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5. Lembranças


Fic: Uma Semana Com Meu Melhor Amigo


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The Goo Goo Dolls - Iris






Capítulo 5: Lembranças.




E eu desistiria da eternidade para tocá-la, pois eu sei que você me sente de alguma maneira. Você é o mais perto do céu que eu vou chegar e eu não quero ir para casa agora. E tudo que eu sinto é este momento e tudo que eu respiro é a sua vida, porque mais cedo ou mais tarde isso irá acabar. Eu só não quero sentir a sua falta essa noite. E eu não quero que o mundo me veja, porque eu não acho que eles entenderiam, enquanto tudo é feito para ser destruído, eu só quero que você saiba quem eu sou. E você não pode lutar contra as lágrimas que não estão vindo, ou o momento da verdade em suas mentiras. Quando tudo parece como nos filmes, é, você sangra só para saber que está vivo.


Flashback

Ainda era cedo, o relógio na parede marcava 16h00min, mas lá fora o céu estava escuro, tomado por uma espessa nuvem de chuva, um vento frio soprava para todos os lados. Harry e Rony estavam trancados naquele quarto há pelo menos uma hora, o clima era tal, que a tensão entre eles era quase palpável.

- Eu sinto muito Rony . _ murmurou Harry, a voz embargada, as mãos trêmulas ainda suavam.

Ele havia contado ao amigo que estava apaixonado por Hermione. Não lhe parecia justo omitir isso dele, já não podia viver sob aquele silêncio. Amava-a. Amava-a com todas as suas forças, embora isso não aliviasse o sentimento de culpa, a idéia de traição.

Rony tinha os olhos fixos na janela, desde que Harry se pronunciou, não mais o olhara. O rosto ainda contorcia-se numa expressão de mágoa e rancor, e seus olhos nunca pareceram tão escuros.

- Eu não queria magoá-lo... Eu não planejei nada disso, mas aconteceu! Eu a amo.

Era quase como implorar perdão. Ele sabia que Rony também amava Hermione, ele sempre soube disso. E durante muito tempo tentou lutar contra o que não se pode destruir. Ninguém abafa amor, ninguém destrói um sentimento tão vivo. Nem mesmo Harry Potter.

- Desde quando? _ pronunciou-se o ruivo pela primeira vez. Sua voz soava alheia a qualquer sentimento, fria, distante, mortífera.

- Eu... Eu não sei, e na verdade isso não importa, o importante é que eu...

- É CLARO QUE IMPORTA! _berrou o ruivo. – EU SEMPRE A AMEI, DESDE SEMPRE! E VOCÊ SABIA HARRY!!! VOCÊ SEMPRE SOUBE! E AINDA ASSIM SE APAIXONOU POR ELA!

Silêncio.

Os olhos de Rony atravessavam a sala, tal como atravessavam a alma de Harry. Acusação. Traição. Ruína.

– Você não presta Harry Potter!

- Rony, por favor...

- Por favor, o que? Não me peça nada, você não tem esse direito. Você me traiu, me apunhalou pelas costas. Você está sempre querendo tudo não é? Mas não espere que eu abra mão da minha garota para vc!

- Sua garota ? _bradou. – SUA GAROTA? DESDE QUANDO? PORQUE HÁ 7 ANOS EU CONVIVO COM VOCÊS. HÁ 7 ANOS EU O OUÇO FALANDO QUE A AMA, MAS NUNCA, VOCÊ NUNCA FEZ NADA! PELO CONTRÁRIO, NESSES 7 ANOS VOCÊ SÓ A MAGOOU, SÓ A FERIU. VOCÊ NUNCA DEU VALOR A ELA! EU LHE DISSE QUE OU VOCÊ TOMAVA UMA ATITUDE OU ALGUÉM A TIRARIA DE VOCÊ! SE VOCÊ NÃO TEVE CORAGEM, A CULPA NÃO É MINHA!

Harry estava exasperado. Ele não queria que fosse assim. Se pudesse escolher, era claro que jamais teria se apaixonado por Hermione. Mas essas coisas não se escolhem não se pode dominar o coração.

