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1. O mundo dá voltas


Fic: Harry Potter e a Sacerdotiza de Hecate


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Cap1 - O mundo da voltas.



Harry saiu do banho e foi em direção ao quarto encerrar aquele dia como vinha encerrando todos os outros desde que voltara para a rua dos Alfeneiros, lendo e praticando Oclumência.

No fim do ano letivo Dumbledore lhe dera um livro sobre Legilimência e Oclumência para treinar durante as férias. Por maior que fosse a raiva que estivesse sentindo do velho diretor por todas as coisas que este havia lhe escondido, a culpa por ter causado a morte de Sirius e quase ter matado os amigos era maior, e tinha de admitir uma coisa, o livro era um professor bem melhor que Snape, não que isso fosse difícil, e pelo menos era um tipo de magia que ele poderia praticar nas férias, sendo esse apenas um motivo a mais para estas serem de longe as férias mais estranhas que já havia tido.

Nem bem entrara no carro e seu tio Valter lhe informara que a partir do dia seguinte ele iria a academia com Duda e treinaria boxe com ele no quarto de hóspedes, agora transformado em ginásio caseiro. “E aí dele se aprontasse alguma gracinha.” Seu primeiro pensamento é que estavam tentando lhe devolver ao posto de saco de pancadas particular do Duda, mas resolveu que seria uma boa idéia, já havia ficado em situações em que não dispunha de sua varinha, e nesse tipo de caso seria útil saber fazer alguma coisa além de correr, sem contar que melhorar o seu preparo físico sempre renderia uma vantagem a mais. Mas o principal motivo para não reclamar foi por que sabia que quanto mais coisas tivesse para fazer, menos tempo teria para ficar se lamentando. E não tinha do que reclamar a rotina de exercícios até que havia se tornado bem relaxante, por maior que fosse a tortura nos primeiro dias. A rotina de estudos também foi se tornando mais agradável conforme ia dominando os tópicos iniciais e entrando em assuntos mais interessantes, principalmente depois do seu aniversário, quando recebeu vários livros de defesa contra artes das trevas (“Parece que todo mundo TEM CERTEZA de que eu preciso de mais proteção.”), o que incluiu um velho exemplar do “Manual de Preparação para Aurores”, cortesia do velho Moody, e um velho livro, maior do que qualquer outro que já tinha lido, “Metamorfose: A magia da mudança de forma”, que possuía vários capítulos sobres as variadas criaturas que mudavam de forma, incluindo os vários tipos de licantropos, e uma grande parte sobre Metamorfomagos e animagos. Estranhou um pouco a carta de Tonks dizendo que o livro lhe seria tão útil quanto havia sido para ela. De qualquer forma teria muita coisa com que se “distrair” naquele verão.

Não se sentia muito motivado a escrever a quem quer que fosse. A maioria insistia em lembrá-lo do incidente no ministério com seus conselhos sobre não se deixar abater e seguir em frente ou evitava em tocar em assuntos a isso relacionados, como se ele não fosse capaz de lidar com isso. Enviava algumas notas aos amigos para avisar que estava bem e que não precisavam se preocupar com ele, e isso apenas para que Moody não invadisse a casa dos Dursley para ver o que havia acontecido com ele.

Nessas circunstâncias o normal seria que se sentisse solitário, no entanto não estava, e por mais incrível que pudesse parecer devia isso a pessoa mais improvável em toda a rua dos Alfeneiros. Duda Dursley. No primeiro sparring dos dois Harry já estava preparado para enfrentar um Duda ansioso por brincar com seu velho saco de pancadas, mas qual não foi a sua surpresa ao ver que o primo estava realmente tentando ensiná-lo a lutar boxe, corrigindo seus socos e movimentos, ao invés de simplesmente partir para cima dele, e mesmo quando acertava Harry não o fazia com muita força. Ao longo da segunda semana de treino Harry já dominava os conceitos básicos, o que permitia que ele e Duda realmente boxeassem, e dessa vez com ambos aconselhando e corrigindo um ao outro conforme viam falhas em suas guardas e ataques, Duda aconselhando Harry sobre a técnica e como bater mais forte, e Harry aconselhando Duda sobre como trocar melhor a distribuição do peso do corpo e dando dicas para ele se movimentar mais rápido. Seu primeiro pensamento foi que o primo passara a, pela primeira vez na vida, levar algo a sério, o boxe. Passavam o dia inteiro treinando, ou na academia ou no ginásio improvisado, e a noite Harry estudava em seu quarto, seus tios o haviam dispensado dos serviços da casa, e Harry suspeitava que fora Duda o responsável para isso, embora achasse que fosse apenas para ter um parceiro de treino mais útil. Passou pensar um pouco diferente após a primeira conversa.

