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9. Capitulo 9


Fic: Receita de amor


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CAPÍTULO IX

“Uma resposta gentil tem o dom de suavizar a raiva. Pegam-se mais moscas com mel do que com vinagre. — Diário de Megan Madacy, Verão de 1923”


“A sala ficou impecável. Foi uma sensação agradável, quando entrei lá, ontem à noite, para receber Frederick. Mamãe e papai ficaram um pouco conosco, depois nos deixaram sentar na varanda sozinhos. Frederick me contou como foi o dia dele e eu contei tudo o que eu fiz ontem. Foi tão bom! Era como se só existíssemos nós dois no mundo.E então ele estragou tudo. Disse que tinha ouvido dizer alguma coisa não muito boa a meu respeito. Na hora, eu fiquei brava, e ele ficou mais ainda. Me deu um sermão, como se eu fosse criança! Quando ele disse que eu estava sendo infantil, não agüentei e começamos a discutir. Mamãe ouviu e saiu para a varanda para ver o que estava acontecendo. Olhou para mim brava e disse boa-noite a Frederick. Depois que ele foi embora, ela me mandou sentar e perguntou o que tinha acontecido. Eu expliquei e ela ficou bem.quieta. Segurou as minhas mãos e disse: Megan, a vida é cheia de problemas e dificuldades. Mas uma palavra gentil tem o dom de suavizar a raiva. Nunca se esqueça disso. Eu disse que tinha tentado me defender, que as acusações dele eram falsas, e mamãe disse que sabia disso. Mas que eu tinha de me lembrar que pegam-se mais moscas com mel do que com vinagre. Seja doce e carinhosa, ela disse, do jeitinho que você é. Dessa forma, você sempre conseguirá amansá-lo. Na hora eu fiquei irritada, porque esperava que mamãe ficasse do meu lado. Mas depois eu me acalmei e percebi que ela tinha razão. Eu devia ter tido outra reação com Frederick. Hoje vou assar uns biscoitos e levar para ele. Ainda não falei com mamãe sobre isso, mas tenho certeza que ela vai aprovar. E se for preciso, pedirei desculpas. Mas só pela minha reação, por mais nada. Se ele não aceitar, não é o homem certo para mim.”

Hermione anotou mais um ou dois itens em sua lista e fechou os olhos, atrás dos óculos escuros. A sensação do sol aquecendo a pele era agradável e relaxante. Ela gostaria de cochilar um pouco, mas precisava ficar atenta ao relógio. Não queria que Harry voltasse do trabalho e a visse tomando sol no jardim. A descoberta da noite anterior de que ainda o amava a deixara preocupada. Ele não podia desconfiar, de jeito nenhum.

A tarde estava perfeita. Ela se encontrava naquele estágio intermediário entre o sono e a consciência. O único som que quebrava o silêncio era o zumbido das abelhas que rodeavam um arbusto entre os dois jardins. Até mesmo os pássaros estavam quietos, provavelmente dormindo.

Hermione pensou em Megan e Frederick. O que teria acontecido? Queria saber se Megan aplicara a filosofia da mãe de ser doce e carinhosa. Não sabia se ela própria conseguiria ser doce e carinhosa com um homem que a irritasse. Era normal as pessoas perderem a paciência e se irritarem umas com as outras. Isso não significava o fim de um relacionamento.

Novamente, ela desejou ter conhecido a bisavó. Na verdade, desejava tê-la conhecido quando jovem, que tivessem sido amigas, trocado experiências, discutido os resultados da receita, se de fato funcionava ou se aqueles "ingredientes" eram apenas fruto da imaginação de uma adolescente do início do século.

Sua confidente, na adolescência, fora Gina, as duas sempre haviam sido muito amigas, além de primas... Ela precisava terminar a lista... Queria que Gina experimentasse... Logo ela leria mais... Logo... Hermione adormeceu.

— A Bela Adormecida dormiu debaixo do sol.

Ela acordou com um sobressalto. Ao abrir os olhos, deparou-se com Harry debruçado sobre ela.

— Vai se queimar demais.

Hermione endireitou-se na espreguiçadeira.

— O sol não faz mal a esta hora — falou, a boca subitamente seca, o coração disparado. A lembrança do beijo assaltou-a imediatamente.

— Mesmo assim, é bom tomar cuidado. O que está lendo?

— O diário de minha bisavó — disse ela, segurando firmemente o livro.

— É interessante?

— Sim. Que horas são?

— Cinco e meia. Voltei mais cedo, hoje. Quer jantar comigo? Podemos assar hambúrgueres na grelha.

