Prólogo
-Bom dia, senhor Potter – cumprimentou Guilhermo, com seu típico sotaque carregado, sorrindo levemente.
-Como vai, Guilhermo? – indagou cordialmente ao gerente do restaurante, um senhor de meia idade de feições carregadas e sorriso fácil.
-Bem, muito bem! – retrucou com seu já conhecido entusiasmo italiano. - Mas tenho certeza que o senhor não veio para discutir sobre como tem sido meus dias aqui...- acrescentou divertido.
Harry sorriu. – Quem sabe outro dia.
-A pessoa para a qual reservou uma mesa, já está a sua espera – comentou o gerente com um sorrisinho meia-boca. Harry franziu o cenho, seu advogado já havia chegado? Mas Luiggi sempre se atrasava. O que acontecera desta vez? – Marco lhe mostrá-la o caminho - Harry apenas assentiu, ainda intrigado.
Marco era todo sorrisos e conversa enquanto o guiava ao segundo andar do restaurante, a cobertura.
Harry freqüentava aquele restaurante trouxa desde que se mudara para a Itália com sua filha, pouco mais de cinco anos atrás, e tornara-se freqüentador assíduo do local. O ambiente era aconchegante, discreto, tinha pratos deliciosos. Assim como uma vista privilegiada da cidade, em seu segundo andar, a cobertura. Mas, principalmente: ninguém o encarava fixamente com cara de assombro.
O moreno fitou desconcertado o local o qual Marco o levara. Na verdade, fora a pessoa que se encontrava à mesa que o desconcertava. E que sorriu quase divertida, sob o chapéu elegante que usava, ao observar seu choque.
-Harry, como vai? – ela indagou retirando os óculos escuros.
-O que está fazendo aqui? – indagou sem ainda ter saído do torpor.
Agora entendia o entusiasmo mais que evidente de Guilhermo ao vê-lo, Harry nunca fora com mulher alguma àquele restaurante, senão sua filha, de 14 anos, nos cinco anos em que o freqüentava.
Guilhermo conhecia boa parte de sua história. De como tivera um divorcio difícil e do quando sentia amargura por ter feito seus filhos serem obrigados a passar por aquilo. Assim como tinha ciência também de que o que menos desejava Harry outra vez era um casamento fracassado.
Erguendo a sobrancelha, a mulher sorriu com sarcasmo. – Eu pretendo tomar meu café da manhã, se supõe isso, entre outras coisas, quando se vai a um restaurante.
Harry expirou, sentando-se a sua frente por fim, as pessoas já o encaravam. – Acredito que tenha entendido o que quis dizer – contrapôs secamente.
-Não se preocupe com seu advogado, eu não o enfeiticei.
-Sequer passou por minha cabeça que o fizesse – o homem contrapôs franzindo o cenho.
Ela suspirou. – Ele chegará em alguns minutos – ele continuou a encarando. – Pedi que se atrasasse um pouco mais, visto que eu precisava tratar de certos assuntos com você.
Harry sorriu friamente. – “Certos assuntos” você diz? O que você teria pra falar comigo? – indagou depreciando a si mesmo em mofa.
A mulher a sua frente não se abalou e permaneceu calada, calmamente, enquanto deixava que um garçom lhe servisse de um pouco mais de chá. Apenas voltou a se concentrar no moreno quando o garçom já estava a uma distancia segura.
-Eu soube que está novamente na justiça bruxa com Gina, para reaver a guarda de seu filho mais novo – ela o observou cuidadosamente por cima da xícara de chá que agora bebericava. – Me surpreende que tenha conquistado a guarda de Lílian... Todos sabemos que as mães sempre são favorecidas em casos de divórcio, obtendo a guarda das crianças, sendo no mundo trouxa ou mágico.
Harry continuou impassível, ainda que ela soubesse: o havia atingido em cheio.
-Se quer tanto a guarda de seu filho, porque se esconde aqui? – continuou indiferente ao olhar de aviso que o homem lhe lançou. – Obviamente ajudaria se estivesse na Inglaterra. E
-O que você quer, Hermione? – indagou com ares de indiferença, interrompendo-a.
Um sorriso lento surgiu nos lábios dela, provocá-lo ainda era fácil demais. Ainda que se sentisse desconfortável por utilizar aquele tema para desequilibrá-lo. – Vim lhe oferecer minha ajuda.
-E o que ganha com isso? – indagou com desconfiança.
Hermione adquiriu um ar sério e calculista. - Tenho uma oferta para você – Harry tentou discernir no olhar dela alguma centelha de falsidade ou verdade, mas foi inútil, Hermione continuava a fitá-lo com placidez e aquela sua altivez tão típica e aquilo só aumentava seu desconforto. – Não perdera nada se apenas me ouvir – a mulher acrescentou gentil.
E aquele tom foi tão fora de lugar que Harry ergueu a sobrancelha com ironia, apesar de fazer um ademais para que prosseguisse. Quando tornou a falar, Hermione voltara ao seu tom educadamente frio.
-Por mais que lute pela guarda de seu filho e recorra quantas vezes seu status de “salvador do mundo” conceder ao tribunal da vara familiar, não será fácil obter êxito estando na Itália enquanto Gina está na Inglaterra adquirindo o apoio de Deus e o mundo enquanto se mostra a melhor mãe do mundo, e eu não estou dizer que ela não seja – acrescentou sem emoção. – Apesar de ser quem é, sem uma base familiar firme, será praticamente impossível obter a guarda permanente de seu filho.
-Isto, deve saber, não é nenhuma novidade para mim. – Ele retrucou perdendo o ar indiferente. – E é por esse motivo que encontrarei Luiggi hoje, para tratar de encontrar alternativas que tornem possível ter meu filho por mais de algumas semanas comigo.
-Eu tenho a solução.
Harry a fitou com incredulidade e até sorriu com o comentário, apesar de não ser mais que um riso amargo. – Eu lhe daria o que quisesse se puder resolver este impasse, signora Hermione.
-Case-se comigo.
**
(continua)
**
^^
Gostaram? Desejem-me sucesso em mais essa empreitada...
Ana Lívia, rsrsrs, fico feliz que tenha gostado do fechamento. xD
Jan Potter, Atualizada! E espero que curta ainda mais o Harry. ^^
Carla Ligia Ferreira, sim, você tem razão, ele se ressente bastante. Mas a Hermione não se sente magoada por ele, não depois de ter descoberto a verdade. Em realidade, ela sente culpa. Vamos ver no que isso dá, rsrss. Espero que curta a fic!
Josy, espero não ter demorado muito! xD E acho que este capítulo responde sua pergunta, hm? Ela não só voltou a falar com ele, ela praticamente o desafiou a ignorá-la com a proposta “indecente” que fez a ele. Rsrsrs
Mia Rolim, Moça!!!!! Tudo bom?? xD Bom, espero que você goste da fic. Estou me esforçando e espero prender a atenção com essa nova estória (às vezes me pergunto se o povo daqui não pensa: “essa menina não se cansa não?” heuheueh). De toda forma, muito obrigada pelo comentário!! Beijão.
Espero que tenham gostado desse prólogo e que comentem muito, muito, muito. xD
Me dizendo se gostaram ou não... Se ficou fraco, legal, passável.
Até logo. |