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6. Primeira aula e R.A.B.


Fic: Quatro faces - H.Hr - D.G


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Cap. 06

Gina odiava ser deixada para trás. Odiava muito. Era quase como se as pessoas achassem que ela não tinha capacidade para enfrentar perigos ou algo assim. Quando Harry, Rony e Hermione contaram-lhe sobre os horcruxes (o que a deixou de cabelos em pé, principalmente depois de saber que o diário de Tom era um deles) e lhe pediram cobertura, ela até pensou em se recusar e exigir que a levassem junto. Mas depois deu uma boa olhada em Hermione e em Harry e viu como isso era importante para eles. Insistiu ainda um pouquinho só para ver se funcionava, mas quando eles se negaram definitivamente a levá-la, ela, resignada, aceitou dar-lhes cobertura.

Não era do seu feitio ceder. Gina era conhecida por ser teimosa e obstinada, mas se ela não ficasse, um dos três teria que ficar, porque ninguém mais era suficientemente confiável, e ela achou que essa era uma aventura do trio maravilha de Hogwarts. Ela nunca fizera mesmo parte desse trio. Seria apenas mais uma aventura em que seria coadjuvante, mas ela já não ligava tanto para isso. Já não via tanta necessidade em se provar capaz para Harry Potter.

A paixonite de infância fora curada há muito tempo e Gina sabia disso.

Nos dias seguintes, Hermione e Harry passaram todo o tempo livre na biblioteca, hora estudando, hora procurando sobre horcrux. Rony passava seu tempo livre com Lilá, apesar de que Gina reparou que ele escapava dela sempre que encontrava uma desculpa, por mais capenga que fosse. E ela, bom, ela por mais incrível que pareça, estava nervosa com a primeira aula que iria dar. Não sabia como seria, como deveria agira. Ela deveria ensinar o que achasse melhor ou a profª Marisa bolaria um plano de aula?

Enfim, depois de tanta excitação, a quarta-feira chegou. Gina dirigiu-se à sala de aula indicada pela profª com o ânimo nas alturas, mas quando entrou, encontrou Draco sozinho na sala, sentado numa cadeira e com os pés em cima da mesa, e o ânimo despencou imediatamente.

_Virgínia! _ele exclamou alegre e levantando-se, sabendo que isso a irritava. Não sabia porque gostava de irritá-la quando devia estar fazendo exatamente o contrário. Talvez gostasse de vê-la tão vermelha quanto os cabelos e com os olhos apertados.

_Por que temos que dividir uma sala?

_Seus pais não lhe deram educação, menina? Não ensinaram que quando uma pessoa a cumprimenta, você tem que responder? _ele perguntou fingindo um ar sério e pondo as mãos na cintura.

_Tem dezenas de salas vazias nesse castelo. _ela continuou como se nem estivesse ouvindo _Por que temos que dividir uma?

_Será que poderíamos entrar em sintonia e falar do mesmo assunto?

_Não. Nós não temos assuntos em comum. _ela respondeu rabugenta jogando a mochila em uma cadeira.

_Poderíamos ter se você não fosse chata.

_Poderíamos ter se você não fosse você.

Draco fingiu que estava alegre. _Puxa, você acabou de admitir que teria alguma coisa comigo?

_Você entendeu o que eu disse, Malfoy. _e sentou-se em uma cadeira cruzando os braços.

Marisa Sumers e Severo Snape entraram na sala com vários estudantes das diferentes casas. Gina não se intimidou pela presença de seus futuros alunos. Levantou-se da cadeira e foi diretamente até eles.

_Por que tenho que dividir a sala com... _e quase xingou Malfoy, mas achou que não seria muito aconselhável na presença de responsáveis e consertou rapidamente _ ... Isso? _ou ao menos achou que tivesse consertado.

_Isso tem nome, Virgínia. _Draco estava começando a pensar se sua Nimbus 3000 valia mesmo tudo isso, mas, quase imediatamente, lembrou de quanto ela corria e decidiu que sim.

_Vocês têm que trabalhar em equipe. Era esse o objetivo do castigo de vocês e vai continuar sendo. _Snape respondeu secamente.

_Vocês têm que se ajudar, querida. _Marisa completou suavemente.

_Eu tenho que ajudar... Isso?

_Com licença, você poderia, por favor, parar de falar como se eu não estivesse aqui? _Draco se intrometeu na conversa.

_É o objetivo da coisa, Weasley. Será que é assim tão difícil entender?

