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7. Dr.Daniel???


Fic: Febril Perseguição


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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O Hotel Lorelei era um grande edifício branco, com alguns traçados do estilo colonial americano. Umas pilastras bem altas suportavam o terraço onde cadeiras rústicas se agrupavam em torno de mesinhas baixas. A vegetação exuberante era mantida sempre fresca por um ótimo sistema de irrigação, e as flores tinham cores inacreditáveis.
Havia uma atmosfera de lazer, de preguiça, reforçada pela presença de grupos de turistas, que gozavam o calor da noite na piscina.
- Parece um ambiente de filme! - Hermione disse, olhando em volta. Entre as pessoas que mergulhavam na água azul, ela viu Rony Weasley e percebeu como ele desviou logo o olhar.
Acalentada pelo silêncio da noite, nem percebeu quando pegou no sono.
Draco acentuava a ironia das palavras.
- Na minha opinião - ela respondeu -, a discrição é uma grande qualidade. Ele deve estar um pouco intimidado.
- É bom que esteja. Se chegar perto de você, sairá com o pescocinho quebrado.
Uma voz masculina o chamou. Hermione passou os olhos rapidamente por aquele senhor de meia-idade que vinha estendendo a mão para cumprimentá-los, e se fixou na garota que o acompanhava.
Renata Campbell era uma moça bonita, loira, de enormes olhos azuis, pernas longas e elegantes, e um sorriso insinuante, acariciante, que nesse momento era inteiramente dedicado a Draco.
- Sr. Campbell, deixe-me apresentar-lhe minha esposa. Hermione este é o Sr. Campbell, que foi muito gentil em nos convidar para jantar.
Draco segurava Hermione pelo cotovelo quando fez a apresentação. Seus gestos possessivos não deixavam dúvida de que ele a considerava sua propriedade. A forma como se mantinha em pé ao lado dela, sempre atento ao menor movimento, reforçava essa sensação de posse. Hermione tinha consciência disso e percebia a maneira disfarçada, o olhar de canto de olho com que Renata a observava... Depois de cumprimentar o Sr. Campbell, Draco repetiu o gesto com Renata, que estendeu a Hermione uma mão fria, rápida e leve.
- Nós não imaginávamos que Draco tivesse casado. De outra forma nunca o incomodaríamos - disse o Sr. Campbell. - Renata sempre me acusa de ser obcecado por negócios, mas dessa vez reconheço que passei dos limites-interrompendo a lua-de-mel de vocês... Convidei-os hoje para o jantar, Sra. Malfoy, para me desculpar pessoalmente.
Depois disso, prometo que sumo de sua vida.
- Espero que não aja dessa forma - Draco respondia no mesmo tom formal. - Quando voltarmos para casa, esperamos tê-los lá o quanto antes para retribuir a gentileza do jantar.
- Oh, mas você é mesmo um homem muito complacente, Draco. Confesso que não seria tão gentil com quem interrompesse minha lua-de-mel. Sobretudo, se tivesse uma esposa tão bonita quanto a sua!
- Que cabelos diferentes - Renata aproveitou a deixa do pai. Nunca vi esse tom antes...
Ela olhava para Hermione de uma maneira fria e competitiva. A alusão que acabava de fazer era clara: sugeria que os cabelos da mulher que Draco tinha escolhido eram tingidos artificialmente daquele loiro-avermelhado.
Mas Hermione preferiu ser educada e fingir acreditar que era um elogio. Apenas respondeu:
- Oh, muito obrigada.
- Bem, vamos tomar um aperitivo? Sra. Malfoy, posso ter o prazer de conduzi-la?
O Sr. Campbell parecia nervoso, interrompendo logo a conversa, como se receasse as próximas palavras da filha. Estendeu o braço a Hermione. Renata, discretamente, se deixou ficar para trás, segurando com ambas as mãos o braço que Draco lhe oferecia.
Era extraordinário como se transformava o sorriso daquela mulher, Hermione pensava. Quando ela se dirigia a Draco, era como se deixasse escapar partículas de eletricidade.
Mas esse calor desaparecia quando se voltava para a sua esposa... Será que o Sr. Campbell tinha vindo até ali por pura coincidência? Ou Renata sabia da presençade Draco e até do casamento? Talvez ela tivesse programado de propósito esse encontro para conhecê-lo melhor... De qualquer forma, devia ter ficado chocada quando soube que ele havia casado...
