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14. Capítulo XIV


Fic: Um Preço Alto Demais HHr


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Hermione desligou o telefone e voltou para a cozinha, desconsolada.
— Harry só virá no domingo. Precisará de mais tempo para resolver tudo. Disse que Tonks trará algumas coisas que não cabem no carro dele. Ela também virá no domingo para buscar aquele cavalo, lembra-se?
Agnes, que lavava pratos na pia, anuiu.
— Harry deve ter uma montanha de roupas. Deus é quem sabe onde é que ele vai usá-las todas — Hermione comentou.
— Não acho que sejam só roupas. — Agnes arrancou o batoque da pia. — Ele prometeu comprar em Sydney uma lava-louças para mim e um computador para Sarah.
— Ele não me falou nada disso.
— Harry queria fazer uma surpresa. Só lhe contei, para que parasse de pensar bobagens. Aliás, ele também planeja comprar algo especial para você. Não se preocupe.
— Não estou preocupada.
— Está sim, e também de mau humor, desde que Harry foi embora.
— Não estou — Hermione repetiu.
— Você não me engana. Está com saudade dele. E por que não? Afinal, você está apaixonada.
— Acho que não gosto de estar — ela murmurou.
— Eu sei. Mas vai acabar se acostumando. Harry é um bom homem. Será feliz com ele. Não seja igual à sua mãe em relação aos homens.
— Não sou como ela!
— Vocês se parecem, em muitos aspectos.
— Agnes, de que lado você está?
— E precisa haver lados?
— Quando se trata de homem e mulher, sim.
— Quem disse isso? Jane?
— Não. Eu! Eles sempre querem dominar.
Agnes deu de ombros.
— Harry não é como os outros. Ele é bondoso e prestativo. Você deveria agradecer aos céus por ele ter-se apaixonado por você.
— Então, muito obrigada!
— Minha filha, eu só estou pensando em seu interesse. Temo que venha a estragar tudo. Harry é a melhor coisa que poderia acontecer a você e a esta fazenda. Tenha cuidado. E comporte-se!
Harry era um oportunista, isso sim, Hermione teve vontade de dizer. Um homem com propósitos implacáveis e que provavelmente arquitetava uma vingança contra a mulher que ainda amava.
“Ele está me usando e pagando por meus serviços”, ela refletiu irritada. “Não passo de uma égua reprodutora. A ele só importa o bebê. Hermione e o casamento são fatores irrelevantes. Vai divorciar-se, assim que o filho nascer!”
Nada disso importava. Ela o amava tanto, que esperar até domingo parecia uma eternidade. Dois dias intermináveis!
Bem que a mãe a avisara sobre esse tipo de sentimento, que se revelava uma agonia insuportável!
— Vou andar a cavalo — avisou, antes de sair.
Hermione deteve o grande capão baio em cima da colina mais alta de Grangerwinds. Relanceou um olhar lento sobre a propriedade inteira que se descortinava à sua frente. Mas já sem a paixão de antes. Sua mente estava concentrada em Harry.
Era domingo, terceiro dia em que ela subia até ali, para pensar nele, muito confusa. Em um momento, tinha esperança de que ele a amasse de verdade e já houvesse esquecido Cho. E que realmente tivesse vontade de ficar na fazenda com ela e constituir uma família. Em outros, a dúvida a atormentava. Harry retardava a volta, sem dizer exatamente o porquê da demora. A noite passada ele custara a atender ao telefone. E quando o fizera, parecia perturbado.
Naquela manhã, suas dúvidas aumentavam. O jornal trazia um nota dizendo que o Sr. Axelrod, ministro dos esportes, e sua bela esposa, Cho, estavam para divorciar-se. Havia rumores sobre uma terceira pessoa envolvida no episódio. A Sra. Axelrod admitia que deixara a mansão do marido e se hospedava na casa de um velho amigo em Sydney.
