Capítulo 8 – E de casal
Hermione acordou sentindo-se bem, encarando o teto de seu quarto, sentindo as respirações de Fred e George em seu pescoço, como era de costume naquela semana, e estranharia se não sentisse uma delas. Percebeu que era noite, e que aquele era o momento certo, estava com o coração na mão, mas aquele era o momento. Saiu da cama fazendo o mínimo de barulho e tentando não acordá-los, foi até a cozinha e fez café, olhando no relógio, vendo que ainda eram duas e meia. Pegou uma xícara com o liquido quente e voltou para o quarto, pegou um bloco de notas e caneta, sentou-se no chão, na frente da cama. Olhos para eles, ambos dormiam tranqüilamente, não pode evitar sorrir, eles eram únicos, extremamente únicos.
Bebeu um gole do café, tomando cuidado para não queimar a língua, deixou a xícara no chão ao seu lado e colocou o bloco no colo, destampou a caneta e a pousou na folha, respirando fundo e decidindo como começaria aquilo. Decidiu por começar sendo o mais sincera possível.
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All of my memories keep you near
George abriu os olhos sentindo que alguma coisa estava errada, faltando. Olhou pela cama e não encontrou Hermione, somente encontrou Fred dormindo de bruços, os braços abertos, como se antes estivessem segurando alguma coisa. A pouca luz do sol que entrava pela janela parecia lhe assustar, era fraca e vinha junto com um vento frio; estranhou aquilo. Levantou-se e abriu a porta, parecia sentir que algo estava errado, a casa estava silenciosa demais.
Chegou na sala e tudo estava no escuro, somente a luminosidade que entrava pelas frestas da janela, e aquele frio estranho, foi até a cozinha; vazia. Onde ela estava? Andou rápido até o banheiro, e percebeu que estava vaio, em nenhum lugar da casa ela estava; onde estava Hermione? Foi até o quarto de Ron, Fred ainda dormia, olhou atentamente pelo quarto, e foi então que viu, na cadeira onde ela deixava as malas, um envelope com os nomes deles. Respirou fundo e fechou os olhos, abrindo-os logo depois, percebendo que as malas dela não estavam mais ali e que a chave que deram para ela naquela semana estava ao lado da carta. Ela não iria embora, não tinha motivos; tinha?
Passou pela cama e acordou Fred devagar, vendo os olhos do irmão se abrirem devagar e sonolentos, até sentiu-se mal em acordá-lo para dar tal noticia. Respirou fundo ao ver que Fred estava mais desperto e foi até a cadeira, pegando a carta e sentou-se ao lado do irmão na cama. Riu ao sentir que eram duas folhas de explicação que ela deixara para justificar porque de estar indo embora, nem para fugir ela era simples.
-Antes de abrir. – disse Fred segurando a mão do irmão, olhando para ele no fundo dos olhos. – Não tinha como ela saber o que íamos fazer, né?
-Não. – respondeu George balançando a cabeça e olhando para Fred a sua frente, os olhos do irmão pareciam perdidos, como se tentasse achar uma explicação para a fuga dela.
George ainda segurou a carta alguns segundos, tudo pareciam tão idiota que aquela carta só daria uma explicação do porque Hermione foi embora, nada tirava o fato dela ter ido embora. Uma semana. Estavam juntos faia uma semana, pouco haviam saído de casa, ou mesmo do quarto dela, até Fred confessar para ele que já não conseguia ficar longe dela, sem ouvi-la falar durante o dia ou respirar durante a noite. E agora ela fugira; ele só não conseguia entender o porque.
Olhou o envelope em suas mãos, seus nomes estavam escrito com a letra firme bem delineada dela, resolveu que ficar olhando aquela papel não ia trazer respostas, muito menos ela; abriu e começou a ler em voz alta.
In silent moments imagine keep you here
“Fred e George, sei bem que vão pensar que sou covarde, em fugir sem nem ao menos falar com vocês, mas infelizmente não consegui. Não porque sou fraca, porque não me considero uma pessoa fraca, mas porque se fosse para me despedir cara a cara eu não iria embora, não conseguiria deixá-los. Nem posso descrever como me dói ir embora e não explicar o porque, porém nem mesmo eu sei direito. Apenas explico nessa carta coisas que no momento sinto e espero que sirvam de consolo para vocês.