O bar onde serviam os aperitivos era todo decorado com elementos exóticos do lugar: folhas de palmeiras, conchas, cardumes desenhados nas paredes, e muitas cores em todas as partes. O Sr. Campbell escolheu duas confortáveis cadeiras de couro brancas, enquanto Renata preferiu os bancos altos e sem encosto que ficavam junto ao balcão. Indicou o banco ao lado para Draco que, devido ao pouco espaço, ficava com as pernas encostadas às dela.
- Seu vestido é de uma cor maravilhosa! - disse o Sr. Campbell. Fica-lhe realmente muito bem. Combina com sua pele.
Hermione sorriu.
- Sairemos daqui com a pele bronzeada. O sol é tão quente!
- Ah, mas você deve ter cuidado. O sol às vezes faz estragos.
Uma garçonete se aproximou e eles pediram os drinques. Renata murmurava alguma coisa num tom tão baixo para Draco, que Hermione não podia distinguir uma palavra.
Mas estava claro que eles tinham bastante intimidade... Ele fazia isso de propósito...
Quando os drinques chegaram, o Sr. Campbell fazia um comentário qualquer que Hermione já nem escutava. Toda a sua atenção estava concentrada no casal sentado a pouca distância, embora ela evitasse olhá-los. com as antenas ligadas, captava cada tom de voz, cada movimento entre eles, e ia
ficando mais e mais irritada pela maneira como Draco se comportava.
O garçom se aproximou apresentando o menu e, depois da escolha, convidou-os a tomarem lugar à mesa.
Quando os quatro atravessaram o salão de jantar, Hermione percebeu o olhar insistente de um estranho sentado em uma das mesas. Sentiu um choque: o rosto moreno, cabelos
grisalhos e um permanente ar autoritário eram desagradavelmente familiares a ela...
Quando sentou na cadeira que o Sr. Campbell lhe indicou, tremia e tinha os lábios secos. Draco percebia a alteração, e a interrogava com o olhar. Ela estava pálida.
Tentava acompanhar os demais quando começaram a comer, mas tinha perdido o apetite. Um nó na garganta a impedia de engolir.
Sem olhar para a direção onde o estranho estava sentado, percebeu que ele se levantava e vinha em sua direção. Pressentia o, que ia acontecer. Draco deixou seus talheres sobre a mesa, sem compreender a tensão dela.
O homem alto e magro aproximou-se com os olhos fixos nela. Por alguns segundos, Hermione evitou se virar, querendo dar-lhe chance de mudar de idéia. Como ele continuasse ali, ela voltou-se e seus olhos se encontraram.
- Boa noite, Hermione - ele disse calmamente. E sem olhar para as pessoas que a acompanhavam, virou-se e saiu.
Ela abaixou o olhar para o próprio prato. Não precisava levantar os olhos para Draco para saber a expressão dele. Renata Campbell, aleita, quis tirar partido da situação.
- Um amigo seu, Sra. Malfoy?- Hermione se esforçou para responder.
- Não é bem um amigo. Eu... eu o encontrei uma vez há anos atrás.
- E ficou evidente que o impressionou bastante! - Renata derramava todo o veneno que podia.
- Não seria surpresa - o Sr. Campbell emendou, sorrindo. - Mas ele tem um rosto familiar. O que ele faz, Sra. Malfoy? Não é um ator? Tem um tipo de rosto conhecido...
Renata continuou:
- Se fosse você, Draco, e estivesse em lua-de-mel, ia ficar com ciúmes pela maneira como ele olhou para a Sra. Malfoy. No mínimo, podemos dizer que ficou fascinado pela sua esposa.
Hermione tentava desesperadamente evitar os olhos de Draco. Podia sentir no próprio corpo o peso daquele olhar insistente. Mas quando ele falou, sua voz tinha um tom calmo:
- Se eu fosse me ocupar de cada homem que olha para minha esposa, estaria em dificuldades permanentes.
Renata sorriu.
- É, sem dúvida, uma atitude muito civilizada de sua parte. Só não sei se gostaria que meu marido agisse assim...
O garçom se aproximou para servi-los novamente, e o assunto passou a girar em torno da decoração do ambiente... O jantar prosseguia cerimoniosamente, e Hermione se esforçava para comer alguma coisa, certa de que sua falta de apetite repentina daria origem a comentários. Até se sentia grata a Renata por tomar toda a atenção de Draco. Pelo menos, enquanto os dois conversavam, ela ficava livre para pensar naquele encontro inesperado.