Flashback

- Vocês fazem algum esporte na sua escola? - Perguntou Duda meio hesitante enquanto os dois estavam retirando as luvas e dando por encerrado aquele dia de treino.

- Quadribol. - Respondeu Harry, surpreso pela pergunta do primo, quando se deu conta que ele não sabia o que era quadribol. - Um esporte que jogamos voando em vassouras. Teve um clube de duelos no segundo ano, mas o professor que organizou era uma porcaria e a coisa não rendeu. - Harry pensou um pouco enquanto estudava a reação do primo às suas palavras, e resolveu completar. - Seus pais não iam gostar de saber que você me perguntou sobre a minha escola.

- Eu não ligo se eles gostariam ou não. Eu não quero ser como eles! Não que eu tenha muita moral pra falar isso. - As duas primeiras frases foram ditas por Duda em tom de revolta, sendo substituído por um sussurro derrotado.

Isso espantou Harry, não só nuca imaginaria ver Duda criticando os pais como jamais consideraria possível que ele se achasse menos que perfeito, menos ainda que ele se criticasse por algo. Tinha que admitir que nunca gostara do primo, nunca tivera motivos para isso, mas talvez ele tivesse finalmente crescendo, quem sabe para algo diferente dos pais. Depois de tê-lo tratado decentemente desde que chegara da escola, não haveria problemas em ouvir o primo pelo menos.

- E por que essa mudança? Você nunca foi diferente deles, e eu não me lembro de você ter se importado com isso antes. - O tom de Harry era neutro, ele não pretendia julgar Duda antes de ouvi-lo. Seu pai mesmo havia sido um completo idiota enquanto adolescente, mas havia crescido e se tornado um grande homem, não seria justo negar a mesma chance a outros.

- Você salvou a minha vida ano passado. - Disse Duda em alusão ao incidente com os dementadores. - Você podia ter fugido mas ficou pra me salvar, e sempre que eu paro pra pensar nisso eu me dou conta que eu não teria feito o mesmo por você ou por qualquer outra pessoa, nem pelos meus pais, e eu duvido que eles fizessem por mim. Você tinha todos os motivos do mundo pra me deixar pagar por todas as vezes que eu maltratei e persegui você, mas não, você me salvou. Eu passei esse ano todo pensando sobre isso, no meu comportamento com você e com todos os outros, eu não gosto da pessoa que eu me tornei, nem do tipo de pessoa que eu atraio. Eu não tenho amigos, tenho capangas que me obedecem por que eu sou o mais forte, mas que me virariam as costas assim que alguém mais forte que eu aparecesse. Eu não quero isso pra mim. - O rapaz terminou de falar com os punhos fechados e a voz embargada, havia sinceridade nas palavras dele, isso era algo que Harry não podia deixar de notar.

Harry se levantou e andou calmamente em direção ao primo, que o olhava apreensivo, e, com um sorriso no rosto, lhe estendeu a mão. - Que tal se a gente esquecesse os últimos quinze anos e começar do zero?

Fim do Flashback!


