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15. Em cinco segundos


Fic: Quatro faces - H.Hr - D.G


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Cap. 15_

Quanto tempo dura uma semana? Se fria e solitária pode se arrastar dia após dia, prolongar todos os minutos, transformando-se em incontáveis horas de angústia. Que atire a primeira pedra quem nunca perdeu o sono, a fome e toda a disposição por amor. Draco atiraria um meteorito, se não tivesse conhecido Gina Weasley e se apaixonado por ela. E desde o dia em que brigaram, ele tornara-se ainda mais rabugento e encrenqueiro. Crabbe e Goyle andavam aturando todo o tipo de implicância, mas já estavam quase acostumados, pelos longos anos de treinamento que Draco lhes dera antes disso.

Gina não andava melhor do que isso. Suas notas despencavam vertiginosamente. Seus amigos olhavam-na de esguelha, sempre preocupados com alguma explosão repentina da menina, mas ninguém conseguia entender o porquê.

Mione ainda não saíra da enfermaria. Harry não apareceu para vê-la desde o dia que ela acordara. Todas as vezes que a porta se abria, seu coração dava um salto, imaginando que podia se ele, mas invariavelmente era um profº para ver como ela estava ou levar as lições do dia, ou um Rony acompanhado por um Lilá frenética e escandalosa. Toda noite ela pensava no que estava acontecendo entre os dois. Ela não podia perder a amizade dele. Jamais. Ela não saberia viver sem isso.

Harry também andava bastante aborrecido pela escola. Rony e Hagrid eram os únicos que o agüentavam por muito tempo. Mas como Hagrid agora era casado e Rony tinha uma namorada que ocupava praticamente todo o seu tempo, ele saía das aulas e ficava caminhando pela propriedade sozinho, até o sol se pôr e ele ser obrigado a voltar. Mione fazia muita falta. Ele não agüentava de saudade da menina, mas não podia simplesmente impor a ela o amor que estava sentindo. Se ela não o queria, ele não a obrigaria a aceitar. Ele não podia abriga-la a gostar dele.

No dia que Hermione saiu da enfermaria, com dezenas de remédios para tomar, Harry não foi recebe-la. A primeira coisa que ela perguntou para um Rony sorridente e para uma Gina abatida foi onde estava o amigo. Gina disse que não sabia. Rony disse que ele saíra do castelo sem dizer aonde ia, e que não era a primeira vez que fazia isso.

Hermione ficou pensando onde Harry estava se enfiando. Será que ele estava atrás de alguma horcrux sem espera-la? Os amigos a conduziam pelos corredores para o salão comunal da grifinória, mas, quando passou pelas imponentes portas do saguão de entrada e as luzes do sol poente entraram por elas, batendo em seu rosto, alguma coisa lá fora pareceu chamá-la. E alguma coisa dentro de si pareceu querer responder.

Resmungando alguma desculpa mais do que incoerente para Rony e Gina, que ficaram parados sem responder, ela saiu e desceu correndo as escadas para o gramado. O lago parecia um espelho de águas geladas. Foi nessa direção que Mione foi. Contornou o lago, desviou de algumas árvores e saiu do lado oposto do qual estava. Subindo em algumas raízes salientes, ela divisou a vista mais perfeita que já tivera do pôr do sol em toda a sua vida.

E junto com essa vista, uma figura sentada no chão abraçada aos próprios joelhos.

Hermione mordeu o lábio, desceu das raízes onde estava e caminhou até a figura. Agora seus cabelos negros ganhavam mais destaque, contrastando com a paisagem e os aros de seus óculos reluziam, ocasionalmente, a luz do sol.

_Posso? _ela perguntou parando ao lado de Harry e apontando para a grama ao seu lado.

Harry olhou para cima, apertando os olhos para enxergar melhor. A visão não fez seu estado de ânimo melhorar. Como ela descobrira seu esconderijo secreto das últimas semanas? Fez que sim com a cabeça, escondendo o quanto dava importância a isso, e voltou a olhar o pôr do sol.

Mione sentou, abraçou os joelhos como ele fazia, e se pôs também a observar o espetáculo de cores diante de seus olhos. Ficaram em silêncio durante alguns minutos. Incontáveis minutos que não pareciam passar nunca.

_Você não pode fugir de mim pelo resto da vida. _Hermione comentou de repente como se desse continuidade a uma conversa já iniciada _Você sabe disso, não é? _e virou-se para olha-lo.

