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4. Provocações


Fic: Lembrança de Casamento


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Provocações


Os devaneios nostálgicos de Sirius foram interrompidos por uma respiração forte e entrecortada vinda da porta. Pelo reflexo no vidro escurecido, ele viu Bellatrix parada, estática, debaixo do umbral de madeira de lei e, mais uma vez, um assomo de desejo percorreu seu corpo. Ele estava certo: ela viera.

Embora fosse certo que ninguém teria notado sua ausência tão cedo, Bellatrix parecia dominada por uma estranha e incômoda sensação. Ela ainda tentava convencer-se de que estava certa em impedir Sirius de fazer o que quer que ele estivesse pretendendo, mas uma ínfima parte dentro dela sabia que haviam mais motivos para ambos estarem ali, encarando-se pelo reflexo da janela, do que sua razão conseguia distinguir.

_ Me seguindo, Bellatrix? – perguntou Sirius num tom de voz baixo, virando-se para a porta e cravando seus olhos brilhantes na prima. Ela não respondeu; limitou-se apenas a continuar a olhá-lo. - Sabe, Bella... eu sei que eu sou gostoso mas, felizmente para mim, olhar não tira pedaço... – continuou, ainda num tom de voz lento e arrastado, depois do silêncio dela como resposta – mas será que você poderia, por favor, parar de me olhar desse jeito? Caso contrário, alguém pode acabar percebendo que você está louquinha por mim...

Bellatrix riu. Uma leve, porém sinistra, gargalhada que lhe inundou os olhos negros com um brilho sem igual. Os cantos de seus lábios subiram quase imperceptivelmente, formando um sorriso tão irônico e ladino quanto o que Sirius havia lhe dirigido na fonte. Não podia negar que aquela provocação petulante a atraía ainda mais do que qualquer outra coisa.

_ Ah, Sirius... não se dê tanta importância assim... – advertiu, recuperando toda sua pose característica – como todos estão ocupados vendo Narcissa e Lucius dançarem, eu só vim garantir que você não vai sair desta casa com nada que não lhe pertença...

_ Oh, é mesmo! – Sirius exclamou, com extrema ironia – agora esta casa é sua, certo? Enquanto Walburga e Orion ainda ocuparem quarto principal, você pretende ficar com o meu? Afinal, este é o segundo maior cômodo da casa...

_ Há muito tempo este não é mais o seu quarto... – continuou, de maneira cada vez mais ameaçadora, com o brilho dos olhos iluminando também o rosto, no qual trazia um sorriso verdadeiramente inquietante – já faz muitos anos que nada mais aqui pertence a você...

_ Não é o que parece... – retrucou Sirius, com um sorriso sarcástico, abrindo os braços e indicando as paredes e seus antigos objetos pessoais, todos exatamente como ele havia deixado.

_ Nem tudo é o que parece... As paredes podem ainda ter esta horrível combinação de cores que você tão orgulhosamente ostentava, mas nada mais aqui é seu... nem mesmo esta foto tão linda dos seus amiguinhos... A propósito, como vai seu amigo lobisomem? – provocou, ferinamente – Alguém do Ministério já foi amordaçá-lo? Ouvi dizer que ele anda com sérios problemas para conseguir um emprego...

Agora foi a vez de Sirius não responder. Ele apenas a encarou, com os olhos faiscando. Ela sabia estava trilhando um caminho perigoso ao mexer com os amigos, que eram, sem dúvida, o ponto mais sensível do moreno, mas simplesmente não conseguia parar. Vendo-o sem resposta, sorriu ainda mais satisfeita e continuou:

_ Ok, só para mostrar como eu sou boa e generosa, vou abrir uma exceção. Caso você ainda esteja na puberdade, pode levar estas fotos horríveis... – provocou, indicando as fotos das modelos de biquíni na parede.

_ Acho que está mais do que óbvio que eu não estou mais na puberdade – retrucou – mas você com certeza já percebeu isso, não é mesmo Bella? Depois de todo o tempo que passou me observando hoje...

Ela riu novamente e Sirius se perguntou quantos tipos diferentes de sorrisos aquela mulher poderia ter, porque este era ainda mais provocante do que os outros. Os olhos dele faiscaram ainda mais: ele estava definitivamente irritado. Ela estava passando dos limites ao provocá-lo daquela maneira e ele não sabia o que era mais tentadoramente perigoso: lançar nela uma azaração bem ruim ou agarrá-la de uma vez e acabar com aquele jogo.

