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6. O Ataque dos Dementadores


Fic: Espada dos Deuses - Episódio 1 Azkaban


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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CAPÍTULO 6: O Ataque dos Dementadores (EdD 06)


Hermione e Leah chegaram a Londres tarde da noite. Estava levando a garota para casa antes de voltar ao parque quando a aluna, que até então olhava a paisagem da janela com a mão no queixo, pediu:

- Sra. Málaga...

- Sim, Hermione?

- É... Eu não queria ir pra casa logo agora... Estou com a cabeça meio cheia. Aqui perto tem uma praça muito tranqüila, pode me deixar lá? São só duas ruas de casa.

- Bom...

- Eu vou ficar bem. – pediu, baixinho – Só quero... pensar um pouco com calma em tudo isso...

- Tudo bem... Se você acha melhor, posso esperar você.

- Não, não precisa. Eu gostaria de ficar sozinha...

- Ah, claro.

Pouco tempo depois, chegaram ao lugar. Era uma praça grande, plana, com muitas árvores e postes nos canteiros. Havia um pequeno lago, de onde se via uma leve neblina pousada sobre as águas. Hermione desceu do carro e deu algumas voltas pela praça. Leah permaneceu no carro, olhando a garota, desconfiada. Saiu do carro e perguntou se Hermione ficaria bem, e foi respondida com um aceno da cabeça. Então, voltou ao carro e foi embora.

Hermione deu às costas, passeou um pouco pela praça, olhando o chão, depois sentou em um dos banquinhos e fitou o céu. Sentiu vontade de chorar e o fez, sozinha.



*



No caminho para a volta de casa, Leah olhava os lados. Parou no semáforo e as ruas estavam completamente desertas. Uma neblina descia. Ela olhou mais apreensiva.

- Neblina?... Nem está frio... Ninguém na rua... - de repente ela fixou o olhar na frente do carro. - Será que... outro Chaos?

Engatou ré no carro e deu meia volta, acelerando de volta à praça. Porém, algumas quadras depois, o carro simplesmente parou no meio da rua. Tentou ligá-lo de novo, e nada. De novo, nada. Começou a esmurrar a direção, mas o carro não pegava. Abriu o porta-luvas, pegou uma varinha e saltou pra fora do carro, batendo a porta e correndo de volta à praça.



*





Hermione limpou as lágrimas e respirou fundo, olhando o céu. Escutou um barulho nas folhagens.

- Muito triste, Granger?...

Ela deu um salto e olhou em volta, sem ver nada.

- Quem está aí?! - procurou a varinha na blusa, mas não encontrou.

- Não tem como se defender?... - sibilou a voz. - Grifinória foi malvada com você, heim?... Perdeu a varinha até o início das aulas... Além de ter sido expulsa!

- Como você sabe?! Apareça, seu... Covarde! - Hermione realmente NÃO queria ter dito isso, mas saiu sem querer.

Um vulto baixinho apareceu devagar sobre a grama da praça, e ele usava um sobretudo negro, não deixando brecha para nenhuma parte do corpo.

- É... - continuou o vulto. - Grifinória não soube mesmo aproveitar de seu talento. Seu GRANDE talento. Você é a melhor.

- Do que você está falando? Eu nunca fui a melhor em nada.

- Ah, não se faça de boba. É sim. A melhor. Se não fosse... Seu SANGUE RUIM. É isso. Você é a segunda. Tem uma única pessoa que lhe supera... E essa pessoa... Não passa de um perdedor.... É um garoto que não chega aos seus pés. Mas ele é o melhor. Só por causa do sangue... Só por causa do talento, só por causa da descendência. Não acha, Hermione?

- Eu não tenho que lhe dar satisfação de minha opinião.

- Unh... É valente. Isso é um talento. Muito grande. Esse seu talento trouxa pode lhe dar o primeiro lugar. É só aceitar minha proposta. Voltar a Hogwarts como a MELHOR. A melhor DE TODOS. Melhor... Que Alvo Dumbledore. Melhor... Que HARRY POTTER.

- Eu não quero ser melhor que eles. Nem nunca seria, nem nunca poderia.

- Ah, mudou o tom da conversa... "Poderia", não? Incomoda o fato de não conseguir ser a melhor por causa do sangue ruim, não é? Mas isso é só um detalhe... E esse detalhe pode ser corrigido... O seu orgulho é grande, menina.

- E você quer que eu acredite que você vai me fazer não ser uma sangue ruim? Conta outra. - Hermione sorriu debochada do homem, em tom de desafio.

