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2. Nem Tudo é o que parece


Fic: Como Tudo Deve Ser


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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As aulas naquela semana começaram com força total, sob a justificativa dos professores de que, como estavam no último ano, precisam se esforçar mais. McGonagall passou dever de casa extra na segunda-feira sobre Transfiguração Humana e como era o estagio mais avançado da matéria, os erros precisavam ser evitados ao máximo.

- Imaginem só se vocês transformarem a cabeça de alguém em uma de tubarão e não souberem como voltar ao normal? Ou então errarem no processo? - disse a professora, após a reclamação da turma sobre a quantidade de deveres - É preciso saber o que se está fazendo!

- Eu vou chorar... - lamentou Lílian depois de saíra da sala. Transfiguração era sua pior matéria. As notas boas que tirava eram conquistadas com muito estudo e esforço.

Tiago sorriu ao ouvir a garota dizer isso. Mil planos passavam em sua
mente...

Na terça eles descobriram o quanto era difícil domar a "Planta Morcego" que, apesar de não voar, podia chupar o sangue da pessoa que estava perto. Pedro saiu com vários arranhões dessa aula e ligeiramente branco. A Prof
Dinnet mandou ele ir direto para a Ala Hospitalar.

Quarta foi o dia da Anna reclamar sobre Runas. A garota era fascinada por historias antigas e arqueologia (assim como Lílian, a garota também nascera trouxa), mas se irritara quando sua professora passou um manuscrito da Idade da Pedra sem nenhuma base teórica, ou seja, lá se ia o fim de semana todo na biblioteca. Lílian e Keiko faziam Aritmancia e por entenderem muito da matéria, era a única que ainda não tinham reclamado.

Flitwick foi o único professor que os poupou de muito trabalho. Por mais que os novos feitiços fossem complexos, ele conseguia fazer a turma aprender sem muito esforço. Mas em compensação eles já tiveram um teste de Defesa Contra Artes das Trevas na primeira aula sobre criaturas das trevas, como revisão dos anos anteriores.

- Adorei a questão dos kappas! - exclamou Keiko, satisfeita - Me encontrei com um nas férias lá no Japão e foi o que me ajudou a descrevê-lo...

- Gostei mais da sobre lobisomens - disse Sirius, que vinha junto com os outros marotos logo atrás das garotas, dando um sorrisinho para Remo, que havia chegado a escola naquele dia por causa dos “problemas” a que Sirius se referira.

Quando finalmente chegou a sexta-feira, Sloghorn anunciou que eles iam aprender a fazer a Poção da Invisilibiliade, que era dificílima e levava no mínimo dois meses para ser preparada. Nessa primeria aula eles tiveram que separar os ingredientes iniciais, picá-los em tamanhos idênticos e misturá-los a fogo numa temperatura adequada, que não poderia ter muitas variações.

- Nem sei porque estou fazendo isso... – resmungou Tiago – Tenho outros métodos para ficar invisível...

No fim da aula, a poção deveria ficar com uma cor acinzentada, porém a de Tiago ficou...

- VERDE! – exclamou, quando ele e os amigos iam saindo da aula duas horas depois. – Eu não acredito nisso...

- Relaxa, cara... – disse Pedro – a minha ficou laranja... – mas a frase não teve o efeito que o garoto esperava, pois Tiago continuou emburrado.

- Mesmo assim... sei que nunca fui tão bom assim em Poções, mas hoje passei dos limites...

- Xiii, Potter... parece que você esta mostrando quem realmente é: um nada – Severo Snape vinha se aproximando.

Tiago olhou para as escadas que levavam ao saguão, lá em cima uma cabeleira ruiva desaparecia do seu ponto de vista.

- IMPEDIMENTA! – Tiago virou-se tão rápido que Snape mal teve tempo de calcular onde iria cair.

- Não me enche, Ranhoso! Hoje eu não estou com paciência! – e continuou andando sem se importar com Snape caído imobilizado, com o nariz sangrando e o xingando com todos os palavrões imagináveis. E seus amigos tiveram que apertar o passo para acompanhá-lo.

- Ah... Pontas, por que você não continuou lá – perguntou Sirius – poderíamos ter dado uma boa lição nele...

- Não estou com cabeça para isso...