_ Duas opções interessantes, não é mesmo? – completou, olhando de maneira significativa para o moreno – ambas muito perigosas, mas, ainda sim, bastante interessantes...

- Não sabia que você era uma Legilimens... – concluiu, com um indisfarçável toque de surpresa na voz.

_ Há muitas coisas que você não sabe sobre mim, Sirius... – ela pronunciou o nome dele num sussurro sensual, que fez todos os sentidos do moreno se aguçarem. Saciar apenas a visão parecia não mais ser suficiente. Agora ele queria sentir mais de perto o cheiro dela, sentir a textura de sua pele, saboreá-la...

Era óbvio que ambos estavam prontos para levar aquele jogo para a próxima fase, na qual as provocações atingiriam um outro nível e ninguém conseguiria sair ileso. As coisas caminhavam rapidamente e, se num momento, Sirius sentia-se irritado e incomodado diante de uma presença tão marcante e sedutora como a de Bellatrix, em outro, a sensação de ser intensamente desejado por uma mulher era algo que ele conhecia bem e sabia como lidar com ela, usando-a a seu favor.

_ De fato... – cedeu – mas também há muitas coisas que eu sei... – frisou, abrindo o sorriso que era reservado apenas para os momentos de suas conquistas mais especiais.

Um sorriso irônico e enigmático era uma das características mais marcantes da família Black, e cada um dos seus membros sabia como melhor fazer uso dele. Sirius, naquele momento, usava o seu, aproximando-se a passos largos e decididos de Bellatrix, ainda próxima a porta, parando a centímetros antes de tocá-la, o que a fez soltar um pequeno, mas denunciador, suspiro de decepção pela interrupção.

_ Tsc, tsc... Bella... – ele não resistiu em provocá-la ainda mais. Queria revidar por todos os anos em que ela o provocara, queria ver os olhos dela suplicando por ele e, mesmo que todo o seu corpo estivesse implorando por aquele contato, ele não cederia primeiro – você acha mesmo que eu iria cair nesse seu joguinho? Por mais que me agrade a idéia de saber que você faz de corno o idiota do Lestrange... – ele não continuou porque ela o calou com um tapa estalado no rosto.

_ C-como ousa? – rosnou, fazendo Sirius sorrir satisfeito, sem ter certeza de qual “ousadia” merecera o tapa: se era chamar o marido da prima de corno ou de usar contra ela suas próprias armas de sedução.

_ Poupe-me dessa falsa indignação, Bellatrix! – sua voz soou forte pelo quarto, demonstrando que ele não estava para brincadeiras – É fato conhecido por todos que você o trai, mas aposto que hoje você pensou ter achado um desafio maior, certo? Eu poderia até apostar que ele a proibiu disto... – provocou, com plena consciência de que lembrá-la da proibição do marido colocaria ainda mais lenha naquele caldeirão fervente em que ambos estavam – Quantos pontos eu valho nesse seu joguinho infantil? Muitos, com certeza, não é?

Pela expressão de Bellatrix, parecia que ele tinha posto o dedo em uma ferida aberta e dolorida. Ela o olhava, ligeiramente pálida, mas com as bochechas levemente avermelhadas devido à raiva crescente. Estava surpresa com a sucessão de fatos e a inversão de papéis, mas não disse nada.

_ Como você vê – frente ao silêncio da prima, Sirius continuou – eu não sou mais aquele garoto bobo para quem você desfilava com todo o seu glamour, Bellatrix – o nome dela foi sussurrado de maneira lenta e sensual, fazendo um calor intenso percorrer-lhe o corpo – Agora é você que me olha, é você que me cobiça, é você que me deseja...

Havia algo de estranho no ar. Era como se houvesse ao redor deles uma aura de tensão e sensualidade tão intensa que chegava a ser quase palpável. O calor que percorria o corpo de Bellatrix atingiu seu rosto e transpareceu em seus olhos, sem passar despercebido por Sirius, ambos tão próximos que suas respirações começavam a se misturar.

_ E eu me permito o orgulho de acreditar que tudo isso não é só porque seu marido lhe proibiu... – concluiu, começando lentamente a abrir os botões da camisa para apresentar o tronco nu, forte e definido.