_Você não está me vendo correr, está? _ele perguntou com ironia sem se virar.

_Você sabe do que eu estou falando. _ela insistiu com uma voz séria _Você não pode agir como se eu não existisse. Você não pode me excluir da sua vida. _finalmente ele olhou para ela.

_E você não pode fingir que nada aconteceu. _ele respondeu no mesmo tom de seriedade, com os olhos verdes tristes, de uma maneira que Hermione nunca vira antes. Ela nunca vira Harry assim antes. Então ele se levantou e saiu caminhando pela grama, deixando Hermione sozinha.

_Mas não aconteceu! _ela berrou contraindo o rosto e se levantando também. Ele parou e, lentamente, virou-se para ela. Seu olhar ainda era frio e triste. Hermione arfava descompassadamente. Ela não deveria, por causa da doença, estar tendo emoções fortes. Mas como impedir algo que surgia tão inesperadamente de dentro de si?

_Ok. _Harry passou as mãos pelos cabelos e começou a caminhar até ela _Você quer fingir que nada aconteceu? Vamos fingir que nada aconteceu. _Hermione se assustou com sua maneira de falar isso _Você quer fingir que eu não beijei você e que eu não disse com todas as letras que você estava errada ao pensar que não existia amor naquele beijo? _ele alcançou-a. Mione deu um passo para trás _Então vamos fingir. Vamos fingir que eu nunca descobri que estava apaixonado por você e que eu nunca vi que VOCÊ _e apontou para ela _É A ÚNICA GAROTA QUE ME FAZ PERDER A CABEÇA! _Hermione se encolheu _E eu fico pra sempre sendo o melhor amigo do mundo. _ela não respondeu e ele recuperou a calma. Por que estava gritando com ela? Ele não podia machuca-la. Ele a amava e não queria perder aquela amizade. Talvez ele preferisse viver com o único lugar que Hermione tinha para ele em seu coração do que ficar fora dele. Ergueu um ombro, abatido _Eu nunca vou mesmo ocupar o lugar que Rony ocupa na sua vida. Você já gostava dele desde o momento em que pôs os pés nessa escola. _e, virando-lhe as costas, saiu marchando novamente pelo gramado.

_MAS EU NÃO TENHO QUE GOSTAR DELE PELO RESTO DA MINHA VIDA!

Harry virou-se novamente no mesmo instante, visivelmente surpreso. Ao perceber o que tinha dito, Hermione tapou a boca com as mãos e arregalou os olhos, como se tivesse deixado escapar algo muito íntimo. Mas nem ela sabia de onde aquilo tinha saído. Ela não sabia que aquilo existia.

_O quê? _Harry perguntou sem sair do lugar. Hermione continuou estática _Mione, você não pode falar algo assim e esperar que eu não ligue.

_Desculpa. Eu... Eu não sei porque eu disse isso. _o que estava acontecendo? Onde estava a menina segura e decidida que ela sempre fora? Bom, se alguém soubesse onde ela estava, era bom manda-la de volta, porque Hermione estava quase enlouquecendo.

Harry riu. Um riso curto e sem alegria. De repente seus olhos pareceram faiscar e ele inclinou-se como se estivesse conversando com uma criança. _Quer saber, Hermione? Você não pode exigir que eu não faça nada depois de ouvir isso. Então, eu vou beijar você em cinco segundos e, se você não quiser, você vai ter que, literalmente, me fazer parar. Um. _e deu um passo em sua direção.

Hermione arregalou mais os olhos. O que diabos ele estava fazendo? O que ele estava pensando em fazer? É claro que ela ia... Pará-lo. _Harry, pode ter alguém nos vendo. _ela falou sem muita segurança no que dizia. “Volte garota segura, volte. Onde está você quando eu preciso?”

_Dois. _e mais um passo.

_Acho que eu vi alguém passando atrás daquela árvore, Harry. _ela tentou apontando trêmula para trás dele.

_Três. _outro passo.

_Acho que estou gripada. Você não quer pegar um resfriado agora, quer?

_Quatro. _ele estava muito perto agora. Não havia mais nada que ela pudesse dizer. E ela não encontrava forças para sair dali. _Cinco. _Harry sussurrou e sua respiração bateu no rosto dela. Hermione ergueu os olhos para encara-lo. “Garota decidida, garota decidida, por que você não toma uma decisão agora” _ela pensou em pânico, mas no segundo seguinte não pensou em mais nada. Harry abaixou o rosto e arrebatou-a com o beijo mais profundo que ela dera em toda a vida. Com tanta paixão que fez seus joelhos tremerem como geléia e seu coração acelerar.