- Tiago não está acostumado a ir mal em alguma matéria – traduziu Remo, enquanto Tiago agradecia mentalmente o amigo – Ele sempre tirou ótimas notas sem precisar fazer muito esforço...

Chegaram ao Salão Principal, que já estava lotado de estudantes e, particularmente uma cena deixou Tiago mais irritado: Fábio Prewet estava sentado ao lado da Lílian.

- O que aquele babaca está fazendo ali? – Sirius percebeu o olhar do amigo – Ele é da Corvinal!

- Mas nada o proíbe de estar ali... – comentou Remo.

- Credo, Aluado! Até parece que você está contra seus amigos...

- Remo só está dizendo a verdade – disse Tiago, enquanto pegava a comida. Era hora de retribuir o favor do amigo.

- Acho é que está na hora de eu ficar quieto, isso sim... – E Sirius não disse mais nada enquanto jantavam.

* - * - *

- O que você quer fazer quando terminar Hogwarts, Fábio? – perguntou Anna. Já que teria que agüentá-lo na hora da janta, não custava nada ser amigável.

- Pretendo ser Auror – respondeu ele.

- Uaaau! – exclamou Keiko, que não era tão avessa ao rapaz quanto Anna – Eh uma carreira difícil, não?

- Certamente – respondeu ele – Devo ter no mínimo cinco N.I.E.M.s com todas as notas iguais ou acima de “Excepcional” e depois ainda passar por alguns testes no Ministério para ser aceito.

- Imagino que esteja estudando muito para isso, né? – disse Lílian.

- Claro que sim, não posso escorregar em nenhuma matéria. – concordou o rapaz – Mas e vocês, o que querem fazer?

- Eu voltar para o Japão – respondeu Keiko – E pretendo me formar em Shaman.

- E o que é um Shaman?

- É um bruxo que trabalha com espíritos. Os shamans são bastante populares entre a comunidade bruxa japonesa, mas também não é uma carreira fácil.

- Por quê? – agora Lílian que perguntou. Já ouvira muito a amiga falar de shamans, mas nunca se perguntara o que precisava fazer para se tornar um.

- Existem alguns testes para chegar lá e, mesmo assim, você ainda corre o risco de ser possuído por um espírito maligno e, digamos, ir contra a profissão...

- Caramba...

Os três ficaram admirando a japonesa, até que o Fábio continuou:

- E vocês duas?

- Pretendo ser curandeira – disse Anna.

- E eu ainda não sei... – falou Lílian. Ainda não descobrira algo que realmente gostaria de fazer e estava cada vez mais desesperada.

- Você vai descobrir o que quer – Fábio consolou a garota – quando menos esperar...

Então as garotas se despediram do rapaz no Saguão e subiram para a torre da Grifinória. Encontraram uma algazarra tremenda na sala comunal e logo descobriram que os marotos haviam soltado uma caixa de Fogos Filisbuteiro pouco antes delas entrarem em comemoração ao fim da primeira semana de aula.

- Finalmente! – gritou Sirius para os presentes – Merecemos um descanso!
Varias pessoas aplaudiram.

- Aproveitando a atenção – interveio Tiago – eu, como Capitão do Time de Quadribol da Grifinória, quero avisar que os testes para entrar no time começam semana que vem. Os interessados devem passar o nome para a McGonagall.

Então a aglomeração se dissipou.

- Sempre querendo sem mostrar... – Lílian balançou a cabeça quando viu Tiago começar a dar conselhos para segundanistas que queriam entrar no time.

Keiko, que estava prestando atenção em Sirius, não ouviu o que a amiga disse.

- Quê? – perguntou.

- Nada – disse – deixa quieto...

Lílian e Keiko decidiram fazer o dever de Transfiguração e sentaram numa mesa meio afastada da sala. Anna que, como sempre, já havia terminado o seu, sentou-se em uma das poltronas perto da lareira.

Keiko logo se cansou. Disse que estava com sono, deu “Boa Noite” a amiga e subiu para o dormitório, acompanhada da Anna. A sala Comunal foi se esvaziando e logo Lílian percebeu que só havia ela e Tiago Potter lá. Tentou imaginar o que estava se passando na cabeça do rapaz, que estava deitado no tapete em frente a lareira.

- Olhando para mim, Evans? – Perguntou ele e Lílian deu um pulo. Ele a pegara desprevenida.

- Claro que não – respondeu firmemente – só estava pensando no que escrever no meu dever de Transfiguração.

