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28. O Destino do Mestre


Fic: O Despertar do Arcana Spiritum


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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N/A: Chegamos ao fim! Então antes do último cap, eu vou falar umas coisinhas:
Esta foi minha primeira fic de Harry Potter e a primeira que postei, sei que não escrevo lá muito bem, mas considero esta fic, junto com Príncipes do Apocalipse e O Sucessor, as minhas melhores fic’s.
DAS é minha fic que mais foge ao universo criado pela JK, ou seja, é uma fic totalmente viagem, e por isso fico feliz por ver que as pessoas gostaram, já que é uma fic com muitas chances de fracassar, portanto, eu agradeço muito a quem leu, quem votou e principalmente quem comentou, todos os comentários foram muito importantes pra mim.
DAS está terminando, mas em breve será postada sua continuação, no entanto eu quando pensei em fazer esta fic, a programei pra seguir o roteiro da JK onde apenas no sétimo ano, Voldemort seria derrotado, e por isso eu faria duas fic’s. Mas como sou completamente maluca e tenho idéias demais, acabei desenvolvendo mais uma idéia alucinada e por isso já adianto que DAS será quase uma trilogia, porque terá uma terceira fase, por isso não estranhem se algumas coisas ficarem mal explicadas ou parecerem sem sentido.
AGORA LEIAM COM CUIDADO ESSE CAP, QUE TERÁ PISTAS IMPORTANTES PRA DAS 2!


Os Zumbis começaram a cercar Dumbledore, que os atacava com feitiços de vários tipos, no entanto os zumbis caiam e menos de dois minutos depois se levantavam, pareciam imunes a feitiços estuporantes, de fogo, raios e tudo o que ele pudesse pensar, já que até mesmo quando, com um feitiço, decepava um de seus membros, eles simplesmente pegavam o membro decepado e recolocavam no lugar.

Um grupo, com dez Zumbis Legionários, alcançou o mago, que começou a lutar com os zumbis, acertando-lhes socos e chutes que os afastavam por pouco tempo, enquanto os golpes dos zumbis pareciam afetá-lo, mesmo quando não acertavam em cheio.

-Acabou Dumbledore, você foi vencido pelas artes negras, renda-se! –Voldemort fala altivo, observando de longe as tentativas fracassadas do mago.

Dumbledore não respondeu, apenas iniciou um cântico que era quase um murmúrio inaudível, sem deixar de golpear os zumbis. Logo a brisa que soprava parou e a terra começou a tremer levemente, fazendo Dumbledore ganhar certa vantagem no combate.

-O que acha que está fazendo, Dumbledore? Não há mais nada que possa fazer! –Voldemort fala tentando manter o tom vitorioso, mas ficando preocupado, observando todos os pontos do jardim a procura de algum sinal.

De repente, raízes se ergueram do chão e envolveram Dumbledore como um casulo, assumindo uma grande solidez e unidade segundos depois. Os zumbis tentavam quebrar o casulo com sua força sobre-humana, eles eram cem vezes mais fortes que zumbis normais, no entanto nada acontecia.
Preocupado com a situação, Voldemort começou a lançar feitiços no casulo, mas qualquer dano que ele conseguia causar era rapidamente regenerado pelas raízes.

O canto da fênix foi ouvido, não era tão doce e suave como o habitual, era mais intenso e quase agressivo. Ruídos da floresta foram ouvidos em resposta, enquanto a ave sobrevoava o casulo, como se quisesse proteger seu mestre.

Cinco minutos se passaram e o casulo começou a pulsar, ganhando um brilho esverdeado, Voldemort lançou um feitiço, mas a ave mergulhou velozmente e o bloqueou, logo depois um raio desceu dos céus e atingiu o casulo, fazendo uma luz intensa surgir, cegando Voldemort e deixando os zumbis atordoados, andando em todas as direções e se chocando uns com os outros.

