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23. Desviado


Fic: SAVE ME - CONCLUÍDA


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Maroon 5 - She Will Be Loved


 


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Beauty queen of only eighteen

She had some troubles with herself

he was always there to help her

She always belonged to someone else

I drove for miles and miles

And wound up at your door

I've had you so many times but somehow

I want more

I don't mind spending everyday

Out on your corner in the pouring rain

Look for the girl with the broken smile

Ask her if she wants to stay a while

And she will be loved

And she will be loved

Tap on my window knock on my door

I want to make you feel beautiful

I know I tend to get so insecure

It doesn't matter anymore

It's not always rainbows and butterflies

It's compromise that moves us along

My heart is full and my door's always open

You can come anytime you want

I don't mind spending everyday

Out on your corner in the pouring rain

Look for the girl with the broken smile

Ask her if she wants to stay a while

And she will be loved

And she will be loved

I know where you hide

Alone in your car

Know all of the things that make you who you are

I know that goodbye means nothing at all

Comes back and makes me catch her everytime she falls

Tap on my window knock on my door

I want to make you feel beautiful

I don't mind spending everyday

Out on your corner in the pouring rain

Look for the girl with the broken smile

Ask her if she wants to stay a while

And she will be loved

And she will be loved (2X)


Maroon 5 - She Will Be Loved (tradução)


Bela rainha de apenas 18 anos

Ela não se aceitava muito bem

Ele sempre estava lá pra ajudá-la

Ela pertencia à outra pessoa

Eu dirigi por milhas e milhas

E fui parar na sua porta

Eu tive você tantas vezes, mas mesmo assim

Eu quero mais

Eu não me importo de passar todos os dias

Na esquina da sua casa quando está chovendo

Procuro pela garota com o sorriso partido

Pergunte se ela quer ficar por um momento

E ela será amada

Ela será amada

Bata na minha janela, bata na minha porta

Eu quero fazer você se sentir linda

Eu sei que eu tendo a ser tão inseguro

Isto não importa mais

Não é sempre arco íris e borboletas

É o compromisso que nos faz ir em frente

Meu coração está cheio e minha porta sempre aberta

Você pode vir a hora que quiser

Eu não me importo de passar todos os dias

Na esquina da sua casa quando está chovendo

Procuro pela garota com o sorriso partido

Pergunte se ela quer ficar por um tempo

E ela será amada

Ela será amada

Eu sei onde você se esconde

Sozinha no seu carro

Sei todas as coisas que te fazem ser quem você é

Eu sei que adeus não significa nada

Volte e me faça pegá-la toda vez que ela cair

Bata na minha janela, bata na minha porta

Eu quero fazer você se sentir linda

Eu não me importo de passar todos os dias

Na esquina da sua casa quando está chovendo

Procuro pela garota com o sorriso partido

Pergunte se ela quer ficar por um momento

E ela será amada

Ela será amada (2X)

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Capítulo 23


Desviado


Olá, bom dia, como vai?
O que te faz levantar-se tão cedo?
Posso ver um novo começo também
Todos os meus arrependimentos não são novidades
Então é assim que eu digo que eu preciso de você
É assim que eu sou
Aprendendo a respirar
Estou aprendendo a engatinhar
Estou descobrindo que você pode derrubar minha muralha
Estou vivendo novamente, desperto e muito vivo
Mal posso respirar nesses céus abundantes
Olá, bom dia, como tem passado?

Ontem quebrei a cabeça
Nunca, nunca pensei que cairia assim
Nunca soube que eu poderia magoar tanto
Então é assim que eu digo que preciso de você
É assim que digo que te amo
É assim que digo que sou seu
É assim, assim

- Switchfoot




Na manhã seguinte, Harry desviou os olhos do Profeta Diário para cumprimentar Sirius, que acabava de entrar na cozinha, inteiramente vestido e bocejando.

- Dia... Ou tarde, tanto faz. – Harry disse, mordendo a torrada que ele tinha preparado antes. – Preparei alguns ovos, se quiser. Eles estão um pouco frios, mas pensei que você se levantaria mais cedo. – Ele apontou para o prato diante dele e voltou a ler, depois olhou para Sirius por muito tempo, que ainda o encarava desconfiado.