Marisa lançou-lhe um olhar feio e depois, dirigindo-se a Draco e Gina, continuou:

_Viemos passar-lhes as instruções de como deve funcionar a aula. É mais ou menos como um plantão de dúvidas ou uma aula de reforço. Os alunos deverão perguntar a vocês todas as dúvidas que tiveram sobre as aulas da semana, e vocês deverão responder, ensinar e passar-lhes algum exercício para treinar. Certo? _ambos fizeram que sim com a cabeça _Então vamos lá, não é tão difícil. Severo e eu vamos sentar ali _e apontou para o fundo da sala _e observar a primeira aula, ok? _eles fizeram que sim com a cabeça e ambos se dirigiram para os lugares que ela apontou.

Gina respirou fundo enquanto os alunos se separavam de dois grupos. O de poções e DCAT. Draco ficou parado em frente ao seu e, sem nenhum embaraço, tomou as rédeas da situação.

_OK, podem começar a tirar suas dúvidas.

E ambos ficaram parados, em frente à classe, esperando desesperadamente que algum aluno levantasse a mão. Mas nada aconteceu. Ficaram nesse silêncio constrangedor pelo que pareceu, a Gina, anos. Mas ela sabia que eram apenas segundos.

Draco começou a se segurar para não rir. Gina tinha com vontade de dar um pontapé cada vez que via seu corpo estremecer por causa de um ataque de risos. Snape sustentava um sorriso desagradável, aparentemente nunca acreditara no projeto, e Marisa um olhar ansioso de expectativa. Os alunos olhavam uns para os outros esperando que alguém se manifestasse. E nada. De repente Gina lembrou-se do que Malfoy dissera. Os alunos nem tinham notas tão ruins assim, provavelmente não tinham dúvida alguma. Estavam ali exclusivamente pelos monitores Gina e Draco.

Draco estremeceu mais uma vez segurando uma gargalhada e Gina, para não dar vazão ao desejo de chuta-lo que vinha sentindo desde que entrara na sala, começou a torcer as mãos nervosamente:

_Hãn... Nada de dúvidas. Não se intimidem, estamos aqui para... Ajuda-los.

Aquilo foi a gota d’água para Draco e Snape. O garoto começou a rir da tentativa frustrada da ruiva e o profº virou-se para Marisa.

_Vamos lá, Sumers, assuma que o projeto é um fracasso e me deixe voltar para a minha sala.

_Não. Não é um fracasso e, não, não deixo voltar para a sala.

Snape encarou-a furiosamente.

_Eles não têm dúvidas, Marisa. Você, assim como eu, deve ter entendido porque eles estão aqui. _ela fez uma cara escandalizada _E não faça essa cara de puritana.

Os alunos viraram-se todos nas carteiras para assistir ao embate. Gina ficou imaginando se eles iriam duelar e se ela conseguiria aproveitar a confusão para meter um soco na cara do Malfoy.

_Eles estão apenas com vergonha porque estamos aqui. _então se levantou e foi até a frente da sala novamente. _Ok! Pessoal! Essa aula não foi exatamente como esperávamos, mas eu tenho certeza que vocês vão se sentir mais livres na próxima, já que não estaremos aqui. _Snape fez um muxoxo e resmungou algo bem parecido com “ingênua”, levantou-se e foi até a frente da sala também _Estão dispensados.

Os alunos começaram a sair lentamente, meio decepcionados. As alunas ainda atiraram uns beijinhos voadores a Draco, mas Gina fulminou-as com o olhar e, assustadas, elas apressaram o passo para sair. Os professores saíram em seguida, ainda discutindo calorosamente sobre o projeto. Gina ainda pôde ouvir a professora dizendo que ia dizer a Dumbledore alguma coisa que ela não entendeu e que fez Snape chamá-la de criança.

Sem muito mais a fazer, Gina pegou de volta sua mochila e ia saindo, quando Draco segurou-a pelo braço.

_Tem pressa? Eu queria falar com você.

_Sim, tenho pressa. _respondeu sem se abalar puxando o braço de volta.

_É um assunto do seu interesse. _ela não deu ouvidos e saiu pela porta _Eu sei que Potter vai tentar fugir no domingo! _ele emendou rapidamente um pouco mais alto para que ela ouvisse.

Ela voltou feito uma bala. Apontando o dedo indicador pra ele e soltando fogo pelas ventas, sibilou:

_Nunca mais grite isso ou eu vou ser obrigada a acabar com você.

