Hogsmeade
J.K. é a dona, só estou me divertindo. E não estou ganhando dinheiro com isso.
Por favor, não me processe, eu não tenho nada.
Agradeço a todos os bons autores que li. Com certeza muito influenciaram.
E como disse um deles, se você reconhecer algo, não é meu.
Capítulo 11
Hogsmeade
E vivo apenas... para a sua felicidade
As aulas recomeçaram. E o Castelo pareceu ganhar vida de novo.
Estava feliz com a volta dos alunos. Mas sentiu falta do silêncio. E da liberdade.
Os alunos se surpreenderam com as novas aulas de Preparação. O nome era só esse. Mas eles sabiam.
A Guerra. Houve um pouco de tensão. Logo dispersada pela animação dos alunos com as novas aulas.
Eles apostavam o que seria dado nelas. E imaginavam que aprenderiam realmente grandes feitiços.
Apesar dos horários ficarem mais apertados, o Clube de Duelos que funcionava desde outubro seria mantido. Mas seria transferido para o sábado de manhã. Eles pareceram não se importar muito. Mesmo que atrasasse um pouco suas idas a Hogsmeade.
Os rumores diziam que o Ministério não tinha ficado muito feliz, mas tinha concordado.
Ela imaginou que seria mais difícil para ele vir até o arquivo às quintas-feiras. Os horários foram alterados.
As folgas dos professores foram utilizadas no revezamento das aulas de Preparação.
E havia Harry. Ele tinha tentando esconder. Os pesadelos tinham recomeçado.
Dumbledore pediu que voltasse a fazer oclumancia com Severus.
Mesmo que nenhum dos dois ficasse feliz com isso. Obedeceram.
******
Janeiro voava.
Os alunos estavam se acostumando depressa. Ao ritmo mais pesado.
Ela notou que Dumbledore não estava no almoço. Nem Severus e Lupin. Esperou que não fosse nada sério.
Ultimamente ela não se importava mais em tomar café. Seu estômago não estava muito bem. Talvez jantar todos os dias estivesse fazendo-lhe mal. Embora fosse difícil não fazê-lo. Estava sempre com muita fome.
Voltou para sua sala. Mas não estava fácil se concentrar.
-
Nina. - ouviu a voz de Dumbledore.
Levou um susto. Ele percebeu.
-
Desculpe. Não era minha intenção assustá-la. - havia mais alguém com ele - Arthur, esta é a srtª. Ventur. -
E este é Arthur Weasley.
-
O pai do Rony. - ela completou.
-
Sim. - ele deu um pequeno sorriso, olhando Dumbledore - Espero que isso não seja um mau indício.
-
Não. - ela sorriu de volta - Ele e a Gina devem ser motivos de orgulho.
-
Ah, são. - ele estava contente - Diga-me, - parecia curioso - como os bruxos estão se adaptando a uma trouxa? - ele pareceu perceber o que tinha dito, corou - Quer dizer...
Ela riu deixando-o à vontade.
-
Como estou sendo tratada? Muito bem eu garanto.
-
Deve ter sido difícil. - estava feliz por não tê-la ofendido - No início quero dizer, com o que você sabia de nós.
Ela olhou para o diretor. Os olhos atrás dos óculos de meia-lua sorriam.
-
Um pouco.
-
E... o que... - ele parecia indeciso - quero dizer sobre os Weasley...
Dessa vez, não conseguiu socorro em Dumbledore.
-
Bem. Os suéteres Weasley são famosos. - desconversou - E sua esposa tricota muito bem. E vocês são... muito
especiais. - sorriu para ele.
O sorriso dele se alargou.
-
Sim, Molly é realmente especial.
-
Eu espero conhecê-la um dia.
-
Nós podemos providenciar isso.
-
Bem, bem. Agora é melhor irmos. Temos muito que fazer. - Dumbledore sorriu.
-
Ah. É claro, Dumbledore. - ele parecia pesaroso - Bem, foi um prazer senhorita. - ele sorriu tocando o chapéu.
-
O prazer foi meu.
*****
Quarta-feira.
Já eram quase cinco horas quando Neville entregou-lhe um envelope antes de sair correndo.
Com os novos horários estava mais difícil encontrá-los. O envelope tinha a letra de Hermione.
