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22. Decepções e Planos Forjados


Fic: Hermione, meu amor ATUALIZADA!


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Hermione ainda achava que morreria, quando o coche afas¬tou-se da casa de Luna.11
— Nunca gostei de champanhe — comentou em tom lamentoso.

Com uma risada, Harry abraçou-a pelos ombros e obrigou-a a pousar a cabeça latejante em seu ombro.
— Ouvir isso me deixa muito surpreso — arreliou.

Com um suspiro, ela fechou os olhos e adormeceu quase que imediatamente. Despertou quando já se aproximavam da vila, sentindo-se completamente refeita e um pouco envergonhada.
— Não fui boa companhia — desculpou-se, sorrindo para Harry. — Se quiser jantar comigo, eu...

— Preciso voltar a Londres ainda esta noite — ele a interrompeu.

— Vai voltar? — ela repetiu, endireitando-se no assento. — Quanto tempo ficará fora?

— Uma semana.
Hermione sentiu-se invadir por enorme alegria e virou o rosto rapidamente para que ele não visse sua expressão. Ela e Cormac poderiam fugir para a Escócia sem ter medo de que Harry descobrisse sua fuga a tempo de ir atrás deles. Aquilo era um golpe de sorte maravilhoso! Uma benção!

Não. Era uma calamidade.
A alegria que ela sentira transformou-se em pânico, e a cabeça voltou a doer com mais intensidade do que antes. Indo a Londres, Harry, como qualquer cavalheiro de sua classe, iria a clubes, onde jantaria e jogaria cartas com amigos e conhecidos. Muitos deles teriam ido ao baile dos Wood e ouvido os rumores sobre o noivado. Claro que, no clima de camaradagem, eles pres¬sionariam Harry para confirmar ou negar o boato. Hermione quase podia vê-lo sorrindo e dizendo que sim, que era verdade. E via-o também fazendo papel de idiota, quando, em vez de se casar com ele, ela fugisse com Cormac.
Sentindo-se miserável, fechou os olhos novamente. Temia a vingança de Harry, que seria terrível, pois ele se sentiria publicamente humilhado, mas isso não era nada perto da dor que ela sentia quando pensava que seria a causa dessa humilhação. Não suportava a idéia de aquele homem orgulhoso transformar-se em objeto de escárnio e piedade. Ele não merecia aquilo. Durante o baile, vira como todos o estimavam e respeitavam. Por culpa dela, aquelas mesmas pessoas talvez o olhassem com desprezo.
Cruzando as mãos no colo, Hermione pensou que talvez pudesse evitar o escândalo. Cormac deveria chegar no dia seguinte. Se fu¬gissem à noite, ela teria tempo de mandar uma mensagem para Harry, em Londres, contando-lhe o que fizera. Quanto antes ele soubesse da fuga, melhor, pois menos pessoas ficariam sa¬bendo de seu noivado. Mas o recado não poderia alcançá-lo cedo demais, do contrário ele iria atrás dela, frustrando seus planos. Controlar o tempo, ela concluiu, era essencial.
Sentiu o coração pesado ao imaginar-se dizendo a Cormac que os dois teriam de fugir. Ele não aceitaria a idéia, ficaria preocu¬pado com o dano que tal recurso causaria à reputação dela.

Harry pegou-a pelo queixo, fazendo-a estremecer, sobressaltada.
— Quando McLaggen voltar, quero que você lhe diga imediata¬mente que não vai se casar com ele — instruiu num tom que não admitia réplica. — Não vou tolerar que as pessoas pensem que minha futura esposa foi noiva de outro homem. Dê a desculpa que achar melhor, mas acabe com isso. Entendeu?

— Entendi.

Ele olhou-a longamente.
— Quero que me dê sua palavra de que fará o que pedi.

— Eu... — Hermione engoliu em seco, comovida em ver que Harry atribuía-lhe o mesmo senso de honra que ele possuía. Fitou-o nos olhos, sentindo-se uma pessoa vil por trair sua con¬fiança. — Eu lhe dou minha palavra.

A expressão de Harry suavizou-se.
— Sei que será duro para você, pequena, e prometo que um dia a compensarei por essa dor — ele disse com extrema gentileza. — Pode me perdoar?

Os olhos de Hermione arderam, cheios de lágrimas inesperadas e um nó doloroso instalou-se em sua garganta. Perdoá-lo? As emoções lutavam ferozmente em seu íntimo, provocando-lhe o desejo de abrigar-se nos braços fortes e chorar. Ela moveu a cabeça afirmativamente, olhando-o como para memorizar suas feições, pois sabia que, se tornasse a vê-lo um dia, haveria apenas des¬prezo e raiva em seu rosto.

Saíram da estrada e tomaram a longa alameda em direção à casa dela.
— Por que vai retornar a Londres tão depressa? — Hermione perguntou, calçando as luvas.