-Talvez agora possamos lutar em condições mais iguais, Tom. –a voz de Dumbledore é ouvida, mas o homem que estava parado, no lugar onde antes estava o casulo, não tinha mais de trinta anos. A altura não era muito diferente, os olhos azuis estavam mais escuros e penetrantes, a voz mais forte, os ombros mais largos, o corpo aparentando músculos desenvolvidos, a barba e os cabelos ruivos estavam curtos e a aura de poder que ele exalava parecia muito mais potente e ameaçadora que antes.

-Que tipo de feitiço foi esse? –Voldemort falou assustado, mas nos seus olhos havia um brilho de admiração e curiosidade. -De onde tirou esse feitiço? Diga-me e posso poupar sua vida. –propõe demonstrando sede de saber não só por feitiços negros como também por brancos.

-Eu já disse que estou pronto pra aceitar meu destino, e mesmo que eu o ensinasse, nunca teria poder pra usá-lo. –fala com um pouco de soberba e logo a seguir se move na direção de um grupo de zumbis que ainda estavam tontos.

O Jovem Alvo, atinge o grupo com golpes marciais e dessa vez os zumbis começam a cair no chão, apesar de ainda se levantarem. O mago, sem ver alternativa, faz de seus braços surgirem raízes que envolveram seus punhos e pés como luvas e botas, que se deslocavam e agrupavam como escudos que o protegiam dos golpes inimigos, assim como também podiam se deslocar em formas pontiagudas e laminadas, que usava pra decapitá-los ou perfurá-los na cabeça.

Em menos de vinte minutos, os corpos dos zumbis se moviam no chão, sem conseguir se levantar. Fazendo Voldemort, que estava aguardando o desfecho de um trono conjurado por ele, se levantar pra enfrentar o mago.

-Então finalmente vou poder enfrentá-lo ou irá invocar mais algum ajudante? –Alvo pergunta ironicamente.

-Acho que agora você já está a altura de me enfrentar. –fala tranquilamente, se pondo em posição de combate.

Dumbledore não respondeu, apenas fez um gesto com as mãos, agora sem as “luvas”, provocando um pequeno tremor de terra e fazendo uma parte do chão se erguer vinte centímetros, formando um círculo com cerca de um metro de raio.

Voldemort não entendeu aquela atitude, mas logo atacou, lançando um raio roxo na direção do mago, no entanto uma parede de terra saiu da base formada e protegeu Dumbledore do ataque, logo depois se recolhendo novamente e deixando o espaço livre pra Dumbledore atacá-lo. Um raio rosa foi em direção a Voldemort que desviou, o bruxo das trevas então começou a circundar a arena disparando raios com uma velocidade assustadora, a arena parecia um casulo fechado de tão rápido que os ataques ocorriam, fazendo Dumbledore se fechar totalmente dentro do escudo protetor.

-Vai se esconder novamente, Alvo? Acha que vai poder fugir de mim? –Voldemort pergunta rindo da atitude covarde do mago.

No entanto, logo assim que Voldemort termina de falar, uma raiz sai do chão em baixo dele, como um tentáculo. Voldemort consegue desviar por pouco das tentativas que o tentáculo faz de segurá-lo, conseguindo saltar para alguns metros à frente.
Assim que toca o solo, Voldemort tenta se virar pra lançar um feitiço, mas outro tentáculo sai de baixo dos pés dele, que salta fugindo da raiz que tenta segui-lo, mas depois volta pro solo e sai novamente aos pés de Voldemort. Isto inicia uma perseguição em alta velocidade entre vários tentáculos e o bruxo.

-Desgraçado, já chega de brincar. –Voldemort fala irritado, pulando pra fugir de um tentáculo e se apoiando em outro pra saltar tão alto, que pareceu ficar de frente pra Lua.