- Quem é você e o que fez com meu afilhado?

- O quê? Não posso estar de bom humor? - Harry perguntou, na defensiva, jogando a torrada no prato.

- Não, você pode. Mas estou cansado demais para perguntar o que aconteceu.

- Mudanças. – Harry replicou, ficando de pé para levar o prato até a pia. – Eu percebi algumas coisas ontem à noite.

- Oh? – Sirius sentou-se à mesa e cutucou cuidadosamente os ovos.

- Estou farto de me sentir desse jeito. – Harry disse, largando a louça na pia. Ele girou nos calcanhares para encarar Sirius, que o observava com as sobrancelhas levantadas. – Estou cansado de sentir pena de mim mesmo e me culpar pelos erros ou problemas de outras pessoas.

Sirius desceu o garfo com cuidado enquanto analisava Harry:

- Percebe-se

Harry correu as mãos pelos cabelos:

- Quero dizer... Eu ainda me sinto... Estranho às vezes, mas isso é esperado, certo?

Ele começou a movimentar-se antes que Sirius pudesse responder:

- Eu só sinto... Com o Remo acordado e Gina...

- Ah, aí está. – Sirius disse antes de erguer o garfo novamente e pegar um pedaço dos ovos.

Harry parou e olhou-o inexpressivo:

- Aí está?

- Gina. – Sirius engoliu e empurrou os ovos para seu prato. – Você está apaixonado por ela. E você percebeu isso agora.

- Não estou apaixonado por ela. – Harry replicou friamente, imaginando o por quê seu estômago de repente se retraiu dolorosamente. – Ela... Ela me acalma. Ela me ajudou.

- Certo.- Sirius pegou mais um pedaço dos ovos antes de levantar-se. –Você sabe, Harry, que estar apaixonado nem sempre tem que ser raivoso e cheio de dor.

- Eu sei disso. - Harry seguiu Sirius até a sala e o observou vestir a capa. – Eu sei disso. – Ele repetiu mais firmemente.

Sirius vestiu a capa e deu-lhe um olhar peculiar:

- Ótimo. Você sabe disso. – Ele sorriu então, as linhas em seu rosto desaparecendo. – Você tem muitas coisas maravilhosas pela frente. Você sabe disso?

Harry não pôde deixar de sorrir:

- Talvez.

Com um conhecido sorriso largo, Sirius virou-se e abriu a porta, parando abruptamente:

- Rony. Que bom te ver.

Rony grunhiu e entrou, atirando em Harry um olhar zangado antes de ir até o sofá e sentar-se com um baque.

- Estarei no St. Mungus. – Sirius disse, olhando para Rony antes de voltar-se para Harry. - Mande uma coruja se precisar de mim.

- Mandarei. – Harry fechou a porta atrás de Sirius e voltou-se para encarar Rony. - Está tudo bem, Rony?

- Posso te perguntar uma coisa?

O tom gélido na voz de Rony fez Harry repensar enquanto caminhava até o sofá e sentava-se, esperando que Rony continuasse:

- Você está apaixonado pela minha irmã?

Harry piscou em surpresa:

- O que?

- Você está apaixonado pela minha irmã? – Rony perguntou novamente, mais impaciente dessa vez. – É uma resposta simples, Harry. Se você está, então faça alguma coisa a respeito. Se não está, deixe-a em paz.

Em vez de perder a paciência, Harry respirou fundo:

- Do que você está falando?

- Não sou tolo.- Rony disse calmamente, seus olhos azuis perfurando Harry. - Sei que esteve com ela ontem à noite.

- Como você sabe disso? Você estava completamente desmaiado. – Harry mencionou, na defensiva.

- Bem, primeiro, você sabia minha condição noite passada. E, considerando que eu não te vi praticamente todo o dia, alguém, como Gina, te contou.

- Olha...

- E, segundo, eu encontrei uma calcinha debaixo do sofá. - Rony disse, estremecendo com a lembrança. – E, sabendo que Olívio está na Escócia...

- Maldição...

- Você teve sorte do Carlinhos não ter encontrado, ou meu pai. Ou, merda, minha mãe. Você seria azarado até a próxima semana.

