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1. Quando Eu Te Encontrar


Fic: O Interregno


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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No final do ano de 1998, a Guerra contra Voldemort já havia terminado. O destino que o Lorde das Trevas tanto temera finalmente acontecera: sua existência fora extinta, agora irrevogavelmente, por um garoto de apenas dezessete anos.

Alguns dizem que existem forças no Universo que influenciam e que até mesmo determinam os eventos que marcam as nossas vidas. Chamam a isto de “Destino”. Então, era destino de Harry Potter ser aquele que destruiria o Lorde das Trevas, e, assim, perpetuar a lenda do “Menino Que Sobreviveu” por gerações e gerações entre os bruxos.

Em sua opinião pessoal – em que pese o respeito pelas forças do Universo – o que tinha impulsionado aquele garoto magricela e de óculos redondos a vencer a criatura mais maligna que a Comunidade Bruxa tivera a infelicidade de criar fora, essencialmente, uma história trágica, seguida pelo instinto de sobrevivência e inteligência aguçadas, fibra moral e coragem. Muita coragem.

Não que se considerasse uma pessoa versada no espírito humano para acreditar que sua opinião devesse ser levada em consideração pelo resto dos mortais. Pelo contrário: passava mais tempo com os dragões o que com as pessoas, de forma que não sabia dizer muito sobre elas. Mas quando o indivíduo em questão – no caso, Harry Potter – estava tão próximo a sua irmãzinha, se via no direito e até mesmo no dever de avaliar cada mínimo detalhe do sujeito. Seus irmãos, tinha certeza, sentiam-se da mesma maneira.

Após observar o rapaz pelos meses que se sucederam a Batalha Final, finalmente concluíra que “O Eleito” seria capaz de superar todos os horrores pelos quais passara, mantendo os pés no chão e o coração aberto. Sim, ele seria um homem marcado pelo resto da vida, mas saíra inteiro. Harry Potter poderia perpetuar muito mais do que uma lenda, mas também um amor, uma família.

Isso mais tarde, no futuro, é claro! Ele e Gina eram jovens demais. Se o garoto se atrevesse a garantir a continuidade dos Potters tão cedo, e logo com a sua irmãzinha, ele viraria comida de dragão, não importando quantos bruxos das trevas tivesse derrotado!

“Ora”, riu de si mesmo. “Como se Gina precisasse ser protegida”. Estava virando um idiota mesmo. Como se Gina precisasse ser protegida por eles. Ou então, pensar no amor do jovem casal, agora livre para se realizar, abrisse suas próprias feridas.

Sim, ele também tinha um amor impossível. Um amor que lhe tinha dado forças para lutar naquela maldita guerra. É claro que lutara pelo que era correto, por seus amigos e pela sua família. Mas também lutara por ela.

Ana.

Uma vozinha soou ao seu lado, tirando-o de seus pensamentos:

- Mestra Agatha já vai receber o menino Weasley – Rampell, o velho elfo doméstico de Agatha Smith-Roberts anunciou.

Prestes a completar vinte e seis anos, Charles Weasley estava longe de ser um “menino”. Mas o tratamento dado pelo elfo era fruto da afeição, e ele não se importava. Afinal, na cabeça de Rampell, Carlinhos era, indubitavelmente, o futuro marido de sua jovem ama.

Agatha era a tia-avó de Ana, e a única, de todos eles, que podia ter um contato mais direto com ela. Pelos menos, até que “ela” voltasse. A sua Ana. A Ana que conhecera.

- Carlinhos! – A bondosa senhora o recebeu com um sorriso e os braços abertos.

- Agatha – ele retribuiu o abraço, sentindo-se bem-vindo, como sempre.

- Me chame de tia Agatha – ela pediu, enquanto fazia um gesto para que sentasse. - Se conheço a sua determinação, chamar-me de outro modo seria adiar o inevitável – Riu.

- Não sei se... – Ficou subitamente tímido.

Agatha pegou as mãos dele entre as suas, e com o olhar e a voz ternos, o animou:

- Nós dois sabemos que ela vai voltar para você, meu rapaz. Assim que ela tiver condições, quando a linha do tempo se normalizar... Nada vai impedi-la de ir ao seu encontro.