Hermione engoliu em seco, lembrando-se das advertências de Megan. Mas naquele momento não possuía a força necessária para fazer-se de difícil. Havia ocasiões em que não se podia deixar passar uma oportunidade.

— Eu gostaria muito. Posso levar uma salada.

— Vá quando estiver pronta. Vou trocar de roupa.

Quinze minutos depois, Hermione atravessava o gramado, levando uma travessa coberta por papel-alumínio.

— Entre — falou Harry, quando ela bateu à porta da cozinha. — Vou acender o fogo na churrasqueira — acrescentou, terminando de formar os hambúrgueres sobre a tábua de carne.

Hermione assentiu em silêncio, desviando o olhar para as pernas longas e musculosas sob a bermuda que ele usava. A camiseta branca simples delineava os ombros largos e o peito másculo.

— Posso ajudar em alguma coisa? — ofereceu-se, colocando a travessa sobre a mesa.

— Está tudo pronto. Não é uma refeição muito elaborada. Ela encostou-se na pia e cruzou os braços.

— Como foi o dia, hoje, no tribunal?

— Bem. Amanhã faremos a apresentação final para o júri.

— E você está otimista?

— Sim, mas foi um caso difícil. E, para piorar, meu cliente não me contou toda a verdade, e isso me confundiu.

— Como você descobriu que ele não havia contado a verdade?

Harry fez um breve relato do caso, tomando cuidado para não violar a ética profissional. Hermione ouvia atentamente. O trabalho de Harry a fascinava. Harry a fascinava.

O sol ainda não havia se escondido quando eles saíram para o quintal. Hermione fez mais perguntas sobre os casos que Harry defendera, enquanto ele assava os hambúrgueres, e ele respondeu todas elas.

— Esqueci-me de trazer molho para a salada — observou Hermione. — Você tem algum?

— Não, mas vou buscar na casa de sua tia. Fica na porta da geladeira?

— Sim, mas...

— Deixe, eu vou.

Hermione espalhou mostarda, picles de pepino e rodelas de cebola sobre seu hambúrguer, colocou-o no prato e sentou-se, enquanto esperava por Harry. Não podia deixar de pensar no que aconteceria, naquela noite. Ele a beijaria novamente? A sensação de expectativa era quase insuportável. Ela se sentia flutuar.

Perdida em pensamentos, Hermione só se deu conta, alguns minutos depois, de que Harry estava demorando para voltar. Olhou na direção da casa vizinha. Tinha certeza de que o molho estava na porta da geladeira, usara-o naquele dia, mesmo. O que estava acontecendo?

Apreensiva, Hermione levantou-se e caminhou até a porta da cozinha da casa de sua tia.

— Não encontrou o...

Ela parou abruptamente na porta, o sangue gelando dentro das veias. Harry estava de pé, perto da mesa, com o diário aberto numa mão e a lista que ela fizera na outra. O rosto dele parecia esculpido em pedra.

— O que é isto? — perguntou, em tom de voz glacial. Os olhos verdes pareciam querer fuzilá-la.

"Oh, não!" Os joelhos de Hermione fraquejaram. Por que não levara o diário para o quarto?

Ela precisou engolir em seco várias vezes e respirar fundo antes de conseguir falar:

— O... diário de minha bisavó.

— E isto? – Ele levantou a folha de papel onde Hermione anotara os itens principais para Gina, segurando uma extremidade com a ponta dos dedos, como se pudesse, de alguma forma, contaminá-lo.

— Uma lista.

A voz de Hermione não passava de um sopro. O coração parecia querer lhe saltar pela boca. Não sabia o que fazer. Sua vontade era arrancar o diário das mãos de Harry e atirá-lo longe. Mas não conseguiu dar um passo. Parecia paralisada.

— Incentive o rapaz a falar sobre seu trabalho e seus planos para o futuro. Você fez isso bem. Espero que não tenha se entediado muito.

— Eu posso explicar, Harry — Hermione balbuciou. — Essa lista é para Gina.

— Para Gina? — Jake repetiu, fulminando-a com os olhos. - Não creio. Acho que é para você. “O caminho para chegar no coração de um homem, é através do estômago”. “Faça alguma coisa que ele goste, como mousse de maracujá, por exemplo” — acrescentou, em tom sarcástico. — Essa você também fez bem.

Hermione começou a tremer incontrolavelmente. Harry estava furioso. E seu frio autocontrole parecia tornar a raiva ainda mais intensa. Ela queria dizer alguma coisa, fazer alguma coisa, mas não sabia o quê. Uma onda de pânico a invadiu. Como explicaria aquilo a Harry?