Dumbledore faz uma “janela” no casulo, possibilitando que ele visse o brilho do luar atingir Voldemort e uma transformação se iniciar. A face do bruxo se contorceu em uma expressão selvagem, fazendo lembrar um lobo; seus olhos que estavam vermelhos e possuíam as íris em forma de fenda, se tornaram amarelos e a íris voltou à forma normal, apesar de estar maior; em suas mãos e pés surgiram garras prateadas; seus músculos já bem desenvolvidos e definidos se expandiram aumentando a sua massa muscular de tal forma que fez sua roupa rasgar.

-Agora não vai mais conseguir se esconder, Alvo! –fala confiante, mas sua voz saindo num tom bem grave e agressivo, enquanto retornava ao solo, olhando fixamente a janela.

Após alguns segundos se encarando, os dois se movimentaram. Voldemort começou a correr em direção ao casulo, mas sem a mesma agilidade de antes, apesar de continuar bem mais rápido que o normal, enquanto diversos tentáculos surgiam do chão e tentavam prendê-lo, alguns muito perto pra que ele pudesse desviar com a atual agilidade, mas facilmente cortados com suas garras poderosas.

Ao chegar ao casulo, salta e chuta com toda força a parede e logo depois acerta um soco no mesmo lugar, fazendo a rocha ruir e deixando Dumbledore exposto. No entanto o mago que já estava preparado, o recebe com um feitiço, uma bolha roxa, que atinge o bruxo no estômago, afastando-o cerca de três metros.

-Não fez nem cócegas! –Voldemort desdenha com um sorriso no canto dos lábios e avança na direção de Dumbledore, que tenta lançar feitiços de extinção e outros contra lobisomens, mas que não surtiam efeito algum no bruxo que continuou avançando até alcançá-lo.

-Realmente você possui habilidades surpreendentes, Tom. –Dumbledore fala com um sorriso indecifrável no rosto, enquanto Voldemort se prepara pra desferir-lhe um soco que talvez pudesse arrancar sua cabeça.

Milímetros antes do golpe atingi-lo, Voldemort se viu suspenso no ar, seus braços e pernas presos pelos tentáculos, que o afastaram dois metros. Do solo surgem barras de metal que formam uma jaula em torno do bruxo, que é solto pelas raízes.

-Não acha que uma simples jaula me prenderá, não é, Alvo? –Voldemort pergunta em tom superior, dando um passo a frente e tocando uma barra com cada uma das mãos, mas logo as afastando com um uivo de dor, enquanto as palmas de suas mãos fumegavam –Prata... você é esperto, mas isto não me deterá! –fala furioso, enquanto Dumbledore o observa calmamente.

A face de Voldemort começa a voltar ao normal, seu corpo, mãos e pés retornam a forma anterior, enquanto as roupas se reparam, ficando como novas. Seus olhos, no entanto ganham uma terceira forma, onde todo o globo ocular se torna negro.

Em segundos, o corpo de Voldemort desaparece, mas sua sombra continua no jardim e avança pra fora da jaula, na direção de Dumbledore. Como se já esperasse por isso, Dumbledore faz um movimento brusco com a mão direita, de onde uma esfera de luz sai e atinge a sombra, a envolvendo e implodindo.
No grande clarão que surge, a forma de Voldemort é vista, ajudando Dumbledore a acertar um raio em cima do oponente que voa alguns metros, caindo com o rosto no chão.

-Você perdeu, Tom. Só sinto por não poder mais te salvar. –fala indo em direção ao bruxo e fazendo a “luva” de rocha surgir em sua mão, com a finalidade de decapitá-lo.

-Eu não diria isso. –fala com a voz fraca, se pondo de quatro com dificuldade.

Quando Dumbledore abaixou-se pra segurar-lhe os cabelos, Voldemort segurou o braço dele e rapidamente o puxou, fazendo-o cair no chão e logo depois montando no mago. Sem se surpreender com a encenação de Voldemort, Dumbledore aproveita a posição de contato e faz uma grande carga elétrica sair do corpo dele para o de Voldemort, dando-lhe um choque que mataria qualquer ser humano normal.