O que fazer, se Harry ligasse, avisando que não voltaria?
Avistou uma poeira à distância. Endireitou-se na sela, com o coração aos saltos, e estreitou os olhos para enxergar melhor.
Sim, vinha da estrada de Queenswood! Um carro se aproximava velozmente do haras.
Seria Harry? Teria ele saído ao amanhecer? Talvez fosse Tonks, uma madrugadora.
Um carro vermelho! Era Harry, de volta para ela!
Hermione soluçou de alívio. Esporeou a montaria e desceu a galope, rasgando a colina. Atravessou as pastagens e pulou quantas cercas havia no caminho.
Harry gostava dela. Ele a desejava. Voltara e era isso o que importava.
Ela chegou ao caminho de cascalho, ao mesmo tempo em que Harry atravessava o portão principal. Ele brecou o carro a alguns metros das patas inquietas do cavalo.
— Hermione! Você enlouqueceu! — ele gritou, apavorado. — Pular cercas desse jeito! E se caísse?
Ela adorou a ansiedade de Harry.
— Não seria a primeira vez, não se preocupe.
— E se estiver grávida? — ele indagou, irritado.
Toda a felicidade abandonou-a.
— E acha que vou parar de cavalgar por isso? Tenho de parar de viver, só por que carrego um filho de Harry Potter?
— Eu esperava sensatez maior de sua parte. Sim, prefiro que pare de andar a cavalo.
— Suponho que não irá impedir-me de montar em "você" esta noite — ela retrucou amarga. — Afinal, posso não estar grávida. E é só isso que importa, não é verdade?
— Hermione, por piedade...
— O que a "piedade" tem a ver com o assunto? Tudo não passa de um acordo comercial, lembra-se? Seus milhões em troca de meu útero. Acha mesmo que alguns momentos de sexo maravilhoso fizeram com que eu me tornasse uma idiota? Oh, não, Harry. Sei exatamente o que eu represento para você.
— Que absurdo Hermione.
— Nosso casamento será um fracasso e você sabe disso. Então por que essa preocupação? Pode guardar os seus dois milhões. Eu ficarei grávida, se é que já não estou. Mas não vou casar-me com você. O preço é alto demais.
Harry fitou-a, por um longo momento.
— Tonks deve estar chegando. — Ele se esforçava para manter a calma. — Depois discutiremos o assunto.
— Não há mais nada para ser discutido. Não haverá nenhum enlace, Harry! E ponto final!
O rosto dele contraiu-se.
— Você não pode estar falando sério.
— Pois estou.
— Pensei que gostasse de mim.
— Pois eu também pensei o mesmo de "você", em relação a mim — ela admitiu, com os olhos rasos d'água. — Por que demorou tanto para atender ao telefone a noite passada? Estava com visitas?
Ela percebeu a hesitação no olhar dele e empalideceu.
— Meu Deus! Cho estava lá! Vocês estavam na cama!
— Claro que não! Não seja ridícula.
— Eu lhe mostrarei como sou ridícula! Quero que vá embora daqui, imediatamente! Fique fora da minha vida! Eu lhe pagarei até o último centavo, nem que tenha de vender todos os meus malditos cavalos. E pode acreditar, se eu estiver grávida, você jamais verá essa criança. Jamais!
Hermione soltou as rédeas, esporeou o cavalo e saiu em um galope mais veloz de que o anterior. Sem importar-se com nada. Nem mesmo com a segurança. Pulou os cercados, com lágrimas escorrendo pelo rosto. Parou quando já estava bem longe de Harry, sem enxergar mais nada. Apeou do cavalo suado, encostou-se nele, agarrou-se na sela e soluçou com toda dor que sentia no coração.
— E por que uma jovem feliz está chorando desse jeito?
Ela virou-se, afastou os cabelos do rosto manchado e piscou várias vezes. Remus a observava encostado em uma cerca próxima.