Bellatrix desviou o rosto, momentaneamente. Agora era sua vez de sentir-se confusa e incomodada, já que tal inversão de papéis não estava nos seus planos. Em geral, era ela quem provocava, quem seduzia e conquistava, mas não havia como negar que as atitudes do moreno estavam realmente fazendo-a pegar fogo internamente. Se ele queria jogar pesado, ela certamente tinha armas para revidar.

_ Veio até aqui conferir e agora não vai olhar, Bella? Eu não tenho todo o tempo do mundo... – agora era ele quem sussurrava – vai cumprir a ordem que o seu marido lhe deu? Achei que ninguém mandava em Bellatrix Black...

_ Lestrange... – corrigiu, rapidamente voltando a encará-lo.

Havia mais uma mudança significativa em seu olhar, uma sombra de menina travessa misturada com a esplêndida mulher que Bellatrix era. Ela sorriu mais uma vez, usando o seu sorriso-herança dos Black. Olhando para dentro das íris prateadas do primo, ela tomou a iniciativa de completar a aproximação. Os poucos centímetros que os separavam quase desapareceram, mas, antes que eles chegassem a se tocar, Bellatrix levantou a mão esquerda à altura dos olhos dele e fez a grossa aliança dourada rodar em seu dedo anelar.

_ Não se esqueça que eu sou casada... – continuou, num tom sarcástico e debochado, como se ela própria não fizesse questão de se lembrar disso – meu nome agora é Bellatrix Lestrange... – completou, em seguida beijando teatralmente a aliança bem diante do rosto de Sirius.

_ Hm... acho que vou discordar – ao contrário do que ela esperava, ele sorriu maroto, mas o sorriso era apenas um disfarce, pois estava ficando cada vez mais difícil controlar-se diante dela – aqui é o meu quarto e, se eu digo que você é Bellatrix Black, então você é Bellatrix Black! – completou com um tom tão debochado quanto o dela, segurando sua mão esquerda estendida e puxando rapidamente a aliança do dedo dela.

_ Devolva-me! - foi tudo que ela conseguiu dizer, dividida entre surpresa e excitada com a ousadia do moreno. O simples toque da mão dele em seu pulso pareceu queimar, seu corpo clamando por mais e mais contato.

_ A Bellatrix Black que eu conheço não usa aliança... – falou, no tom mais calmo e casual que conseguiu.

_ Devolva ou você vai se arrepender... – ameaçou com sua voz que mais parecia uma faca afiada, estendendo a palma da mão voltada para cima, tendo a certeza que aquele jogo ainda ia acabar por enlouquecê-los.

_ Pegue! – retrucou, pondo o anel diante dos olhos dela.

Bellatrix o estudou por alguns segundos. Seus olhos prateados brilhavam com uma intensidade que ela nunca tinha visto, nos lábios um sorriso divertido, travesso, maroto... Ela sabia que algo estava errado: não era do feitio dele ser tão "simples e prático". Com certeza, ele estava planejando algo e ela teria que pagar para ver. Quando ela fez um movimento em direção à mão estendida à frente de seu rosto, ele rapidamente abaixou o braço, levando a aliança para dentro do bolso da frente de sua calça. Ela revirou os olhos. Era tão óbvio que ela se surpreendeu por não ter previsto uma brincadeira como aquela. Ele sorria cinicamente.

_ Você se acha muito engraçado, não é mesmo? - perguntou, debochada.

_ Sim, eu me acho... – respondeu, com a maior cara de pau possível - você não?

_ Devolva a minha a aliança agora e você poderá ir embora ileso... – ameaçou.

_ Uhhh, agora eu fiquei com medo de verdade... – retrucou, sarcástico, mas o tom autoritário da voz dela fez os cabelos da nuca dele se arrepiarem – Eu já disse: se você a quiser de volta, vai ter que pegar...

Sirius não conseguiu ver exatamente de onde Bellatrix tirou a varinha, das costas do vestido provavelmente, mas o fato era que agora ela tinha a arma firmemente apontada para ele. Ela mirou em seu peito, com o triunfo estampado no rosto glorioso, apreciando a falta de reação do moreno, que parou surpreso.

_ Ok, agora eu fiquei realmente curioso para saber o que mais você tem ai embaixo desse vestido... – provocou, sorrindo sedutor e olhando cobiçoso para o corpo escultural da prima.

_ É, aposto que sim... – revidou, com uma risada aguda e, em seguida, mirou a varinha abaixo do cós da calça.