— “Pegam-se mais moscas com mel?” Quer dizer que é isso o que eu sou? Uma mosca? — Ele bateu com o diário na mesa e avançou na direção de Hermione, com uma expressão ameaçadora no rosto.

— Não é o que você está pensando! — ela elevou o tom de voz e deu um passo para trás, amedrontada. — Quer me deixar explicar, por favor? Tentar entender?

— Acho que é o que estou pensando, Hermione — Harry falou, parando diante dela. — Você aplicou todos os itens dessa maldita lista comigo! “Seja imprevisível... como planejar um seqüestro seguido de um piquenique, por exemplo.” “Vista-se de maneira feminina... Você fez isso muito bem.” Precisou de conselhos para isso, Hermione? Pensei que fosse uma coisa natural em você. Aliás, pensei que tudo fosse natural em você. Não percebi que fazia parte de um plano para atrair minha atenção. O que você pretendia? Fisgar-me? Depois de todos esses anos, ainda não entendeu o que eu já lhe disse um milhão de vezes? Que eu não quero você, não amo você, e não quero, droga, me casar e muito menos ser cobaia de seu plano estúpido para caçar um marido? Volte para Nova York! Talvez esses conselhos idiotas funcionem com os homens de lá! Comigo, não!

O ar parecia vibrar com a fúria de Hermione. Hermione apoiou-se na pia e afastou-se quando ele passou por ela como um relâmpago, depois de amassar a lista e jogá-la no chão.

Ironicamente, ela lembrou-se do último conselho que lera no diário. Naquele momento de desespero, não custava tentar...

— Acho que isso significa que o jantar foi cancelado — murmurou, no tom de voz mais doce e carinhoso que conseguiu. Duvidava, porém, que ele tivesse escutado.

As lágrimas ameaçaram saltar-lhe dos olhos, porém ela as reprimiu valentemente. A sensação de vazio que a dominava era indescritível, mas ela deveria ter esperado por isso. Nada mudara. Durante algumas semanas, deixara-se iludir, acreditando que teria uma chance. Harry fora gentil, atencioso, romântico.

Tudo o que acontecera não tivera significado algum para ele.

Com movimentos lentos, ela pegou o diário e subiu para o quarto. Perdera completamente o apetite. Não queria comer nada. Tudo o que queria era dormir para não pensar, para apagar a dor que estava sentindo. Não queria nem mesmo saber o que acontecera com Megan e Frederick. Que coincidência ela ter lido sobre a briga dos dois justamente antes de acontecer entre ela e Harry! Aliás, desde sua chegada a West Bend e de quando começara a ler o diário, parecia que a história se repetia.

Hermione deixou-se cair deitada na cama, abraçada ao diário. Não podia se queixar, se admitisse que desde o início soubera, ou deveria ter sabido, que não podia esperar nada de Harry. Fora mais feliz do que nunca, naquelas últimas semanas. A falta do emprego, a incerteza quanto ao futuro perderam a importância. Ficara tão envolvida com Harry que todos os seus problemas passaram para um segundo plano.

Desde o início, racionalmente ela soubera que nada mudaria. Seu coração, entretanto, recusara-se a aceitar a verdade. Agora, teria de aceitar.


Harry atravessou o jardim com passadas largas e firmes. Ao ver a mesa arrumada ao lado da churrasqueira, precisou se conter para não atirar tudo ao chão. Empurrou a porta de vaivém com toda a força e irrompeu cozinha adentro.

— Droga! — gritou.

Ele imaginara que as coisas seriam diferentes. Era um advogado inteligente, esperto e experiente. No entanto, caíra na armadilha como se fosse um garoto ingênuo. Ela fora bem mais sofisticada, dessa vez. Arquitetara uma trama elaborada. Claro que os anos de experiência haviam ajudado a aperfeiçoar a técnica. Se não tivesse encontrado aquele maldito diário, nunca teria suspeitado!

Com os punhos cerrados, Harry andou de um lado para outro, na cozinha, inconformado. Mostrara-se tão interessada quando ele falara sobre o trabalho! Ele sentira prazer em compartilhar com ela seus casos, sentira orgulho da admiração dela.

E fora tudo fingimento! Ela o fizera desejá-la, usando aqueles vestidos curtos e decotados, exibindo uma feminilidade que fora estudada, planejada para conquistar o interesse dele, e tudo não passara de um desafio para ela. Um jogo.

