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6. Sinais e Segredos


Fic: Um pequeno detalhe


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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“Passageiros do vôo com destino a Toronto, Canadá, favor comparecerem ao portão de embarque nº. 26.”, repetia a voz suave e computadorizada nos alto-falantes.

- Nove horas dentro de um avião... – murmurava Harry. – Não seria mais fácil aparatar lá?

- Não podemos, Harry. – disse Hermione. – Temos que parecer pessoas normais.

- O que nunca vamos ser, é isso? – fez Harry enfezado.

- Ah, Harry! Nem é tão ruim assim andar de avião. – disse Hermione parando na frente do amigo e olhando-o nos olhos.

- Hermione, são nove... Nove horas! – Harry gesticulava nervosamente. – Só vamos chegar lá às cinco da manhã!

- Você não tem jeito. – disse Hermione enquanto entregava as passagens a aeromoça para entrar no avião.

Os dois permaneceram calados enquanto faziam o trajeto até a aeronave.

- Foram quantas malas? – perguntou Harry.

- Duas e a bagagem de mão, no caso a frasqueira, sua mochila e minha bolsa. – respondeu Hermione. – Você trouxe algum casaco?

Harry apenas mostrou os dois casacos que trazia, o seu e o de Hermione.

- Ótimo! – disse Hermione.

Sentaram-se em suas poltronas e o silêncio reinou entre os dois novamente. Hermione se viu pensando em tudo que acontecera na última segunda-feira. Tantas vezes já tivera que beijar Harry, tantas vezes já precisaram simular uma paixão, praticar cenas um tanto quanto quentes, inclusive quando estavam em treinamento e nunca passara do profissionalismo, nunca acontecera aquilo, nunca se transformara em uma loucura. Rezava para que o fato não trouxesse uma conseqüência.

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- Exatamente às cinco horas e quinze minutos e nós estamos chegando em Toronto. – dizia Harry sonolento. – Aparatando estaríamos aqui em apenas um instante. – ele estalou os dedos.

Hermione estava quieta e absorta em seus pensamentos. Também já desistira de discutir aquele assunto com Harry.

Minutos depois, os dois já estavam num táxi e seguiam para um hotel qualquer. Durante os dias que teriam livres ali em Toronto, poderiam deixar os disfarces de lado e descansar mais. Chegando ao Drake Hotel, os dois pediram quartos separados, porém um ao lado do outro e com interligação interna.

- 403 e 404. – informou Hermione a Harry, entregando-lhe uma das chaves. A grande facilidade de a mulher falar e dominar o francês, ajudava bastante. Harry, no entanto, falava outros inúmeros idiomas, mas Harry não dominava com tanta precisão a língua, portanto preferia que Hermione o fizesse. Talvez fosse algo de cortesia, pois ele era famoso por sua habilidade com outras culturas além da inglesa.

Durante o dia, ficaram cada um em seu quarto, descansando e recompondo as energias gastas nas duas últimas noites. Mais ou menos às dezenove horas, Harry foi até o quarto da amiga.

- Que acha de sairmos para jantar? – ele perguntou. – É uma oportunidade perfeita para conhecer a cidade.

- Para mim tanto faz. – disse Hermione levantando os olhos do livro que lia.

- Vamos jantar num restaurante próximo, Sassafraz, e depois poderemos fazer um tour.

Hermione apenas o fitou com uma interrogação no olhar.

- Às vinte horas estarei passando aqui. – informou e voltou a seu quarto.

Hermione simplesmente balançou a cabeça negativamente esboçando um leve sorriso nos lábios. Estava concluindo a leitura do imenso livro e esperava que aquilo acontecesse antes das vinte horas.

- Dolohov! – disse com uma expressão perplexa no rosto. – Claro! Mas era tão óbvio... Como não percebi? – ela se perguntava. – Harry precisa saber...

Ela se aproximou da porta quer separava os dois quartos internamente e bateu de leve. Quando Harry abriu, Hermione passou como um furacão por ele.

- Hermione? O que aconteceu? – ele perguntou.

- O Comensal que faltava, Harry... Dolohov! Aquele que quase me matou no Departamento de Mistérios há cinco anos atrás, lembra? – ela perguntou ao mesmo tempo que esclarecia a memória do amigo.

- Claro! Como poderia me esquecer? Nunca havia me sentido tão culpado na vida...

“Vai se sentir culpado quando finalmente perceber que Lizzie Mackenzie não é quem você pensa!”, ela pensou. Hermione às vezes achava que ela mesma era quem empurrava o amigo para a loira, mas ela havia notado o brilho nos olhos do rapaz quando ele a viu, o fascínio estava espelhado em seu olhar.

Interrompendo seus pensamentos, só então notou que Harry estava apenas usando uma calça jeans com o cinto já desafivelado e sem camisa.