- Você encontrou. – Harry disse, observando Rony com cautela. – Por que não estou pegando fogo ou algo assim?

- O que eu posso fazer, Harry? Já chutei seu traseiro uma vez. E não pareceu te parar. – Rony suspirou e recostou-se no sofá. – Olívio... Ele é um bom sujeito. Ele poderia fazê-la feliz.

Harry desviou o olhar com o cenho franzido:

- Eu sei disso.

- Você pode fazê-la feliz? Porque ela merece isso, sabe. Ela passou por muita aflição nos últimos cinco anos.

- Eu sei que sim. Não sei se poderia faze-la feliz... Gosto de pensar que sim.

- Aprenda comigo, cara. Eu ferrei tudo com a Hermione. Mas é melhor assim, sabe? – Rony disse de repente, assentindo com se tentasse convencer a si mesmo. – Eu fiz a coisa certa, deixando-a ir. Ela será mais feliz em Roma. Ela se tornará alguém importante. O que ela faria com um cara como eu?

- Rony, ela era mais feliz com você...

- Mentira. – Ele falou ríspido. – Ela nunca foi mais feliz comigo. E você sabe, eu achei que pudesse dar tudo a ela. Eu queria dar tudo a ela, mas não era o bastante. Ela teve a chance de ver outros lugares, aprender coisas novas... Eu não deveria estar no caminho dela.

Um pensamento veio a Harry e ele olhou para Rony, engolindo sua dor:

- Você acha que Gina estaria melhor com o Olívio?

- Como posso saber disso? - Rony inclinou-se para frente, esfregando as mãos no rosto. - Você precisa perguntar a si mesmo. Porque você e eu, Harry, o que somos? Comparados ao Olívio ou a Roma? – Ele disse com desgosto. - Eles oferecem mais oportunidades do que nós.

- É. – Harry murmurou, sentindo a confiança que tinha momentos antes começar a embotar. - Talvez você esteja certo.

- E talvez não, eu suponho que você tem que decidir. – Rony ficou de pé e indicou a cozinha. – Sinto cheiro de ovos.


Gina sentou-se silenciosamente na mesa da cozinha, ouvindo Carlinhos discutir sobre sua próxima viagem à Romênia, a discussão misturava-se ao barulho dos gêmeos, que tentavam convencer a mãe de que o novo apartamento que alugaram não em uma vila horrível. Ela colocou a cabeça na mão e descansou o garfo em silêncio, seu olhar erguendo-se vez ou outra para o relógio na parede.

Eram quase oito horas e o céu já escurecia com a noite. Ela não ouvira falar de Harry nem o vira desde a noite anterior e estava ficando impaciente. Talvez ela fosse idiota em pensar que a noite passada tinha mudado o relacionamento deles.

Gina cutucou o frango. Talvez ela fosse muito tola em pensar que ele diria que estava apaixonado por ela. Talvez ela...

O som de batidas a tirou de seus pensamentos enquanto ela erguia a cabeça da palma da mão para olhar para Fred e Jorge.

- O que? - Ela disse ríspida, espetando o peito de frango.

- Já está morto, sabe. – Jorge disse, apontando para a comida.

- Eles normalmente matam antes de vender. – Fred acrescentou, dando uma grande mordida em seu pedaço de frango.

- Oh. – Ela olhou para a comida – Eu sei disso, seus retardados.

- Gininha, está tudo bem? - A Sra. Weasley perguntou.

Ela sentiu as bochechas queimarem enquanto levantava-se da cadeira:

- Tudo bem, eu só... - Ela interrompeu-se com a batida na porta da frente e esforçou-se para passar pela cadeira, derrubando um copo d’água.

- Gina. – O Sr. Weasley disse em tom de advertência enquanto ela reenchia o copo.

- Gina, querida, francamente... - A Sra. Weasley disse com um aceno de cabeça antes de usar a varinha para limpar a poça.

- É, francamente, Gina, sua vaca estúpida. - Fred ralhou, parando a um olhar zangado da Sra. Weasley.

- Eu atendo.- Gina disse rapidamente, ignorando os comentários de Fred. Ela saiu apressada do recinto, não percebendo os olhares curiosos que sua família lhe lançou. Seu coração acelerou-se enquanto ela abria a porta.