— Porque me encontrei com meus administradores, hoje de manhã, e fiquei sabendo que terei de falar com algumas pessoas, antes de tomar certas decisões importantes. Trata-se apenas de escolher as melhores opções de investimento, o que cabe a mim fazer. Ao contrário do que você ouviu a meu respeito na festa de seu pai, não levo uma vida ociosa, dedicada apenas aos pra¬zeres. Tenho sete grandes propriedades, mil arrendatários, um número enorme de interesses que tenho negligenciado para ficar com você, minha menina.

O coche parou diante da casa dos Granger, e um criado correu para abrir a porta e baixar a escadinha. Harry segurou Hermione pelo braço, quando ela fez menção de descer.
— Eu não preciso ficar uma semana inteira em Londres, mas achei que talvez você precisasse de algum tempo para si mesma, depois de confrontar-se com McLaggen — explicou. — A menos que você mande me chamar, ficarei lá até domingo, sete dias a partir de amanhã.

Instruiu-a sobre como comunicar-se com ele, e havia esperança em sua voz. Era óbvio que desejava que ela lhe pedisse para voltar antes do prazo estabelecido. Cheia de remorso, Hermione pousou a mão trêmula sobre a dele, querendo pedir-lhe que a compreendesse e perdoasse.

— Harry, eu... — Viu nos olhos esmeraldinos como ele ficara satisfeito por ela tê-lo chamado pelo nome de batismo, e uma intensa emoção apertou-lhe a garganta. — Boa viagem — mur¬murou, descendo rapidamente do coche.

Cerca de meia hora mais tarde, mandava um criado à casa dos McLaggen, com um bilhete para Cormac, no qual pedia-lhe que mandasse avisá-la, assim que chegasse, e que fosse à cabana do guarda-caça, onde ela iria encontrá-lo.
Ao anoitecer, Cormac ainda não enviara nenhum recado. Nervosa, Hermione por duas vezes quase fora em busca da tia para pedir sua ajuda na fuga, mas desistira, pois sabia que ela jamais apro¬varia a idéia, por mais válidas que fossem suas razões. Anne se preocuparia apenas com os danos irreparáveis que sua reputação sofreria. Nunca compreenderia que ela não podia decepcionar Cormac, pois ele a amava e confiava nela.
Clarissa também não a ajudaria, de modo que Hermione arru¬mou sozinha uma mala, que escondeu no armário, antes de es¬tender-se na cama e ficar olhando para o teto, pensativa. De todas as coisas desagradáveis que teria de enfrentar, a pior seria escre¬ver a carta que mandaria para Harry em Londres. Depois de muito pensar, decidiu acabar logo com aquilo. Saiu da cama e sentou-se à escrivaninha.
"Cormac e eu fugimos para nos casar", escreveu. "Espero que algum dia você, se não puder me perdoar, pelo menos compreen¬da meus motivos."
Compreender? Perdoar? Harry nunca compreenderia nem a perdoaria. Ela ficou olhando para o lacônico bilhete, tentando imaginar a reação dele quando o lesse. Estremecendo, como se estivesse sentindo o impacto do olhar furioso de Harry, voltou para a cama depressa e aninhou-se embaixo das cobertas. Não sabia se teria co¬ragem de fugir. Na verdade, nem tinha certeza de que queria.
Então, pensando no desprezo de Harry, em seu ódio, refle¬tindo que ele nunca mais a chamaria de "minha pequena", nunca mais riria com ela, nunca mais a tomaria nos braços, começou a chorar, enterrando o rosto no travesseiro.



A mensagem de Cormac chegou no dia seguinte, às onze da rna¬nhã. Bem agasalhada, pois o céu estava nublado, e fazia frio, Hermione foi à cabana do guarda-caça, uma construção rústica abandonada havia anos, fazendo Khan vencer a distância a ga¬lope. Amarrou o cavalo ao lado do de Cormac e abriu a porta da cabana, notando que o fogo tímido que bruxuleava na pequena lareira de pedras não era suficiente para aquecer o único cô¬modo vazio.

— Cormac! — exclamou, virando-se, ao perceber um movimento atrás de si.

Ele desencostou-se da parede e abriu os braços.
— Venha cá.

Ela foi, mas pensando numa maneira de começar o que tinha a dizer.
— Senti saudade de você, linda — Cormac afirmou, beijando-a. — Sentiu minha falta?

— Senti — ela respondeu distraidamente, desvencilhando-se do abraço.

Precisava explicar a situação devagar, evitando despejar todos os problemas em cima dele de uma vez só. Andou até o centro da cabana e virou-se para encará-lo.
— Cormac, tenho de lhe contar algumas coisas que você vai achar... surpreendentes.

— Conte, então — ele a incentivou, sorrindo. — Gosto de surpresas.

