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1. Capítulo I


Fic: Black Love


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Harry Potter © J.K. Rowling


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Belatriz Black Lestrange.

Capítulo I




O jovem rapaz de cabelos negros voava sobre uma enorme moto. Volta e meia ajeitava os óculos escuros sobre o nariz. Era absurdo o convite que estava aceitando. No momento, ele guiava para o Norte, na direção da Casa de Campo dos Black. Casa, resmungou pensando consigo mesmo. Era mais um palácio, um castelo. Preparou-se para descer, numa estrada de terra, muito calma que o levaria até os portões. Encostou-se ao chão, descendo da moto e guardando os óculos. Abanou a cabeça, ainda entorpecido pelo que estava fazendo.

Acontece que, há três anos ele saíra de casa. Abandonara a família que ele sempre odiara, devido a sua prima. Belatriz Black, mulher absurda aquela. Ele fora apaixonado por ela. Ainda estava. Tolamente apaixonado. Fato que depois que ele descobriu que ela envolvera-se com as Trevas, eles brigaram por aquela maldita mania dela de dizer que eles não teriam futuro juntos. Sirius Black acreditava que eram eles que decidiriam os próprios futuros. Belatriz, infelizmente, não partilhava essa idéia. Nem nenhuma outra, diga-se de passagem.

Ele recebera em sua casa o convite do casamento dela com Rodolfo Lestrange cerca de seis semanas após partir debaixo de gritos e lagrimas. Sentiu nojo pela facilidade com que ela descartava o amor, e a falta dele. Não apareceu no casamento, naturalmente. O convite de seda negra foi parar no lixo de seu apartamentozinho de solteiro.

Eis que, três anos depois, sua avó – que ainda adorava o neto e não sabia que ele deserdara a família – o convidara para passar as férias do trabalho na Casa dos Black, como fariam todos da família. Ele concordara, com uma condição: Levaria um amigo. A avó aceitara desde que fosse um amigo sangue-puro.

Sirius suspirou e passou a mão pelos cabelos, onde raios estava Potter?

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Tiago Potter seguia guiando o conversível pela pequena estradinha de terra, ainda em duvida sobre sua decisão. Ele bem sabia como eram os Black, e mais: como era a relação de Sirius com eles. Provavelmente sairia alguma briga e ele acabaria envolvido. E ainda existia um problema, em carne, osso, e fios louros: Narcisa. Soltou um muxoxo, amaldiçoando Sirius. Mas pois bem, estava ali. E ele sabia que o melhor amigo estava ali por um único motivo: Belatriz.

Ele não a conhecia, porém Sirius contara a ele pelo menos alguma coisa da historia dos dois. Ele sabia que Sirius era apaixonado pela mulher. E também sabia que o amigo, apesar de negar, estava desesperado para vê-la. Suspirou, pensando que pelo menos não seria tão mal o luxo que seriam aquelas férias.

Estreitou os olhos ao ver uma figura no canto da estrada. Parou o carro.

-- Ainda bem que não demorou, Pontas. – comentou Sirius Black, com seu cinismo no auge.

-- Eu vim, não vim? – ele sorriu, desdenhoso. – Então acho bom que você não reclame de mim nessas semanas.

Sirius revirou os olhos, fazendo um gesto displicente com a varinha que fez com que sua moto desaparecesse. Em seguida, entrou no conversível de Tiago e sorriu.

-- Está esperando o que?

Potter amarrou a cara, aumentou o som e seguiu pela estrada. Os amigos chegaram à frente de altos portões, que se abriram instantaneamente. A propriedade era enorme, parecia infinita. Dela fazia parte, uma estufa de cristal - que Sirius sabia ser cheia de rosas espinhosas como os Black -, um rio, arvores e mais arvores, bancos de balanço espalhados pelo jardim vasto.

Foram recebidos por Irma Black, que beijou o neto na face cerca de cinco vezes. Sorriu para Tiago, aparentemente aprovando. A velha então, pediu ao mordomo grisalho e de maxilar saliente que lhes mostrasse seus quartos. Tiago despediu-se de Sirius com uma piscadela e entrou na porta que o mordomo indicava, no meio do enorme corredor.