Desde então os dois passaram a se dar relativamente bem. Foram algumas vezes até uma livraria perto da academia onde Harry ajudou Duda a escolher alguns livros, não só sobre esportes mas sobre assuntos gerais, de modo a reduzir um pouco a limitação intelectual em que ele própria se acusava de estar. Chegaram até mesmo a ir juntos ao Beco Diagonal quando Harry foi comprar seu material, o que incluiu um acréscimo considerável da sua biblioteca particular e uma visita ao Gringotes. Obviamente Harry foi disfarçado, loiro graças a um pouco de spray para cabelo, o que somado ao seu aumento de massa corporal o tornava difícil de reconhecer. Tomaram os deliciosos sundaes do senhor Frotescue e Harry teve de afastar Duda de duas bruxas que os secavam descaradamente.

Obviamente seus tios não estavam nada satisfeitos com a proximidade do sobrinho anormal com seu filhinho querido, mas se tinha uma coisa que eles não sabiam fazer, essa coisa era dizer não a Duda, principalmente quando ele tinha um argumento melhor do que os típicos “eu quero” que havia usado durante toda a infância e grande parte da sua adolescência. A necessidade de um bom parceiro de sparring não só livrou Harry dos serviços domésticos, com também lhe rendeu refeições descentes, não que sua tia Petúnia fosse grande coisa como cozinheira.






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- Muito bem! Hoje eu quero ver o treino de vocês! - Disse um decidido Valter Dursley ao terminar o almoço de domingo, estava preocupado com a proximidade de seu filho com o “anormal”, que não parecia nem de longe o trapo humano que ele esperava que se tornasse após seu filhinho praticasse seus socos. Vendo que não adiantaria argumentar Duda apenas concordou. Fosse pelo que fosse o pai não teria do que reclamar.

Passada uma hora do término do almoço Valter Dursley entrou no “ginásio” e encontrou o filho e o sobrinho se aquecendo. Levou um susto ao constatar que o sobrinho tinha agora o porte de um lutador, e não o do garoto magricela que sempre fora. E as roupas largas que ele usava normalmente não o haviam permitido ver essa mudança. Duda também parecia diferente, estava mais magro e com os músculos mais definidos.

- Vocês não vão lutar? - Pergunta Valter ao ver Harry prender pesos nos tornozelos e nos pulsos. Certamente que ele não lutaria com aquelas coisas.

- Nós vamos. - Respondeu Harry.

- E por que você está pondo essas coisas? - Perguntou Valter Dursley já adquirindo um tom púrpura, aquele moleque estava fazendo alguma das “anormalidades” dele.

- Por que o Harry é muito rápido para eu acertar ele. Se ele não usar esses pesos para se mover mais devagar eu não consigo nem mesmo acertar ele.- Respondeu Duda tranqüilamente. Durante o diálogo nenhum dos dois interrompeu o que estava fazendo, de modo que os dois rapazes estavam no centro do ringue, prontos para começarem.

- Qual o peso dessas coisas? - Perguntou Valter não querendo acreditar no filho.

- Cinco quilos cada! - responderam os dois. No mesmo instante começaram a luta.

Valter já tinha ido assistir algumas lutas do filho, e tinha que admitir que ele estava se movendo muito mais rápido e se esquivando bem melhor. E definitivamente se surpreendeu com o sobrinho, chegava a ser difícil ver ele se movendo, e dava pra ver que os socos dele eram fortes pela forma como jogavam Duda para trás. E o garoto sabia bloquear bem os poucos golpes que o atingiam, e não se deixava derrubar quando era atingido em cheio.

Os dois pararam por um instante ao ouvir o som da porta batendo com força, olharam em volta e viram que estavam sozinhos, parece que o velho senhor Dursley não havia gostado de ver o sobrinho servindo para alguma coisa e foi embora. Os dois rapazes sorriram e voltaram a treinar.






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- Entre Severo.

- Devo voltar mais tarde? - Perguntou o professor de poções ao ver que além do Diretor, que o havia chamado, estavam ali também Remo Lupin, Ninfadora Tonks e Minerva McGonnagal.

