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13. Bela adormecida e Rapunzel


Fic: Quatro faces - H.Hr - D.G


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Cap.13_

Harry estava sentado no chão, do lado de fora da enfermaria. Mirava um ponto fixo a sua frente, sem, realmente, enxergá-lo. Estava atordoado. Se acontecesse alguma coisa com Mione, ele seria o culpado. Ele seria o culpado por nunca mais ver o sorriso que sempre fazia seu dia melhor. Nunca mais ouvir a voz que sempre o confortava e o dizia o que era o melhor a se fazer. Ele fechou os olhos com força e abaixou a cabeça, retendo as lágrimas que, sem dúvida, não tardariam a surgir. Ele não sabia mais viver sem Hermione.

Rony estava encostado à outra parede, com a mesma expressão de Harry. Seu rosto estava pálido e ele parecia perdido.

Harry entrara correndo e gritando na enfermaria. Madame Pomfrey, ao ver a garota, derrubou o cálice que estava segurando e começou a interrogar sobre o que tinha acontecido. Harry não sabia o quanto podia contar a ela, mas não tinha tanta certeza se Dumbledore chegaria suficientemente rápido até lá. Evasivamente e sem tomar fôlego, respondeu que ela tinha sido atingida pela explosão de um objeto carregado de magia negra, e desejou que isso fosse o suficiente.

Madame Pomfrey pareceu ter levado um tapa no rosto. Ela mandou Rony chamar correndo a profª McGonagal e o profº Dumbledore e correu para um armarinho, de onde tirou um vidro de remédio roxo. Rony não demorou a voltar com o diretor e com a profª de Transfiguração. Minerva tinha um olhar mortificado e Dumbledore sequer olhou na direção de Harry. Isso para ele foi pior do que uma bronca. Ele queria ouvir que era um irresponsável. E queria ouvir que ela iria ficar bem.

Depois disso, eles foram atirados para fora da sala e estavam, desde então, parados no corredor, sem notícia alguma.

Gina chegou, nesse momento, correndo pelo corredor. Ela parecia desesperada e confusa:

_Neville me contou o que aconteceu. O que houve com a Mione? _ela perguntou parando ao lado de Rony e olhando de um para o outro.

_Ela foi atingida. _Rony respondeu com a voz baixa, como se não a usasse a muito tempo. _Quando tentou destruir a horcrux.

Gina olhou para Harry, que estava com uma aparência ainda mais miserável do que antes.

_E onde você estava? _Rony perguntou erguendo os olhos para ela.

Gina se sentiu culpada. Como ela poderia explicar onde estava? Ela estava com um dos maiores inimigos do trio. Estava beijando-o. Estava marcando encontros para outras noites da semana. Como ela poderia explicar?

Como ela podia ser uma amiga tão ruim? Por que ela não estava ao lado dos três, ajudando-os nisso? Como ela podia estar se divertindo enquanto a amiga dela estava quase... Morrendo.

_Não é importante. _ela respondeu por fim, sentando-se ao lado de Harry e passando a mão em seu cabelo negro.

McGonagal abriu a porta da enfermaria, nesse instante, e encontrou-os no chão.

_Potter, o diretor quer vê-lo. _e saiu dali, escondendo o rosto em um lenço.

Harry ergueu-se com medo. Por que a profª estava tão assustada?

Passou pela porta que ela deixara aberta, seguido de perto por Rony e Gina. Dumbledore estava sentado em uma cadeira ao lado da cama de Hermione. A garota estava muito pálida e ele mantinha uma mão sobre sua testa. Harry ficou menos apreensivo ao constatar que ela voltara a respirar. Ele podia ver o peito da menina subindo e descendo lentamente sob o lençol.

_Podemos ficar aqui com ela? _Gina e Rony perguntaram quase ao mesmo tempo, em um tom igualmente choroso.

_Podem, sim. _Dumbledore respondeu levantando-se _Mas eu quero falar com você, Harry. _e, sem olhar o garoto nos olhos, caminhou até o fundo da enfermaria.

Harry seguiu-o. Dumbledore parou em frente à janela e ficou olhando para ele. O garoto não sabia se preferia quando ele não olhava em seus olhos ou quando ele o olhava daquela maneira acusadora.

_Ela... Ela vai... _Harry começou hesitante.

_Ela não vai morrer, Harry, se é isso que você quer saber. Nós conseguimos evitar isso a tempo.