Alguns minutos mais tarde, Sirius andava de um lado para o outro no próprio quarto antigo. Os pôsteres da Grifinória ainda estavam grudados nas paredes e ele se lembrou o quanto ele e Belatriz deitaram-se naquela mesma cama, alguns anos atrás.

Ele se sentiu imprudente, como o velho rapaz de dezesseis anos, ansioso por tê-la novamente sob ele. Decidiu que a veria. Naquele instante. Pegou uma passagem que conhecia e saiu da casa. Do lado de fora, escalou a parede e chegou até a varanda de onde ele sabia ser seu quarto, e agora também o de Lestrange.

Aproximou-se da cortina, puxando-a lentamente para observar o local. Sorriu.

Ela estava sozinha, mas não foi esse o motivo que o deixara feliz e sim a percepção de que, naquele momento, Belatriz Lestrange começaria a trocar de roupa.

Era estranho, aquilo. Mesmo após três anos, seu coração deu um salto ao vê-la. Ele ainda não entendia porque ela casara com Lestrange, e nem esperava entender. Mas o que ele pôde ver foi que aqueles três anos a haviam melhorado.

Recostou-se confortavelmente com o ombro na porta e pôs-se a se deliciar com a cena.

A morena escultural desenrolou a toalha revelando a pele alva e o corpo voluptuoso que ainda possuía aos 19 anos.
Seios bem torneados, coxas grossas apesar das longas pernas. A cintura fina que parecia dar ao seu traseiro um tamanho maior do que o que realmente tinha.

Sirius começou a se perguntar o que gostava mais no corpo dela.
Humm definitivamente, o traseiro. Definiu, ao lembrar-se do tom rosado que a pele tomava quando ele deferia-lhe alguns tapas.

Ainda alheia à presença dele, Belatriz passava calmamente um creme pelo corpo, apoiando uma das pernas sobre o banco baixo da sua cômoda e começando a deslizar a mão massageando a coxa com movimentos circulares.

Acompanhava os movimentos que a mão dela fazia, imaginando o que aconteceria quando Belatriz finalmente desse conta que não estava sozinha no quarto. Não seria ele a informá-la, certamente, não enquanto ela estava lhe proporcionando uma visão como aquela... Principalmente porque sabia que ela lhe deferia algumas palavras ásperas e se ele tivesse azar, até mesmo algum feitiço.

Ela foi até o armário alto, cheio de portas e abriu uma delas enquanto acariciava o próprio cabelo. Dentro da porta, revelou-se um enorme espelho. Ela encarou-se demoradamente. Até que seus olhos se encontraram através do espelho.

A mulher murmurou um palavrão e enrolou-se rapidamente na toalha.

-- Droga! Que porra você está fazendo aqui?

Sirius ergueu as sobrancelhas levemente enquanto sorria de leve. Aquela não era nem de longe a reação que ele esperava.

-- Não se preocupe, querida. Já te vi com menos roupa que isso.

-- Ora, cale-se. – seus lábios entreabriram-se – o que faz aqui, Sirius?

-- Assustada ao me reencontrar, priminha?

Belatriz não conseguia ouvir os próprios pensamentos, estava alheia a tudo. Sirius estava ali. Ele havia voltado. Voltado para ela. Para atormentar-lhe a vida. Deus, ela sabia o estrago que ele era capaz de fazer nela. Na sua sanidade.

-- Eu... – ela parou, tomando ar. Era absurdo ficar sem palavras. – Sirius, dê o fora imediatamente. Eu vou continuar essa conversa lá em baixo, no jantar.

Ele deu de ombros, aproximando-se.

-- O que você pensa que esta fazendo?

-- Cumprimentando. – murmurou, próximo ao seu ouvido. – É o que as pessoas normais fazem.

Ele beijou sua bochecha, lentamente e com certa pressão desnecessária em sua cintura.

-- Eu sou uma mulher casada, Sirius.

Ele deu de ombros novamente, e pressionou ainda mais as costas da morena, deslizando as mãos e fazendo com que ela se lembrasse que ele não dava a mínima para essas coisas.

-- Isso nunca a impediu, Bela. – ele piscou um olho, e deixou-a no quarto.
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Para o jantar, ela escolheu um vestido leve e acima do joelho. O tom verde musgo destacava sua pele alva e seus cabelos escuros. Ao olhar-se no espelho para ver o resultado do vestido com os saltos altos, ela sorriu. Ela havia mudado, e muito. E nada ao mesmo tempo.

