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5. A missão


Fic: Um pequeno detalhe


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Quinta-feira. Hermione estava sentada na poltrona do quarto lendo enquanto esperava Harry voltar. O amigo tinha saído para saber a que horas o primeiro baile daquela semana no Sun Palace começava. Às vezes Hermione parava e pensava consigo mesma... Depois daquele dia, ela e Harry pareciam ter se tornado ainda mais amigos, mas próximos... Era como se fossem cúmplices um do outro.

- Mione? – chamou Harry.

- Sim? – ela perguntou se levantando.

- Segundo a recepção, o baile começa às vinte e três horas.

- E quantos Comensais podem estar aqui?

- Não faço idéia. – ele disse com simplicidade. – Já levei para Azkaban vários suspeitos, Comensais que eu nem imaginava que o fossem.

- Talvez seja o grupo de Avery Nott...

- Como disse?

- Segundo algumas pesquisas que andei fazendo enquanto esteve fora, os Comensais de dividiram em três grupos. Os três Comensais que lideram estes grupos são Bellatrix Lestrange, Avery Nott e Fenrir Greyback. – explicou Hermione. – Ninguém sabe o paradeiro exato de cada grupo.

- Mas são grupos pequenos, não?

- São, sim. Grupos de no máximo seis Comensais. – respondeu a Inominável. – Muitos dizem que alguns morreram no caminho, outros adoeceram e acabaram se separando. Calculo que existam, no total, cerca de dez a treze Comensais.

- Então não prenderemos mais que quatro esta noite. – concluiu Harry.

- Mais ou menos isso. Por isso a missão tem duas partes. Acho que ao final teremos prendido uns seis ou sete, interrogado algumas pessoas e quem sabe, se dermos sorte, saber o paradeiro dos restantes Comensais. – Hermione agora pegava parte do material que Tonks lhe dera. – Draco e Cho andaram pesquisando enquanto esteve fora a mando de Tonks e acharam algo que talvez possa nos auxiliar. – ela estendeu uma pasta de cor parda ao auror.

Harry sentou-se na cama e analisou rapidamente os textos.

- São muitas informações importantes. – disse Harry ainda percorrendo as linhas com os olhos. – Aposto como Draco encontrou todos estes pergaminhos na própria mansão onde moravam seus pais. Certa vez ele me disse que existia um alçapão abaixo da sala de estar onde Lucio guardava todo material de artes das trevas possíveis. E Draco Malfoy, tendo sido um Comensal da Morte, pôde incluir algumas informações aqui, também.

- Talvez queira falar com ele, antes de resolver algo. – sugeriu Hermione.

- Não será preciso. – disse Harry devolvendo a pasta a Hermione. – Ele já me deu informações suficientes e eu trouxe alguns papéis com fotos de Comensais, principalmente porque agora é ainda mais difícil reconhecer um.

- A Marca Negra, não é? Ela sumiu depois de Voldemort se foi...

- Exatamente. Mas eu tinha fotos arquivadas de cada Comensal e suspeitos.

- Isso facilita bastante. – murmurou Hermione.

- Muito! – concordou o moreno. – Já tomou banho?

- Já, estava apenas esperando você voltar com uma resposta. – respondeu Hermione. – Só falta colocar o disfarce, o resto está tudo pronto. E você?

- Vou tomar um banho rápido e já volto. – respondeu ele. – Faltam mais ou menos três horas para o baile começar. Temos tempo suficiente para todas as transfigurações possíveis.

- Sem dúvida! – concordou Hermione entregando a Harry uma toalha limpa.

Enquanto o amigo tomava banho, Hermione começou a transformação. Prendeu os cabelos em um coque alto e bem apertado e sobre ele uma peruca preta e bem lisa que ia até o fim do pescoço. Nos olhos, lentes bem pretas também foram colocadas. Com um aceno de varinha, suas roupas foram substituidas por um vestido preto justo até a cintura e dela pra baixo transformava-se em uma saia rodada que ia até pouco acima do joelho. Os sapatos, também pretos e rasteiros de ponta completavam o visual. Modificou a parte superior do vestido, colocando mangas transparentes e perfuradas que iam até os pulsos.

A maquiagem colocada era o que Hermione menos gostava. Uma sombra escura fora colocada sobre os olhos depois clareando até se transformar em branco, bem abaixo das sobrancelhas. Nos cílios o rímel preto fora colocado, acompanhado de um lápis preto delineador. Nos lábios, o batom costumeiro fora dispensado e substuído por um gloss transparente.