Sem perceber, ela passou seus braços em volta de seu pescoço, quando Harry envolveu-a fortemente pela cintura. Ele ergueu-a alguns milímetros do chão, fazendo-a segurar-se com mais firmeza em seu pescoço. Seus lábios se movimentavam tão sincronizadamente que pareciam ter esperado por aquele momento durante muito, muito tempo.

Os raios do sol poente moldavam o perfil do casal cada vez mais desligado da realidade em que viviam. A única coisa que Harry tinha ciência no momento era que produziria o melhor patrono do mundo se um dementador aparecesse por ali.

Hagrid estava em sua cabana pegando algumas pás que precisava levar para a nova casa que dividia com sua adorável esposa, Madame Máxime. Passou pela janela para fechar a cortina, porque os raios do sol, no ângulo em que estava batendo, entravam e ofuscavam sua visão. Foi quando olhou para fora e viu um casal delineado por luzes laranjas e vermelhas. Apertou os olhos tentando ver quem era, mas tudo que conseguiu reconhecer foi um cabelo negro e rebelde que ele não confundia em lugar nenhum. Sorriu, contente, e coçou a barba. É, talvez Harry tivesse conseguido salva-la, afinal.

***

Às vezes ela ficava pensando que, talvez, Draco não tivesse mentido, afinal. Às vezes ela pensava que não havia motivos para ele dizer que a amava, se ele não amasse realmente. Mas na maior parte do tempo, ela pensava, como orgulhosa Weasley que era, que, se Draco a vira como um objeto, no passado, ele simplesmente não merecia seu perdão. Ela não era um objeto. Ela era uma pessoa que por baixo da fachada forte e sarcástica tinha sentimentos. E ele magoara muito, muito esses sentimentos.

Já era quase hora do jantar e, sem muita fome e mais puxada pelos amigos do que por vontade própria, Gina rumou para o salão principal. Ao entrar, encontrou Draco sentado na ponta da mesa da sonserina com Pansy ao seu lado, quase pulando em seu colo. Ele, que tinha ao seu outro lado Goyle, empurrava-o com o cotovelo disfarçadamente, para que ele fosse mais para o lado e ele tivesse mais espaço. Tão disfarçadamente que nem o próprio amigo parecia perceber. Ao notar a ruiva na porta do salão, porém, ele deixou de empurrar o amigo e se acomodou na cadeira com um sorrisinho dos mais descarados que tinha. Ele ainda andava bem aborrecido por ela nunca ter conseguido gostar dele pelo que ele era.

Sacudindo a cabeça, Gina foi para um lugar na mesa da grifinória e seus amigos sentaram-se ao seu redor. Colin, de uma maneira bem estranha, puxou a cadeira para Lucy sentar. Gina ignorou isso e voltou a olhar para a mesa do lado oposto de salão. No mesmo momento que Pansy virava o rosto de Draco e dava-lhe um beijo.

Gina sentiu a boca do estômago se contrair. Como ele podia? Isso era, decididamente, um atestado de que nada que acontecera valera alguma coisa de verdade. Isso provocou uma tristeza muito grande em Gina e a única coisa que lhe ocorreu fazer foi mostrar que também não estava nem aí.

Correu os olhos pela mesa e encontrou Dino sentado bem no meio dela, acompanhado de Simas e Neville. Seria muito fácil. Ela levantou-se determinada e começou a caminhar com passos firmes até o garoto. Era isso que Draco queria. Era isso que Draco teria. Ela ia mostrar pra ele que...

Parou de repente no meio do caminho. Isso era justo? E ela não estava pensando em Draco ou nela própria, mas sim em Dino. Era justo usar os sentimentos de alguém para propósitos próprios?

Não. Ela não era assim. Não fora assim que Molly a criara. Ela não a criara para a filha se aproveitar do que as outras pessoas sentiam por ela. No mesmo momento sentiu-se envergonhada por ter cogitado a possibilidade. Fechou os olhos com força e depois, reabrindo-os, olhou novamente para a mesa da sonserina. Pansy dava comida na boca de Draco com a própria colher agora.

Sem agüentar nem mais um minuto, Gina atirou o garfo, que ainda segurava, no chão e saiu correndo do salão.