Não posso descrever em palavras de como foi bom tudo que passamos juntos, nós três, seja nessa cama onde vocês estão nesse momento, ou na cozinha, ou na sala, fazendo amor ou conversando, ou apenas ficando junto, em silêncio. Aprendi muito sobre vocês e também muito sobre mim – acho que principalmente sobre mim. Não me arrependo de nenhum momento com vocês, na verdade fiquei feliz quando Ron mandou a coruja avisando que teria que ficar mais uma semana. Não achei que teríamos oportunidade melhor de nos conhecer do que essa, e conheci. Conheci vocês tão bem que sei quantas sardas cada um de vocês tem no corpo – corpo todo, viu? Cada mania irritante, cada qualidade e defeito, o jeito que gostam de dormir, e como gostam do café; e foi por esses motivos – que me pegaram de surpresa ontem a noite – que fiquei a pensar em como poderíamos ficar juntos. Não, eu não conseguiria escolher entre vocês, nunca seria capaz de escolher o Fred e ficar vendo o George sozinho, ou escolher o George e ver o Fred sozinho; ou escolher um de vocês e ver o outro com outra pessoa. Me desculpem se pareço egoísta em falar isso, mas eu não serei hipócrita a este ponto e falar que não me importaria; me importaria e muito.
Nessa semana pude quebrar barreiras em mim que, hoje, nem entendo porque as tinha. Me entreguei de corpo e alma para vocês, na mesma quantia para ambos. Aprendi sobre vocês, e só de lembrar vocês juntos na cama, enquanto eu observava, me sinto extremamente outra. Só não queria estar presa a cadeira. Aprendi que foram feitos um para o outro, e eu seria a outra parte de casal, porque vocês são uma só pessoa, divida em duas. Ninguém percebeu, mas suas bocas foram feitas para ficarem juntos, seus corpos colados, e suas almas entrelaçadas. Eu amei poder presenciar tal momento de intimidade entre vocês, e receio dizer que isso me marcou profundamente, de muitas maneiras. Nunca vou me esquecer de ver vocês juntos, as palavras de carinho e amor, vocês merecem passar o resto da vida juntos, não tem porque se separarem se acharam sua alma gêmea no irmão. Não vejo barreira quanto a isso, espero que fiquem juntos, em todos os sentidos.
Hoje enquanto escrevia essa carta e via vocês dormindo não pude evitar chorar, sei que é cedo e ainda não firmamos relacionamento – e nem vamos -, mas não consigo nos imaginar contando para sua mãe que estamos juntos; já imaginaram os berros? Ninguém aceitaria, ninguém. Sei que deveria me importar somente com o que nos interessa, que o que os outros dizem seria besteira e o importante seria o que nós três pensássemos, não é? Infelizmente não é assim, vocês tem família, e nunca – nunca mesmo – me colocaria entre vocês e sua família, pois sei o quanto uma família faz falta na vida de uma pessoa. Não consigo nos imaginar chegando para a ceia do Natal que vem de mãos dadas, e sua mãe nos recebendo com beijos e abraços, e o resto de sua família toda sorridente, porque o casal de três chegou. Desculpem, mas não consigo imaginar tal situação com final feliz; espero que me perdoem.
Por isso fui embora, para não ter que ver vocês e não ter, o que acabaria acontecendo, e sinceramente, não preciso passar por isso; e abuso em dizer que sofrer por pessoas qual me apaixonei sem esforço algum, não me atrai. Não tenho mais idade pra sofrer por estar apaixonada, agora só quero viver essa paixão, pena que será sozinha. Não, pra mim não é cedo declarar isso, e só quem pode me julgar por me apaixonar tão facilmente por vocês, sou eu mesma. E, talvez, vocês. Não quero retribuição de sentimentos, na verdade é mais fácil pensar que só eu me deixei levar por sentimentos nessa semana, que somente eu me apaixonei. Não sei dos sentimentos de vocês, e talvez nunca vá saber, e assim talvez seja melhor.