- Hermione? – fez Harry incrédulo ao sair do banheiro, já vestido com a roupa que usaria.

- Eu sei que é totalmente fora do meu estilo, mas é a única maneira de não ser reconhecida. – explicou.

- Irreconhecível! – murmurou admirado. – Como consegue isso?

- Não sei. Estou acostumada com disfarces... – ela respondeu. – E você? O que vai fazer com esse cabelo? – ela perguntou apontando para os cabelos compridos do moreno.

- Nada. – ele respondeu com simplicidade. – Vou apenas colocar lentes pretas como você.

Hermione nada disse.

- Acho que sabe qual a sua tarefa, não é?

- Alguma parte da missão que eu mesma fiz e não sei?! – arriscou sorrindo marotamente.

- Talvez. Com esse disfarce é um pouco difícil notar que é a minha “mulher”, então, tente atrair todos os Comensais para o corredor do bar, um a um, onde estarei esperando para prendê-los. – explicou. – Seja discreta e faça isso com um certo espaço de tempo entre um e outro.

- Não se preocupe. – disse Hermione maliciosamente.

- Que acha de irmos jantar fora? – ele perguntou. – Ainda vai demorar para o baile começar e eu não vou agüentar esperar.

- Aqui no quarto não tem comida? – perguntou Hermione.

- O que tem não é o suficiente para duas pessoas e eu definitivamente não considero comida. – replicou Harry. – Você vai ou não vai?

- Ok, eu vou. – disse Hermione.

Harry se postou em frente ao espelho e tentou inutilmente colocar as lentes nos olhos.

- Droga!

- Quer ajuda? – ofereceu-se Hermione.

- Claro! – exclamou.

Hermione se aproximou e colocou uma das lentes no olho esquerdo dele. Sorria levemente da situação em que o amigo se encontrava. Colocou a outra.

- Pronto.

- Toda vez é a mesma coisa! Demoro horas e horas para colocar uma delas...

- Normal. Com o tempo você pega um pouco de prática. – disse Hermione pegando uma pequena bolsa.

Levantou a saia e deixou a mostra uma fita de nylon grossa e também preta, onde estava presa, no lado externo da perna direita, a pistola que trouxera para a missão. Repidamente prendeu a sua varinha ali, também.

- Vamos? – ela chamou.

Os dois desceram, passando pelo pátio do hotel antes de saírem. Separaram-se para que ninguém tirasse as conclusões que tanto evitavam. Hermione pegou o celular e discou um número.

- Apenas escute. – disse quando a voz atendeu mais a frente. – Fique encostado na pilastra de lado para o pátio, mas sempre de olho no que pode estar acontecendo. Qualquer coisa, irei colocar a mão direita na cintura e você vem.

Desligando o celular, seguiu sorrateiramente pelo pátio. Como se seus olhos tirassem fotos, gravava os rostos que via pelo caminho. À um canto, pôde notar um grupo de cinco homens chegando. Todos estavam vestidos de preto e usavam capas compridas, o capuz caindo pelas costas e apenas o rosto à mostra. Quando estes se afastaram, duas outras pessoas adentraram o pátio, vestidas igualmente aos outros, mas o capuz cobrindo-lhes o rosto.

- Estranho... – murmurou Hermione.

Foi até o grupo e sentou-se numa cadeira próxima a eles.

- ... Agir com cuidado, apenas isso. – sussurrou a voz grave de um homem.

Hermione escutou um barulho semelhante ao de um bip soar.

- Bella pediu para avisar que o grupo dela já está em Toronto. – avisou uma mulher, o rosto coberto por um capuz.

- Ótimo. – sussurrou a primeira voz. – Fenrir deve estar chegando ainda esta madrugada, por volta da uma da manhã...

- O grupo dele é pequeno, não vai ajudar em muita coisa. – disse um homem.

- Somos sete aqui, e ele vem com mais um, ou seja...

- Nove. – concluiu outra mulher, esta com uma voz mais grossa que a primeira. Só então Hermione pôde concluir que as pessoas com rostos cobertos eram mulheres. “Acho que vamos precisar do Harry mais tarde...”, pensou.

- Vamos nos separar durante a noite, a partir de agora. Evelyn e Tracy, permaneçam juntas. Qualquer movimento que notarem, nos procurem imediatamente. – disse a primeira voz.