Desceu as escadas apoiada no corrimão, a mão manicurada deslizava sobre a superfície lisa do material caro. A escada era enorme, com degraus absurdamente largos, como num palácio. Ao entrar na sala de jantar, igualmente majestosa e cheia de velas para decoração, encontrou-se com diversas pessoas.

Estavam ali presentes Rodolfo, Lucio, Narcisa, seus pais, seus tios, seus avós, Sirius e um homem muito charmoso de cabelos bagunçados e óculos de aros redondos que ria gostosamente enquanto segurava uma taça de vinho. Quem seria?

Antes que pudesse pensar em mais alguma coisa, sentiu seu braço ser agarrado e foi puxada para longe. Encarou os olhos azuis de sua irmã de dezessete anos, mirando-a assombrados.

-- Belatriz, você viu quem Sirius trouxe com ele?

-- Quem? O homem de blusão de gola rulê vermelho?

-- Sim! Belatriz, é Tiago Potter!

-- Ah, meu Deus! – Belatriz ofegou. – O cara que voce foi pra cama.

-- Sim! – Narcisa mordeu o lábio e em seguida balançou a cabeça, espantando os fios cor de creme para longe. – Ouvi dizer que ele está noivo daquela sangue-ruim. Será verdade?

A morena deu de ombros.

-- Não duvido nada dessa gente. Cissa, vamos voltar.

Belatriz sempre fora uma boa anfitriã, sua mãe tinha ensinado aquilo a ela. Então, como de costume ela rodou as varias rodinhas de conversas, e sorriu nas horas certas. Mas faltava uma roda a visitar. E caso ela faltasse a essa, seria muito suspeito.

A mulher aproximou-se de Black e Potter com um nó no estomago, perguntando-se se essa era a sensação que eles normalmente causavam as mulheres. Francamente, ela não poderia negar. Os dois eram um colírio.

-- Boa noite. – ela comentou sem jeito. – Então, você é o insuportável Potter? Meu primo vivia ameaçando e falando que iria morar com você. – ela soltou uma risada seca e bebeu um gole de vinho enquanto esperava resposta.

Tiago a mirou por alguns segundos. Estonteante. Simplesmente estonteante. Estonteante e ordinária, mulherzinha insuportável, meio cigana. Encarou Sirius com uma sobrancelha erguida, mas o amigo parecia alheio a tudo, e simplesmente mirava Belatriz com um olhar absurdamente fixo.

-- Ora, e você é a famosa Belatriz. Conheço sua fama. – ele sorriu e beijou-lhe a mão, apesar do olhar de desprezo da mulher.

-- Não, não conhece. – limitou-se Bela, enquanto puxava de volta sua própria mão.

-- Não seja tão obtusa, Belatriz. Você sabe, Potter já esteve dentro da família Black. Conhece o tipo das famosas Irmãs Black. – Sirius sorriu, sarcástico para a mulher.

-- Sirius, não seja assim. – Potter riu alto, sem critérios e sem medo de parecer ridículo, simplesmente não procurava impressionar ninguém.

Belatriz ficou lívida, não gostava da imagem de Potter transando com sua própria irmã, por Deus como a garota era imprudente. Mas ela gostava ainda menos do fato de Sirius saber disso. Fazia com que parecesse que os dois tinham total controle sobre elas. E Belatriz não suportava ser controlada.

Foi quando um garotinho dono de cabelos muito negros e lisos interrompeu a conversa, e para espanto de Sirius, agarrou-se as pernas de Belatriz. Como se não bastasse o espanto daquela criança aproximando-se tão calorosamente da mulher, ele se assustou ainda mais quando Bela disse, em tom carinhoso e enquanto mexia delicadamente nos cabelos do garoto:

-- O que foi, meu querido?

-- Estou com fome, mãe! – ele murmurou numa voz pequenina.

-- Espere aí, MÃE?! Belatriz, você é mãe?! – Sirius jogou a cabeça para trás soltando a risada calorosa e parecida com um latido, que tanto Potter quanto Bela, conheciam muito bem.