***

Alguma coisa estava bem errada na análise lógica de Hermione. Desde o primeiro ano ela aprendera uma coisa bem essencial e sua convivência com os amigos era baseada totalmente nisso: Rony=possível amor. Harry=grande amigo. Então ela estava errando em alguma coisa ali. E não era muito difícil perceber no quê. Mas se era errado, por que era tão bom?

Turbilhões de pensamentos começaram a invadir, de uma só vez, sua cabeça. Dúvidas, incertezas, um medo e uma solidão imensa crescendo em seu coração. O que aconteceria depois daquilo? Ela queria realmente aquilo? Sem saber exatamente o que fazer, ela afastou sua cabeça lentamente de Harry. Ela ainda a abraçava fortemente pela cintura e ainda a segurava fora do chão. Ela o olhou. Olhou diretamente para aqueles olhos verdes que conhecia também e ele encostou sua testa a dela.

Ele sabia o que ela estava pensando só de olhar para seus olhos castanhos. E não era algo bom para ele, de qualquer forma. Ele deu um sorrisinho meio de lado e a colocou no chão, sem, no entanto parar de abraça-la.

_Você não quer isso, não é?

_Eu não sei, Harry. Eu estou acostumada a saber das coisas, mas eu não sei. _Harry deixou seus braços caírem levemente de onde estavam e Mione tirou os braços de seus ombros. Ele sentou novamente no chão, com os joelhos dobrados e os braços caindo sobre eles, olhando o sol que, agora, começava a sumir lentamente na linha do horizonte.

_Desculpa? _ela perguntou sentando ao lado dele.

Ele virou seu rosto para olha-la com o mesmo sorrisinho calmo. Como podia ter gritado com ela há alguns minutos? Ela estava frágil, precisando dele e ele não conseguia pensar em outra coisa sem ser seus beijos e seus abraços. Era de um amigo que ela precisava. Era um amigo que ela ia ter.

_Você não tem culpa. _ele respondeu serenamente.

_Isso vai... _ela começou receosa _Estragar nossa amizade?

_Presta atenção, Mione, porque eu só vou dizer uma vez. _ele falou com um ar sério virando o corpo todo para ela e unindo as palmas das mãos _Nada, nem isso, nem nada, vai estragar nossa amizade, ok? Você é minha melhor amiga, antes de qualquer coisa, nunca me abandonou quando eu precisei de você e não há motivo nenhum pra eu fazer isso com você agora. Entendeu?

Mione virou-se também para ele. Fez que sim com a cabeça, com um ar imensamente sério. Então inclinou a cabeça e apoiou-a em uma das mãos.

_Sabe que várias perguntas me surgiram agora?

_A mim também! _ele exclamou ficando reto com uma expressão animada.

_Sério? _Mione perguntou tirando a cabeça da mão.

_É. Como por exemplo: por que o pato do Donald sai de toalha do banho, se ele nem usa calça?

Ela arqueou as sobrancelhas e ele entendeu o que ela estava pensando. Ele estava tentando descontrair o momento, para que eles não ficassem sem jeito diante do que acontecera, mas ela não parecia querer descontrair nada. _Ah, vamos lá, Mione. Não é fim do mundo, não é mesmo? _ele perguntou com um gesto descontraído _Eu estou bem. _ela pareceu em dúvida. _Sério, se você estiver bem, eu vou estar bem. _e sorriu.

Ela começou a brincar com um talo de grama, olhando para baixo. _Eu estava pensando em por que eu vim direto para cá. _e ergueu os olhos. Harry a olhava intrigado _É, você pode pensar que eu procurei você por todos os lugares, mas alguma coisa me chamou diretamente para cá.

Ele ficou surpreso e tentou disfarçar dizendo que era seu perfume, mas Mione ignorou e fez a mesma cara que fizera anteriormente. _E, também, em por que vocês não conseguiram destruir a horcrux e eu sim.

_Pensei que isso fosse óbvio. Você é muito mais poderosa do que nós.

_Você sabe que não é verdade. Você sabe que Rony e você são tão bons quanto eu em DCAT.

_Eu não sei se tem alguma coisa diferente, Mione. Mas eu acho que você poderia perguntar ao Dumbledore.

Ela fez que sim, lentamente. Depois olhou para ele esperançosa. _Você podia perguntar por mim, não é?