- É o que me fez sobreviver a Guerra, Agatha – sorriu e corrigiu-se: - Tia Agatha. Manter-me vivo para ela.

Eu já sei o que meus olhos vão querer
Quando eu te encontrar
Impedidos de te ver
Vão querer chorar
Um riso incontido
Perdido em algum lugar
Felicidade que transborda
Parece não querer parar
Não quer parar
Não vai parar


A história de ambos era maluca, mesmo para os padrões bruxos. A moça brasileira despencara – literalmente – bem em cima da tenda onde havia se realizado o casamento de Gui e Fleur, no quintal da Toca, como era conhecida a casa dos Weasleys. Por sorte, a tenda amorteceu-lhe a queda e, pelo adiantado da hora, não havia mais nenhum convidado presente.

Ela só acordou na manhã seguinte, confusa. Assim que ouvira os nomes deles, levantara-se furiosa, proclamando que alguém estava querendo pregar-lhe uma peça. Então, as agulhas de tricô da senhora Weasley (que trabalhavam sozinhas), a fizeram desmaiar. Foi Carlinhos que a amparou em seus braços na ocasião. Quando ela acordou novamente, veio com a história de que nenhum deles existia, que eram todos personagens de uma série de livros chamados “Harry Potter”.

Sinceramente, Carlinhos pensou que a moça era louca. Linda, mas louca. Então, para provar que o que dizia era verdade, ela disse coisas... Coisas que ela não poderia saber, ninguém poderia, mas que ela afirmava estarem nos tais livros.

- Você quer saber notícias dela, não é? – Agatha perguntou, acertando em cheio.

- Mais do que qualquer outra coisa – ele respondeu, o tom sombrio e esperançoso ao mesmo tempo.

Agatha sorriu compreensivamente:

- Até a Guerra terminar, eu evitei ao máximo ter qualquer contato direto com ela. Estava morta de medo que os Comensais a achassem através de mim. E ela não tem como se defender agora, você sabe... – A voz dela se embargou.

Carlinhos também passara por aquilo, só que pior. Durante aquele primeiro ano sem ela, não poderia sequer vê-la, muito menos chegar perto. Só uma vez, quando os momentos da Guerra tornaram-se assustadoramente duros e a dor da ausência dela pesou mais do que nunca, ele se deixara vencer pela tentação e fora vê-la. De longe, é claro. Descobriu que ser uma adolescente não a impedia de lutar as próprias batalhas: encontrou-a acorrentada a uma enorme e velha árvore, junto com mais garotos e garotas, tentando impedir que a derrubassem. Aquilo era tão... Tipicamente Ana!

Mas, temeroso de estar colocando a vida dela em risco, manteve-se a uma distância tão grande que mal conseguiu ver-lhe o rosto. Se ao menos tivesse um bisbilhoscópio! Ficou pouco tempo e partiu cheio de culpa e jurando que jamais se perdoaria se algo acontecesse com ela por sua causa.

Além de ser perigoso, pelas mesmas razões apontadas por Agatha, ele não poderia entrar na vida dela. Não agora. Pelos próximos sete anos, ele deveria ser apenas um personagem de um livro para ela.

Eu já sei o que meus lábios vão querer
Quando eu te encontrar
Molhados de prazer
Vão querer beijar
E o que na vida não se cansa
De se apresentar
Por ser lugar comum
Deixamos de extravasar
De demonstrar


- Mas – continuou Agatha, animando-se – Graças a Mérlin, esse pesadelo acabou e eu tenho podido me manter em contato com ela mais frequentemente nestes últimos meses.

- Ela está bem? Está feliz? – O brilho nos olhos dele traía a sua expectativa em saber o quê a Ana adolescente estaria aprontando.

- Sim, sim! – Ela sorriu mais abertamente, compartilhando aquele orgulho que sentia da sobrinha-neta – Tenho falado com ela por telefone sempre que posso e trocamos muitas cartas... Ah! – pareceu se lembrar subitamente de algo – Eu tenho algo para mostrar para você, querido. Só um momento – e fez um movimento de varinha, convocando uma caixa de papelão cheia de cartas dentro.