O fato de ele a ter reconhecido e lembrado seu nome a assustava. Sua memória era incrível. Ela havia mudado tanto desde que se encontraram pela última vez... Ela sim, tinha muito mais motivos para se lembrar de cada detalhe e para odiá-lo mais do que qualquer homem. Os olhos frios e cruéis, os lábios pálidos, a voz empestada e sem remorsos, tudo era amargamente familiar. Por quantos anos ele havia ocupado seus sonhos? Num primeiro momento, quando percebeu a presença dele no salão, pensou que estivesse vivendo um pesadelo, era difícil acreditar... Mas não se enganara, infelizmente. Era ele mesmo, em pessoa.
Quando acabaram o jantar, o Sr. Campbell olhou o relógio e disse:
- Vocês já perderam muito tempo conosco, eu sei. Mas seria muito agradável se nos acompanhassem num último drinque.
Draco parecia um pouco tenso quando respondeu:
- É muita gentileza de sua parte, mas... – Renata interrompeu, insistindo:
- Oh, por favor! A noite ainda é uma criança! Há uma orquestra maravilhosa no salão de bailes. Não há absolutamente ninguém para dançar comigo, e eu pensava em aproveitar sua companhia mais um pouquinho, Draco.
- Assim sendo - ele concluiu -, não vejo como resistir ao convite...
Hermione se sentia dividida entre o ciúme e o alívio. Não queria ficar sozinha com o marido, ter que encará-lo. Ele devia estar cheio de perguntas e ela preferia não falar sobre o estranho que lhe era tão incomodo.
O ambiente do salão de baile era simpático. Os móveis seguiam o mesmo estilo do bar e havia uma pista de danças no centro, onde meia dúzia de casais se divertia.
Os músicos se dividiam em dois pequenos palcos nos cantos do salão e as mesas estavam ocupadas por gente bebendo.
Eles acharam uma mesa e se sentaram. O Sr. Campbell chamou o garçom. Renata se levantou, dizendo:
- Peça alguma coisa para nós, papai. - E, puxando Draco pela mão, completou. - Vamos dançar.
Observando-os, Hermione se sentia ofendida pela maneira como a moça se entregava aos braços de Draco, deslizando sobre a pista com ele.
- Você não deve se magoar com Renata - disse o Sr. Campbell. – Ela é cheia de vontades, mas incapaz de fazer mal a alguém. - Claro que não... Sua filha é um poço de doçura... -Tem essa mania desagradável de paquerar todo homem bonito que aparece. Mas não passa disso.
- É claro que não. - Hermione forçava um sorriso amarelo.
Os drinques foram servidos. Se Draco pretendia puni-la, brincando com Renata, não ia conseguir. Hermione evitava olhar em sua direção, vigiando-os apenas com os cantos dos olhos.
O Sr. Campbell falava dos últimos negócios com hotéis. Hermione ouvia educadamente, mas sem conseguir se concentrar na conversa.
Draco e Renata voltaram à mesa quando a música acabou. A moça estava toda sorridente e satisfeita.
- Você dança melhor do que todos os homens com quem já dancei - ela falou para Draco, segurando-lhe a mão.
Hermione não conseguia parar de olhar para as mãos que se tocavam. Seus
olhos encontraram os do marido. Ele não fazia qualquer esforço para se esquivar ou para retirar a mão que Renata segurava.
A música começou novamente, Renata pôs o copo na mesa e ficou em pé.
- Vamos continuar?
- Renata! - O pai a chamou. - Talvez a esposa de Draco queira dançar com ele agora.
Ela olhou para Hermione com cara de pouco-caso. Nesse momento, um homem se aproximou da mesa.
- Posso ter o prazer dessa dança, Hermione?
Ela sentiu um calafrio percorrer-lhe a espinha.
- Com todo prazer! – respondeu sorridente lançando um olhar rapido para Draco. Olhou com ar de desamparo para o estranho e, lentamente, ergueu-se e o acompanhou até a pista.
Quando ele passou o braço em sua cintura, ela tremia muito. Era como um pesadelo. Começaram a dançar e ele falou:
- Não me olhe dessa forma. Eu sei como você deve se sentir; precisava falar com você. Há anos que quero lhe pedir desculpas. Me arrependo de como a tratei.
Ela o seguia automaticamente na pista. Muito tensa, conseguiu dizer.
- E o senhor acha que é possível desculpá-lo, Dr. Daniel?