— Bem, não vai gostar dessas! — exclamou, desalentada. — Você conhece o sr. Porsham.

— Conheço.

— Deve se lembrar de que as pessoas fizeram muitos comen¬tários sobre o duque de Gryffindor, Harry Potter, na festa de aniversário de meu pai.

— Lembro, sim.

— Bem, Harry ‘Porsham’ é, na realidade, Harry ‘Potter’.

— O duque que estava desaparecido? — Cormac perguntou, e sua expressão era uma mistura de curiosidade, divertimento e incredulidade. — O duque que possui não sei quantas proprie¬dades, quatrocentos dos melhores cavalos da Europa, aquele que, de acordo com os falatórios, está noivo de mais ou menos cinqüenta lindas mulheres?

— Ele possui sete propriedades — Hermione informou automa¬ticamente. — Quanto aos cavalos, não sei, mas sei que ele está noivo de apenas uma mulher. Você vai achar um absurdo, como eu achei, a princípio... — Fez uma pausa, tremendo de nervosismo. — Cormac, a única noiva de Harry Potter sou eu.

Rindo, Cormac aproximou-se e tomou-a nos braços.
— Ele vai desistir do noivado, quando eu lhe disser que você toma rum às escondidas.

— O que você quer dizer? Que estou bêbada? — Hermione protestou, incrédula.

— Bêbada de cair — Cormac brincou, então ficou sério. — Pare¬ de tentar me deixar com ciúme. Se está zangada porque me au¬sentei durante quinze dias, é só dizer.

Hermione bateu um pé no chão, frustrada.
— Não estou querendo enciumá-lo coisa nenhuma! Estou tentando lhe dizer que estou noiva de Harry Potter desde julho!

— Como? — murmurou Cormac, encarando-a.

— Você ouviu.

Ele, finalmente, pareceu perceber que não se tratava de uma brincadeira.
— Você aceitou ficar noiva de Porsham?

— De Porsham, não, de Potter. E foi meu pai que o aceitou, não eu.

— Então, mande seu pai casar com ele — Cormac retrucou, áspero. — É a mim que você ama. — Estreitou os olhos azuis num trejeito de irritação e censura. — Você está brincando comigo. Nada disso faz sentido.

— Não, não estou brincando! — ela assegurou, também irri¬tada. — É tudo verdade!

— É? Pois me explique como ficou noiva de um homem que só conheceu em setembro!

Hermione respirou fundo, reunindo coragem.
— Fui apresentada ao duque na França, mas não prestei aten¬ção nele, nem no nome. Depois, tornei a vê-lo em maio deste ano, num baile de máscaras. Conversamos, e ele decidiu que queria casar comigo, mas sabia que meu tio estava recusando as propostas de todos os meus pretendentes, porque eu desejava voltar para cá e me casar com você. O duque veio falar com meu pai e pagou-lhe cem mil libras, obrigando-o a me mandar voltar. Ele me comprou.

— Espera mesmo que eu acredite nessa história? — perguntou Cormac, sarcástico.

— Não, não espero, mas é a verdade — ela respondeu, sen¬tindo-se totalmente infeliz. — Eu não sabia de nada, até a noite em que você viajou. Quando a festa de meu pai acabou, fui ao escritório falar com ele e minha tia, para contar que você e eu iamos nos casar. Harry estava lá. Foi quando fiquei sabendo que estava noiva dele, ou seja, do duque de Gryffindor. Aí, então, foi tudo de mal a pior.

— Não vejo como uma situação dessas podia piorar ainda mais — Cormac zombou friamente.

— Piorou. Harry me levou a um baile, em Londres, de onde voltamos ontem, e contou a um de seus amigos que íamos nos casar.

— Então, você concordou com o noivado! — Cormac acusou.

— Claro que não!

Girando nos calcanhares, ele caminhou até a lareira e, apoiando um pé na grade, ficou olhando para o fogo. De repente, seu corpo enrijeceu, e ele se virou rapidamente, o rosto pálido e alarmado.
— Você disse que seu pai recebeu dinheiro do duque? O cos¬tume é o pai oferecer um dote ao noivo da filha, não o contrário.

Hermione compreendeu no mesmo instante o rumo que os pen¬samentos de Cormac haviam tomado e encheu-se de piedade por ele e por si mesma.
— Não tenho mais dote — contou. — Meu pai gastou-o, assim como a herança que minha avó me deixou.

Cormac saiu de junto da lareira e encostou-se na parede, os ombros caídos numa atitude de desalento. Chegara o momento de Hermione enveredar pelo caminho que escolhera, e ela foi até ele, sentindo as pernas pesadas como chumbo. A mente gritava, dizendo-lhe que aquilo não era necessário, mas o coração não lhe permitiria desertar. Não, depois de ela ter visto a expressão torturada no rosto de Cormac.