Um silêncio tomou conta do lugar. Os olhos deles se encontraram. Havia tanta coisa naquele olhar.

- Eu confiava em você Harry.

- Eu sei...

- Depois dessa guerra, nunca mais me procure. _ foi a ultima coisa que Rony lhe disse, depois disso ele saiu do quarto, e não mais se encontraram.

No fim daquela tarde, Lupin apareceu na Ordem impetuoso, comunicando que haviam encontrado o esconderijo de Voldemort. Depois que todas as horcruxes tinha sido destruídas, eles se embrenharam na busca pelo Lorde das Trevas.

Foi uma batalha terrível, muitas perdas para ambos os lados. Uma batalha que começou ao anoitecer e que só teve fim com o nascer do Sol. Harry estava ferido, cansado, sujo, o corpo coberto de cicatrizes e sangue, mas estava vivo! Ele finalmente derrotou Voldemort, numa batalha que levou dele muito mais do que sangue, levou também um pedaço de sua alma.
A fina chuva que caía, lavava daquela terra o sangue e as cinzas. Harry estava de olhos fechados, a varinha ainda firme em suas mãos, em sua frente, o corpo de Voldemort consumia-se tornando-se pó. Em algum lugar de sua mente, ele ouvia um choro. Um choro de tristeza inigualável, ele achou que fosse o seu, mas não era. Ele abriu os olhos e observou o seu redor. Um pouco adiante...

...Uma garota ajoelhada, um corpo seguro em seus braços.

Ele conhecia aquela silhueta, sabia quem era a garota, só não conseguia ver quem ela tão desesperadamente segurava. Aproximou-se devagar, tinha medo do que veria.

Quando se pôs ao lado dela: Desespero, dele também.

Seus olhos tomaram-se em lágrimas, e nenhuma vitória sobre Voldemort compensaria aquela perda. Porque nos braços de Hermione, estava o corpo inerte de Rony.

Hermione não precisou levantar os olhos para saber que era Harry que estava ao seu lado.

- Você prometeu... Disse que não perderíamos mais ninguém. Você prometeu.
Havia acusação em sua voz. Acusação! Seu melhor amigo estava morto, morto por uma guerra sem sentido, travada por um louco, que por ironia, morrera por suas mãos.
Mas nada, nada lhe absolveria daquela culpa, daquela vida perdida.
Seu melhor amigo morrera, e ele nem ao menos pôde pedir perdão.

- Você prometeu Harry. _ a voz de Hermione soava quase insana.
Mas Harry era incapaz de responder. Sua dor o deixara mudo, de repente o chão havia sido tomado de seus pés, e a chuva lavava de seu rosto todas as lágrimas.

Nem mesmo o gosto de suas lágrimas lhe era permitido sentir.

- Você não o protegeu, e você prometeu! Onde você estava? Porque não o salvou? Você falhou Harry, porque não estava ao lado dele? Porque deixou isso acontecer? Eu o amava Harry, e eu nunca pude dizer isso a ele, e agora ele também nunca saberá. Porque não o salvou Harry?

A acusação de Hermione consolidou o sentimento. A perda pela qual ele jamais se perdoaria.

- Eu sinto muito Mione... _ foi a única coisa que conseguiu pronunciar.

- SENTIR MUITO NÃO O TRARÁ DE VOLTA PARA MIM!

- Você falhou, você entregou ele a morte! Eu jamais te perdoarei!


Rony havia sido atacado por Snape, num duelo violento, onde o ex-mestre de poções usou todo tipo de magia negra. Por fim, ele lançou um Avada Kedavra, Rony era esperto, ágil o suficiente para se livrar de uma maldição da morte. Mas não de duas.

Acertado no peito pela luz verde, Rony caiu com um baque surdo no chão. Seu corpo já inerte, seus olhos abertos, a pele tão branca como jamais esteve. Olhar para aqueles olhos azuis e não ver nenhum brilho, nenhum sentimento, era terrível. Torturante para qualquer um.