Transtornado, Harry pegou uma garrafa de uísque, serviu-se de uma dose e foi para o escritório, numa ala da casa que ficava oposta à dos vizinhos. Não olharia nenhuma vez sequer naquela direção. Não naquela noite.

Sentando-se à escrivaninha, ele bebericou o uísque, remoendo a mágoa... e a lembrança das horas agradáveis que passara com Hermione nas últimas semanas.


Na sexta-feira, Hermione acordou sentindo-se péssima. Passara uma noite horrível, assombrada por sonhos confusos, nos quais corria atrás de Harry e ele desaparecia.

Tomou um banho, vestiu uma saia e um top sem mangas e desceu para preparar o café. Não se conformava com o que acontecera. Se tivesse levado o diário para cima, Harry nunca o teria encontrado. E a noite anterior poderia ter sido muito diferente. E o futuro, também?

Hermione gemeu algo, tentando afastar o pensamento. Depois de tomar o café da manhã, imprimiu várias cópias de seu curriculum, colocou-as nos envelopes que comprara para essa finalidade e foi para o correio. Esperava que, na semana seguinte, alguém entrasse em contato com ela. Enquanto isso, continuaria procurando apartamento. Quanto mais cedo saísse de perto de Harry, melhor.

A tarde, depois de voltar ao apartamento que a interessara em Rose Street, ficou desapontada ao descobrir que já havia sido alugado. Fora o que ela gostara mais. Por que dera ouvidos à opinião de Harry? Agora, perdera a oportunidade.

No final do dia, depois de uma busca infrutífera, ela estacionou o carro diante do edifício onde Gina morava.

— Olá! — A prima cumprimentou jovialmente, ao abrir a porta. — O que aconteceu?

— Nada. — Hermione jogou a bolsa sobre uma cadeira.

— Como, nada? Você está com uma cara horrível.

Para sua própria surpresa, Hermione começou a chorar.

— Mi... — Gina aproximou-se e abraçou-a. — O que foi? Harry?

Hermione assentiu com um gesto de cabeça.

— Sente-se... Vamos conversar.

Antes de fazer o que a prima dizia, Hermione abriu a bolsa e pegou a folha de papel amassada.

— Lembra-se que eu lhe disse que faria uma lista dos conselhos de vovó Megan, para você tentar com Draco?

Gina assentiu e pegou o papel.

— Harry achou o diário, com a lista dentro. Agora está pensando que foi tudo uma brincadeira para conquistá-lo. Ficou furioso.

— Mas... — Gina relanceou o olhar pela lista amassada.

— Eu o amo, Gina — disse Hermione, o choro se intensificando. – Eu o amei sempre, a vida inteira, nunca deixei de amar. Conheci tantos rapazes, e nenhum nunca me interessou. Nunca vou conseguir tirar Harry da cabeça, Gina! O que eu faço?!

— É claro que você vai conseguir tirá-lo da cabeça, Mi. Por que chorar por um homem que não ama você, que não ama ninguém? Harry nunca vai se casar, você sabe disso.

— Eu sei. — Hermione enxugou os olhos.

— Erga a cabeça, Mi, olhe para os lados... Cari e Peter não param de perguntar por você. Harry não é o único homem na face da terra. Você vai superar, você vai ver.

— Eu espero, Gina. De qualquer forma, fique com a lista. Talvez funcione, com você.

— E vovó Megan, casou-se com Frederick, afinal? — Gina perguntou, curiosa.

— Ainda não consegui descobrir. Mas falta pouco, agora. Estou terminando de ler o diário.

— Depois quero ler também. Enquanto isso, por que não dorme aqui, hoje? Podemos pedir uma pizza.

Hermione aceitou o convite de bom grado. A idéia de voltar para casa sozinha e arriscar-se a encontrar Harry não a atraía nem um pouco.


Hermione passou o dia inteiro de sábado com a prima e voltou para casa à noite. Não olhou nem uma vez na direção da casa de Harry. Trancou o carro e apressou-se a entrar em casa. Queria terminar de ler o diário.

Quando o telefone tocou, o coração dela deu um pulo.

— Alo?

— Olá, Hermione, é Cari. Telefonei para saber se você está livre amanhã.

O primeiro impulso de Hermione foi responder que não. Depois, pensando melhor, decidiu que ganharia mais saindo com Cari do que ficando em casa remoendo sua dor.

— Estou, sim, Cari.

— Ótimo! O que acha de jogarmos uma partida de tênis, à tarde e depois jantarmos no clube?