_Como você é péssima atriz, Virgínia. _ele riu _Você poderia muito bem entra aqui falando que não sabia do que eu estava falando.

Ela fez uma cara de desentendida.

_Eu não sei do que você está falando. _e deu de ombros.

_Tarde demais. _e sentou-se novamente colocando os pés em cima da mesa. _Eu os ouvi combinando tudo, Virgínia.

Então ela se deu conta do perigo que era Malfoy saber sobre a escapada. Ele era filho de um comensal que escapara recentemente de Azkaban, com sede de vingança. E, provavelmente, ouvira Harry contar a Hermione e Rony sobre os horcrux.

_O que você sabe, Malfoy? _ela perguntou tentando não demonstrar que havia muito para se saber.

_Não muito. _e tirou os pés da mesa encarando-a com selvageria _Mas o suficiente para deixar Dumbledore muito zangado. Imagine só. Todo mundo se matando para manter o Pottinho a salvo e ele por aí, fugindo escondido.

Gina tentou não demonstrar que estava aliviada. Ele não pretendia contar nada ao pai.

_Hm, legal. Brilhante, Malfoy. _ela comentou com sarcasmo _Você é tão bom investigador que podia sair por aí investigando um fugitivo recente de Azkaban. Lucius, você conhece? Você é tão bom que poderia mandá-lo de volta pra lá.

E virou-se para sair.

_Você não entendeu, não é? _ele perguntou, ficando em pé. Ela virou-se novamente para encará-lo e ele chegou bem perto dela. _Eu estou com muita, muita vontade mesmo, de ir contar tudo para a McGonagal. Ela não ia ficar feliz? _os olhos de Gina se apertaram e ela bufou _Mas tem uma outra coisa que eu tenho muita vontade de fazer, Virgínia, e, se eu conseguir, eu prometo que não faço a primeira.

_O que você quer, Malfoy? _ela perguntou finalmente entendendo onde ele queria chegar. Ele estava fazendo chantagem.

_Quero que você saia comigo. _ele murmurou chegando mais perto dela _Domingo. Em Hogsmeade.

Gina se afastou surpresa. De tudo que podia imaginar, aquilo não estava na lista.

_Você andou bebendo, Malfoy?

Ele deu de ombros, mostrando que tanto fazia.

_Ou sai ou eu conto.

Ela continuou encarando-o com fúria. Ele devolvia o olhar se hesitação. Assim passaram-se longos segundos até ela resmungar contrariada.

_Eu odeio você, Draco Malfoy. Você é a pior pessoa, a mais suja, a mais perversa que eu conheci...

_...Mas você vai sair comigo domingo. _ele completou por ela _Esteja no saguão de entrada na hora da saída. _e passou por ela para sair. _E não se atrase. _e saiu completamente da sala.

Gina ficou parada por uns segundos como se não estivesse acreditando. Depois chutou algumas carteiras, uma mesa, machucou o dedão do pé e, mancando e xingando, saiu da sala.

***

Harry estava em uma aula de transfiguração, na quinta-feira, conversando com Rony e Mione sobre o único assunto que lhes vinha em mente nos últimos dias, horcrux, quando a sineta tocou e todos caminharam para a saída. Harry estava acompanhando-os quando a profª o chamou:

_Potter. Venha aqui um momento.

Harry olhou intrigado para os amigos e os três foram até ela. _Só o Potter, _ela completou _por favor.

Harry ficou mais intrigado ainda. Hermione lançou-lhe um olhar encorajador e Harry achou que isso era o suficiente até para entrar em uma guerra. Despediu-se deles e foi até a escrivaninha da profª.

_Potter, o diretor quer vê-lo. _ela falou concisamente.

Harry arqueou as sobrancelhas. _Por quê?

McGonagal encarou-o entediada.

_Você deve imaginar o porquê, Potter. Vá até lá agora, ele está esperando você. A senha é Morgana.

Imaginando se Dumbledore parara com a mania de inventar senhas com nomes de doces para passar a usar os nomes de bruxos famosos, Harry foi até a gárgula que dava passagem ao escritório do diretor. Após dizer a senha e a passar pela gárgula, Harry foi subindo pela escada giratória.

Não estava com os melhores dos pressentimentos. Ultimamente, Dumbledore estava trazendo muitas notícias desagradáveis.

_Entre. _Dumbledore falou quando o garoto bateu à porta. Ele enfiou a cabeça pela fresta da porta e Dumbledore continuou: _Ah, Harry, entre, entre e sente-se, estava esperando você.