Ela tinha sorrido travessa quando Nina insistiu em saber sobre a camisola. Não conseguiu arrancar nada dela.
Então percebeu que não a tinha visto no almoço. Não tinha visto nenhum dos três. Nem Lupin.
Franziu a testa.
"Por favor me espere as sete em seu quarto. Pronta para sair. Coma alguma coisa. É importante. H."
Ficou ainda mais preocupada.
****
Sete horas e três minutos. Estava ansiosa.
Abriu a porta na primeira batida.
Hermione estava lá. O semblante preocupado.
-
Oi Nina. - ela parecia ansiosa.
-
O que aconteceu?
-
Bem, hoje faz sete meses que o Sírius... - ela tropeçou nas palavras - bem que ele... se foi. E o Lupin está com o Harry. - estava aflita - Parece que ele conseguiu distrair Harry o mês passado nos feriados. Mas está difícil hoje. Então ele vai tentar conseguir um pouco de poção do sono com
Dumbledore para o Harry. - a voz agoniada - Mas eu sei que ele não vai querer tomar. E ele também não está muito melhor. - ela mordeu os lábios -
Será que você podia... - hesitou - ir até ele?
Tentou não pensar. Lupin precisava dela. Mesmo que ela tivesse que deixar...
-
Vamos. - ela pegou a capa.
****
Era tarde quando conseguiu voltar para o quarto. Estava cansada. Triste. Tudo o que ela queria era dormir.
Tarde demais para ir a qualquer outro lugar. Lembrou-se do Lupin. Finalmente ela o tinha convencido a tomar um pouco da poção que Dumbledore tinha dado para o Harry.
Suspirou. Algo daquela guerra estúpida finalmente a estava atingindo.
*****
Quinta-feira.
Ela entrou bocejando na sua sala. Outro dia de trabalho.
Era quase hora do almoço quando ela percebeu que não estava sozinha.
Ele estava parado na porta. A expressão indecifrável. Séria.
O coração bateu mais rápido. Percebeu o quanto sentiu a falta dele.
-
Preciso dos registros dos alunos do terceiro ano. - a voz seca, dura.
Ela o olhou. Ele sabia onde estavam. Talvez ele quisesse que ela fosse ao arquivo.
Não transparecia no rosto dele nada do que acontecia entre eles.
Tinha dado dois passos dentro da sala do arquivo quando viu que ele a seguira.
-
Silencio.
- ele disse para a porta depois de fechá-la.
-
Mas o quê...
Ela não terminou. Ele beijou-a com força. Apertando-a com desejo. O coração dela disparou.
-
Você não foi ontem. - ele acusou, dando atenção ao pescoço, fazendo-a tremer.
Ela teve coisas mais importantes a fazer. Mas seria difícil dizer isso.
Ele mordeu perto da orelha. Ela percebeu que ele tinha sentido sua falta.
Corrigiu-se: ele a tinha desejado.
E a julgar pelo estado dele. Sentiu o corpo vibrar. Ele ainda a queria.
-
Eu não pude.
-
Porquê? - exigiu - Estava com Dumbledore? - levantou a cabeça, incisivo.
Arrepiou-se. Pelo jeito, só Dumbledore tinha prioridade sobre ele.
-
Não. - ela desviou os olhos - Estava com Lupin.
Ele ficou imóvel. Ela viu o vinco na testa.
-
Foi preciso!
Afastou-se dela. Encarou-a, rígido.
-
Você se esqueceu que não estamos nem perto da lua cheia. - a voz era de aço.
Ele foi para a porta. Ela se pôs na sua frente.
-
É verdade! - Ela o impediu de sair - Ontem fez sete meses que Sírius se foi. E ele precisou de um amigo depois de consolar o Harry. - completou.
Ele a olhou um segundo inteiro. Pressionou-a contra a parede fria, beijando-a de novo.
Quase machucando-a. Parecia querer puni-la por não ter estado lá para ele. Ela o empurrou.
-
Não - murmurou, os lábios latejando, a voz quase triste.
Ele não disse nada. Mas ela sentiu a mudança.
Quando enfiou as mãos em seus cabelos e se apossou de seus lábios de forma menos dura.
Depois de um bom tempo, ela virou o rosto quase sem ar. Ele não a soltou. A boca viciosa. Ansiosa.
-
Temos que ir. Pode vir alguém. - murmurou tentando não se render.