_ Cuidado com o que você vai fazer... – avisou pausadamente, com os olhos faiscando para a mulher à sua frente – Ou você pode acabar se arrependendo...

_ Accio alian... – começou Bellatrix, apontando a varinha para a parte da frente da calça, mas Sirius impediu o anel de sair dali, colocando a mão por cima do bolso.

_ Sem trapaças, Bellatrix! Você deve pegá-la sem magia... – falou, com um sorriso tão maravilhoso que estava começando a irritar a prima.

_ Eu poderia chamar meu marido aqui e ele a pegaria para mim... – tornou a ameaçar a mulher, a brincadeira já a estava cansando.

_ Acho que a última pessoa que você gostaria de ver nesse quarto seria o seu "adorado esposo"... – retrucou, irônico.

_ Se eu gritar, em poucos segundos, todos os convidados estarão aqui. E eles vão acreditar em tudo o que eu disser contra você...

Ambos sabiam que isso era totalmente verdade: Bellatrix era alguém capaz de convencer qualquer um de qualquer coisa, mas Sirius não se daria por vencido. Se ela tinha tido tempo suficiente até então para gritar e denunciar a sua presença ali, mas não o tinha feito, era porque tinha outros planos. Poderia até gritar, mas com certeza, não seria pelo marido.

_ Se você é do tipo que gosta de gritar, nós podemos pôr um feitiço abafador de som nas paredes. Caso você ache necessário... – o sorriso de Sirius era tão irresistivelmente cafajeste que qualquer mulher coraria diante dele.

Bellatrix não era qualquer mulher e muito menos uma mulher qualquer, mas nem mesmo ela podia negar que Sirius era um jogador à sua altura. Quando ela achava que o primo já tinha mostrado tudo do que era capaz, ele se saía ainda melhor, fazendo-a sentir-se cada vez mais lasciva. Embora sair do quarto não estivesse em seus planos mais imediatos, o fato da aliança estar com Sirius a inquietou. Numa vida tão marcada pelas aparências como a sua, o sumiço da aliança logo seria notado. Antes de qualquer outra coisa que ela pudesse desejar, primeiro, tinha que recuperá-la.

_ Você acha que precisa? – perguntou, colando seu corpo ao dele, num contato extremamente enlouquecedor.

Sentir toda a definição do tronco do moreno quase a fez esquecer que o suposto objetivo de sua aproximação era apenas recuperar a aliança do bolso dele. Ela fitou demoradamente os olhos prateados de Sirius, enquanto a mão esquerda, que não segurava a varinha, encaminhou-se lentamente para a cintura dele.

O toque dos dedos dela em sua cintura fez Sirius quase avançar sobre ela de uma vez. Mas ele sabia que teria que esperar. Queria ter certeza de que ela não iria, de fato, gritar, pois, vindo de Bellatrix, nada era impossível. Ela era imprevisível: se, num momento, dava a entender que seu maior desejo estava prestes a se realizar, no outro, ela poderia simplesmente explodi-lo sem o menor constrangimento. Se ao menos ele conseguisse tomar a varinha dela, então teria uma chance...

Eles mantiveram o olhar por mais alguns segundos, mas o contato dos corpos estava realmente mexendo com os nervos de ambos. Os dedos de Bellatrix, que ainda estavam bem longe do bolso dele, circundavam o cós da calça, tocando levemente a pele da cintura de Sirius. Bem lentamente e sem interromper o contato visual, ela subiu o toque, até parar com a mão inteiramente espalmada no peito largo do moreno.

Sirius sabia o que ela estava fazendo: ela o estava avaliando. Ele podia ver nas suas íris intensamente negras o conflito que se passava em sua mente. Desejava-o descaradamente, pois o calor de seu toque denunciava isto, mas ainda relutava em assumir que estava profundamente interessada pelo primo que sempre considerara apenas um pirralho atrevido.

Ela sentia-se inebriada com aquele contato físico e visual. Sua mão acompanhava os movimentos descompassados que o peito dele fazia durante a respiração entrecortada que escapava pelos lábios semi-abertos, que ela nunca imaginou parecerem tão deliciosos e provocantes quanto naquele momento.

