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16. A revolta da ruiva


Fic: Quatro faces - H.Hr - D.G


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Cap. 16_

Gina estava pronta. Era uma sexta-feira fria e sem graça e a Grifinória jogaria na manhã seguinte contra a Lufa-lufa. E ela estava pronta.

Sentada na curva de um corredor, Gina espiava com impaciência um duende que escondia a passagem para o quarto do monitor chefe. Esperava ansiosamente que Draco saísse para as aulas.

Não esperou por muito mais tempo. Nos minutos seguintes, Draco saiu, virou para o lado oposto do corredor e saiu caminhando displicentemente pelo corredor, até sumir na curva no final dele.

Gina não perdeu tempo. Saiu de onde estava e, caminhando sempre rente a parede, foi até o duende. Torcendo para que Draco não tivesse trocado a senha, ela a disse para o duende e ficou imensamente feliz em constatar que ele saiu do caminho deixando a mostra a porta do quarto. Gina tremeu de expectativa e abriu a porta, ainda que desnecessário, silenciosamente.

Entrou rapidamente e começou a vasculhar o quarto. Onde diabos ele poderia guardar? Olhou em baixo da cama, dentro do armário e em um comprido baú aos pés da cama. Mas não estava em lugar nenhum. Será que ele a guardava em uma redoma de vidro?

Sem pensar que isso poderia mesmo ser verdade, Gina olhou em volta procurando algo do gênero. Atrás da porta, tinha uma fina caixa de madeira tratada, em pé. Não acreditando que ele podia ser tão fresco assim, ela foi até a caixa, abriu-a e se deparou a Nimbus 3000 repousando em um forro estofado brilhante e com celofane. Gina quase teve um acesso de riso. Nem ela que era menina guardava a vassoura com tanto cuidado assim.

Tirou-a da caixa sem muito cuidado e olhou-a. Decidira-se que ia se vingar na vassoura. Ele não tinha apostado a sua preciosa vassourinha que conseguia ficar com ela? Ele não gostava muito mais da vassoura do que de qualquer pessoa? A vassoura não era a coisa mais importante e preciosa para ele? Pois bem, era na vassoura mesmo que ela se vingaria.

Colocando a vassoura sobre um dos ombros, ela saiu do quarto com um enorme sorriso no rosto e quase saltitando. A sensação de vingança estava lhe fazendo muito bem. Seus cabelos balançavam de um lado para o outro e ela já estava quase na curva em L do corredor quando Draco surgiu por ela caminhando como sempre caminhava.

Gina ficou paralisada e o sorriso sumiu rapidamente de seu rosto. Draco, quando a viu, ofegou e deu um salto no mesmo lugar, arregalando os olhos e colocando as duas mãos espalmadas na frente do corpo.

Ficaram se encarando assustados por alguns segundos, mas Gina foi a primeira a reagir. Repentinamente, ela deu meia volta e saiu correndo, desembalada, para o lado oposto do corredor, com a vassoura pendurada precariamente no ombro e os cabelos ruivos se agitando.

Draco deu um berro e, imediatamente, se pôs a correr atrás da ruiva.

A menina corria rápido por ser leve, ágil e pequena. Ele corria rápido por ter pernas mais compridas que as dela. Assim, a mesma distância foi mantida entre eles durante toda a corrida pelo castelo. Os dois correram por vários corredores, desceram a escadaria principal, desviaram de uma horda de estudantes surpresos, que paravam para vê-los passar e saíram pelas imponentes portas do saguão de entrada.

Gina não parou de correr um só minuto. Draco também não parecia a fim de desistir. Passaram pelo gramado a toda velocidade, com Draco gritando sempre coisas como “Você vai me pagar se acontecer alguma coisa com essa vassoura”, ainda que Gina não respondesse para economizar o fôlego.

Chegaram, finalmente, ao enorme lago da lula gigante. Gina parou na beirada da água e virou-se para Draco, erguendo a vassoura com uma mão acima da própria cabeça.

Draco gritou um “Não!” bem estridente e desesperado.

_Se você se aproximar mais um passo, isso aqui vai para o fundo. _ela ameaçou quando Draco a alcançou.

_Você não teria coragem. _ele retrucou friamente, ainda que seu rosto tivesse ficado mais pálido. Gina arqueou as sobrancelhas.

_É claro que eu tenho coragem. Você não teve coragem pra se aproveitar de mim, só pra conseguir uma PORCARIA de vaga de capitão?! O que vão achar de um capitão sem vassoura?