- Não Severo, sente-se, só estávamos aguardando você para começar. - Disse o velho diretor. Vendo que todos estavam acomodados, prosseguiu. - Eu os chamei aqui para discutir um assunto muito importante. Harry Potter. - Snape revirou os olhos, claramente não achando que o garoto fosse algo próximo de importante. - Nos últimos anos todos nós pudemos observar a forma espantosa como os poderes deles têm se expandido, o poderoso patrono que ele conjurou no terceiro ano é um bom exemplo disso. Tenho certeza de que ele próprio ainda não percebeu, mas a força mágica dele tem crescido constantemente.

- E o que vamos fazer a esse respeito? - Perguntou Lupin, já tendo uma idéia do que o Diretor tinha em mente.

- Vamos treiná-lo. Apesar do grande potencial mágico e talento, falta ao senhor Potter a disciplina para explorar suas capacidades ao máximo. Por isso que cada um de vocês dedicará um dia da semana treinando-o. - Snape se preparou para protestar, mas bastou um olhar de Dumbledore para saber que isso seria discutido depois. - Sei que todos têm as suas próprias preocupações e responsabilidades, mas lhes garanto que será necessário.

- Será que isso não vai sobrecarregar o rapaz? - Perguntou a diretora da Grifinória.

- Tenho certeza que ele vai preferir assim. - Comentou Lupin.

- Eu também. - Anuiu o diretor. - Cada um de vocês poderá escolher o currículo que achar mais apropriado, embora eu tenha alguns pedidos que eu julgue essencial. Lupin, eu gostaria que você o ensinasse a combater criaturas das trevas, dando ênfase nas criaturas que estão do lado de Voldemort no momento. Tonks eu gostaria que você lhe desse um treinamento intensivo sobre duelos, tenho certeza que ele estará pronto para algo mais avançado do que o que você e Lupin estejam preparando para as aulas de Duelo. Minerva, sei que você preferia que isso fosse feito dentro das normas, mas eu gostaria que você ensinasse Harry a se tornar um animago.

- Não creio que o senhor Potter esteja pronto para algo dessa magnitude Alvo, ele é um ótimo aluno, mas não tanto. - Argumentou Minerva.

- Tenho certeza que ele não terá muitas dificuldades nesse quesito. E quanto a você Severo, eu quero que você volte com as aulas de Oclumência, mas também quero que vá muito além, ensine-o legilimência e quando ele estiver pronto para isso, Artes das Trevas.

- Artes das Trevas? Por que ele teria que aprender esse tipo de coisa? - Revoltou-se Lupin.

- Eu concordo com o Lupin. - Disse, de forma surpreendente, Snape. - O Potter é incapaz de aprender Artes das Trevas pelo simples fato que o moralismo barato dele não vai permitir.

- Eu discordo Severo, na verdade eu quero que você o ensine justamente por que eu tenho certeza de que ele vai tentar aprender sozinho, e eu acredito que seja melhor que isso aconteça sob a sua supervisão. - Disse Dumbledore de modo a deixar bem claro que não aceitaria contestação sobre esse assunto. - Ao fim de cada mês eu esperarei um relatório sobre os avanços do rapaz. - Ninguém, a exceção de Snape, ainda parecia ter algo contra as decisões de Dumbledore. - Se não tiverem mais nenhuma dúvida, eu não irei lhes prender mais.

Todos entenderam a deixa e se retiraram do escritório do diretor, menos Snape, que havia percebido que ainda havia algo que Dumbledore queria lhe falar.

- O que acha de assumir a cadeira de DCAT Severo? - Perguntou Dumbledore derrepente, fazendo com que o mestre de poções (por enquanto) ficasse de queixo caído, surpreso pela oferta que jamais esperaria receber.

- Mas e o Lupin? - Perguntou Snape após alguns instantes tentando processar o que ouvira.

- O professor Lupin dividirá as classes de Duelos com a professora Tonks, que nos foi cedida gentilmente pelo Ministério, a fim de aprimorar a educação de nossas crianças. Dessa mesma forma acredito que você seja o mais indicado a ministrar as aulas de DCAT.