— Meu pai me contou que você está em situação financeira difícil — começou. — Mas, acredite, isso não faz diferença para mim. Vou me casar com você. Mas temos de agir com rapidez. Harry foi para Londres e só virá no domingo, de modo que temos seis dias para fugir e chegar à Escócia. Quando ele descobrir...

— Fugir! — Cormac exclamou, pegando-a rudemente pelos bra¬ços. — Ficou louca? Minha mãe e minhas irmãs nunca mais an¬dariam de cabeça erguida.

— Porquê? Eu carregarei toda a vergonha — Hermione argumentou.

— Que sua vergonha vá para o inferno! — ele gritou, sacu¬dindo-a. — Não compreende o que fez? Acabei de gastar uma pequena fortuna, comprando cinco cavalos e uma carruagem!

Como aquilo podia ser culpa dela?, refletiu Hermione, encolhen¬do-se ao ver o brilho de raiva nos olhos azuis. Então, compreendeu. Ressentimento e amargura envolveram seu coração como cintas de ferro, ela deixou escapar uma risada nervosa, sufocada.

— Gastou um dinheiro que pensou que eu tivesse! Estava con¬tando com meu dote, não é?

Ele não precisava responder com palavras. A resposta estam¬pava-se em seus olhos furiosos. Soltando-se abruptamente das mãos dele, Hermione recuou um passo.

— Cinco minutos depois de eu ter aceitado sua proposta de casamento, você mentalmente começou a gastar meu dinheiro — acusou. — Seu "amor" por mim era tão grande, que você nem se importou em ficar um dia a mais para falar com meu pai e pedir seu consentimento, antes de viajar. Só estava pensando no dinheiro, e não para gastá-lo com coisas importantes. Suas terras estão hipotecadas, sua casa precisa de reparos... Cormac, que espécie de homem é você? — murmurou com lágrimas nos olhos. — É tão irresponsável que se casaria comigo apenas por dinheiro, para poder comprar cavalos de que não precisa?

— Não seja idiota! — ele gritou, mas seu rosto exibia culpa e embaraço. — Eu amo você. Nunca a pediria em casamento, se não fosse assim.

— Amor! — Hermione zombou amargamente. — Poucas pes¬soas sabem o que essa palavra significa. Meu pai me "ama", mas me vendeu para salvar-se da ruína. E você, só me queria pelo valor que eu representava. Harry, pelo menos, não insulta mi¬nha inteligência, dizendo que me ama. Ele me comprou, como se comprasse uma escrava, e espera que eu respeite o trato feito, mas não finge me amar.

Cormac suspirou.
— Vou pensar em alguma coisa, mas fugir está fora de cogi¬tação. Porsham... Potter, desistiria de você?

Hermione encarou-o, erguendo o queixo com altivez.
— Não — respondeu, sabendo que daria aquela mesma res¬posta, mesmo que não fosse verdadeira. Dirigiu-se para a porta, onde parou e olhou para Cormac por cima do ombro. — Lavender Brown ainda está disponível. Tenho certeza de que o dote dela cobrirá pelo menos as despesas extravagantes que você fez nessa sua última viagem. Trate de reconquistá-la para pôr as mãos na¬quele dinheiro.

— Cale a boca! — ele ordenou, furioso. — Ou farei exata¬mente isso!
Hermione saiu, batendo a porta atrás de si.

Mas foi só no refúgio de seu quarto que deu vazão às lágrimas. Chorou por si mesma, por seus sonhos vazios, pela afeição que devotara durante tantos anos a um homem que não a merecia. Chorou porque estivera disposta a arruinar sua reputação, fu¬gindo com Cormac, e ele só pensara na mãe e nas irmãs. Mas, acima de tudo, chorou de raiva por sua própria estupidez.
Quando Clarissa levou-lhe uma bandeja com o jantar, naquela noite, ela ainda estava com os olhos inchados e sentia uma opressão no peito, mas o pior da tempestade de tristeza e raiva já passara.