Desapontamento correu por suas veias, fazendo-a corar com a culpa:

- Olívio. – Ela sentiu seu sorriso tenso. - Você está de volta.

- Estou. E eu sei que está um pouco tarde, mas eu queria te ver. – Ele explicou, seu sorriso aumentando. – Podemos conversar?

- Claro. – Ela afastou-se, esperando-o passar por ela antes de fechar a porta.- Sente-se...- Espiando a cozinha, ela encolheu-se levemente. – Na verdade, se você não se importar com a brisa, podemos ter mais privacidade no jardim.

- O que for melhor para você. – Olívio disse, segurando sua mão antes que ela pudesse se afastar. Ela olhou para ele, questionando, e respirou fundo quando ele abaixou-se para roçar os lábios nos dela.

- Senti sua falta.

- Oh... Eu também senti a sua. – Gina respondeu fracamente. A culpa começou a devora-la enquanto ela caminhava com ele até a cozinha, para a porta da frente.

- Olívio, que bom te ver. – O Sr. Weasley disse, levantando-se rapidamente. – Gostaria de comer conosco?

- Nós vamos conversar lá fora. – Gina disse antes que Olívio pudesse responder. Ela viu Carlinhos erguer arquear as sobrancelhas em curiosidade e ignorou enquanto ela se afastava, sua mão procurando pela maçaneta.- Se estiver tudo bem.

- Claro. – A Sra. Weasley disse, tentando disfarçar a sua própria curiosidade. – Não demorem, por favor. Está ficando frio.

- Obrigada, mamãe. – Gina abriu a porta e conduziu Olívio ao pequeno banco de madeira debaixo de um carvalho, ignorando os gnomos que correram por suas pernas. Seu estômago estava desconfortável, fazendo-a torcer as mãos nervosamente enquanto eles se sentavam. Ela esperou pacientemente até que Olívio estivesse acomodado ao lado dela.

- Eu te disse que estava indo para Portee para assistir alguns jogos. – Ele começou. - Mas era um pouquinho mais que isso. Eu estou deixando o Puddlemere pelo Portee. Eles precisam de um novo capitão e um goleiro... Alguém que possa dar uma guinada no time. – Ele explicou, tomando uma das mãos dela nas suas. – Eles me ofereceram uma quantia que eu não pude recusar.

Gina retribuiu o sorriso dele, seus olhos direcionando-se para as mãos unidas.

- Isso é maravilhoso, Olívio. Você vai voltar para a Escócia então?

- Vou.- Seus olhos de repente se tornaram sérios enquanto ele apertava a dela mão gentilmente.- E eu quero que você vá comigo.

Surpresa a perpassou rapidamente e, sem perceber, ela tirou a mão:

- O- o quê?

- Venha comigo. – Ele repetiu. – Eu quero você lá comigo.

- Olívio...- Desculpas passaram por sua mente, todas embaralhadas, e ela não pôde organiza-las em um pensamento coerente.

- Você não tem que aceitar agora.- Olívio disse. – Apenas pense um pouco.

- Bem, quero dizer, eu não posso só me levantar e ir...- Gina disse vagarosamente. – Minha família... Meu emprego.

Harry.

- Nós os visitaríamos sempre que possível. – Olívio lhe assegurou. – Mas pense em todos os lugares diferentes que poderia ver. E eu pensei no seu trabalho...Você é melhor que o Caldeirão Furado, nós dois sabemos disso. Você realmente quer servir bebidas pelo resto de sua vida?

- Bem, não, mas...

- Minha mãe tem uma amiga que trabalha na filiação do St. Mungus na Escócia. Elas começaram como internas. Você poderia finalmente se tornar uma Curandeira.

Ela engoliu para tentar aliviar o aperto em sua garganta. Ela poderia se tornar uma Curandeira. Isso apenas não parecia possível. Esfregando a estúpida dor que crescia, ela balançou a cabeça e tentou clarear a mente:

- Está falando sério?

- Claro que estou. – Olívio cobriu o rosto dela com as mãos e a beijou suavemente na boca. – Eu te amo. Eu quero você comigo.