- É tudo uma questão... De confiança. De confiança no lado certo.

- Esqueça, moço. – resmungou Hermione, sem sequer mostrar medo do homem - Eu estou indo para casa. Ainda tenho que arranjar uma vaga na Corvinal.

Hermione deu as costas e o vulto a fitou, olhando ir embora com passos duros.

- Tem medo, Hermione?! O medo é para os fracos. Trouxas fracos! O medo dos trouxas os impedem de ser ousados! Seu sangue ruim faz com que seu medo a impeça de crescer! De ser grande! De seguir sua ambições! De...

Hermione mandou o vulto ir para um lugar que ela com certeza nunca diria na frente de ninguém.

- Está com medo! De aterrorizar os medíocres Weasley! Medo de bater de frente com Dumbledore e McGonagall! Medo de superar seu Harry Potter! De...

- Suma daqui, antes que eu faça você comer esse seu sobretudo... Seu... seu escroto!

O vulto parou de andar atrás dela e ficou uns instantes parado.

- Não vou perder você, Hermione! - na mesma hora vários vultos apareceram na frente de Hermione, cercando-a. Ela olhou para os lados e viu que não tinha saída. - Eu preciso de você, Granger... - Hermione virou-se, começando a ficar angustiada e encarou o homem. - VOCÊ vai fazer a diferença... Você... vai voltar comigo agora.

Hermione sentiu um frio correr a espinha. Ela olhou os lados. Viu que os demais vultos não eram pessoas. Eram dementadores.

- Não há como escapar, Hermione... Querendo ou não, você agora vai passar para o outro lado... Mas não ache isso ruim, poderá ter poder suficiente... Para fazer o que quiser.

Hermione deu um passo para trás, assustada. Como reflexo, juntou toda a força no punho e virou-se, dando um murro no meio do rosto do homem, fazendo-o cair sentado. Nessa brecha, saltou entre os dementadores e correu como nunca. O homem pôs a mão no rosto.

- PEGUEM ESSA SANGUE RUIM AGORA!

Os dementadores imediatamente começaram a deslizar em alta velocidade atrás da garota. Em pouco tempo o homem sumiu de vista, mas os dementadores ainda não. Até que Hermione resolveu apelar e saltou dentro da água gelada do lago. Eles pararam na margem, e não avançaram.

- Não sabia que não gostavam de água, é por isso que fedem tanto? - disse Hermione, pondo-se a nadar até a outra margem.

Ela saiu da água batendo o queixo de frio e despejando litros de água pelo caminho, da longa capa que usava no seu julgamento. Mal andava de tão pesada que ficou e respirava com dificuldade, por causa do frio. O mesmo vulto ressurgiu. Ela parou.

- Você é teimosa, garota. - sibilou o homem - Mudei de idéia, você não vai mais deixar de ser uma sangue ruim, nem vem pro nosso lado. Vou dizer ao mestre que você ‘recusou o convite’, e que fui obrigado a eliminá-la para evitar problemas futuros...

Hermione parou, estática, na frente dele. Ele tirou a mão direita coberta com uma luva e uma varinha da capa. De novo ela foi mais esperta e, aproveitando a proximidade do Comensal, juntou forças e mandou a barra molhada do seu capote, sujo de barro, direto na cara dele, fazendo-o cambalear com a vista cheia de terra, e deixou o capuz cair.

-... Rabicho! - espantou-se Hermione. Ela, sem alternativa, pôs-se a correr de novo, com ele atrás, passando a mão nos olhos para tirar a terra. Ele não estava muito contente. Para o azar de Hermione, ela foi direto para um parquinho infantil cercado por tela, antes da rua. Rabicho então a alcançou de novo, ofegante. Apontou a varinha.

- Agora chega, sua menina nojenta!

Hermione não escutou o que ele gritou, mas viu um flash iluminar a praça inteira, no mesmo instante pôs a mão direita sobre o rosto, e escutou algo como uma explosão, um choque. Uma ventania passou por ela, sentiu seu corpo esquentar como se estivesse defronte uma grande lareira acesa, uma agulhada no braço que protegia o rosto e seus pés deixarem o chão, sendo o corpo arremessado contra a grade. Ela ficou alguns instantes parada no chão, esperando pra saber o que podia acontecer.

- ...Você!! - gritou Rabicho - Se Voldemort souber...

- Ele não vai saber, você não vai VOLTAR pra contar! - de quem era a voz? Hermione não reconhecia, seu ouvido zunia muito, a cabeça doía e o braço ardia como fogo.