Perdoem-me por ser boba e fugir no meio da noite, mas se eu esperasse amanhecer, não iria embora e me conheço o suficiente para saber disso. Não conseguiria sair do abraço de vocês, dos beijos. Só posso dizer que descobri muito de mim em vocês, e agradeço por tudo que me ensinaram nesses últimos dias, vocês conseguiram fazer com que eu me superasse, fui além do que um dia achei que iria; obrigada.
Carta longa, não? É porque na verdade estou adiando pra dizer que nesse momento me vou, e deixo com vocês dois um pedaço do meu coração. Dói-me – e muito – ir embora, mas fiquem certos de que nunca os esquecerei, e caso alguém pergunte porque fui embora, podem dizer que foi porque me descobri. Imploro que não me odeiem, afinal de vocês só levo boas recordações. A respeito de meus sentimentos, podem ter certeza, já estão guardados no fundo de minha alma, embaixo de minha pele, junto com os toques, caricias e beijos.
Nem posso dizer até quando, então, até mais.
Beijos, Hermione Jean Granger. ”
All of my memories keep you near
-Ela sabia. – declarou Fred se jogando deitado na cama, fechando os olhos, sua expressão séria.
-Não tinha como, Fred. – comentou George dobrando a carta. – Nós combinamos ontem, não tinha como ela saber que íamos contar para a mamãe.
-E agora? – sentiu o irmão deitando o seu lado e abriu os olhos, virando a cabeça, olhando nos olhos.
-Você se apaixonou?
-Nem sei o que é isso. – respondeu Fred depois de alguns segundos, percebeu que George o olhavam com certa intensidade. – E você?
-Patético, porém sim. – levantou-se e jogou a carta longe, saindo da cama, passando a mão pelos cabelos, jogando-os para trás. – E ela foi embora.
-Vamos tentar descobrir onde ela esta?
Os olhos de George se voltaram para o irmão ainda deitado na cama, a pergunta dele no ar, podia sentir o frio estranho que entrava pelas frestas da janela, e por alguns segundos não soube o que responder. Valeria ir atrás dela? Tentar convencê-la de voltar e terem um relacionamento?
-Vamos tentar descobrir onde ela esta? – perguntou novamente Fred, apoiando-se nos cotovelos para poder ver o irmão. Percebeu a duvida nos olhos dele, e sorriu fracamente, era a mesma que tinha em si.
Ficaram longos minutos quietos, somente se olhando, uma conversa de olhares, algo só deles, uma coisa de gêmeos.
-Vamos. – disseram ao mesmo tempo.
You silent whispers, silent tears
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-Treze e noventa, Hermione.
-Pode ficar com o troco, Mary. – disse Hermione pagando a caixa do mercado, e pegando as sacolas.
Saiu do mercado e olhou pelo pequeno estacionamento, poucos carros parados naquela manha fria em Winchester. Andou calmamente pelo chão de cimento, sorrindo para uma ou outra pessoa que passava por perto, desejando Feliz Natal. Já faia quase um ano que saíra de Londres, e fora morar ali, para poder seguir sua vida sozinha. Não entrara em contato com ninguém, e sentia falta dos amigos, e principalmente deles.
Balançou a cabeça para afastar tais pensamentos, de nada adiantaria ficar pensando nisso, passou na frente da prefeitura e riu ao ver duas crianças pequenas olhando-a com certa curiosidade. Por um momento pensou ter reconhecido uma delas, era uma menina loira de cabelos lisos e olhos azuis, bem fortes. Continuou seu caminho pela calçada e assustou-se ao ver que uma mulher segurava seu braço.
-Mas que susto você me deu, Clara.
-Desculpe, Mione. – disse a mulher soltando seu braço e sorrindo. Clara era a dona da casa que Hermione alugara quando fora morar em Winchester, e era uma grande amiga. – Mas é que tenho um recado para você e estou de saída.
-Recado? – indagou a morena voltando a andar e ser acompanhada pela amiga.
-Sim, um homem foi te procurar hoje lá na prefeitura e pediu seu endereço, disse que te conhecia de Hogwarts. O que é isso?