Por um momento ele esqueceu que ela estava adormecida quando ele contara sobre Dumbledore. _Você não ouvia quando eu falava com você, né? _Mione ficou vermelha. Ela não ouvia nada que não viesse de dentro de seu mundinho perfeito _Bom, Dumbledore não está falando direito comigo, pelo que aconteceu com a horcrux e você.

_Ah, Harry. _ela pareceu penalizada e passou uma mão sobre o joelho do garoto _Sinto muito.

_Ah, acho que eu mereci no fim das contas, não é? Quer dizer, eu nunca devia ter envolvido vocês nisso.

Mione fez uma careta que indicava que não era culpa dele e que ela não ia discutir isso novamente. _É melhor eu perguntar, então. _ela concluiu.

_É... _ele concordou vagamente _Já está na hora do jantar. Está com fome?

Mione sorriu travessamente. _Acho que está bom aqui. Quero ver o sol se esconder por inteiro atrás da colina.

_Seu pedido é uma ordem. _ele sorriu para ela e eles se viraram novamente para o colorido do céu.

***

Fora bem difícil se esquivar de Pansy depois daquilo. De fato, a expressão de Gina ao sair correndo do salão principal, fora fantástica. Mas se livrar da colega sonserina depois foi pagamento o suficiente para três daquelas expressões.

Fingiu que ia falar com o profº Snape, saiu para o campo de quadribol, deu a volta e pulou a janela do próprio quarto para que ela não soubesse que ele tinha ido para lá. Bom, isso estava realmente ficando patético. Um Malfoy pulando uma janela? A que ponto ele ainda ia chegar?

Uma batida na porta soou bem no momento em que ele ajeitava as roupas que ficaram viradas ao avesso. Resmungando e se perguntando como ela descobrira e se ela ia ficar batendo lá a noite toda, ele foi até a porta e abriu uma frestinha.

_Aqui é um elfo. O sr Malfoy viajou. _ele resmungou com uma voz fininha.

Mas alguém abriu a porta com força, empurrando-o para trás, e a cabeça de Montague surgiu na abertura da porta. _O que diabos você está fazendo?! _ele perguntou surpreso.

_Ah, é você. _ele concluiu despreocupado e foi até a cama.

_Quem mais podia ser? A Weasleyzinha? _ele perguntou dizendo o nome com um toque forte de ironia. Draco não reagiu, mas queimou de raiva por dentro.

_O que quer? _ele perguntou deitando de costas na cama e fitando o teto.

_Só uma perguntinha. É verdade que foi você que bateu no Winter?

_É. Ele é um babaca.

_Ah. _Montague disse virando os olhos para cima _E por causa da Weasley?

_Ele mentiu para ela. Disse que eu estava a usando para passar informações para meu pai.

_Bom, era isso que você deveria estar fazendo, teoricamente falando. _Draco ergueu um pouquinho o rosto para ele, mas logo voltou a deitar. Montague foi até a cama e sentou-se _Ah, qual é, Draco? Vocês estudam juntos, jogam juntos. Vocês não podem passar o resto da vida brigando.

_Não sei porque. _ele respondeu indiferente –Nós podíamos começar a brigar nos corredores e você começava a cobrar ingressos.

_Quer mesmo saber, Draco? _ Montague resmungou levantando-se _Você devia agradece-lo. Se não fosse ele, como você ia se livrar da Weasley? Nós sabemos que ela é linda e tudo, mas, por Merlim _ele deu uma risadinha debochada _é uma Weasley. _e tirou alguma coisa do bolso _Aqui. _e jogou para ele. Draco levantou-se e pegou o objeto no ar _Agora é sua. _e saiu do quarto fechando a porta.

Draco olhou penalizado para a braçadeira de capitão em suas mãos. Será que valera mesmo a pena? Será que ele queria mais aquilo do que Gina Weasley?

Além disso, por que ele agradeceria Winter? Ninguém nunca dissera que ele queria livrar-se dela. Ela, para ele, não era mais apenas uma Weasley. Deitou-se novamente na cama com a braçadeira ainda em mãos, pensando, tristemente, que, pra ela, ele não passava de um Malfoy.

***

Gina olhava pela janela a propriedade já escura e sombria. Colin, Emma e Lucy subiram atrás dela, preocupados com que acontecera com a garota para ela fugir daquele jeito. No entanto, ela os afastara quando chegaram no salão comunal, alegando que precisava ficar sozinha.

