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23. Floresta Proibida


Fic: Severus - A partir de Agora (Snape/OC) NC17!! - Indicada para o Multifaceted na categoria Dark


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 13     Floresta Proibida








 




 




Capítulo 13
  

 
Floresta Proibida.




 





                             

     
Ao seu lado é o lugar a que pertenço


                                                    





  




De alguma forma conseguiu desviar das perguntas de Hermione.




E havia Lupin. Estava triste por ele. Não tinham conversado muito. Não depois de Hogsmeade.




Ele a tinha procurado na segunda-feira. Abatido. Preocupado.




Tinham lhe avisado sobre o que tinha acontecido quando chegou de manhã.




Pelo menos a versão que tinha corrido pelo castelo.




Garantiu que não foi culpa dele. Mas não tinha certeza de tê-lo convencido. Tentou ser carinhosa.




Percebeu que ele se mantinha um pouco longe. Como se estivesse tentando evitá-la.
 





E isso não tinha mudado muito nos últimos dias.




Bem, não havia muito o que ela pudesse fazer.




Estava cansada. Com sono. Sorriu. O bebê. Lembrou da irmã. O sorriso morreu.




Não conseguiu segurar as lembranças dessa vez. O almoço domingo na casa dos pais.




Com o irmão e a irmã. Os cunhados. E algum convidado ocasional. E os sobrinhos.




Controlou tristeza. Estava ficando sensível demais às vezes. Nervosa. Com saudades.




Sacudiu a cabeça. Pegou mais pergaminhos. Às vezes as lembranças machucavam muito.




Não quis pensar no que seria ter um bebê sem o apoio de sua mãe. Num mundo bruxo.




Fez uma anotação mental para pegar livros na biblioteca sobre isso. Bebês bruxos.




Ainda bem que já era sexta-feira. Ia poder dormir bastante amanhã. Esquecer. Descansar.




E nada de Hogsmeade. Não por um bom tempo.




 




******




 




Sábado amanheceu.




Não para ela. Perdeu o café da manhã. Sem se importar. Preguiçosa.




Mas foi mais cedo para o almoço quando seu estômago reclamou.




Estava no meio quando Severus chegou. Ele se sentou ao seu lado. Entre ela e McGonagall.




-
        
Bom dia. - murmurou para que só ela ouvisse.




Sorriu. Então ele tinha notado. Continuou a comer.




Ocasionalmente sentindo a perna encostar na dele.




O sol lá fora. Começando a ficar encoberto por nuvens. Olhou para cima.




Talvez pudesse ver o lago antes que chovesse.




-
        
Severus, eu gostaria de falar com você e McGonagall. Se for possível. - ouviu Dumbledore.




-
        
Eu irei depois do almoço, Albus.




-
        
Você também, Remus.




Viu a expressão de desgosto dele. Quase sorriu. As artimanhas de Dumbledore.




Resolveu que iria até a torre de astronomia. Talvez ele fosse até ela, depois.




E talvez. Só talvez. Ela conseguisse saber algo do que eles tivessem conversado.




Sobre os planos da Ordem. E quem sabe. Com muito jeito. Ela pudesse perguntar o que uma trouxa podia fazer para se defender de bruxos. E de sua magia. Algo que tivesse escapado a ela. Nas suas incursões pela biblioteca. Algum amuleto. Alguma... Coisa.




 




****




 




O sol tinha sido encoberto. E tudo era cinzento. Refletindo na superfície do lago.




E mesmo assim. Era bonito.




A reunião estava demorando. Ou ele não tinha vindo procurá-la. Não se importou em descobrir.




Olhou o lago. A floresta. A mão no ventre. Pensando. Sonhando.




Ouviu um bater de asas. Uma coruja pousou na amurada. Alguma coisa presa em sua perna.




Franziu a testa. Não a conhecia. Pegou-a. Tirando o pequeno pergaminho.




Acariciou sua cabeça. Distraída.




 




"
 
Preciso de ajuda.
 
Na entrada da Floresta Proibida. Por favor venha sozinha.
  
H. "




 




Ficou preocupada.




'Engraçado.'





 
"H."
    
Mas não era a letra de Hermione.




'Harry?'




Franziu a testa.