Ela escutou o barulho de quem saía correndo, devia ser Rabicho. A voz se dirigiu a ela.

- Hermione, levante-se. Vá logo para casa! Ande! - e, em seguida, correu atrás de Rabicho.

Hermione ainda ficou alguns instantes deitada, com o rosto e o corpo tomados de dor. Parecia que tinha todos os ossos do corpo quebrados. Devagar, soltou a respiração num suspiro grande e abriu os olhos vagarosamente. Mesmo estando noite, o brilho do feitiço machucou sua vista e levou um tempo ainda para se acostumar. Assim que a vista voltou ao normal, tentou sentar, sentiu uma dor fina na palma da mão. Estava banhada em sangue. Tentou limpar na roupa molhada, mas não conseguiu. Levantou-se cambaleante. Olhou dos lados, procurando alguém. Não viu nem vestígio, e começou a caminhar lentamente, apoiando-se na cerca de tela. Quando chegou do lado de fora, prestes atravessar a rua para ir pra casa, sentiu de novo um ar gelado. Olhou pra trás e viu três dementadores.

- Ah, não... - gemeu, olhando-os se aproximarem. Deu passos para trás, enquanto eles avançavam com o rasgo da boca aberta, prontos para lhe dar o beijo. Ainda estava tonta, chacoalhou a cabeça, mas não adiantou. Os dementadores estavam a menos de um metro. Afastou o rosto, e um dementador avançou sobre ela, e ela pisou na barra do capote. Quando ia cair de costas, um dementador segurou sua cabeça com as mãos, e quando desceu a cabeça para tocar a boca da garota, escutou-se no ar um "Expecto Patronum", um clarão branco se fez, lançando-se contra o dementador, fazendo-o largar a garota e, junto com os outros, sumir na escuridão. Quando Hermione foi solta no ar, sentiu alguém segurá-la por debaixo do braço, e ela viu que esse alguém usava também uma grande capa preta e, por baixo, roupas grossas de algodão, também pretas. Essa pessoa a ergueu, pondo-a de pé novamente, e, em seguida, pondo-se à sua frente, como se examinasse o lugar. Hermione então pode olhar direito quem era.

- Alguém te machucou? - era Snape. A aluna quase pulou pra trás, como se ele fosse outro dementador. - Eu perguntei se alguém a machucou! RESPONDA!

Ela ergueu a mão direita, sangrando. Ele olhou, tirou um lenço branco de um bolso e passou no machucado, limpando parte do sangue. Ao tirar o pano, Snape murmurou "...uma maldição das trevas barrada pelo Crucifixus...". Hermione olhou o corte. Era o desenho de um raio, e ainda sangrava. Snape voltou a olhá-la.

- Que é...? - murmurou Hermione, tentando focalizar a palma da mão. Por que diabos tinha um corte em forma de raio na mão?

- Não se preocupe. – resmungou Snape, rápido – Isso vai desaparecer. Sempre acontece quando alguém repele uma maldição como o Avada Kedavra.

- ...Como...?- Hermione estava zonza demais pra tanta informação. O que diabos estava acontecendo?

- O que houve, menina?

- ...Rabicho... - gemeu Hermione. - Foi... Ele... Ele quase me matou, mas alguém...

- ...ALGUÉM? - espantou-se Snape. Na hora um barulho de folhas se fez atrás dos dois. Snape se virou. Deu de cara com Leah.

- Snape! - exclamou. - O que você faz aqui?

- ...O que VOCÊ faz aqui... Leah?

- ...Eu?... Eu senti no ar o feitiço e vim atrás de Hermione! Pedro... Rabicho quase a MATOU! Eu... Corri atrás dele, mas... Não consegui, ele deve ter enfeitiçado o lugar...

De fato, a neblina já sumia da praça.

- Enquanto você corria atrás de Rabicho, dementadores quase deram o beijo da morte em Hermione!

- ...Dementadores?

- Você e sua eterna mania de se meter onde não é chamada...

- ...Eu salvei a vida dela!

- Você está se enroscando de novo. – sibilou Snape – Principalmente por ter usado aquele maldito contra-feitiço de novo!

- Por... favor... - gemeu Hermione - Me levem... Pra casa... Eu... Não estou bem... - e em seguida desmaiou, caindo nos braços de Snape.

- Vamos logo, Severo - disse Leah, apressando-se em direção a onde estava seu carro.

Hermione tentou abrir os olhos dentro do carro. Snape percebeu e perguntou, sério, sem olhar para o banco de trás, onde ela estava:

- O que houve, Granger?