O garoto entrou, sentou na cadeira em frente à mesa e esperou o diretor dizer alguma coisa. Aparentemente ele desenvolvera o hábito de deixar Harry falar primeiro.

_A profª McGonagal disse que o sr queria falar comigo, profº.

_Ah, sim, Harry, é sobre algo que eu tenho ouvido. Sabe, que o sr e a srta Granger andavam passando tempo demais na biblioteca. _e falou isso dando uma ênfase especial ao demais.

Harry arqueou as sobrancelhas. Já suspeitava do porquê o diretor querer vê-lo e, naquele momento, as suspeitas se consolidaram.

_Estudando. _ele respondeu com a cara mais inocente que conseguia fazer. _Os NIEMS estão chegando.

_Harry, vocês andaram estudando coisas que com certeza não vai cair nos exames. _ele respondeu encarando Harry por cima dos óculos.

_Não sei do que o sr está falando. _mentiu. Sabia que o diretor estava falando dos horcrux, só não sabia como ele descobrira.

_Madame Pince estranhou muito o súbito interesse de vocês por alguns livros suspeitos. Livros sobre horcrux. _Harry se manteve impassível. Ele não respondeu e Dumbledore continuou em silêncio por alguns momentos. Depois ele juntou as mãos e falou em um tom cansado _Harry, tente entender, por favor, que a Ordem está atrás dos horcrux. As horcrux são guardadas por feitiços com os quais você jamais sonharia. Tente, por favor, se manter fora disso desta vez Harry.

_Quando _ele começou falando lentamente e em voz baixa, se debruçando sobre a mesa _vocês vão perceber que eu não sou criança e vão parar de me tratar como uma.

_Quando você parar de agir escondido de nós, como se fosse uma criança assustada.

_Por Merlim, profº, eu já passei por perigos que deveria mostrar que eu sou forte o suficiente para enfrentar isso. Eu já enfrentei Voldemort, não foi uma, nem duas vezes...

_Nós estamos tentando proteger você, Harry. _Harry fez um ruído de desprezo não muito educado _Você vive reclamando que as pessoas à sua volta partem, mas você não está se esforçando para mantê-las a salvo.

_O sr está insinuando que Sirius morreu por minha causa. _Harry constatou enfezado.

_Não. _respondeu rapidamente _Não estou insinuando nada. Só estou dizendo que você está planejando algo, Harry, eu sei disso, e que com certeza a srta Granger e o sr Weasley acompanharão você no que for. É assim que você quer protege-los, Harry?

Esse argumento desarmou, totalmente, Harry. Ele colocou a cabeça entre as mãos e não respondeu. Nesse mesmo momento, Filch entrou correndo na sala do diretor com McGonagal em seus calcanhares.

_Eu disse que você estava ocupado, Alvo. _Minerva disse antes de outra coisa _Mas acho que desta vez é importante.

_Pirraça, profº. Pirraça está nas cozinhas atormentando os elfos domésticos novamente.

Dumbledore levantou-se prontamente. Deu a volta na escrivaninha enquanto dizia:

_Eu não devo demorar com isso, Harry. Não saia daqui.

Harry ficou pensando no que o diretor dissera. Realmente, os argumentos que ele usara deixaram-lhe em dúvida quanto a ir atrás dos horcrux com Rony e Mione. Mas nada o impedia de ir sozinho.

Estava correndo os olhos em volta da sala, em busca de algo que pudesse ajudá-lo. Qualquer coisa. Um mapa. Um nome. Um lugar.

Deu a volta na escrivaninha e, sem ética alguma, começou a abrir gavetas. Uma. Duas. Três e nada. Na quarta, encontrou um papel preso a um medalhão. Um bilhete que falava de horcrux. De um horcrux roubado e substituído por um falso, por alguém chamado RAB, que pretendia destruí-lo assim que pudesse. Harry ficou imaginando se ele teria podido.

Harry olhou o medalhão e achou que já vira algo parecido em algum lugar e ficou tentando pensar em quem poderia ser RAB. Poderia existir milhares de pessoas no mundo com as iniciais RAB.

Rapidamente, puxou um papel e uma pena e copiou o que estava escrito no bilhete. Depois, atirou o papel e o medalhão de volta à gaveta e voltou para o seu lugar.