Imaginou se devia falar com alguém. Não. Eles estavam ocupados. Na reunião.




Mas porquê ela?




Talvez algum deles tivesse trapaceado em alguma regra da Escola.




Suspirou. Era melhor ir ver. Sacudiu a cabeça. Sentindo-se incomodada.




Desceu as escadas. Um aluno vinha em sentido contrário.




-
        
Não foi à Hogsmeade Collin? - andou até ele.




-
        
Hoje não. - parou esperando-a - Tenho que terminar a lição do professor Flitwick. - reclamou.




Olhou para o bilhete em suas mãos. Um vinco de preocupação na testa.




Ela não era desconfiada. Mas depois daquele sábado...




Era melhor contar com alguém. Se alguma coisa estivesse errada.




-
        
Collin, me faça um favor. - estendeu o bilhete dobrado - Entregue isso para a professora McGonagall. Diga que eu o recebi. E que estou indo lá fora verificar. - olhou-o - Mas só depois dela prometer não fazer nada com o autor do bilhete.




Ele pareceu estranhar. Viu o semblante preocupado. Imaginou o que fosse. Alguém em encrenca.




-
        
Está bem. - ele o pegou.




-
        
Ela estava em reunião com Dumbledore. Mas já pode ter saído. - lembrou-se de Severus - Dê um jeito para falar com ela sozinho.




Ele acenou com a cabeça.
 





Ela continuou escada abaixo. Depressa.




Viu o pergaminho dobrado em suas mãos. Não resistiu. Desdobrou-o.




Resolveu ir até Dumbledore primeiro. Alguma coisa estava errada. Andou mais rápido.




 




Ela passou pela cabana de Hagrid. Estava fechada. Ficou ainda mais preocupada.




Ouviu um trovão. O lago tinha a sua superfície varrida pelo vento. Fazendo pequenas ondas.




 




Ele viu Snape descendo pela gárgula. Tentou andar mais devagar. Escondendo o bilhete na mão.




-
        
O que quer Sr. Creevey? - perguntou frio - Perder alguns pontos por correr?




-
        
Não, Senhor. - resolveu - Estou procurando a professora McGonagall.




Ele estreitou os olhos. Percebeu a mão do outro. Escondendo.




-
        
E o que quer com ela?




Ele hesitou. Com medo.




-
        
Me desculpe.
 
- deu um passo para trás - Mas só posso falar com a professora McGonagall.




Viu quando o professor franziu a testa.




E quando deu um passo em sua direção. Ele se preparou para correr.




-
        
E o quê, - Snape parou - o senhor quer falar comigo, Sr. Creevey? - McGonagall descia das escadas da gárgula.




Ele deu um suspirou de alívio. Ia levantar a mão. Fechou-a de novo.




-
        
É particular. - viu a expressão que ela fez - É importante! - deu um passo em direção à ela, sem deixar de vigiar Snape - Um recado.




A bruxa franziu a testa.




-
        
Um recado? De quem Sr. Creevey? - ela se aproximou.




Ele ainda olhava Snape com o rabo de olho.




-
        
Ela disse para só falar com a senhora.




Snape não se moveu. Ele se afastou. Indo em direção à bruxa.




-
        
Ela? Sr. Creevey. - estava ficando impaciente.




-
        
É. - chegou mais perto, abaixando a voz - Ela disse para só entregar se a senhora prometesse não castigar o autor do bilhete.




A bruxa fez uma careta, séria.




-
        
Eu vou pensar. Sr. Creevey. - estendeu a mão - Depois que me disser quem é "ela".




Ele não se moveu, pensando. Lembrou do bilhete. E da letra. Que ele não conhecia. Resolveu.




-
        
Srtª Ventur.




Snape deu um passo. Ele recuou. Minerva se aproximou. A mão ainda estendida.




-
        
Está bem, sr. Creevey. Eu prometo que conversarei primeiro com ela antes de dar qualquer castigo.




Ele considerou. Isso devia ser o melhor que ele ia conseguir. Deixou o bilhete nas mãos da bruxa.




Ela o pegou. Passou os olhos. Ficou pálida.




-
        
Obrigada sr. Creevey. Já pode ir. - ele hesitou - Agora!




Saiu correndo.




-
        
Severus. - ela estendeu o bilhete para ele.