- Rabicho... - começou devagar, quase murmurando. - Ele queria... Disse que me transformaria na maior bruxa de todos os tempos, que... Me faria ser melhor... Que Dumbledore... Que eu não teria mais o sangue ruim... Nem meus poderes teriam limites... Se eu aceitasse... Se eu passasse... Para o lado... De Voldemort... - Snape se segurou no banco, Málaga lançou um olhar assustado para ele, mas continuaram em silêncio. - Mas... Eu... Recusei... Então... Ele quis me matar, mas na hora... Alguém... impediu, eu fui jogada na cerca, e minha mão se cortou... Com o tombo... Depois...

- Não foi um tombo, já disse - cortou Snape, muito ríspido. - Isso foi uma Maldição Imperdoável, ele deve ter tentado lhe matar... com a “Avada Kedavra”.

- Eu... evitei, Snape... Mas... - justificou Leah, em seguida continuou baixinho. - Deve ter ido algo para Hermione... Algo que a acertou do choque dos feitiços... Você sabe, pra ela ficar assim...

- Depois... - continuou Hermione, sem ter escutado o que a nova professora dissera - Eu tentei sair, mas... Os dementadores me alçaram... Você chegou e me salvou...

- Tudo bem, agora durma. Vamos levá-la para casa. - ordenou Snape com voz rouca.

Hermione fechou os olhos, com a cabeça girando. Leah e Snape ficaram em silêncio alguns instantes, antes de voltarem a falar, num tom baixo:

- O que diabos Lorde Voldemort queria com a Granger...? – murmurou Snape. – Logo com ela...

- Tão óbvio, Snape... – suspirou Leah. Snape a olhou bravo – Como você, que viu esses garotos crescerem, não notou?

- O que está...

- É mais do que óbvio que Voldemort sabe o que está acontecendo. Está para se formar uma grande parte de bruxos tão talentosos quanto aqueles do nosso tempo. Você nunca reparou ou só fez vista grossa? O filho dos Longbotton, o dos Malfoy, o próprio Potter. Ainda tem os dois Weasley, e até mesmo essa filha de trouxas. Não é extremamente fácil olhar pra ela e lembrar da Evans, não?

- Não sei do que você está falando. – murmurou Snape.

- Por favor, Severo, não se faça de idiota. Acha que Voldemort vai continuar quietinho, esperando Dumbledore e seus aurores virem de novo chutar nosso traseiro? Ele quer novos aliados, e, se Harry Potter não pôde ser controlado pela ligação dos dois... é claro que ele vai buscar outros fortes aliados!

- É claro que eu sei disso.

- Por que você acha que Dumbledore me chamou? Acha que ele iria pedir logo minha ajuda só porque estava com saudades? Ele tem Sirius, ele tem Lupin, e tem você. Se também precisou da minha ajuda é porque alguma coisa pior está por trás de tudo. Você e eu sabemos disso.

- Sei, eu sei. Mas não tenho nenhum plano. Aconteceu de repente.

- Voldemort não vai dormir no ponto dessa vez, Severo. Pense logo em um plano, antes que a gente entre pelo cano.

Snape suspirou:

- Ele vai continuar atrás da Granger, se realmente sabe que Potter tem amigos com talento. – disse de má vontade, cruzando os braços – Tenho certeza. Ela é a mais sensata e cabeça dura da turma, mas... ainda é a que tem os laços mais fracos. A família dela inteira é de trouxas. Não tem sequer um bruxo na família. Os pais não se interessam pela vida dela em Hogwarts. Acham que a menina está só aprendendo a soltar fagulhinhas de um negócio chamado de varinha mágica.

- Precisamos manter ela debaixo dos nossos olhos. O mais perto possível. Eu posso fazer alguma coisa por ela. – disse Leah. Snape a olhou, intrigado – E por nós também. Em segredo absoluto. Você também pode ajudar, afinal, ela está à deriva em Hogwarts.

- Não está achando que eu vou... – começou claramente ofendido.

- Ah, vai.

- Eu não sou só mais um subordinadinho medíocre seu, Leah. – rosnou Snape.

- Hum... pois então vai voltar a ser. – sorriu Leah – Você sabe o que eu estou pensando, e sabe que é a melhor saída. Não precisa dar satisfações a ninguém. Apenas faça o que deve ser feito. Eu cuido dela pessoalmente.

O professor soltou um longo suspiro, de mau humor, balançando a cabeça.