Agatha selecionou algumas delas e retirou várias daquelas fotos trouxas engraçadas que não se mexiam. Nelas, uma adolescente de cabelos negros cacheados sorria abertamente, os olhos azuis a fitar timidamente as lentes da câmera.

Aquela ainda não era a sua Ana, mas, céus, como já era linda! E não era só a beleza física, mas os pequenos indícios na postura, no jeito de olhar, no sorriso... Indícios da personalidade tão única da “sua” Ana, que estava se formando.

Ela sempre fora uma mescla de mistério e aventura, fascinando-o, pensou. Tudo sempre acontecendo a uma velocidade vertiginosa com ela.

Pouco depois que ela aparecera na Toca, o mistério de sua chegada fora esclarecido, pelo menos em parte. Descobriram, pela própria Ana, que ela havia vindo parar ali através de um livro, “Harry Potter e o Segredo de Sonserina”; sem saber, contudo, quem o enviara.

Mesmo tendo acabado de chegar, e de uma forma tão estranha, Ana conquistou a simpatia de todos. Até mesmo Harry, Rony, Hermione e Gina, que estavam assustados com a idéia de livros que contavam coisas sobre eles. Eles ficaram um pouco constrangidos, no começo, com a estranha com os tratava como se os conhecesse desde crianças, mas o carinho dela por todos era tão evidente, que a aceitaram com naturalidade.

Menos ele. Carlinhos se lembrava como começou a arranjar motivos para implicar com a brasileira. Ah, porque perdeu tanto tempo tentando fugir do que sentia? Se soubesse que tinham tão pouco tempo...

Quando o mistério de quem enviara o livro fora resolvido, descobriu-se também que o objeto não era só uma chave de portal, como se pensara: era um vira-tempo também.

Ela era de oito anos no futuro.

Carlinhos levara um choque na ocasião. Ana era, na realidade, apenas alguns meses mais velha que Gina! Foi como se um fosso se abrisse sob seus pés, e ele não sabia direito porque estava sentindo-se tão perdido. Hoje, claro, ele entendia: já a amava, e sabia que aquilo a jogava para longe dele.

Nunca me disseram o que devo fazer
Quando a saudade acorda a beleza que faz sofrer
Nunca me disseram como devo proceder
Chorar, beijar, te abraçar
É isso que quero fazer
É isso que quero dizer


Causava-lhe tanto conforto, tanta esperança, identificar naquela garota da foto a mulher que ele já amava! Era como se sua Ana tivesse achado um meio de lhe dizer: “Sim, sou eu, amor. Estou voltando para você”.

Tentando disfarçar a emoção, Carlinhos apontou para uma foto onde ela estava no meio de outros jovens. Primos dela, conforme explicara Agatha:

- Por que ela é a única que não está usando gorro de Papai Noel?

- Ah... – Agatha sorriu divertida – Ela me explicou isso na carta: “Todos sabem que faz um calor dos infernos neste país no Natal. Então, por que tenho que bancar a boba usando um treco quente desses na cabeça?”.

Ele gargalhou, apreciando a personalidade forte da garota. Recostou-se melhor na poltrona, observando mais detalhadamente a fotografia. Ela havia sido tirada no Natal anterior.

Naquela mesma época, o mundo bruxo estava mergulhado na melancolia de um Natal em meio a Guerra. Os Comensais, que não respeitavam nem aquela data, haviam resolvido atacar a casa dos McLellan. O casal fora assassinado e, miraculosamente, a Ordem tinha conseguido salvar o filho deles, Hector. O garotinho estava agora com Lupin e Tonks, que o haviam adotado. Outro menino que conheciam também perdera os pais daquela forma: Alan ficou órfão porque seus pais se recusaram a apoiar Voldemort. Duas histórias parecidas... Com a diferença que Alan tivera o gosto duvidoso de escolher Snape para chamar de pai.

Olhando para Ana, na foto, feliz, comemorando o Natal em paz e segura com a sua família, ficou contente dela ter estado longe daquilo tudo. Pelo menos ela tinha podido desfrutar daqueles momentos sem pensar em guerras e mortes.

