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17. CAPÍTULO 17


Fic: WITH A LITTLE HELP FROM MY FRIENDS


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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OLA PESSOAL GOSTARIA DE DEIXA BEM CLARO QUE A FIC NAO E MINHA E SIM DO CARLOS BERT SILVA QUE ME DEU AUTORIZAÇAO DE POSTALA AQUI NO FLOREIOS.



BEM, COMO TODO MUNDO SABE HP E CIA. NÃO SÃO MEUS OU EU JÁ TERIA MATADO O SNAPE E CORTADO O SEBOSO EM PEDACINHOS.



CAPÍTULO 17

Era como uma dança macabra. Apenas não havia música. Usando a espada de Gryffindor, o “garoto que sobreviveu” ia deixando Comensais da Morte empilhados numa horrenda trilha de sangue. Nunca poderia imaginar Harry Potter tomado de tamanha fúria. Os feitiços simplesmente não o atingiam. Ora se desviava deles, ora os rebatia com a espada mágica, fazendo com que voltassem para quem os atirou com uma precisão cirúrgica.

Rodolfo Lestrange, Dolohov, Avery, Comensais da Morte cruéis e poderosos iam tombando mortos ou agonizavam. Incentivados por Harry, os grifinórios pareciam estar invertendo a luta. Quando Harry entrou naquela construção macabra, os garotos estavam na defensiva e vários estavam feridos ou apavorados demais para reagir. A entrada do herói grifinório, entretanto, deu um novo alento aos jovens. Ao fundo, numa espécie de trono imponente, a figura de Voldemort parecia pairar acima do resto dos mortais. Esse era o mundo que esperava por todos se o maldito triunfasse. Sangue, lutas e o bruxo das trevas pairando imponente, como se o mal não o afetasse ou não emanasse dele.

Harry tentava abrir caminho até o Lorde das Trevas, mas fazia o possível também para inverter o confronto, protegendo os amigos. Rony Weasley e a namorada saiam-se muito bem. Nunca pensei que fossem tão bons em duelos, assim como Malcom Stevens, sua amiga Stella e Dino Thomas. Provavelmente as aulas com Harry fizeram deles exímios duelistas. Delusco preparava-se para atacar Hermione pelas costas, quando Harry cortou-o praticamente ao meio com a espada. O gigante tombou sem tempo de gritar de dor, enquanto eu, que até então apenas assistia pasmo o conflito, saí da minha letargia e estuporei Nott e Crabe. Hermione acabava de estuporar Goyle. Mas havia centenas de Comensais. Nunca pensei que houvesse tantos.

- Você acha que vai salvar a todos, criatura patética? – Era o Senhor das Trevas, que se levantava do seu assento e finalmente parecia notar o que se passava. Com um gesto displicente de sua varinha, apontou para o teto e pronunciou “Destructo”. Um estrondo violento foi ouvido e achei que o teto viria abaixo. Não veio porque Harry fez rapidamente um feitiço segurando as pedras escuras que ameaçavam nos esmagar. Segurava a varinha com uma mão e com a outra desviava e rebatia feitiços lançados sobre ele ou sobre os amigos.

Eu não nunca consegui imaginar alguém detendo toneladas de pedras com uma mão e duelando com a outra. Só o primeiro feitiço demandava todo o poder e concentração de qualquer bruxo que eu já havia conhecido. Mesmo os mais poderosos. E ali estava Harry, como se realizar tal prodígio fosse simples como apanhar o pomo num jogo de quadribol. Então eu fui tomado pela dor. Dilacerante, paralisante. Eu gritaria se tivesse forças para tanto. Em algum momento o Lorde das Trevas havia apontado sua varinha para mim e lançado a maldição “cruciatus”.

- O pequeno traidor... – disse Voldemort – Vamos ver se você vai resistir mais do que sua mãe, antes de enlouquecer. Eu estou tomando gosto por torturar Malfoys – riu com desprezo, o maldito.