A morena emudeceu e deixou as sacolas caírem, olhando para os olhos verdes de Clara, vendo a surpresa que sua reação causara.
-Como era esse homem?
-Ruivo, cabelos bem longos, olhos azuis brilhantes, e se não me engano, tinha outro com ele no carro. Você esta bem?
-Você não deu meu endereço para ele, deu? – era visível a surpresa dela. Como eles a tinham achado?
-Claro que não.
-Ótimo. – ela pegou as sacolas e sorrindo para Clara deu uma desculpa de que tinha que se apressar para terminar a ceia de Natal.
Andou apressada até sua casa algumas quadras depois de onde Clara a parara e ao entrar na casa correu até seu quarto. Viu que Betany estava ali ainda, sentada em sua cama. Respirou fundo colocando as compras na cômoda, tirou o cachecol e o casaco, jogando-os na beira da cama, viu a garota a olhar sorrindo e sorriu de volta. Eles tinham vindo, mas não a acharam, essa havia sido por pouco.
Esfregou as mãos na calça, esquentando-as e foi na direção de Betany, que segurava um bebe, que dormia calmamente. Segurou-o entre seus braços e sorriu ao vê-lo respirar fundo, sem acordar. Era um bebe pequeno, de ralos cabelos avermelhados, e pele clara, com uma blusinha e calça vermelhas, o cobertor que o envolvia era vermelho com detalhes dourados. Hermione nunca se esquecia da amada casa de Hogwarts.
-Ela deu trabalho?
-Não, dormiu assim que você saiu, achei até que ia acordar com fome agora. – respondeu a garota. – Nossa, já ia esquecendo, tem dois amigos seus na cozinha.
Hermione olhou para a adolescente a sua frente, a garota não sabia o porque de estar vendo sua patroa tão pálida. Respirava rápido, eles estavam na cozinha, esperando por ela, por uma explicação.
-Você os conhece? – perguntou andando de um lado para o outro com Pamela nos braços, balançando-a.
-Não, mas eles me mostraram fotos de vocês juntos e achei...
-Eles são ruivos?
-Sim, os dois. São gêmeos. – conforme a garota respondei, Hermione sentia o chão se abrindo embaixo de seus pés. Eram eles.
-Eles viram Pam? – a pergunta pareceu extremamente estranha para Betany, mas ela achou melhor não ficar perguntando e responder logo.
-Não, eu a deixei no berço quando fui atender a porta. Ta tudo bem?
-Sim, sim, Bet. Pode ir, meu bem. Obrigada.
A garota não estava muito confiante em ir e deixar a patroa sozinha, mas ela pedir e não ficaria se metendo em assuntos que não era de seu interesse. Hermione ouviu a porta da sala se abrir e fechar, e ficou olhando para a criança em seu colo; Merlin, como ia explicá-la? Como ia explicar que quando fora embora não sabia que estava grávida? Como iria explicar que eles tinham uma filha?
Respirou fundo outra vez e olhou pelo corredor, a porta da cozinha estava encostada, a luz acessa. Voltou para o quarto, e olhou Pámela em seus braços, a deixaria no berço e depois a mostraria, muita conversa ainda aconteceria antes de revelar que a pequena existia. Deitou-a no berço de madeira escurecida, e foi até a porta reunindo sua antiga coragem Grinffyndor, e andou pelo corredor apreensiva, não sabia o que esperar.
Empurrou a porta da cozinha e entrou, vendo-os sentados de frente para a porta; lá estavam Fred e George. A morena não conseguiu evitar deixar um sorriso brincar em seus lábios, eles estavam iguais, não parecia que um ano havia se passado. Vestiam roupas trouxas de inverno e traziam nas mãos fotos, as fotos que Betany havia falado. Por alguns minutos ninguém disse nada, apenas se olhavam, Hermione se apoiou no batente da porta e cruzou os braços, esperando que um deles falasse algo.
-Não foi fácil te achar. – começou Fred, de cabeça baixa. E então a olhou, olhou dentro de seus olhos, foi como se tudo tivesse paralisado. Ela estava linda, os cabelos curtos, na altura das orelhas, lisos, parecia ter ganhado algum peso, mas isso era o de menos.
