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24. Divino


Fic: SAVE ME - CONCLUÍDA


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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N/A: Breve explicação sobre o nome do capítulo: seu nome original era “Epiphany”, que significa “Epifania”. Posso ouvir um pequeno coro perguntando “E daí? O que significa esse nome esquisito?” Significa algo que é divino, que vem de Deus ou que é milagroso. Então, para não haver problemas, eu traduzi como “Divino”, que não foge muito ao significado da palavra. **************************************************** 


James Blunt - Goodbye My Lover

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Did I disappoint you or let you down?

Should I be feeling guilty or let the judges frown?

'Cause I saw the end before we'd begun,

Yes I saw you were blinded and I knew I had won.

So I took what's mine by eternal right.

Took your soul out into the night.

It may be over but it won't stop there,

I am here for you if you'd only care.

You touched my heart you touched my soul.

You changed my life and all my goals.

And love is blind and that I knew when,

My heart was blinded by you.

I've kissed your lips and held your head.

Shared your dreams and shared your bed.

I know you well, I know your smell.

I've been addicted to you.

Goodbye my lover.

Goodbye my friend.

You have been the one.

You have been the one for me (2X)


I am a dreamer but when I wake,

You can't break my spirit - it's my dreams you take.

And as you move on, remember me,

Remember us and all we used to be

I've seen you cry, I've seen you smile.

I've watched you sleeping for a while.

I'd be the father of your child.

I'd spend a lifetime with you.

I know your fears and you know mine.

We've had our doubts but now we're fine,

And I love you, I swear that's true.

I cannot live without you.

Goodbye my lover.

Goodbye my friend.

You have been the one.

You have been the one for me (2x)

And I still hold your hand in mine.

In mine when I'm asleep.

And I will bear my soul in time,

When I'm kneeling at your feet.

Goodbye my lover.

Goodbye my friend.

You have been the one.

You have been the one for me (2x)

You have been the one for me.

I'm so hollow, baby, I'm so hollow.

I'm so, I'm so, I'm so hollow.


James Blunt - Goodbye My Lover (tradução)


Eu te desapontei ou decepcionei?

Eu devia me sentir culpado ou deixar os juízes desaprovarem?

Porque eu vi o fim antes de começar,

Sim, eu vi que você estava cega e eu sabia que tinha vencido

Então eu tomei o que é meu por eterno direito

Tomei sua alma durante a noite

Talvez isso tenha acabado, mas não vai parar aí

Eu estou aqui por você, se você se importasse

Você tocou meu coração, tocou minha alma.

Você mudou minha vida e meus objetivos

E o amor é cego e eu soube disso quando

Meu coração estava cego por você

Beijei seus lábios e segurei sua cabeça.

Partilhei seus sonhos e a sua cama.

Conheço-te bem, conheço o seu cheiro.

Eu estive viciado em você.

Refrão:

Adeus, meu amor.

Adeus, minha amiga.

Você tem sido a única

Você tem sido a única para mim (2X)

Sou um sonhador, mas quando acordo,

Você não pode destruir meu espírito - são meus sonhos que você toma

E quando você seguir em frente, lembre-se de mim

Lembre-se de nós e tudo que costumávamos ser

já te vi chorar, já te vi sorrir

Observei-a dormindo por um instante

Eu seria o pai do seu filho

Eu passaria uma vida inteira com você

Eu conheço seus medos e você conhece os meus

Nós tivemos nossas dúvidas, agora nós estamos bem

E eu te amo, juro que é verdade

eu não posso viver sem você

(Refrão)

E ainda seguro sua mão na minha,

Quando estou dormindo

E eu irei agüentar minha alma no tempo,

Quando eu estiver ajoelhando aos seus pés

Estou tão vazio, querida, estou tão vazio

Estou tão, estou tão, estou tão vazio

*****************************************************


Capítulo 24


Divino



Gina sentiu seus batimentos acelerarem enquanto se encaravam. Ela praticara o queria dizer antes de decidir vê-lo. Por que ela não conseguia lembrar de nada?