- E é claro que eu sou sua inspiração... – ele sorriu abertamente. Como podia ser tão convencido?

- Ah sim... agora que eu não faço trabalho nenhum...

Ele se levantou e foi até a mesa onde a garota estava.

- Ajuda?

- Sua? No dia que eu precisar de sua ajuda, poderão me internar, pois provavelmente estarei louca.

- Você ainda vai precisar da minha ajuda... – disse ele e subiu para o dormitório masculino.

Por que não gritara com ele? Por que não discordara? Será que existia a hipótese de um dia ele ter que pedir ajuda a Potter? Não. Apesar de ser boa aluna, ela tinha suas escorregadas em algumas matérias, mas para isso tinha Anna e Keiko ao seu lado, sempre ajudando.

A cena não parava de reprisar em sua cabeça. Dessa vez ele não fora tão inconveniente, nem tinha dado tempo de ela começar a gritar... Será que Keiko estava certa e ele realmente havia amadurecido??

Então se lembrou dos Fogos Filisbuteiro e do discurso egocêntrico que vira logo que chegara na sala comunal aquele dia e apagou todas as possibilidades.

- Ele nunca vai mudar – murmurou para si mesma e resolveu ir dormir. Subiu para o dormitório, se trocou e deitou na cama. Mas, por mais que quisesse tirar Tiago Potter de sua mente, não conseguia. Sua cabeça estava dando voltas enormes, mesmo afirmando que ele nunca mudaria, veio a pergunta: por que se importava tanto com as atitudes dele?

Então se lembrou de Fábio, seu sorriso e sua paciência com ela. E isso a fez dormir quase que instantaneamente.

* - * - *

Tiago sorriu para o teto após deitar em sua cama. Conseguira manter uma conversa com Lílian, por mais curta que tivesse sido, sem ela começar a gritar com ele. Talvez isso fosse um bom sinal...

Não. Não era. Veio em sua mente a cena do jantar.

“Por que outro motivo Fábio Prewet estaria sentado ao lado dela se não estivesse querendo sair com ela?” – pensou ele. Pelo que se podia ver, Lílian gostava da companhia do Corvinal, pois não saíra gritando com ele pela escola. E o que mais o magoava era que Lílian não dera essa chance a ele.

Tudo bem, ele poderia não ter merecido no começo. Mas agora tinha mudado, já não era mais aquele garotinho insuportável (mal de filho único), e apenas ela não o deixara provar que havia mudado. Talvez seu estereótipo estivesse grudado a sua imagem, ou talvez ela fosse cabeça-dura demais para não acreditar nisso.

“Bom, vamos ver o que acontece... – pensou – se ela preferir ficar com o Corvinal todo certinho, não vou poder fazer nada. Diversão é necessário e não posso abandonar tudo por causa de uma garota que nem dá bola pra mim... Adoraria que ela gostasse de mim, mas do jeito que eu sou. Perfeição demais acaba estragando...”

Lembrou que Lílian e suas amigas eram chamadas de “O Trio Perfeição”, mas não era bem assim. Anna Hamilton vivia fazendo pose de certinha porém ele havia pegado ela atrás da tapeçaria do quarto andar na companhia de Edgar Bones essa semana, os dois não perceberam e ele também não resolveu comentar, afinal era necessário manter as aparências de certinha da garota. Lílian provavelmente não sabia disso. Ele riu só de pensar na cara da garota quando descobrisse isso...

E Keiko também não era perfeita. Ela participara de todas as brincadeiras dele e dos amigos na ultima semana de férias e ultimamente estava demonstrando que gostava dele, mesmo com a Lílian do lado.

Todas as pessoas geralmente tinham uma postura que queriam passar para os outros e a verdadeira. Ele, por exemplo, queria mostrar para todos que era o melhor, que podia fazer tudo e que ninguém o dominaria, mas a verdade é que ele fazia isso para não mostrar o quanto não confiava em si mesmo. Partiu do princípio de que: “se não gostasse de si mesmo, quem gostaria?” e desde então seu ego ficou famoso em toda escola...

Lílian queria se fazer de forte e perfeita, mas ele sabia que ela não era assim. Um dia sua máscara iria cair e ele finalmente conheceria a verdadeira Lílian Evans, e talvez assim ela também conhecesse o verdadeiro Tiago Potter...

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