A indiferença de Draco ainda doía profundamente em seu coração. Desde que brigaram, Draco não falava com ela nem nos plantões de dúvida. Na verdade, ele nem olhava para ela. Ele entrava, dava aquela porcaria que ele insistia em chamar de aula e saía. Nem mesmo com Neville ele mexia. Como ela pudera se apaixonar por ele? Por Draco Malfoy? Droga, ele nunca fora realmente um príncipe dos mais gentis, mas ela gostava do jeito idiota que ele tinha.

Do outro lado da sala, Gina viu algo que esperava ver desde o ano anterior. Colin, sentado em frente à lareira, se curvou para Lucy e deu-lhe um romântico e apaixonado beijo. Ela viu como eles estava felizes e radiantes. O quanto gostavam um do outro. E aquilo a atingiu ainda mais fundo no peito.

Não que ela não gostasse de ver os amigos felizes. Claro que estava contente por eles. Mas naquele momento, flashs de beijos que ela dera em Draco começaram a surgir em sua mente. As brigas na sala de dúvidas. O almoço em Hogsmeade. Tudo. E uma lágrima silenciosa escapou de seus olhos, escorrendo por suas bochechas.

Emma, que a observava de longe, levantou-se de onde estava e foi se sentar ao seu lado.

_Então era isso? _ela perguntou com uma voz compadecida e terna. Gina virou-se para ela sem entender _Eu estava olhando, Gina. Você olhou para o Colin e para a Lucy e chorou. _Gina continuou com a expressão de quem não estava entendendo. _Por Merlim, Gina, por que você nunca comentou que gostava do Colin?

Então ela entendeu do que Emma estava falando. Aquilo a fez rir um pouquinho. Ela passou a mão pela testa e respondeu, fungando: _Não. Claro que não é isso. É que... Eu estava lembrando de umas coisas que aconteceram ultimamente. _quando percebeu já estava falando tudo. Tudo, menos o nome do garoto, que ela, propositalmente, ocultava. Contou sobre como eles brigavam, sobre como começara a gostar dele, como descobriu que ele só tinha se aproximado dela por causa de uma aposta.

Quando terminou tudo, a lágrima silenciosa que escorrera já não era uma viajante solitária. Várias outras a acompanhavam. Gina agradeceu mentalmente o fato de Lilá ter sumido dali com o Rony, ou o irmão exigiria que ela contasse o que estava acontecendo e isso não seria nada bom.

_Hm. _Emma fez com um ar sério, apoiando o queixo na mão _Ele usou você? _Gina fez que sim com a cabeça _E é isso que você faz? Sobe para cá e chora de se acabar? _Gina ergueu os olhos surpresa. Ela esperava consolo e não uma bronca _Ah, menina, essa não é a Gina que eu conheço. A Gina que eu conheço é espirituosa, forte e, se alguém fizesse isso com ela, ela, certamente, se vingaria. _olhou-a inclinando a cabeça. Gina pareceu estar pensando, de verdade, nisso. Emma sorriu vitoriosa, deu um beijo na bochecha da amiga e se afastou dizendo: _Acho que você quer ficar sozinha e pensar nisso, não é?

E era verdade. Com quem Draco pensava que estava mexendo? Por Merlim, ela era uma Weasley. Uma Weasley das mais esquentadinhas. A pior, alguns diriam. E tudo que fizera até então fora chorar e resmungar?

Gina mordeu uma unha e voltou a olhar pela janela com um sorrisinho mais carregado de malícia no rosto. Ela já estava pensando em alguma coisa, e Draco ia realmente se arrepender de ter mexido com ela.

***

Harry não quis acompanhar Hermione até a sala de Dumbledore. Já era o bastante ter que agüentar a indiferença do profº durante as aulas particulares, sem ter que ir lá de livre e espontânea vontade. Harry deixou Hermione na ponta do corredor, informou-lhe a senha e voltou para a torre da grifinória.

Mione disse a senha à gárgula sem hesitação e subiu nas escadas giratórias. Quando bateu a porta, teve a impressão de que Dumbledore falava com os quadros de sua sala, mas logo eles silenciaram e Dumbledore pediu que ela entrasse.

_Com licença? Profº? _ela perguntou receosa, sem saber se o diretor estava bravo com ela ou se sua zanga se restringia a Harry. _Posso entrar?

_Srta Granger... _ele recepcionou-a erguendo a cabeça _Entre, por favor.