A preocupação estampada no rosto.




Ele leu.




E não estava mais lá.




 




Ela continuou andando. Olhando para todos os lados. Sem ver ninguém.




Chegou ao limite da Floresta Proibida. Hesitou. Andando devagar em volta.




Não tinha nenhuma vontade de entrar lá. Mesmo que a floresta parecesse inofensiva de onde estava.




Não queria saber o que tinha ali. Ficou andando indecisa. Apreensiva.




Já tinha percebido que aqui. Neste mundo. Os avisos não deviam ser desprezados.




Estava brava. Muito. E inquieta. Se fosse o Harry. Ela o mataria. Falaria tanto.




Que ele ia preferir ter enviado o bilhete para McGonagall!




'Maldição!'




Não viu outro jeito. Teria que entrar. Com medo ou não. Ele podia estar precisando dela.




'Harry, eu vou matar você!'




Deu dois passos. Nada aconteceu. Só árvores. Como em qualquer outro lugar.




Respirou. Foi entrando devagar. Tentando não perder de vista a saída.




Sacudiu a cabeça.




-
        
Harry!




Escutou. Nada.




-
        
Hermione!




Ouviu algum barulho. Ficou parada esperando.




Mas ninguém apareceu.




Deu um suspiro exasperado.




E continuou andando. Devagar.




Havia uma pequena clareira à frente.




E alguém se movendo.




-
        
Harry?




Chegou mais perto.




Gelou.




O mesmo homem. Medo se insinuou mais forte.




Um dos que ela tinha visto uma vez na galeria escura. Perto de seu apartamento.




Há muito tempo atrás.




Tentou se virar e correr. Não deu dois passos.




O outro apareceu atrás dela. A varinha em punho.




'Oh, meu Deus.'




 




Andou rápido contornando o castelo.




Não era possível!
 





'Mulher tola!'




Franziu a testa em preocupação.




 




Ela recuou.




-
        
Então... - não deixou de apontar a varinha - Você é a trouxa. - ele parecia curioso.




Franziu a testa. Lembrou.




'Eles não me conhecem!'




Nem mesmo sabiam que era por causa deles que ela estava ali.




Tentou pensar rápido. Não se deixar levar pela sensação de pânico. Respirando.




-
        
Acho que vocês estão enganados. - olhou em volta, procurando.




-
        
Ah, não estamos não. - ouviu o outro dizer - Você é a trouxa. - ele riu mau, a varinha já na mão.




Temor.




'Não de novo.'




Virou-se. Um de cada lado. Altos demais. Grandes demais.




-
        
Finalmente alguma coisa para o Lord.




Respirou. Medo se insinuando. Tentando se controlar. Ganhar tempo. Entender.




-
        
O que leva você pensar que ele ia me querer?




Ele riu.




-
        
Você é uma trouxa. - ouviu o que tinha estado às suas costas dizer - Vivendo com bruxos. - havia desprezo - No mundo de bruxos. - ele se aproximou, a expressão de nojo - Sua imunda. Até o ar fica difícil de respirar na sua presença. - ele a olhava com ódio - Sujo.




Estava com problemas.




'Collin, por favor.'




Deu um passo atrás. Eles chegaram mais perto. Levantando as varas.




-
        
Não se atreva. - ameaçou - Vai ser bem pior. - sorriu num esgar.




-
        
Talvez fosse melhor usar estupore nela de uma vez.




-
        
Não. - ele se aproximou - Estamos bem protegidos. - avaliando-a - Não há quase ninguém no castelo. Estão todos em Hogsmeade. - falava devagar - Ninguém vai aparecer. - parecendo se divertir em sobressaltá-la - Ninguém vai salvá-la. - falou sorrindo, de forma provocativa.




Ela tentou correr.




Ele moveu-se rápido demais. Empurrando-a. Ela caiu de lado. De qualquer jeito.




Virou-se no chão. Olhando-o. Se afastando. De costas. As mãos apoiadas na terra.




Ele olhou-a de cima a baixo. A varinha apontada.




-
        
Levante-se. - o olhar estranho.




Ela percebeu que o vestido tinha subido. As pernas à mostra.




Levantou-se. Ele a empurrou pelas folhas secas.