*




Snape entrou na casa de Hermione com a garota nos braços. Os pais dela imediatamente se preocuparam ao ver o estado da filha, e Leah ficou com a Sra. Granger, explicando o que acontecera, enquanto Snape levou-a para a cama. Bichento imediatamente reconheceu o professor e pôs-se a esfregar-se no pé dele. Quando Snape deu as costas e ia descer para encontrar Leah, o pai de Hermione adiantou-se com uma pergunta:

- O senhor... É professor da minha filha? Ela vai ficar bem?

- Vai. - respondeu Snape, seco. Ele parou na porta alguns instantes. - ...E sim, também sou professor da sua filha. - e desceu.

Lá embaixo, Snape se encontrou com Málaga, conversando com a Sra. Granger.

- Vamos embora. Hermione já está em segurança. Ela vai ficar boa - disse Snape, com pressa. Leah se levantou do sofá e foi até Snape. A coruja de Hermione deu um pio acordando em sua gaiola na sala. Snape a olhou, olhou Leah, e perguntou. - Posso usar a coruja? Preciso... Avisar Alvo Dumbledore.

- Claro. - respondeu Sr. Granger, descendo as escadas.

Snape escreveu apressado um bilhete em um papel dado pelos pais de Hermione e deu a Leah, que pôs na coruja e se dirigiu para fora com ela no braço, e Snape a acompanhando. Lá, soltou a coruja, que sumiu na escuridão. Em seguida se virou para os pais da garota.

- Não se preocupem, amanhã ela já vai estar bem.

- Muito... Obrigada - disse a Sra. Granger, meio nervosa. - Salvaram a vida de minha filha...

- A senhora nos disse... - adiantou-se o pai de Hermione, dirigindo-se a Leah. - Que ela... Foi expulsa da Grifinória, e que não poderá se formar na escola da diretora McGonagall... O que faremos por ela, então?

- Ela pode ser aceita em alguma das outras três casas. Com certeza brigarão pela sua filha, ela é a melhor aluna de Hogwarts - sorriu Leah.

- ...Mas as aulas estão para começar, como é que iremos saber se...?

Snape olhava o chão sério, e em seguida disse, de má vontade:

- Não se preocupem quanto a isso. Ela já tem uma nova vaga numa das casas de Hogwarts.

Leah o fitou, sorrindo discretamente. Ele deu as costas e andou até o carro.

- Mas... - perguntou receoso o Sr. Granger. - ...O senhor me disse... Que é só um dos professores de Hermione, isso não seria decisão da diretoria? Como pode ter certe...

- Eu não sou só mais um professor de sua filha. - respondeu rápido e secamente Snape, ainda de costas. Em seguida, virou-se para ele, olhando com a mesma expressão séria e com um tom de voz firme. - ...A partir de agora, eu também sou o diretor de sua filha. Ela vai estudar esse último ano na casa que eu dirijo, vai ficar ao alcance dos nossos olhos, para que nada dê errado. Agora vamos, Leah. - e novamente deu às costas.

Leah soltou num sorriso, olhando os pais da garota:

- Seremos professores de sua filha, cuidaremos dela. É uma promessa.

Depois disso os professores foram embora. No quarto, Hermione dormia profundamente.

- Vamos ver nossa filha... - disse Sr. Granger, dando às costas para a noite e fechando a porta, depois que os dois bruxos sumiram de vista.



*





Alguns dias se passaram tranqüilamente. Numa tarde, Hermione estava sentada na escrivaninha do quarto, redigindo duas cartas, uma para Harry e outra para Rony, contando tudo o que tinha acontecido quando seu pai entrou no quarto, carregando embrulhos. Tinha acabado de chegar do Beco Diagonal.

- Filha?... Eu e sua mãe já fizemos as compras do seu material, tivemos ajuda de um homem grandão, parecia um gigante... ah, sim, chamava-se Hagrid. Disse que seria um prazer nos ajudar a comprar seu material. Nõa parou de elogiar você. Estão todos aqui, seus livros, as tintas, os pergaminhos... E o novo uniforme. As aulas começam nessa segunda.

Hermione olhou para o pai, que rasgava um pacote amarrado com barbante e tirava uma grande capa preta, um sobretudo, e mostrou à filha. No lado esquerdo, no lugar do brasão com um leão e as cores amarelo e vermelho, havia uma serpente, prata e verde. Ela olhou sem o mínimo de ânimo para ele. Depois lançou o olhar para o resto do uniforme na cama, a gravata prata e verde e a blusa com as linhas da mesma cor. Suspirou, olhou pra as cartas, as amassou e jogou no lixo.