- Quem são estas crianças? – Ele perguntou, apontando para uma foto em que ela aparecia estirada no tapete, com uma montanha de crianças se jogando sobre ela, em uma pilha humana.

- Não faço a menor idéia – Agatha riu – Devem ser vizinhos dela. Ana sempre adorou crianças e elas a adoram.

Carlinhos sorriu, lembrando que aquele lado dela permaneceria muito forte. A Ana que conhecera sempre se dirigia aos meninos com certo ar maternal e protetor que os exasperava e enternecia ao mesmo tempo.

Mérlin, considerando tudo isso, como não se apaixonar pela bela, engraçada e corajosa Ana?

Então, a foto seguinte teve um impacto tão forte sobre ele, que parecia que todo o ar tinha sumido de seus pulmões. Era um retrato bem de perto, onde se evidenciava cada detalhe da expressão da jovem a sua frente: o sorriso com uma ponta de malícia, o brilho inteligente e provocativo no olhar... Era como se a adolescente revelasse, em um raro momento, a mulher que estava prestes a desabrochar. Foi como ver uma fotografia da alma dela.

- Eu posso...

- Claro, querido. Pode ficar com esta. – Agatha sorriu tristemente, tocada com a emoção que via no rosto do rapaz.

Carlinhos continuou olhando para a fotografia como se fosse seu maior tesouro. Ao mesmo tempo, sentia a dor tomar conta de si. Faltava ainda tanto...

Haviam sido meses conturbados, mas incríveis os que passaram juntos. O engraçado era que nunca se considerara um romântico antes de conhecer Ana. Afinal, os dragões eram a sua vida, não deixando tempo para mais nada. Mas ela chegara e tudo mudou. Transformara-se no que Rony chamava de “um bobo apaixonado”.

E, então... Ela teve que ir. O tempo de duração do feitiço que a trouxera tinha acabado, e Ana voltou à época a qual pertencia. Ele ficou sozinho, restando-lhe apenas as lembranças de cada detalhe do que tinham vivido, cada detalhe dela.

Eu já sei o que meus braços vão querer
Quando eu te encontrar
Na forma de um C
Vão te abraçar
Um abraço apertado
Pra você não escapar
Se você foge me faz crer
Que o mundo pode acabar
Vai acabar...


Sentiu um toque suave em suas mãos, só então percebendo que havia fechado os olhos, perdido nas recordações. Encabulado, sorriu para Agatha, que o fitava solidária, e disse:

- Às vezes consigo viver minha vida normalmente, apenas satisfeito ao pensar que ela está bem, que um dia voltará para mim. E outras... Céus, acho que vou enlouquecer! – Suspirou, cansado. Depois, apressou-se a explicar, sem saber direito porque desabafara daquele jeito com Agatha: - Não se preocupe, sei que não devo ir vê-la, que comprometeria tudo...

Ainda podia ouvir as palavras da própria Ana: “Vocês não poderão entrar em contato comigo antes. Eu cheguei até aquele momento sem conhecer o mundo mágico. Isso me fez ser quem eu sou, tomar as decisões que tomei na vida. Se alterarem isso, poderemos perder algo pequeno, mas de grande significado. Como aqueles minutos que libertaram Sirius”.

- Bem... – Agatha disse devagar – Talvez possa vê-la, sim. Se tomarmos certas precauções. – Acrescentou, cautelosa.

Carlinhos fitou a mulher mais velha, confuso, mas atento a cada palavra do que ela poderia lhe dizer.

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Notas
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• A música usada foi “Quando Eu Te Encontrar”, do Biquíni Cavadão.

(N/A) Bem, pessoal... Para quem gosta do casal Ana/Carlinhos, aí esta short fic que simplesmente surgiu na minha cabeça e eu não consegui parar de escrever até vê-la pronta.

Para quem não conhece, esta história tem ligação com outras fics, também da minha autoria, Harry Potter e o Segredo de Sonserina, que é a primeira, e Harry Potter e o Segredo de Corvinal. Eu acho que dá para entender sem precisar ler as demais, mas, se vocês se interessarem estas fics também estão disponíveis aqui.

Bem, só tem mais um capítulo. Espero que gostem.

Beijos e... Comentem, por favor! ;)

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