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9. Real Demais


Fic: AS FÉRIAS SECRETAS: Perigo em Porto de Galinhas.


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CAPÍTULO 9

REAL DEMAIS





Naquela manhã, Blaise e Milly foram tiradas da cama de maneira meio brusca, por dois homens armados de fuzis AK-47. Tiveram permissão para se vestirem, rapidamente, logo sendo levadas para o Auditório do Resort. Sequer tiveram tempo de pegar as varinhas, que ficaram no guarda-roupas.
Chegando ao Auditório, viram que os hóspedes estavam bastante assustados. Marino e Daniel estavam lá e, logo que as viram, juntaram-se a elas e as abraçaram.
_Parece que chegou a hora do exercício. _ disse Blaise, baixinho, ao ouvido de Marino.
_Creio que sim, meu amor. _ respondeu o jovem oficial.
Um dos membros do grupo disse, com sotaque árabe:
_Separaremos homens e mulheres. Garotas, para aquele lado. Vamos aguardar a chegada do líder do nosso grupo e, então, divulgaremos as nossas exigências para as autoridades do seu país. _ nesse meio tempo, outros membros do grupo instalavam dispositivos nas portas e janelas. Daniel olhou aquilo e achou esquisito. Comentou com Marino:
_Explosivos. Isso estava no script?
_Não. Acho que os atores estão improvisando.
_Bem demais, eu diria. Sente só esse cheiro.
_Eu diria que parece Semtex e C-4. Você concorda?
_Osório era Mestre-Maçom?
_Está meio esquisito, Daniel. Vamos ficar de olho nesses caras.

Milly e Blaise notaram o diálogo entre os rapazes e Blaise disse:
_Não sei não, Milly, mas isso está meio estranho. O que são aquelas coisas que eles estão colocando nas portas e janelas? Marino e Daniel também estranharam.
Dali a pouco, os seqüestradores anunciaram:
_Silêncio! O líder de nosso grupo está chegando!
Um homem alto, com traços árabes, vestindo uma farda cáqui e usando um Keffyeh xadrez, com uma pistola na cintura e uma Uzi dependurada em uma bandoleira, olhou para todos com um olhar cruel e, naquele instante, Milly e Blaise sentiram como se o seu sangue gelasse.
Elas o haviam reconhecido.
_Blaise, aquele não é...
_...Sim, Milly. _ sussurrou Blaise _ Eu o conheço. Já esteve na casa dos meus pais, há muito tempo.
_Na dos meus também. Eu ainda era uma criança, mas me lembro dele. Era um bruxo dos mais altos escalões dos Death Eaters. Depois de preso pelos Aurores, foi sentenciado à proscrição, depois de cumprir uma pena de sete anos em Azkaban.
_Me lembro. A varinha dele foi quebrada e ele foi condenado a viver como trouxa. O nome dele é...
_...Achmed El Jaffar. _ disse Milly. Espero que ele não nos reconheça. Se bem que éramos crianças na época.
_Se ele nos reconhecer, Milly...
_...Nosso segredo vai por água abaixo. Mas eu estou com outra cara e você cresceu. Só gostaria de saber o que atores que interpretam um grupo terrorista estariam fazendo com um bruxo das Trevas proscrito.
_A não ser que...
_...Não sejam atores.
_Então, Milly, a pergunta seria: o que um bruxo das Trevas, ainda que proscrito, estaria fazendo como líder de um grupo de terroristas trouxas?
_Só se estivesse acontecendo algo muito fora do comum, tipo uma aliança entre Voldemort e terroristas trouxas.
_Será que ele, orgulhoso e preconceituoso, perderia seus últimos escrúpulos e faria essa aliança?
_Por Merlin, Blaise! Seria a maior conspiração do terror de que se teria notícia, tanto no mundo trouxa quanto na Bruxidade. Ninguém estaria a salvo.