_Então ela está bem? _ele perguntou com um pouco mais de confiança.

_Não. _Dumbledore respondeu com um olhar triste e sombrio _Ela não acorda, Harry. Está em um estado praticamente vegetativo.

Harry sentiu o estômago despencar e o coração ficar apertado, mas não soube o que dizer e, por isso, ficou em silêncio.

_Eu avisei para você não se envolver, Harry. Eu avisei que era perigoso e que você estava expondo seus próprios amigos as perigo. _Harry fechou os punhos. Aquilo já era bastante ruim, sem alguém ficar repetindo “eu avisei”. _Foi uma horcrux, não foi?

Harry achou que era melhor contar exatamente como acontecera. Talvez isso ajudasse em alguma coisa. _Nós descobrimos que Mundungus estava com o medalhão da mansão Black. Fomos atrás dele ontem e o recuperamos, só que na hora que a Mione fez o feitiço para destruí-lo, ele... Explodiu. Em cima dela. E ela... Começou a passar mal e nós a trouxemos para cá.

Dumbledore ergueu um fragmento verde que um dia pertencera ao medalhão e mostrou-o a Harry. _Isso estava fincado no peito dela, no lugar do coração. É um estilhaço com mais magia negra do que você pode sequer imaginar, Harry. _o coração do garoto se apertou ainda mais _Agora diga, Harry: você destruiu uma horcrux, provou que era capaz, mas machucou gravemente sua melhor amiga e perdeu a confiança de um velho profº. _Harry ergueu os olhos. Ele não podia estar bravo com ele. Podia? _Valeu a pena, Harry? _ele não respondeu e o profº virou-se para sair da enfermaria.

_Profº? _Harry chamou mais uma vez e Dumbledore virou-se _Eu desobedeci a uma ordem direta sua. Eu vou ser punido?

_Sem dúvidas. Você terá aulas particulares comigo sobre DCAT de agora em diante. E se você faz tanta questão de ser tratado como um adulto, você será. _Harry abaixou a cabeça _E eu serei seu profº de agora em diante, não mais seu amigo. _e caminhou pela enfermaria a passos lentos. Desejou boa noite para Gina e Rony e pousou a mão mais uma vez sobre a testa de Hermione. E assim saiu totalmente.

Harry deixou-se encostar à parede e escorregou lentamente para o chão. Por que tudo tinha que dar tão errado?

***

Já haviam passado semanas. A vida de Harry parecia, a cada dia, mais insuportável. Ele não dormia direito, não comia e não prestava atenção às aulas. Cada minuto livre que tinha em seu tempo, era usado para ir à enfermaria ver Hermione. Rony não parecia melhor que isso. Lilá se queixava constantemente que ele deveria começar a se preocupar com ela, se quisesse continuar com uma namorada. Ele parecia não ligar.

Gina estava tão abatida quanto os dois. Mesmo quando se encontrava com Draco, escondidos, pelo castelo, Hermione não saia de sua cabeça. Ela já não fazia piadas e tudo que Draco dizia, parecia não afeta-la. Ela estava começando a achar que o aborrecia. Ele, por menos que quisesse admitir, estava começando a ficar preocupado.

Em uma noite clara e sem nuvens, Gina estava revirando na cama, sem conseguir dormir, quando uma coruja negra parou do lado de fora de sua janela e começou a bicar o vidro. Sem imaginar quem poderia querer falar com ela àquela hora da noite, abriu a janela e deixou a coruja entrar.

Pegou o pergaminho que ela trazia e, sem esperar resposta, ela saiu por onde entrara. O bilhete era pequeno e escrito em uma letra muito caprichosa.

“Eu tive uma idéia genial. Não que algum dia eu tenha tido uma idéia que não fosse genial. Mas, enfim, me encontre na escadaria de mármore - Draco”.

Gina releu o bilhete para se certificar que tinha entendido corretamente. Draco parecia ter enlouquecido. Como ela ia sair dali sem ser pega?

Resmungando algo muito parecido com “inconseqüente”, Gina levantou-se da cama e colocou um roupão. Depois, se esforçando para não acordar ninguém, saiu do quarto e desceu para o salão comunal.

Para sua própria sorte, o salão comunal estava deserto e escuro. Ela saiu pelo buraco do retrato e, em silêncio, esgueirou-se pelos corredores, torcendo para que ninguém a encontrasse.