A vergonha deixou-a na defensiva. De queixo erguido, limpou as lágrimas com as costas da mão.
— Feliz, eu? Como foi que imaginou uma coisa dessas?
— Você é dona desta propriedade magnífica. Tem centenas de cavalos fantásticos. Dois ótimos garanhões e um que seguirá o mesmo caminho. E ainda por cima, está para se casar com um homem que é louco por você.
— Harry? Louco por mim? — Ela riu. — Você deve estar brincando! Harry só gosta dele mesmo!
— Será que estamos falando da mesma pessoa? — Ele parecia surpreso.
— E de quem mais poderia ser?
— Sarah disse que ele é um bom homem.
— O que é que ela sabe? Ela é tão ingênua quanto Agnes. Oh, Deus. Se pelo menos minha mãe estivesse aqui. Eu teria alguém a meu favor. Ela me amava.
— Eu também a amo.
— O quê? — Hermione gritou atônita. — O que você disse?
— Eu disse que a amo.
— Ficou louco? Você nem mesmo me conhece. Você tem idade para ser meu...
— Pai? — ele terminou, por ela, com um sorriso estranho e triste. — Pois eu sou.
— É o quê?
— Seu pai.
Ela quedou-se boquiaberta.
— Desculpe, sei que não deveria ter falado dessa maneira.
Hermione continuou olhando para Remus. E, de repente, notou as semelhanças. Os olhos. O nariz. O queixo.
— Você é meu pai...
Confusa e maravilhada, Hermione perguntou a si mesma onde estava a fúria que ela pensara sentir, se "ele" ousasse aparecer à sua frente?
— Por favor, não me queira mal. Eu não a abandonei. Sempre quis fazer parte de sua vida, mas Jane não deixou. Ela nem mesmo deixava que eu a visse. Você conhecia sua mãe — ele comentou, com tristeza. — Era uma muralha impenetrável.
Ela tentou não amolecer. Afinal, Remus estava mentindo.
— Por que você não apelou para os direitos de custódia?
— Não teria adiantado. Eu não tinha provas. Na época, não havia testes de DNA. Jane lutaria contra mim com todas as armas.
— Seria uma atitude lógica. Você destruiu o coração dela, sabia? Por sua causa, minha mãe odiava os homens.
— Jane tinha raiva de homens, muito antes de eu aparecer. Alguma a coisa a ver com a rejeição do pai, por ela não ser menino. Imagino o que ela deve ter-lhe dito a meu respeito. Que eu a seduzi, por estar de olho em Grangerwinds? Que eu a engravidei, para forçá-la a casar-se e ficar com tudo? Foi isso?
— Você foi flagrado com uma das empregadas da fazenda, no mesmo período em que dormia com minha mãe.
— Ah, que adorável... — Remus fez um gesto de escárnio. — Então, além de caçador de ouro, eu era sedutor nato!
— Quer-me dizer que nada disso é verdade? Que minha mãe mentiu?
— Talvez ela estivesse convencida de que tudo aquilo era real e que eu não prestava. Houve, sim, uma criada. Mas foi "antes" de eu dormir com Jane. Hermione, não quero que pense mal de sua mãe. Mas tenho de dar a minha versão da história.
— Tudo bem. Fale.
— Jane me achava atraente, mas não estava apaixonada. Queria um herdeiro para Grangerwinds e pagou-me para dormir com ela. Dois mil dólares.
Ela arregalou os olhos.
— Uma ninharia, você deve estar pensando. Mas para mim, na época, foi uma fortuna. Eu tinha vinte e cinco anos e era duro como uma pedra. Comprei uma motocicleta com o dinheiro.
Passado o choque inicial, ela achou possível a mãe ter cometido tal desatino.