Voldemort pôs os pés contra o chão e tomou um impulso forte, saltando e se soltando de Dumbledore, que ao se colocar de pé sentiu algo se movimentar atrás de si, se virou e viu um aro mágico vindo em sua direção. Destruiu-o com magia, mas logo outro surgiu e dessa vez outros vieram de varias outras direções, além de serem controlados pela vontade de Voldemort, o que obrigava Dumbledore a correr e saltar pelo jardim usando feitiços pra afastar os aros.

Voltando a usar sua super-velocidade, Voldemort atinge um soco na nuca do mago, que é pego de surpresa e tem seus pés e mãos envolvidos por aros.
Os aros mágicos erguem Dumbledore no ar, deixando-o flutuando com os braços abertos e unindo os pés, fazendo os aros tornarem-se um só. Preso como se estivesse pra ser crucificado, olha pra Voldemort que acabara de se por a sua frente, era inacreditável, como depois de toda a batalha, o bruxo estava tão limpo e elegante quanto no início.

-Agora, Alvo, me diga qual o feitiço que usou pra rejuvenescer e se fortificar, que eu prometo te matar sem dor. –fala parecendo querer honrar sua palavra.

-Não há nada que você possa fazer pra me obrigar a isso. –fala em tom calmo, mantendo o olhar em Voldemort que o encarava ameaçadoramente.

-Bem, isso nós vamos ver. –ao falar isso, uma corrente elétrica surge ligando um aro a outro, fazendo Dumbledore gritar de dor. –Eu diria que você está sentindo a mesma dor que alguém sentiria se estivesse sendo perfurado por milhões de agulhas.

-Não adianta, eu não me renderei, já disse que estou pronto pra cumprir meu destino! –Dumbledore fala com certa dificuldade, mas mantendo a altivez.

-Então talvez eu deva mudar o castigo. –com um aceno de sua varinha, faz os aros ganharem um tom alaranjado e queimar os pulsos e tornozelos do mago, que grita de dor. –Ainda se recusa? Eu posso te proporcionar um sofrimento maior que o da maldição cruciatus, portanto acho melhor que se renda. –ao terminar de falar, cessa o castigo.

-Nunca! Nenhuma tortura me fará dar qualquer informação a você, Tom, acabe logo isso e não perca seu tempo. –fala firme e depois termina em tom entediado.

-Vou te dar sua última chance. – novamente um estalo, mas desta vez o aro direito fica alaranjado, o esquerdo azul bem claro e o de baixo amarelo. Logo as luzes se expandem até se encontrar, fazendo Dumbledore sentir a maior dor de todas, era como ser queimado, congelado e eletrocutado ao mesmo tempo. –Esses cinco minutos foram o suficiente? –Voldemort pergunta o encarando deliciado, podia ver as lágrimas no rosto do mago.

-Você pode não perceber, mas eu tenho tudo sob controle! –Dumbledore fala bem alto, tentando disfarçar a dor que sentia.

-Assim você me obriga a passar sua dor pra outros. –ao falar, Voldemort faz um gesto e Dumbledore vê comensais surgirem trazendo McGonagall e uma garotinha da Grifinória.

-O que vai fazer, Tom! Pare com isso. –fala em tom urgente, agora lutando contra os aros.

-Eu paro assim que me disser o que quero saber. –Voldemort fala tranquilamente, ficando de frente pras duas, que estavam ajoelhadas.

-Não fale nada, Alvo! Não colabore com o inimigo. –McGonagall pede com a voz fraca, ele não conseguia ver, mas ela parecia bem ferida.

Voldemort aponta a varinha pras duas, que caem no chão se contorcendo, a menina gritava e chorava, implorando pra Voldemort parar.

-Pare, Tom! Ela é só uma criança! –Dumbledore grita desesperado, seus pulsos e tornozelos sangrando com as tentativas inúteis de se soltar.

-Eu paro se me disser o que quero saber. –fala tranquilamente e parece aumentar a carga, fazendo as duas gritarem mais alto.