Bellatrix tentava inutilmente se concentrar; sabia que tinha que apanhar a aliança e sair dali o mais rápido possível, mas desviar seu olhar dos olhos de Sirius e passar a fitar seus lábios definitivamente não colaborou nem um pouco. Eles eram convidativos demais... Tentando convencer-se de que era a melhor maneira de distraí-lo, Bellatrix, inesperadamente, avançou os centímetros restantes, colando seus lábios aos dele.

O choque da iniciativa de Bellatrix quase derrubou Sirius, literalmente. Ela investira para cima dele com tal vontade que ele teve que dar um passo atrás para não cair estatelado no chão. Por mais que ele desejasse ter tomado tal iniciativa primeiro, ele também sabia que o fato dela tê-lo feito mudava completamente as coisas. Afinal, fora ela quem não resistira.

O contato dos lábios foi algo totalmente novo para ambos, uma mistura de sensações simplesmente enlouquecedora. Havia, de ambas as partes, uma urgência e, até certo ponto, um toque de desespero, como se a qualquer momento o outro pudesse desistir e interromper o beijo e, por isso, fosse necessário aproveitar o máximo possível, esquecendo de tudo. Nenhuma das muitas e muitas bocas que Sirius havia beijado era tão exigente quanto a de Bellatrix. Ela parecia querer explorar todos os cantos de sua boca. Os lábios de ambos revezavam-se para tentar dominar os do outro.

Manter o contato físico limitado apenas aos lábios tornou-se insuficiente para Sirius. Num movimento rápido, ele tomou a fina cintura de Bellatrix num abraço apertado, trazendo-a ainda mais para perto de si. Ela não resistiu à aproximação e deixou-se envolver pelo braço forte e determinado do moreno, enquanto levava sua mão do peito à mostra em direção ao cós da calça, circundando também a cintura dele.

Quando o fôlego de Bellatrix quase falhou depois de um beijo realmente intenso, ela subitamente lembrou-se da aliança ainda depositada no fundo do bolso da calça do primo. Sirius estava tão envolvido e decidido a não parar de beijá-la que ela considerou ser o momento perfeito para recuperar o anel. Mais uma vez tomando a iniciativa de seguir para momentos mais decisivos, ela interrompeu o contato entre as bocas e dirigiu seus lábios para o pescoço do moreno, beijando-o fervorosamente e percorrendo toda sua extensão a partir do maxilar.

As atitudes de Bellatrix deixavam Sirius cada vez mais excitado, pois, em geral, era ele quem sempre tomava todas as iniciativas. Ele já havia saído com garotas atiradas e decididas, mas, sem dúvida, nenhuma delas se comparava a Bellatrix. Quando ela começou a beijar-lhe o pescoço, com uma vontade absurda, quase fez o moreno perder os sentidos, ativando e acelerando a circulação sangüínea em uma área do seu corpo que até então permanecia fortemente controlada.

A mão esquerda de Bellatrix escorregou perigosamente para dentro de um dos bolsos da calça do rapaz, roçando levemente através do forro de tecido fino, o que fez Sirius imaginar que ela também havia notado seu súbito "descontrole". O simples toque dos dedos de Bellatrix o deixou totalmente rígido, ereto e impossível de voltar a ser controlado.

Com os dedos dentro do bolso dele, foi realmente impossível para Bellatrix não tomar ciência da rigidez e do volume ali concentrados. Mais uma vez, seu intuito de recuperar a aliança caiu para segundo plano quando o moreno a conduziu avidamente para a parede mais próxima e a prensou entre o gesso frio e seu próprio corpo quente, passando também a beijar-lhe o pescoço, arrancando dali o elegante colar de diamantes. Sirius, que tinha ambas as mãos livres, percorria livremente com elas a lateral do corpo de Bellatrix, demorando-se em cada uma das curvas da cintura e dos quadris da mulher.

Dividida entre aproveitar cada toque fervoroso de Sirius em seu corpo e a necessidade de reaver a aliança, Bellatrix oferecia o pescoço alvo para que o primo beijasse, cada vez mais avidamente, chegando a marcá-lo. Ela teve a incômoda consciência de que sua mão esquerda estava presa no bolso da calça ao sentir seu antebraço arder, preso sob o bracelete de prata apertado contra o abdômen dele, pois o quadril de Sirius estava colado ao seu, dificultando qualquer movimento de seus dedos, que se contorciam para atingir o fundo do bolso em busca do anel.