Draco rilhou os dentes. _Sua miserável! _e deu um passou a frente. Gina curvou-se mais para água ameaçando jogar a vassoura e Draco parou no mesmo lugar.

_Merlim, Virgínia, _ele caiu de joelhos no chão e choramingou _é a vassoura mais veloz do mundo. Você não pode fazer isso comigo.

Gina ficou olhando para o loiro a sua frente. Como ele podia ajoelhar e implorar por uma simples vassoura e ter insensibilidade o suficiente para se aproveitar dos sentimentos de alguém que... Que gostava dele.

Era um fato. Ele gostava muito, muito mais da vassoura do que dela. E essa conclusão não deixou Gina feliz. Fechando a cara, ela tomou impulso com o braço, Draco gritou “Não!” mais uma vez e estendeu o braço tentando pará-la e ela arremessou a vassoura bem no meio do lago.

A vassoura caiu espirrando água no lago cristalino, Gina ficou olhando satisfeita para o que fizera e Draco ficou horrorizado no chão. Como ela podia ter feito isso com sua preciosa vassourinha.

_Olha, ela bóia. _a ruiva comentou quase alegremente apontando para a vassoura parada no meio da água. Então um tentáculo grosso surgiu, envolveu a vassoura e tragou-a para o fundo _Opa, _ela comentou com leveza _não bóia mais.

Draco ainda estava surpreso demais. Lá se fora sua Nimbus 3000. Sua preciosa, amada, idolatrada Nimbus 3000. Parecia ruim demais para ser verdade. Então ele olhou para a ruiva parada na frente do lago e sentiu seu corpo todo tremer de raiva. Com um salto, levantou-se do chão e agarrou a menina pelos dois cotovelos, puxando-a para perto.

_Sua cabeça de fósforo, por que diabos você fez isso?! _ele perguntou espumando de raiva e sacudindo-a com força.

_Isso é para você aprender a nunca mais brincar com uma Weasley. _Ela sibilou com raiva.

_Sua retardada, essa vassoura valia 15 vezes mais do que a SUA CASA!! _ele berrou e Gina fez uma cara muito zangada.

_É? Mas minha casa não está no fundo de um lago. _ela respondeu com maus modos.

Os olhos de Draco faiscaram. _Você vai ver só o que eu vou fazer com você, sua pirralha infeliz. _e começou a arrasta-la, segurando-a ainda pelo cotovelo, de volta ao castelo.

_O -o que vai fazer? Draco pára, você está me machucando. _ela resmungou começando a ficar assustada. Ela nunca vira Draco com tanta raiva. Ele não respondeu. Apenas continuou puxando-a grosseiramente pelo gramado.

_Aonde vai com ela? _os dois alunos grandes da grifinória e da Lufa-lufa que enfrentaram Draco, uma vez, na aula de dúvidas, surgiram e se postaram diante dos dois. Gina achou que estava salva, mas Draco fulminou-os com o olhar e sacou sua varinha.

_Ou vocês saem da minha frente ou vão se arrepender amargamente de terem entrado pra essa escola.

Pateticamente, os dois abriram caminho e agora Gina estava verdadeiramente assustada. Ela sacou, também, a varinha e apontou-a para ele. _Ou você para agora ou eu... Eu... _ela tentou parecer tão ameaçadora quanto ele _Eu enfeitiço você.

_Ah, larga isso, menina. _ele resmungou e puxou, com desprezo, a varinha das mãos da menina. Ela engoliu em seco. Agora sim ela estava encrencada.

Ninguém no castelo se atreveu a parar Draco Malfoy. Ela torcia imensamente para cruzar com Harry, Rony, Hermione ou até mesmo Dino. Mas ninguém apareceu. Ele arrastou-a até o quarto dos monitores, jogou-a na cama e puxou um dos pulsos dela.

_Dra - Draco o que vai fazer? _ela gaguejou mais amedrontada do que jamais estivera. Mas ele não respondeu. Apenas sacou a varinha e, com um feitiço, prendeu o pulso da menina na cabeceira da cama.

Então o medo dela sumiu. _O que diabos está fazendo?!

_Você não eliminou a melhor vassoura da sonserina do próximo jogo? _ele perguntou se afastando _Eu eliminei a melhor artilheira da grifinória.

_Draco, você não pode fazer isso comigo. _ela argumentou tentando puxar o braço. Não funcionava _Eu jogo amanhã!

_Não, não. _ele corrigiu restabelecendo sua calma e sua ironia _A grifinória joga amanhã. Você não. Você fica aqui, quietinha.

_VOCÊ PENSA QUE EU VOU FICAR QUIETINHA?! VOCÊ ESTÁ MUITO ENGANADO SE PENSA QUE EU VOU FICAR QUIETINHA!