-Eu falo, eu falo! –Dumbledore berra, seu rosto sendo tomado por lágrimas.

-Excelente, pode me relatar tudo! –fala parando a tortura e se voltando pra Alvo Dumbledore, que tinha uma expressão derrotada e sofrida na face.

-Você mesmo que soubesse que feitiço usei e como fazê-lo, nunca teria magia o suficiente pra executá-lo e mesmo que conseguisse por meios escusos, não iria querer usá-lo. –fala no tom que usava em suas aulas, lembrando Voldemort de suas antigas aulas de transfiguração.

-Como assim, o que quer dizer com isso? –pergunta impaciente.

-Só se pode usar esse feitiço uma única vez e o preço por isso, é a própria vida. Eu não tenho nem mais vinte minutos de vida, Tom, e pena que não possa usá-lo pra fazer algo que deveria ter feito há muito tempo. –se lamenta baixando a cabeça.

Ao ouvir isso, Voldemort fica frustrado, mas se limita a fazer um aceno de varinha, libertando o mago, que cai ajoelhado no chão, vendo os comensais e as duas reféns sumirem como fumaça, tinha caído numa ilusão de Voldemort, talvez tivesse menos tempo que imaginava.
Tentou se levantar e lutar, mas antes que pudesse pensar em reagir, três figuras aparecem em sua frente, o erguendo e imobilizando.

Lilith e Caius, ele do lado direito e ela do esquerdo, mordem o pescoço de Dumbledore, enquanto Adolph se transforma em lobisomem e enfia sua mão direita no peito do mago, arrancando seu coração, o qual devora com gosto, enquanto uma luz prateada circunda a ele e a Dumbledore, pra logo depois se quebrar como se partisse um elo.
Já Lilith e Caius, sugavam não o sangue, mas sim à essência vital e mágica de Dumbledore, o que fez seu corpo ir perdendo a cor e ganhando rigidez.

Nesse instante, um raio verde muito potente sai da floresta na direção deles, mas Voldemort é mais rápido e bloqueia com um feitiço escudo negro. Harry sai da floresta e tenta atacá-lo, estava furioso.

No entanto, o que o garoto viu quando Voldemort se afastou o deixou paralisado, Lilith e Caius se afastaram do corpo de Dumbledore, que parecia mumificado. E quando este tocou o solo, se partiu em pedaços e pó, o qual fora levado pela brisa que soprava, fazendo Harry se desesperar ainda mais, enquanto os outros riam, felizes com a vitória.

-Vocês vão pagar pelo que fizeram! –a voz de Harry sai fria, seus olhos brilhavam num verde intenso e furioso. Uma luz fria e prateada como o luar surgiu em volta de seu corpo, era quase como se a Lua estivesse atrás dele.

Os quatro olharam pasmos pro garoto, a magia parecia fluir e transbordar pelo corpo dele, era agressiva, fria, quase que avassaladora.
A brisa mudou de direção e passou a ir da floresta pro castelo, de Harry pros inimigos. Um gesto brusco com a mão, onde Harry parecia querer afastá-los, foi o suficiente pra fazer os quatro voarem três metros como se uma rajada muito potente de vento houvesse os atingido, no entanto os quatro caíram de pé e logo se separaram cercando Harry, que ficou no centro de um quadrado.

-Vejo os quatro no inferno! –Harry falou sorrindo excitado, mostrando um brilho diferente no olhar, antes de praticamente sumir.

Os quatro olharam pra todas as direções possíveis, Harry não parecia estar em lugar nenhum. As nuvens cobriram a Lua, e se enegreceram fazendo a escuridão cair sobre os jardins, uma nevasca começou como se estivessem no meio do inverno.

Um murro atingiu Adolph no focinho, fazendo-o cambalear, logo depois um chute o atingiu no estômago, e então depois de uma quase gravata, o lobisomem foi atirado na direção de Caius.
Caius estava surpreso com a neve, mas seus olhos de vampiro rapidamente se acostumaram com a escuridão. Viu o vulto de um rapaz, possivelmente Harry, vindo em sua direção. Avançou na direção dele e tentou com sua agilidade segurá-lo e mordê-lo, no entanto o garoto parecia esperar por isso e girou-o.