Por milagre, ninguém a pegou se pavoneando pela escola. Quando ela chegou na escadaria, encontrou um Draco com as roupas da escola, esperando encostado ao corrimão.

_Você é louco? Você sabe ver horas, Draco? Porque, sabe como é, nós temos horários nesta escola.

_Eu é quem pergunto se você sabe ver horas. _e apontou para o relógio do próprio pulso _Dez minutos atrasada, Virgínia.

_Bom, tente andar pela escola de pijama, com medo de ser pego por alguém, e nós vamos ver se você ia chegar na hora. Mas seja rápido, o que você quer me mostrar?

_Aqui não. _ele respondeu e começou a puxa-la pelos corredores.

_Draco, você já ouviu um boato de que você tem um ursinho tatuado... Um pouco acima da coxa? Não é isso que você quer me mostrar, é? Porque eu acho que não tenho muita vontade de ver.

Ele parou e encarou-a.

_Um ursinho? Virginia o que você andou bebendo?

Gina deu de ombros. _Eu sei lá. O que mais você pode querer me mostrar no meio da noite?

Draco bufou e sem responder voltou a puxa-la. Caminharam algum tempo em silêncio pelo castelo. Gina achou muita sorte não terem sido pegos. Muita sorte mesmo. E só então ela percebeu onde estavam indo.

_Estamos indo para a torre de astronomia? Você sabe que lá é proibido fora de aulas, não sabe?

_Eu sou monitor chefe. É claro que eu sei o que é proibido ou não nesta escola.

_Oh, mesmo, _ela retrucou fingindo se lembrar disso agora _você é monitor chefe. Por isso não está ligando nem um pouquinho para o risco de ser pego aqui, não é? Porque VOCÊ pode estar aqui. Mas, infelizmente, EU não sou monitora chefe. EU não poderia estar aqui.

_Puxa, que azar o seu, não? _ele respondeu indiferente.

_No meio da noite, em um lugar proibido. _ela franziu a testa _Draco, isso é uma desculpa para me expulsar?

_Virgínia, por Merlim, fique quietinha um minuto, sim?

_Ah, você acha que vai me expulsar sem protestos? Está muito enganado, Draco, eu vou falar até perder totalmente a voz e... _Draco cortou-a com um beijo.

_Será que você pode ficar quietinha, agora?

Gina resmungou e Draco não deu atenção. Eles subiram pela escada que levava até a torre de astronomia e saíram para o ar frio da noite. Com um gesto abrangente, Draco indicou o que estava a sua frente.

_Hm... _Gina comentou olhando ao redor _É isso que você queria me mostrar? Eu vejo isso toda aula, Draco. –ela choramingou _Por que você quer me mostrar isso no meio da noite?

_Você é uma velha ranzinza, menina. _e segurou-a pelas duas mãos. _Eu não quero mostrar a torre para você. _e começou a puxa-la, andando de costas, até o parapeito _Eu quero mostrar as estrelas. _ele completou em seu ouvido, saindo da frente dela.

Gina encostou-se ao parapeito olhando para o céu. Era realmente lindo. Totalmente diferente da vista da janela do seu quarto ou de qualquer outro lugar de Hogwarts. Da torre de astronomia, só se enxergava um véu negro, cobrindo todo o céu, coberto por dezenas, centenas, milhares, de pontinhos luminosos. Draco abraçou-a pelas costas, e, de repente ela não se sentiu mais zangada.

_Olha, _ele falou apontando para o céu, depois de algum tempo _uma estrela cadente. Faça um pedido.

Gina fechou os olhos. Draco tinha certeza que ela ia pedir para sua amiguinha sangue-ruim melhorar. Na verdade, Draco já a levara lá com a esperança de encontrar uma estrela dos desejos. Ele mesmo já encontrara tantas, quando ficava lá sozinho, em noites de insônia. Quem sabe assim ela não ficava um pouco menos abatida.

_Pronto. _ela respondeu abrindo os olhos e virando-se, ficando de frente para ele.

_Pediu? _ele perguntou passando os braços em volta de sua cintura. Ela fez que sim. _E eu posso saber o que foi? _ela fez que não _Ah, Virgínia, eu trouxe você aqui. _e deu um beijo em seu pescoço que a deixou arrepiada _Seja boazinha. _completou erguendo os olhos e encarando-a.

_Eu pedi para que você nunca mais volte a ser o velho Draco. _ela respondeu séria.

