Hermione bateu novamente na porta, já estava ficando irritada!
- Harry eu sei que você está ai!
Depois de tocar a campainha mais uma vez ela chutou a porta impaciente, estava destrancada se abriu. Hermione adentrou a casa, conhecia aquele apartamento melhor do que gostava de admitir. Havia claros vestígios de que alguém dormira lá! Ela se dirigiu automaticamente para o quarto pretendia bater mais a porta estava aberta. Uma mulher que usava uma curtíssima saia de couro arrumava o brinco na frente do espelho. Ela parecia um roqueira de quinta, vestia uma camiseta pink e uma jaqueta, tinha um pircing no nariz e cabelo loiros claros,curtos e arrepiados. Hermione revirou os olhos
- Com licença.
A mulher olhou-a assustada
- A porta da frente estava aberta – Hermione explicou-se. Ao invés de questioná-la a mulher mordeu o lábio inferior, nervosa
- Quem é você?
Vendo que Harry ainda dormia Hermione aproveitou a oportunidade
- Sou a mulher dele.
O fato de não a ter confrontado foi prova suficiente para Hermione que aquela mulher não significava nada para Harry. Provavelmente ela seria mais uma pobre coitada que o procuraria no dia seguinte e ele dispensaria, como fazia com todas. Hermione sabia que aquela mulher mal conhecia Harry, se não, saberia que ele era avesso ao casamento.
A mulher se apressou em sair, Hermione sorriu, mas seu sorriso desapareceu quando ela colocou os olhos sobre o líquido na mesa de cabeceira. Hermione se aproximou e reparou que se tratava de um leve poção do sono. Por isso Harry parecia desmaiado na cama. Mas por que ele tomara aquela poção?
- Harry?
Ele não se mexeu, e resmungou algo incompreensível. Hermione relutou em tocá-lo ela sabia o quanto isso....a perturbava.
Fazia dois meses que não o via. A última vez que a convidara para sair, Harry dissera que, se Hermione recusasse, nunca mais a convidaria.
Pois bem, ela recusara.
Sentando na beirada da cama ela o sacudiu.
- Harry, acorde.
Ainda de olhos fechados, ele franziu o cenho e inspirou profundamente. Com esforço exagerado ele abriu os olhos. Ambos se fitaram por alguns segundos.
- Pensei ter reconhecido esse perfume – Harry murmurou com a voz rouca de sono
Rindo, Hermione levantou-se.
- Lamento, mas não passei perfume algum hoje...
A declaração morreu no ar quando Harry agarrou-lhe os braços e puxou-a para si.
- Ah, não! – Hermione protestou alarmada – Pode parar...
Mesmo aparentemente dopado, Harry não teve dificuldade para dominá-la. Ela acabou colada a ele.
- Por favor, Harry... – começou, mas foi interrompida por um beijo.
Embora estivesse envolvida pelos braços fortes e pelo sabor dos lábios famélicos, Hermione atinou para o perigo que corria. Bastava ele tocá-la para o seu bom senso desaparecer.
Sem permissão da consciência, Hermione fechou os olhos e, por um único instante, entregou-se ao beijo. Sua consciência voltou, com incrível agilidade ela pulou da cama e o encarou.
Os olhos verdes expressivos e intensos estudaram-na.
- Volte pra cá – Harry ordenou como se esperasse que ela obedecesse.
Hermione quase o fez.
- Você – acusou-o, resistindo à tentação – está louco! Como você se atreveu!
- Eu tenho todo direito de beijar minha esposa.
Hermione corou, então ele estava acordado o tempo todo.
Harry tentou se levantar mas voltou a se sentar com um gemido.
- O que foi? – perguntou Hermione assustada, apenas agora ela reparou no hematoma que ele tinha na altura das costelas.
- O que foi isso?
- Uma briga.
- Harry, você não pode ficar... – começou Hermione. Ela percebeu o olhar dele que parecia lhe dizer que não queria ouvir um sermão.
- Faça o que você quiser! – disse Hermione impaciente. Ela apanhou a bolsa e se dirigiu para a porta.
- Espera. – pediu Harry – O que você queria?
- Esquece!
- Não! – disse Harry segurando o braço dela – Me fala.