Tudo ocorreu em frações de segundos, Adolph caiu sobre Caius e Harry acertou um soco no focinho do lobisomem, fazendo um dos caninos de Adolph cravarem no ombro do vampiro e as garras de Caius no abdômen de Adolph.

Harry não teve tempo de fazer nada em relação aos dois, pois um feitiço foi disparado em sua direção. O garoto lançou outro com sua mão, bloqueando aquele e logo braços surgiram em torno de si, segurando com força e ao mesmo tempo suavidade.

-Adoro homens fortes e belos! –Uma voz doce e sensual foi sussurrada em seu ouvido, fazendo-o se arrepiar.

-Mas esse homem é meu! –fala enquanto um raio dourado atinge Lilith, Hermione, que surgiu da floresta cavalgando em Órion, avançou na direção de Harry, enquanto a rainha dos demônios queimava presa nos aros de fogo, formados pela magia de Hermione.

Aproveitando que Lilith havia soltado Harry, Hermione o segurou pela camisa e puxou, seguindo com ele em cima de Órion, na direção do Castelo.

-Me solta, eu tenho que matá-los. –Harry fala furioso, tentando se livrar, mas sendo seguro por Hermione, que o prendia com toda força que tinha.

Cego pela batalha, Harry segura o pulso do braço com que a garota lhe segurava e o torce, quebrando-o. No entanto quando ele tenta saltar, ela usa o mesmo braço pra puxá-lo pra si e o beija com paixão, deixando Órion levá-los pela floresta proibida, pra onde se desviaram depois de se afastar dos inimigos. Pego de surpresa, abraçou-a, seu “eu” lutando contra o Arcana Spiritum, que ainda tinha domínio sobre o corpo de Harry, fazendo garras surgirem nas mãos dele e cravarem nas costas da garota, que insistiu, querendo chamar Harry de volta.

Gina estava dolorida, seus olhos pareciam pesados, abriu-os com dificuldade. Viu-se num quarto escuro, estava deitada numa cama de lençóis vermelho sangue, sentou-se com esforço, havia uma lareira acesa a sua direita e a frente dela uma poltrona verde escuro, ao seu lado uma estante cheia de livros, não havia janelas, mas identificou duas portas, uma a sua direita e outra a sua esquerda, lado onde havia apenas uma escrivaninha.

-Que bom que acordou, estava preocupado. –Tom adentrara o quarto pela porta da direita, trazia uma xícara consigo.

-Tom? Que lugar é esse? –perguntou um pouco confusa, aceitando a xícara de chá, o cheiro parecia reconfortante.

-Meu quarto, queria cuidar de você, te proteger. –fala com um sorriso doce, que lhe aqueceu mais quente que o chá, que além de quente, estava muito saboroso.

-Obrigado, não tem idéia de como foi horrível, aqueles comensais e lobisomens...

-Não fala nada! – a interrompe, segurando sua mão livre –Eu quero te fazer esquecer toda dor e sofrimento que sentiu, meu amor. –fala de modo carinhoso e sedutor.

-E você é o único que pode, só seus abraços e seu beijos podem me tirar do ar, me transportar pro paraíso. –fala deixando toda sua paixão e amor, claros em sua voz, precisava dele pra fugir da guerra.

-Então continua bebendo o chá, que eu hoje vou cuidar de você, como você merece. –fala se sentando ao lado dela, ela pôde sentir braços dele a envolvendo protetoramente e um beijo em seu rosto.

-Eu te amo, Tom.

-Eu também te amo, Gina.

Novamente Gina acordou, mas desta vez estava no meio da floresta proibida, o dia estava claro e dessa vez não se sentia dolorida, só um pouco cansada. O sonho que tivera quando ficou inconsciente conseguiu relaxá-la, apesar de saber que era apenas um sonho, sempre era real dentro de si.