Eu havia dito antes que a eficácia de uma maldição imperdoável é proporcional ao desejo do indivíduo que a lança de causar dano e sofrimento. E vocês podem acreditar que o Lorde das Trevas apreciava todo o sofrimento que causava. Não há como descrever uma maldição “cruciatus”. É como se cada osso do seu corpo fosse esmagado, como se cada músculo fosse triturado. Você quer morrer, implorar por clemência, mas não consegue nem mesmo gemer. Eu nem conseguia refletir sobre o fato que esse monstro matou a minha mãe dessa forma. Não é a toa que os pais do Longbotton enlouqueceram depois de serem submetidos a essa tortura. Diziam que dor estava na verdade na sua mente. Diziam que se você fosse um bruxo incrivelmente poderoso poderia bloquear a dor. Mas não havia conhecido ninguém que tivesse conseguido ignorar uma maldição como essa. Pelo menos até aquele momento.

Com os olhos cheios de lágrimas e a visão embaçada pela dor brutal, vi Harry caminhando em minha direção. Com a mão esquerda segurava a varinha e ainda sustentava o feitiço que mantinha o teto. Empunhava a espada com mão direita e ao se aproximar de mim, imaginei que me mataria. Rezei para que fizesse isso. Nada poderia ser pior do que aquela dor. Como havia se descuidado da própria defesa, dois feitiços atirados a esmo o atingiram, não arrancando dele um único gemido. A espada passou sibilando sobre minha cabeça e como por encanto a dor desapareceu. Claro. A espada de Gryffindor tinha o poder de cortar a magia negra.

Nesse momento Voldemort o atingiu com a mesma maldição que havia lançado sobre mim.

- Grite de dor, Harry Potter! – disse o bruxo das trevas – Veja o quanto custa o seu heroísmo ridículo. – Ajoelhe perante o seu novo amo! – gritou, lançando outra maldição, provavelmente um “imperius” – Rasteja aos meus pés e talvez eu o mate rapidamente – disse, lançando outro feitiço, certamente um novo “cruciatus” – Você se arrisca até para defender seres desprezíveis como esse pequeno traidor. “CRUCIUS” – berrou o bruxo. A maldição foi tão forte que arrepiou os cabelos do garoto. Eu nem conseguia imaginar a dor que Harry estava sentindo, sendo amaldiçoado com essa intensidade. Todos ao redor pararam de lutar e olhavam os dois bruxos, abismados.

Weasley, que havia acabado de estuporar Belatrix Lestrange, correu desesperado na direção do amigo, mas se chocou com um escudo invisível que o Lorde das Trevas havia conjurado. O ruivo socava inutilmente a barreira mágica. Todos os demais, estudantes, professores de Hogwarts e Comensais olharam o duelo que se desenrolava. Caído a poucos metros dos dois, com a varinha distante e com tremores por todo o corpo eu tentava me levantar, fazer qualquer coisa para ajudar o “garoto que sobreviveu”, mas nenhum músculo me obedecia naquele momento. Eu queria avisar a todos que Harry estava impedindo o teto de desabar e que esse esforço poderia matá-lo, queria implorar ao Lorde das Trevas que parasse de torturar o garoto, queria ter a metade de sua força de vontade.

Estranhamente Harry não gritou de dor, não sucumbiu às ordens da maldição imperius e nem mesmo pareceu se abalar com os feitiços que, percebi chocado, haviam rasgado-lhe a pele na altura do peito e do ombro esquerdo, de onde jorrava o sangue que lhe tingia as vestes escolares.

- Hermione, leve todos para saída! O teto está desabando! – gritou. Hermione, rapidamente atendeu ao pedido, enquanto Thomas e outros estudantes tiveram que arrastar Rony Weasley.