Com um alívio cuidadoso, Gina se afastou dele e secou as mãos suadas nas calças:

- Eu não sei, Olívio. É um grande passo para... Para nós.

- Como eu disse, pense nisso. Se você aceitar, partimos no final da semana.

- No final da semana? – Seus olhos se arregalaram levemente.

- Olha, eu sei que é uma grande coisa para pedir, mas não te pediria se não te amasse.- Ele a olhou mais de perto, como se tentasse ler sua mente.- Pode alguma coisa... Ou alguém aqui te fazer feliz, Gina? Do jeito que eu poderia?

Sabendo exatamente de quem ele estava falando, Gina engoliu em seco novamente:

- Eu pensarei a respeito, Olívio...

- É tudo que eu quero. – Ele disse baixinho, inclinando-se para beija-la novamente. – Tenho que ir. Te vejo amanhã, tudo bem?

Ela assentiu fracamente e o observou levantar-se antes de desaparatar.
Como ela poderia partir, assim? Não havia dúvida de que era uma oportunidade incrível para ela finalmente fazer algo com sua vida, mas a que custo? Ela estaria deixando sua família, seus amigos para trás... E Harry.

Suspirando, Gina lembrou da pergunta de Olívio... Ele poderia fazê-la feliz? Como ela poderia responder isso? Ela estava incerta sobre os sentimentos de Harry. Ela tinha pensado, talvez na noite anterior, que ele finalmente lhe diria que a amava, mas ele já tinha ido quando ela acordou naquela manhã. Novamente. Isso estava se tornando um exemplo incrivelmente deprimente.

- Um sicle por seus pensamentos?

Gina olhou rapidamente, forçando um sorriso e mexeu-se levemente para sua mãe poder sentar:

- Desculpe.

A Sra. Weasley enrolou um xale ao redor dos ombros e estendeu uma blusa de crochê para Gina:

- Está ficando frio, não acha?

- Eu gosto assim. – Gina respondeu, mas se cobriu com a blusa, de qualquer forma.

- Olívio teve que ir tão cedo? - Molly perguntou, observando dois gnomos perseguirem um ao outro em seu canteiro de flores.

- Ele tinha coisas para cuidar. - Gina mordeu o lábio inferior antes de virar-se para sua mãe. - Mamãe, como se escolhe entre duas coisas que sempre se quis?

- O que quer dizer?

Suspirando pesadamente, Gina tremeu com a brisa.

- Olívio vai se mudar para a Escócia para integrar o Portee Pride. E ele quer que eu vá com ele.

- Para a Escócia? - Molly franziu o cenho. – Você quer dizer permanentemente?

- Eu acho que sim. Sim.

- Gina, isso é muito rápido. Você só saiu com ele pouco tempo.

- Eu sei disso, mas ele... Ele disse que me ama. – Por que isso a fez sentir tão desconfortável? - Ele disse que poderia me fazer feliz.

- Você o ama?

A pergunta pavorosa.

- Talvez. Eu gosto dele. Eu acho que poderia ama-lo.

Molly permaneceu em silêncio por muito tempo antes de segurar a mão de Gina:

- Você está disposta a deixar tudo aqui por alguém que você acha que poderia amar?

- Eu não sei.- Ela disse com um suspiro impaciente. – Não é só que ele me ama... Ele pode me conseguir um emprego no St. Chris em Glásgua.

- Para ser uma Curandeira? – Os olhos de Molly se arregalaram em surpresa.

- Sim. – Gina franziu as sobrancelhas e esfregou as têmporas. – Sempre esteve num cantinho da minha mente que talvez, algum dia... E é agora.- Ela soltou uma risadinha rápida. – Um jogador de Quadribol estupendo e famoso que me ama e um emprego que eu sempre quis. Eu deveria agarrar a chance, não deveria?

- Mas há mais alguém. - Molly disse simplesmente. – Harry.

- O que te faz pensar isso?

- Porque só há um garoto capaz de colocar esse olhar em seus olhos desde que você tinha dez anos. – Molly disse com um sorriso enquanto apertava a mão de Gina. - Você não quer deixa-lo, quer?

Gina lançou-lhe um olhar cheio de dor:

- Eu não quero pensar em como as coisas poderiam ter sido se eu deixa-lo.