- Melhor não dizer nada para eles.

- Filha, não fique assim... - disse Sr. Granger, tentando animá-la. - É TÃO MAL assim?

Ela olhou o pai com uma expressão que, na hora, ele viu que não precisava de resposta.

- Bem... - continuou ele. - Uma professora lhe mandou um bilhete. É aquela que lhe trouxe aqui...

Hermione se levantou. Pegou o bilhete e se sentou na cama. Sr. Granger deu as costas.

- Bem... Precisando, estou lá embaixo, com sua mãe.

Hermione acenou com a cabeça e começou a ler o bilhete. Leah pedia que a encontrasse na sede do parque naquela noite, estaria esperando-a para lhe dar a passagem do Expresso de Hogwarts e precisavam conversar.



*





Hermione foi até o parque, desanimada. Perguntou por Málaga e os funcionários disseram para ir até o alto de uma colina nos terrenos ao fundo do parque, coberta por uma densa mata. Chegando ao alto dela, havia uma construção que se parecia com ruínas de rituais antigos, mas também lembravam muito um cemitério abandonado. Postes provisórios iluminavam o lugar. Leah estava com alguns engenheiros. Assim que viu Hermione, dispensou os operários, que pegaram um carrinho e desceram a colina. Ela olhou tudo aquilo, dava calafrios. A professora se aproximou sorrindo.

- Com medo?...

- Um pouco...

- Que bom! - riu Leah. - Então está ficando muito bem feito! É para isso mesmo!

- Outra atração de arrepiar?... - perguntou sem muito ânimo.

- Bem... Depois... Do que houve... Disse ao meu marido que desativasse o castelo. Vamos demoli-lo daqui a algum tempo. Pelo menos aqui é aberto, saberemos o que acontece.

- Ah, claro... Bem... O que a senhora deseja de mim?

- Oh, claro... - Málaga chamou Hermione para a beira da construção e se sentou num lugar que parecia um túmulo quebrado. - Bem... Sabe o que é... Depois de tudo o que aconteceu... Estive pensando... Não deve ser bom, não é?

- Como?... - perguntou a garota, tristonha, em pé de frente para a mulher. Leah olhava meio que tentando consolá-la.

- Para você deve se muito ruim estar na casa onde está, não é? Desde que você chegou, esteve na Grifinória. Acostumou-se a olhar os seus próximos colgeas de casa como adversários... Como inimigos.

- Nunca os olhei como inimigos. É só uma rivalidade normal em colégio, em todo lugar tem disso.

- Mas, de qualquer jeito, você sabe... Você é filha de trouxas... E eles não irão aceitá-la... Afinal, é como dizem, você é uma sangue ruim para eles.

- Eu sei. Não vai ser fácil, mas ainda tenho meus outros amigos na Grifinória.

- Hermione, não tente se iludir... Seu tempo ao lado dos amigos vai ser muito menor, vocês quase não vão se ver.

- Não posso fazer nada, Sra. Málaga.

- Você sabe que será maltratada.

- Prefiro não pensar nisso.

- Bem... - disse Málaga, olhando em volta meio indecisa. - Eu posso ajudá-la.

Hermione fixou o olhar nela, surpresa.

- Como?...

- É... Bem, de certa forma, eu posso ajudá-la quanto à aceitação na sua nova casa, sim. Porém...

- Porém o quê?

Málaga ficou olhando Hermione, com um pouco de medo. Em seguida levantou-se, olhando-a com firmeza.

- Esqueça. Depende de você. Eu e Snape sabíamos das dificuldades que vai sentir agora na Sonserina... acho que você precisa de uma... ajuda extra, para dar conta das tarefas.

- Sempre dei conta das tarefas, não é porque estou na Sonserina que vou deixar de executá-las.

- Sim, eu sei, é uma aluna brilhante. Mas, na Sonserina... eles só estarão esperando um deslize mínimo seu. Eu posso fazer com que eles não ocorram.

Hermione deu um passo para trás.

- Mas... O que eu teria que lhe dar em troca?...

- Em troca?... Bem... Não se preocupe, não é nada de muito sério.

- Não quero envolver meus amigos nisso. Não quero cometer nada contra eles só pelo fato de estar em uma casa rival.

Leah arregalou os olhos e riu.

- Não! Não tem nada disso! Que bobeira, você vai poder continuar com seus amigos... Mas acredito que, fazendo novas amizades, com o tempo você vai esquecer deles mesmo.