Ele sorriu daquela maneira que Gina não tinha mais tanta certeza de odiar. _Eu sou o mesmo Draco de sempre.

_Eu não consigo lembrar do Draco que sabia que o diário do Ridlle estava comigo e pensar que é a mesma pessoa que você.

_Virgínia, eu juro para você, eu não sabia do diário. _ele contestou e ela colocou a ponta dos dedos em sua boca.

_O que eu quero dizer, é que você fazia maldades de propósito, Draco. Você queria machucar as pessoas o máximo que pudesse. Hoje você só quer importuna-las.

Ele franziu a testa, confuso. _Faz diferença?

_Pra mim, faz toda a diferença do mundo. _e repousou a cabeça no peito musculoso do garoto.

Draco ficou passando a mão em seu cabelo ruivo, enquanto pensava se Gina tinha mesmo razão. E, se tivesse, por que isso tinha acontecido. Ele não conseguia entender. Por que ele saíra da sua cama quentinha para olhar estrelas cadentes? Por que ele ficava tão preocupado quando ela saía das refeições sem comer nada? Por que ele levava pedaços de bolo que pegava na cozinha e a obrigava a comer toda vez que encontrava com ela?

Droga, ela era uma Weasley. Essas coisas não deveriam acontecer com ele. Ele não tinha coração. E, droga, era uma Weasley. Ele nunca poderia namorar uma Weasley.

E, namorar? Por que ele estava pensando em namorar? Era uma aposta. Aquilo não podia passar de uma aposta. Era apenas pela vaga de capitão e nada mais.

Gina se aninhou mais entre seus braços, precisando da sua proteção naquele momento. E pela primeira vez ele se sentiu mudado de verdade. Pela primeira vez ele entendeu que aquilo não era só uma aposta.

E beijou o topo da cabeça da menina.

***

Quanto mais ele rezava, mais assombrações apareciam. Era assim que Harry Potter se sentia enquanto caminhava para a sala de Dumbledore para suas semanais aulas de DCAT.

Por culpa sua, Hermione Granger estava em coma na ala hospitalar da escola. Por culpa sua, Dumbledore não confiava mais nele e o tratava com tanta indiferença que Harry chegou a preferir que ele gritasse e o colocasse em detenção pelo resto da vida. E naquela tarde, como se tudo isso não fosse ruim o bastante, a sonserina fez sua primeira partida de quadribol contra a Lufa-Lufa e ganhou. Mas o fato de ter ganhado não era assim tão terrível. O terrível mesmo era ver o quanto a nova vassoura de Draco Malfoy, o apanhador sonserino, era rápida. Rápida o suficiente para pegar o pomo, ir até uma árvore, pegar uma flor amarela, voltar para o campo e, ainda assim, transformar a partida na mais rápida já vista em Hogwarts. Aquilo, decididamente, não era uma vassoura. Era um foguete.

O restante do time da grifinória rodeou, instantaneamente, Harry, exigindo que ele, como capitão, arrumasse alguma estratégia muito eficiente de jogo, ou eles seriam massacrados pela sonserina. E ainda fizeram o favor de lembra-lo que ele era, além de capitão, o apanhador do time. Então ou ele pegava logo o pomo, ou derrubava Draco da vassoura tentando.

Como se já não tivesse coisas o suficiente para se preocupar.

Pensando nisso, chegou à gárgula que guardava a entrada da sala do diretor e disse a senha, Fineus Nigelus. A gárgula se afastou e deu passagem para que Harry subisse na escada em caracol que o levava até a porta da sala.

Parou em frente à porta, ainda imaginando onde ele poderia arrumar sete nimbus 3000 de graça, e ia bater, quando ouviu vozes vindo lá de dentro. Aquilo estava se tornando bem habitual. Não era a primeira, nem a segunda vez que Harry ouvia conversas dentro da sala de Dumbledore. E, como das outras vezes, ele não fez questão de se denunciar e ficou bem quietinho escutando.

_Ele já descobriu, Alvo. A essa altura, a segurança das outras horcruxes deve estar sendo dobrada. _era a voz sombria e baixa de Snape _Potter desencadeou uma série de acontecimentos muito graves, agindo tão levianamente.

_Como ele descobriu, Severo? _Dumbledore perguntou com uma voz cansada.