Snape e tantos outros comensais foram apreendidos após a batalha, e como pena por seus atos receberam o beijo do dementador.

Sem tirar os olhos de Rony, Harry começou a caminhar para trás. Ele chorava como uma criança. Saiu dali no meio da chuva. No dia seguinte, uma carta informaria aos seus amigos que tinha partido. No futuro Hermione não se perdoaria por ter tratado daquela forma o amigo, mas em seu desespero ela não foi capaz de enxergar a dor dele.
Agora, ele havia partido, partido por longos oito anos. Para trás ficou seu amigo, sua “família”, toda uma história, mas principalmente seu amor.


Fim do Flashback

- Harry? _ chamou Hermione mais uma vez. Ela estava o chamando há algum tempo, mas ele parecia perdido em seus pensamentos.

-Oh. O que foi?

- Me desculpe.

Harry não respondeu, apenas fitou seus olhos. Ele pretendia nunca mais tocar naquele assunto. Ele viajou o mundo tentando fugir daquela lembrança, mas nada adiantara. Certas coisas simplesmente fazem parte de você, e não importa o quanto você fuja, elas sempre estarão presentes. A tristeza pela morte de Rony era uma dessas coisas. Já fazia parte de sua alma, e não importava o tempo que passasse, sempre doeria.

- Você tem alguma idéia do que fez comigo? _ perguntou o moreno de repente. Ele não queria tocar nesse assunto, mas ela começou assim mesmo. Ele sequer queria ter dito isso, mas a frase soou tão forte em sua mente, que acabou saindo por sua boca.

-Eu... Eu sinto muito Harry. Eu fui tão injusta com você. Mas na minha dor eu fui incapaz de perceber seu sofrimento. Eu amava ele...

- Eu também o amava.

De repente, todo o paraíso, todos os prazeres que passaram naquele dia se esvaíram como a tarde. Ali estavam eles, se aproximando novamente da margem do rio, cheios de mágoas, dúvidas, sentimentos mal resolvidos.

Quando o barco finalmente aportou, quem desceu foi um Harry magoado, e uma Hermione ressentida. Nenhuma outra palavra fora dita. Nenhum olhar trocado. Eles apenas se dirigiram para o carro, e traçaram o caminho de volta.

Uma chuva forte, tão típica daquela época do ano começou a cair. O silêncio só era interrompido pelos pesados pingos de água no vidro do carro. Hermione estava com a cabeça encostada na janela, a respiração embaçando o vidro. Harry tinha os olhos fixos na estrada. Certas feridas jamais cicatrizam, e tocar nelas pode ser um erro fatal.

- Harry.

Ele apenas murmurou em resposta.

- Você não teve culpa. Ninguém teve. Rony lutou bravamente... Eu sinto muito por tudo o que te disse, eu estava cega. Você não poderia ter feito nada para salvá-lo, ninguém poderia. Era para acontecer... Infelizmente.

Harry permanecia em silêncio.
Aquilo era agonizante para Hermione. Ela queria uma reação, qualquer uma seria melhor do que aquela indiferença.

- Fale alguma coisa, por favor! _ suplicou.

Repentinamente Harry parou o carro. Virou-se bruscamente para ela e encarou os olhos castanhos da amiga.

- Quer que eu fale alguma coisa? Muito bem. Ele era meu melhor amigo, e eu o amava, daria a minha vida por ele, e daria de bom grado. Naquela tarde nós havíamos brigado, e a ultima coisa que ele me disse era para que eu não o procurasse mais. A ULTIMA COISA QUE ELE ME DISSE ERA QUE ME QUERIA FORA DE SUA VIDA! E ELE MORREU! MORREU SEM ME DAR A CHANCE DE PEDIR PERDÃO, MORREU COM RAIVA DE MIM. TUDO O QUE EU NÃO PRECISAVA ERA DE VOCÊ ME CULPANDO! VOCÊ ACABOU COMIGO NAQUELE DIA... NÃO ESPERE QUE EU ESQUEÇA ISSO TÃO FACILMENTE.

Harry arfava quando terminou de falar.