Ele parecia pálido, perturbado... E um pouco aborrecido. Isso a deixou nervosa. Ela esperara que ele parecesse um pouquinho mais feliz ao vê-la. Não importava... Isso tinha que ser feito. Quer ele estivesse de bom humor ou não.

- Eu queria vir e dizer olá. – Gina começou, baixando o olhar quando Harry meramente a encarou. Por que ela de repente se sentia tola? – Eu, er, precisava falar com você sobre algumas coisas, se estiver tudo bem.

Harry coçou a nuca enquanto pensava. Ela franziu as sobrancelhas quando ele suspirou e assentiu.

- Você quer sentar?

- Não, eu estou bem. – Ela disse, torcendo as mãos.

- Chá? Água?

- Eu estou bem, Harry. – Ela disse novamente, seus lábios se curvando em um pequeno sorriso. O silêncio irrompeu entre eles enquanto evitavam se olhar. Por que era tão difícil?

- O que você queria conversar? – Harry finalmente perguntou, sua voz um pouco rouca.

Gina engoliu a sua preocupação e encontrou seus olhos presos aos dele:

- Ontem à noite. O que aconteceu entre nós.

- O que tem?

Ela soltou um suspiro rápido:

- O que, exatamente, significou para você?

- Por que tem que significar alguma coisa? – Harry perguntou, voltando-se para olha-la. Seus olhos verdes estavam escuros, perfurando-a dolorosamente, fazendo com que ela erguesse as mãos em frustração.

- Então voltamos ao velho padrão de transar um com o outro e então fingir que não significou nada?

- Não. Olha, Gina, eu estaria mentindo se dissesse que foi apenas outra transa. Não foi. Foi confortante. Foi algo que você e eu precisávamos, você mesma disse isso.

- Eu senti mais do que conforto. – Ela disse, cortante. – Fizemos amor.

Harry não disse nada, mas fechou os olhos. Ela podia ver a minúscula contração na mandíbula e suspirou, decidindo que não importava. Eles podiam dançar a mesma melodia como sempre, ou ela podia pôr um fim na distância entre eles. Mesmo que as conseqüências fossem boas... Ou ruins.

- Eu tenho uma chance de estudar para ser uma Curandeira. – Gina explicou, observando Harry erguer o olhar lentamente para o dela. - Se eu quiser agarra-la...

Ele de repente pareceu confuso:

- Uma Curandeira?

- Sim, a mãe de Olívio...

- Olívio. – Harry interrompeu, seus olhos escurecendo. – Eu estava me perguntando quando o nome dele surgiria.

Ela corou furiosamente, mas tentou manter o tom inalterável e conciliador:

- A mãe dele pode me arranjar uma vaga para estudar lá... Na Escócia.

- E você estaria se mudando sozinha para a Escócia?

- Não. – Ela suspirou, desconfortável com o fato de ele observa-la com uma descrença fria. – Com o Olívio.

- Ah... – Ele parou e olhou-a pesarosamente - É maravilhoso. Parabéns.

Sua tristeza pareceu afundar nas palavras dele:

- É tudo que tem a dizer?

- O que você quer que eu diga, Gina? - A voz de Harry parecia um sussurro de derrota enquanto ele meneava a cabeça. - É uma ótima oportunidade.

- Eu suponho que sim. – Ela suspirou profundamente, determinada a não recuar do verdadeiro propósito de sua visita. – Eu te amo, Harry.

A rigidez na boca dele pareceu atenuar-se, mas ele não disse nada, fazendo-a controlar a ondulação em sua voz:

- Eu te amo. - Ela disse novamente. – Mas não tenho medo de recomeçar. A única coisa que temo é... Não pense que eu poderia viver comigo mesma se eu embarcar naquele trem, na quinta-feira, sem saber...- Ela mordeu o lábio e desviou os olhos, o medo confundindo seus pensamentos. Com uma olhadela, ela o viu a observando com interesse, seus olhos cheios de ansiedade. – Não posso partir sem saber se você me ama. Porque se não me ama, eu posso ir sem pensar sempre. Eu quero ficar com você, mas eu não posso... Não se você não me ama.

