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5. Capítulo Cinco


Fic: Não importa o que virá


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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- CAPÍTULO CINCO -


    - E o que nós vamos fazer? -
exclamei, quando eu e Rony já estávamos na sala comunal da grifinória,
sentados nas poltronas habituais de frente para a lareira, onde chamas
crepitavam e chamuscavam as toras de madeira.


    - Não sei - murmurou Rony,
tristemente. - se ele quiser ferrar com a gente, vai ferrar... nós vamos contar
para a Hermione...


    - E se ela não aceitar o nosso
namoro e deixar que o Draco conte a todo o mundo? - eu continuei, pensando na
hipótese... não era impossível e era bastante viável. Ela poderia ficar
decepcionada comigo ou até mesmo com raiva e dizer que não estava nem aí que
todos os alunos soubessem que O-Menino-Que-Sobreviveu era gay.


    Rony consultou o relógio de pulso e
depois voltou-se para mim.


    - Já está tarde - disse,
levantando-se de um salto. - é melhor irmos dormir...


    Eu fiquei em silêncio e só falei
quando ele foi contornar a minha poltrona em direção às escadas; eu segurei-o
pelo braço e levantei-me também.


    - Eu tenho uma coisa bem melhor para
fazer - murmurei, em seu ouvido.


    - Mas... e Draco...?


    -  Nós não vamos nos
separar por causa de um Draco metido a besta - disse eu, com convicção. -
Venha...


    Nós saímos pelo buraco da Mulher
Gorda começamos a andar pelo breu total que estava no colégio; Rony sugeriu
que fizéssemos um Lumus,mas eu disse que era melhor não arriscarmos
sermos pegos no corredor, sozinhos que poderiam suspeitar.


    Finalmente, depois do que pareceram
vinte minutos - eu dei várias voltas para despistar (apenas para segurança) -,
eu estaquei no chão em frente à uma parede de pedra que parecia bastante
sólida. Rony não estava entendendo nada e, apenas quando viu que uma porta
materializara-se ali, ele lembrou-se de onde estávamos - a Sala Precisa.


    - Não precisamos ter a primeira vez
em uma caverna - disse eu, alegremente.


    Ele sorriu - a primeira vez que
sorria depois do que Draco fizera - e segurou a maçaneta, girou-a, ansioso e
descobriu, boquiaberto, que havia apenas uma mesa redonda com um jantar
especialmente feito e algumas bebidas.


    - Nossa - exclamou Rony e me pegou
no colo, cerrando a porta atrás. -, o que é isso?


    - Bem, você estava tão desanimado
no jantar que nem comeu direito - respondi -, então, apenas para começar, um
bom jantar! O que acha?


    - O que eu acho? O que eu acho é
que eu te amo muito - disse o garoto, com vivacidade. - e que agora tenho
certeza que vale enfrentar qualquer preconceito se é para ter uma pessoa assim
ao meu lado...


    Eu não soube o que responder e
apenas selei um beijo com ele; breve, apenas para deixar um certo mistério no
ar. Nos sentamos e começamos a comer o que havia; nhoqui à quatro queijos!
Minha comida preferida! Estava realmente bom. Talvez tivessem sido os elfos que
haviam feito, porém, pensando mais naquilo, achei difícil. Era a própria sala
que cozinhava.


    - Está uma delícia - começou Rony,
depois de um longo tempo em que ficamos em silêncio, jantando. -, mas agora,
quem vai conduzir sou eu. Quero um banheiro.


    Instantaneamente, uma porta lisa
apareceu do outro lado da sala; ela estava entreaberta e, podia-se ouvir pela
fresta, o som da água batendo no azulejo e o vapor quente enchendo o
vestíbulo.


    - Vamos tomar um banho quente? -
sugeriu Rony, com aquele sorrido convidativo que só ele conseguia fazer.


    - Com você... claro - Eu também me
levantei e logo abrecei-o, para sentir o calor daquele corpo, a proteção...
Rony me conduziu para o banheiro, que era pequeno e simples, com apenas um vaso,
um armário embutido e uma banheiro circular onde água fervendo e cheia de sás
borbulhava. - vai ser divertido - murmurei, ainda.


    Não sabia o que fazer, porém,
podia sentir os pêlos de todo o corpo eriçados, de excitação; Rony já veio
sobre mim, beijando-me ardentemente. A língua dele era tão quente e gostosa e
explorava toda a minha boca, produzindo sensações que eu nunca havia
experimentado; logo, eu senti suas mãos correndo por mim, despindo minha camisa
e puxando-a para baixo. Ele suspirou, animadamente, e começou a lamber meu
tórax e minha barriga, sempre sussurrando palavras do tipo:
Eu
te amo... sempre e sempre!



    Eu deixei-me entregar; comecei a
acariciá-lo também, sentindo aqueles arrepios percorrendo toda a minha
espinha... comecei a lambê-lo assim como ele fazia em mim e logo, eu
reencontrei os lábios dele, beijando, sedentamente. Estávamos tão quentes
que, unidos àquelas águas que borbulhavam, o banheiro iria pegar fogo!


    Lentamente, mais como sedução do
que para qualquer outra coisa, Rony se distanciou e começou a despir-se,
dançando eroticamente e alisando-se; o corpo dele era alvo e com algumas
sardas; porém, os anos de quadribol que ele praticara a partir do quinto ano
haviam-no feito bem e ele tinha os ombros largos e um tórax bem definido. Minha
testosterona ficou atiçada e eu senti meu membro crescendo sob a calça.