Quando ele finalmente percebeu o que Bellatrix estava tentando fazer, prensou com ainda mais força seu quadril contra o dela, sentindo a textura fria do bracelete de prata contra a lateral de seu corpo, fazendo-a soltar um sôfrego gemido devido à pressão feita pelo corpo dele contra o seu. Com uma rapidez que deixou Bellatrix surpresa e estarrecida, ele tomou a varinha da sua mão direita e afastou-se dela.

_ Ainda não, Bella... – falou com um sorriso debochado, pondo a mão no bolso para certificar-se de que a aliança ainda estava lá – você achou mesmo que eu ia cair nessa? – perguntou, ainda olhando cobiçoso para a prima, que permanecia apoiada à parede.

_ Era o que estava parecendo... – retrucou, recompondo-se e sorrindo provocativa – pelo menos é o que o seu amiguinho ai estava demonstrando... – continuou, apontando o volume na parte da frente da calça de Sirius.

_ Acho que você já percebeu que “amiguinho” não é um apelido apropriado, afinal, ele não tem nada de “inho”... – provocou, rodando a varinha de Bellatrix displicentemente em sua mão.

_ Ah, Sirius... – ela gargalhou novamente, jogando o pescoço para trás – Você realmente se acha, não é mesmo? – aquela risada aguda e irônica ecoou pelo quarto – Por favor, não me faça rir...

_ Embora não fosse uma má idéia, porque você definitivamente precisa de umas boas risadas, eu não tenho a intenção de fazer você rir, Bellatrix... – declarou, com um olhar tão significativo que fez o sangue da prima ferver nas veias.

Ele virou-se para a porta e, com um aceno de varinha, trancou-a. Foi como se as paredes tivessem encolhido ao redor deles e o quarto, instantaneamente, pareceu muito menor. Sem a posse da varinha, Bellatrix nunca conseguiria sair dali, a menos que ele permitisse. Com uma estranha e excitante sensação de impotência diante da ousadia do moreno, ela constatou que Sirius não estava com cara de que devolveria sua aliança ou sua varinha tão cedo.

Tudo era tão completamente novo para Bellatrix que quase a estava deixando louca. Em geral, os homens com os quais ela saía estavam sempre tão extasiados em ter a honra de estarem com a “maravilhosa Bellatrix Lestrange” que simplesmente deixavam-se dominar por ela. Como Rodolphus mesmo dissera, eles eram seus brinquedinhos, que ela usava para se divertir da maneira que bem entendesse. Mas com Sirius estava sendo diferente: ele não só não parecia intimidado por ela, como ainda por cima respondia a todas as suas provocações de maneira mais e mais atrevida.

_ Ok, Sirius, você venceu! – concordou, abrindo os braços num falso sinal de rendição, mas seus olhos negros brilhavam travessamente.

Já há algum tempo Sirius aprendera a lidar com mulheres fogosas. Com o passar dos anos, garotas bobinhas como as saíam com ele em Hogwarts passaram a não lhe interessar mais. Então, ele passara a procurar por novos desafios, mulheres mais velhas e mais experientes, mas nem o seu sonho mais secreto e proibido chegava perto do que ele estava vivendo naquela noite extremamente atípica. Ao mesmo tempo em que via claramente seu desejo de adolescente próximo de se tornar realidade, também podia ver Bellatrix lutando bravamente para resistir a ele.

Esta relutância da prima em se entregar atiçava Sirius ainda mais. Obviamente, ela agora o desejava tão intensamente como ele a desejava desde os tempos em que aquele realmente era o seu quarto, mas ela o provocava de maneira a tentar controlá-lo, como provavelmente fazia com todos os homens que tinham o privilégio de estar em sua companhia. Porém, isto Sirius não iria admitir. A época em que ela o controlava estava no passado. Agora, era ele quem deveria estar no controle.

_ Como se eu fosse acreditar em você, Bella... – retrucou, irônico – E, para sua informação, eu nem comecei a jogar... – ele caminhou decidido até onde ela estava, puxou-a com força para si, mas não a beijou, parando com seu rosto a centímetros do dela – Só há uma maneira de você recuperar sua amada aliança. E não é tentando me enganar...

Estava sendo difícil para Sirius resistir a toda aquela situação, mas ele sabia que era assim que deveria ser. Ela o provocava para que pudesse controlá-lo, mas ele também sabia provocar. Ela o havia beijado antes só para distraí-lo e conseguir a aliança de volta e isto realmente mexeu com o orgulho de Sirius. Mas, com certeza, agora que já provara dos beijos dele, seria muito mais fácil levar adiante.