_PODE GRITAR A VONTADE, CABEÇA DE FOGO. O quarto tem isolamento acústico. _ele concluiu com um sorrisinho vitorioso. Gina não tinha mais argumentos. Então ele mandou-lhe um beijinho voador, foi até a porta e abriu-a. Então sentiu um frasco de perfume se espatifando com violência a alguns centímetros de sua cabeça.

Ele se encolheu e, zangado, olhou para trás. Bem a tempo de se abaixar e se esquivar de um globo de vidro que enfeitava sua cabeceira e que explodiu com muito barulho na parede atrás dele. _O que está fazendo agora?! _ele fechou novamente a porta e voltou para onde estava.

Antes de responder, a menina pegou um protótipo de vassoura que estava no criado mudo e arremessou-o também. _Você não vai me deixar presa aqui? Eu vou quebrar todas. _e avançou para um dragão de porcelana chinesa _As suas. _tomou impulso _Coisas! _e arrebentou-o na parede oposta. Draco se encolheu com o barulho, mas rapidamente se recuperou e voou para cima da menina.

_Pare com isso, agora! Você tem o que nessa cabeça? _ele perguntou voltando a agarra-la pelo cotovelo e a sacudi-la _Vento?!

_Me solta! _ela exclamou encarando-o de perto. Os olhos azuis do loiro faiscaram novamente e ele soltou-a. Gina sorriu vitoriosa, mas foi cedo demais. Depois de soltá-la, ele ergueu-a no colo e começou a carrega-la para o banheiro.

_Draco?! Draco, o que é que você vai fazer agora?! _ela perguntou começando a se debater. Ele meramente chutou a porta, abrindo-a, entrou com a garota e colocou-a no chão. Imediatamente puxou novamente seu braço, ao que Gina tentou se desvencilhar, e prendeu-a no cano que saía da pia.

_Pronto. _ele murmurou aproximando bastante seu rosto do dela _Quero ver o que você vai quebrar aqui. _e saiu caminhando normalmente, como se todos os dias ele prendesse alguém no encanamento do banheiro.

Gina bufava baixinho, com uma expressão horrível. Depois, sem poder se controlar, ela começou a gritar o mais alto que podia: _EU ODEIO VOCÊ, MALFOY! VOCÊ NÃO VALE NADA! NÃO VALE NEM O CHÃO QUE VOCÊ PISA! _e começou a chorar baixinho, sentada no piso frio do banheiro.

Draco estava em pé do lado de fora, com a cabeça encostada na porta do banheiro e ouviu quando ela gritou. E ouviu claramente que ela voltara a chamá-lo de Malfoy.

***

Nos dias seguintes, Harry e Hermione andaram tão grudados que praticamente não se via um sem o outro. Hermione contara a Harry e Rony sobre o que Dumbledore falara, ocultando, apenas, o que ele dizia a respeito de amor. Ela não se sentia segura quanto a isso. Por um lado seu coração batia forte todas as vezes que Harry se aproximava dela e, por outro, ela ainda sentia um sentimento angustiante toda vez que via Lilá com Rony. Ela não sabia o que estava acontecendo, mas o fato de Harry estar se comportando como o amigo que ela precisava ter, a deixava menos aflita e angustiada.

Harry se contentava com os carinhos de amiga que Hermione podia lhe dar. Era melhor conviver com isso do que aprender a viver sem ela. E Mione andava tão melhor nos últimos dias, que estava fazendo com que ele se sentisse quase feliz. A vida voltava lentamente a atingir rumos seguros e ele já começava a pensar em como localizar a próxima horcrux. Não importava o que Dumbledore diria sobre isso. Ele não iria sossegar enquanto não matasse o homem que matara seus pais, Cedrico Diggory, Sirius, Vítor Krum e os pais de Mione, uma das pessoas que ele mais amava.

Em uma das aulas particulares com Dumbledore, Harry ficou imensamente surpreso ao encontrar Snape sozinho na sala, com aquela expressão azeda que ele carregava para todos os lados.

_O profº Dumbledore, está? _ele perguntou tentando manter um tom educado.

_Você está o vendo em algum lugar por aqui, Potter? Receio que no meu bolso ele não esteja.

Harry fechou a cara. Não podiam dizer que ele não tentava ser educado.

_Obrigada por nada, então, profº, eu volto outra hora. _e ia virar-se para sair, mas Snape chamou-o novamente. Ele fechou os punhos com força e obrigou-se a ouvir o que o profº tinha a dizer.