- Então, talvez você devesse falar com Harry. – Molly disse, afastando o cabelo do rosto de Gina

- Isso realmente seria justo com ele? Ou com Olívio ?- Gina soltou um muxoxo de desgosto. - É como se eu estivesse me acomodando se Harry decidir que não me quer?

- Não necessariamente. Mas se você falar com Harry, ao menos você saberá e será capaz de decidir sem pensar no que poderia ter sido. – Molly explicou.- Eu lembro quando eu estava em Hogwarts, eu estava saindo há algum tempo com William O’ Dowd. Seu pai não estava tão satisfeito comigo deixando que William me levasse à Hogsmead aos finais de semana. – Os olhos dela brilharam a lembrança.- Ele vinha de uma família muito distinta. Ele era lindo e sempre teve as melhores notas da turma.

- E papai te roubou dele. – Gina acrescentou com um sorriso genuíno brincando em seus lábios.

- Bem, mais ou menos.- Molly riu.- William podia me cobrir de presentes e flores e elogios. Tudo o que seu pai fez foi me beijar atrás da Dedos de Mel, e ele disse que me amava com tanta simplicidade, como se isso fosse tão natural quanto respirar. Foi tudo o que bastou para mim.

- Você já se arrependeu de ter desistido de uma vida melhor?- Gina perguntou baixinho.

Molly deu-lhe um olhar severo:

- Nem um pouco. Seu pai e eu, nós nos esforçamos muito nesses anos, mas fizemos o certo. Temos sete filhos que amamos e seu pai tem um emprego maravilhoso como Ministro da Magia. William O’Dowd, com suas vestes formais e sua varinha cara nunca poderia ter me feito mais feliz do que seu pai faz.

- Talvez eu devesse falar com Harry.

- Talvez você devesse. Mas o que quer que você decida, seu pai e eu te apoiaremos, Gina. Nós só queremos o melhor para você.

- Eu sei, mamãe.- Ela se inclinou e beijou a bochecha de sua mãe.- E obrigada.

- Tudo bem. Agora é hora de entrar. – Molly disse enquanto o vento soprava rarefeito.- Vou te fazer um pouco de chá e uma poção antibiótica para evitar que fique doente.

- Não está tão frio aqui fora. – Gina disse revirando os olhos rapidamente, mas sorriu e descansou a cabeça no ombro da mãe enquanto elas caminhavam para dentro de casa.


Decisões eram a última coisa em que Harry queria pensar. Ele não mudara muito desde à tarde, exceto encher e reencher o copo de uísque e usar o banheiro. Ele estava satisfatoriamente entorpecido agora, tentando não pensar na conversa com Rony. Tentando não pensar em Gina. Ele tinha tanta certeza antes... Mas tudo o que isso trouxe foi aquela pequena fibra de dúvida que serpenteava em sua mente e que agora o consumia. Talvez tudo o que ele precisava fosse não vê-la mais. Então ele saberia o que era melhor para os dois... talvez. A batida na porta o fez se assustar levemente, fazendo-o derrubar Uísque de Fogo na mesinha. Chateado, Harry levantou-se, cambaleando pela sala até a porta. Ele não disse nada, mas sentiu uma fisgada de aborrecimento e ciúmes quando encontrou a si mesmo encarando Olívio.

- Posso entrar por um segundo? – Olívio perguntou, finalmente quebrando o silêncio tenso.

Harry pensou em bater a porta na cara dele, mas encontrou a si mesmo assentindo e abrindo a porta para Olívio entrasse. Harry fechou a porta, torcendo as mãos e as enfiando nos bolsos antes de voltar-se para ele:

- Eu queria falar sobre a Gina. - Olívio disse, cruzando os braços na frente do peito. – Conversar de verdade, não tentar acertar nossas diferenças com os punhos.

- Isso funciona bem para mim. – Harry retrucou calmamente.

- De qualquer maneira,- Olívio disse, erguendo uma sobrancelha. – Eu pedi para Gina ir comigo para a Escócia.

- Parece um ótimo feriado. – Harry disse casualmente, determinado a não deixar Olívio arrancar o melhor de suas emoções.