As mãos no peito dele. Sentiu seu coração. Rápido. Como o dela.
Ele a apertou mais.
-
Não vão nos escutar. - ele não deixou seu pescoço.
Ela fechou os olhos. Mole. Tentou de novo.
-
Estou com fome. - estava em seu ombro agora, afastando sua roupa.
-
Eu também. - ele murmurou antes de colocar a boca na dela de novo.
***
Ela teve que se contentar com os sanduíches que Dobby levou para ela de tarde.
Tinham perdido o almoço. Sorriu ao lembrar porquê.
*****
Lupin estava abatido. Ela tentou tratá-lo com carinho. Ignorando os olhares de Severus.
Eles a chamaram para ir a Hogsmeade.
Rony a tinha convidado. Harry estava calado. Viu o olhar de Hermione. Concordou.
*****
Sábado chegou. Eles foram de tarde.
Pensou que eles pareciam mais animados. Os cinco. Juntos.
Foram a Dedos de Mel. Ela renovou seu estoque de chocolates. Havia muita gente.
Quando eles saíram. Ela sentiu um arrepio. Procurou pretos.
Mas não estavam lá. Franziu a testa. Havia só três bruxos de longas capas pretas num canto.
Hermione tocou seu braço perguntando alguma coisa e ela se esqueceu deles.
Ela e Lupin ficaram mais para trás conversando. Eles avisaram que iam ao Três Vassouras.
Antes que ela pudesse dizer alguma coisa Lupin concordou.
Quando os três se viraram uma esquina, ele a segurou.
Continuou em frente. Estava escurecendo. Logo seria noite.
Eles tinham andado em silêncio por um tempo. Ela reparou que havia menos pessoas ali.
- Eu queria te agradecer. - falou devagar.
- Porquê?
- Por ser boa comigo. - ele a olhou.
- Eu não sou boa com você. - ela parou, retribuindo o olhar - Sou sua amiga. E vou estar aqui quando você precisar.
Ele a olhou em silêncio.
- É bom ouvir isso. - tentou sorrir - Estou em falta deles ultimamente.
Ela não perdeu o acento doloroso de sua voz.
- Eu falei sério Lupin. - encarou-o - Eu vou estar aqui. E você pode contar comigo.
- Obrigado. - ele pareceu emocionado pela sinceridade dela - Posso dizer o mesmo.
Levou a mão ao seu rosto.
- Mas eu penso que talvez.... - empurrou uma mecha do cabelo dela - amizade não fosse... - os dedos percorrendo seu rosto, como na outra noite - o suficiente. - olhou-a nos olhos.
Ela sentiu um aperto no coração. Dor pelo que precisava fazer.
- Lupin, eu... temo que tenha que ser.
Ele retirou a mão devagar. Suspirou.
- É o Snape, não é?
Ela desviou os olhos.
- Não podemos ficar só como está? - pediu.
Ele pensou.
- Eu não sei.
Ela sentiu a dor dele. E a dela.
- Me desculpe. - murmurou.
- Porquê? - ele perguntou devagar.
- Por não ser quem você precisa. - levantou os olhos marejados para ele - Eu sinto muito.
Ele a olhou. Ela viu a dor nos dele.
- Eu sei. - sacudiu a cabeça - Mas isso não adianta muito.
Ela deixou que as lágrimas descessem.
Ele a puxou para si. Apertando-a num abraço.
- Está tudo bem. - sussurrou.
Ela tentou se controlar. Mas não conseguiu.
Ele a estava consolando. Quando ela é que devia estar consolando ele.
Ele lhe estendeu um lenço. Esperou que melhorasse.
Ela suspirou. Afastando-se dele.
- Acho que sua camisa está molhada.
- Não tem problema. - ele evitava olhá-la - Quer voltar para Hogwarts?
- Agora? - ele olhava para a estrada.
- Sim. Eu tenho que... fazer uma pequena viagem a Londres.
- Hoje?
- Sim. - ele a olhou por um momento - Mais tarde.
Ela pensou se tinha alguma coisa a ver com o que eles conversaram. Ou com a Ordem.
Mas aquele não era o melhor momento para ficar sozinha com ele.
- Se você não se importa eu prefiro voltar daqui.
- Você vai ficar bem? - a noite tinha caído.
Ele ainda conseguia se preocupar com ela. Tentou sorrir.