_Você não fica feliz, Potter, por ver que eu fiz um bom trabalho e salvei sua amiguinha sangue ruim? Não era você quem andava me ameaçando caso ela não acordasse? _Harry crispou a boca. Como ele podia ser tão cretino? _Fique contente por eu ainda estar aqui para resolver todas as burradas que você faz, moleque.

_O sr não fez nada. _ele resmungou lentamente, com a cabeça baixa, mas com os olhos focados no profº.

_Como não? _ele perguntou carregado de ironia, caminhando pela sala com as mãos para trás _É assim que funciona. Você a coloca em coma, e eu tenho que abandonar meus projetos de aula para perder tempo preparando poções dificílimas para ela.

Harry estava a ponto de explodir. Aquele velho inútil não fizera nada. Absolutamente nada. Ele sentia uma necessidade bem incomum de faze-lo saber disso.

_Suas poções não serviram da nada! _ele berrou perdendo a calma _Ela estava no coma mais profundo e fui quem a acordou!

A expressão de Snape se curvou em um sorrisinho vitorioso. _Exato. Você pensa que Dumbledore não sabe como você a acordou? Você pensa que ninguém sabe que a única coisa que a trouxe de volta a vida foi o seu amor? _Snape fez um som de deboche _Mas que coisinha mais patética. Você a acordou com amor.

Harry sentiu a raiva aumentar ainda mais, se é que isso era possível. O sangue começou a ferver e um zumbido dentro do ouvido indicava que a qualquer momento ele sairia de sintonia. E quando isso acontecia, incidentes muito inoportunos tendiam a acontecer logo depois.

_E o que houve com todo esse amor, Potter? _ele continuou com desdém e sarcasmo _Granger não quis? Mandou de volta? Acostume-se a isso, garoto, nem todas as pessoas do mundo vão idolatrá-lo. Você pode servir para ser amigo, mas, para sua infelicidade, a srta Granger prefere alguém mais... Normal. _as mãos de Harry se fecharam com ainda mais força. Ouvir isso era doloroso, porque soava extremamente verdadeiro. Harry fechou as mãos com tanta força que as unhas começaram a se fincar na pele.

_O que o senhor pode falar sobre o assunto? O senhor nunca amou na vida. _ele respondeu insolente.

_Isso não lhe diz respeito, Potter. _ele respondeu rispidamente _Mas pelo menos eu nunca fui rejeitado por alguém que eu amava.

Então o zumbido aumentou, uma gota de suor começou a escorrer de sua têmpora e, sem que percebesse, alguns dos objetos estranhos de Dumbledore começaram a levitar.

_Está ficando nervoso, Potter? _Snape parou de caminhar e se colocou atrás da mesa do diretor, com as mãos espalmadas sobre ela _Que coisa inoportuna. Mas eu tenho tanto mais a dizer, você devia guardar um pouco de raiva para o final. Sabia que o seu querido papai também foi desprezado por muito tempo? _ele franziu as sobrancelhas e continuou: _Sua mãe o odiava.

Os objetos que levitavam atrás de Harry foram mais para cima. Os olhos de Harry começaram a se apertar e ele começou a tremer no mesmo lugar. A raiva, a frustração e o ódio estavam o dominando. Algumas velas começaram a balançar perigosamente e se apagaram. Os quadros começaram a chacoalhar e seus ocupantes olhavam temerosos para o garoto.

_Ah, mas isso é um bom sinal, menino. Quer dizer, no fim das contas ela acabou cedendo, não é mesmo? Depois de anos sendo rejeitado seu pai conseguiu o que queria. Mas ele teve que correr muito atrás, ouviu? Bom, mas acho que não fazia diferença, ele não tinha muito amor próprio. Ele tinha um ego do tamanho de um gigante, mas amor próprio, não.

O zumbido nos ouvidos de Harry aumentaram. As janelas se abriram e começaram a bater com força e estardalhaço. Ele tentou fechar os olhos mas isso não barrava o que o profº estava dizendo. E ele começou a falar ainda mais alto para abafar o barulho que a janela aberta e o vento faziam.

_É uma esperança, Potter! Seja exatamente como ele, como você tem sido até hoje, que você consegue o que quer. Você também não tem amor próprio mesmo.

Um relâmpago surgiu no céu, ainda que não tivesse sinais de nenhuma tempestade lá fora. Fawkes, que dormia em seu poleiro tranqüilamente, começou a cantar sua música bem baixinho e a agitar as asas. Um fogo crepitante surgiu na lareira. Harry, se estivesse prestando atenção nisso tudo, teria ficado surpreso. Ele não sabia que era capaz de tudo aquilo.

