua frente. Angel ainda estava na porta do quarto. Depois de alguns segundos que pareceram uma eternidade Draco falou...

“Quer me matar? Já disse, entre na fila e pegue uma senha.”

“Estúpido, idiota.”

“Olha, eu sinto muito. Não deveria tê-la julgado.” Voar assim no primeiro dia , ele tinha que dar o braço a torcer e tentar fazer com que a raiva da garota passasse.

“Sabe, primeiro eu senti raiva de você, muita raiva. Depois, eu senti muito medo lá em cima, mas aí vi como você me olhava... Estava quase orgulhoso! Então eu engoli a raiva e o medo e continuei voando.”

"Na verdade..." Draco se aproximou. "Eu estava muito orgulhoso" Tocou seu rosto e aproximou seus lábios dos dela.

O beijo foi suave, Angel enlaçou a cintura dele correspondendo ao beijo. Olharam-se por um momento antes de colarem os lábios novamente, beijando, emendando um beijo no outro, apertando-se cada vez mais no abraço, tomando consciência cada vez maior do corpo um do outro. As mãos deles passeando nas costas um do outro... Batem à porta. As bocas se separam com relutância, olham-se tentando entender o que está acontecendo entre eles... A voz de Severus avisa do corredor que está na hora.

Era hora de partir, hora da mudança.


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N/A - Olá!!!! As coisas começaram a esquentar por aqui, Draco está literalmente perdido e nem sabe disso.

Agradeço a todos que passaram por aqui espero que tenham gostado e continuem lendo!


Até o próximo capítulo!

Jinhos da Belle!

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