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3. III


Fic: Sutil e Fatal


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- Fácil... - Sirius murmurou a si mesmo, quando derrubou o comensal que tentava azará-lo. Chegou a achar que os anos em Azkaban tinham-lhe feito perder a prática, mas simplesmente alguns feitiços bastavam para derrubar o adversário. Fácil? Ou lutava com mais fúria, como se não houvesse o que perder? Só sabia que precisava de um adversário a altura, que também não se importasse. Riu de si mesmo.
Viu um dos comensais indo em direção ao afilhado. Era aquele tal de Dolohov. Ia ser tão rápido que chegava a ficar sem graça.

“Sirius tinha aparecido de algum lugar e atingiu Dolohov com o ombro, o mandando, voando para outro lado. A profecia voou da ponta dos dedos de Harry novamente, mas ele conseguiu segurá-la. Agora Sirius e Dolohov lutavam, suas varinhas relampejando como espadas, faíscas saltando da ponta delas. Dolohov puxou sua varinha para trás, para fazer o mesmo feitiço que ele usou contra Harry e Hermione.

Pulando, Harry gritou: 'Petrificus Totalus!'. Novamente, os braços e pernas de Dolohov uniram-se ao seu corpo e ele inclinou-se para trás, caindo de costas com uma batida.

- Muito bom! - gritou Sirius, empurrando a cabeça de Harry para baixo, no mesmo momento que um par de feitiços voaram na direção deles - Agora eu quero que você saia...

Os dois desviaram novamente; um jato de luz verde errou Sirius por pouco.” .OdF.

Os olhos aguçados do homem procuraram a fonte do feitiço. Uma onda de calor tomou cada centímetro do seu corpo quando ele viu uma nuvem de cabelos negros passar veloz por uma Tonks desacordada. Ela estava mesmo lá... Bellatrix e o maldito perfume encantado que nem Azkaban fora capaz de tomar. Sirius ouviu a própria voz, muito rouca, gritar para que Harry pegar a profecia, Neville e correr.

Sem ver se o afilhado o obedecera, lançou-se em direção á mulher comensal, seus olhos faiscando numa fúria silenciosa.

I watched you change
Vi você mudar
Into a fly
Tornar-se um inseto
I looked away
Observei longamente
You were on fire
Você estava em chamas

- Priminho… - os lábios de Bellatrix contraíram-se, mas seus olhos estavam bem abertos, brilhando desvairados, acompanhando a movimentação ágil de Sirius. – A quanto tempo...

- Mais de quinze anos, se eu não estou errado – Sirius disse e investiu contra ela.

Bellatrix desviou com elegância e encarou novamente o homem defronte a si, avaliando-o.

- Creio que não veio para me atira ironias, não é priminho? – Bella lançou um feitiço, mas Sirius já aguardava. A mulher refez-se rápido do contra-feitiço, então continuou a falar, forçando uma vozinha aguda e irritante – Veio para salvar o bebezinho Potter... Antes que a Belinha má acabasse com ele.

Sirius riu e desviou de mais um feitiço.

- Ainda fala assim? Achei que tivesse onze anos da última vez que...

- Cala a boca!

Bellatrix investiu contra Sirius, pensando em todas as maldições que conhecia. Queria matá-lo. Queria fazê-lo desaparecer e mandar com ele qualquer lembrança de sua vida anterior. Destrua o que te enfraquece A voz fria de seu mestre ecoava em seus ouvidos, lembrando-a das lições de quando era ainda uma adolescente...

I watched a change in you
Vi uma mudança em você
It's like you never had wings
Como se jamais tivesse tido asas

- E nunca vacile! – o mestre completou secamente.

- E se o inimigo for alguém que... – a garota calou-se, evitando os olhos do mestre, ciente que dissera uma bobagem. Estavam ambos parados em frente a um prédio trouxa que ardia em chamas. Sentiu-o tentando ler sua mente, tateando em suas memórias. Não sabia ao certo se isso a incomodava ou... Achou melhor fazer-se indiferente. Após um silêncio momentâneo o mestre voltou a falar, tão frio quanto antes:

- Escute Bella, não deixe que esses sentimentos tolos a façam ter dúvidas, pois isso lhe torna fraca. Você não deve ser fraca... Se não... Você perecerá. Como esses sangues-ruins no prédio. Quer isso para você Bella?

- Não, milord – ela respondeu prontamente.

- Ótimo! – disse o mestre, sem altar nem um tom a voz vazia de qualquer emoção – Mas ainda assim você pensa no seu passado.

- Eu...

- Quieta Bella! Vou te ensinar a melhor forma de esquecer... Crucio!

And you feel so alive
E sente-se tão viva

Ofegantes, Sirius e Bellatrix afastaram as varinhas, um avaliando o outro. Os olhos escuros de Bella faiscavam de forma desvairada, suspendendo o olhar vazio que o primo lhe lançava.

- Você mudou Sirius... – ela começou a dizer – Antes... Logo antes de você juntar-se à ralé... Lembra?

- Lembro sim Bella... Como se fosse ontem. – Sirius resolveu não deixar que ela fizesse esse jogo de lembranças incomodas. Avançou em direção à oponente. De certa forma, não mentira a ela...

I've watched you change
Vi você mudar

- Não é possível!

- Bom, parece que foi possível sim – disse Alphard, apassivador, enquanto tentava fazer a cunhada sentar-se e beber uma boa dose de conhaque.

- Nunca antes... – Cassiopéia balbuciava, os olhos saltando das órbitas fortemente pintadas com lápis negro. Em suas unhas afiadas em forma de garras estava um pedaço de pergaminho amarrotado – Eu devia ter te mandado para Durmstrang!