_Isso mesmo, Potter! Perca totalmente seu controle! _o profº berrou vitorioso, como se estivesse vencendo uma guerra _Prove que você nunca aprendeu nada do que eu disse nas aulas de oclumência. Prove que você nunca foi capaz de controlar seus próprios sentimentos. VOCÊ É INCAPAZ DE RACIOCINAR SEM SE EXALTAR! _mais um relâmpago. Harry permanecia de olhos fechados, tremendo ligeiramente _É por isso que você não pode se envolver na batalha. Você tem controle sobre seu corpo, você não consegue pensar, você não consegue se controlar. _ele começou a sibilar, mas Harry continuava ouvindo _Por isso Dumbledore não pode confiar em você.

Então, Harry parou de tremer. Os relâmpagos sumiram e as janelas se fecharam. Fawkes se acomodou novamente no poleiro. Ele ia provar que podia. Ele ia engolir cada grama de raiva e ódio que estava sentindo. Seu cérebro começou a trabalhar mais, obrigando o resto do corpo a se acalmar. Os quadros pararam de balançar. As velas se acenderam novamente e voltaram corretamente aos seus lugares. Os objetos de Dumbledore que flutuavam, voltaram com um baque surdo para suas mesinhas. Só então Harry abriu os olhos, orgulhoso de si mesmo. Ainda sentia toda a raiva de alguns minutos atrás, mas agora tinha controle sobre ela.

Snape encarava com um sorrisinho misterioso. Mas observando bem, ele viu que não o encarava, e sim olhava para a porta, por cima de seu ombro.

Harry se virou rapidamente e encontrou Dumbledore na soleira da porta, sorrindo para ele.

_Parabéns, Harry. Acho que você está pronto agora.

***

Draco entrou com uma bandeja no quarto, o que era bem difícil, já que ele tinha que empurrar a porta ao mesmo tempo em que equilibrava a bandeja com a varinha. “Puxa, esforço físico é tão difícil” _ele pensou bocejando e caminhando pelo quarto com altivez.

Estava muito, muito, mas muito mesmo, zangado com Gina. Mas nem por isso ele queria correr o risco de que alguém encontrasse uma ruiva pobretona morta de fome no seu banheiro. Isso não ia ser muito bem para sua reputação.

O que Gina fizera ainda o deixava bastante nervoso. Por Merlim, ela dera fim a vassoura mais rápida que o ouro poderia comprar. Como ele ia jogar agora? Com uma shooting star da escola? Ele era o capitão. Não podia simplesmente aparecer com uma vassoura caindo aos pedaços. Só então se lembrou da sua velha Nimbus 2001. Como ele podia ter esquecido dela? Era só mandar uma coruja para casa e usar a vassoura enquanto a outra, feita por encomenda, não chegasse. Draco sorriu vitorioso. Podia não ter mais a melhor vassoura do mundo, mas tinha a garota que tirava seu sono presa no encanamento do banheiro.

Abriu a porta do dito banheiro e encontrou a dita garota, sentada no chão e com os olhos vermelhos e inchados.

_Draco, isso é seqüestro. Você sabe, não é? _ela choramingou com as pernas dobradas para dentro e o braço pendurado pelo feitiço que a mantinha presa _E você sabe que quando eu me soltar eu vou quebrar seu nariz em mil pedacinhos, não sabe?

_Se você se soltar, você quer dizer. _ele retrucou com ironia, parando na porta.

_E você sabe que a essas horas o Harry, a Hermione e o meu irmão devem estar atrás de mim, não é? _ela continuou como se não tivesse ouvido.

_Está enganada. _ele respondeu abaixando-se no chão perto dela _Eles nem repararam que você sumiu.

Isso era uma baita mentira. Draco vira a sangue ruim e o último Weasley da escola procurando Gina por todos os lados, mas ele rapidamente fizera circular o boato de que ela estava me detenção com o profº Snape e que ia demorar muito por lá. Isso foi o suficiente para que eles sossegassem e parassem de procurar.

Ele não soube se ela acreditou. A ruiva fulminou-o com o olhar, com um enorme bico emburrado, e depois se virou para o outro lado empinando o nariz e bufando.

_Aqui, _ele falou colocando a bandeja ao lado da menina _trouxe comida para você.

Gina virou a cabeça, olhou para a bandeja de cima, fez um som de desdém muito parecido com “humpt” e virou-se novamente para o outro lado sem dizer nada.