No dia seguinte, Hermione já não sentia tanta animosidade con¬tra Cormac. Na verdade, experimentava até um certo remorso. Fora ela que o imaginara um moderno cavaleiro de armadura brilhan¬te, corajoso, romântico e galante, e ele não era culpado por não corresponder a essa imagem. Além disso, sentia-se responsável pelo agravamento da situação financeira dele, embora sua par¬ticipação houvesse sido totalmente involuntária. Ela usara de to¬dos os ardis para levá-lo a pedi-Ia em casamento e, aceitando o pedido, sem querer incentivara-o a gastar um dinheiro que ele julgara existir, mas que não existia.
À tarde, enquanto ela andava a esmo pelo jardim, sua mente ativa deixou de fixar-se no problema para começar a buscar uma solução. Não demorou para que começasse a esboçar um plano. Lavender amava Cormac, isso era certo. Com um pouco de incentivo, a moça estaria disposta a aceitá-lo de volta, se ele decidisse procurá-la. Apertando mais o xale em volta do corpo, Hermione refletiu que, considerando a situação caótica de sua vida sentimental, não era a pessoa mais indicada para ajudar alguém a reatar um relacionamento. No entanto, devia tentar, pois era responsabili¬dade sua e, além do mais, ela nunca fora do tipo que cruzava os braços e deixava o destino colocar as coisas em ordem.
Com uma energia que não experimentava havia vários dias, decidiu cuidar do assunto. Voltou para casa, escreveu um bilhete para Lavender, mandando um criado entregá-lo, depois ficou an¬dando pelo quarto, ansiosa, imaginando se seu convite seria ou não aceito. Afinal, fizera poucas e boas para infernizar Lavender, por causa de Cormac, e seria compreensível, se a jovem achasse suspeita aquela repentina oferta de amizade.

Estava tão convencida de que Lavender recusaria seu convite, que sobressaltou-se, quando a voz suave da moça soou no quarto, vinda da porta entreaberta:
— Posso entrar?

Hermione sorriu, contente.
— Claro. Estou muito feliz por você ter vindo — assegurou, enquanto a visitante entrava, olhando em volta cautelosamente. — Quer me entregar o chapéu e as luvas?

— Não, obrigada — respondeu Lavender. — Não vou demorar.
Devia estar se lembrando de um seu chapéu que Cormac elogiara, anos atrás, e que Hermione, por ciúme, escondera sob a cadeira de balanço onde se balançava, amassando-o todo.

— Entendo — murmurou Hermione com um suspiro resignado.
Na meia hora seguinte, serviu chá e manteve uma conversa uni¬lateral sobre vários assuntos, enquanto Lavender só movia a cabeça, concordando, ou balbuciava monossílabos, sentada na beirada da poltrona, como uma ave prestes a levantar vôo. Por fim, achou que chegara o momento de explicar por que quisera aquele encontro.

— Cometi grandes injustiças contra você, Lavender — disse, pouco á vontade. — Tudo por causa de Cormac. Gostaria de pedir desculpas por isso e também por todas as coisas horríveis que lhe fiz quando éramos adolescentes. Sei que deve me odiar e não a culpo, mas, sinceramente, gostaria de ajudá-la.

— Gostaria de me ajudar? — a outra jovem repetiu, perplexa.

— Isso mesmo. Gostaria de ajudá-la a casar com Cormac — Hermione esclareceu.

— Não, não... Eu nunca conseguiria...

— Claro que conseguiria — afirmou Hermione, passando-lhe uma bandeja com pastéis de creme. — Você é linda, e Cormac sempre...

— Não — Lavender negou delicadamente. — Linda é você. Eu sou apenas bonitinha, se tanto.

— Está se subestimando. Além de tudo, tem boas maneiras, sempre diz a coisa certa, na hora certa.

— Sou enfadonha, isso sim. Não tenho sua vivacidade, não sei dizer as coisas interessantes que você diz.

— Lavender, eu sempre me portei de maneira ultrajante, en¬quanto você foi e é perfeitamente perfeita — Hermione declarou, tentando fazer graça.

Lavender relaxou na poltrona, dando uma risadinha.
— Está vendo? Eu teria dito apenas "obrigada", mas você achou uma coisa diferente e engraçada para dizer.

— Pare de me elogiar — Hermione pediu, rindo. — Como gosto de ter a última palavra, retribuirei todos os cumprimentos, e fi¬caremos aqui a noite toda, trocando amabilidades.

A visitante tornou a rir, então ficou séria, fitando Hermione nos olhos.
— Estou muito feliz por você e Cormac — disse.

— Está? Por quê?

—Sei que o noivado de vocês era para ser mantido em segredo, mas como todos estão comentando...

—Como assim, "todos estão comentando"? Quem mais sabe?

— O boticário disse para mim e Parvati que a mãe de Cormac contou para Lady Eubank, que contou para sua criada de quarto, que contou para ele, que contou para nós. Suponho que a vila inteira já saiba.

— Mas não é verdade!

Lavender baixou os olhos, parecendo abalada.
— Por favor, não diga que não é verdade — implorou. — Não agora, quando Neville está quase me pedindo em casamento, porque não pedirá, se souber que Cormac está livre.

— Por quê?

— Neville é tímido e acredita que sempre tive paixão por Cormac, o que não é verdade — Lavender explicou. — Mesmo que fosse, papai não me deixaria casar com Cormac, porque ele é um gastador sem juízo e está com todas as terras hipotecadas.