Ainda não tinham certeza de que realmente havia alguma coisa por ali, até que algo aconteceu, confirmando que aquela encenação estava real demais. Um dos outros hóspedes falou em voz alta e um dos terroristas lhe deu uma coronhada no rosto com o seu AK-47, fraturando-lhe o osso zigomático e provocando um ferimento do qual o sangue escorria e que ficou com uma grande equimose à sua volta.
_Aquilo não foi encenação, Daniel. _ disse Marino _ A coronhada foi para valer.
_Estou achando, Marino, que é uma situação real de seqüestro e nós somos os reféns. Como estão as garotas?
_Parecem estar desconfiadas, tanto quanto nós. Milly e Blaise estão conversando em voz baixa.
_Elas pareceram gelar quando o líder chegou. Eu não sei quem é, mas acho que elas sabem alguma coisa.
_Veja, Daniel! Aquele cara que acabou de chegar e está conversando com o líder.
_Elas parecem tê-lo reconhecido. Ei, acho que eu também já o vi.
_Onde? Em algum noticiário?
_Não, Marino. Em minhas investigações sobre os “Necrófagos” eu consegui identificar apenas um do grupo, um árabe chamado Abdul Ghazi. Só o nome, ninguém sabe de nada mais sobre ele.

_Milly, veja! Aquele outro cara.
_Outro Death Eater, Blaise. Abdul Ghazi. Também já esteve lá em casa. É outro proscrito.
_Acha que tem ligação com o tal grupo de assassinos daqui, os tais “Necrófagos”?
_Só pode, Blaise. Olha a cara do Daniel. Essa trama está ficando maior do que eu imaginava.
_O que será que eles vão querer? Que exigências teriam?
_Acho que aquilo que todos os grupos pedem, tipo liberdade para companheiros presos, retirada de Israel de certos territórios, blá, blá, blá, etc.
_Seria bom saber o que estão dizendo. Pena que nossas varinhas...
_...Ficaram no bangalô. Com elas teríamos como entender o árabe e até teríamos uma chance de dar um jeito neles, pois acho que nenhum dos dois bruxos está portando uma varinha. Nem poderia, pois os Monitoradores de Energia Mágica dos Ministérios rastreariam uma varinha ilegalmente portada.
_Mas ainda há uma chance. Espero que não nos reconheçam.
_O que está planejando, “Sandalhinha”?
_Digamos que estou meio... apertada. _ disse Blaise, com um sorriso.
Blaise Zabini pediu licença a um dos terroristas para ir ao banheiro. Não vendo perigo algum em uma jovem de dezessete anos, o árabe consentiu e a acompanhou até o toalete. Ia entrar junto, quando Blaise disse:
_Espere aí, cara. Para isso é preciso privacidade. Além do mais, para onde eu poderia ir? Não há outra saída do banheiro.
_Está bem. Ficarei aqui na porta.
_Não vá espiar, hein?
_Sou casado e tenho filhos. Não sou nenhum tarado, garota. Pode ficar tranqüila.
Blaise entrou no toalete e dirigiu-se para um dos boxes, entrando e trancando a porta. Lá dentro, sentou-se na tampa do vaso, concentrou-se e, com um pequeno estalido, desaparatou.
Aparatou no seu bangalô e rapidamente foi até o guarda-roupas, pegando as varinhas. Adaptou as bainhas nos antebraços, onde elas ficaram invisíveis. Então, desaparatou novamente, aparatando no toalete. Meio nervosa, aliviou-se, lavou as mãos e saiu.
_Espero não ter demorado muito.
_Não, não demorou. Volte para o seu lugar.
_Está bem. _ Blaise retornou para o seu lugar e sentou-se. Disfarçadamente, deu um jeito de entregar a Millicent sua varinha, a qual foi prontamente adaptada ao antebraço esquerdo.
_Agora temos uma chance de resolver essa situação.
_Vai ser bem perigoso, Blaise. Sem contar que teremos de nos revelar como bruxas.
_Teremos de apagar algumas memórias depois. Mas será melhor do que ficarmos todos como prisioneiros desses loucos.