_Tem brownie. _ele falou com um tom de voz tentador. Gina inspirou fundo o ar e sentiu o cheiro de chocolate. Nem isso a fez virar e ela continuou com o nariz empinado no ar. _Você não vai falar comigo, é? _ela ignorou. Draco bufou, começando a ficar impaciente. Como ela podia ser tão teimosa? Preferia passar fome a falar com ele. Pegou um brownie da bandeja e ergueu-o ao nível dos olhos dela _Vai comer nem que eu tenha que enfiar pela sua garganta. _e forçou o brownie nos lábios dela.

Gina sacudiu a cabeça se livrando de migalhas e o bolinho caiu. Draco, exasperado, recolheu o brownie e atirou-o nela. Ela, surpresa com o golpe, pegou o brownie também e tacou-o nele, acertando-o bem no meio da testa.

_Ah, é assim? É assim? _ele perguntou zangado _Morra de fome, então. _e, pensando melhor completou: _Weasley. _levantou-se do chão, girou nos calcanhares e saiu do banheiro.

Gina ficou paralisada olhando para a porta e seus olhos se encheram novamente de lágrimas.

***

Harry não estava entendendo metade daquilo. Dumbledore agradeceu Snape, pediu para que ele se retirasse e para que Harry se sentasse. E depois ficou olhando para ele com as pontas dos dedos unidas.

_Hm... _Harry começou receoso _O que o sr quis dizer com preparado?

_Sabe, Harry, um velho como eu tende a cometer muitos erros, como você mesmo já deve ter reparado. Certamente, tentar protege-lo das horcrux e da sua própria vida foi mais um desses erros. Mas, graças a algo que a srta Granger falou, eu percebi esse erro.

Harry sentiu o coração aquecer. _O que a Hermione falou?

_Ela disse que você não era mais uma criança que precisa ser protegida. Só não sei como eu demorei tanto tempo para perceber. _e inclinou a cabeça para o lado. Harry não respondeu _O caso é que mesmo não sendo mais uma criança, seu temperamento tempestuoso continuava me preocupando muito. Muitos problemas aconteceriam se você perdesse o próprio controle em uma situação de risco. O que eu pedi para o profº Snape fazer foi um teste, para ver se você seria realmente capaz de controlar sua ira. _ele fez uma pausa e sorriu mansamente _E você foi capaz.

Harry se mexeu desconfortável na cadeira. Dumbledore empurrou os óculos para cima e continuou: _Eu não vou mais proibir sua caça às horcrux. Mas eu quero que você me deixe ajuda-lo. Quero treina-lo e quero que compartilhemos todas as informações sobre elas. Só prometa, Harry, que você não vai mais agir às escondidas, e eu prometo que não vou fazer isso também.

Harry sorriu. Aquele era o reinício de uma amizade entre profº e aluno. _Prometo. _e, despedindo-se, saiu do escritório ansioso para contar a Hermione o que acontecera.

Correu pelos corredores até a torre da grifinória. Quando entrou, encontrou Mione e Rony sentados nas poltronas perto da lareira. Ela coçava a orelha de Bichento distraidamente enquanto ele jogava um xadrez de bruxo contra ele mesmo. Enquanto Harry ia até eles, Mione olhou para o tabuleiro, disse que a Rony que ele estava perdendo e Rony resmungou alguma coisa inteligível.

_Harry! _Mione exclamou quando o viu _Você viu a Gina?

Harry franziu as sobrancelhas. _Não. Eu estava com Dumbledore. _e sentou-se também.

_Com o diretor? _Rony perguntou finalmente desviando a atenção do tabuleiro.

_Quantos Dumbledores você conhece? _Mione perguntou e Rony fulminou-a com o olhar.

Harry se curvou mais para frente. _Ele não está mais bravo com comigo. _ele segredou _Acho que foi graças a você, Mione. _e abrindo o maior sorriso do mundo, contou a eles o que acontecera.

***

A noite caiu e Gina continuava encostada no ladrilho frio do banheiro. Draco não podia fazer isso com ela. Não podia. A grifinória jogava no dia seguinte, ele não podia deixá-la trancada ali. Além disso, o que todo mundo diria quando ela não aparecesse no jogo do dia seguinte. Certamente iam procura-la. Mas, procurar, pensou ela com poucas esperanças, é uma coisa. Achar é outra bem diferente.

Suspirou cansada, bem no momento em que a porta abriu-se novamente. Draco, por mais que odiasse admitir, pois mais que quisesse desejar que Gina se explodisse, não queria que ela dormisse no banheiro. Ele entrou e ficou em pé ao lado dela. Ela virou a cara e bufou novamente.