Harry tirou as mãos dos bolsos e correu-as pelo rosto e pelos cabelos. Ele virou-se para longe dela e caminhou pela sala, para perto do fogo. Ela o observou encostar-se e estudar uma fotografia de seus pais por muitos momentos tensos:

- Harry?

- Eu sou um idiota, Gina. – Harry começou, erguendo um dedo para roçar na fina camada de poeira na moldura.- Você merece muito mais que isso.

- Não...

- Não o quê? – Ele virou para encara-la. – Não te dizer o que é melhor para você? Maldição, Gina, alguém tem que dizer porque você não está vendo todo o quadro.

- Não preciso que alguém me diga o que é melhor para mim, Harry. Sou uma mulher adulta. Posso tomar minhas próprias decisões! – Gina crispou os dedos para tentar se controlar. Ela estaria ferrada se deixasse Harry afasta-la porque ele pensava saber o que era “melhor para ela.” •

- Me parece que você já se decidiu. Se eu não posso te dar o que você quer, você está mais do que disposta a fugir para a Escócia com alguém que você não ama. – Harry disse amargamente, enfiando as mãos nos bolsos.

- É aí que você se engana. Não estou fugindo. Estou disposta a recomeçar.. – A voz de Gina morreu com um suspiro, e ela desviou o olhar. Uma desolação intensa começou a varrê-la. - Escute, não quero discutir com você, Harry. Só quero saber: você me ama?

Ela observou Harry retesar-se e baixar o olhar, como se estivesse relutando em responder. Finalmente ele a olhou, seus olhos cheios de arrependimento e pesar:

- Eu não sei.- Os ombros dele se curvaram levemente em derrota. – Eu preciso de você. E você sabe que eu te desejo.

Gina percebeu que estivera prendendo a respiração e ela expirou, tentando ignorar o tremor de suas mãos e a ferida aberta em seu coração:

- Não é o suficiente.

- Eu sei. – Ele replicou, rouco, seus olhos desfocados. - Mas é tudo que posso te oferecer.

Ela fechou os olhos por um momento, repelindo o desespero que a cortava fundo. Em vez disso, ela forçou um pequeno sorriso e caminhou para ele lentamente, sentindo o inchaço em sua garganta crescer enquanto ela estacava diante dele. Seus olhos estudaram o rosto dele, tentando memorizar cada detalhe antes de erguer uma mão para cobrir a bochecha dele.

Sem uma palavra, ele inclinou-se, roçando os lábios nos dela. O beijo foi surpreendentemente gentil. Era um beijo que a faria lembrar do gosto dele e ela o abraçou por muitos momentos antes de afastar-se. Mesmo que ela não quisesse pensar nisso, era um beijo de adeus. E eles sabiam disso.

Gina ouviu a respiração acentuada dele e eles permaneceram em silêncio por um breve momento antes de ela assentir. De repente ela estava mais do que pronta para escapar da presença dele:

- Eu deveria ir. - Ela disse, fazendo menção à porta. – Mamãe está me esperando, então... Eu deveria ir.

Ele a observou dar-lhe as costas, sua cabeça baixa e seu rosto escondido pela espessa cortina de cabelos flamejantes. Ela abriu a porta e sentiu o vento gélido a engolfar, mas isso pareceu não importar tanto... Ela já estava congelada por dentro.

- Gina?

Ela parou pela urgência na voz de Harry e tentou não deixar que seu coração saltasse para a garganta enquanto ela virava-se para olha-lo:

- Sim?

Ele hesitou antes de erguer uma mão:

- Boa sorte. Com tudo.

Não confiando em si mesma para falar, ela deu-lhe um pequeno sorriso e andou depressa para a escuridão, seus lábios subitamente apertados para imprensar o soluço que ameaçava.