“Esse deve ser o líder do grupo”, concluiu Hermione.

Levantou-se e voltou a andar pelo pátio. Retirou o celular da bolsa e discou o mesmo número que discara anteriormente.

- Bellatrix está em Toronto, o que indica que vamos encontrar o grupo dela no cruzeiro e Greyback está vindo para cá ainda esta noite com um grupo pequeno, são apenas duas pessoas com ele. – avisou. – O grupo que está aqui tem sete pessoas, sendo duas mulheres.

- Perfeito! – sussurrou a outra voz.

- Vão se separar agora, permanecendo apenas as duas juntas. Vai ser mais fácil do que imaginávamos.

- Não cante vitória ainda. Faça apenas o que combinamos.

- Ok. – e desligou. Olhou na direção de Harry. Acenou positivamente e voltou a andar pelo pátio. Agora todos já haviam se separado. As duas mulheres tiraram a capa preta, assim como os homens.

“Avery Nott, Amico, Alecto, Goyle, Crabbe, Evelyn e Tracy...”, passou os nomes todos em sua cabeça. Era impossível não reconhecê-los. “Bellatrix, Rodolfo e Rabastan Lestrange, Peter Pettigreew, Fenrir Greyback”, aqueles seriam os restantes. Mesmo assim, ainda faltava um.

Andou em direção a um dos homens. Chegando mais perto, notou um próximo a uma pilastra. Com um aceno de varinha, ele caiu no chão, petrificado. “Esse nunca falha!”, pensou enquanto ria gostosamente. Conjurou cordas e o amarrou.

- Depois cuido de você... – murmurou para ele.

Pensou em todas as hipóteses possíveis, caso resolvesse travar uma batalha com todos os Comensais. Eles poderiam fugir aparatando, foi a primeira coisa que pensou, a mais óbvia. Chaves de Portal são proibidas e o Ministério localiza as ilegais, então estava segura de que caso eles as usassem, seriam perseguidos. “Eles não correriam esse risco...”, pensou.

O melhor agora seria colocar um feitiço anti-aparatação. Novamente pegou o celular.

- Temos um. Está preso com cordas e petrificado, só por segurança. – informou. – Mas vamos ter que colocar feitiços anti-aparatação o mais rápido possível. Não sabemos quais os planos deles ainda.

- Como quiser. Só não os deixe escapar.

- Não se preocupe. – ela desligou o telefone e guardou-o novamente.

Como que por instinto, ela se abaixou e passou uma rasteira por trás de si.

- Petrificus Totalus! – gritou e ao ver Crabbe no caído no chão e preso pelo feitiço que lançara, riu. – Ah, isso nunca falha! Menos dois, faltam cinco.

Enquanto andava pelo pátio a procura de mais Comensais, seu celular tocou.

- Assim a concentração e os anos de treinamento não passam da força de vontade! – disse enquanto atendia o telefone.

- Tem três homens indo exatamente para o lugar onde você está. - avisou a voz.

Hermione imediatamente correu para a pilastra onde Harry estava.

- Obrigada! – agradeceu. – Você lançou os feitiços que pedi?

- Estão ativos há algum tempo... – respondeu ele, segurando Hermione rapidamente, que se jogou em seus braços de uma pirueta e rodou os pés no ar, derrubando as duas mulheres que vinham em sua direção. – Muito bom! – murmurou Harry perplexo com a agilidade da amiga.

- Hum... Digamos que os treinos estão cada vez mais freqüentes. – ela disse sorrindo. – Prenda-as. Ainda tenho que resolver algumas coisinhas com aqueles três ali...

Harry conjurou cordas e prendeu as mulheres.

- Silencio! – murmurou silenciando-as para que não gritassem quando acordassem. Correu atrás de Hermione. Era sorte que naquela área do hotel não houvesse câmeras instaladas. – Eu vou com você.

- Ora, ora, ora. Quem nós encontramos aqui? – fez Avery, ao lado de Goyle e Alecto.

- Grande coincidência, não? – disse Hermione sonsamente. – Pena que não tivéssemos nos encontrado antes. Poderíamos ter conversado um pouco antes disso... – Hermione lançou um feitiço, do qual os homens se desviaram facilmente e revidaram. Ela simplesmente pulou para trás e deu um mortal, caindo agachada e retirando a arma da perna. Atirou na direção de Goyle, que caiu desacordado no chão. – Apenas uma poção do sono. Acho que ele vai causar menos prejuízo dormindo por algumas horas, não?