Hermione sentiu seus olhos arderam e antes mesmo que ela percebesse estava chorando, as lagrimas descendo livres em seu rosto. Harry não a olhava, e ela sentiu-se miserável com isso.

- Me perdoe. Mas não me culpe. _ ela falou com o ultimo resquício de dignidade.

Harry ainda estava em silêncio, seu peito doía, como há muito não acontecia. Todas aquelas lembranças, aquela conversa, o choro de Hermione em seu ouvido, aquilo o estava enlouquecendo. Num gesto abrupto ele abriu a porta do carro e saiu.
Encostou-se na lateral do veículo, e deixou a chuva cair por seu corpo, ele soltou um longo suspiro na tentativa de acabar com aquela sensação de sufocante em seu peito. Ele não planejara aquilo. Ele não queria.

Ouviu a porta do carro bater novamente, e os passos de Hermione se aproximarem dele. Ele ainda estava de olhos fechados, mas sentia a presença dela, sentia a respiração pesada próxima a ele, sentia o cheiro envolvente dela. Ele não queria olhá-la. Sabia que ela estava chorando, e essa visão sempre o atormentou muito.

- Me deixe Mione... _implorou.

- Não faça como eu fiz. Não seja injusto como eu fui.

- Por favor... Me deixe _ suplicou mais uma vez.

- Olhe pra mim!

A cabeça de Harry estava dando voltas, porque ela não o deixava? Porque ela simplesmente não se calava? Será que ela não percebia como aquilo era agonizante para ele?

- OLHE PARA MIM HARRY! _ ela bradou firme, enquanto com as mãos levantava o queixo do moreno de forma que seus rostos estivessem na mesma altura.

Ele abriu os olhos lentamente, sentia as mãos dela em seu queixo, obrigando-o a manter-se firme. Ela estava parada a sua frente, o corpo totalmente encharcado pela chuva, os olhos vermelhos, a respiração desregulada. De repente aquela visão fez com que todos os pensamentos se esvaíssem da cabeça dele. Ela estava linda, irresistivelmente linda, e naquele momento, tudo o que ele pensava, tudo o que ele queria era beijá-la. Como se o desejo, o amor há tantos anos guardados, limpasse sua mente de toda a perturbação.

- O que você vê Harry? Vamos Harry, olhe para mim, o que você vê?

Ela estava firme, embora em seus olhos ainda houvesse lágrimas contidas. Ela cobrava uma resposta, uma resposta que para ele, era terrivelmente difícil.

- Eu vejo... _ Hesitou. Seus pensamentos ainda envolvidos pelo perfume, pela beleza dela. Os olhos dele vagando entre os olhos e os lábios dela.

- Diga Harry, o que vê?

Hermione não fazia idéia do que estava causando no amigo com aquela pergunta, com aquela proximidade. Ela não sabia o risco que estava correndo ao exigir dele aquela resposta. Ela só queria mostrar para ele, que era uma garota, uma garota como outra qualquer, cheia de erros e imperfeições. Uma garota que há anos atrás havia perdido o homem que amava, e que num gesto insensato e estúpido, condenou o melhor amigo. Ela só queria que ele percebesse que ela sofreu, e muito com a separação deles. Ela só queria esclarecer aquele assunto.

Mas para Harry, não havia mais assunto algum. Só havia ele, ela, a chuva, e os lábios dela.

- Eu vejo... Eu vejo a mulher que eu amo!

Como se condenado pelo céu, tal frase não chegou a ser ouvida. A chuva forte de antes, transformara-se numa tempestade de verão, com seus raios, relâmpagos e trovões avassaladores, impediram que Hermione entendesse claramente o que há oito anos Harry esperava para lhe dizer.

Hermione recuou alguns passos. A sensação angustiante de ter ouvido uma declaração de repente a inibiu. Ela não tinha essa certeza, mas também não queria ter, não iria perguntar isso novamente a ele. Agora ela percebera que talvez para ele aquela conversa estivesse tomando rumos diferentes.