Sem lágrimas.

Secando impacientemente os olhos úmidos, ela sacou a varinha para aparatar em casa. Ela tinha poucos dias para se aprontar... O final da semana chegaria logo e ela sabia disso.


A semana certamente voou para Harry. Desde que Gina saíra por aquela porta, de sua vida, aquela noite, Harry atirara-se no Treinamento de Auror. Ele estava no Ministério do amanhecer ao pôr do sol, parando apenas para comer e dormir e, ocasionalmente, afogar as mágoas com Rony no Cabeça de Javali. Ele se recusava a colocar os pés no Caldeirão Furado, temendo ver Gina. Ele não tinha certeza se estava com medo de vê-la e criar uma situação embaraçosa, ou vê-la e jogar-se aos pés dela e implorar que ela ficasse com ele. Rony não mencionou Gina, de fato, ele não mencionou ninguém, mas não afastou sua amargura a respeito de Hermione. Se Harry proferisse uma sílaba do nome dela, Rony olhava-o zangado e reenchia seu copo, murmurando coisas abomináveis sobre Roma e magia. Isso era bom para Harry... Ele entendia e sabia lidar com o estado da mente de seu amigo. Afinal, ele vivera isso sozinho por muito tempo.

Ele sabia que o único jeito de fazer Rony se sentir melhor era deixando a dor seguir seu curso. Rony, assim como Harry, passava todo o tempo treinando no Ministério. Harry percebeu que era melhor Rony descontar sua mágoa e sua frustração nos colegas Aurores do que em Harry.

Quinta- feira chegou. Havia uma dor no estômago de Harry que ele ignorava enquanto treinava. Ele se esforçava vigorosamente, até sua camisa estar ensopada e círculos de vermelho e verde passarem por seus olhos sempre que ele os fechava. Seus músculos estavam doloridos e sua respiração irregular.

Mas isso ajudava. Sua mente estava embaçada com tantos pensamentos para se concentrar em apenas um. Para se concentrar nela.

Antes que ele se desse conta, o dia já estava terminando e Rony estava arrastando- o para os chuveiros antes que Harry o persuadisse a correr mais três milhas.

A água quente corria por seu corpo, aliviando a tensão em seus ombros e em suas costas. Apoiando-se contra sos azulejos, Harry jogou a cabeça para frente, ignorando a água escaldante que acumulou-se e correu por seu rosto e seus olhos. Percebendo que não poderia se esconder debaixo do chuveiro para sempre, Harry desligou-o e afastou os cabelos úmidos do rosto.

Ele ouviu o inalterado som de gotejamento ao lado dele e percebeu que Rony devia ter terminado antes dele.

Agarrando uma toalha e a enrolando na cintura, Harry saiu e caminhou até os vestiários e percebeu que eles estavam vazios. Sem humor para conversar, Harry ficou agradecido quando reparou que o armário de Rony estava trancado.

Arremessando a toalha no banco, Harry abriu seu armário e tirou sua cueca e suas calças. Ele estava puxando o zíper quando ele virou-se e viu que Rony estava atrás dele:

- Jesus, Rony.

- Desculpe. – Rony disse, pedindo desculpas com o olhar. – Pensei que você tivesse ouvido a porta se abrir.

- Não estava prestando atenção. – Harry murmurou, sentando no banco para colocar as meias.

Rony fez um pequeno barulho com a garganta e apoiou-se nos armários trancados, cruzando os braços.

Muitos minutos de silêncio se passaram e depois que Harry calçou os tênis, ele olhou para Rony com um olhar de sutil aborrecimento:

- Observar eu me vestir é sua nova idéia de diversão?

Rony encarou Harry por um momento antes de bufar:

- Desculpe, é só que...

Harry percebeu a expressão amuada e ficou de pé para pegar sua camisa:

- O que foi?

- Nada... Só que...- As bochechas de Rony tomaram uma coloração de vermelho enquanto ele se empertigava. Harry podia jurar que podia ver as orelhas dele queimando. – Uma garota me convidou para sair...