Hermione olhava para ela, atônita.
— Você disse que Neville Longbottom é tímido? Estamos falando da mesma pessoa? Do mesmo Neville que tentou esmurrar minhas orelhas, quando você caiu da árvore, naquele piquenique?

— Bem, comigo ele é tímido, sim.

Incrédula, Hermione procurou entender como Neville, sardento e já perdendo os cabelos, poderia ter cativado o coração de uma moça linda como Lavender, que sempre tivera o belo Cormac a sua disposição.

— Você quer dizer que esteve apaixonada por Neville durante todos esses anos?

— Estive. Não quero que ele se afaste de mim agora para dar lugar a Cormac, como sempre fez — Lavender declarou com voz trêmula e, pegando o lencinho, enxugou os olhos delicadamente.

— Como consegue chorar com essa elegância? — perguntou Hermione, observando-a. — Quando choro, meus olhos parecem fontes derramando água, eu soluço, fico com o nariz vermelho!

Lavender riu, comprimindo o lenço contra os olhos, antes de fitar Hermione com ar suplicante.
— Se quer mesmo me ajudar, por favor, espere mais alguns dias, antes de acabar com o boato de que está noiva de Cormac. Sinto que Neville vai me pedir em casamento a qualquer momento.

— Você não sabe o que está me pedindo! — exclamou Hermione, ficando tensa. — Se uma certa pessoa ouvir esses boatos e acreditar que de fato fiquei noiva de Cormac, minha vida não valerá nada.

Levantou-se da poltrona, indecisa, querendo convencer-se de que mais alguns dias não fariam diferença, mas ao mesmo tempo temendo que aquilo pudesse resultar em desastre.
— Está bem — concordou por fim. — Vou lhe dar três dias.

Lavender foi embora pouco depois, mas Hermione continuou no quarto, pensando e se preocupando. Se todos, inclusive os criados, estavam comentando seu "noivado" com Cormac, certamen¬te Harry ouviria os rumores no instante em que retornasse Ela, então, precisaria provar que não fora por sua culpa que o boato espalhara-se, que, como prometera, dissera a Cormac que não se casaria com ele. Harry deixara bem claro que não toleraria que pensassem que ela fora noiva de outro homem.
Cormac era a única pessoa que poderia testemunhar a seu favor, mas obviamente não estaria disposto a ajudá-la. Depois de muito pensar, ela concluiu que a melhor maneira de evitar uma situação calamitosa era ir a Londres e explicar pessoalmente a Harry o que estava acontecendo. Ele ficaria muito menos zangado se sou¬besse através dela, em vez de ouvir a versão de estranhos.
Resoluta, Hermione foi à procura da tia, no quarto de hós¬pedes no fim do corredor. Contou-lhe tudo, até que planejara fugir com Cormac.

— O que pretende fazer agora? — Anne perguntou.

— Pensei que seria bom eu ir a Londres e me hospedar na casa de Luna. Avisarei Harry que me encontro lá, e com certeza ele irá me ver. Então, falarei sobre os falatórios que correm por aqui. Sei que ele não se importará, se acreditar que não tive culpa.

— Irei a Londres com você — a tia prontificou-se imediatamente.

— Gostaria que fosse possível, mas, se por acaso, Harry vol¬tar sem que eu tenha chance de falar com ele, ouvirá os boatos e virá aqui para saber o que está acontecendo. Preciso da senhora para explicar a situação e acalmá-lo.

— Que missão animadora! — Anne ironizou. — Mas, tudo bem, aceito. E você, se o alcançar em Londres, dirá toda a verdade sobre o que aconteceu?

— Não tenho outra alternativa.

— Já que está disposta a ser completamente sincera com o duque, por que não lhe diz que desenvolveu uma verdadeira afeição por ele e que se casará de boa vontade? — sugeriu Lady Dowson com um brilho malicioso no olhar. — Acredito que o deixará muito contente.

Hermione levantou-se da poltrona como se um bicho a mordesse.
— De jeito nenhum! — exclamou. — Seria acariciar a vaidade dele à toa, porque Harry nunca me perguntou se eu queria casar com ele, nunca duvidou que eu casaria. Além do mais, não posso afirmar que vou me casar com ele, porque ainda não decidi.

— Acho que decidiu, sim, meu bem.

— O que está querendo dizer, tia?

— Que você só precisa admitir seus sentimentos. E vou lhe dizer mais: aquele homem ama você com uma intensidade que o deixaria atônito, se ele também reconhecesse o que sente.

— Está enganada, tia. Harry nunca sequer disse que gosta de mim. Sou uma de suas propriedades, nada mais. E não me peça para me humilhar diante dele. Não vou sacrificar o pouco orgulho que me restou para abrandar o duque de Gryffindor ou afagar seu ego.