- Sua... – começou Avery.

- Hey! Pense bem antes de colocar seu linguajar pútrido aqui... Estamos apenas tendo uma conversa civilizada. – disse Hermione.

Olhou para o lado e viu Harry lutar contra Alecto, que investia cada vez mais nos feitiços que lançava insistentemente no auror, que permanecia intacto, apenas desviando dos ataques, sem lançar um feitiço sequer. Hermione sorriu. Conhecia bem aquela tática de Harry. Ele sempre esperava que os Comensais cedessem e quando estivessem cansados, ele aplicava um único feitiço para derrubá-los.

Inesperadamente, um feitiço veio em sua direção sem que ela visse. Harry pareceu interromper a sua tática, lançando um feitiço estuporante e vir em sua direção com um olhar desesperado.

- Impedimenta! – berrou fazendo Avery cair e ficar imobilizado por alguns instantes. Colocou-se em frente a Hermione, protegendo-a. Os dois se entreolharam e gritaram juntos: - Protego!

O feitiço ricocheteou no escudo invisível que os amigos conjuraram juntos.

- Everte Statum! – bradou Harry por fim, fazendo o Comensal dar uma pirueta no ar e cair no chão com estrondo. – Incarcerous! – cordas se materializaram prendendo os pés e as mãos dos Comensais restantes.

Hermione imediatamente foi até o amigo e o abraçou, deixando uma lágrima silenciosa rolar pelo seu rosto.

- Obrigada, Harry! – agradeceu ainda nos braços do amigo.

- Acho que não temos mais nada a fazer por hoje. – disse ele correspondendo o abraço da mulher. – Parabéns, Mione! Você se mostrou uma excelente auror e muito ágil. – elogiou.

- Ah, não foi nada. – ela sorriu para o amigo soltando-se de seu abraço. – Você também foi maravilhoso!

O homem balançou a cabeça negativamente sorrindo.

- Vamos para o quarto. Você precisa descansar...

- Primeiro temos que dar um jeito neles. – Hermione fez um gesto rápido com a cabeça indicando os Comensais espalhados pelo pátio. – E rápido! Não vão demorar a abrir o pátio para o baile.

Harry acenou positivamente e pegou o celular no bolso da calça.

- Tonks?! – ele afirmou mais do que perguntou.

- Sim? – respondeu a voz feminina do outro lado da linha.

- Tudo pronto! Pode mandar os homens.

- Ok. Vou ligar imediatamente para o Ministério e pedir que dois aurores sigam diretamente para o Sun Palace. – disse Tonks rapidamente. – Tchau, Harry e bom trabalho!

Harry guardou o celular no bolso.

- Ela disse que ia mandar um auror para levá-los. – disse para Hermione.

- E amanhã seremos capa do Profeta Diário. – disse ela cansada.

- Harry? Hermione? – chamou uma voz conhecida. – São vocês?

- Sim, Ginny. Somos nós. – respondeu Harry. – Como vai?

- Vou bem, obrigada! E vocês?

- Estamos ótimos, apenas um pouco cansados. – disse Hermione. – Nada demais!

- Terminaram o serviço bem rápido desta vez. – comentou a ruiva.

- Passamos o dia investigando para saber se os Comensais haviam chegado e quando chegariam. Hoje recebemos todas as respostas que precisávamos e creio que amanhã a noite estejamos embarcando para Toronto. – contou Hermione. – Se chegarmos a tempo, poderemos pegar todos em tempo menor que o planejado, que seria o de três semanas.

- Vão precisar de alguma ajuda? – perguntou Ginny.

- Talvez. Por enquanto apenas precisamos retirar esses Comensais daqui. – respondeu Harry. – Mais ou menos a uma da manhã, chegarão mais dois e precisamos estar alerta. Temos sorte que seja durante um baile, porque assim ninguém vai dar falta de ninguém. Mas... Quem veio com você?

- Dylan Stewart. – respondeu a ruiva. – Vou chamá-lo para ajudar.

- E o que faremos até terça-feira? – perguntou Harry a Hermione enquanto a ruiva se comunicava por meio de um walkie-talkie.

- Não sei. Vai ser difícil encontrar três Comensais disfarçados em Toronto... – respondeu Hermione vagamente. – Teremos que aproveitar os dias de folga que teremos, porque no navio a coisa vai mudar de figura.

