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52. O retorno


Fic: AVENTURAS EM HOGWARTS- Rony e Mione- Cap 59 e 60 ATUALIZADA!


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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52
O retorno

Vai dar tempo. Vai dar tempo. Tem que dar tempo. Essas palavras ecoavam dentro dele mesmo. Mais um pouco. Havia ultrapassado o corpo queimado da besta que os atacara na vinda e chegado as águas avermelhadas a algumas horas atrás. Sabia que deveria estar amanhecendo.
Olhou para trás.
Não via Snape, pois ele estava bem atrás, mas podia ver um leve brilho de sua varinha iluminando a passagem.
Tanta coisa dependia seu retorno. Hermione seria salva. Essa menina, ayana, teria uma vida pela primeira vez desde seus nascimento, e quem sabe um dia, enfrentaria Voldemort e poderia vence-lo. Juntos.
Gina...seus pensamentos voaram para a menina. A cada metro vencido sentia-se mais perto dela. Como se a força vital de seus corpo de esvaísse e voltasse ao dela.
Começou a avistar um movimento estranho acima. Seu coração acelerou e temeu. Estava perto. Estava chegando finalmente.

Luna soltou um gemido quando viu a cabeça aparecer nas águas escuras.
-Harry! – gritou.
Fred levantou-se correndo em direção a margem. Luna conteve-se para não deixar Gina só.
Tudo foi muito rápido. Logo Harry estava caído arfante no chão. A seu lado, desmaiada uma menina estranha a eles.
Deitada no chão também, Gina começou a mover-se lentamente.
-Harry... – sussurrou.
-Ela está voltando. – disse Fred, acudindo a irmã. A ajudou a sentar-se, bastante grogue.
-Oh, merlim! – gritou Luna vendo o que eles não viram distraídos em ver Harry e Gina e a estranha.
Na água boiava um corpo. Fred correu novamente e jogou-se ns águas nadando um bom pedaço, até alcançar o corpo que boiava. Com o braço em volta de seu pescoço trouxe Snape até a margem.
-Ele está vivo? – perguntou Harry começando a levantar. Estava terrivelmente cansado e respirar machucava seu pulmão.
-Acho que sim...ele precisa de respiração boca a boca – disse Jorge fazendo cara de nojo enquanto se abaixava, consciente de ser o mais velho e responsável por eles.
-Não se atreva, wesley! – o grunhido o fez pular para trás.
-P-Professor, você está vivo!
-Estou. – virou-se para o lado, cuspindo um pouco de água vermelha. – Onde estão os outros?
Só agora Harry deu falta deles.
-Foram feridos. Neville os levou para o portal. – disse Luna.
-Eu os mandei não deixar o portal só!
-Sabemos disso, professor. – respondeu sem um pingo de arrependimento.
-Precisamos ir também. – disse Harry.
-Certo. – Luna conjurou novamente um feitiço fazendo um contrariado Snape levitar, Ayana e Harry também. Harry não reclamou embora estivesse bem, estava exausto.
Adormeceu, ou desmaiou, não importa, muito antes de chegarem ao portal.



Pesado. Terrivelmente pesado. Suas pálpebras pareciam pedra e se recusavam a abrir. Ouvia sons e seu cérebro estava bem ativo. Mas não podia ou talvez no fundo não quisesse abri-los.
-Ela precisa de tempo. – Ouviu a voz de Molly Wesley dizer bem próximo a ele. Era uma ótima voz para se ouvir logo ao acordar.
-Coitada. O que não deve ter passado esses anos todos. Acho que ela não conhece a nossa linguagem. Nauts falam uma língua diferente. Somente entre si eles se entendem. Prof.Minerva deveria estar perto também.
-Querida? Você pode me entender? – Molly perguntou e Harry acabou abrindo os olhos de curioso. Ambas estavam sentadas na frente da cama de uma linda menina de cabeços assustadoramente longos e negros que estava recostadas contra os travesseiros olhando para elas com olhos arregalados.
-Me chamo Molly. – apontou para si mesma – Molly. Você chama-se Ayana. – apontou para ela – Ayana.
A menina continuou sem dizer nada. Seus olhos negros arregalados moveram-se olhando em volta até que o viram e pareceu levar um choque.
-Harry! – Molly levantou-se e foi até ele – Graças a Deus, você acordou! Estávamos tão preocupados com você!
-Como estão todos? - catou seus óculos no criado mudo.
-Artur foi ao hospital. Vai ficar bem, mas precisava ficar alguns dias sobre cuidados intensos. Jorge está com o ombro estraçalhado, mas está sendo cuidado. Ficara bom, tenho certeza.
-E Gina?
-Está no quarto dela. Ela já esteve aqui visitando-o, mas você estava dormindo. Rony está com Fred. Coitadinho, ainda não voltou ao normal – havia um pequeno tom de arrependimento na sua voz- confesso que me trás lembranças tão boas segura-lo em meus braços, bebê de novo. Faz tanto tempo que meus braços não seguravam um bebê... – disse sonhadora. Maneou a cabeça e voltou a conversa – Snape foi falar com Dumbledore, que voltou de viagem a dois dias. Eles tem muito que conversar.
-E Hermione?
-Ainda não mesma. Madame Polfrey a levou para lá – apontou um leito rodeado por uma cortina. – Há muita movimentação aqui. Ela precisa de um pouco de paz.
-Essa é Ayana, não é? – apontou a menina que o olhava assustada.
-Sim. Ela lembra muito a mãe. – sorriu – Você deve ter sido a primeira pessoa que ela viu na vida, Harry. Pobrezinha. Não sabe falar, ou andar. Seus braços se movem com dificultadas e não consegue apertar. Estamos tentando descobrir se isso pode ser mudado.
-Não podem fazer uma poção ou algo assim?
-Não funcionaria. Ela jamais teve atitudes humanas. Ela precisa aprender. Desde o começo. Mas estamos contentes, pois ela parece ser muito esperta. Quer ver?
Aproximou-se da cama e disse:
-Ayana? – pegou um pedaço de bolo que estava sobre a mesa ao lado da cama – Você quer?
Lentamente a menina abriu a boca. Molly colocou um pedacinho bem pequenino e a viram mordem bem lentamente.
-Logo, logo ela estará estudando aqui, Harry – disse Minerva – Como era o sonho de Sabira.
-Ãh...snape já a viu?
Molly e Minerva se entreolharam por um instante. Prof.Minerva pareceu decidir-se e aproximou-se de Harry.
-É muito complicado, Harry. Severus reluta em vê-la.
-Porque? – não acreditou no que ouvia.
-Ele amava demais Sabira. E amou essa menina antes mesmo do seu nascimento como a promessa de felicidade para seu casamento. E continuou a amando com o desespero de quem jamais veria a razão de sua existência. E agora, ela está aqui, dependente de nós. Como um animalzinho ferido. Ele sente-se culpado por não a ter encontrado antes. Sente-se responsável por ter passado todos esses anos submersa em águas do esquecimento. É compreensível.
-Será que eu posso sair daqui logo? Gostaria de ver Dumbledore. –disse um pouco amargo pelo que ouvira.
-Você já está bem, Harry.
Harry levantou-se, e pensou que deveria primeiro ir a sala comunal ver Gina. Vestiu as roupas por de trás de um biombo na enfermaria e saiu rápido de lá.

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