_Eu não sei como ele descobriu, mas essa manhã ele me chamou a sua presença e me perguntou como eu não ficara sabendo disso. Felizmente eu fui suficientemente rápido para inventar uma desculpa. Ele não desconfiou de que eu sabia.

_Harry não podia ter feito isso. Estávamos agindo sigilosamente. _Dumbledore murmurou com uma voz ainda mais cansada.

_Eu sempre disse que o sr dava liberdade de mais para ele. Ele cresceu se achando livre para fazer o que quiser. _Snape comentou com uma voz desdenhosa.

_Não me arrependo nem um minuto da liberdade que dei ao Harry, Severo. Se não fosse pelo garoto, Tom já teria voltado há muito tempo. _Dumbledore concluiu gravemente e Harry se sentiu mais contente por isso _Mas admito que desta vez ele complicou bastante a ação da Ordem da Fênix.

_Eu não acho que Harry mereça ser tratado do jeito que o sr está o tratando agora, profº. _era a voz de Hagrid. Harry ficou um pouco mais contente ao saber que o amigo continuava ao seu lado –Ele já está sendo bem castigado tendo que ver Hermione naquele estado. O sr não sabe o quanto ela é importante para ele.

_Eu sei muito bem, Hagrid. Mas não há nada que eu possa fazer.

_Será que não seria... _Hagrid comentou receoso _Melhor leva-la ao hospital St Mungus?

_Acho que não, Hagrid. O estado dela é muito delicado e eu quero supervisionar o tratamento. Severo está cuidando das poções tão bem quanto qualquer medi-bruxo poderia.

_Ela... _Hagrid começou receoso mais uma vez _Como ela está? Por que ela não acorda?

_O feitiço do medalhão era muito sério, Hagrid. Ele trancou Hermione em um mundo de sonhos do qual ela não está conseguindo sair. _ele explicou sério _Talvez ela não esteja querendo sair.

Harry não entendeu e, aparentemente, Hagrid também não, pois Dumbledore continuou a explicar.

_No subconsciente dela, ela está vivendo a vida perfeita. É isso que o feitiço faz. E ela tem passado por uma fase tão difícil ultimamente que esse mundo de sonhos parece muito mais atraente no momento. Ela não está encontrando motivos para se afastar dessa vida cheia de alegria e felicidade e voltar a encarar sua própria e dura realidade. O problema maior, Hagrid, é que esse feitiço consome suas energias sem ela perceber. Ela pode morrer a qualquer momento, se não conseguirmos traze-la de volta.

Harry sentiu o estômago despencar. Ele não imaginava que isso podia ser tão sério. Hermione estava morrendo aos pouquinhos e não havia nada, absolutamente nada, que ele pudesse fazer. Sentiu os olhos formigarem, o que indicava que eles iam se encher de água a qualquer momento. Ele não podia perde-la. Simplesmente não podia.

E por que Dumbledore confiava tanto em Snape? Por que ele não imaginava que Snape mesmo podia ter contado tudo ao Voldemort? Por que ele não imaginava que Snape podia não fazer questão nenhuma de salvar Hermione? Ele podia estar sendo negligente com as poções...

Harry se distraíra tanto pensando nisso que não reparou quando Hagrid e Snape se despediram e caminharam até a porta. Em conseqüência, ele ainda estava parado com uma expressão distraída quando eles abriram a porta e se depararam com ele.

_Potter. _Snape trovejou depois de passar alguns segundos olhando para ele _o que está fazendo atrás da porta? Estava _ele sugeriu com um tom jocoso _ouvindo atrás da porta?

_Eu tenho aulas com o profº Dumbledore. _ele respondeu ainda encarando Snape. Ele estava cuidando de Hermione. De tudo que ele ouvira naquela sala, aquela era uma das coisas que mais o preocupavam. Dumbledore podia dizer o que quisesse, mas ele não confiava em Snape.

Snape não respondeu. Olhou-o com um ar de desprezo e passou por Harry para sair. Hagrid deu um sorriso encorajador para Harry antes de seguir o outro profº.

_Chegou cedo, Harry. _Dumbledore murmurou sem olhar para Harry e, sem dizer nada que pudesse consolar o garoto, nada que ele estivesse precisando ouvir, começou a dar suas aulas.

Harry saiu de lá duas horas depois, sentindo-se atordoado. Naquela aula, Dumbledore ensinou-o sobre o feitiço que atingira Hermione, mas em nenhum momento mencionou que isso era o que estava acontecendo com ela. Ele não achava que Harry precisava, ou talvez merecesse, saber.