-- Vá com seu pai, Lucca. Ele poderá mover aquela bunda e dar algo pra você comer, nós já jantaremos.

E o garotinho saiu com passos não muito firmes correndo na direção de Rodolfo.

-- Sim. Sou mãe, Sirius Black.

-- Uma mãe muito gostosa, diga-se de passagem. – comentou Tiago, erguendo as sobrancelhas.

Então ele descobriu o poder de um olhar cortante de Belatriz, calou-se instantaneamente, sem antes deixar de completar:

-- Caramba, você é tão boa nesse olhar quanto Sirius, alias... vejo certa semelhança.

Então deixou o casal ali enquanto foi procurar alguns canapés. Belatriz mirou Sirius, ele não sorria com a piada do amigo.

-- Não consigo acreditar que voce teve um filho daquele canalha.

Ela ergueu o queixo.

-- Aquele canalha é meu marido, eu precisava lhe dar um filho. O nome da família Lestrange deve continuar. E Lucca é a melhor coisa na minha vida.

-- Não. – Sirius balançou a cabeça, parecendo levemente nostálgico. – O garoto é a única coisa boa que voce tem em sua vidinha medíocre, Belatriz. Espero que voce não estrague a criança. -- ele tinha um olhar reprovador que lhe arrepiou a espinha, não se recordava de ter se sentido assim por causa do olhar de ninguém antes. -- Deixe-o ser inocente.

Ela encarou-o fixamente por alguns instantes. Tudo o que ela queria. Sirius Black. Era ele quem ela sempre quis, não o patético do seu marido.

-- Eu não te devo satisfações de como educo meu filho.

Ela pôs-se a andar, passando rente a ele. Sirius segurou fortemente o braço dela, impedindo que Belatriz seguisse.

Os corpos ficaram próximos e ela sentiu um calafrio subir-lhe pela espinha e alcançar sua nuca... Aquela mão a segurando firmemente, aquele cheiro envolvente que provinha dele e a deixava sem reação.

Mas os olhos ainda a reprovavam.

-- Solte-me.

Ele pareceu indeciso por alguns segundos, depois a soltando.
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-- Lembra de mim, loirinha? – sussurrou uma voz em seu ouvido, que a festa quase saltar.

Narcisa estava em uma das enormes sacadas da mansão e ouvir aquela voz doce tão perto fez com que ela voltasse no tempo.

-- Como eu poderia esquecer? – sorriu melosa enquanto passava um dedo da unha muito comprida e cor-de-rosa pelo peito do rapaz.

Tiago suspirou e encostou-se na porta. Ele não sabia porque fazia aquilo. Tudo começara com um fora de Lílian nas férias de Higwarts, então ele fora se satisfazer com a priminha de Sirius, que ele sabia que estava sempre aberta para ele. Mas o sexo com ela era incrível. Ela era mimada e terrível, e ele sabia que não a agüentaria por mais de algumas horas.

-- Metade menina, metade mulher. – comentou enquanto afastava algumas das mechas louras do rosto da garota. – Só dezessete anos, tão jovem...

Ela aproximou-se e sussurrou em seu ouvido.

-- Eu era muito mais jovem na primeira vez, lembra? – ela mordeu os próprios lábios, soltando um pequeno gemido. – Você gostou, eu me lembro. Voltou pra mim, Tiago?

Ele riu, afastando-a.

-- Não, loira. Não voltei pra você.

-- É verdade que está noivo daquela sangue-ruim?

Ele silenciou. Ele e Lílian passavam por um momento terrível. Ela disse a ele para ele viver sua vida e deixá-la em paz, e quando se sentisse preparado pra ser só dela, ele que voltasse. Ela fora embora para a casa dos pais. Lílian sempre fugia.

O moreno encarou Narcisa, de repente sentindo uma enorme vontade de tocá-la. O corpo macio. Suspirou.

-- Não, não estou exatamente noivo. Ao contrario de você. – ele ergueu as sobrancelhas, meio brincalhão. – Deveria parar de se atirar, Malfoy está aqui.

Ela passou por ele, sem antes parar e lamber o lóbulo de sua orelha.

-- Senti saudades, meu gostoso.

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Belatriz sabia que tinha exagerado na dose das bebidas. Estava agora ancorada em uma das colunas do salão. Era bem tarde e todos já tinham ido para cara, Rodolfo havia levado Lucca que já dormia e que parecia ainda mais frágil e pequeno nos braços do enorme homem.