Pelo tom gentil que ele usava, ela teve certeza que sua zanga destinava-se apenas a Harry. Ficou imaginando o porquê disso, enquanto entrava e sentava-se em uma cadeira.

_Eu... _ela começou, já que ao invés de perguntar o que ela estava fazendo ali, ele apenas uniu as pontas dos dedos e ficou encarando-a _Queria perguntar uma coisa...

_Pergunte, srta Granger. Você não saber alguma coisa é muito raro e é uma honra para mim esclarecer o que for.

Mione respirou fundo e acho melhor perguntar de uma vez: _Por que eu fui a única que consegui quebrar a horcrux?

Dumbledore não pareceu surpreso. Ele tirou os óculos, descansou-os na mesa e só então se dirigiu a menina.

_Não me surpreende você ter percebido. Você é uma garota muito perspicaz, Hermione. _Mione ergueu as sobrancelhas. Não era isso que ela queria saber. _Bom, você sabe de quem era o medalhão que você destruiu? _Mione fez que não com a cabeça. _Era de Salazar Slytheryn.
Ela não respondeu. Sabia que devia ser algo importante, mas jamais imaginou que era do fundador da sonserina.

_Sabe que, de todas as pessoas que poderiam destruir o medalhão, eu não esperava que fosse você. Não por você não ser capaz, ou algo assim. _ele acrescentou rapidamente _Mas eu não tinha pensado em algo que deveria ter sido a primeira coisa a ser pensada. Voldemort, quando criou a horcrux, não acreditava que pessoas nascidas trouxas teriam poder, para um dia, tentar alguma coisa com o seu medalhão. Ele não achava que algum bruxo nascido trouxa seria capaz de tentar, mas ele nunca imaginou que você, uma bruxa das mais inteligentes, cruzaria o caminho do objeto. _Mione ouvia atentamente _Outra coisa para qual que ele nunca deu muito valor, Hermione, é o amor. Se tiver alguma coisa que poderia ajudar, e muito, a destruir uma horcrux é o sentimento com mais ausência no dono do objeto, ou então o que estiver mais impregnado no objeto em si.

_Então... _Hermione começou em dúvida _...Eu consegui destruir a horcrux porque eu tenho amor?

_Um amor incondicional. Um amor puro e sincero. Por alguém que realmente precisa e queria a horcrux destruída. _ele inclinou a cabeça para olha-la _Tanto Salazar quanto Voldemort nunca amaram ninguém na vida.

_Amor? _ela repetiu surpresa _Puxa, nunca imaginei que seria por isso. Eu... _então ela se levantou desajeitadamente _Vou indo, profº. Obrigada. _e foi até a porta.

_Hermione? _ele chamou-a e ela virou-se. _Você deve sentir algo muito forte pelo Harry.

Hermione estremeceu. Só então ela se deu conta de que era dele que Dumbledore estava falando. Tentou recuperar-se rapidamente e perguntou com uma voz calma.

_Profº, o sr saberia dizer por que... Bem, quando eu saí da ala hospitalar eu meio que... _ela estava confusa _Harry não foi me buscar, mas eu sabia onde ele estava, sem ninguém me falar. O sr sabe por que isso acontece?

_Não saberia, srta Granger. Algumas coisas a lógica não sabe explicar. _Mione se sentiu desamparada quanto a isso. Lógica era a sua vida.

_Anh... E eu queria pedir mais uma coisa, profº. Não fique bravo com o Harry. Ele estava tentando fazer o que o destino impôs a ele.

_Eu queria protege-lo. _o diretor alegou com a voz cansada.

_Ele não é mais uma criança que precisa ser protegida. _ela retrucou enfática _Ele é um homem. _e dizendo isso, saiu pela porta.

Dumbledore ficou pensando se ela tinha mesmo razão.


NA: tcharam! atualizada rapidinho dessa vez hein? hehehe Aproveitei meu dia de folga rsrsrs
Entaum, o q vcs acharam desse beijo do Harry e Hermione? Algm reconheceu de algum lugar? Naaum? Nenhuma idéia? rsrsra Naum reparem gente, eu roubei de Dawson´s Creek, qndo o Pacey beija a Jo. Com a diferença de q a Jo cede e a Mione, bem, naum foi dessa vez ainda (hehehe) mas naum me apedrejem siiiim?
Ah, sim e finalemente consegui fazer minha capa aparecer. Ela esava relutando um poukinhu, mas eu saí vencedora dessa batalha. Entaum? o q acharam dela?