A cabeça de Harry girou, seus olhos arregalados:

- Sério? Quem?

- Faith O'Connor... Ela começou a treinar conosco...

- Faith O'Connor,- Harry murmurou, tentando se lembrar. Ele vestiu a camisa e sentiu o reconhecimento perpassa-lo.- A morena baixinha?

- É.

- Ela é bonita. – Harry disse, olhando Rony bem de perto. – O que você disse?

- Er, eu disse que sim.

Harry vacilou por um momento antes de abotoar a camisa, mas manteve a expressão casual:

- Tem certeza?

Rony encolheu os ombros e enfiou as mãos nos bolsos de suas vestes:

- Suponho que...Quero dizer, não posso continuar bebendo por causa da Herm... Dela para sempre, posso?

- Não, não pode. – Harry concordou enquanto pegava suas roupas e fechava seu armário. Eles começaram a andar até a saída e Harry pôde ver, de soslaio, Rony imerso em pensamentos. – O que?

- Gina parte hoje à noite. - Rony disse baixinho, lançando um rápido olhar para Harry. – Todos nós vamos para King’s Cross para vê-la ir embora... Você quer vir?

Apesar da dor ser grande, Harry sacudiu a cabeça, sua boca formando uma linha firme:

- Não, eu acho que não. Eu preciso terminar de ler o novo livro de feitiços do Treinamento de Aurores antes de amanhã.

- Bem, se você mudar de idéia, estaremos na Plataforma 6...

- Eu acho que não irei. - Harry interrompeu brevemente, entregando sua varinha para inspeção.

- Acho que você devia, Harry... Significaria muito para ela.- Rony disse, sua voz à beira da raiva.

- Significava muito para Hermione também, mas isso não pareceu te fazer mudar de idéia, não é? – Harry perguntou. - Não vou, tá certo?

- O que há? – Rony perguntou, seguindo Harry pelas escadas.

- Nada. – Harry jogou a mochila no ombro e preparou-se para aparatar. – Diga à Gina que eu disse adeus, tá bom?

Harry ignorou Rony quando ele o chamou e sentiu o familiar puxão em seu corpo. Momentos depois, ele estava do lado de fora da casa de Sirius. Abrindo a porta, ele largou sua mochila no chão e atirou-se no sofá.

Grunhindo, ele enterrou o rosto na almofada antes de rolar para o lado para encarar a parede. O som do relógio tiquetaqueando na mesinha ao lado parecia paralisa-lo.

Quando seus olhos começaram a contrair-se ao ritmo do relógio, Harry os fechou, entregando-se à exaustão que pesava em seu corpo.

Ela era quente. Convidativa. Ele não queria sair da cama quando ela estava ao redor dele tão firmemente.

Ele se movia devagar, quase preguiçosamente. Eles tinham todo o tempo do mundo. O corpo dela tremeu debaixo do dele, mas ele sabia que ela não estava com frio. Seus corpos estavam lustrosos de suor e a respiração dela estava quente em seu ombro.

Eles não falavam. Não precisavam. Quando seus olhos se encontraram, ele soube. Como isso podia ser tão claro agora?

Inclinando-se, ele capturou os lábios dela com os seus, deslizando sua língua pelos lábios macios e cheios enquanto ele penetrava fundo. As mãos dela apertaram os ombros dele enquanto ela chegava ao ápice, o nome dele apenas um sussurro nos lábios dela enquanto ela arqueava.

Observa-la o quebrou e ele tremeu, derramando-se dentro dela.

Então ela estava beijando-o, pequenos sons de prazer borbulhando em sua garganta enquanto ela chegava cada vez mais alto.

Ele estava sonhando?

- Gina?

- Hmmm?- Os dedos dela deslizando pelas costas dele. Merlin, ele se sentia tão bem.

Ele ergueu a cabeça para olha-la, esperando que ela abrisse seus olhos cor de âmbar e retornasse seu olhar.