Ainda sem se abalar com as maldições que Voldemort continuava lançando sobre ele, Harry viu Hermione e a professora McGonagall orientando os alunos mais novos e seu amigo ruivo gritando que não iria deixar Harry sozinho com aquela abominação. Como amava os amigos! Pensou nos beijos que haviam trocados e nos abraços carinhosos dados nas noites frias daquele inverno. Morreria por eles se fosse preciso, havia prometido e cumpriria essa promessa hoje. Pensou em Gina, a garota adorável que tinha entregado a ele todo o seu amor numa tarde de inverno. E ele me disse depois que também pensou no beijo que tinha me dado antes da batalha. Uma vez Dumbledore havia dito a Harry que ele tinha algo que o Lorde das Trevas não compreendia e desprezava, que era o amor. Na época ele duvidara da eficácia disso numa batalha, mas agora ele compreendia. O seu amor inegavelmente o tornava mais forte.

Então Harry Tiago Potter preocupou-se com o inimigo que queria mais do que matá-lo, mais do que humilhá-lo. Queria feri-lo mais do que já havia ferido. Queria destruir tudo que o rapaz prezava. Porque o Lorde das Trevas sabia que aquele jovem era irritantemente especial. Era capaz de lutar por coisas que o bruxo das trevas achava tolas e seriam varridas do mundo insano que pretendia criar. O amor, a amizade, a lealdade, o companheirismo, a solidariedade. Estranhamente o “garoto que sobreviveu” sorriu. Ele sabia que aquela batalha estava ganha. Não foi o ódio cego que vi nos seus olhos naquele momento. Mas sim uma determinação luminosa. Ele acabaria agora com aquela guerra estúpida. Snape tinha razão. Tudo terminaria hoje.

E o sangue continuava tingindo as suas vestes. Agora havia também vários cortes em seu rosto. Talvez eu estivesse delirando por causa do cruciatus que havia recebido, mas Harry ainda me parecia absurdamente bonito. Mesmo com as vestes rasgadas, mesmo sangrando. E pelos deuses! Mesmo prestes a morrer...

Voldemort continuava atirando maldições, mas era óbvio o seu espanto ao perceber que elas não faziam o grifinório retroceder. Para a minha surpresa e do bruxo das trevas, Harry deixou a varinha levitando no ar, a mesma ainda mantendo o teto de pedra e sacou uma outra varinha das vestes. Sem espera por isso, o Lorde das Trevas não reagiu quando teve sua varinha arrancada das mãos por um feitiço. Desarmado não conseguiu impedir o inimigo de apontar a varinha para o seu coração e murmurar suavemente “Avada Kedavra”. Antes de tombar sem vida, um golpe certeiro da espada de Gryffindor decepou sua cabeça.

Algumas pedras caíram do teto, mas ele se manteve intacto. A morte do Lorde havia cancelado o feitiço. Os últimos comensais haviam fugido em pânico. Sorrindo para mim, um sorriso doce, quase inocente, como a de uma criança que acabara de cometer uma travessura, Harry atirou longe a espada mágica e se afastou do corpo mutilado. Arranjando forças não sei aonde me levantei e antes que eu pudesse abraçá-lo ou fazer qualquer coisa para aliviar sua dor, ouvi dos seus lábios, quase num sussurro:

- Acabou. – Foi a última coisa que disse. Depois caiu desacordado, sangrando, ao que parecia, por todos os poros.

Finalmente minha voz voltou. Ouvi um grito insano por socorro. Estava atordoado. Queria fazer alguma coisa, mas meu corpo obedecia debilmente. O grito continuava. Harry estava prostrado imóvel. Ele havia salvado a minha vida inútil e eu não conseguia fazer nada para ajudá-lo. Professores e alunos chegaram correndo, Weasley me empurrando e abraçando em prantos o amigo, Hermione tentando reanimá-lo, os professores tentando afastar os alunos menores, evitando que vissem o cadáver decapitado de Voldemort.

Quando senti minha boca seca e meus ouvidos prestes a explodir, percebi que o grito insano era meu. Tombei sem sentidos e nas horas seguintes sonhei que despencava sem parar num imenso abismo verde da cor de um “avada kedrava”. Em direção a Harry Potter, que me esperava sorrindo e de braços abertos.

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