Na2: Os agradecimentos vaum paaaaaaara:

Shay, que bom q voce tah gostando. Hehehe eu sei que tinha pokinhu no outro de H/H, mas nesse aki tah equilibrado neh? rsrs Tem pra tds os gostos :D ... Espero q tenha gostado desse... Me deixa sua opiniaum, ok? E volte sempre :D rsrsrs

Lilian, Neeeehhh... ooohhh mtaaa dohh do Harry :< se fosse comigo ... Rsrsrsrs nem comento rsrsrs Mas entaum, ainda vai demorar um pokinhu, ela ainda vai ser muuuito cabeça dura mas finalemten vai se tocar... Aí jah viu neh... Hehehe nem conto ;) Entaum vc viu q eu tentei um meio termo? rsrsrs Ele contou, mas sem querer querendo... Ahhh e me conta, como vc acho q ficou a explicação por a mione ter destruído o horcrux? Hehehe idéia sua, neh, vc lembra... rsrs Muuuuuito, muito obrigada, tanto por comentar quanto por me dar idéias... Continua lendo tah?

Kamikinhaaaa, continuei rapidinhoooo ooohhh soh pra vc ficar feliz hein rsrsrsrs... Meinina eu tbm adoro essa fala dele. Ateh usei no resumo da fic rsrsrs... Puxa eu fico muito contente por vc estar gostando. Vc naum sabe o qnto faz esta escritora feliz. Muito, muito muito feliz msm... Opaaa gosta de brigas? entaum vc vai adorar o prox cap, tem bastante briga deles pelo caminho ;> Vlw messsmo e continue...

TheBlueMemory (Chris, rsrsrs), eeeeeee D/G!!!!! :D :D :D q bom q vc comentou, fico muito feliz por vc estar gostando da fic msm naum gostando tanto de H/H... Hehehe prometo pra vc ainda muuuito D/G no prox cap, por exemplo, naum perca: Gina contra ataca rsrsrsrs... Continua lendo sim e comentando tah?

fa.lil , rsrsrs aaaaahhh desculpaaaa, mas axo q vc deve tah irritada outra vez neh? Axo q ainda naum fo o q vc esperava... (autora sem graça), mas sabe como é, a Mione sempre tem certeza de tudo, e ela naum ker fazer algo enquanto naum tiver certeza... rsrsrsrs... Aaaah eu sei q eu colokei pokinhu H/H no outro, mas saum quatro faces, neh? Tem capitulos que tem mais H/H e outros q tem mais D/G... Mas naum se irrite muuuuito comigo rsrsrs... Continua lendo q ainda vai ter muita coisa, muita coisa msm H/H... E naum esqueça de opinar ;)

Luara!!! Q saudade menina!!! Vc voltou :D AAaahhh brigada, rsrs, puxa fico ateh triste :( de naum poder atender seu pedido ... Eles ainda demoram um pokinhuzinhu pra se entender ... Rsrsrs mas naum desanime naaaum tah, Me conta, o q axou desse bjo deles?

India, uaaaauu vc faz uma autora muito contente naum abandonando a fic. Muito contente msm huahuahauhuahNooouzaaaa eu adoroooo essas coisas q o Draco faz rsrsrs, qnto mais cara de pau ele fica mais eu gosto dele... Q coisa neh rsrsrsrs... Atualizei rapidinho hine... Ngm pode negar, ngm pode negar :D

Nina, q triste, vc vai ter q roer as unhas mais um pokinhu :< huahauhauhaha... Neeehh se fosse comigo naum precisava nem falar duas vezes... Se o Harry me acordasse com um bjo eu axo q nunca mais soltava ele ;) Eeeeeee q bom q vc tah gostando :D Continua comentando e dexando opiniaum, ok? Mto obrigada pelos elogios rsrsrs...

Na3: Enfiiiiiim, mts mts bjs pra td mundo q tah lendo, continuem fazendo esse exercíco (o ato de ler hehe) e ... Hmmm... Faltou algo?
Ah, sim,
COMENTEM!!!!! hehehehe
de uma autora q ama mt vocs
^^

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Comentários: 1

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Enviado por Isis Brito em 01/08/2012

"Vou beijá-la em cinco segundos."

Me arrepiei todinha com essa parte!! E ela não se afastou ou correu!! Ela correspondeu!! *-----*

Capítulo super-lindooooo!!
 

Nota: 5

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