Cada vez mais para dentro da floresta. A vara em suas costas.




 




Onde ela poderia estar?




Já tinha percebido os feitiços. De silêncio. De dissimular.




Provavelmente para encobrir. Desfez alguns.




Seguiu as poucas pegadas.




Havia um lugar à frente. Onde alguém havia caído.




Ou sido jogado. As pegadas acabavam ali.




Por mais que ele olhasse, não havia continuação. Alguém as tinha apagado. Com magia.




Continuou.




Olhando. Procurando. Precisava encontrá-la.




'Maldição!'




Porquê ela tinha deixado Hogwarts?




Ignorando tudo o que já havia acontecido. Tudo o que ele já tinha lhe dito.




Ele poderia matá-la.




 




Quando achou que eles continuariam, ele a segurou. Sem gentileza. Ela se virou.




E então ele se aproximou.




-
        
Vamos embora. - o outro estava vindo até eles.




-
        
Não. - perto demais - Agora não. - o mesmo olhar.




Ele se moveu. Abraçando-a. Segurando suas mãos nas costas.




Ela lutou. Ele a apertou mais. Rindo dela. Enquanto ela tentava respirar. Quase apavorada.




-
        
Ela quer brincar! - ela continuava tentando se soltar.




-
        
Largue-a. - o da expressão de nojo falou - Vai acabar se sujando com essa... trouxa.




Ele a apertou ainda mais. Se insinuando. Ela sentiu a reação dele. Em seu ventre.




-
        
Ainda não. - havia maldade - Uma torturazinha. - ele viu o olhar assustado - Uma... pequena distração primeiro. - seus olhos brilharam em antecipação.




Tentou forçar a boca na dela. Ela sentiu o hálito dele. Tentou mover o rosto.




Ele tocou seus lábios. Mordeu os dele. Ele gritou soltando-a. Furioso.




Ela quase caiu de novo. Ele a olhou soltando faíscas. A mão na boca. Levantou a vara.




-
        
Encarcerous!




Cordas apareceram do nada. Atando suas mãos. Puxando-as para as costas. Controladas pela vara dele.




Ela tentou se mover. Em pânico.




Ele a segurou antes. Abraçando-a de novo. Guardou a vara.




Uma mão agarrou seu cabelo. Puxou. Com força. Ela gritou.




Ele buscou sua boca de novo. Machucando-a. Ela gemeu contra os lábios dele.




Enquanto ele se apertava a ela. A língua se movendo. Em seus lábios. Tempo demais.




Ouviu o outro rir.




'Deus!'




Ele afrouxou um pouco.




Ela virou a cabeça. Buscou ar. Tentando não chorar. Ele colocou a boca em seu pescoço.




Quase gritou o nome do único homem que ela não podia.
 
Respirou.




Ele tocou seus seios. Puxando os botões. A respiração ruidosa.




-
        
Quer ajuda? - ela percebeu o tom do outro.




-
        
Não. - arrancou mais botões, enquanto ela se contorcia - Eu posso com ela... - um brilho de triunfo quando os botões se acabaram - ...sozinho.




O outro pareceu não gostar da resposta.




-
        
É melhor sairmos daqui. - falou contrariado - Temos que voltar. - claramente descontente.




O que a atacava o ignorou. Enterrando a boca em seu pescoço de novo.




'Não.'




Se saísse dali não teria nenhuma chance.




-
        
Pode ir. Encontraremos um lugar. - tocou-a pela abertura do vestido - E então poderemos ficar... mais à vontade. - ela odiou o tom dele.




Ele apertou seu seio. Gritou com força.




-
        
Cale-se! - ele a sacudiu - Ou eu calo você - falou com raiva.




-
        
Vamos embora! - o outro estava bravo - Ela pode ter alertado alguém.




-
        
Nessa floresta?
 





Ele não se preocupou com a resposta. Tentando abrir ainda mais sua roupa.




Ela se posicionou. Levantou o joelho. Ouviu quando ele grunhiu. Tentou correr.




Foi segura pelo vestido. Caiu. As mãos no chão.




-
        
Sua prostituta. - falou rouco - Você me paga.




O outro a virou. Ajoelhado perto dela. Segurando seus ombros. Com o peso do corpo.