Perdido, triste, sem saber o que fazer, Harry caminhou pelos corredores de Hogwarts. Pedaços de lembranças voltavam a sua mente. Lembranças de Hermione ajudando-o com Cho Chang, ajudando-o com as provas, ajudando-o com os NONS e agora com os NIENS. Hermione estava sempre o ajudando. E, agora, ele a via morrer lentamente sem poder ajuda-la. Fechou os olhos com força e descontou sua frustração em um pedaço da parede. Algumas garotas do quarto ano da sonserina afastaram-se dele assustadas. Harry não se importou. No momento ele só podia se preocupar com Mione.

Então, sem pensar muito no que isso poderia ajudar, Harry tomou o caminho da sala de poções. Snape estava preparando as poções para Hermione. Ele precisava saber que, se alguma coisa acontecesse, ele... Ele podia... Ele não sabia o que podia fazer, mas descontaria tudo o que estivesse sentindo, e não seria pouco, nele.

Ergueu a mão para bater na porta, mas, pela segunda vez no dia, ouviu vozes vindo de dentro. Uma era de Snape. E a outra da profª de DCAT, Marisa Sumers.

_Você me abandonou. _a profª argumentava meio desesperada. Harry nunca a ouvira daquele jeito. Ela costumava ser uma mulher feliz e simpática _Eu fiz tudo por você. E você me abandonou por eles.

_Marisa, você tinha horror a essa vida, como eu poderia pedir para que você fosse comigo?

_Mas eu não parei de fazer as coisas por você. _ela falou com um misto de amargura e malícia _Você não tem idéia do que eu fiz por você. _e saiu batendo os pés.

Harry foi suficientemente rápido para voltar alguns passos e fingir que estava chegando. Quando Marisa passou por ele e cumprimentou-o, Snape encarou-o e perguntou ríspido:

_O que é agora, Potter? Ouvindo mais conversas particulares?

_Eu acabei de chegar. _Marisa já tinha ido embora e Snape continuou encarando-o, mostrando que ainda queria saber o que ele queria ali e que não ia convida-lo a entrar. _Eu quero falar sobre a Hermione.

_O que você quer falar sobre a srta Granger? Já não está suficientemente contente por ser o responsável por deixa-la como está?

Harry sentiu uma enorme fúria tomar conta de si e isso transpareceu em seu rosto.

_O sr está fazendo poções para ela. _ele falou isso como uma constatação e não como uma pergunta.

_E daí? _ele perguntou com tanto desdém que fez Harry sentir mais raiva ainda.

_E daí que eu não confio no Sr. Eu só... Por favor, faça o melhor por ela, porque ela é importante demais... E se acontecer alguma coisa, eu vou culpar o Sr.

Snape deu uma risadinha desdenhosa. _Culpe a si mesmo, Potter. E saiba que esse não foi o único e nem o prejuízo mais sério que você causou.

_Ela está morrendo! _Harry berrou indignado com a falta de preocupação do profº _Como isso não é mais sério?!

_Potter, faça um favor para a humanidade, sim? Pare de se meter em assuntos dos quais você não dá conta. _e, com isso, bateu a porta na cara do garoto.

Harry não sabia mais o que fazer. Encostou-se à parede, apoiou a mão na testa e escorregou até o chão. Ninguém que passasse por ali saberia afirmar se ele estava chorando ou não.

***

Hermione acordou em sua cama no seu próprio apartamento em Londres. Ao seu lado, um ruivo ainda dormia docemente, quase babando no travesseiro. Sorriu feliz. Fazia pouquíssimo tempo que estavam casados. Harry fora seu padrinho e Gina a madrinha. Estava tudo perfeito e maravilhoso.

Levantou-se e percebeu uma coruja na beira da janela. Foi até ela e deixou-a entrar. Pegou a carta que ela deixou na escrivaninha e abriu-a. Era do Krum, parabenizando-a pela uma promoção no trabalho. Mione sorriu e deixou a carta em cima da escrivaninha para Rony ler depois. Eles haviam ficado tão amigos no ano anterior...

Só então se lembrou que seus pais iam almoçar em seu apartamento naquele dia. Olhou no relógio ao lado da cama e percebeu que já era quase meio dia. Puxa, ela dormira tanto assim?