A lembrança do jantar com Harry, semanas atrás, assaltou-a imediatamente. Mais uma vez, ela combateu o impulso de recusar. Talvez fosse uma maneira de sobrepor as velhas lembranças com outras, mais recentes.

Assim que desligou o telefone, no entanto, arrependeu-se. Seu coração estava tão inundado de amor por Harry! Como podia sair com outro rapaz, aproveitar a companhia dele? Mas não teve coragem de ligar de volta e cancelar. Sairia com Cari no dia seguinte, mas nunca mais sairia com ninguém, pelo resto de sua vida.

O encontro com Cari foi mais agradável do que Hermione imaginara. A partida de tênis foi divertida, e ela encontrou várias pessoas que não via havia muito tempo. Sem dúvida, fora melhor do que ficar em casa, pensando.

Na segunda-feira, ela recebeu um telefonema de uma empresa que recebera seu curriculum. E outro de Cari, convidando-a para sair na quarta-feira. E um terceiro de Peter Jordan, querendo saber se ela estava livre na sexta.

Hermione marcou a entrevista, e aceitou o convite de Cari e o de Peter. Se não podia ter o homem de seus sonhos, mostraria a ele que havia outros que se interessavam por ela.

A entrevista foi na terça-feira de manhã. Hermione ficou encantada com as instalações da empresa e as perspectivas de trabalho. O emprego era interessante e oferecia mais potencial do que ela esperava. Ela conversou com várias pessoas, desde aquele que seria seu chefe imediato até o presidente da empresa. Quando eles a convidaram para almoçar, ela teve certeza de que seria contratada.

A confirmação veio através de um telefonema, algumas horas mais tarde. Entusiasmada, ela aceitou prontamente. Como começaria dali a duas semanas, teria tempo para alugar um apartamento e ir a Nova York para providenciar a mudança.

Gostaria de contar as novidades a Harry, mas sabia que não poderia fazer isso. Não o vira mais desde aquela noite fatídica, e faria o possível para evitá-lo até mudar-se.

Hermione esfregou o peito, como se assim pudesse aliviar a dor física que o sofrimento provocava. Não adiantava chorar sobre o leite derramado, como sua bisavó escrevera no diário.

Na terça-feira à noite, ela e Gina comemoraram o novo emprego. Cari pareceu ficar genuinamente feliz com a notícia e fez questão de brindar com champanhe, no jantar, na quarta-feira. Na sexta-feira, ela assinou o contrato de aluguel de um apartamento, e comemorou durante o jantar com Peter.

Sua passagem para Nova York estava reservada para o dia seguinte. Ela pretendia passar alguns dias lá, resolver todas as pendências e providenciar a mudança. Quando voltasse para a Carolina do Norte, iria diretamente para o apartamento.

Já era tarde quando Peter a levou para casa. Depois do jantar ele sugerira que fossem a algum lugar para dançar, e Hermione se divertira. Peter era uma companhia agradável, e Hermione percebeu que ele estava interessado nela quando propôs que se encontrassem de novo. Ela explicou que estaria ocupada nas próximas semanas, mas prometeu que telefonaria assim que estivesse instalada no novo apartamento.

Hermione arrumou suas coisas, antes de ir para a cama. Pretendia deixar o carro estacionado na frente do prédio de Gina e pedir à prima que a levasse ao aeroporto. Assim, não precisaria voltar à casa da tia, quando retornasse. Porém, não resistiu ao impulso de espiar pela janela e dar uma última olhada na direção da casa de Harry. Seu coração estava despedaçado. Fora tão feliz naquelas semanas que passara ali. Sentiria falta de Harry, sentiria falta do que poderia ter acontecido se...

Com um suspiro, ela encostou a testa no vidro. Chegara a hora de deixar o passado para trás e viver sua vida. Talvez o destino tivesse algo de bom reservado para ela.

— Adeus, meu amor — murmurou, espalmando a mão na janela, como se com isso pudesse tocar a casa de Harry. Como se com isso pudesse tocá-lo.




Obs:Oiiiii pessoal!!!!Surpresaaaaa!!!!!Gostaram das atualizações??? "Noiva em Perigo" terminada, 3 capitulos de "Receita de Amor" e 4 de "Seqüestro de Amor"!!!!Resolvi recompensar vocês pela demora na atualização como uma 'super atualização'...hehehe....Mais uma vez me desculpem pela demora!!!Espero que tenham curtido os capitulos e aviso que o próximo já é o último!!! Prometo que até o final da semana tem mais e quem sabe ainda um presente de natal para vocês, hum?Que acham???Bjux!!!Adoro vocês!!!!

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