- Sim. O Três Vassouras é perto. Não se preocupe.
Ele acenou com a cabeça. Foi em direção à estrada.
- Lupin.
Ele se voltou devagar. Olhou-a.
- Boa viagem.
Balançou a cabeça de novo. E continuou o caminho.
***
Ela estava voltando. Refazendo o caminho para o Três Vassouras.
De repente, os três bruxos estranhos que ela havia visto a cercaram.
- Me deixem passar. - ela tentou mover-se entre eles, com medo.
- Deixar você passar? - uma garra de ferro segurou seu braço puxando-a - Você?
Viu os longos cabelos prata que emolduravam um rosto. E uma varinha na mão enluvada.
Foi tudo antes da luz.
*****
- Onde está Dumbledore? Preciso falar com o diretor! É importante!
Ele escutou a voz ansiosa. De longe.
- Você não vai a lugar nenhum moleque! - Filch segurava o braço do garoto - Isso é só história para se livrar do castigo. Mas eu já mandei chamar a Professora Minerva. Você vai ver só.
- Não! É importante. É sobre a Srtª Ventur. A do arquivo! - ele tentava se soltar.
- O que aconteceu Sr. Duncan? - Minerva que chegava, perguntou.
Ele se apressou. O garoto parecia contente em se livrar do Filch.
- A srtª Ventur. Três bruxos a levaram.
Minerva franziu a testa. Preocupada.
- Você sabe o que acontecerá se estiver mentindo, não sabe Sr. Duncan? Isso é muito sério.
Ele não gostou do tom dela.
- Eu não estou mentindo. Pode perguntar para o Mike!
- O que o Sr. Everest tem a ver com isso? - ela estava apreensiva, intranqüila.
- Ele estava comigo. Ele também viu. Eles a cercaram. Houve uma luz. E depois eles a levaram.
Snape segurou o braço dele de novo. Viu o garoto voltar os olhos para ele. Com medo.
- Onde? - o tom duro.
- Perto da estrada de Hogsmeade, Senhor. - respondeu assustado.
- Você viu quem era? - tentou se controlar para não sacudi-lo.
- Não - sacudiu a cabeça - Mas ele tinha cabelos compridos. Eu vi por baixo da capa. Muito claros.
'Lucius.'
Ele apertou o braço do garoto inconscientemente.
- Está me machucando. - havia dor na voz.
Soltou o braço. Olhou para Minerva. Viu a consternação.
- Avise Dumbledore.
E se foi. Depressa. Inquieto.
*****
GranjerWeasley - Sobre fazer Lupin sofrer. Não tenha nada contra ele. Eu o adoro! E esse é o problema. Estou em crise. (Nina comendo unhas). Então preciso tirar ele da fic. Ai, eu não consigo (porque ele é minha segunda paixão). Então eu fico triste. E desconto nele.
Sobre Severus e a Nina "brigarem". "E nem me fale da volta!!!!!!!"
"( Pati se abanando) Ui.... tá quente aqui né!?!?!"
(Nina com cara de safada.) E como!!!!!!!!!!!!!!!!!
Granjerweasley - "Bom, pra variar a fic está maravilhosa!!! Mas pela milésima vez eu te peço: não faz o Lupin sofrer hein!?!" Desculpe... Não vai dar. (correndo de Crucio)
Li Snape - "Eu imprimi o cap." Imprimiu?!
Suu-chan - "Oi! Adorei esse capitulo !" Eu também gosto. Mas o 14A...
Falar mais da Nina? Ai, ai! Não posso! Você vai entender no cap 16 ou 17 (não lembro). Mesmo assim vou
tentar, tá? (Tem alguma coisa no cap. 1).
Sarah Snape - "recebeu meus reviews?" Não. :( SNIF
Caileach - Quê isso! Que exagero! Mas Obrigada assim mesmo.
Segundo lugar? (Nina se inclina. Ruborizada.) Obrigada.
Ameriaasacura - E aí? Gostou? Estou te aguardando.
Karren (Austrália) - Estou doida para saber o que você achou!
JuOliveira - Eu não te esqueci, tá!
Muito obrigada por todos os e-mail´s e mensagens para o meu pequeno Thiago. Ele está OK agora.
Valeu a força.
Nina
AnaNinaSnape@yahoo.com.br