- Hum... Er... Eu vou para o meu quarto. – disse desconcertada e saiu.

A fim de esquecer o quanto a relação entre ela e Harry mudara nos últimos dias, Hermione entrou no banho e tentou, ao máximo, relaxar. Saiu do banheiro e trocou-se, colocando um vestido informal azul escuro de costas nuas que amarrava na nuca, indo até pouco abaixo dos joelhos. Colocando a varinha e a pistola novamente amarrados na fita de nylon presa a sua perna direita, ela pegou uma bolsa preta, assim como suas sandálias rasteiras.

Sentou-se na poltrona e pegou o livro que lia anteriormente. Ouviu batidas à porta. Olhou o relógio, que vinte minutos para o horário que Harry marcara.

- Não pode ser o H... – disse Hermione abrindo a porta. Sua surpresa foi quando se viu encarando Lizzie Mackenzie.

- Posso entrar? – perguntou a loira.

- Ah, claro! – disse Hermione se afastando.

- Espero que não se importe de eu ocupar o seu tempo por uns instantes. – disse Lizzie formalmente. Hermione encarou os olhos negros e frios da mulher, que lhe acenou e desviou-os. – Granger, eu vou avisar uma só vez e vou ser bem direta.

Hermione lançou-lhe um olhar fuzilante

- Pois então! O que está esperando? – perguntou friamente.

- Quero você longe do meu caminho. – avisou a mulher enquanto virava para encarar Hermione, as íris dos olhos, antes negras, estavam vermelhas. – Quero que fique calada quanto a minha situação e não diga uma só palavra que envolva o que eu sou, principalmente se tratando de Harry Potter!

- Não se preocupe, Lizzie. – Hermione enfatizou sonsamente o nome da mulher. – Ele já está encantado o suficiente para admitir. Mas agora sou eu quem vai avisar: você pode ser minha colega de trabalho, uma inominável excelente e de influência, mas Harry é meu amigo e se você fizer algo contra ele...

- Ah, Granger! Tão infantil... Tanto que é incapaz de admitir que o ama. Por que você não enxerga seus próprios sentimentos? Por que não pára de lutar contra si mesma? Por que não abre os olhos para o que está em você desde muito antes, nos tempos de escola? Por quê? – fez Lizzie. Hermione estava escandalizada com a atitude de Lizzie. – Eu vou te responder o porquê! Porque essa grande amizade que vocês têm há tantos anos a cegou, porque você só ajuda aos outros e só pensa em sua vida profissional, esquecendo de se ajudar e de olhar para sua vida pessoal... – Hermione caiu sentada em sua cama tapando os olhos com as mãos, desesperada. – Mas agora, Granger, é tarde demais! Ele vai ser meu!

- Lizzie, por favor, não o faça sofrer... Você pode ter qualquer homem nas mãos, só não os tem porque os despreza! – disse Hermione encarando-a.

- Você também tem todos nas suas mãos, Hermione. – agora Lizzie falava como uma velha amiga que consola a outra. – Só não enxerga porque se preocupa com coisas demais, coisas que já tomaram seu rumo e não têm mais jeito!

- Você... Você era a mulher do Sun Palace! – concluiu Hermione. Lizzie acenou positivamente com um sorriso amigável nos lábios. – Foi você quem conversou comigo enquanto eu esperava o elevador, foi você...

- Sim, Hermione, fui eu. – disse Lizzie por fim. – Eu e a Meg andamos conversando e percebemos que você era uma mulher sozinha, que de desperdiça sua beleza vivendo do modo como vive... Você vive para os outros! Isso é absolutamente inaceitável.

Hermione balançou a cabeça negativamente deixando uma lágrima escorrer pelo seu rosto.

- Lizzie, eu não ligo para isso. Além disso, ainda sou nova, me resta muito tempo para me envolver com alguém...

- Abra seus olhos, Hermione. Você simplesmente ama o Harry, muito mais do que pensa.

- Que seja! Mas é você quem o tem. – insistiu Hermione.

- Não, não o tenho. Mas você o teve! – disse Lizzie. Hermione então percebera que ela poderia ser a pessoa mais fútil do mundo, mas guardava em si uma pessoa completamente desconhecida até então; uma pessoa amiga e que entende os outros. – Aposto como ele só está desse jeito por culpa da minha família, a minha situação ainda faz com que eu seja vista de uma forma injusta. Eu sou uma mulher de duas faces, quando tomada pelo sangue... Ah, você sabe... Eu sou uma pessoa fútil, arrogante e até ‘atirada’. Poucos podem me conhecer como realmente sou.

- Você está sendo você agora, não é? – Hermione mais afirmou do que perguntou.