- Eu não quero e não vou esquecer de Rony e Harry, não importa o tempo que eu fique longe deles.

- Tudo bem, Hermione, não foi isso que quis dizer, depende só de você.

- Então... Do que se trata?

Leah tirou algo da jaqueta. Era a varinha de Hermione. Esticou para ela.

- Tome, é sua varinha. Já que voltou para Hogwarts, posso devolvê-la... Se você aceitar minha proposta, é claro.

- E... Afinal... Qual é?

A professora olhou para os lados, e começou a andar em círculos, procurando simplificar.

- Bem... Como posso lhe explicar... Lembra-se da proposta feita por Rabicho naquela praça?

Hermione arregalou os olhos, sentiu um frio no estômago.

- Calma, não é isso que você está pensando, Hermione... Naquela noite, você me disse que a proposta dele... Digamos, você é uma excelente bruxa por causa da inteligência, mas, não tem... O talento. O talento natural que bruxos puros têm, como, por exemplo, Dumbledore, Harry, Mcgonagall, Snape... - Hermione começava a desconfiar. - Pedro lhe disse que poderia lhe dar esse talento, mas, em troca, você deveria passar para o lado de Voldemort. O que acontece é que todos os novos seguidores de Voldemort ao tornarem-se Comensais da Morte são transformados em bruxos "puros", não puros de verdade, eles selam um pacto com o Lorde das Trevas, passando a ser influenciados e completamente subordinados à ele. Assim, todos os novos Comensais passam a ter mais poder, muito mais poder... Passam a ser aprendizes de Voldemort, mas também dão suas vidas a ele. Bem...

Leah tirou a jaqueta preta que usava, e por baixo usava uma regata também preta. Hermione gelou ao ver a tatuagem de caveira negra no braço. Ainda que fosse diferente das dos Comensais, ela sabia que aquilo significava uma ligação com Voldemort.

- Eu já fui uma Comensal da Morte, antes de Harry nascer. Mais do que isso, eu não era só uma Comensal, eu era a melhor bruxa entre um seleto grupo de seus melhores homens. Ao trair todos os seguidores e passar a ajudar Dumbledore... Fui marcada para morrer da pior forma possível, e até hoje sou caçada incansavelmente por eles. A explicação para que não tenha mais controle sobre mim e não conseguiam me localizar... É que Dumbledore me ajudou a digamos... purificar essa minha ligação, eliminando-a. E isso deixa Voldemort muito bravo. Apenas eu não tenho mais essa ligação. Minha tatuagem muda como a dos outros quando Voldemort ordena, eu sinto quase tudo o que ele pretende... Mas ele não faz idéia de onde eu esteja. Por isso consegui viver em paz tantos anos longe daqui. Apenas agora com o parque de meu marido ele me descobriu, e eu me arrisco a cada dia, pois agora ele pode me matar a mim ou a minha família quando bem quiser, eu estou de volta, e ao lado de Dumbledore. Diferente de Snape, Voldemort tem seus motivos pra querer me pegar muito antes de qualquer outro bruxo traidor.

Leah respirou fundo antes de continuar. Hermione escutava cada palavra com atenção máxima:

- Bom, agora que já lhe disse o que acontece comigo... Esta é minha proposta, por ser uma Comensal da Morte, eu posso lhe dar o talento de uma bruxa de sangue puro, mas em troca... Você terá de carregar essa tatuagem. Para o resto da vida. Ou até que uma de nós morra. – sorriu, simpática – Eu poderei achar você facilmente, se tiver problemas. E acabará tendo um... um tipo de suporte a mais de poder mágico, se precisar.

Hermione tremeu dos pés à cabeça, sentou-se numa das vigas do chão. Pôs a mão na cabeça, tentando absorver tudo aquilo. Málaga ajoelhou-se aos seus pés e pôs a mão sobre a de Hermione.

- Por favor, não pense bobagens... Não quero lhe fazer mal algum, Hermione, eu juro, mas... Eu sei que vai ser difícil para você, não quero que sofra na sua nova casa. Sei que Draco e os outros vão fazer de sua vida um inferno...

- Se eu... - disse Hermione, pausadamente. - Aceitar... Como Harry e Rony vão me compreender? E como posso ter certeza de que Voldemort e seus seguidores não vão saber?...