Naquele momento, Achmed El Jaffar começou a falar, em árabe. Disfarçadamente, Milly e Blaise utilizaram o Feitiço de Idioma, dizendo “Vernaculum Arabica” e passando a compreender perfeitamente o que ele dizia.
_Vocês são nossos reféns e servirão como moeda de troca em nossas exigências para as suas autoridades. Existem dois prisioneiros que estão em um presídio brasileiro, os quais queremos ver livres. Também queremos que o Governo Federal reveja sua posição de apoio aos malditos israelenses quanto à nossa Guerra Santa, nossa Jihad-al-Islami. Caso não sejamos atendidos, esse auditório irá pelos ares. Temos explosivos em todas as portas e janelas. _ um intérprete ia traduzindo tudo para os reféns. Achmed foi em busca de um telefone, mas antes fez um comentário com Abdul:
_De qualquer forma, vamos acabar com esses trouxas. Serão um bom sacrifício para o Mestre.
Milly e Blaise ouviram e entenderam.
_Eles não pretendem libertar ninguém. Vão explodir o auditório com todo mundo dentro. Os terroristas trouxas não se importam em morrer, mas esses canalhas podem simplesmente desaparatar.
_Marino e Daniel parecem ter percebido alguma coisa, também. Veja como estão cochichando. _ disse Blaise.
_Creio que sim. _ disse Milly. Sendo de ascendência judaica, Daniel deve ter algum conhecimento de árabe, além de falar o hebraico. Mas vi que ele fez uma cara de surpresa quando Achmed mencionou a palavra “trouxas”. Vamos ver no que isso vai dar.
Depois de algum tempo, Achmed retornou e disse:
_Suas autoridades são bastante cooperativas. Uma equipe de negociadores está ali fora. Querem saber quem são os hóspedes para estabelecerem as prioridades de liberação. A cada exigência atendida, alguns reféns serão libertados. Eu tenho aqui uma lista da recepção. _ correu os olhos pela lista e deteve-se em dois deles. Olhou para as garotas _ Vocês duas! Venham aqui. _ e chamou Milly e Blaise para um local meio afastado dos outros.
_O que o senhor deseja de nós?
_Eu reconheci seus nomes na lista. O que fazem duas bruxinhas, filhas de Death Eaters em um balneário trouxa?
Revelando grande presença de espírito, Blaise disse:
_Estamos passando férias, disfarçadas de trouxas, a fim de sabermos se conseguimos nos infiltrar entre eles. E o senhor, Achmed El Jaffar? O que fazem o senhor e mais Abdul Ghazi, liderando terroristas trouxas?
_O Mestre está firmando uma aliança com lideranças terroristas trouxas, principalmente com a Al-Qaeda, à qual esse grupo pertence.
_Osama Bin Laden? Como é possível o Mestre aliar-se a trouxas? Isso não vai contra os princípios dele? _ perguntou Millicent, fingindo ainda ter afinidade pelas Trevas.
_Tempos de guerra, Srta. Bulstrode. Aquele escritor trouxa, Shakespeare, citou algo sobre “estranhos companheiros de leito” em uma de suas obras. É uma pena que vocês tenham sido pegas no meio dessa situação. Bem, caso algo aconteça, seus pais entenderão seu sacrifício pelo Mestre. Podem voltar para seus lugares.
Os homens e mulheres foram reunidos novamente e Blaise disse a Marino, baixinho:
_Esses monstros não pretendem libertar ninguém.
_Eu sei, Blaise. Daniel e eu entendemos um pouco de árabe. Só não entendi o que ele quis dizer com “trouxas”.
_Deve ser algum código. _ Milly tentou desconversar. Acha que todos estão aqui?
_Creio que sim. _ disse Daniel. _ São dez ao todo. O suficiente para manter sob controle todo mundo aqui no auditório. Ainda mais com os explosivos. Creio que o líder deve ter um controle remoto. Aliás, vi a reação de vocês à chegada dele. Vocês sabem quem é?