Lavender ia visitar Hermione diariamente, para relatar os pro¬gressos feitos com Neville, mas no fim do terceiro dia ainda não havia nenhum motivo para comemoração.
Clarissa e Hermione estavam no quarto, arrumando as malas para a viagem a Londres, quando Lavender entrou, parecendo um soldado derrotado numa batalha que julgara fácil.

— Neville está tão disposto a se declarar como estava dez anos atrás — lamentou-se, ocupando uma poltrona.

— Como pode ter tanta certeza? — perguntou Hermione, jo¬gando uma braçada de roupas íntimas numa arca de couro.

— Sugeri que jantássemos em minha casa, hoje, sem meus pais, que vão jantar com meus tios, e sabe o que ele respondeu? Que gosta da companhia de meus pais.

— Mas que idiota! — explodiu Hermione, furiosa. — Você pode aceitar a derrota, Lavender, mas eu não aceito! Não vai ser Neville Longbottom que me vencerá. Ele adora você desde que éramos crian¬ças, precisamos dar-lhe um empurrão que o force a se declarar, sem demora.

Andando pelo quarto, pensativa, chutou um porta-casacos, ti¬rando-o do caminho. De repente, voltou para junto de Lavender, com um brilho no olhar que a moça devia conhecer bem, pois recuou na poltrona com ar de susto.

— Tive uma idéia! — anunciou.

— Seja lá qual for, não vamos pôr em prática! — declarou Lavender.

— Ah, vamos, sim. Srta. Brown, tenho o prazer de convidá-la para ir a Londres comigo.

— Não quero ir a lugar nenhum! Eu quero Neville!

— E vai tê-lo, ainda hoje. Agora, repita comigo: Sim, irei a Londres com você.

— Sim, irei a Londres com você — Lavender repetiu, e então acrescentou: — Mas não quero ir.

— Ótimo, porque não irá — Hermione informou. — Mas eu a convidei, e você aceitou, de modo que não estará mentindo, quan¬do disser a Neville que concordou em viajar comigo.

— Mas... — Lavender balbuciou, confusa.

Hermione ignorou a tentativa de protesto e, pegando-a pela mão, obrigou-a a levantar-se, levando-a até a escrivaninha.
— Sente aí e escreva um bilhete para Neville, convidando-o a vir aqui, jantar comigo e com você — instruiu, então hesitou, pensativa. De repente, riu e continuou: — Diga a ele que nós duas estamos planejando fazer uma coisa fabulosa, juntas. Isso o deixará preocupado.

— Neville não vai gostar da idéia de nós duas irmos a Londres juntas — observou Lavender.

— Ele vai detestar! Embora eu não seja mais criança, Neville parece sempre à espera de me ver fazer algo escandaloso.

— Se Neville não aprovar, eu não vou — disse Lavender, mos¬trando, pela primeira vez em sua vida submissa, uma tendência para a teimosia.

— Eu já disse que você não vai — observou Hermione com certa aspereza, irritada com a falta de entusiasmo da companheira por seu plano maravilhoso. — Não entendeu nada? Neville vai ficar horrorizado com a idéia de nós viajarmos juntas, porque não confia em mim. Acha que ainda sou aquela menina travessa que costumava atirar pedrinhas no traseiro da velha égua do reverendo Snodgrass com um estilingue, para vê-Ia disparar com ele em cima.

— Você fazia isso? — Lavender perguntou, arregalando os olhos.

— Isso e muito mais coisas, e Neville sabe. Ele vai tentar dissuadi-Ia da idéia de ir comigo, e você dirá que eu insisto em levá-la.

— O que isso vai resolver?

— Quando Neville achar que não conseguirá impedi-Ia de ir, fará a única coisa possível.

— Que coisa?

Hermione ergueu as mãos para o teto, impaciente com a mo¬rosidade de raciocínio da outra moça.
— Ora! Ele a pedirá em casamento, criatura! Por favor, Lavender, confie em mim. Nada arranca uma proposta de casamento mais depressa do que deixar o homem pensar que está sendo abandonado. E nada deixa um homem mais valente e ousado do que a oportunidade de livrar uma moça inocente da influência de "más companhias". Nicholas DuVille mal prestava atenção em mim, a menos que implicasse com algum cavalheiro que es¬tivesse me fazendo a corte. Aí, então, transformava-se em meu anjo guardião. — Fez uma pausa, sorrindo encorajadoramente. — Agora, escreva o bilhete. Verá como, ainda hoje, Neville a pedirá em casamento.

Embora relutante, Lavender escreveu uma mensagem, que um criado foi entregar a Neville imediatamente.
Três horas mais tarde, apesar de seus protestos, ela estava usando um dos vestidos mais audaciosos de Hermione, e com os loiros cabelos erguidos num elegante coque frouxo. Então, Cla¬rissa levou-a para a frente do espelho.