_ Digamos que ela ficará como um “prêmio”, se você se comportar bem... – continuou, encarando firmemente toda a densidade dos olhos negros de Bellatrix.

_ Tem certeza que você quer que eu “me comporte bem”? – ela falou, roçando seus lábios levemente nos dele – as coisas podem ficar muito mais interessantes se eu não me comportar...

Ela subiu as mãos até a altura dos ombros de Sirius, levando-as para dentro do blazer aberto. Em menos de um piscar de olhos, o casaco já havia ido parar no chão, juntamente com a varinha dela, e os lábios de ambos estavam mais uma vez fervorosamente colados. Alguma parte semi-ativada da mente de Sirius sabia que era extremamente perigoso deixar Bellatrix tomar conta da situação daquele jeito, mas outras partes menos racionais de sua mente e do restante do seu corpo pareciam não se importar muito com isso.

A camisa já semi-aberta de Sirius também não demorou a ser tirada pelas ágeis mãos de Bellatrix, indo juntar-se com o blazer e a varinha, depositados no piso de mármore frio. Ela novamente abandonou os lábios dele, passando para o pescoço, e, então, parando de beijá-lo por um momento para apreciar aquela visão magnífica. Qualquer outra mulher do mundo simplesmente começaria a babar ao deparar-se com aquele peitoral largo, braços fortes e torneados, abdômen definido, os ossos da bacia bem marcados, deixando a clara impressão de estarem representando o caminho da felicidade.

Nem nos dias em que sua imaginação estava mais fértil, o que geralmente acontecia durante as festas sociais mais chatas, ela poderia ter suposto encontrar algo do tipo. Dos muitos homens que participaram do seu joguinho, poucos chegaram a interessá-la ao ponto de fazê-la querer conferir pessoalmente. Dentre estes poucos sortudos, menos ainda tinham correspondido a suas expectativas, mas nenhum deles tinha realmente surpreendido Bellatrix como o homem que agora estava diante dela.

Ela parecia exalar desejo por todos os poros de seu corpo, o que fez Sirius quase perder a pouca sanidade que ainda lhe restava. Nunca na vida ele sentiu-se tão ardentemente desejado por uma mulher como Bellatrix o fazia sentir-se naquele momento. Seus olhos negros e profundos brilhavam com uma chama até então nunca vista por ele, sua pele parecia querer rebelar-se contra o vestido opressor que lhe limitava o contato com aquele corpo escultural e nada mais importava a não ser tocar cada centímetro dele.

Sirius sentia-se arrebatado pelo olhar cobiçoso que Bellatrix lhe dirigia. Ela tinha uma fome inexplicável nas íris negras e um sorriso guloso nos lábios, suas mãos não demoraram a ocupar-se em percorrer toda a parte exposta de seu corpo. Ele queria retribuir os toques, as carícias, mas estava paralisado, apenas aproveitando a deliciosa sensação de prazer que as mãos da prima espalhavam por onde passavam... Primeiro, os ombros largos, um forte aperto nos bíceps e tríceps definidos... Os dedos trilharam a lateral do abdômen, as unhas arranhando levemente a definição do tanquinho...

Quando as mãos de Bellatrix alcançaram novamente o cós de sua calça, um arrepio realmente poderoso sacudiu seu corpo, tirando-o do torpor que se encontrava. Ele notou que os dedos dela estavam distantes do bolso da aliança, afastando assim qualquer possibilidade de tudo aquilo ser apenas mais uma tentativa de recuperá-la, o que o fez arder ainda mais de desejo por aquela mulher, deixando de lado todo o ódio que também sentia por ela.

Enquanto Bellatrix brincava provocantemente com o primeiro botão da calça, fingindo estar prestes a desabotoá-lo e, logo em seguida, voltando-o para dentro da casa, Sirius encaminhou suas mãos para as costas do vestido dela, à procura de um zíper, de botões ou outro dispositivo qualquer que ainda o estivesse mantendo preso ao corpo dela. Ele queria vê-la, tocá-la, senti-la inteiramente... Um muxoxo de irritação escapou dos lábios do moreno, quando, depois de muita procura, ele não achou nada que fizesse o vestido abrir.

_ Algum problema? – perguntou, sombriamente, com um riso debochado e mal contido nos lábios

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