No fundo não estranhava tanto. Andava trabalhando muito como Auror e ainda divulgando o FALE. O FALE estava fazendo muito sucesso no mundo bruxo. Os elfos já ganhavam salários semanais e roupas e refeições decentes. Atualmente, ela lutava por férias remuneradas.

Rony também andava bem cansado. Como goleiro do Chudley Cannons, ele andava trabalhando muito. Ainda mais porque ao invés de passar a temporada toda longe da esposa grávida de seu primeiro filho, ele voltava para casa todo final de jogo. Isso estava acabando com ele.

_Bebê... _ela chamou beijando o rosto de Rony. Ela abriu os olhos e fechou-os novamente.

_Por Merlim, Mione. É domingo.

_Amorzinho. Meus pais vêm aqui hoje. _e deu mais um beijo nele.

Ele resmungou um pouco, depois se virou e levantou-se, sentando-se ao lado dela. Ela passou a mão em seu rosto e ele sorriu.

_Eu amo tanto você, Mione.

***

Harry bateu na porta da enfermaria pela milésima vez na semana. Madame Pomfrey abriu uma fresta e olhou para fora.

_Potter, _ela resmungou abrindo a porta totalmente _você de novo?

_Trouxe flores pra Mione. _ele respondeu erguendo um ramalhete de rosas que ele encomendara e chegara naquela mesma manhã.

Madame Pomfrey abriu espaço para que ele passasse e fechou a porta atrás dele.

_Por que você não acampa na minha porta, Potter? Você praticamente não sai daqui, mesmo.

_Se a sra tivesse me sugerido isso antes, eu com certeza já teria feito. _ele respondeu arrumando as flores em um vaso ao lado da cama da menina. Depois se virou para a enfermeira _Posso me mudar ainda hoje?

_Não. _ela respondeu enfática _Mas acho bom você começar a se alimentar, ou vai se mudar para cá como paciente. _e ficou observando Harry puxar uma cadeira e sentar perto da cabeceira da cama da garota. Todos os dias, ele ia até lá, levava flores ou gravações mágicas de músicas famosas, conversava com ela, contava sobre as aulas, reclamava dos professores e fazia planos de um futuro que ela não sabia se ia chegar, porque eles já tinham tentado de tudo e Mione não reagia. Ele falava de um apartamento com cortinas coloridas e livros por toda parte. Ela achava que isso era bom para pessoas em coma. Elas podiam ter contato com o mundo, se alguém fizesse esse contato. Mas, vendo a dedicação e o afeto do garoto, ela começara a sentir uma certa pena dele.

_Potter, por que você não vai descansar um pouco? _ela sugeriu.

_Estou descansando. _ele respondeu obstinado e virou-se para ela_ Não estou fazendo esforço nem nada.

Ela balançou a cabeça e saiu de lá para deixa-los sozinhos.

_Dumbledore está zangado comigo, desta vez, Mione. _ele começou a contar, segurando na mão dela _Ele está pegando pesado. Uma aula por semana de todo o tipo de feitiço e magia negra que eu vou encontrar pelo caminho e como evita-los. Está sendo bem cansativo, sabia. Mas eu acho que vai ser útil, um dia.

Harry se curvou mais para frente, examinando seu rosto. Ela estava tão pálida que, se Harry não pudesse acompanhar seus batimentos cardíacos por uma magia que Dumbledore colocara em um quadro negro, ele acharia que ela estava... Morta. Ele engoliu em seco.

_Ontem eu ouvi os professores cogitando a possibilidade de mandar você para o St. Mungus, mas Dumbledore disse que quer acompanhar sua recuperação. Snape está administrando poções para você. Eu não gostei disse, claro. Ontem eu fui ao escritório dele, não sei o que fui fazer exatamente. E ele me perguntou se eu já não tinha feito o suficiente levando você a isso. _a voz de Harry ficou mais amargurada _Eu só pedi para que ele fizesse o melhor possível. Porque você é muito importante pra mim.

Harry viu como ela estava bonita, mesmo com uma aparência doente. Suas veias já tinham voltado ao normal e ela não parecia mais estar asfixiada. Parecia, apenas, adormecida. Angelicalmente adormecida. O fato de ela estar adormecida era o que tornava a coisa tão terrível. Harry ficou imaginando como seria a vida perfeita de Hermione. Por que ela não queria acordar.