- Acho. Vou tentar me explicar. Aquela era a única... a única forma de defesa possível. Você pode imaginar como meu cliente tentava me convencer da sua versão dos fatos. De início eu tinha dúvidas; não estava certo de estar ouvindo dele a verdade. Procurei ficar neutro, só escutei.
- Eu tinha dezesseis anos... Como o senhor pôde acreditar em tanta mentira?
- Minha querida jovem, a idade não era o ponto crucial. As adolescentes são muito provocativas. Não era possível que ele estivesse dizendo a verdade. Para defender da melhor maneira o meu cliente, tinha que destruir os argumentos que você levantava...
- O senhor quase me destruiu.
Essa conversa sussurrada era tão intensa, tão emocional, que o par ao lado olhava para eles com curiosidade. Quando os olhos de Hermione se ergueram e cruzaram com os de Draco, ela percebeu que enrubescia. Ele estava dançando com Renata novamente, seus corpos se movendo em harmonia perfeita. Será que ouvia alguma coisa? Que já sabia quem era o Dr. Daniel? Ele tinha lido as reportagens do julgamento, ela lembrou, e o Dr. Daniel era o advogado de defesa.
- No final do julgamento, eu sabia que você era inocente. Não só eu, mas todo o júri - continuou o Dr. Daniel.
- Mas será que o senhor tem idéia do que aquilo representou para mim? Os olhares fixos... a curiosidade... as perguntas sem fim? Eu me sentia... - Ela não conseguia dizer mais nada.
- Como se estivesse sendo violentada em público?
- É... foi isso mesmo.
Eles tinham atravessado a pista de dança. O Dr. Daniel parou, segurou seu braço e levou-a até uma cadeira num canto menos agitado do salão. Hermione sentou-se e fechou os olhos. Sua cabeça estava confusa. Depois de alguns segundos, como que se lembrando de que havia alguém a seu lado, abriu os olhos. Ele tinha um ar preocupado.
- Eu entendo. Você não pensava que era o primeiro caso desse tipo que eu tratava, pensava? Nem foi o último. Só não me esqueci de você por causa de sua beleza extraordinária,e das circunstâncias tão trágicas... A morte de sua mãe logo após o julgamento, a forma como aquele estúpido tratava você e seu irmão...
- Ele era um canalha. Por que o senhor aceitou defendê-lo?
- Não posso escolher meus clientes sob pontos de vista pessoais. Na verdade, a maioria deles me desagrada. Quando defendo um assassino, você acha que gosto dele ou até que acredito no que fala?
- Então, por que os defende?
- Porque, diante da lei, todos têm o mesmo direito. Todos têm que ser defendidos. Eu exponho os casos como eles desejam apresentá-los ao júri. Sou a voz deles.
- É, não posso negar que seus argumentos sejam razoáveis. Eu o odiei por muitos anos, Dr. Daniel.
- Era o que eu imaginava. Seus olhos revelavam como se sentia. Procurei-a depois do julgamento para me desculpar. Foi essa a primeira vez que me preocupei com isso. Então, descobri que sua mãe tinha morrido e você tinha sumido junto com seu irmãozinho. Como conseguiu sobreviver?
- Um amigo nos ajudou... Ele tinha um clube noturno e me deu um emprego...
O Dr. Daniel abaixou o olhar, meio desconcertado.
- Mas não foi um emprego do tipo que o senhor está pensando. - ela emendou.
- Absolutamente. Eu jamais pensaria mal de você.
- Comecei a cantar. E, atualmente, estou casada.
Por dentro, Hermione sentia-se confusa, dividida. As coisas que o Dr. Daniel falava agora a chocavam. Era um homem gentil, compreensivo e atencioso, muito diferente daquele monstro que tinha tentado massacrá-la perante o júri e que sempre voltava em seus pesadelos.
- Em sua mesa havia dois homens. Qual deles é seu marido? - ele perguntou, curioso.
- Adivinhe, Dr. Daniel.
- Deixemos de tanta formalidade: Me chame de Daniel – disse ele sorrindo –Espero que não seja aquele que podia ser meu pai...
- Realmente não é. – Ele a olhou com atenção.
- Você é ainda mais bonita do que eu pensava. Nunca consegui tirá-la da cabeça, Hermione. Mas senti que algum dia íamos nos encontrar. A única coisa que lamento é ter demorado tanto...
Um movimento do lado deles interrompeu a conversa. Draco estava lá, de pé, olhando-os de uma forma enigmática.