    Para aumentar mais ainda o clima,
uma música lenta começou a soar, vinda das paredes e ecoando por todo o
vestíbulo; Rony novamente voltou-se para mim, ainda de cueca. Porém, eu podia
ver o volume que formara-se ali... o falo dele parecia me chamar... era a parte
mais íntima do homem que eu amava. Lágrimas rolaram de meus olhos, de
felicidade e eu comecei a beijá-lo sofreguidamente, cada vez mais,
acariciando-lhe a barriga e sentindo aquele corpo quente contra o meu.


    Rony roçou os nossos membros e eu
finalmente, não aguentando, arranquei a cueca dele, abaixei-me e comecei a
lamber-lhe a glande e depois toda a extensão do falo; o garoto começou a
gemer, contorcendo-se de prazer, enquanto soltava palavras um pouco chulas. Eu
continuei naquilo por mais alguns minutos até que senti uma pressão e depois
todo o fruto de Rony invadindo meus lábios, aquele gosto nem doce nem amargo,
mas simplesmente único. Aquele era o extremo de prazer do meu amado! E
eu ficava feliz só por vê-lo ali, anastalgeado de excitação.


    Levantei-me e voltei a beijá-lo.
Ele despiu-me, lentamente, e conduziu-nos para a banheira; a água quente
encostando nas nossas peles e exilando um cheiro bom pelo ar... eu deitei-me
ali, sentindo o calor subindo até meus cabelos, mergulhei e, quando voltei, já
estava sentindo os lábios de Rony, abrindo-se e fechando-se sobre os meus... eu
senti a língua dele, úmida, lambendo os meus lábios... depois, percorrendo
meu corpo...


    Rony voltou a me excitar; segurou
meu membro, completamente rígido e começou a saboreá-lo, chupando-lhe com
ardor. Nossa! Eu nunca havia sentido aquilo em toda a minha vida; uma sensação
de que uma parte tão frágil e vulnerável estava sendo lambida. Comecei a
gemer baixinho e senti um dedo de Rony procurando meu ânus e sendo introduzido
lentamente.


    Esquivei, por início, mais, depois,
deixei que ele continuasse. Rony achou minha próstata e começou a
massageá-la, ao mesmo tempo em que explorava meu membro... sem agüentar, eu
gozei ali mesmo, na boca dele. Ele apenas sorriu, maliciosamente e depois
levantou-se, puxando uma toalha, secou-nos e nós saímos da banheira.


    Pude ouvir um clique e, depois,
quando nós saímos pela porta, a mesa com o jantar havia sumido e dado lugar à
uma enorme cama redonda, de lençóis vermelhos; a luz naquele vestíbulo era
fraca e avermelhada, meio tremeluzente e havia um cheiro de perfume no ar.


    - O que está achando, amor? -
perguntou Rony, olhando para mim. Os olhos dele pareciam tão verdadeiros e
amáveis...


    - Estou adorando - foi a única
coisa que consegui pronunciar. -, é, sem dúvida, o melhor dia de minha vida.


    - Não estamos nem no começo -
continuou ele, conduzindo-me, então, até a cama e deitando-me delicadamente.


    Voltou a beijar-me, sedento e a
acariciar todo meu corpo, e sentir meu cheiro. Eu mesmo podia sentir meu cheiro
no ar... cheiro de homem excitado. Aliás, meu suor gotejava pelo abdômen. Rony
roçava aquele corpo no meu, fazendo com que eu ganhasse novamente uma ereção.
Pude contemplar o corpo dele completo quando ele levantou sobre a cama e
começou uma dança erótica.


    Era um pouco musculoso, o pênis
rijo, encurvado para cima, grosso e com os pêlos pubianos completamente ruivos,
espalhados pelos testículos e base do membro.


    - Ron... - sussurrei eu, quase sem
voz - vem logo... logo...


    Eu senti o peso do corpo dele no meu
e, depois, uma pressão em meus ânus, seguida da penetração; a excitação
cedera lugar à dor e eu me segurei para não pedir que ele parasse. Nossa! Era
tão doloroso! O membro de Rony parecia enorme se comparado ao meu ...
como ele queria entrar ali? E parecia que nunca iria acabar.


    O garoto começou a mover-se em
vai-e-vem, o que fazia com que eu sentisse como se estivesse rasgando...
lentamente, a dor foi dando lugar à excitação de novo e, em segundos, eu já
estava gemendo de prazer, sentindo o membro de Rony massagear a minha próstata
ao mesmo tempo em que o corpo dele era pressionado contra meu pênis... ele
começou a gemer até que eu sentí-me inundado por aquele líquido quente e
esbranquiçado.


    Rony saiu de dentro de mim,
salpicando sémen no lençol vermelho ao qual ele aproveitou e me lambuzou todo,
caçoando de mim, carinhosamente.


    - Por que você não gozou? -
perguntou ele, curioso. - Não gostou?


    - Adorei... mas... não deu tempo -
disse eu, sinceramente. - você foi... rápido...


    - Tudo bem - disse ele -, vem cá
que eu te ajudo...


    E começou a massagear o meu membro,
fechando-o entre os dedos e fazendo o movimento de ir e vir até que eu
salpiquei esperma por toda a barriga.


    - Acho que precisamos tomar banho...
de novo - riu Rony, sorrindo, carinhosamente.


    - Eu também acho - concordei.


    Mais uma vez, fomos para a
banheira... depois, subimos rapidamente para o sétimo andar; o sol já
começava a cortar o céu azul-escuro e meio acinzentado. Quando, finalmente,
deitei-me em minha cama de dossel, estava exausto e chegava a arfar, alegre;
fora a melhor noite de minha vida e nenhum Draco e nenhuma Hermione me faria
perder aquilo. Enquanto brigava pelo sono, que custava em vir, por estar muito
agitado, um pensamento percorreu minha mente...eu queria poder passar com Rony o
tempo chamado "sempre" e lutaria para conseguir aquilo!



*-*


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