Certo. O jantar fora difícil. Rever Sirius fora a coisa mais difícil que era já passara após a saída de sua vida. Merlin, como ela ainda o desejava. Absurdo, era uma mãe casada agora. Mas graças a essa dificuldade latente que a volta dele trouxera, ela havia bebido um pouquinho mais. Não conseguia enxergar muito bem, e estava com tanto sono... Passos foi a ultima coisa que ela ouviu antes de fechar os olhos.

Ela sentia como se estivesse se afogando, estava congelando, afundando, precisava sair dali, sair do meio daquela água toda.

Abriu os olhos e o viu.

-- Finalmente... – falou a voz grossa familiar em tom severo – Achei que ia ter que finalmente mandar te enterrarem.

Ela olhou em volta, tentando situar-se, era o quarto dele, viu com uma pontada súbita de pavor adolescente. O quarto que ela conhecia tão bem, que ela brincava quando criança, até Sirius expulsa-la. O quarto onde eles tinham se deitado tantas vezes juntos, os corações no mesmo ritmo.

Estava deitada na cama dele e seu rosto estava molhado.

-- Então, o que aconteceu? – disse tentando se sentar e sentindo uma forte dor invadir sua cabeça.

-- Eu que pergunto, que eu saiba você nunca foi de tomar porre. Acabou dormindo, Belatriz. – ele sorriu e bateu palmas.

Antes que ela pudesse perguntar o que ele estava fazendo, sentiu uma dor forte encontrá-la de novo.

-- A dor de cabeça, é o porre! – ele falou propositalmente alto em seu ouvido, fazendo-a deferir-lhe um tapa no ombro enquanto levantava-se da cama com dificuldade. – Você pode entrar em coma alcoólico e morrer, sabia?

-- Por que você se importa?

Seus olhos se encontraram por um instante. Muito significado, muita dor.

-- Eu.. eu vou indo. Meu marido está esperando, e preciso ver como Lucca está...

Eles não sabiam ao certo quem começou, de quem foi a iniciativa.

Bela levou os braços a nuca dele, enquanto ele a puxava pela cintura, colando seus corpos e suas bocas.

Lá estavam os dois, novamente. Envolvidos um no outro. Após três anos. Belatriz gemeu ao sentir a língua do homem junto a dela novamente. Aquela sempre fora a melhor sensação que experimentara na vida.

Sirius se deixou levar até a cama onde ela o sentou, se encaixando em seguida no seu colo. Ele pode sentir o corpo dela tremer ao identificar a sua excitação.

Os beijos entre eles eram ardentes e agressivos, suas línguas se buscavam exaustivamente.

-- Então.. – ela murmurou entre um beijo e outro. – Você não quer que eu morra?

Ele balançou a cabeça negativamente, ainda sem fôlego enquanto Belatriz tirava seu blusão.

Sirius acariciava as pernas dela, sentindo a pele que ele queria tanto tocar. Antes que ele pudesse raciocinar, os lábios da prima já haviam esquecido sua boca e desciam agressivamente pelo pescoço dele, pelo peito.

A respiração dele estava cada vez mais ofegante, Bela lambia e mordia a pele próxima a seu umbigo, descendo cada vez mais e, antes que Sirius pudesse perceber, ele já estava sem roupa. Ela era rápida. Os anos decididamente a haviam melhorado.

Ele acariciava os longos cabelos negros dela enquanto a observava, compenetrada no ato que realizava.

-- Isso não é muito melhor que morrer?

Ela parou e sorriu para ele. Um sorriso lindo, o sorriso verdadeiro que ele a tempos não via nos lábios dela. Em seguida ela fez alguns movimentos rápidos com a mão e o fez gozar.

Sirius jogou o corpo na cama, deitando-se.

-- Isso é muito melhor do que qualquer outra coisa... – murmurou a mulher, de um jeito sensual em seu ouvido.

-- Pode ser melhor, lembra? – ele ia enlaçá-la, mas a mulher o interceptou.

-- Então é melhor guardar pra depois – disse ela se levantando da cama – pra eu ter um bom motivo pra continuar vivendo, não é?

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