Ela sentiu quando aquele em quem ela tinha dado uma joelhada se arrastou para cima dela.




-
        
Não... Não....




-
        
Sim! - ele se apoiou de lado.




Sentiu seu vestido sendo levantado. Lutou. Apavorada. Contorcendo-se.
 





Ouviu um barulho. E então ele estava meio caído sobre ela. Seu peso quase a sufocando.




Foi solta. Moveu-se tentando se livrar. Sentou. Conseguiu se ajoelhar. Gritou.




Tinha sido agarrada pelos cabelos de novo. Uma vara na altura de seus olhos. Enquanto ela arfava.




-
        
Eu a mato! - ele estava se escondendo atrás dela.




Silêncio.




-
        
Saia daí! - ele olhava para todos os lados.




Ela esperou.
 





Ouviu um murmúrio.




E viu uma figura em volta numa longa capa aparecer do nada. Pensou reconhecê-la.




Ele já estava ali. Mas não estava mais da mesma cor da árvore perto dele.




-
        
Não...




Ele continuou parado. O capuz cobrindo seu rosto. Teve certeza.




-
        
Não. - falou mais alto.




-
        
Cale a boca! - levou um puxão.




O homem deu um passo para frente. Ela podia sentir o ódio emanando dele.




-
        
Solte-a.




A voz estava baixa. Rouca. Esperou.




-
        
Quem é você? - respirou quando percebeu que ele não fora reconhecido.




Nenhuma resposta. Ouviram um trovão.




-
        
Saia daqui. - mandou - Não vai querer duelar comigo. -
 
a vara se movendo perto de seu rosto enquanto ele falava
 
- Você não me conhece. Sou um comensal! - avisou.




Ela tentou se mover. Seu cabelo foi puxado de novo.




-
        
Solte-a! - ele tinha dado outro passo, a voz perigosa.




-
        
Ela é só uma trouxa estúpida. - ele não parecia disposto a obedecer - E eu não me importo em matá-la. - continuou, se escondendo mais atrás dela - Mas parece que você sim. - ganhou mais confiança diante do silêncio - Também não me importo em matar você. Então saia daqui. - ordenou.




Não houve movimento.




A vara chegou mais perto de seu peito.




-
        
Agora!




Sentiu a respiração rápida dele. Ele parecia disposto a executar o que disse.




-
        
Por favor vá embora.




-
        
Ouviu? - pareceu ganhar força - Por que você não a atende? Vá embora! - ele parecia quase descontrolado.




A vara não apontou mais para ela.




-
        
Estupore!




-
        
Protego!




O feitiço se desviou e quebrou um galho de uma árvore próxima.




Ela desviou o rosto. Sentiu seu coração apertar. Disparado. Olhou de novo.




Ele estava no mesmo lugar.




Sentiu o comensal se apavorar.




-
        
Avada Kedrava!




Um jato verde. Não o viu lá. Quase parou de respirar. Aterrorizada.




Uma árvore mais atrás com seu caule profundamente fendido. Um fio de fumaça se elevando.




Ele apareceu. Em pé de novo. Desafiador. Furioso.




-
        
Por favor...
 
- conseguiu murmurar - Por favor. Vá.




O comensal levantou a varinha de novo. Agora voltada para ela. Ameaçador. Ela o ouviu respirar.




Ele deu passo para trás. Devagar.




Sentiu o aperto em seu cabelo se afrouxar um pouco.




-
        
Levante-se! - conduziu-a.




Ela obedeceu. Enquanto ele tentava se aproximar daquele que estava caído.




Sentiu quando ele se distraiu. Olhando o comensal no chão.




Girou sobre si mesma tentando escapar. Foi segura pelo cabelo. Caiu.




Ouviu quando uma raiz explodiu perto. Quase neles.




Ele voltou a ficar atrás dela. Levantou-a de qualquer jeito. Seu cabelo puxado com força. Gemeu.




-
        
Saia já daí! - ele estava furioso, com medo - Você agora vai pagar com a vida insolente!




Viu quando ele se mostrou de novo. Mais perto agora.




-
        
Largue-a. - ele continuou se aproximando devagar, ela pôde sentir em sua voz, que ele estava se controlando - Eu serei um prêmio melhor para o seu mestre.




-
        
Não! - disse horrorizada.