- Eu aceito. - Disse Snape, feliz e satisfeito por finalmente ocupar o cargo que almejara por tanto tempo.

- Fico muito feliz! Disse Dumbledore, depois, assumindo um ar mais sério, perguntou. - Quando você vai falar com o jovem senhor Malfoy?

- Você já está sabendo? - Perguntou Snape surpreso, havia recebido a coruja do Ministério apenas alguns minutos antes de ser chamado pelo diretor.

- Infelizmente, quem sabe ao menos isso livre o pobre rapaz do caminho das trevas.

- Quem sabe! - Disse Severo meio descrente. - Eu vou me encontrar com Andrômeda no Ministério em uma hora, de lá nós iremos para a mansão Malfoy.






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- Jovem mestre? A senhora Andrômeda Tonks e o senhor Severo Snape estão no saguão de entrada e desejam falar com o senhor. - Disse um temeroso elfo doméstico à Draco Malfoy, que estava lendo um livro em seu quarto.

O primeiro pensamento de Draco foi de que aquele elfo estúpido estava ficando maluco, afinal a sua tia amante-de-trouxas sabia que não era bem vinda naquela casa, mas se seu padrinho estava com ela isso certamente queria dizer algo importante, mas não conseguia imaginar do que se tratava, não imaginava algo que pusesse aqueles dois juntos. Desceu para recebê-los, mais movido pela curiosidade do que por hospitalidade, já que se fosse apenas a sua tia já a teria mandado embora, e seu padrinho não tinha o habito de visitá-lo, principalmente depois de que ingressara em Hogwarts. Desde o seu quarto ano que o nome dele não era sequer citado naquela casa.

- Olá padrinho, achei que o senhor tivesse se esquecido esse endereço. - Disse o jovem Malfoy cheio de sarcasmo, ignorando completamente a tia.

- Talvez você não saiba, mas seu pai me baniu dessa casa já há algum tempo.- Disse Snape com seu típico tom seco e sem emoção. - Nem eu nem a sua tia teríamos vindo aqui se o assunto não fosse sério.

- Severo! Você não pode entrar num assunto desses de modo tão direto, tem que preparar o menino antes. - Ralhou Andrômeda Tonks.

- Se vocês vieram aqui para me convencer dessas baboseiras que aquele velho caduco fala e me converter a um traidor-do-sangue e defensor de sangues-ruins podem dar meia volta e ir embora, eu sou um Malfoy, um sangue-puro, e acima de tudo eu sou fiel ao meu lorde. - Disse o garoto com toda a arrogância e preconceito que aprendeu a ter ao longo da vida.

- Mesmo que o seu Lorde tenha assassinado seus pais!

- SEVERO! - Gritou Andrômeda, chocada pela falta de tato do companheiro de Ordem da Fênix.

Draco Malfoy não ouviu o grito da sua tia nem a discussão que se seguiu a isso. Lembrava que sua mãe parecia preocupada quando saiu para encontrar com seu pai, que havia sido resgatado de Azkaban quando o Lorde das Trevas tomou a fortaleza de assalto e libertou todos os seus comensais que lá estavam. Não podia acreditar. Não podia. Essa negação vibrou em sua mente nos poucos segundos de consciência que lhe restaram antes de desmaiar, atingido pelo choque.






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Juliana Di Angelli era um jovem morena de 16 anos que residia na cidade do Rio de Janeiro, Brasil. A mãe havia morrido quando ela tinha 5 anos, num acidente de trabalho, desde então eram apenas ela e o pai, um oficial do exército brasileiro chamado Lucas Di Angelli, ou capitão Di Angelli, como era mais conhecido, um descendente de italianos que tinha verdadeiro amor pela sua pátria, a qual só não amava mais que a sua filha querida.