- Você está pronta, Hermione? Acho que é hora de irmos. Venha despedir-se de nossos amigos.
O tom com que ele falou era tão duro que Hermione sentiu vontade de sair correndo em vez de acompanhá-lo. Mas tinha que obedecer.
- Você não vai me apresentar para o seu marido, Hermione? – Um pouco sem jeito, ela fez as apresentações:
- Draco, este é o Dr. Daniel Ravern. Dr. Daniel, meu marido, Draco Malfoy.
Eles se apertaram as mãos.
- Draco Malfoy? Já ouvi falar muito do senhor.
- Eu também já ouvi a seu respeito - Draco respondeu, rapidamente.
- É que... estou aqui por uma semana e teria imenso prazer se viessem jantar um dia desses...
- Estou certo de que minha esposa teria imensa satisfação em revê-lo, Dr. Daniel, mas dispomos de pouco tempo. Planejamos voltar para Londres logo.
Draco fez um gesto como se fosse se retirar, deixando claro que esperava que Hermione o seguisse. O Dr. Daniel estendeu a mão que ela, depois de um momento de hesitação, apertou. De uma forma muito elegante, ele beijou-lhe os dedos.

Hermione acompanhou o marido. O Sr. Campbell e Renata estavam sentados à mesa. A moça loira não disfarçava a curiosidade, procurando com os olhos qualquer sinal que desse a entender o que se passava entre eles.
Hermione não conseguia parar de pensar em Daniel. Lembrava-se da crueldade de suas palavras no júri. Já tinha ouvido falar das estranhas relações emocionais que às vezes se estabelecem entre o torturador e a vítima. Em muitos casos, havia até um fundo erótico. Ela estava assustada com isso tudo. No mais íntimo de seu ser,sua consciência reagia contra uma possível atração inconsciente pelo homem que tantos males havia lhe causado. Esse advogado estava sempre presente em seus sonhos, seus pensamentos... Tinha que esquecê-lo para sepultar definitivamente o passado.
Draco dirigiu em absoluto silêncio até a vila. Tudo lá estava escuro e quieto. Melissa já devia ter ido embora com John e as crianças.
- Estou exausta! Vou direto para a cama! - Hermione disse, logo que entraram.
- Acho que não, queridinha! Temos muito o que conversar, você não acha?
Draco acendeu a luz da cozinha e a fez entrar.
- Dr. Daniel Ravern... Você nunca me falou nesse nome antes.
- Ele foi o defensor do meu padrasto.
- Sei disso. De acordo com o que você falava, e pelo que li nos jornais, ele a crucificou no julgamento. No entanto, é esse mesmo homem que você encontra hoje, sai dançando com ele e se senta num canto pra trocar confidências. Quantas vezes vocês já se encontraram, Hermione?
- Nunca tínhamos nos encontrado, Draco!
- Nunca o quê? Ouvi muito bem a última parte da conversa íntima de vocês. Ele dizia que nunca a esqueceu, que nunca conseguiu tirá-la da cabeça... O que foi que ele nunca esqueceu, Hermione? Que ele a massacrou? Não, deve ter havido uma ocasião mais íntima, mais forte, para que ele nunca se esquecesse de você...
- Você não vai entender, se eu explicar...
- Tente.
- Não. Não posso. Você não vai compreender...
- Por que não?
- Porque eu mesma não compreendo, Draco.
- Você não pensa que eu vou deixar as coisas desse jeito, não é Hermione?
Ela se virou para sair da cozinha, onde conversavam.
- Terá que ser assim. Não quero mais falar nisso. Foi muita coisa para uma noite só.
Por um momento, Draco ficou parado, as emoções contraditórias aparecendo em seu rosto. Mas logo seguiu-a pelo corredor. Hermione entrou no quarto e fechou a porta.
- Deixe-me entrar, Hermione, ou vou abrir isso com um pontapé.
- Faça o que quiser - ela disse, enquanto se despia.
Entrou debaixo do chuveiro, deixando a água fria cair abundante. Quando saiu, percebeu com curiosidade que Draco tinha parado de bater na porta. Vestiu a camisola e deitou-se, completamente desinteressada do que o marido pudesse estar sentindo. Queria escapar de si mesma, relaxar, ficar com a mente vazia. Esquecer aquele passado que voltava, agora, para atormentá-la de novo.
- Seu amigo... parece que não pretende nos ver. Você gosta mesmo de rapazes covardes! Ele lembra seu irmão.

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