-Como meu Tom pode ser tão doce e apaixonado e ao mesmo tempo Voldemort faz coisas horríveis como essa? –perguntou-se baixo, enquanto olhava a floresta destruída ao seu redor. - Me Oriente -o feitiço fez sua varinha apontar o norte, e a ruiva começou a andar na direção oposta.

Ao chegar ao castelo, soube da morte de Dumbledore, ouviu um relato detalhado de Harry. Foi examinada e liberada por madame Pomfrey, antes de ser agarrada pela mãe que definitivamente não a largaria até se convencer de que não sumiria novamente.

Nos três dias que se seguiram, fizeram um balanço do que houve na batalha, pelo menos três membros da AD haviam sido amaldiçoados por lobisomens, um lufa-lufa do quinto ano e um corvinal do sétimo perderam uma perna e um braço, respectivamente, e quase todo mundo ficara machucado, antes dos reforços da Ordem da Fênix chegarem, liderados por Amon-há.

Harry estava no alto da torre de astronomia, podia ver todo o jardim de lá, e a visão não era das melhores, havia falhas na floresta, buracos no jardim, o salgueiro lutador fora muito danificado, o campo de Quadribol destruído, assim como a cabana de Hagrid. Hogwarts estava devastada, até mesmo o castelo sofrera com o combate, era como se visse sua casa desmoronar, ou melhor, ser demolida.

-Sei como deve estar se sentindo e não acho que deva continuar alimentando isso. –Hermione que acabara de chegar, fala docemente, o abraçando por trás com carinho.

-Se aquela raiz não houvesse me segurado no ar, eu teria podido ajudá-lo, ter feito algo. –Harry fala com a voz embargada.

-Não havia nada que pudesse fazer, se houvesse tentado interferir estaria morto ou então estaria tomado pelo espírito guerreiro Marrilin... –Harry a interrompe se virando pra ela.

-Eu sinto muito, não tinha mesmo noção do que fazia... –dessa vez ela que o interrompera, pondo o indicador nos lábios do namorado.

-Eu já disse que está tudo bem, meu amor. Eu sei como se sentiu, já quase aconteceu comigo também. –ela fala olhando-o nos olhos e depois o beija com carinho.

-Que bom ver que está tudo bem! –Amon fala sorridente, interrompendo os dois.

-Nem vamos perguntar como nos descobriu aqui. –Harry fala olhando-o como quem diz “Está atrapalhando, cai fora!”.

-Eu vim pedir que arrumem suas malas, o ano letivo está oficialmente encerrado, os Weasley seguirão pra sede e eu os levarei a Lunizien... –os dois se assustam com o que ouvem, Lunizien era a terra onde os Marrilins moravam e onde só um poderia entrar –vocês serão treinados por mim e por seus ancestrais. Antes que perguntem, Rony e Gina serão treinados pelos membros da ordem, na própria sede, já preparei uma sala pra isso. –termina abrindo a porta da sala e apontando, como que os deixando seguir primeiro, mas na verdade os apressando e terminando a discussão.

Duas horas depois, já estavam se despedindo de Rony e Gina que seguiriam via lareira pra sede, enquanto eles iriam com Órion e Amon-há pra Hogsmeade, onde aparatariam pra algum lugar, no qual pegariam o “transporte” pra Lunizien. Maat e Ak pareciam muito excitados e não paravam de falar do lugar e de como seria bom retornar.

N/A²: Acabou, mas não fiquem tristes que no máximo em duas semanas eu posto DAS 2, que começará com o treinamento de Harry e Hermione. Em DAS 2 Harry buscará a arma que destruirá Voldemort, enquanto Voldemort tentará descobrir sobre o poder misterioso que surgiu de Harry.

N/A³: As próximas fic’s a serem atualizadas serão Harmonia e Portões do Inferno.

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