Dumbledore voltou não muito depois. Sentou-se novamente em seu lugar, sem dizer nada, e ficou encarando Harry. Harry já estava começando a se irritar com isso.

_Hm... Posso ir profº?

_Você entendeu tudo o que eu disse, Harry? Você precisa se manter fora disso.

_Hm... ‘tá bom. _ e levantou-se.

Dumbledore encarou-o desconfiado. _Você vai se manter fora disso?

_Eu só disse ‘tá bom. Não prometi coisa alguma. Boa noite, profº Dumbledore. _e dizendo isso saiu do escritório.

***

Harry e Hermione estavam dormindo tranqüilamente no sofá do salão comunal da grifinória, quando Rony e Lilá entraram pelo buraco do retrato. Hermione sentia-se exausta depois de tanto tempo vasculhando a biblioteca atrás de qualquer coisa que mencionasse horcrux e Harry andava dormindo bem pouco nos últimos dias. Andava praticando oclumência, numa desesperada tentativa de não deixar Voldemort descobrir seus planos. Aparentemente, estava funcionando, porque Voldemort não voltara a invadir sua mente.

Rony ficou olhando para a dupla adormecida e sentiu saudade de quando ele estava ali com eles. Queria poder pegar no sono de tão cansado. Queria passar o dia todo discutindo com Hermione sobre banalidades. Queria conversar com Harry sobre quadribol. Mas agora tudo que ouvia o dia todo era “Rom-Rom” como um irritante ronronar de gato faminto.

Agradeceu com todas as forças a Merlim quando Lilá disse que estava cansada e que ia dormir. Ajoelhou-se em frente à dupla e cutucou primeiro Hermione na altura da barriga e depois Harry.

_Rony... _murmurou Mione sonolenta _estávamos esperando você voltar.

_É... Eu tenho novidades. _completou Harry, tirando do bolso a cópia do bilhete que achara no escritório de Dumbledore.

Rony leu o bilhete com interesse e passou-o à Hermione. A menina leu, com a testa franzida, e devolveu-o a Harry.

_Isso não lembra alguma coisa? Essas iniciais? _ela perguntou, apoiando o braço no encosto do sofá e a cabeça nos braços.

_Vagamente... _Rony respondeu franzindo a testa e fazendo um esforço _Será Rabicho?

_RAB... Rabicho... _Harry repetiu comparando _Não acho que seja isso, Rony, Rabicho ainda está vivo e o bilhete diz que ele já estaria morto quando Voldemort lesse.

_Mas Voldemort ainda não leu, teoricamente falando. _Rony teimou obstinado.

_Bom, tudo bem. Procuro isso amanhã na biblioteca. Deixem por minha conta. Mas o que Dumbledore queria com você, Harry?

Harry se sentiu desconfortável ao tocar no assunto.

_Ele sabe que eu estou tramando alguma coisa. Ele acha que... Eu estou colocando vocês em perigo.

Hermione e Rony se entreolharam. Harry baixou a cabeça indicando que estava levando essa afirmação a sério.

_Claro que não, Harry. Por acaso nós somos marionetes sem vontade própria? _Hermione contestou indignada.

_É, cara. Você não está pondo ninguém em perigo. Nós somos suficientemente grandinhos pra saber o que fazemos. E nós queremos ir com você. _Harry sorriu para os amigos, contente por aquilo, mas, de qualquer forma, não achou que fosse se perdoar se acontecesse alguma coisa com algum deles.

Gina entrou naquele momento batendo os pés e bufando feito um gato zangado. Jogou-se no sofá ao lado deles e deitou-se na barriga de Hermione.

_Foi um fracasso. _ela choramingou e os três olharam para ela _Minha primeira aula foi um fracasso.

_Ah, vamos lá, Gina, não pode ter sido tão ruim assim. _Hermione tentou animá-la passando a mão em seu cabelo.

_As alunas estavam lá somente por causa do Draco. Os alunos somente por minha causa. Ninguém falava nada. Eu fiquei lá na frente com cara de paisagem, sem saber o que fazer. Draco se matando de rir. E, de repente, a profª Sumers e o profº Snape começaram a discutir. E não foi um fracasso?

_Não. _Rony respondeu decidido _Foi pior. _Hermione lançou-lhe um olhar de censura, mas depois acompanhou os outros nas risadas.

Gina, porém, não ria com tanta alegria. Escondera, propositalmente, a parte em que Draco fazia chantagem com ela. Achou melhor assim. Rony, sem dúvida, não ficaria muito contente com isso. E ela não queria que ele se metesse em encrencas.