- Bem... Basta que não saibam de seu pacto comigo, de sua tatuagem. A partir de nosso pacto concretizado, será como se nós compartilhássemos as afinidades mágicas. Eu só lhe propus isso porque, agora que estou em Hogwarts, estou em segurança. Não precisarei mais ter poderes suficientes para enfrentar os seguidores do Lorde das Trevas, nem uma energia tão latente. O único que saberá disto será Dumbledore, além de nós duas. Como não tenho mais ligação direta com Voldemort, nenhum deles poderá ter com você o contado que eles têm entre si... A não ser que VOCÊ passe para o lado deles.

- Não, Nunca! Eu jamais faria isso!

- Então...

Hermione pensou, pensou. Málaga se levantou, entregou a passagem do Expresso de Hogwarts para ela e deu às costas, indo embora.

- Tudo bem, Hermione, não precisa aceitar, eu acredito que você será forte. - em seguida entregou a varinha à garota - Eu lhe desejo boa sorte. Vamos embora?

Leah respirou fundo, olhou os lados e deu alguns passos.

- Sra Málaga! - chamou Hermione. - Espere.

Leah se virou. Hermione foi ao seu encontro, respirou fundo, fixando o olhar nos estranhos olhos violeta da professora.

- Eu aceito sua proposta.

Ela ficou um pouco espantada. Coçou a nuca, sem jeito.

- Tudo... Bem... Então... Vamos.

Ela deu alguns passos em direção ao centro das ruínas, seguida por Hermione. Ficaram sobre um piso de concreto, acima de alguns degraus, num espaço circular. Pelo jeito, fariam ali um tipo de quiosque, ou coreto grande, porque muitos pedaços de colunas e pedras estavam próximos, amontoados.

- Me dê sua mão direita.

Hermione hesitou um instante. Esticou a mão. Na sua palma estava a cicatriz em forma de raio.

- Bem... Seria bom... Se você escondesse isso também... só até sumir. Você não vai ficar quem nem o Harry não... isso já já desaparece - disse Leah, sorrindo - Depois eu lhe dou algumas bandagens... Quero lhe avisar: a partir do momento em que eu apertar sua mão, toda minha carga energética e mágica passará para você. Talvez você se sinta mal durante algum tempo, até que seu corpo se acostume. Tudo bem?

Hermione recolheu a mão. Pensou um tempo, e voltou a esticá-la.

- Tudo bem. Vamos logo.

Leah sorriu, admirando a coragem da garota. Ela segurou de leve a mão de Hermione. Fechou os olhos. A garota fez o mesmo. Leah então murmurou algumas palavras, como um feitiço. Hermione sentiu a mão formigar, um calor subir por todo o braço e espalhar-se pelo corpo. Uma fina dor começou dentro de sua cabeça, e começou a ficar tonta. De repente Leah apertou sua mão entre as duas e no mesmo instante a vista de Hermione se clareou como um flash, e escutou um estampido alto de dentro do corpo, como se algo estourasse. Sentiu as pernas bambearem, e que ia desmaiar.


*



- AI! - gemeu Harry, que arrumava sua mala para Hogwarts, levando a mão à testa, esfregando a cicatriz. - ...Que foi isso?



N.A 1: Aí está o 'grande acontecimento' da série Espada dos Deuses, nas primeiras duas fanfics da série. Hermione foi 'enfiada'na Sonserina, num plano de Leah e Snape. O porquê deles 'se sujeitarem' a resguardar uma sangue ruim... é algo que talvez não faça grande diferença por agora. Ah e eu cito duas coisas da fic aí também, o Chaos, que eu já citei, e o Crucifixus. O Chaos a Leah já comentou sobre, é um tipo de feitiço armadilha, vocês conhecerão ele melhor mais pra frente. Já o Crucifixus (crucifixo em latim) é um importante feitico de toda a série, que infelizmente nõa posso contar sobre ele agora.... xD

N.A 2: Muita gente se empolga com Hermione na Sonserina. Muita gente acha uma merda e pára de ler a fanfic. Se você achou legal e quer ver como vai ser, será um prazer ter sua comanhia. Se você nõa gostou e vai desistir, bem, obrigada por ao menos começar. ^_^

N.A 3: Sumi, né? deveria ter atualziado 2x vezes esas semana. Mas sabem como é, às vezes bate uma canseira.... xD

N.A 4: A EdD só é lida pela propaganda boca-a-boca, divulguem ela pros amigos q curtem ler fics! Eu agradeço! E perdoem os eventuais erros que eu deixei passar....

N.A 5: Semana que vem tem EdD Brasil no fanfiction.net, para os leitores de lá que também vem cá. Feliz Natal para todo mundo! Até o próximo capítulo!

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