Como ela, ele também suspirou cansado. Sacou a varinha e retirou o feitiço que a prendia no encanamento. Seu braço caiu frouxamente e, massageando o pulso dormente ela virou-se surpresa para ele.

_Não me olhe com essa cara. _ele respondeu severamente _Isso é só para você levantar do chão e ir dormir na cama, onde eu vou prender seu braço novamente. E se você tentar fugir, lembre-se que eu estou armado e você não.

Ela fechou a cara. Suas bochechas incharam de indignação e ela virou novamente a cara. Draco já estava se cansando daquilo. Com a paciência quase no zero, ele curvou-se e ergueu a ruiva nos braços.

_Ei! Ei! _ela gritou zangada se debatendo enquanto ele marchava do banheiro até o quarto _Você é um TROGLODITA, seu ESTÚPIDO! –ela berrou bem em seu ouvido e ele achou que um terço da sua audição ficaria danificada pelo resto da vida. _Você vai me pagar MUITO CARO! _então, ele jogou-a na cama sem nenhuma delicadeza.

_Se você não percebeu, Weasley, é VOCÊ quem está me pagando! –ele berrou e ela inchou ligeiramente de raiva _Foi você quem começou com tudo isso, atirando minha vassoura caríssima no fundo do LAGO!

_Foi VOCÊ QUEM COMEÇOU! _ela berrou se sentando desajeitadamente na cama _Foi você quem apostou aquela PORCARIA DAQUELA VASSOURA que conseguiria ficar COMIGO!

_Porcaria?! –ele perguntou indignado _Era um Nimbus 3000 isso que você está chamando de porcaria. Era muito cara.

_Podia valer milhares de galeões, eu não estou nem AÍ!

_Ela valia milhares de galeões. _ele confirmou com um sorrisinho de deboche. Gina deixou as mãos caírem sobre o colo e concluiu desanimada.

_Esse é você, não é? Um Malfoy que só liga para dinheiro.

Ele abriu a boca para argumentar, mas desistiu no meio do gesto, sacou a varinha e, puxando o pulso da menina, prendeu-o com rudeza na cama. Gina bufou novamente de raiva e ele, sem ligar, tirou a camisa, deu a volta e deitou-se do outro lado da cama.

Gina não disse nada. Tentou não ficar reparando o quanto Draco era forte e perfeito e teve que usar toda grama de força de vontade para isso. O mais espalhafatosamente que pôde, para fazer bastante barulho, desceu da cama e sentou-se no chão. Draco ergueu a cabeça dos travesseiros e virou-se para olhar o que ela estava fazendo. _O que é agora? _ele perguntou em um tom de voz que dizia claramente que sua paciência já tinha atingido o nível negativo.

_Eu não vou dividir a cama com você. _e, novamente, como fizera no banheiro, ela virou a cara.

_Você é um saco, garota. _ele resmungou levantando-se também _Por que você tem que ser tão teimosa e cabeça dura?! _ela não respondeu. Isso o deixou ainda mais irritado _Você não pode aceitar um ato de caridade quando vê um?! Eu estou cedendo uma parte da cama para você. Pensa bem, você nunca deve ter dormido em lençóis tão finos em toda a vida.
Gina girou os olhos um pouquinho. Mas fechou-os quando Draco deu a volta para encara-la. Ficou com os olhos fechados um momento, enquanto escutava o garoto resmungar coisas incoerentes como “a gente dá uma mão e ela quer o braço”. Quando abriu os olhos, encontrou-o deitado no chão ao seu lado.

_Pronto. _ele resmungou _Vai pra cama, agora. _e virou-se para o outro lado _Eu devo estar ficando maluco para fazer isso.

Metade do coração de Gina amoleceu. A outra metade lembrou-a de que ela estava presa na cama por culpa dele. Um combate violentou travou-se dentro dela. Por fim, ela levantou-se, pegou o cobertor que estava na cama e, com uma mão só, cobriu Draco. Depois se levantou e deitou na cama. Esse foi o melhor meio termo que ela conseguiu achar.

Draco sentiu o cobertor caindo sobre sua pele. Seu coração se aqueceu. E há algum tempo ele nem sabia que dentro de seu peito um coração batia.




Na: siiiiim, atualizada e eu, a autora, preparada para as pedradas, jah q naum teve mto H/H hehehehe... Mas enfim, era a revolta de ruiva, ela merecia uma vingança em grande estilo...