Em da ocupação do pai, Juliana já havia morado em praticamente todos os cantos do país, da Amazônia ao Rio grande do Sul. Ela já estava acostumada a se mudar. Se bem que desde os seus onze anos que ela não tinha muito problema em manter seus amigos mais próximos quando se mudava, já que nessa idade ela ingressara no Instituto Rio Negro de Educação Mágica, a escola de bruxaria na qual estudavam a grande maioria dos bruxos brasileiros. Sim, Juliana era uma bruxa, tal qual sua mãe era, e agora seu pai havia sido promovido a adido militar na cidade natal de sua mãe. Iria servir na embaixada brasileira em Londres, e ela iria junto, e não estava gostando nada disso, principalmente por que agora ela também mudaria de escola, ela estudaria em Hogwarts.

- Pense no lado positivo, - Disse Manoela, uma das melhores amigas de Juliana.- você vai poder conhecer o famoso Harry Potter.

- Faça me o favor. - Bufou Juliana. - E eu lá me importo em conhecer um garoto mimando e magricela que adora aparecer? E nem me venha com esse seu papinho de fã-clube outra vez, é só ver aquelas entrevistas dele, o cara com certeza gosta de aparecer, caso contrário ele não se meteria em tanta confusão. Ninguém é tão idiota assim.

- Ou tão heróico! - Disse Manoela em tom sonhador. - E vê se acerta umas boas azarações naquela Granger por mim. - Disse essa última parte em tom raivoso, se lembrando de como a “tal da Granger” havia magoado o seu herói, pelo menos segundo Rita Skeeter.

- Por Merlin Manu! Vê se eu tenho cara de quem vai lavar a honra de marmanjo. Se toca guria.

- Mas ela bem que merece. Onde já se viu brincar com os sentimentos de alguém assim. - Completou a garota revoltada.

- Se você acha vá você atrás dela, por que quero é distância desse pessoal metido a celebridade. Eu quero é sossego. Se dependesse de mim eu ficava é por aqui mesmo. - A garota terminou de reclamar se atirando no sofá, ao lado das malas já prontas, prontas para serem levadas para o aeroporto de onde ela e o pai partiriam para Londres, para uma nova vida.






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Alguns dias atrás Harry havia lido um capítulo muito interessante do “Manual do Auror”, ele falava sobre magia sem varinha, explicando como não se deve subestimar um oponente desarmado, pois nunca se sabe do que ele é capaz de fazer sem uma varinha. O capítulo era bem descritivo sobre o que um bruxo normalmente era capaz de fazer sem varinhas, magicamente falando, e de como esse tipo de mágica não é detectável pelo ministério, mas era bem explicito sobre as dificuldades de usar essa arte de forma eficiente e desencorajava ao máximo quem estivesse lendo o capítulo. com esse intuito.

Desde que aprendera que era necessário ter uma varinha para fazer magia se perguntava como podia ter feito o vidro do zoológico sumir quando tinha onze anos e não sabia nada sobre magia, havia se perguntado mentalmente a mesma coisa sobre cada evento de magia involuntária que havia ocorrido com ele ou que seus colegas haviam relatado em Hogwarts. Se ele podia fazer magia sem varinha involuntariamente, por que não voluntariamente. O livro certamente havia tirado grande parte de sua dúvidas a esse respeito, mas não acreditava que fosse tão difícil, pois se o fosse crianças não seria capazes de fazer acidentalmente.

Desde o dia em que havia lido aquele capítulo, toda vez antes de dormir, dedicava exatamente uma hora tentando fazer algum tipo de mágica sem a varinha, conscientemente é claro. Já havia tentado de várias formas, no começo tentava mentalizar que a mão era uma varinha, não deu certo, conforme pensava no assunto, chegou a conclusão que os bruxos só tinham dificuldade em não precisar de varinhas justamente por considerá-las tão importantes. A partir daí começou a mentalizar a “sua mágica” deixando o seu corpo como um feitiço.

Hoje, faltando uma semana para ir para Hogwarts, ele conseguiu. Um Accio. Agora teria uma semana para poder praticar magia em casa. Só faltava pegar o jeito.

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FELIZ nATAL E UM PRÓSPERO ANO NOVO PARA TODOS!!!!!!!!!!

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