— Veja como você está linda — disse Hermione, entusiasmada. O olhar tímido de Lavender percorreu o vestido justo, que moldava-se à cintura fina e aos quadris esbeltos, então parou, horrorizado, no decote que deixava à mostra parte dos seios.

— Não posso usar isto! — murmurou, corando e levando as mãos ao decote.

Hermione ergueu os olhos para o teto com um suspiro exasperado.
— Pode, sim — afirmou. — Na França, esse vestido seria con¬siderado apenas um pouquinho ousado.

Com uma risadinha nervosa, Lavender baixou as mãos.
— Acha que Neville vai gostar? — perguntou.

— Não, quando eu disser a ele que seus vestidos são recatados demais, e que em Londres compraremos alguns como esse, para você usar nas festas para as quais seremos convidadas.



Às oito horas, Neville entrou no salão de visitas, que as velas iluminavam suavemente. Com um breve gesto de cabeça na direção de Hermione, sentada num sofá, olhou em volta à procura de Lavender, que olhava pela janela, de costas para ele.

— Que coisa fabulosa é essa que vocês duas estão planejando fazer? — perguntou.

Lavender virou-se lentamente, e uma cômica expressão de in¬credulidade estampou-se no rosto de Neville. Ela, que evidente¬mente estivera esperando que ele lhe lançasse um olhar e caísse de joelhos, deslumbrado, implorando sua mão em casamento, ficou olhando-o em silêncio.
Quando, após longos momentos, ele não disse e não fez nada, Lavender ergueu o delicado queixinho com determinação e, pela primeira vez em seus vinte e um anos de idade, fez uso de suas habilidades femininas.

— Hermione vai me levar com ela para uma longa estada em Londres — anunciou, começando a andar de um lado para o outro, exibindo sua beleza loira. — Partiremos amanhã. Ela acha que farei furor por lá, depois que comprar roupas novas e mudar o penteado, e vai me ensinar a flertar — continuou, cada vez mais solta. — Espero não mudar tanto que você não me reco¬nheça, quando eu voltar.

Neville olhou para Hermione, que, surpresa e divertida com a atitude de Lavender, continha-se para não rir.
— Que diabo você pensa que está fazendo? — indagou em tom furioso.

— Só estou tentando proteger Lavender, colocando-a embaixo de minha asa — Hermione respondeu com ar fingidamente inocente.

— Ela estaria mais segura sob a lâmina de um machado — ele explodiu. — Não permitirei...

— Ora, Neville, seja razoável — replicou Hermione em tom apa¬ziguador, lutando para não rir. — Tudo o que pretendo fazer é levar Lavender a Londres e apresentá-la a alguns cavalheiros que conheci no baile dos Wood, na semana passada. São jovens encantadores, de ótimas famílias e reputação impecável. Espero que Lavender apaixone-se por um deles. Ela é um ano mais velha do que eu. Está na hora de pensar em casar.

— Eu sei! — retrucou Neville, passando a mão nos cabelos nervosamente.

— Devia saber também que não tem o direito de intrometer-se na vida dela. Não é marido, nem pai, nem mesmo noivo de Lavender, portanto, pare de querer dar ordens. Bem, se me dão licença, vou mandar servir nosso jantar.

Levantou-se e saiu depressa do salão, sufocando o riso. Dez minutos depois, quando retornou, encontrou os dois jovens sen¬tados num dos sofás, de mãos dadas.

— Lamento muito ter estragado seus planos, Hermione — disse Neville em tom zombeteiro. — Lavender não irá a Londres com você, porque concordou em casar comigo. O que tem a dizer sobre isso?

— O que tenho a dizer? — repetiu Hermione, fingindo surpresa. — Bem, estou desapontada, porque queria muito mostrar a Lavender como é a vida em Londres.

Neville, que tinha natureza bem-humorada, olhou sorridente para a futura esposa.
— Há uma coisa que você pode fazer — informou, voltando a fitar Hermione. — Leve Lavender com você e ajude-a a comprar o enxoval. Falarei com o pai dela ainda esta noite e acredito que ele não fará objeções ao casamento.




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Bom, dps de séculos... aí está o episódio 22... TCHAU

*dak sai correndo desesperadamente, o mais rápido que suas pernas conseguem, fugindo das furiosas leitoras enquanto grita o resto da N/A*

AH, GNT EU VI QUE DURANTE A FIC TODA EU TAVA ESCREVENDO O NOME DO CORMAC ERRADO, A PARTIR DESSE CAP JA TA AJEITADO

DESCULPA AE

AH, PASSEI DE ANO, VIW? HEHE ^^"

ATÉ O PRÓXIMO CAPITULO, QUE VO FAZER O IMPOSSÍVEL PRA SER O MAIS BREVE PROSSÍVEL!!!
*some da vista de todas*

luv ya
:*
by~

Dakkie Sunshine Darcy

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