- Um feriado não, Harry. Permanentemente. Estou me transferindo para o Portee e eu a quero comigo.

- Não é decisão dela? – Harry perguntou, na defensiva.

- Você pensaria, não pensaria?

- O que isso significa?

- Eu acho que o julgamento dela está sendo ofuscado pelo que ela sente por você. – Olívio disse, encostando-se nas costas do sofá antes de erguer o olhar para Harry. – Eu não acho que ela estará pronta para se mudar até ela ter um tipo de conclusão do que quer que seja essa relação que vocês tinham.

- Temos.- Harry corrigiu, levemente satisfeito quando os olhos de Olívio escureceram. – Eu não estou exatamente certo do que você quer de mim.

- Quero que a deixe ir. – Olívio disse categoricamente. – Pare de confundi-la só para ter um ombro em que chorar. Não é justo com ela.

Controlando sua raiva, Harry crispou dolorosamente as mãos dentro dos bolsos:

- Já passou pela sua cabeça que talvez eu queira ficar com ela?

A expressão de Olívio tomou um olhar de divertimento e dúvida:

- Suponho que se você quisesse ficar com ela, já o teria feito. Parece que você só a quis depois que ela começou a sair comigo.

- Você não sabe nada sobre as circunstâncias que nos afastaram. – Harry disse vigorosamente.

- O ponto é, Harry: eu a amo. – Olívio interrompeu, claramente não interessado nas razões de Harry. – Eu quero fazê-la feliz. Eu posso dar a ela uma boa casa, boas coisas. – Ele deu um olhar significativo a Harry. – Você pode dar a ela tudo que ela merece?

- Dinheiro não é a questão. – Harry disse brevemente.

- Não estou falando só de dinheiro. – Olívio respondeu.

Harry permaneceu em silêncio, sentindo uma contração em sua mandíbula enquanto Olívio desencostava-se do sofá e passava por ele. Pelo canto dos olhos, Harry observou Olívio colocar uma mão na maçaneta antes de parar:

- É algo a se pensar. – Olívio disse baixinho, como se a resposta já fosse clara para os dois.

Só quando Harry ouviu a porta bater ele se permitiu respirar. Ele tirou as mãos dos bolsos e ficou surpreso ao perceber que estavam tremendo.

Grunhindo, ele se sentou no sofá, descansando a cabeça nas mãos enquanto seus pensamentos o sufocavam.

Ele lembrou de Rony, aquela manhã, perguntando se ele faria Gina feliz. Merlin, ele queria também. Desesperadamente. Mas na verdade fazer isso era um problema inteiramente diferente. Toda vez que Harry tentava, ele apenas parecia piorar as coisas. Matava-o saber que ele era o único colocar aquela dor nos olhos dela sempre que ele a via. Talvez Olívio estivesse certo. Ele podia fazê-la feliz. Ele podia dar a ela tudo que ela quisesse.

O idiota. *

Harry recostou-se no sofá, esfregando as mãos no rosto quando ele ouviu uma batida na porta de novo. Suspirando, ele ficou de pé, imaginando se seria mais alguém pronto para lhe dizer que ele não era bom o suficiente para Gina. Sentindo-se incrivelmente cansado e doente, Harry abriu a porta, a raiva na ponta da língua. Seu coração disparou numa mistura de surpresa prazerosa e dor enquanto Gina sorria nervosamente.

- Sei que está tarde.- Ela começou, puxando de volta algumas mechas de cabelos que caíam em seu rosto. – Mas eu estava imaginando se podíamos conversar.

Harry hesitou por um instante antes de assentir. Pronto para encarar muitas verdades postas diante dele aquele dia, ele se afastou e esperou que Gina passasse por ele, um pequeno sorriso de agradecimento em seu rosto, antes que ele fechasse a porta atrás dela.

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* Wanker. Era um palavrão muito pesado. Quem quiser, pode procurar no dicionário, ou, como diria aquele cara do Pânico, joga no Google, bem.

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N/B: Que capítulo incrível! Aposto dez sicles que ela não vai aceitar a proposta do Olívio. O jeito é esperar para o próximo... :P Pessoal desculpem se tiver algum erro, fiz de tudo, mas sempre escapa um ou outro.



 

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