- Não tenha dúvidas de que sou, assim como aquele dia no elevador. Me transformo involuntariamente sempre que me vejo frente a frente com uma mulher bonita ou que pode estar acompanhada de um homem interessante, e sempre que me aproximo de um, também. – explicou a loira.

- Então você não está apaixonada pelo Harry?

- Uma parte de mim está interessada, mas não... Não estou. – Lizzie a olhou tristemente. – Me desculpe por ter entrado aqui daquela maneira, ter dito aquelas coisas horríveis...

- Não era a verdadeira Lizzie Mackenzie, talvez a que eu já conhecia, mas não era a verdadeira. – disse Hermione abraçando-a.

- Bom, acho que eu já vou embora. Ocupei demais o seu tempo e... Você vai sair, não é?

- Sim. – respondeu Hermione com simplicidade. – Sempre que precisar de uma amiga, de alguém para conversar, saiba que estarei sempre aqui.

- Obrigada! – disse Lizzie a apertando-lhe as duas mãos. – Tenho certeza de que seremos grandes amigas.

- Eu também.

- Deixa eu ir de uma vez, senão eu vou acabar saindo com vocês. – disse Lizzie se dirigindo para a porta com Hermione em seu encalço.

- Ora, mas seria uma ótima idéia. – disse Hermione parando antes mesmo de abrir a porta.

- Não quero incomodar mais...

Ouviram-se batidas a porta.

- Acho que vai ter que ir. – informou Hermione com um sorriso nos lábios indo abrir a porta, mas Lizzie impediu.

- Hermione, antes que eu possa me transformar, por favor, me escute. – ela pediu. – Eu pedi ao Ministério alguns dias de folga, alegando que precisava me organizar para vir até aqui conversar com você e... Insisto em perguntar se eu poderia acompanhar vocês durante a missão. Eu queria poder ter o gosto de pegar Antonio Dolohov com minhas próprias mãos.

- O que ele te fez?

- Meu antigo namorado era irmão dele e ele o matou. – disse Lizzie deixando uma lágrima escapar.

- Sinto muito. – lamentou Hermione. – Se você quiser, pode nos acompanhar, só não pode ser vista muito próxima. Precisa estar afastada, pelo menos na vista dos outros.

- Não se preocupe.

Hermione abriu a porta.

- Pontual! – disse a Harry.

- Por que demorou de abrir a porta? – perguntou o moreno.

Notou a moça loira que estava de costas para a porta. Hermione sabia que estava tentando evitar uma possível transformação.

- Eu e Lizzie, nós estávamos conversando. – explicou e Harry estranhou.

- Lizzie? – ele perguntou.

A loira se virou para encará-lo. Hermione notou que em seus olhos a fina luz vermelha conhecida ainda não havia passado. “Ela conseguiu”, pensou.

- Oi, Harry. – cumprimentou.

- Ah, oi. – disse Harry parecendo entrar em transe rapidamente, mas se controlando para evitar que as suposições de Hermione se confirmassem. “Vai ser uma noite longa!”, pensou Hermione.

Os três saíram para jantar, ao que Hermione soube que Lizzie estava hospedada ali mesmo, no quarto 1301. Desde que Lizzie chegara ao Ministério, Hermione percebera a sua condição. Não era preciso ser uma pessoa totalmente culta ou inteligente para notar. Passaram uma noite extremamente agradável, assim como os dias que se seguiram depois daquele. Na terça-feira, eles pegaram um vôo para o Brasil, onde pegariam o cruzeiro. A segunda parte da missão começava ali.

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Já estavam no navio há quatro dias, Harry e Hermione em um compartimento e Lizzie conseguira um no vizinho. Embora estivessem apenas como amigos, da porta do quarto para fora Hermione e Harry eram só beijos e abraços comprometedores. “Um casal em lua-de-mel”, suspirava Hermione. Seriam quinze dias de cruzeiro em alto mar, parando em algumas cidades importantes da América do Sul. Estavam aguardando a noite de gala, que acontecia apenas em duas noites distintas, assim como duas noites de baile, cassino... Tudo era muito bem organizado. Até então, parecia a eles impossível de se encontrar algum comensal no meio de tantos tripulantes. Ali deveriam existir apenas quatro.

Lizzie estava em seu quarto sentada de frente a um espelho, enrolada numa toalha, havia acabado de sair do banho. Depois de cinco dias, aquela seria a primeira noite de gala e ela estava se arrumando. Se aproximara do espelho para passar o lápis preto nos olhos já pintados levemente de verde piscina, a cor de seu vestido, quando ouviu batidas à porta.

Rapidamente se dirigiu até a mesma e colocando apenas a cabeça para fora, deu de cara com Harry.

- Harry? Aconteceu alguma coisa? – ela perguntou preocupada.