-Rodamos os prováveis lugares que você poderia ter ido. Tipo, lugares que já tinha estado antes, e acabamos aqui. – foi a vez de George, que se levantou, mas não se aproximou dela.
-Se escondeu bem. – ironizou Fred, sua voz séria outra vez.
-Foi a filha de Fleur que vi a pouco, não? – perguntou a morena sem mexer um músculo de onde estava, mesmo que tudo que quisesse fosse ir até eles e os beijar até perderem o ar.
-Sim, Bill veio nos ajudar. – George respondeu e fechou os olhos, para abri-los logo depois e dar dois passos na direção dela. – Nos deve uma explicação, não acha?
-Pamela. Não é esse o nome? – completou Fred, também se levantando.
-Como... como sabem? – os olhos da morena arderam, tudo que ela menos queria era que eles a odiassem.
-Uma foto sua na prefeitura com ela no colo. Os cabelos entregaram. – sentenciou George, sentindo-se nervoso.
-Eu... eu queria contar...
-Verdade? – perguntou Fred se alterando, e afastou-se um pouco, passando a mão pelos cabelos, tentando se acalmar.
-Todos já sabem de nós três. Assim eu você foi embora e nós começamos a te procurar, todos queriam saber porque de procurarmos você. Acabamos por contar a verdade e no começo ninguém aceitou, mas hoje até nossa mãe quer você de volta.
Hermione ficou sem saber o que falar, voltar? Voltar para Londres com um filha deles? Como explicar uem era o pai? Se nem ela queria saber qual deles era, não queria os outros querem saber.
-Não foi certo o que fez e sabe disso. – falou Fred se aproximando dela. Hermione sentiu duas lagrimas caírem de seus olhos e abaixou a cabeça; não, não podia voltar. Não teria como viver com eles daquele jeito. Era tudo o que mais queria, estar com eles, deixar a filha ser carregada e mimada pelos pais, mas como faria isso sem ser julgada pela sociedade? Não tinha como, não tinha espaço para eles no mundo preconceituoso em que viviam.
Pamela começou a chorar e Hermione pareceu acordar de seus devaneios, percebendo que ambos estavam próximos dela, olhando-a com certo carinho. Balançou a cabeça e limpou as lágrimas que teimavam riscar seu rosto.
-Você fez falta...
-Muita...
-Em todas as ocasiões.
-Não façam isso, por favor. – pediu saindo de perto deles e indo para o quarto, pegar Pamela. Primeiro acalmou a filha e só então voltou para a cozinha, vendo os dois homens pararem perto de si, observando o bebe em seu colo, ambos com os olhos brilhando.
-Só o cabelo lembra a gente. – declarou George rindo como criança por ver a filha que não sabia que tinha até algumas horas atrás.
-Graças a Merlin. – comentou Fred rindo também, pouco acreditando que era pai.
-Uma condição. – ela falou, balançando Pamela que havia começado a chorar novamente. – Ninguém pode me perguntar uem é o pai, porque isso nem eu sei, certo?
-Esta dizendo que volta? – perguntou George, aproximando-se ainda mais e a segurando pela cintura, postando-se de um lado dela.
-Sim. – respondeu sorrindo e apoiando a cabeça no peito dele, olhou Fred se aproximando do outro lado e a abraçando também.
Ela sabia bem que nunca seria fácil, seriam eternamente julgados, por todos e que até Pamela sofreria com isso, mas iria tentar. De nada adiantava viver sem seguir o curso do riu, não?
FIM.
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Tradução da música: Memories – Within Temptation
Tudo das minhas recordações mantém você perto
Nos momentos de silêncio imagino você aqui
Tudo das minhas recordações mantém você perto
Seu silencioso sussurro, silenciosas lágrimas
Valeu por todos que leram essa fic até o fim e gostaram... podem ter certeza que vou escrever outra deles mais pra frente... Dark, Tainara e Just esse fim foi para vcs, porque querendo ou não vcs influenciaram – e muito – essa fic na hora de ser escrita. Kiss especial para vcs três...
Kiss
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