-
        
Cale a boca vadia! - sentiu sua cabeça doer quando foi puxada novamente, ele se aproximou mais dela -
 
Porque você acha que eu a trocaria?




-
        
Porque Lord Voldmort. Seu amo. - falou devagar, na voz a raiva contida - Vai agradecer. - ele deu mais um passo - Vai realmente. Ficar contente. Com o presente.




'Não...'




Ela o escutou rir às suas costas. Mas ele pareceu indeciso.




-
        
E eu te conheço. Maiers. - sentiu a surpresa no modo como ele se retesou - E Falls. - apontou o comensal desmaiado com cabeça - Querem... a Marca. - ele pareceu enojado, duro - E comigo. -levantou a cabeça, o capuz ainda a encobrindo - Podem conseguí-la.




-
        
Não... - fechou os olhos, o coração disparado - Por favor, não... - olhou-o - Não. - sentiu-se puxada com violência.




Desequilibrou-se. Caiu de qualquer jeito. Meio sentada. Machucando o joelho.




Escutou um barulho.




Estava livre.




Passos.




-
        
Evanesce!




As cordas sumiram.




Ele a levantou. Ajudando-a a se afastar.




Eles estavam desmaiados. Ainda assim. Ele a puxava para longe. Procurando.




Buscando no espaço à sua volta. Quando estavam atrás de uma árvore. Ele a olhou.




Viu o vestido aberto. O sangue no arranhado do rosto. Apertou os dentes. A expressão dura.




-
        
Você está bem? - desviou os olhos, vigiando.




Ela não respondeu. Ele virou-se para ela. Pareceu ficar furioso de repente.




-
        
Como, maldição! - falou entre dentes - Você foi tão tola mulher para...




-
        
Cale a boca! - disse furiosa.




Afastou-se dele. Eles se enfrentaram. As respirações rápidas.




Mas então ouviram um barulho. E ele a puxou de novo para trás da árvore. Sem delicadeza. Firme.




Apoiando-a em seu peito. Observando. Atento. A vara empunhada de novo. Os olhos estreitos.




Um pequeno animal passou correndo mais à frente.




Ele abaixou um pouco a vara. Sem se descuidar.




Pareceu menos tenso depois de um tempo. Começou a chover. Soltou-a.




Devagar ele se aproximou dos comensais desacordados. Ela o viu parado. As mãos apertadas.




Decidindo. Hesitando. Pensou que ele gritaria. Ou os mataria.




Fúria contida a custo.




-
        
Encarcerous! - a voz seca, dura, alta.




E  cordas foram conjuradas.




Amarrando completamente os homens caídos. Um pouco mais apertado que o necessário.




Ela saiu do torpor. Sentindo-se descontrolada. Fora de si. Por tudo que tinha acontecido.




Sem conseguir perdoá-lo. Por ele ter se arriscado. Por culpa dela.




A tensão pelo que tinha acontecido explodindo. Uma revolta subindo por dentro.




De repente ela estava à sua frente. Batendo onde conseguia alcançar.




-
        
Seu grande asno! - com vontade de mordê-lo - O que infernos você achou que estava fazendo? - trêmula.




Ele a segurou pelos pulsos. Surpreso. Furioso.




-
        
Mas o quê você pensa que está fazendo? - rugiu entre dentes.




Ela ainda tentava se soltar. Os pulsos doendo. Das cordas. E dele.




-
        
Seu grande idiota! - gritou, respirando rápido - Você, seu... Seu...




-
        
Pare com isso! - sacudiu-a - Foi você quem veio até aqui! - sibilou incisivo, acusador.




Ela parou de se mexer. Levantou a cabeça. Encarando-o. Olhos brilhantes. Fúria. E Dor.




-
        
Como você imagina que eu vou conseguir viver neste inferno de vida! - sibilou - Neste inferno de mundo bruxo sem você?! - estava furiosa, muito além da conta - Quem lhe deu o direito de arriscar sua vida assim? - ele estava paralisado, ela tremia, os olhos faiscando - Seu... grande imbecil! - as
lágrimas desciam, misturando-se com a chuva, a voz ficando embargada - VOCÊ consegue viver sem mim! - acusou, o peito quase arrebentando - Mas eu não... - ela estava sentindo suas energias irem embora, os olhos em angústia - conseguiria...