Ela falava com um garoto encolhido no fundo da sala de Dumbledore. Era o primeiro ano de Sirius em Hogwarts e sua mãe tivera uma síncope nervosa ao saber que o filho fora selecionado para a Grifinória, um insulto para uma família que pertencera majoritariamente à Sonserina, casa rival da primeira.

- E por acaso foi culpa minha as decisões daquele chapéu estúpido? – o garoto protestou, o rosto coberto de lágrimas silenciosas - Você acha que eu gosto de estar com um monte de mestiços imundos?

- Não fale assim, Sirius! – Alphard repreendeu o sobrinho. Então voltou-se para a bruxa espumando numa poltrona – E você deveria orgulhar-se que seu filho está na escola e não criticá-lo por não estar na casa que você queria!

A mulher bufou, seus lábios finos contraídos num esgar de rancor. Levantou-se lentamente, sem nem sequer dar uma olhada no filho, então caminhou até a porta – Sabe de uma coisa? Eu só tenho um filho agora, o Régulo! Com licença! – saiu imponente da sala do diretor, onde tinham sido deixados para discutir o assunto.

Abriu a porta. Havia alguém ouvindo a conversa.

- Ah, Bellatrix! – Cassiopéia sorriu falsamente para a sobrinha – Essa mocinha sim, é honrada! Sonserina, não é, querida?

Bellatrix afirmou positivamente, os cabelos negros agitando-se ao longo do rosto.

- Que tal me mostrar a escola? – Cassiopéia agarrou a sobrinha pelo pulso. Bella lançou um olhar desesperado ao primo e ao tio, mas a Srª. Black foi mais rápida, arrastando-a para longe o mais rápido possível.

You change
Você muda

O único detalhe... – Sirius deslizou para longe de um série de encantamentos – É que você se apóia em lembranças infantis!

- Sai do meu caminho Sirius! – Agora Bellatrix lançou um olhar rápido na direção de Harry, como se certificasse que a profecia ainda estava com o garoto. Traçou um plano rápido: derrubar Sirius, pegar a profecia e entregá-la ao mestre. Toda a glória e não teria mais que se preocupar com o passado.

--§§§--

- Estava te procurando! – disse uma voz suave próxima ao ouvido de Bellatrix

Entorpecida pela iluminação excessiva do baile, Bella sentiu os dedos de Lestrange entrelaçarem-se com os seus. Deixou que ele a conduzisse para o meio do salão, como se corpo e mente tivessem movimentações separadas. Só poderia ser assim, ainda mais quando ouviu um sussurro rouco lhe dizer:

- Amanhã, terá sua glória.

- Terei... – ela respondeu, um tremor furioso atravessando seu corpo.

“- Você não vai obedecer, vai?”

Uma dúvida. A “valsa estática” não saia de sua mente, lhe incomodando, fazendo-a vacilar...

I took you home
Te levei para casa
Set you on the glass
Te prendi em um vidro
I pulled off your wings
Cortei suas asas

- Me tire, então! – Sirius desafiou a mulher que mirava entre os olhos dele. – Vamos, faça o que você sabe de melhor!

- Para...!

Then I laughed
Então eu ri

- É tudo que você consegue, Belinha? Olha o que você fez a si mesma! Louca e patética!

I watched a change in you
Vi uma mudança em você
It's like you never had wings
Como se jamais tivesse tido asas

Agora Sirius e Bellatrix encaravam-se, ambos lívidos de fúria. Estavam sobre o estrado que cobria o poço do véu onde vagavam as almas dos condenados. Um palco perfeito: até mesmo o sussurro quase mudo dos fantasmas parecia fazer sentido ao olhar que lançavam um ao outro.

- É uma pena, Sirius Black... Que você seja tão louco e patético quanto eu.

Now you feel so alive
Agora sente-se tão viva
I watched you change
Eu vi você mudar

Sirius aproximou-se o máximo que pode, então sussurrou:

- Não se preocupe, você é bem pior.

I look at the cross
Eu olho a cruz
And I look away
E olho ao redor
Give you the gun
Te dei a arma
Blow me away
Sopre-me para longe

“Somente mais uma dupla estava lutando, aparentemente, inconsciente da chegada de Dumbledore. Harry viu Sirius desviar do jato de luz vermelha de Bellatrix: ele estava rindo dela.

- Vamos lá! Você pode fazer melhor que isso! - ele gritou, sua voz ecoando pelo salão cavernoso.

O segundo jato de luz o acertou diretamente no peito.” .OdF.

Como se fosse um filme em câmera lenta Bellatrix viu o corpo de Sirius curvar-se em um arco gracioso e cair através do véu. Antes que sumisse, os olhos dele buscaram os dela uma última vez.

Te perdôo.

I've watched you change
Vi você mudar

Não...

And you feel alive
E você sente-se viva

Bellatrix afastou-se do véu. Um turbilhão de imagens girando sobre seus olhos. Respirou, ofegou Saia daí! Por que suas pernas relutavam em obedecer? Nunca vacile! Estava no saguão, a saída era logo ali.Viu de esguelha o garoto Potter se aproximar, correndo atrás dela, querendo vingança... Ótimo!

You change...
Você muda

Na tumba dormem os mistérios de ambos;
Da morte o negro véu não há erguê-lo!
Romance obscuro de paixões ignotas,
Poema d’esperança e desventura,
Quando a aurora mais bela os encantava,
Talvez rompeu-se no sepulcro deles!
Não pode o bardo revelar segredos
Que levaram ao céu as ternas sombras:
Desfolha apenas nessas frontes puras
Da extrema inspiração as flores murchas...

Álvares de Azevedo

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