- Lizzie, eu precisava te ver...

- Cadê a Hermione? – ela perguntou sem dar importância para o que o homem disse.

- Está se arrumando lá no quarto. Lizzie, me escuta... Eu... – Harry só então notou que a mulher estava apenas enrolada em uma toalha. Um pensamento malicioso se passou pela sua mente. Ele desejava aquela mulher, ele queria tê-la. Não era uma coisa normal, era como se um dragão adormecido em seu peito urrasse de desejo, apenas desejo, sempre que a via.

Viu um brilho vermelho passar pelos olhos da mulher, mas acreditou que fosse apenas algum reflexo da luz. Ela voou em seu pescoço e beijou-o na nuca.

- Deseja algo? – ela perguntou sorrindo.

Harry sorriu maliciosamente para a mulher e a beijou intensamente. Sonhara com aquilo desde a primeira vez que a vira. Ela conseguira enfeitiçá-lo com sua beleza. Harry já arrancara a própria camisa enquanto ela passava a língua sedutoramente pelos lábios. Minutos depois, já estavam prestes a iniciar uma sessão selvagem. Lizzie estava deitada sob Harry na cama, ainda enrolada pela toalha e ele com a calça entreaberta. Beijavam-se ferozmente e quando Harry percebeu estar pronto para um contato maior se afastando, viu novamente o brilho passar pelos olhos da mulher, que interrompeu tudo empurrando-o.

- Não podemos! – disse alterada, os olhos se enchendo de lágrimas. – Você não me ama, apenas me deseja por eu ser quem eu sou! Eu sou uma... Eu sou uma veela, Harry.

Harry parou de chofre, tudo se esclareceu em sua mente. Por isso sentira o repentino desejo de tê-la. Ela, Lizzie Mackenzie, era uma veela.

- Você o quê? – ele perguntou incrédulo.

- Isso mesmo, Harry. Eu sou uma veela! Acho que esclarece um pouco as coisas, não? O porquê de seu desejo por mim, de seu fascínio. – disse ela. – Estou cansada de todos os homens se aproximarem de mim por causa da minha situação, por causa do fascínio. Eu sou uma mulher! – ela despejava tudo o que sentia enquanto as lágrimas lavavam sua alma. – Não sou um objeto, não sou um brinquedo... Eu tenho meus sentimentos!

- Lizzie, eu... Eu não sabia! – disse Harry voltando ao normal. – Desde o dia que te vi, no jantar da Mione me senti estranho, era uma coisa diferente... Não sei!

- Harry, você está se enganando! – ela avisou. – Tente olhar para os lados e vai perceber que tudo, absolutamente tudo o que você procurava, pode estar em sua frente e você não notou. Você a ama há muito, uma amizade camuflou tudo isso e eu fui apenas mais um manto sobre seus sentimentos. Pense nisso!

Lizzie se levantou e entrou no banheiro, levando o vestido consigo. Harry se recompôs, ajeitando a calça preta que vestia e recolocando a camisa branca que vestia minutos atrás. Lizzie saiu pronta do banheiro e o olhou carinhosamente.

- Vá para o seu quarto. Tenho um pressentimento de que Hermione não está bem. – ela disse sentando-se à cama, escondendo o rosto com as mãos.

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Hermione acabara de entrar no banho quando sentiu uma tontura. Sentou-se na banheira cobrindo os olhos com as mãos. Estranhou aquilo. “Deve ser por causa do navio”, pensou. Realmente o navio balançara muito durante aquela tarde.

- Hermione? – chamou Harry.

- Estou no banheir... – disse enquanto se levantava apoiando-se nas paredes, pegando o roupão e vestindo-o.

Harry inrompeu a porta e segurando-a.

- Você está bem? – perguntou preocupado.

- Estou. Só estou um pouco tonta. – respondeu segurando-se no homem.

- Acha que está em condições de ir à festa?

- Acho que s... – sentiu uma rápida ânsia de vômito. – Com certeza não! Não estou me sentindo bem...

Harry pegou a amiga nos braços e colocou-a na cama. Ela sentia seu corpo mole e fraco, estava mais magra também. Aquilo poderia ser o início de uma gripe, e das fortes, mas ela não poderia se deixar levar. Estava no meio de uma missão, que no momento, era o mais importante.

- Vou avisar Lizzie que ela terá de ir sozinha. – disse Harry. – Volto já.

- Pode ir se quiser, Harry. Não me importo... – disse Hermione.

- Não, vou ficar e cuidar de você. – ele disse sério antes de fechar a porta do quarto.

Quando voltou, deitou-se ao lado de Hermione, que pôs a cabeça sobre o sei peito e adormeceu em poucos minutos, enquanto ele afagava seus cabelos.

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