- Como viemos parar aqui? – Ele perguntou.

- Você não sabe?- Gina lançou-lhe um olhar estranho e suas mãos deslizaram para o seu cabelo. Quando ele sacudiu a cabeça, ela sorriu.

- Você acordou.


Com os olhos subitamente abertos, Harry expirou rapidamente, como se tivesse prendido a respiração por muito tempo. Estremecendo, Harry levantou o tronco e olhou para fora. O sol estava se pondo, entregando- se à noite. Com o coração aos saltos, ele olhou o relógio.

O trem de Gina estaria partindo a qualquer momento.

Apesar do que seu instinto lhe dizia, ele permaneceu sentado, repousando a cabeça nas mãos. Era melhor que ela partisse. Mesmo. A sensação de estar dentro dela... De tê-la. Foi só um sonho, não foi? Não foi real.

O que era verdade é que eles tiveram bons momentos juntos, e certamente ele sentia-se desapontado por ela estar partindo, mas ela estava seguindo em frente. Foi o que ele disse a ela para fazer há muito tempo. Ela teria a vida que queria.

Harry suspirou e recostou-se. Por alguma estranha razão ele podia ouvir a voz de Rony em sua cabeça, na noite em que ele e Hermione terminaram.

- Nunca mais vou beija-la. Você sabe o que isso significa?

A dor foi rápida e inesperada dentro de suas entranhas. Harry fechou os olhos e pôde jurar ter sentido o cheiro dela. O que ele ia fazer quando isso acabasse? Quando não houvesse nada além da lembrança de como ela sorria e o gosto dela...

- Caralho. - Harry sussurrou. Sacudindo a cabeça, ele ficou de pé e começou a andar de um lado para o outro. Ele tinha que parar de pensar tanto nisso. Ele tinha que se concentrar no fato de que Gina ia ser feliz... Só que não com ele.

Ele podia vê-la constituindo um lar, uma casa pequena e aconchegante. E ela teria um casamento feliz com alguém, mesmo que fosse o maldito Olívio. Ele teria a certeza de beija-la sempre que quisesse... E fazer amor com ela toda noite antes de dormir.

Isso era tão incrivelmente doméstico... Uma coisa que Harry tinha quase certeza de nunca ter desejado. Ele não podia viver esse tipo de vida.

Gina iria querer filhos. Os filhos dela e de Olívio seriam bonitos. Ele podia vê-los claramente em sua mente. Um menino e uma menina. Eles teriam a pele pálida, as sardas e o cabelo flamejante da mãe.

Harry franziu as sobrancelhas e parou de andar, seus olhos pousando na vela perto do relógio. Cabelo ruivo... Mas eles não tinham os olhos castanhos de Olívio. Eles tinham olhos verdes.

Os olhos de Lílian.

Os olhos de Harry.

Eles podiam ser os filhos deles... seus e de Gina. Ele podia ser o único a voltar para casa, para ela, toda noite... Fazer amor com ela toda noite. Era a casa deles, a família deles.

A vida deles.

A revelação o atingiu com força, ele sentiu como se o ar tivesse sido sugado de seus pulmões.

Merlin, ele queria aquela vida. Urgentemente.

A ponto de entrar em pânico, Harry olhou para o relógio e o amaldiçoou alto. Ele pegou sua varinha da mesinha, não se incomodando em pegar sua capa enquanto corria para abrir a porta.

Ele ficou em um beco sem saída por um momento antes de esbarrar em Sirius e sacar a varinha.

- Harry! – Sirius carregava um calhamaço de pergaminhos. – Eu tenho algumas coisas que preciso discutir com você.

- Agora não. – Harry disse com um olhar rápido, apesar de seu coração bater com selvageria dentro do peito. – Eu tenho um trem para pegar.

Antes que Sirius pudesse replicar, Harry desaparatou.

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N/A e N/B:MERRY CHRISTMAS AND A HAPPY NEW YEAR!!!!!


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