Na2: agradecimentos paaaara...

india, claaaaaro... aki os leitores tbm mandaum... Hehehe, ker dizer, ao naum ser q vcs mandem eles ficarem juntos logo, pq ainda demora um pokinhu pra isso hehehe... Autora maaahhh... Naum naum, mah naum rsrsrs Siiiiim ela eh mtooo poia... Se vc comigo iiiihhh nem comento... hehehe E aí o q vc achou da vingança da Gina? Foi algo do tipo q vc achava? Me deixa sua opiniaum tah?

fafa.lil, aaaaahhh mas um cap com pokinhu H/H neh : ( mas eu queria fazer o Harry controlar as explosões dele. E naum deu pra dar mto destaque pro romance : ( : ( O próximo cap tem uma surpresinha... Hehehe... naum deixe de leeeeer...

Luara, taí atualizadaaaa... Menina senti sua falta rsrsrs... Brigaaaada por continuar lendo e volte sempre hehehe

Donna, brigaaddaaaa, vlw msm rsrsrs... hehehe vc viu, mto feio eu fazer iso neh... ehehe dah ateh vergonha... Mas eu me aguento hehehehe mas taí a vingança da ruivinha... E entaum? o q achou? Menina se tivesse um Draco no mundo ia ser pouco, neh? Jah pensou ele ia ser cheio de pretendentes hehehe. Eu tbm keru uuum... unzinho soh... Naum to pedindo muito, dez vinte sei lah... Um soh e eu ficava contente contente... rsrrsrs Meninaaa eu fui lah na sua... Comentei lah, vc viu? Mas vou repetir aki, pq merece... Muuuito criativa sua fic e muuuto bem escrita... Parabéns viiiiu... Me deixa sua opiniaum hein? rsrsrs

Nina Evans, rsrsrs brigadaaa... Entaum, quanto ao nome, eu sabia sim rsrsrs, mas eh q eu prefiro ainda Virginia. Naum q eu axe Ginevra feio, pq sabe como eh neh, foi a JK q deu e se a JK um dia dissesse que Estapafrucio eh um nome bonito eu certamente naum discordaria. Hehehe, afinal eh a Jk neh, mas enfim, eh q eu naum consigo msm imaginar o Draco falando Ginevra ao invés de Virginia. Aí eu fico com a segunda opção msm rsrsrs... Mas muuuuuito obrigada pela visita e pela opiniaum. Naum deixe de ler, taaaahh, adorei ter vc por aki ^^ aaaaaah sim, e um Ps rapidinho, menina naum deu tempo de eu ler sua fic ainda, mas eu gosto de T/L sim rsrs, jah favoriteti pra ler depois... Assim q eu ler dexo um coment cooom certeza... Bjssss

Kamikinha, vc q me faz sempre feliz :D um tantaum messssmo. Q bom q vc gostou... Ah, e menina eu tenho q falar aki neh... Sua fic eh muuuuuito legal rsrsrs, adorei o enredo de transportá-los pra outro lugar... mas foi nessa parte q eu parei >.< ... eu naum entrei no orkut hj, entaum naum vi se tinha atualização, mas se tiver avisa aki ou eu entro amanha pra ver ^^ :D Espero q vc goste das cenas D/G aki em cima hehehe ... Bjsss

Nina Potter, neeeehhh logo a Pansy cara de buldogue qndo ele podia ter mto bem algm como... sei lah... tipo eu hauhauauhuha Mas a Mione um dia se toca neh, q diiiia eu naum sei, mas um dia vai rsrsrsrs Bjsss

Lilian, eh axu q eu dei mais prioridade à ação msm rsrsrs... Neeeh eu vou ser muuuito sincera... Naum riam... Mas entaum, eu nunca tive muita criatividade pra dar nome pra cap, mas eu resolvi dar pq eu naum sei ateh q cap a fic vai... E eu naum lembro como se faz 39 em algarismos romanos ... ... ... ... ...
... ... kkkkkkkkkkkk Autora sem graça kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
mas enfim, o q vc achou da vingança da Gina? De sua opiniaum viu eh mto importante... rsrsrsrs

Nani, q booom q gostou muuuito brigada pela opiniaum e pelo elogio viu ^^ hehehe a Mione eh lentiiinha tadinha... Se fosse eu ó nem conto rsrsrsrs Bjsssss

Na3: Bom enfim, muito obrigada a todos q leem, e mts mts bjssssssss pra tdsssssssssssss
voltem sempre, naum me abandonem
e comentem sim?

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Comentários: 1

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Enviado por Isis Brito em 03/08/2012

Merlin, que coisa lindaaaa!!!
Draco e Gina numa disputa acirrada pra ver quem é mais orgulhoso...
Harry e Hermione cada vez mais próximos....
Owwnnn!! xD 

Nota: 5

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