***

Draco estava no seu quarto quando ouviu batidas na porta que ligava seu quarto ao salão comunal da sonserina. Levantou-se e, imaginando quem poderia ser à uma hora daquelas, foi até a porta e abriu-a. Não se deu o trabalho de vestir uma camiseta. Quem quer que fosse estava invadindo sua privacidade em uma hora imprópria e ele não se incomodaria por isso.

Do lado de fora, alguns amigos, entre eles Crabbe, Goyle, Montague e Winter, sorriam de modo abobado para ele, segurando garrafas de cerveja amanteigada e uísque de fogo na mão e acompanhado de várias garotas com mini-saias e blusas apertadas.

_Surpresa!! _alguns deles gritaram.

Draco já estava acostumado com esse tipo de coisa. Seu quarto era o único lugar onde os amigos podiam se embebedar à vontade e beijar quantas garotas quisessem. Ele saiu da porta para que eles passassem, mas, quando sua habitual companheira de farra, a última que deixava o quarto (geralmente pela manhã), jogou-se em seus braços, ele afastou-a não muito delicadamente e foi até a cama pegar um travesseiro.

_Fiquem a vontade. Hoje eu durmo no sofá.

Pansy fez uma cara surpresa. _Draquinho, pode dormir no meu quarto, se quiser. _ela deu o tiro de misericórdia.

_Obrigado, mas o sofá me parece bem mais atraente no momento. _e, deixando-a com uma expressão de quem não entendera nada, fechou a porta e desceu para o salão comunal.

Por algum motivo não queria festa.

***

No dia seguinte, Hermione entrou eufórica no salão comunal da Grifinória e encontrou Harry e Rony jogando xadrez de bruxo em seus lugares preferidos perto da lareira.

_Vocês não sabem o que eu achei... _ela contou sorridente sacudindo um pergaminho. Eles não prestaram atenção. _Ei! _ela tentou mais uma vez, enquanto Harry mirava o tabuleiro concentradamente e Rony comandava um bispo atacar uma torre. _Será que vocês podem prestar atenção em uma coisa realmente ÚTIL?!

Rony teve um sobressalto e virou-se para ela. Harry olhou para ela também, mas, reparando bem nela, não gostou muito do que viu. Ela emagrecera muito e tinha olheiras fundas sob os olhos. Ele achou-a linda mesmo assim, mas isso o deixou preocupado.

_Aqui. _ela disse sentando-se entre eles e bagunçando todas as peças do jogo. “Hermione, eu estava ganhando!”, Rony exclamou, mas ela não ligou. _Copiei todos os nomes com as iniciais RAB da Inglaterra, mortos de acordo com os arquivos do ministério.

_De onde você tirou isso? _Harry perguntou surpreso com a dedicação dela.

_Da biblioteca. De onde mais seria? E olhem só o que eu achei. _e apontou para um nome no meio da lista.

Harry e Rony se curvaram para olhar e, imediatamente, Harry percebeu porque as iniciais lhe pareceram familiares. Da árvore genealógica da família Black, Régulus Black.

Então uma associação veio à cabeça de Harry, súbita como um raio. Lembrava-se do dia em que limparam um armário em uma das salas da mansão Black e de um camafeu que eles encontraram lá.

Um camafeu que não queria abrir, muito parecido com o medalhão da sala de Dumbledore.

Harry se sentiu em êxtase. Seu coração disparou e, vibrando, ele contou aos amigos:

_Eu sei onde está o medalhão roubado.

Hermione e Rony entreolharam-se, intrigados, sem entender.

_Domingo vamos visitar a mansão Black. Sede da Ordem. _ele concluiu definitivamente _E tomara que ninguém nos pegue.

NA: Bom taí capitulo novo, espero que gostem rsrs
AAEEE NÃO ESQUEÇAM DE COMENTAR E DAR A OPINIAUM DE VCS!!!
NA2: Vivika, q bom q vc vai ler msm sendo H/H rsrsrs, D/G até agora nao apareceu muito, mas daki a pouco eles começam a se envolver ;) .... Me deixe sua opiniaum depois e sugestões tbm, pq eu li sua fic e sugestão sua com certeza vai ser boa rsrs. Qm kiser ler uma fic D/G boa passa lah depois le parfum del'Amour .... acreditem, eh boa...

Na3: Vamos lá gente, me incentive!!!! Deixem coments que eu atualizo ;]

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