Não conseguiu suportar.




O mero pensamento de  viver sem ele. Deixando-a sem forças.




Encostou a cabeça no peito dele e soluçou. Trêmula. As lágrimas incontroláveis.




Chorava por si. Pelo pequeno ser que estava dentro dela. Que ele ainda não conhecia.




Se ele morresse... Respirou em dor.




Só mais um bastardo sangue-ruim. E o que seria dela? Sem ele. Fechou os olhos.




'Inferno Sangrento!'




Ele sentiu o tumulto de emoções. Em reflexo às dela. Respirou.




Colocou as mãos nos cabelos molhados e levantou sua cabeça.




Olhos que se encontram. Ele leu o que precisava saber. Em castanhos. Na boca trêmula. Inchada.




Procurou seus lábios. Firme. Intenso. Sentiu o gosto de lágrimas.




Ela sentiu um braço à sua volta. Quis não ceder. Não conseguiu.




Cruzou os dela atrás dos cabelos negros na nuca com um gemido. Afogando a dor.




Colou ainda mais seu corpo ao dele. Em desespero. Acariciando suas costas. Apertando-o.




Sendo apertada. De forma impetuosa. Tentando afastar o medo. E as sombras.




Se certificar de que ele estava ali. Bem. Tentando esquecer nos braços dele.




Todo o horror que ela tinha passado. Apagar a sensação. De outras mãos. De outros lábios.




E a dor de pensar que poderia perdê-lo.




Eles estavam cada vez mais indiferentes à chuva fina que caía. As bocas quentes.




Em seu próprio mundo. Ardentes. Queimando a lembrança do que tinha acontecido.




Ele passou a explorar o pescoço. O vestido já não sendo uma barreira.




Ela se inclinou para trás. Oferecendo mais. Ele aceitou. Voltou aos lábios. Em desejo.




De repente ele se afastou um pouco. A respiração difícil. Segurando-a. Ou ela teria caído.




Olhou-a. Ela estremeceu com o que viu. Ele sacudiu a cabeça. Tentou pensar. Olhou à sua volta.




Tentando voltar à realidade.




-
        
Temos que cuidar deles. - a voz rouca.




Ela concordou com um aceno. Incapaz de falar.




Ele voltou a encará-la. Olhos brilhantes. Ela respirava intensamente.




-
        
Você está bem?




Hesitou. Pretos. Acenou com a cabeça de novo. Levou a mão ao rosto dele.




Ele viu o rosto arranhado. O vestido aberto. Arfando. Os olhos pesaram.




Puxou-a de novo em outro beijo intenso.




Gemeu. Soltando-a de repente.




Segurou-a. Só o suficiente para que ela se equilibrasse.




Voltou-se. Olhando-os. Caídos.




Os lábios se apertaram. A expressão dura. Lutando. Pareceu tomar uma decisão.




-
        
Vamos.




Puxou-a pela mão. Andando rápido.




Ela tropeçou. Ele parou. Olhou-a. Tirou a capa. Colocando-a nela.




-
        
Vai deixá-los lá? - murmurou.




Ela tinha visto a chuva transformando a terra em barro perto do rosto deles. Sujando as faces brancas.




-
        
Vou. - falou ríspido, voz dura, voltando a andar.




Arrepiou-se com o tom dele. A expressão dele confirmando. Que ele podia ter feito muito pior.




E que ficaria feliz. Se algo acontecesse a eles.




-
        
Quando chegarmos, avisarei Dumbledore. - viu a expressão intransigente - Para que cuide deles. - rígida -
 
Temos que ser rápidos. - completou.




Estava ficando difícil acompanhá-lo. Tal a velocidade com que andava. Viu as escadas.




Estavam quase dentro agora. Ele parou de súbito virando-se para ela. Quase colidiu com ele.




-
        
Você irá para seu quarto. - ordenou com voz dura - Tomará um banho quente. Beberá uma xícara de chá. - sério - E me esperará.




O coração disparou. Ignorou o medo. Olhos brilhantes de humor. Voz suave.




-
        
Mais alguma coisa, Milord? - um meio sorriso.




Ele estreitou os olhos. Era a sombra fugidia de um sorriso que ela tinha visto neles?