- Escute Harry, eu só quero que você saiba que eu sinto muito, e eu me arrependo tremendamente por cada palavra que te disse. Você não teve culpa, eu não tive, ninguém teve. Aconteceu! Nós jamais esqueceremos o Rony, mas não adianta nada ficar remoendo essas lembranças!

Harry assentiu, mas sem de fato dar importância para o que a amiga falara. “Ela não ouviu”. Era só o que pensava.

- Agora entre nesse carro, e vamos embora, essa chuva ainda vai nos render um bom resfriado. _ falou ela com a voz mais normalizada.

Ela entrou no carro primeiro, Harry ainda respirou um pouco aquele ar frio antes de entrar. “Ela não ouviu... E ela esteve tão perto.”

Quando chegaram em casa, cada um tomou o rumo de seu quarto. Trocaram poucas palavras, talvez pela pressa de se aquecerem, talvez porque não havia mesmo mais nada a ser dito. Mas os dois estavam com a certeza de que na manhã seguinte, tudo estaria bem novamente... Como sempre foi!

**

Hermione rolava de um lado para o outro na cama. Embora estivesse exausta, ela não conseguia dormir. Cansada daquela espera pelo sono, ela saiu do quarto silenciosamente descendo as escadas e indo até a cozinha. Ao passar na sala de música no entanto, a voz de Harry se fez presente:

- Tem chocolate quente no fogão.

Ele estava sentado no sofá, com uma xícara fumegante nas mãos, os cabelos em desalinho e o rosto um tanto transfigurado pelo sono.

Hermione foi até a cozinha e voltou com uma xícara de chocolate quente.

- Sem sono?

- É, e você, o que faz a essa hora fora da cama?

- O mesmo que você. _ respondeu sentando-se ao lado dele.

Lá fora a chuva ainda caía, molhando os vidros da janela.

- Música? _ perguntou Harry enquanto pousava a xícara já vazia na mesinha de centro.

- Por favor.

A melodia romântica que passou a ecoar pela sala, divertiu-a.

- Se você não fosse meu melhor amigo, eu diria que está tentando me seduzir.

Harry esboçou um sorriso no canto dos lábios, sem no entanto a corrigir, e estendeu-lhe a mão num claro convite.

- Me concede essa honra?
.
Hermione colocou a xícara ao lado da dele na mesinha central, e levantado-se, aceitou-lhe a mão.

Ele aproximou o corpo ao dela, e lentamente começaram a se mover no ritmo da música.

- Me perdoe... Por tudo. _ ele murmurou em seu ouvido.

Mas não havia mais nada a ser perdoado, eram novamente melhores amigos, sem lembranças desagradáveis.

- “E eu desistiria da eternidade para tocá-la
Pois eu sei que você me sente de alguma maneira
Você é o mais perto do céu que eu vou chegar
E eu não quero ir para casa agora.”

Cantarolou ele em seu ouvido.
Hermione sorriu enquanto apoiava a cabeça no ombro dele. Os movimentos suaves e perfeitos, as mãos dele em sua cintura, o cheiro dele embriagando-a.
“Se ele não fosse o Harry...”

Harry estava em êxtase. O corpo dela próximo ao seu, o cheiro dela envolvendo-o, o toque suave de sua pele, os corpos numa dança leve e sincronizada.
Ele sentiu as mãos dela vagando em sua nuca, e sentiu-se livre para afastar os cabelos dela. Inconscientemente ele beijou seu pescoço, como se fosse natural, como se fizesse parte do ensaio daquele dança.
Sentiu o corpo dela arrepiar junto ao seu.

“Talvez seja esse o momento...”

Harry ousou novos beijos ali, passando por sua face levemente corada. Parou a poucos centímetros de seus lábios. Os olhos encararam os dela, como se pedissem autorização.

Hermione sentiu os lábios dele em sua pele, e um arrepio percorreu todo o seu corpo. Estava totalmente embriagada pelo perfume dele. Os lábios dele subindo, cada vez mais próximos dos seus.

Ele agora estava muito próximo, os olhos de repente encontrando os dela.

“O que fazer?”.

Mas em momentos como aquele, pensar nunca é algo bom.



Continua...

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