— Jane escolheu-me, como fazia com os garanhões. Disse-me que eu tinha os genes certos para passar a seu filho. Bem-apessoado. Bom físico. Olhos bonitos. E aptidão para lidar com cavalos. Destemido, ela dizia. E isso era o que mais a agradava. Acreditava que a minha descendência cigana trazia no sangue o discernimento com esses animais. O que, devo admitir, tomou-se uma realidade. Você é uma amazona excelente e intrépida. Sua mãe conseguiu o que queria. Apesar de você ser uma menina.
Hermione estava fascinada pela história de Remus.
— Você é mesmo meio-cigano?
— Por parte de pai. Minha mãe era irlandesa. Meus pais nunca se casaram e eu uso o sobrenome de minha mãe. Ele costumava abandoná-la com uma regularidade monótona. Somente voltava para casa, quando precisava de um teto, dinheiro ou sexo. Minha mãe era apaixonada por ele, mas ele não passava de um nômade.
— Se tudo o que você diz é verdade, por que estranhar que minha mãe não o deixasse acompanhar meu crescimento? Devia saber que ela se afastaria de você, assim que estivesse grávida.
— No começo — ele suspirou —, esse também era meu plano. Mas tudo saiu ao contrário. Ela não era jovem e demorou a engravidar. Meses. Então, as coisas mudaram e eu me apaixonei por ela.
— Mas ela era vinte anos mais velha e nunca foi bonita!
— Eu sei. Mas depois de algum tempo, eu não notava mais nada disso. Jane tinha um corpo bonito e era muito fogosa. No final, eu não podia ficar longe dela. Quando ela finalmente engravidou, pedi-a em casamento.
—Oh, meu Deus! E o que foi que ela disse?
— Ela gargalhou e mandou-me embora, sem apelação. Pode imaginar como me senti. Discuti com ela. Implorei. Até fiz amor com ela pela última vez, para tentar demovê-la. Pensava haver conseguido... Jane parecia até sensibilizada. Mas de repente, ela vestiu uma couraça sobre seus sentimentos. Disse que eu não tinha provas de que o filho era meu. Que se eu fizesse exigências a ela ou quanto ao menino, eu me arrependeria até o fim de meus dias. Fui embora, levando a minha moto conseguida com dinheiro tão infeliz. E fiz isso por você e não por ela.
Remus fitou-a com os olhos escuros e graves. Hermione inspirou fundo. O pai a olhava atentamente.
— Não houve um só dia em que eu não pensasse em você — Remus confessou, emocionado. — Pensava em como seria e o que estaria fazendo. Soube que ela tivera uma menina e que era muito bonita. Eu costumava rodear Queenswood, com esperança de ver você. Mas isso nunca aconteceu e eu acabei me afastando. Fui trabalhar em outras propriedades. Mesmo assim, eu ouvia falar em Jane Granger. Fiquei preocupado, quando soube que ela comprara Goldplated. Não me importava por ela ter sido lesada, mas eu pensava em você. Esse cavalo era parte de sua herança. Quando eu soube que ela morrera, resolvi vir ajudar a minha menina.
A emoção fechou a garganta de Hermione.
— Foi muita bondade sua — ela balbuciou. — Muito obrigada.
— Eu não pretendia dizer-lhe que era seu pai. Não espero nada de você. Entendo que você não me conhece e talvez nem possa amar-me...
Os olhos dele marejaram-se de lágrimas.
De quem foi à iniciativa, ninguém soube. Dali a instantes, um estava nos braços do outro e ambos soluçavam.
— Minha menina... -Ela não podia falar. Apenas se agarrou nele. — Isso tudo irá se repetir, se Harry for embora.
—Hermione Granger, eu me envergonho de você.

----->Volteeeeeeeeeeeeeeeeeeei \o/...E não morri nem nada ... Desculpem a demora but estava estudando muuuuuuuuuito pra prova que eu fiz hoje e se Deus quiser teremos mais uma militar no mundo =) tai mais um capítulo, amanhã ou terça eu posto o últiomo cap. e o epílogo... Bjaum e comentem =)

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