- Dylan, leve os corpos para o Ministério. Tonks mandou uma chave de portal para que tudo saísse perfeito. – Ginny jogou uma xícara de porcelana rachada para o rapaz. – Eu vou mais tarde. Não precisa avisar ninguém! Acabei de falar com Tonks e com Draco. Eles sabem que ficarei por mais algumas horas.

- Mobilicorpus! – dizia o rapaz andando de um lado para o outro e juntando os Comensais em um só espaço. E cerca de dez minutos depois ele já havia voltado para o Ministério.

- Vamos para o quarto. – disse Hermione cansada. – Vou aproveitar para descansar um pouco e aguardar a hora de descer.

- Vamos. É melhor, mesmo! – disse Ginny andando com Hermione em direção a recepção.

- Acabei de pedir o jantar. – avisou Harry quando elas chegaram no balcão.

- Aqui está, senhor. Dentro de dez minutos o seu jantar estará em seu quarto. – disse a moça entregando-lhe uma ficha.

Os três subiram. Hermione retocou a maquiagem e deitou-se na cama, Harry se sentou na poltrona e Ginny ao lado de Hermione na ponta da cama.

- Quarto 312. – disse um rapaz batendo a porta.

- O jantar. – disse Harry.

- Será que o tempo vai demorar a passar desse jeito? – se perguntou Ginny.

- Espero que não. Estou muito cansada! – disse Hermione.

- Venham logo! O baile já deve ter começado. Temos que estar lá embaixo daqui a exatamente uma hora e trinta e cinco minutos. – disse Harry colocando os pratos na mesa e arrumando tudo rapidamente.

- Ainda há tempo! – disse Hermione calma.

- É exatamente esse o problema. – murmurou Ginny.

- Para uma mulher de vinte anos, acho que está muito estressada, Ginny! – disse Harry olhando-a seriamente. – Deveria se preocupar menos!

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- Talvez morena ficasse irreconhecível. – sugeriu Hermione. – Deixe os olhos como estão e vamos!

- Ok, Mione! – disse Ginny colocando, por fim, a peruca castanha e colocando sobre os seus cabelos ruivos.

Harry e Hermione estavam do lado de fora do quarto aguardando a amiga, que não sabia como descer.

- Dessa vez temos que agir bem rápido. Eu fico com Greyback e Harry com o outro Comensal. Ginny, você vai ficar por perto para cuidar de tudo, ok? Se algum de nós precisar de ajuda...

- Já sei, já sei! – murmurou a ruiva em um tom tedioso.

- Ótimo! – disse Hermione com veemência. – Sorte que ainda faltem duas semanas para a lua cheia...

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Hermione estava atrás de uma pilastra observando de perto dois homens que conversavam nervosamente.

- Encontrou? – perguntou o mais forte.

- Já disse que não! Eles não estão em parte alguma. – respondeu o mais baixinho, analisando a mão prateada dotada de poderes mágicos.

- Procure de novo! – ordenou o grandalhão agressivamente. – Temos que nos juntar com eles, sabe disso melhor do que ninguém. Precisamos dividir os grupos novamente...

O menor saiu pelo meio da aglomeração de pessoas que dançavam animadamente no meio do salão. Aproveitando o momento, Hermione atirou com a pistola, atingindo o homem bem na nuca. Ele pareceu cambaleante, mas ao mesmo tempo virou-se para ela com uma expressão aterrorizante. Hermione sentiu um frio na espinha, mas não deixou-se levar. Rápida e prática, estuporou o homem e depois imobilizou-o.

Ginny surgiu das sombras, pegou Greyback e jogou-o atrás de uma moita. Acenou positivamente para Hermione e as duas correram a procura de Harry. Este estava tentando pegar Rabicho, que lançava raios de várias cores em sua direção. Hermione e Ginny retiraram as armas e mostraram ao auror, que pegou a sua e fez um gesto rápido, abaixando-se. Os três então atiraram de uma só vez, fazendo o Comensal cair no chão e bater a cabeça com força no chão.

- Vão ficar inconscientes por algumas horas, mas poderão nos fornecer muitas informações quando acordarem. Vou levá-los diretamente ao Ministério da Magia. – disse Ginny com segurança. – Boa sorte!

Harry e Hermione fezeram um gesto rápido com a cabeça e observaram a ruiva sumir na escuridão.

“Primeira parte: concluída!”, pensou Hermione sonhando com uma boa noite de sono.

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