_Acho que ele riu de mim quando eu saí de lá. Mas eu não quis ficar para ter certeza. _ele apertou mais a mão dela _Eu sinto tanta sua falta, Mione. Eu... Eu não quero perder mais uma pessoa que... Eu amo.

Harry sentiu os olhos formigarem e a garganta fechar. Como se tivesse alguma coisa entalada que ele precisava colocar para fora. Sem pensar muito no que ia fazer, Harry começou a se curvar lentamente. Ele passou uma mão pelo rosto de Mione, afastando alguns fios de cabelo que insistiam em cair, e, carinhosamente, colou seus lábios aos dela. Uma fina corrente de prata que ele costumava usar, escorregou para fora da blusa e começou a roçar no pescoço da menina. Seu coração bateu mais forte e ele sentiu que tudo que ele sentira, em silêncio, por ela, tomou parte daquele beijo.

Das profundezas de seu subconsciente, Hermione sentiu um perfume que ela sabia conhecer de algum lugar. Um perfume que a remetia ao passado e que lembrava amizade e coisas boas. Lembrava tardes sentada na grama conversando com alguém muito especial para ela. Lembrava aventuras extasiantes que sempre a deixavam preocupada com alguém muito importante para ela. Mas aquele perfume não se encaixava de maneira alguma na vida em que estava vivendo no momento. Não se encaixava de maneira alguma com o almoço na mesa retangular com seu marido e com seus pais. Então algo roçou em seu pescoço. Algo gelado. E, em seus lábios, ela sentiu um beijo quente e carinhoso que a inspirava a... Viver.

Aquele beijo era diferente de qualquer outro. Aquele beijo a deixava segura, inspirava confiança e uma paixão contagiante. Ela sentiu se prender àquela sensação e uma necessidade de nunca mais acabar com aquilo. Ela tinha certeza que aquela pessoa era a certa para ela. Ela não estava entendendo. De repente aquela vida pareceu não fazer sentido, porque naquela vida aquele beijo não existia. E ela o queria.

De repente ela sentiu vida novamente correndo em suas veias. Os rostos a sua frente começaram a se diluir e a se transformarem em sombras com rostos sem expressão e de olhos vermelhos. Ela ficou assustada e se prendeu ainda mais ao beijo. Sentiu que era trazida, subitamente, de volta à vida. Entreabriu a boca e deu passagem para que o beijo se aprofundasse.

Harry sentiu a menina se mover. Sentiu que ela retribuía o beijo e todo seu corpo se aqueceu com isso. Ela acordara.




Na: Tcharam ... e entaum? o q acharam? deixem a opiniaum de vcs viu, eh mto mto importante ;)

Na2: Agradecimentooos:

Ju, taí atualizadissimaaaa... Continue aki e dando opiniaum, sim? :D

Lucy, sem pressa, rsrs, mas qndo ler me fala o q achou, tah?

Kamikinha, taí, em menos de uma semana rsrsrsrs. Naum precisa se descabelar, nem chorar, eh soh comentar :D hehehehe. O queeeee? Claaaaro que eu amo huahuahuahuah... Mesmo torturando um pokinhu >.< rsrsrsrsrs. E ae o q achou?

Lilian, menina continue dando suas idéias q eu to feita rsrsrsrsrs. Hehehe jah perdi as contas de qnts idéias vc deu e eu adorei :D ... Opaaa q bom q vc gostou, os horcrux vaum ter menos destaque que os romances, mas vaum aparecer bastantinho sim... Qnto aos dois com outros, rsrs esse sonho da Mione eh o máx que aparece... E foi soh pra mostrar como um beijo do Harry era mais importante para ela do que a vida que ela imaginava ser perfeita... Mas depois disso eh soh Harry com Mione e Mione com Harry e viva viva rsrsrsrs...

Viiiiiiick, meninaaa que bom q vc gostou. Opa quase enfartei tbm com os elogios ^^ Nouza brigada, muuuito obrigada msm. Hehehe eu adoreeei escrever aquela parte tbm ^^ q bom q gostou. Continue lendo aki, viu?

Na3: Enfim, a todos q estaum lendo, por favor comeeeeenteeeeem!!!! Coments saum a base da minha inspiração huahauhauhauhauhauahuhauha
E naum me abandonem viu? hehehehe
Mts bjaços pra todoooos
teh a próximaaa

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Comentários: 1

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Enviado por Isis Brito em 01/08/2012

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Que lindooooooooo!!!!!!!!!!!!!!!!!!
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Nota: 5

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