_Não nos pergunte como, Daniel, mas sabemos. _ disse Milly _ Chama-se Achmed El Jaffar e é um cara extremamente cruel.
_Já havia ouvido falar dele, mas jamais o havia visto. _ comentou Marino. Os serviços de Inteligência de vários países andam atrás dele. Bem, Marino, vamos ver o que podemos fazer. São dez. Armados com AK-47, Uzis e pistolas. Também devem ter granadas e facas.
_Não temos chance contra todo esse arsenal.
Milly e Blaise também conversavam em voz baixa:
_Não tem jeito. Teremos de nos revelar. _ disse Blaise _ Creio que poderemos contar com a discrição de Marino e Daniel. Quanto aos outros, bem, acho que teremos de apagar algumas memórias. Vamos traçar nosso plano.
_De acordo. _ disse Milly _ Qualquer coisa, invocamos o Artigo 7 do Estatuto de Sigilo em Magia.
_Sim, Milly. Há vidas em perigo, portanto o uso de magia na presença de trouxas tem justificativa. _ e chegaram mais perto dos namorados.
_Daniel, eu e Milly temos um plano que pode dar certo, mas só se vocês nos ajudarem sem fazer perguntas. Vamos dar um jeito de colocar armas nas mãos de vocês dois. Vimos que Achmed tem o controle remoto dos explosivos. Quando vocês dois estiverem armados, ele deve ser o primeiro a ser incapacitado. Os outros devem se proteger entre as cadeiras, ficando deitados de barriga para baixo e com os olhos fechados.
_OK. Desde que dê certo e não hajam baixas civis.
_Certo, Daniel. Avisem aos civis para se protegerem ao meu sinal, que será uma palavra em latim _ e sussurrou ao ouvido de Daniel a palavra. Ele olhou para ela e disse:
_Tem certeza de que a palavra é essa mesmo? _ e olhou para Blaise com uma expressão estranha no olhar.
_Absoluta. _ e esperou que Daniel e Marino passassem a mensagem aos outros hóspedes, da maneira mais discreta possível. Quando todos foram avisados, Blaise e Milly trocaram olhares e Blaise sacou sua varinha. Apontou-a para os terroristas mais próximos, dizendo:
_ “Expelliarmus”! _ imediatamente os outros hóspedes jogaram-se ao chão e buscaram proteção entre as cadeiras. Um fuzil AK-47 e uma Uzi voaram das mãos de seus donos e, ao mesmo tempo, Milly apontava a sua varinha e dizia:
_ “Accio”! _ as armas foram convocadas e então Marino e Daniel pegaram-nas, ainda no ar. Foram prontamente destravadas e os jovens militares fizeram bom uso delas. Ouviram-se três estampidos. Achmed El Jaffar jazia no chão, com um buraco na testa. Próximo a ele, outro terrorista tinha a garganta estraçalhada por uma bala. Os tenentes gritaram:
_Larguem as armas, agora! _ as armas dos terroristas caíram ao chão e foram recolhidas. Eles ficaram sob a mira de Marino e Daniel. Estranhamente, Abdul Ghazi sorria, de uma maneira insolente e, por que não dizer, meio insana.
Os jovens oficiais indagaram-se da razão de tal atitude, até que um grito os fez compreender as razões do terrorista e, também, o porque de haverem ouvido três estampidos de armas de fogo.
_SANDALHINHA!!! _ Millicent gritou, avançando para onde Blaise Zabini se encontrava, começando a desfalecer. Uma mancha vermelha em sua blusa de seda branca começava a aumentar de tamanho, tal qual uma rosa desabrochando. Blaise sentiu as pernas amolecerem e começou a cair, apenas conseguindo sussurrar:
_Coturno...
A bela sonserina descendente de bruxos italianos havia sido atingida por um projétil 9 mm, disparado pela Beretta antes empunhada por Abdul Ghazi.

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