-
        
Não me provoque, mulher. - a testa franzida - Ou a farei se arrepender. - falou devagar endurecendo
 
- Motivos não me faltam - ele parou.




Viu o cabelo comprido grudado na pele.




A roupa rasgada em meio à capa aberta. Deixando pouco à imaginação.




-
        

 
Eu a farei se arrepender - murmurou, levantando os olhos - Mais tarde. - pretos em castanhos.




Ela não conseguiu sorrir. A respiração rápida. Prisioneira. Desejo. Medo.




-
        
Vou lembrar-me disso. - foi capaz de sussurrar.




Ouviu-o respirar. Ele se virou. Subindo as escadas no mesmo ritmo rápido. Puxando-a.




-
        
Vá. - mandou.




Sem se virar. Andando.




Sentiu-se rebelde.




'Cretino.'






Sumindo no corredor. Em direção ao escritório do diretor.




Como se ela fosse obedecer. À qualquer ordem dele.




Ficou parada. Olhando-o. Enquanto ele se afastava.




Correu para o quarto.




 




*****




"Ministério da saúde adverte : consuma fic's com moderação."




"Sett"




 






Elizabeth Ferreira - Prometo que vou pensar com carinho no seu caso com o Lupin.




E, err, "Senão...? Temos problemas, e eu quero ler o resto da fic." - isto é uma ameaça??? Risos.




LiSnape - Não, não é para você ficar com ciúmes. E prepare-se que a Nina tem muito mais para passar.  Já viu pelo capítulo acima. rs rs.




Li - "eu consegui *ver* a cena dele no quarto sozinho, atormentado." 




Nina- Isso me deixou realmente feliz!




Amanda Dumbledore (3V) - Eu realmente hesitei antes de colocar "parágrafos curtos", mas... rs rs Obrigada. Eu fico com medo de ficar confuso para quem lê às vezes. Eu coloco conforme "aconteceu".  rs rs




mari delf  (3V)- Não precisa ficar ansiosa! Eu publico! Obrigada por revisar.




Centaura - Que bom que você descobriu o que era Klenex. Pra quem não sabe é lenço de papel. Pras choronas. Iguais a mim!




Ah, não diz isso do Lupin! Eu adoro ele. Minha próxima fic é sobre ele! Tem um capítulo só pra ele!




E eu acho que seria Grifinória. Embora o Severus ache que eu seria Sonserina. Adorei o "ex-marido".




Noctivague - Obrigada pelas palavras. Você acha mesmo que eu estou escrevendo sobre "realidade x ficção"? Puxa! Isso sim ia ser elogio.




Suu-chan - Você está certa. Eu também não sei como ele vai reagir. Mas não vai ser agora. rsrs




Quanto a tese, depois te dou mais detalhes. (segredo: quando eu tiver! risos). E se não conseguir abrir as capas me fala que eu te mando os arquivos. E você pode se empolgar o quanto quiser! Eu adoro!.




Ju Oliveira - Que bom que você voltou a revisar. Desculpe não estar te respondendo via e-mail também. O tempo tá ficando curto. E eu estou preocupada, ainda não consegui dar andamento nos capítulos 15 e 16. E já estou com o 17 e o 19 quase prontos!  E parabéns! O que você me mandou está muito bom. Quando vai dar andamento?




Sarah - Então estou te aguardando.




Viviane Azevedo - Muito obrigada! Mas deixa de ser boba! É claro que escreve bem. Lê o que você escreveu de novo e se convence!




Nielle - Obrigada. Obrigada por suas palavras. E não suba pelas paredes! Se não como é que você vai descer?




Jenny - Puxa Jenny!

Valeu, viu? Você se expressa muito bem. Aliás, como todas as minhas queridas amigas fãs do Sev. 02:00 h???? Que isso?!! Exagerada. E pode perseguir o quanto quiser que eu deixo! E me diz se não gostar de alguma coisa, tá?




GENTE!! BRIGADA!! Olha só o monte de reviews!!!!!




(Nina dançando e rodopiando que nem boba. Até ficar tonta e quase cair.)




E aí? Gostaram da(s) minha(s) capa(s)? Viu o rosto da Nina sobre o do Severus? Eu adorei!






 




 






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